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sexta-feira, julho 27, 2007

Encarnação, missão e salvação

Período Oriental
o Estado, a sociedade, a cultura, a própria natureza constituem objetos reais da missão, e não um ambiente neutro em que a única tarefa da igreja seria preservar sua própria liberdade interior, manter sua vida religiosa...No mundo da encarnação, nada de neutro remanesce, nada pode ser tirado do Filho do homem.
Alexander Schmemann in Bosch, p. 260.

Período Romano-Medieval



A esperança pelo reino de Deus se transformou em esperança pelo céu, o lugar ou estado de vida em que as pessoas que fazem o bem serão recompensadas e o qual se alcança como prêmio para perseverança. Visando a isso, desenvolveu-se uma prática penitencial cada vez mais refinada. Orientavam-se os crentes quanto a maneiras apropriadas de realizar o auto-exame espiritual a fim de que pudessem analisar melhor suas consciências e detectar suas fraquezas morais em sua constituição espiritual. Em termos positivos, esse desenvolvimento ajudou a criar uma tradição de integridade e vitalidade moral no cristianismo ocidental
p. 268

terça-feira, julho 17, 2007

Universalismo em Paulo.

Segundo Paulo, portanto, igreja e mundo estão vinculados por um elo de solidariedade. a igreja, como criação já redimida, não pode jactar-se de uma escatologia realizada para si mesma em oposição ao mundo. Ela está inserida, como uma comunidade de esperança, no contexto do mundo e de suas estruturas de poder (...) enquanto qualquer parcela da criação de Deus sofrer, eles estarão impedidos de participar da glória escatológica.

importa que os cristãos fazem e quão autenticamente demonstram a mentalidade de Cristo e os valores do reinado de Deus em suas vidas cotidianas. Ele está incumbido de ampliar neste mundo, o domínio do vindouro mundo divino (...) É impossível crer no triunfo vindouro de Deus sem que se milite pelo Reino de Deus aqui e agora e sem uma ética que se empenhe e lute para acercar a criação de Deus da realização da promessa de Deus em Cristo" p. 191



"A igreja é chamada a ser a comunidade de pessoas que glorificam a Deus anunciando sua natureza e suas obras e tornando manifestas a reconciliação e a redenção que ele operou através da morte, ressurreição e reinado de Cristo ( 1Co 5:18-20)" p. 211


"A igreja não é metaterrenal. Ela se envolve com o mundo, o que significa que é missionária. As pessoas cristãs são conclamadas a praticar um estilo de vida messiânico dentro da igreja, mas também a exercer um impacto revolucionário sobre os valores do mundo.(...) a igreja é igreja no mundo e para o mundo, o que significa que ela tem uma vocação e missão ativa para com a ordem criada e suas instituições. A igreja é aquela comunidade de pessoas que estão engajadas em criar novas relações entre si e na sociedade mais ampla e, ao fazê-lo, testemunham o senhorio de Cristo. Ele não é um Senhor particular ou individual, mas sempre, como SEnhor da igreja, também Senhor do mundo" p. 212

" a igreja é uma realidade proléptica, o sinal do raiar da nova era em meio à antiga e, assim, a vanguarda do novo mundo de Deus. Ela age, simultaneamente como penhor da firme esperança da transformação do mundo quando do triunfo último de Deus e se empenha, em todas as suas atividades, no sentido de preparar o mundo para seu destino vindouro. A igreja sabe, que a aparência deste mundo passa e que o tempo se abrevia". p.213

David J. Bosch, Missão Transformadora

quarta-feira, julho 11, 2007

Outra hipocrisia



... para Mateus, a hipocrisia é mais do que fazer de conta ou fingimento. Hipocrisia é fazer o mal. É uma falha de conduta que se refere tanto às pessoas quanto a Deus. Não fazer o bem significa fazer o mal; não produzir fruto significa produzir fruto errado. Os hipócritas deixaram de obedecer à vontade de Deus; vivem fora do relacionamento pactual com Deus; não são mais herdeiros do reinado de Deus. Aos que fazem o mal e hipócritas se contrapôem-se aos dikaioi, os justos, os que produzem fruto (Mt 13. 41-43; 23.27)"
Bosch, p. 95