Mostrando postagens com marcador Donald Miller. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Donald Miller. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, agosto 26, 2010

Donald Miller's Blog

Donald Miller's Blog: "The problem Christians face is the Bible is not attempting to answer how questions. And if it is, it’s a terribly written book and not practical in any way in terms of addressing how to succeed, how to get married, how to be more sexy, how to lose weight, how to organize your finances or how to build a business. Instead, the Bible is a why book. The Bible is answering much larger questions: Why do we exist, why do we not feel loved, why is there pain in the world, why has God left us and so forth. Are there exceptions? Sure. The Proverbs has some wisdom on how to live, and there are other examples, but they are few."

sábado, agosto 14, 2010

UM MILHÃO DE QUILOMETROS EM MIL ANOS

O que você faria se pudesse mudar o roteiro de sua vida?
Depois de escrever uma autobiografia de sucesso, a vida de Donald Miller estagnou. De repente, ele perdeu até a vontade de sair da cama. Evitava responsabilidades e questionava o sentido da vida. Contudo, quando dois produtores de cinema propuseram transformar sua biografia em um filme, Miller viu ali o início de uma nova história cheia de riscos, possibilidades, beleza e significado. Um milhão de quilômetros em mil anos é a crônica dessa oportunidade singular de reinventar a própria jornada, de poder atuar como um diretor de cinema no roteiro da própria vida.

 

 

 

Escrever sua vida como se fosse uma história, a partir do desafio de roteirizar um livro auto-biográfico, deixa-lo melhor, Donald Miller parte para esta metáfora como um estilo de vida. Fazer da sua vida uma boa história. O cristianismo de Don Miller não é um gênero muito ortodoxo, talvez por isto, nos provoque tanto. Ler seus livros é descobrir uma graça que atravessa as paredes da igreja, uma graça presente em cada cena da vida, por mais comum e banal que seja, ela está lá.

 

 

“Ouvi dizer que muitos dramaturgos acabavam suas histórias com um enterro, fosse ela trágica, ou com um casamento, fosse ela cômica. Acho que isso explica a razão pela qual damos tanta importância a casamentos, porque o casamento significa vida e porque a noiva e o novo já estão velhos para escrever um cartão de agradecimentos pelos jogos de colheres que você lhes deu. E talvez porque você pode beber e dançar, seja qual for sua idade. Eu só danço em casamentos. Eu praticamente só bebo, também, em casamentos, e na maioria das vezes, por causa disso, aí eu dou meus passinhos de dança. Uma das coisas que me dão esperança é que, mesmo com toda a tragédia que acontece no mundo, a Bíblia diz que, quando chegarmos ao céu, haverá um casamento, haverá bebida e dança” p. 47

“O interessante da morte é que ela faz com que você se lembre de que a história que estamos contando tem fim (…) Meu tio contou uma boa história com sua vida, mas acho que houve tanta tristeza no seu enterro porque sua história não estava acabada. Se a história que você está contando não for boa, ninguém vai pensar que você morreu muito cedo, as pessoas vão simplesmente pensar que você morreu. Mas meu tio morreu cedo demais (p.50;52)

Fico pensando, no entanto, se uma das razões pelas quais não reconhecemos o esplendor da vida é porque não queremos a responsabilidade inerente a esse reconhecimento. Não queremos ser personagens em uma história porque personagens têm de se mover, respirar fundo e enfrentar conflitos com coragem. E se a vida não é fora de série, então não precisamos fazer nada disso, podemos ser vítimas relutantes, em vez de participantes agradecidos” p. 75

“A regra geral de histórias é que os personagens não querem mudar. Eles devem ser forçados a mudar. Ninguém acorda e começa a perseguir um vilão ou desarmar uma bomba, a menos que algo o obrigue a fazer isso. Os vilões acabaram de roubar sua casa e estão fugindo com o último rolo de papel higiênico ou a bomba está presa ao seu gato favorito. É esse tipo de coisa que faz um personagem se mexer” p. 116

Acho que é nesse ponto que a maioria das pessoas desiste de sua história. Elas saem da faculdade com vontade de transformar o mundo, de se casar, de ter filhos e de mudar o modo como as pessoas compram artigos de escritório. Mas elas chegam lá no meio e descobrem que era mais díficil do que imaginavam. Não conseguem mais ver a praia distante e ficam se perguntando se estão avançando com as remadas. Nenhuma das árvores atrás delas está ficando menor e nenhuma das árvores pela frente está ficando maior. Elas descarregam a raiva no cônjuge e saem à procura de uma história mais fácil” p. 195

Não acredito que seja um ato humano que fará com que as coisas na terra sejam perfeitas e não acredito que Deus irá intervir antes de minha morte ou, até onde se sabe, antes de você morrer. Em vez disso, acredito que vamos continuar a desejar uma resolução que não virá de modo algum, não na vida como conhecemos. p. 219

Fomos ensinados que havia um buraco em forma de círculo em nosso coração e que tentamos preenchê-lo com os pinos quadrados do sexo, das drogas e do rock and roll, mas só o pino redondo de Jesus poderia preencher o buraco. p.221

É díficil imaginar uma religião imersa em tanta dor e sacrifício tornou-se uma promessa de euforia na tera. Acho que Jesus pode melhorar as coisas, mas não acho que ele vá deixá-las perfeitas. Não aqui e não agora. p. 222

 

 

 

sábado, setembro 01, 2007

Fé em Deus e pé na tábua


Acabei de ler o livro, terminei a jornada de uma semana acompanhado essa estranha peregrinação de Houston até Portland, guiado por passatempos e desventuras, por uma estranha providência que não deixa eu largar o livro até acabar a gasolina da última página.

O livro é bom, faz um retorno a um cristianismo simples, tão puro que nem se vê Cristo nele, não há pecados, não nenhuma cruz, apenas destinos cruzados pela providência, o grande nome de Deus ali é providência, a teologia naturalis de Aquino, agora experimentada a cada litro de gasolina queimado na Kombi, a cada engasgada de seu motor.

No fim, eu acho que há ali um cristão mais puro, um cristão que vive plenamente, um Cristo que não é mera superstição, pois é vivido nos detalhes de cada quotidiano, de cada cena que some no retrovisor.

No fundo, no livro as verdadeiras perguntas estão respondidas, sem qualquer fingimento, sem qualquer elaboração teórica para provar que estão certos, somos apenas pessoas, uma kombi velha sem nenhuma pretensão de mostrar cada kilometro da jornada para Deus, mas apenas alguns flashes vistos de uma janela de uma dessas peregrinações.


trecho:

"certa vez, ouvi que o verdadeiro amor não pergunta o que vai receber em troca; ele é dado incondicionalmente. Ele apenas tenta tirar o peso das costas de alguém, reduzir seu fardo e, se for retribuído, ótimo, mas não é por isso que você faz as coisas. Isto me faz pensar se o verdadeiro amor, não o lixo que negociamos na esquina, mas o verdadeiro amor, duradouro, amor de antigos casais, é outra metáfora. Quer dizer, eu estava pensando sobre isso outro dia e não consegui descobrir um sentido para o amor em termos dos mecanismos darwinianos. Parece que há uma razão para o sexo, para luxúria, pra tudo isso- mas e quanto ao amor? Como o amor, assim, como a beleza e a luz, ajudam no processo darwiniano? E fiquei pensando se o próprio amor, a coisa verdadeira, do tipo que Lyle Lovett canta, não era outra metáfora para Deus" p.165

a história:

Dois amigos, uma Kombi 1971 e muito asfalto – esta é a receita deste livro. Trata-se do relato das aventuras de Paul e Don ao longo dos três meses em que percorreram o interior dos EUA. Ao devorar quilômetros de asfalto a bordo de uma velha kombi Volkswagen, a dupla tenta descobrir se a vida pode ser mais do que um tedioso emprego de segunda a sexta ou do que as trilhas enlameadas onde o mundo inteiro parece estar atolado. Viaje junto com Paul e Don enquanto eles aceleram estrada afora e mergulham nas mais profundas questões humanas, descobrindo respostas que estão distantes das palavras – respostas que precisam ser vivenciadas para serem totalmente compreendidas.

sexta-feira, agosto 31, 2007

"A vida é uma dança na direção de Deus, começo a pensar. E a dança não é tão graciosa quanto desejaríamos. Enquanto deslizamos e rodopiamos, com nossos passos ensaiados, Deus atrapalha nossos pés, pisa em nossos dedos e raspa em nossos sapatos. Então, aprendemos a dançar com aquele que nos criou. E é uma dança díficil de aprender, porque seus passos são estranhos" Donald Miller

segunda-feira, julho 23, 2007

dinheiro e medo


"quando fazemos o que Deus quer de nós, somos abençados, ficamos espiritualmente saudáveis. Deus quer que doemos uma parte do nosso dinheiro para seu trabalho na Terra. (...) Ele quer que você supere o medo- aquele medo de confiar nele. É um lugar assustador, mas é aonde você deve ir como seguidor de Cristo.




Rick em Don Miller, Como pinguins.., p. 187

quarta-feira, julho 18, 2007

ego-a-esmo


"Seis bilhões de pessoas vivem neste mundo e só consigo pensar em uma- eu".


Donald Miller.

terça-feira, julho 17, 2007

Deus e a roleta.


For me, however, there was a mental wall between religion and God. I could walkaround inside religion and never, on any sort of emotional level, understand that God wasa person, an actual Being with thoughts and feelings and that sort of thing. To me, Godwas more of an idea. It was something like a slot machine, a set of spinning images thatdolled out rewards based on behavior and, perhaps, chance.


The slot-machine God provided a relief for the pinging guilt, and a sense of hopethat my life would get organized toward a purpose. I was too dumb to test the merit of theslot machine idea. I simply began to pray for forgiveness, thinking the cherries might lineup and the light atop the machine would flash, spilling shiny tokens of good fate. What Iwas doing was more in line with superstition than spirituality. But it worked. Ifsomething nice happened to me, I thought it was God, and if something nice didnít, Iwent back to the slot machine, knelt down in prayer, and pulled the lever a few moretimes. I liked this God very much because you hardly had to talk to it and it never talkedback. But the fun never lasts.



My slot-machine God disintegrated on Christmas Eve when I was thirteen. I stillthink of that night as ìthe lifting of the haze,î and it remains one of the few times I cancategorically claim an interaction with God. Though I am half certain these interactionsare routine, they simply donít feel as metaphysical as the happenings of that night. It wasvery simple, but it was one of those profound revelations that only God can induce. Whathappened was that I realized I was not alone in my own surroundings. Iím not talkingabout ghosts or angels or anything; Iím talking about other people. As silly as it sounds, Irealized, late that night, that other people had feelings and fears, and that my interactionswith them actually meant something, that I could make them happy or sad in the way thatI associated with them. Not only could I make them happy or sad, but I was responsiblefor the way I interacted with them. I suddenly felt responsible. I was supposed to makethem happy. I was not supposed to make them sad. Like I said, it sounds simple, but when you really get it for the first time, it hits hard.


I was shell shocked.



Donald Miller, Como os pinguins me ajudaram a entender Deus thomas nelson brasil