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sábado, dezembro 26, 2009

ED RENE KIVITZ: O Livro mais mal humorado


"O aprendizado do prazer é a libertação do desejo. Quem vive se consumindo pelo desejo do que não tem não é capaz de desfrutar o que tem. Vive da falta, desperdiça a posse. O Eclesiaste ensina que, se você não aprender a desejar o que possui, o que está à mão agora, você poderá ganhar um milhão- ou dois, ou três- mas nunca ficará satisfeito" p.112


"Se alguma mensagem afirma que Deus deve ser usado como meio, e nãom como fim em si mesmo, não é o evangelho de Jesus Cristo. O evangelho de Jesus prega a satisfação da alma em Deus. O evangelho apresentado como fonte de acesso aos desejos da alma é um evangelho distorcido. Usar Deus para obtenção de objetos de desejo é perverter a relação, porque na verdade, a nossa experiência com Deus deve nos dar a satisfação naquilo que possuímos, e não acesso àquilo que desejamos" p. 115


O Livro mais mal humorado da Bíblia.

domingo, dezembro 20, 2009

ED RENE KIVITZ: Vencendo a injustiça


"Não só o preguiçoso é tolo. Aquele que exagera na medida do esforço para ganhar dinheiro, também é tolo. O Eclesiastes diz que é tolice, algo como correr atrás do vento, obter dois punhados com esforço exagerado se é possível viver com tranquilidade tendo apenas um punhado" p. 74


Ed Rene Kivitz , Livro mais mal humorado da Bíblia

segunda-feira, dezembro 14, 2009

CESARE MILOSZ: Significado


SIGNIFICADO

Quando eu morrer, verei o avesso do mundo.
O outro lado, além do pássaro, da montanha, do poente.
O significado verdadeiro, pronto para ser decodificado.
O que nunca fez sentido fará sentido,
o que era incompreensível será compreendido.

Mas e se o mundo não tiver avesso?
Se o sabiá na palmeira não for um signo,
Mas apenas um sabiá na palmeira? Se a
seqüência de noites e dias não fizer sentido?
E nessa terra não houver nada, apenas terra?

Mesmo se assim for, restará uma palavra
despertada por lábios agonizantes,
mensageira incansável que corta e corre através de
campos interestelares, galáxias que giram,
e clama, reclama, grita.

segunda-feira, dezembro 07, 2009

HAROLD KUSHNER: Eclesiastes


O Eclesiastes não é um mero professor de sabedoria, ainda que mais honesto e direto que a maioria deles. Não é apenas amigo da afetação e da hipocrisia. É um homem com um medo desesperado de morrer antes de aprender a viver. Nada do que já fez, nada do que fará teria importância, pois um dia morrerá e será como se nunca tivesse vivido. E ele não consegue suportar este medo de morrer e desaparecer sem deixar um traço de si.

quarta-feira, agosto 08, 2007

2. transcender

A espiritualidade cristã implica em cuidar do espírito e relacionar-se com o Espírito a partir do encontro pessoal com Jesus Cristo p. 92

Pecado é uma opção pela auto-suficiencia que gera em nós uma ilusão de potencia e faz-nos desperdiçar recursos como se fossem inesgotáveis, fazendo-nos descer a ladeira até a desumanização p. 98

Reino é o ambiente em que a vontade de seu soberano é exercida sem restrições e resistências.

Orar é estar sob as vistas de Deus, e cada vez que voce estiver consciente que está sob as vistas de Deus, estará orando p. 111

O que Jesus pretendia era estabelecer não apenas uma dimensão pessoal em nosso relacionamento com Deus, como também enquadrar esse relacionamento numa moldura de extrema afetividade e dependência, como deve ser todo relacionamento entre pai e filho p.112


C.S. Lewis: devemos colocar diante de Deus o que está em nós e não o que deveria estar em nós p.121

A legitima oração não é outra coisa senão a completa submissão do espírito humano ao Espírito de Deus para que o Espírito de Deus realize seus propósitos eternos em-atraves-por-apesar do espírito humano p. 125

A verdade (clareza na visão da realidade), a couraça da justiça (consciência sem culpa), os calçados da paz (relacionamentos íntegros), o escudo da fé (convicções fortalecidas), o capacete da salvação (correta relação com Deus) e a espada do Espírito (a revelação de Deus) p. 127

1. Imago Dei


Qualquer conquista que não sobreviva ao tumulo é incapaz de trazer a experiência de plenitude e encher de significado os dias p. 38


O cristianismo afirma que a essência ultima do Universo é uma pessoa. Ou melhor, a Pessoa. O Eu, o Verdadeiro, o real, é a Pessoa. O fundamento de todas as coisas é Deus. E Deus é Pessoa. P.54

A interpretação mais interessante é a que propõe que os sete dias são os dias da revelação de Deus a Moisés, o que significa que Deus criou o Universo num período indefinido e revelou o processo em sete dias p.55

Do relato de gênesis, três pontos são importantes:
1. antes de existir qualquer coisa, existia Deus
2. antes de existir qualquer coisa, havia design-designio.
3. a ultima intenção do relato bíblico é afirmar que o Universo não é auto-existente, não é auto-sustentavel.

“A teologia cristã diz que em Cristo sabemos como Deus é como o Homem deve ser. Sabemos como Deus é, porque Jesus é Deus-encarnado. Jesus Cristo nos revela o propósito da vida humana: a perfeita comunhão com Deus, a ponto de podermos afirmar: Eu e o Pai somos um, pois assim pretendeu Jesus ao orar ao Pai que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti. Que eles também estejam em nós” p.59

A imagem de Deus no homem possui pelo menos quatro dimensões fundamentais: espiritual, pessoal, relacional e criativa. Espiritual porque Deus é Espírito. Pessoal, porque Deus é plural. Criativa, porque Deus delegou sua autoridade para que o homem exerça domínio sobre o restante da criação. P.66


O ser humano assemelha-se a Deus quando faz o bem e exerce domínio sobre as coisas.

Descansar é recusar-se a mudar o que Deus Eterno determinou como sucessão natural dos fatos... a atividade de Jesus no sabado contraria a vontade de Deus, ou, muito ao contrário, é justamente a expressão da vontade de Deus.(...) trabalho é igual a descanso quando o ser humano não tem a pretensão de tomar nas mãos o controle do Universo, mas de se oferecer como instrumento para que Deus mesmo administre o mundo, e essa vocação de exercer domínio sobre a criação mediante a autoridade delegada por Deus é, sem duvida, uma expressão da imagem de Deus no ser humano. P 73

O cristianimso é o caminho daqueles que escolheram responder ao sentido da vida a partir da imago Dei conforme expressa em Jesus de Nazaré, o Cristo de Deus p.80


Viver cumprindo as finalidades segundo as quais fomos criados é o nosso desafio, ou seja, realizar os propósitos inerentes de sermos imagem e semelhança de Deus p.85

ed rene kivit. vivendo com propósitos. mundo cristão

segunda-feira, julho 30, 2007

Kenosis


por Ed Rene Kivitz

No Concílio de Nicéia (325 d.C.), sob o imperador Constantino, e no primeiro Concílio de Constantinopla (381 d.C.), se o consenso de que Cristo era eterno, uma encarnação divina, (chamada de "homoousios"), que significa consubstancial com Deus Pai, em uma só pessoa, porém com duas naturezas - completamente divina e completamente humana - e propósitos.

"O termo KENOSIS (ke/nwse - ekénose) que significa esvaziamento, é encontrado no Novo Testamento como o esvaziamento de Jesus (Fl 2,7), esta relacionado a sua divindade, mas precisamente ao deixar de lado seus atributos divinos sem perder sua natureza divina. Jesus deixa de depender de seu poder divino para depender do Espírito Santo". A definição é simples, mas serve.

A discussão ao redor da kenosis de Jesus está no contexto das disputas cristológicas, que debate a natureza de Jesus Cristo durante os primeiros séculos do Cristianismo, e gira ao redor do objeto do esvaziamento, ou, o que foi que Jesus deixou no céu ao descer para a terra?

No emaranhado de heresias históricas a respeito, há pelo menos duas possibilidades de explicação da kenosis: esvaziamento na forma e nos atributos. Jesus é Deus esvaziado dos atributos próprios de sua divindade (onipotência, onipresença e onisciência), embora intocado em sua natureza divina (eternidade e santidade). Isso implica dizer que o esvaziamento de Deus em Jesus não diz respeito à natureza de Deus. Deus é o mesmo, antes e depois de sua kenosis. Podemos considerar a kenosis, portanto, um critério de relação de Deus com sua criação e suas criaturas.

Creio que Deus conduz a história independentemente de sua kenosis, mas entra na história sempre esvaziado, através de Jesus. Apenas para diferenciar os critérios de relacionamento de Deus com sua criação e suas criaturas, falemos do Deus exaltado (sem kenosis) e do Deus esvaziado, em Jesus (com kenosis). Deus conduz a história desde seu alto e sublime trono, Deus exaltado, mas participa da história em Jesus, o Deus esvaziado . Estes são os sentidos das chamadas teofanias: a presença de Deus, em Jesus, no Velho Testamento, antes da encarnação.

Aqui surge um mistério: existe kenosis antes da encarnação. Somente o Deus esvaziado se manifestaria no tempo e seria passível de ser percebido por suas criaturas. O Deus em seu alto e sublime trono habita em luz inacessível (1Timóteo 6.16), e não pode ser contemplado pelo mortal.

Por esta razão, quando Moisés solicita que Deus lhe mostre sua glória, Deus lhe concede ver sua bondade: "Eu farei passar toda a minha bondade por diante de ti", pois "Não poderás ver a minha face, porquanto homem nenhum verá a minha face, e viverá" (Êxodo 33.20).

O Deus que precisa descer para saber o que se passa em Babel (Gênesis 11.5), verificar a pertinência das acusações feitas contra Sodoma e Gomorra (Gênesis 18.20 ,21), e colocar Abraão à prova (Gênesis 22.12) é o Deus esvaziado em Jesus. Dizer que tais expressões são meras figuras de linguagem implica a diminuição da verdade bíblica. Estes não são exemplos de antropomorfismo como figura de linguagem, mas de antropomorfismo como kenosis, pois o Deus que participa da história é o Deus esvaziado em Jesus.

Podemos concordar com Ariovaldo Ramos quando diz que em Filipenses 2 há, portanto, duas kenosis.. A primeira é Deus em forma de servo (a kenosis antes da encarnação): deus se esvazia para incluir a humanidade em si mesmo, diminui-se para que o finito conviva com o eterno sem ser esmagado pela eternidade e pela glória do Eterno; a segunda é Deus em forma humana (a kenosis da encarnação): Deus se esvazia para se identificar em termos absolutos com a humanidade (Hebreus 4.15,16; 10.5) e para conduzir a humanidade à participação em sua natureza divina (2Pedro 1.4).

Os grandes conflitos da espiritualidade cristã consistem no desejo humano de conviver aqui e agora com o Deus exaltado, negligenciando todas as possibilidades de convivência com o Deus esvaziado.

A maioria das pessoas quer um Deus exaltado: onipotente, onipresente e onisciente, que invade a história com seu poder e autoridade e interfere na realidade em benefício dos seus. A proposta cristã, entretanto, é um convite ao seguimento do Deus esvaziado, que habita nos seus através do Espírito Santo. Sua forma de atuação não é a intervenção que perpetua a imaturidade, mas a cooperação que convida à emancipação e autonomia.

Quanto tempo será necessário para que os cristãos assumam que o Deus exaltado continua a agir na história como Deus esvaziado? Este é o tempo de afirmação da terceira kenosis: o esvaziamento de Deus para habitar sua igreja: Deus age em nós, através de nós, apesar de nós, e nos dá o privilégio de cooperar com Ele em sua obra de redenção (João 14.16-23; 1Coríntios 3.16; 6.19; 12.4-7; Efésios 2.20-22; 1Pedro 2.4-6; Apocalipse 21.3).

domingo, julho 29, 2007

Peregrino

Quanto mais o peregrino for capaz de discernir e de interferir no outro mundo, maior a possibilidade de êxito neste mundo (...) O cristão é um peregrino que caminha em comunhão. O cristianismo é a trilha da intimidade com Deus e com o próximo. Cristianismo é conexão
p.7
A capacidade de viver um momento de cada vez, expressando a imago Dei por meio de minha singularidade, é o que chamo viver com propósito
p. 8

“Quem deseja experimentar a profundidade da vida de Deus não precisa deixar tudo de lado para olhar apenas para Deus. Ao contrário, não pode deixar nenhum aspecto da realidade circundante fora da interação com Deus



Ed Rene Kivitz, Vivendo com propósitos, Mundo Cristão

terça-feira, julho 03, 2007

Outra fé



A maioria dos discipulos contemporâneos busca crescer na fé para que possa usufruir mais de Deus. São poucos os que buscam crescer na fé para que possam ser mais úteis nas mãos de Deus.


Os heróis da fé não são heróis por serem muito abençados, mas porque abençoam a muitos.


Fé crer que Deus tem para nós planos de paz e felicidade, para nos dar um futuro. Somente quem crê assim é livre para deixar de pensar em si e experimentar a liberdade necessária para que as mãos sejam mobilizadas na direção do serviço ao próximo.


Não quero a fé que espera Deus trabalhar por mim. Quero a fé que me faz trabalhar para Deus;. Não quero a fé que me faça prosperar entre meus irmãos. Quero a fé que me faça cooperar e servir para que meus irmãos prosperem. No fundo, acho que sou movido por ambições maiores: não quero apenas ser fiel, quero ser herói da fé. Não me basta ser o tipo de homem que é digno do mundo. O que quero mesmo é ser o tipo de homem do qual o mundo não é digno.








Ed Rene Kivitz, Outra Espiritualidade, p. 187-188.

segunda-feira, julho 02, 2007

Outra espiritualidade

Ed René Kivitz Outra Espiritualidade Ed. Mundo Cristão

Missão integral
"A igreja é a comunidade da graça, comunidade terapêutica, agência de transformação social, sinal histórico do Reino de Deus, instrumentalizada pelo Espírito Santo enquanto serve incondicionalmente a Jesus Cristo, Rei dos reis, Senhor dos senhores, a quem seja glória eternamente, amém" p. 57


"Jesus nunca orou em busca de poder. Na verdade, sempre advertiu seus discipulos a respeito das armadilhas do poder. Seu reino não seria de servos, mas de amigos, e seus amigos deveriam reinar não como poderosos, mas servos. Jesus esteve ocupado em manter-se submisso ao Pai, guardando a exata relação de dependência e rendição. As expressões de poder seriam consequências naturais. Curar pessoas, expulsar demônios, andar sobre as águas, alimentar multidões, ressuscitar mortos e falar com autoridade eram os bons frutos da árvore boa, que mesmo sendo em forma de Deus, não teve por usurpação aferrar-se aos seus direitos e prerrogativas divinas. Esvaziou-se, assumiu a forma humana e vestiu os trajes de servo, pois sabia que, no mundo dos homens, o poder seduz e degrada quem o possui, mas o amor constrange os corações na direção de Deus Pai. Mesmo porque o inferno, ainda imperfeitamente, imita o poder de Deus, mas jamais é capaz de um mínimo gesto de amor" p. 72-73

Padre Antonio Vieira:
"a Palavra de Deus apresentada com sentido inverso ao pretendido por Deus ao proferi-la não é palavra de Deus; é palavra do Diabo" p. 65

"Ministérios institucionalizados não se preocupam em transformar vidas de dentro para fora, querem mesmo é conquistar o mundo e organizar uma sede internacional" p. 87


"A conversão já não implica transformação, e os frutos dignos do arrependimento já não são esperados ( Mt 3:8). Pior do que a adesão institucional, a legitimidade da conversão está vinculada à satisfação do cliente. Convertido não é aquele que se tornou nova criatura ( 2Co 5:17), mas aquele para quem Deus funciona, em que funcionar equivale abençoar". p. 90

Outro Casamento.


"O compromisso conjugal não é um atalho para o prazer indolor, mas um passo na direção da coragem para o autoconhecimento, da transformação e do crescimento pessoal, no intercâmbio de forças e fraquezas, em que um faz o outro melhor, muitas vezes às custas de atrito e faísca, pois somente o ferro com ferro se afia. Costumo dizer que durante a vida de solteiro nos estragamos, e o casamento é a principal resposta terapêutica de Deus. Quem não quer crescer, vencer limites emocionais, rescrever sua história, exorcizar seus demônios, fica solteiro e pula de paixão em paixão, em relações que são eternas enquanto duram. Isso sem falar na saúde das futuras gerações e no equilíbrio sistêmico possível apenas a uma sociedade que saiba valorizar a família" p. 45

Ed Rene Kivitz, Outra Espiritualidade.

segunda-feira, novembro 13, 2006

Koinomia



KIVITZ, Ed Rene Koinomia Abba Press, 1994.

“Quem pensa que a vida cristã é algo entre eu e Deus, engana-se, a vida cristã é coletiva, pois pessoas precisam de Deus e pessoas precisam de pessoas, e Deus mesmo foi quem quis assim” p. 24

“Quando somos abençoados por pessoas que agem em nome de Jesus, na verdade, somos abençoados pelo próprio Senhor Jesus. Por isso é que podemos experimentar a presença de Deus quando nos uni-mos com pessoas que pertencem a Ele” p. 25

Discipular: “é compartilhar a Palavra de Deus através de relacionamentos íntimos, até que o discípulo seja como Cristo e faça mais por Cristo” p. 29

“Um grupo existe quando o ambiente de confiança é tal que as pessoas podem se expressar sem constrangimentos, na certeza de que serão ouvidas, aceitas e ajudadas” p. 42