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terça-feira, novembro 17, 2009

FRANK VIOLA: Reimagining Church 2





Capítulo 3 Reimaginando a ceia do Senhor.


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Em alguns aspectos, na ceia do Senhor, estamos participando da Comunidade trinitária, uma leitura cuidadosa da bíblia nos leva a pensar assim - Mt 4.4, Jo 4.3ss, 6.27- . Assim, Deus filho é o alimento para nós - Jo. 1,29, 6,27;. Ele também é a bebida - Jo 4,10; 6,53, 1Co 10,4,12,13, Ap. 22,17-.

Através da eternidade, o Pai e o Filho tem coparticipado em sua vida divina repartindo. O pai é a porção do Filho, e o Filho é a porção do Pai. Na mente divina, cada membro coparticipa na vida divina e está entre eles.



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Capítulo 4: Reimaginando um lugar de encontro
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"A escolha de ekklesia como a designação para a comunidade cristã sugere que os crentes do novo testamento acreditavam que a igreja não era nem um edíficio e nem uma organização. Eles erão pessoas- unidas pelo Espírito Santo- um povo que carregava um ao outro através de Cristo" Stanley Grenz, p. 83
Frank Viola defende o conceito de igreja no lar, como é o conceito chave da igreja orgânica, através do lar, se encontra a humildade de Cristo, reflete a família como natureza da igreja, sendo também o lugar onde há compromisso das pessoas com Deus e também com um ao outro.
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Capítulo 5 - Reimaginando a família de Deus
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A realidade de se viver como família de Deus pressupõem que: os membros tomem conta uns dos outros, gastando tempo entre si, demonstrando afeição, e como sempre se tudo vai bem,naturalmente, uma família cresce
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Capítulo 6- Reimaginando a unidade da igreja.
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"Healthy organic church life is nonsectarian, nonelitist, and nonexclusive. Such churches meet on the ground of Christ alone. Therefore, if Christians in organic churches are willing to go to the cross and refuse to divide from one another over doctrinal differences, God can knit their hearts and minds together" p. 133
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Capítulo 7- Prática da igreja e o eterno propósito de Deus.
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"The older man is the founder of organized religion. Organized religion is built on human ritual and hierarchy. By contrast, Christianity began as organic. But as time went on, it adopted the hierarchical structure of the Roman Empire. All of our denominations have adopted that same organizational structure. This structure can be traced to the old man. It originally came from the Babylonians and was passed on to the other cultures, including the Romans" p. 142
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quarta-feira, julho 29, 2009

FRANK VIOLA e LEN SWEET : A Jesus Manifesto








Os cristãos fizeram do evangelho tantas coisas... tantas coisas além de Cristo. Jesus Cristo é o ponto gravitacional que une todas as coisas e dá a elas significado, realidade e sentido. Sem ele, todas as coisas perdem seu valor. Sem ele, todas as coisas são nada, nada além de pedaços deslocados flutuando ao redor do espaço. É até possível considerar uma verdade espiritual, valor, virtude ou dom, ainda que se esqueça a Cristo... que é a personificação e encarnação de toda verdade espiritual, valor, virtudes ou dons. Busque uma verdade, um valor, virtude ou um dom espiritual em si mesmo, e você vai encontrar algo morto.


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O que é o cristianismo? É Cristo. Nada mais. Nada menos. O cristianismo não é uma ideologia. O cristianismo não é uma filosofia . O cristianismo é a "boa notícia", onde a beleza, verdade e bondade são encontrados em uma pessoa. A comunidade bíblica é fundada e encontrada na ligação a esta pessoa. A conversão é mais do que uma mudança de rumo, é uma mudança na conexão.. Jesus utiliza uma antiga palavra hebraica shubh, ou o seu equivalente aramaico, a chamada para" arrependimento "não implica uma visão de Deus distância, mas entrar em um relacionamento em que Deus é o comando central da ligação humana.


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O centro e circunferência da vida cristã não é senão a pessoa de Cristo.O centro e circunferência da vida cristã não é senão a pessoa de Cristo.Conhecer Cristo é a vida eterna.E sabendo-o profundamente, profundamente, e, na realidade, bem como vivenciar seu inescrutável riqueza, é o principal exercício de nossas vidas, como foi durante os primeiros cristãos. Deus não é tanto sobre a fixação de que as coisas têm corrido mal em nossas vidas como encontrar-nos no nosso desespero e dando-nos Cristo.


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Ser um seguidor de Jesus não envolve tanta imitação tanto quanto envolve implantação e imparcialização. Encarnação – a noção de que Deus conecta a nós na forma de um nenê e no toque humano – é a doutrina mais chocante da religião Cristã. A encarnação tanto aconteceu de uma vez por todas quanto o está em andamento agora, assim que Ele “que foi e que há de vir” agora é e vive sua vida ressurreta em nós e através de nós. Encarnação não se aplica somente a Jesus; se aplica a cada um de nós. Lógico, não da mesma forma sacramental. Mas próximo. A nós foi dado o Espírito de Deus que faz Cristo real em nossas vidas. Nós formos feitos, como Pedro colocou, “participantes da natureza divina”. Como, então, diante de uma tão grande verdade, podemos pedir por brinquedos e doces? Como podemos nos perder por dons tão inferiores e clamar por coisas tão religiosas e espirituais? Nós fomos tocados do alto pelo fogo do Todo Poderoso com fogo divino. A vida que venceu a morte – a vida ressurreta do Filho de Deus. Como não podemos ser atingidos também?


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Cristãos não seguem um livro. Cristãos seguem uma pessoa, e esta biblioteca de livros divinamente inspirada que chamamos "A Bíblia Sagrada" é a melhor ferramenta a nos ajudar a seguir essa pessoa. . A palavra escrita é um mapa que nos leva a a Palavra Viva. Ou como o próprio Jesus disse, "Toda Escritura testifica de mim." A Bíblia não é o destino, é uma bússola que aponta para Cristo.


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A Bíblia não oferece um plano ou um projecto de vida. . A "boa notícia" não foi um novo conjunto de leis, ou um novo conjunto de injunções éticas, ou um novo e melhor plano. A "boa notícia" foi a história de uma vida da pessoa, o que se reflectiu no Credo dos Apostolos. O mistério da fé proclama esta narrativa: "Cristo já morreu, Cristo passou, Cristo virá novamente." O significado do Cristianismo não provém de fidelidade à doutrina teológica complexo, mas um amor apaixonado por uma maneira de viver no mundo que gira em torno de seguir Jesus, que ensinou que o amor é o que faz da vida um sucesso. . . . . Não riqueza ou de saúde ou qualquer outra coisa: mas o amor. . E Deus é amor.


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A vida cristã, então, não é uma busca individual. É uma jornada coletiva. Conhecer Cristo e fazê-lo conhecido não é um projeto individual. Aqueles que insistem em um vôo solo de vida será trazido à terra através de uma terrível queda. Pois Cristo e sua igreja são intimamente unidos e conectados. O que Deus uniu, que nenhuma pessoa separe. Nós fomos criados para vida com Deus; nossa única felicidade é encontrada na vida com Deus. E o próprio prazer de Deus e deleite é encontrado dessa mesma forma.

domingo, julho 12, 2009

SIDNEY GREIDANUS: Pregando Cristo a partir do Antigo Testamento.



Capitulo 1- PREGAR A CRISTO E PREGAR O ANTIGO TESTAMENTO


"A igreja do Novo Testamento pregava o nascimento, o ministério, a morte e a ressureição e a exaltação de Jesus de Nazaré como cumprimento das antigas promessas de aliança com Deus, sua presença hoje no Espírito e seu iminente retorno. Em suma, pregar Cristo significava pregar Cristo encarnado dentro do contexto do pleno escopo da história da salvação" p. 18
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"pregar Cristo como sendo pretar sermões que integrem de modo autêntico a mensagem do texto com o climax da revelação de DEus na pessoa, na obra e no ensino de Jesus Cristo, conforme relevado no Novo Testamento" p. 24
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Sobre a necessidade de pregar a partir do Antigo Testamento.
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"Como um pastor cristão pode esperar alimentar o rebanho numa dieta espiritual equilibrada se negligencia, completamente, os 39 livros das Escrituras Sagradas dos quais Cristo e todos os autores do Novo Testamento receberam seu próprio alimento espiritual" p. 30
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"Como os gnósticos, Marcion tinha uma visão dualista do universo, em que o mundo material é mau e o espiritual, bom. Um bom Deus - puro Espirito- não poderia ter criado este mundo material. p. 34
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Bultmann acreditava que : "Para a fé cristã, o Antigo Testamento não é mais a revelação como foi antigamente, e ainda é, para os judeus. Para a pessoa que se encontra dentro da igreja, a historia de Israel é um capitulo fechado....a historia de Israel não é nossa história e, no tocante a Deus ter mostrado sua graça nessa historia, essa graça nao foi intencionada para nós...para nós a historia de Israel não é a história da revelação. Os acontecimentos que tinham significado para Israel, que eram a Palavra de Deus nada mais significam para nós... Para a fé cristã, o Antigo Testamento não é, no verdadeiro sentido, Palavra de Deus" p.37
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"apesar dessas grandes dificuldades, há muitas razões para os pastores pregarem a partir do Antigo Testamento: 1. o AT faz parte do canon cristão. 2. ele revela a historia da redenção que conduz a Cristo 3. ele proclama verdades que não são encontradas no NT. 4. ele nos ajuda a entender o NT 5. ele evita uma compreensão errada do NT e 6. ele oferece uma compreensão mais completa de Cristo" p. 41
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"Só no AT é que aprendemos que Deus criou os seres humanos à sua imagem e semelhança para ter comunhão com ele e uns com os outros, com um mandado de desenvolver e cuidar da terra. Só no AT é que recebenmos um retrato da queda humana no pecado, resultando em morte, divisão e inimizade entre a semente da milher e a semente da serpente. Só no AT é que ouvimos sobre a eleição de Abraão e de Israel como ponto de partida para a restauração de seu reino sobre a terra. Só no AT é que encontramos detalhes sobre a aliançã de Deus com Israel, as dez palavras da aliança- O Decalogo- as bençãos e as maldições. Só no AT é que ouvimos falar sobre a vinda do Messias e sobre o Dia do Senhor" p. 44
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"O AT mangém o evangelho fiel à História. É a defesa mais segura contra assimilação de filosofias e ideologias estranhas, contra uma fuga para uma piedade sentimental e puramente fora da realidade deste mundo, e contra aquele individualismo degradante que tão facilmente nos assedia" p. 48

segunda-feira, junho 29, 2009

N.T.WRIGHT: O Mal e a Justiça de Deus - 2


"O chamado do evangelho é para a Igreja implementar a vitória de Deus no mundo por meio do amor sofredor. A cruz não é apenas um exemplo a ser seguido, é um feito a ser executado, posto em prática. Porém, não deixa de ser exemplo, porque é o molde, o modelo para o que Deus quer fazer agora neste mundo, por seu Espirito, e por meio de seu povo. É o início do processo de redenção, em que o sofrimento e o martírio são meios paradoxiais para se alcançar a vitória." p. 88

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"Olhando para Jesus, descobrimos para nõs, a cruz é o novo Templo, o lugar onde vamos para nos encontrarmos com o verdadeiro Deus e conhecê-lo como Salvador e Redentor. A cruz passou a ser o local de peregrinação, onde contemplamos boquiabertos o que foi feito em favor de cada um de nós. A cruz se torna o sinal de que o império pagão simbolizadono vigor e no poder da força brutal, foi definitivamente desafiado por outro poder, o poder do amor, que finalmente vencerá" p. 89
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O alvo máximo de satanas,em outras palavras, é a morte - dos seres humanos e da própria criação. O meio escolhido por ele para levar o mundo e a humanidade à morte é o pecado, a rebelião da humanidade contra a vocação de refletir a imagem de DEus no mundo, a recusa de adorar ao Criador e a substituição dessa adoração e dessa vocação aos elementos criados e a perda inevitável da imagem de Deus. A morte não é um castigo arbitrário pelo pecado, é sua consequência necessária, já que rejeitar o Deus vivo, o que constitui idolatria, é o equivalente espiritual do que acontece quando um mergulhador corta seu próprio tubo de oxigênio. p. 98
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"quando a humanidade comete idolatria, adorando aquilo que não é Deus cmo se fosse, concede a outras criaturas e seres do cosmos um poder, um prestígio e autoridade sobre nõs, que nõs, submissos a Deus, deveríamos ter sobre eles. Ao adorar um idolo, seja ele qual for, você abdica algo de sua propria autoridade humana sobre o mundo e concede autoridade a esse idolo, chamado a ser uma força negativa, contrária a Deus, uma força oposta à criação, porque, sendo ela mesma parte do mundo transitório, esta destinada à decadência e morte e, caso nçao tenhamos cuidado, seremos arrastado juntos com essa força". p.100
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"Romanos 8 é a resposta mais profunda do NT para o problema do mal, para a questão da justiça de DEus,. E tudo acontece segundo o padrão do exodo, da libertação dos escravos, da cruz e da ressureição, da poderosa nova vida do Espírito" p. 105
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"A eclesiologia verdadeiramente bíblia deveria enfocar não tanto o fato de a Igreja ser uma comunidade de salvos, mas sim a comunidade dos que, redimidos pela cruz, são agora reino e sacerdotes que servem a Deus e reinam sobre a terra" p. 124
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"o motivo de A teologia cristã genuína ser uma atividade redentora, o esforço para entender e articular a forma como o criador está gloriosamente certo em ter criado o mundo e o redimido, exatamente como o fez. é parte da vocação administrativa da existência humana, que traz a ordem de DEus à mente e ao coração dos outros e, com isso, capacita as pessoas a adorarem o verdadeiro Deus e servirem a seus propositos permanentes" p. 125-126.
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"A expiação é mais do que uma transação abstrata, que coloca o perdão de DEus à disposição dos que o desejarem. Foi é a conquista estarrecedora, majestosa, pela qual o mal foi derrotado para que a nova era de DEus começasse. E nõs que afirmamos seguir Jesus só podemos fazer tal afirmação se vivermos pela regra do perdão- perdão verdadeiro, não as imitações baratas de que já falei. Só assim encotraremos a resposta cristã adequada ao problema do mal, nque não é uma teoria, mas uma vida, que será justificada ou validada na era vindoura, quando o mal for, enfim, abolido por completo" p.138
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"Quando entendermos o perdão que flui da obra de JEsus e do Espirito como o fato estranho e poderoso que ele é, começamos a perceber que perdão que DEus nos concede- e o perdão que concedemos aos outros- é a faca que corta as amarras que ainda nos ligam ao pecado, a ira, ao medo, à recriminação e à morte. No fim, o mal não terá nada a dizer, porque a vitória da cruz será completamente estabelecida" p. 145

sábado, junho 27, 2009

ALBERT NOLAN: Jesus antes do Cristianismo


NOLAN, Albert Jesus antes do cristianismo São Paulo: Paulus, 2003.


“Milhoes e milhões de pessoas, através do tempos, tem venerado o nome de Jesus, mas poucos conseguiram compreende-lo, e é menor ainda o numero daqueles que tentaram por em pratica o que ele queria que fosse realizado. Suas palavras tem sido interpretadas e deturpadas de modo a significar todas as coisas, qualquer coisa, e nada. Seus nome tem sido usado e abusado para justificar crimes, para assustar crianças e para inspirar uma insensatez heróica a homens e mulheres. Jesus tem sido mais frequentemente honrado e venerado por aquilo que não significou. A suprema ironia é que algumas das coisas, às quais ele fortemente se opôs na sua época, foram ressuscitadas, pregadas e difundidas mais amplamente no mundo- em seu nome” p.15
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"Embora o termo pobre nos evangelhos não se refira exclusivamente àqueles que eram economicamente depossuídos, certamente os inclui. Os pobres eram, em primeiro lugar os mendigos. Esses eram os doentes e aleijados, que tinham recorrido à mendicância porque nao tinham possiblidade de ser empregados e não tinham parentes que pudessem ou quisessem sustentá-los. (...) Os que eram economicamente pobres dependiam totalmente da caridade dos outros. Para um oriental, ainda mais do que para um ocidental, isso é terrivelmente humilhante(...) A pessoa realmente pobre, que depende dos outros e não tem ninguém que dependa dela, se encontra no último degrau da escala social. Não tem prestígio, nem honra. Quase não é humana. Sua vida não tem sentido. Um ocidental, hoje, diria que isso significa perder a dignidade humana." p. 40-41
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"O que tornou diferente o bom samaritano da parabola foia compaixão que sentiu pelo homem deixado semimorto à beira da estrada (Lc 10,33). O que tornou diferente o pai amoroso foi excesso de compaixão que sentiu por seu filho pródigo (Lc 15,20). O que tornou Jesus diferente foi a compaixão sem limites que ele sentiu pelos seus pobres e oprimidos.
A palavra compaixão é fraca demais para exprimir a emoção que movia Jesus. O verbo gregospalgchmizmai, usado em todos esses textos, é derivado do substantivo splagchnon, que signifca intestinos, visceras, entranhas, ou coração, ou seja, as partes inernas das quais parecem surgir as emoções fortes. O verbo grego, portanto, significa movimento ou impulso que brota das próprias entranhas da pessoa, uma reação das tripas. é por isso que os tradutores precisam lançar mão de expressões como ele foi tomado de compaixão ou piedade, ou ele sentiu piedade, ou seu coração se comoveu por eles. Mas nem mesmo essas expressões conseguem captar o profundo sabor físico e emocional da palavra grega para compaixão" p. 49
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Os milagres são frequentemente considerados, tanto por aqueles que neles acreditam como pelos que não creem, como fatos, ou fatos supostos, qu contradizem as leis da natureza, nã podendo portanto ser explicados pela ciencia ou pela razao. Mas não é isso absolutamente que a Bíblia entende por milagre, como qq biblista pode atestar. As leis da natureza são um moderno conceito cientifico. A Bíblia nda sabe sobre a natureza, e menos ainda sobre as leis da natureza. O mundo é criação de Deus e qq coisa que aconteçã no mundo, comum ou extraordinária, é prte da providencia de Deus" p. 55
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"Seria impossível superestimar o impacto que essas refeições devem ter tido entre os pobres e os pecadores . Aceitando-os como amigos e como iguais, Jesus afastara deles a vergonha, a humilhação e a culpa. Mostrando-lhes a importância que tinham para ele como pessoas, deu-lhes um senso de dignidade e libertou-os de seu cativeiro. O contato físico qiue deve ter tido com eles, quando se reclinava à mesa (Jo. 13, 25), e que ele obviamente nunca sonhou em coibir (Lc 7,38-39), deve ter feito com que se sentissem limpos e aceitáveis.
Além do mais, por ser Jesus considerado santo e profeta., teriam interpretado seu gesto de amizade como aprovação de Deus. Eles agora eram aceitáveis aos olhos de Deus. Seu estado de pecado, ignorância e impureza tinha sido esquecido e não mais pesava sobre eles". p.63
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"O perdão significava o cancelamento ou a remissão da dívida para com Deus. Perdoar em grego - aphiemi- significava cancelar, desobrigar ou libertar. Perdoar alguém é libertá-lo da dominação da história do seu passado. Quando Deus perdoa, ele esquece nosso passado e retira as consequências presentes ou futuras de transgressões passadas" p. 64
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"Jesus não só os curava e perdoava, como também lhes dissipava os temores e aliviava as preocupações. Sua simples presença os libertava" p. 67
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"O texto muito citado : Meu reino não é deste mundo (Jo. 18,36) não significa que o reino não está ou não estará neste mundo ou nesta terra. A frase é tipica de João e deve ser compreendida de acordo com o uso que João fazia das palavras. Em Jo 17,11.14-16, quando se diz que Jesus e seus discipulos estão no mundo, mas não são do mundo, o sentido é bastante claro. Embora vivam no mundo, não são mundanos, não concordam com os valores e padrões atuais do mundo. Se no mesmo evangelho se diz também que o reino não é deste mundo, isto deve ser interpretado da mesma maneira. Os valores do reino são diferentes de, e opostos a, os valores deste mundo. Não há razão para se pensar que isto signifique que o reino vai flutuar no ar em algum lugar, acima da terra, ou que seja entidade abstrata sem qualquer estrutura social e política tangível" (p.76)
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"Quando o reino de Deus vier, Deus tomará o lugar de satanás, ele governará sobre toda a humanidade e conferirá o reinado ou o poder de governar àqueles que servirem a seus propósitos, na sociedade. O mal será eliminado e as pessoas serão repletas de seu Espírito .... pode haver muita gente boa no mundo agora, mas o mal continua a ter a supremacia, satanás ainda está no poder" (p.77)
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Milagre dos pães e peixes- "neste caso não se diz que alguém tenha ficado admirado, maravilhado ou atônito, diz-se apenas que os discipulos não compreenderam" (Mc 6,52;8,17;18,21) "
"o acontecimento tem um sentido mais profundo, mas, em si mesmo o acontecimento não foi um milagre de multiplicação, e sim um exemplo notável de partilha"
"o milagre consistiu em que tantas e tantas pessoas deixassem subitamente de ser possessivas em relação à sua própria comida e começassem a partilhá-la, só para descobrir que havia mais do que o suficiente para todos. Dizem-nos que ainda sobraram doze cestos com restos. as coisas tendem a multiplicar-se quando são partilhadas" p.81
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" O reino de Deus será, portanto, uma sociedade na qual não haverá nenhum prestígio, nenhhum status, nenhuma divisão entre pessoas inferiores e superiores (...) Aqueles que nao possam suportar que mendigos, ex-prostitutas, empregados, mulheres, crianças sejam tratados como seus iguais, aqueles que não possam viver sem se sentirem superiores, ao menos em relação a algumas pessoas, simplesmente não se sentirão em casa no reino de Deus, ttal como Jesus o compreendia. Esse vão querer se excluir do reino"p. 89-90
"se o amor significa solidariedade, então o ódio significa não-solidariedade. O que Jesus está pedindo é que a solidariedade grupal da família seja substituída por solidariedade mais fundamental com toda a humanidade"
"Jesus queria libertar todas pessoas da Lei- de todas as leis. Mas isto não pode ser conseguido abolindo-se ou mudando a Lei. Ele precisava destronar a Lei., Tinha que garantir que a Lei estivesse a serviço do homem e não o dominasse - Mc 2,27-28-. O homem precisa ser responsável por sua serva, a Lei, e usá-la para servir às necessidades da humanidade. Isso é muito diferente de licenciosidade, ausência de lei ou permissividade irresponsável. Jesus relativizou a Lei para que seu verdadeiro objetivo pudesse ser alcançado" p. 108
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"Acreditar em Deus é acreditar que o bem é mais poderoso que o mal e que a verdade é mais forte que a mentira. Acreditar em Deus é acreditar que, no fim, o bem e a verdade vão triunfar sobre o mal e a mentira e que Deus vai vencer satanás. Qualquer que acredite que o mal vai ter a ultima palavra, ou que o bem e o mal tem cada um cinquenta por cento de possibilidades de vencer, é ateu. Existe no mundo uma força dirigida para o bem , um poder que se manifesta nos impulsos e forças mais profiundas existentes no homem e na natureza. Se Jesus não acreditasse nisso, não teria nada para dizer.
A fé no reino de Deus, ent~;ao, não é apenas questão de aceitar os valores do reino e ter vaga esperança de que um dia ele há de chegar à terra. A fé no reino é a convicção de que, aconteça o que acontecer, o reino há de vir. E é essa convicção que fará com que o reino venha, porque essa convicção é verdadeira. A verdade há de vos libertar- Jo 8,32" p. 125
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"Jesus não estava evitando a questão politica. Pois, como mostrou Segundo, localizar o elemento politico no tempo de Jesus nas estruturas do Imperio Romano, porque é isso que mais se assemleha a um moderno imperio politico...é anacromismo. Ele continua explicando: a vida politica, a organizacão civica das multidões judaicas, seus fardos, sua opressão...dependiam muito menos do Imperio Romano e muito mais da teologia que reinava nos grupos de escribas e fariseus. Eles, e não o Imperio, impunham fardos intoleraveis aos fracos...estabelecendo assim a verdadeira estrutura socio-politica de Israel. nesse sentido, a contrateologia de Jesus era muito mais politica do que qualquer declaração ou ato contra o Império Romano" p.141
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"Certamente, a coisa mais surpreendente nos evangelhos é o fato de que Jesus pregou a respeito de um reino reliigioso politico, do qual os homens de religião - zelotas, fariseus, essenios e saduceus- seriam excluídos, ou antes do qual eles se excluiriam a si mesmos. De acordo com Mateus, JEsus disse a eles que os coletores de impostos e prostitutas estão entrando no Reino de Deus e não voces - Mt 21,31" p. 145
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"Há aqui um paradoxo, o paradoxo da compaixão. A unica coisa que Jesus estava decidido a eliminar era o sofrimento: os sofrimentos dos pobres e dos oprimidos, os sofrimentos dos doentes, os sofrimentos que sobreviriam se a catastrofe viesse a acontecer. Mas a unica maneira de acabar com o sofrimento é renunciar a todos os valores mundanos, e suportar as consequencias. Só a disposição de sofrer pode vencer o sofrimento no mundo. A compaixão destroi o sofrimento, por nos levar a sofrer com e em beneficiio dos que sofrem. Um sentimento de simpatia para com os pobres, que nao inclua a disposição de partilhar de seus sofrimentos, seria algo inutil. Não poderemos partilhar as bençãos dos pobres a não ser que estejamos dispostos a partilhar seus sofrimentos" p. 165
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"Salvar a propria vida signifca agarrar-se a ela, ama-la,. dedicar-se a ela, e portanto, temer a morte. Perder a propria vida é desligar-se dela, apartar-se dela e, oprtanto, estar disposto a morre. O paradoxo é que o homem que teme a morte ´já está morto, enquanto o homem que deixou de temer a morte , nesse mesmo momento começou a viver. Uma vida verdadeira, e que vale a pena, só é possível quando se está disposto a morrer" p.165
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quarta-feira, junho 10, 2009

MARK DRISCOLL: Vintage Jesus


"Jesus was revealing to the man he was not merely a good person, but in fact God. Even Jesus´enemies were equally clear that Jesus refused to be considered merely a good man. They wanted to kill Jesus because he was making himself equal with God" p. 19


Quão humano era Jesus?



"Jesus era um cara. Como meu pai pintor, ele era um trabalhador de construção que manejava um martelo para viver. Porque Jesus trabalhou num tempo que não havia maquinas poderosas, ele tinha calos em suas mãos e musculos em seus braços, e não parecia nada com muitas imagens drag-queen que se fazem de Jesus hoje, com aqueles cabelos longos, flutuando, e uma roupa cheia de acessórios certinha, combinando as sandálias com a bolsa a tira colo. Jesus não tinha Elton John e nem Spice Girls em seu Ipod, ou um Beetle verde limão na sua garagem. Não, Jesus não era o tipo de pessoa que se você cruzasse na rua, você teria que ver se tinha o pomo de Adão para definir que sexo ele era.


Eu não estou certo de onde começou esta feminização de Jesus, mas acho que é o resultado da confusão entre Nazareno e Nazireu. Um homem que tinha um voto nazireu (como Sansão) não era permitido cortar seus cabelos ou beber alcool. POrque Jesus era da cidade de Nazaré, algumas pessoas erroneamente assumiram que ele tinha tomado o voto de nazireu, que é algo completamente diferente. Nos sabemos pelas escrituras que Jesus tomou vinho e que os homens do seu dia, não achavam legal ter um cabelo cumprido do tipo rock star, mas sim seria uma desgraça porque nenhum cara iria querer aparecer como uma lady


A verdade é que não temos nenhuma idéia de como Jesus era, porque não qualquer evidência histórica a respeito. Os bizantinos colocaram a barba porque era um símbolo de Poder. Os vitorianos colocaram o cabelo louro. Mais de cinquenta filmes sobre Jesus, nenhum ator era etinicamente judeu, o que significa que estes retratos são imprecisos(....)


Meu ponto é que se nós vemos Jesus como um homem, nos deveriamos encara-lo como um cara normal carregando sua marmita numa mão e sua caixa de ferramentas em outra. Ele fazia coisas normais que as pessoas fazem hoje, como comer, ir ao banheiro, tirar catoto do nariz. Eu digo estas coisas não como sacrilégio ou demegrindo a Jesus de qualquer forma, mas para apontar o que os livros da Bíblia dizem sobre Ele., que Ele era completamente humano com um corpo físico real que funcionava como o nosso corpo, estas são minhas implicações práticas" p. 32-34






"Defendendo de acordo com a posição bíblica da Calcedonia,nos devemos reter ambas as coisas, a completa divindade e completa humanidade de Jesus Cristo. Para aceitarmos isto, nos devemos concluir que quando Jesus se tornou homem, ele nao mudou sua identidade como Deus mas mudou seu papel. De acordo com Agostinho, "Cristo adicionou a si o que ele não era, ele não perdeu o que ele era".

Entretanto, enquanto Jesus manteve-se completamente homem e completamente Deus durante sua encarnação, ele manteve todos os seus atributos divinhos e fez disponivel isto numa certas ocasiões, como, quando ele perdoou os pecados, que somente Deus pode fazer.. A bíblia é clara , entretanto, mesmo quando ele não usou seus atributos divinos, eles estavão com ele. Por exemplo, 1Tm 1:17, Jesus é o rei que possui os atributos divinos da eternidade, imortalidade e invisibilidade e é chamado de o único Deus. De acordo com as Escrituras, os outros atributos divinos de Jesus, ele os tinha durante sua vida na terra, tais como onipresença, criação, salvação e a deidade como o único Deus. Em suma, Jesus não deixou de ser completamente Deus qando estava na terra, mas de acordo com Fp. 2:5-11, ele se humilou escolhendo não dispor de seus atributos divinos sempre" p. 36-37


"One of the most atonishing things about Jesus is that as God actually chose to come into our fallen, sick, twisted, unjust, evil, cruel, painful world and be with us to suffer like us and for us. Meanwile, and evil of this world while reading dumb books about the rapture just hoping to get out. Jesu truly lived a painful life that was fully human" p. 44




Por que Jesus veio para terra?


"Jesus veio para revelar para nos um entendimento em três perspectivas sobre o que ele era e o que ele fez. Como profeta, Jesus confronta-nos e chama-nos para o arrependimento do pecado. Como sacerdote, Jesus conforta-nos e vem a nós para salvar-nos dos pecados e habilitar -nos a uma nova vida. Como rei, Jesus ordena-nos sobre sua autoridade para cada aspecto de nossa vida sobre uma constante transformação em santificação" p.79


"As prophet, Jesus was actively pointing out sin in my life trough Scripture and the Holy Spirit. As king, Jesus as revealing to me the implications os his rule over my entire life. As priest, Jesus was kindly and patiently forgiving my sin and changing my life through his Word, his Spirit, and people whom he had brought alongside of me as friends" p. 81


Profeta + Rei - Sacerdote = Jesus dos fundamentalistas.


Porque Deus é o chefão que manda em nós, esta forma de religião embulha a gente num ciclo onde se nos achamos que estamos indo bem, nos enchemos de orgulho, e se nós estamos indo mal, ficamos deprimidos. Em nenhum estagio recebemos socorro de amor porque Jesus não é completamente valorizado como sacerdote.


Profeta + Sacerdote - Rei= Jesus do Evangelicalismo.


O resultado é uma vida dupla de hipocrisia em que chamamos Jesus de Senhor, falamos que sua palavra é verdade, e então fazemos o que bem entendemos porque as calças são nossas, o dinheiro é nosso, a internet é nossa, a comida é minha, o alcool é meu, a agenda é minha, a vida é minha, e a gloria é minha, e eu vou regrar como rei todos os aspectos da minha vida enquanto que Jesus é nada mais que um assistente confiavel.


Sacerdote + Rei - Profeta = Jesus do liberalismo.


O resultado triste aqui é que Jesus nunca é visto como alguém que pode nos ofender, levantar sua voz, ferir nossos sentimentos, falar duro, ou mandar individuos para o arrependimento com um senso de urgência porque ele é um cara infinitamente paciente, tolerante e compreensivo.

Quando Jesus não é visto como profeta, crenças pecaminosas e comportamentos errados são abençoados, porque falar a verdade e ordernar o arrependimento precisam de uma voz profética. Consequentemente, o cristianismo liberal é cheio de tolerancia a homossexualismo e universalismo, como se qualquer pratica sexual ou religião fossem aceitaveis aos olhos de Jesus

p. 83-85
Por que a mãe de Jesus precisava ser virgem?
"Martinho Lutero comenta que enquanto que a concepção virgem de Jesus foi o maior milagre de Deus na vida de Maria, o fato da sua fé em Deus é talvez o maior milagre de todos. É a nossa oração, que pela graça de Deus, você possa seguir esse exemplo maravilhoso de fé desta menina adolescente que foi honrada por Deus com o nascimento e surgimento do Senhor Jesus Cristo, Emanuel, Deus conosco, que veio para salvar a nós, pecadores dos nossos pecados. Lindamente, nosso novo nascimento através de Jesus é como o nascimento de Jesus em ambos os casos são milagres que acontecem inteiramente em Deus e são recebidos pela fé" p. 101



O que Jesus conquistou na Cruz?
Na cruz como nosso substituto Jesus tomou sobre o si o pior de nós. Isso não significa que ele pecou. Ele tomou sobre o pecado. Como resultado, naquele momento Jesus gritou que ele havia sido esquecido pelo seu pai, Jesus se tornou o mais horrivel, mal, vicioso, sujo, corrupto, rebelde,obscuro ser em toda criação. Naquele momento, Jesus se tornou homossexual, alcolatra, ladão, glutão, viciado, pervertido,adultero, adorador de idolo, prostituto, pedofilo, porco religioso auto-justificado- e tudo mais que podemos ser. Martinho Lutero é um dos poucos teologos que não vacila nessa liçao sobre esta verdade e chama isso de a grande troca. Por mais chocante que seja este fato, a Escrituras falam que na cruz ele trocou sua perfeição por nossa imperfeição, sua obediência por nossa desobediência, sua intimidade com o Deus Pai por nossa distância de Deus o Pai, suas benções por maldições, sua vida por nossa morte. Como Isaias 55,6 diz: Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós. (p. 114)
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No pé da cruz de Jesus, nós aprendemos que nossa fé não é de uma vida vitoriosa, mas uma vida vitoriosa apenas através da morte excruciante e dolorosa. Consequentemente, Jesus dá boas vindas para nós escolhermos a cruz e morrer. Em nossa epoca de ginastas religiosos e truques que prometem uma vida vitoriosa sem dor ou morte, o convite para morrer não vai ajudar a vende um monte de copias deste livro, mas vai ajudar a assegurar a você que continue a caminhar com Jesus, que disse, que se alguém quer o seguir, que negue a si mesmo e tome sua cruz e o siga.