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domingo, novembro 21, 2010

Tradições x tradição

" Tradições são um fato perigoso, porém persistente da vida. Quando pensamos que nos livramos delas, já formamos novas. O problema é, quais delas descartar, quais serão mantidas e o que fazermos com as mantidas para preservar sua importância "

Sally Morgenthaler in Brian Mclaren - A igreja do outro lado, p. 86

sexta-feira, agosto 20, 2010

Unstudying God: Finding God in the Barren Land



Lendo Deep Church me deu curiosidade para saber mais do movimento emergente como também tradicional.
 
Para saber do primeiro, fui na fonte Emergent Village, acabei dando de cara com um artigo, no mínimo, provocador. Unstudying God: Finding God in the Barren Land de George Elerick, que também possui um blog, chamado de Love Revolution. O artigo é uma tentativa de teologia não-teologia, enfim, alguma baboseira irrotulável ou pode ser lido como poesia de má qualidade.


Vamos para algumas pérolas do artigo.

"Teologia é estudar Deus..mais especificamente de alguma deidade. É um lugar onde nós vamos e tentamos entender Deus, onde nós tentamos trazer nossos bisturis e avaliar cientificamente se Deus faz sentido para nós. Trazemos nossa história, os ambientes, medos e sonhos, tudo isto para este lugar para encontrar o Deus que existe além de Deus. Nós estamos afetados por todo nosso passado, presente e futuro, quando entramos no reino do estudo de Deus.
Estudar Deus pressupõe que Deus deseja que nós desconstruamos Ele. Que de alguma forma Deus quer ser encontrado. Em nosso estudo, bem profundo onde reside o subconsciente, nós queremos salvar Deus daqueles que nos cercam.

(...)
Teologia é a prática e estudo de Deus como vimos antes, mas as nossas descobertas são frutos deste estudo. Frutas podem apodrecer, envelhecem e morrem. Precisamos de novos frutos, com o risco de deixar alguns dos velhos frutos para trás.

(...)

A terra estéril nos chama para baixarmos nossos livros, nossos paradigmas, nossas pressuposições juntamente com o nosso medo do incerto e descobrir que Deus vive nas lacunas de todos eles. A terra estéril é despojada de todo estudo, pois Deus está além dela. A terra estéril é um lugar que nos chama para fora da escuridão, para a luz. A terra estéril é despojada de toda a luz. É um lugar isolado, onde Deus, através das escavações de seus tesouros como um homem velho mexendo em sua coleção de bugigangas. Ele chama, como João Batista no deserto. É na terra estéril onde ele deve ser feito.


quinta-feira, agosto 19, 2010

Jim Belcher: Deep Church.

É possível uma convergência entre a igreja emergente e a igreja tradicional (neo-ortodoxa), este é o dilema que Jim Belcher tenta responder. O livro traz uma descrição acurada dos dois grandes movimentos atuais de eclesiologia em resposta ao pós modernismo, só por isto já vale a leitura, e busca conceber uma terceira via, a partir de uma concepção de C.S. Lewis : deep church- igreja profunda.

Algumas notas e grifos do Kindle sobre a leitura, por ora.

Sobre a sua igreja e a forma de ser, Belcher diz: Através de nossa pregação, liturgia, e santa ceia semanal e uma comunidade de crentes unidos em Cristo, nós queremos prover um pouco de água viva para o mundo perdido.

A igreja emergente não gosta da insistência da igreja tradicional de que a crença- a adesão a certas doutrinas deve preceder o pertencer

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Deep Church: A Third Way Beyond Emerging and Traditional (Jim Belcher)
- Highlight Loc. 982-83 | Added on Sunday, August 22, 2010, 01:10 AM

the emerging church does not like the traditional church's insistence that belief (adherence to certain doctrines) must precede belonging (being part of the community).

A igreja emergente não gosta da insistência da igreja tradicional de que a crença- a adesão a certas doutrinas deve preceder o pertencer (ser parte na comunidade).


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Deep Church: A Third Way Beyond Emerging and Traditional (Jim Belcher)
- Highlight Loc. 994 | Added on Sunday, August 22, 2010, 05:35 PM

"persons will join a community before affirming the beliefs of that community. In other words, emerging culture places belonging before believing."

pessoas irão se juntar a uma comunidade antes de afirmar as crenças desta comunidade. Em outras palavras, a cultura emergente coloca pertencer antes de acreditar"

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Deep Church: A Third Way Beyond Emerging and Traditional (Jim Belcher)
- Highlight Loc. 1008-9 | Added on Sunday, August 22, 2010, 05:39 PM

I'm not sure that reversing the order of believing and belonging will answer these questions. I am in favor of belonging, but I don't want to shortchange belief.


Sobre esta questão, Belcher diz: "Eu não estou certo que reverter a ordem de acreditar e pertencer irá responder estas questões. Eu sou a favor de pertencer, mas eu não quero uma crença meia-boca".

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Deep Church: A Third Way Beyond Emerging and Traditional (Jim Belcher)
- Highlight Loc. 1025-26 | Added on Sunday, August 22, 2010, 06:57 PM

"emergent writers commonly so prioritize belonging that it is difficult to see how one can honor the precious responsibilities and privileges of those who have actually become Christians.""


"Os escritores emergentes geralmente priorizam tanto pertencer que é difícil ver como alguém pode honrar as reponsabilidades e privilégios preciosos daqueles que tem realmente se tornado cristãos".

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Deep Church: A Third Way Beyond Emerging and Traditional (Jim Belcher)
- Highlight Loc. 1038-39 | Added on Sunday, August 22, 2010, 07:06 PM

"In the first part of Jesus' ministry, he's training the disciples so they would know exactly who he is. Through his teaching, his miracles, his actions, his ministry, Jesus is answering the disciples' questions about Jesus' identity.

“A primeira parte do ministério de Jesus, ele está treinando os discípulos para eles soubessem exatamente o que ele era. Através de seu ensinamento, de suas ações, seu ministério, Jesus está respondendo as questões dos discípulos sobre a identidade de Jesus”

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Deep Church: A Third Way Beyond Emerging and Traditional (Jim Belcher)
- Highlight Loc. 1014-15 | Added on Monday, August 23, 2010, 12:30 PM

So simply declaring that belonging precedes belief is not always helpful.

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Deep Church: A Third Way Beyond Emerging and Traditional (Jim Belcher)
- Highlight Loc. 1021 | Added on Monday, August 23, 2010, 12:32 PM

the New Testament affirms that Christians constitute a new and distinctive community, which includes boundary markers (1 Corinthians 6:9-11).

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Deep Church: A Third Way Beyond Emerging and Traditional (Jim Belcher)
- Note Loc. 1021 | Added on Monday, August 23, 2010, 12:32 PM

ao nao estabelecer limites esquece-se do ensino do NT DA Carson
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Deep Church: A Third Way Beyond Emerging and Traditional (Jim Belcher)
- Note Loc. 1039 | Added on Monday, August 23, 2010, 12:34 PM

um meio termo pode ser encontrado no ministerio de Jesus
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Deep Church: A Third Way Beyond Emerging and Traditional (Jim Belcher)
- Highlight Loc. 1054-57 | Added on Monday, August 23, 2010, 12:35 PM

"The way I see it," he said, "the emerging church wants to invite people into the community, not push them to have a `decisional conversion.' There are some positives to this. I think it's legitimate to have an unbounded set with no barriers to the church community so that non-Christians can wander in and out. But the bounded-set of the traditional church also has positives there are reasons for pushing people to make a decision to accept certain truths in order for them to understand that they are being converted

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Deep Church: A Third Way Beyond Emerging and Traditional (Jim Belcher)
- Highlight Loc. 1067-69 | Added on Monday, August 23, 2010, 12:37 PM

The Rich Ruler comes to Jesus, clearly thinking that he is in the inner circle (a true believer in Jesus and part of God's covenant family). In the conversation, Jesus demonstrates his love and concern that the Rich Ruler not be deceived about where he stands by challenging him. Jesus calls the Ruler to follow him so that the Ruler would realize that he's not in the inner circle.

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Deep Church: A Third Way Beyond Emerging and Traditional (Jim Belcher)
- Highlight Loc. 1139-40 | Added on Monday, August 23, 2010, 12:50 PM

the traditional church has emphasized individual salvation, which has led it to neglect God's creation. Thus Christianity is mere "fire insurance." The answer to this privatized faith, they say, is regaining a robust view of the kingdom of God and the church's mandate to mission.

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Deep Church: A Third Way Beyond Emerging and Traditional (Jim Belcher)
- Highlight Loc. 1268 | Added on Wednesday, August 25, 2010, 12:07 AM

I appreciate Brian's stress on kingdom living, but his description leaves us powerless to enter the kingdom and to live it out.

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Deep Church: A Third Way Beyond Emerging and Traditional (Jim Belcher)
- Highlight Loc. 1290 | Added on Wednesday, August 25, 2010, 12:12 AM

We settled on four words: gospel, community, mission and shalom.

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Deep Church: A Third Way Beyond Emerging and Traditional (Jim Belcher)
- Highlight Loc. 1297 | Added on Wednesday, August 25, 2010, 07:32 AM

We witness this radical new way of living by our renewed lives, beautiful community, social justice, and cultural transformation.

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Deep Church: A Third Way Beyond Emerging and Traditional (Jim Belcher)
- Highlight Loc. 1302-5 | Added on Wednesday, August 25, 2010, 05:42 PM

To make this clear our four core commitments are presented like this:
Gospel-Community--Mission--Shalom
The order is important. As we are affected by the gospel, we are empowered to move into community to care for one another. And as we care for one another, we begin to reach outside of our community with acts of mercy mission. And as we move into our community with acts of service and mercy, we begin to look for ways to make and renew culture and its institutions so that they honor God's original design for creation. This is shalom.

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Deep Church: A Third Way Beyond Emerging and Traditional (Jim Belcher)
- Note Loc. 1305 | Added on Wednesday, August 25, 2010, 05:43 PM

deep church esta baseada num processo-valor q vai do evangelho ate a shalom
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Deep Church: A Third Way Beyond Emerging and Traditional (Jim Belcher)
- Highlight Loc. 1309-10 | Added on Wednesday, August 25, 2010, 05:44 PM

We want to be missional, to be agents of mercy, to connect and to transform culture. But in doing all these things, we don't want to be guilty of gospel reductionism. Without the gospel, Christianity is just one more system of morality or man-made religion.

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domingo, junho 27, 2010

Erwin McManus: Segundo Movimento

 

A próxima seção do livro de Erwin McManus, Uma Força em Movimento, vai tratar do segundo movimento, ou seja, o movimento coletivo, sendo o primeiro estudado – o individual. A seção tem dois capítulos, num fala-se sobre a E-Moção e noutro, sobre a  Arquitetura Cultural.

“As pessoas estão reunidas em função de um éthos que molda não apenas as ações, como também a mente e o coração. Deus enviou seu Filho para atrair os indivíduos para si, mas também o fez para transformar a cultura. E Jesus intercede para que sejamos um, assim como ele e o Pai são um”.

 

Capítulo  4.

E-MOÇÃO

O autor começa a detalhar  o conceito de ethos a partir da emoção, como um sentimento coletivo moldurado de forma cultural dentro de uma comunidade. Como um estado mental corporativo intenso que se apresenta de modo subjetivo, um sentimento comum.

O poder do éthos é que os seres humanos, se tornam, no dizer do autor, como esponjas que absorvem tudo quanto está ao seu redor.(p. 115)

Sendo assim, o autor expõe que o objetivo final do cristianismo não deveria fazer dos cristãos apenas bons cidadãos, mas revolucionários pela causa de Jesus Cristo. No sentido, da propositura de uma ordem nova de relacionamento social pautado no evangelho e não um amoldamento moralista ao mundo atual.

Erwin McManus cita um exemplo ruim e confuso dessa revolução Thomas Jefferson. sobre ele há um parágrafo, no mínimo, problemático:

“É absurdo o argumento segundo o qual Jefferson era um deísta e, portanto, não teria uma cosmovisão cristã. Ele era um bom deísta cristão. Suas conclusões eram resultado de uma mente formada a partir de valores cristãos, de crenças cristãs e de uma cosmovisão cristã. Mesmo sua convicção de que todos têm o direito de optar pelo culto que melhor lhes aprouver segue o princípio de que o Deus Todo-poderoso criou as pessoas com uma mente livre” (p. 121)

Ao meu ver, o exemplo de Jefferson é mais de como o ethos cristão pode funcionar mesmo com aqueles que negam seu fundamento, do que o exemplo de um catalisador cultural cristão.  Jefferson é mais uma esponja, do que uma torneira aqui.  Neste aspecto, o próprio autor volta dizendo que, “Jefferson apelou para o poder do éthos como algo maior que a mais alta forma de autoridade institucional ou governamental” (p. 122)

O éthos, como padrão cultural emergente tem, então, o poder de formentar o momentum, que pode gerar e definir uma cultura, pensando nas igrejas, o problema é que muitas congregações há apenas a reprodução em menor escala do éthos corrompido da sociedade, não se busca qualquer estratégia ou mesmo algo que seja irrelevante, há apenas uma reprodução do imaginário social e cultural.

“Em toda disciplinma, seja nas intelectuais ou artisticas, a igreja deveria despertar a inveja das nações, algo como a maneira pela qual a cultura judaica conseguiu manter um éthos que nutriu o intelecto de alguns dos mais renomados cientistas do mundo e a capacidade artística de vários cineastas mais talentosos. O direito de nascença da igreja é o de ser a principal fonte de criatividade e potencial humano”.

Não há um dualismo dialético entre a ação humana e a glória de Deus, o éthos apostólico funde as duas correntes num fluxo redentório da humanidade, por meio da sua morte e ressureição, Jesus acionou um éthos capaz de ser aplicado em todas as expressões culturais deste planeta.

O autor termina o capítulo, lembrando…

“Não basta receber a luz: é preciso ser inflamado. Por muito tempo nos concentramos em assegurar que as pessoas acreditassem nas coisas certas, mas não ligamos para suas preocupações. Sei que isso pode parecer heresia, porém é mais importante mudar o alvo dos cuidados das pessoas do que as coisas que elas acreditam! Você pode crer sem se importar, mas não dá para se importar sem crer. Não podemos encher nossas igrejas com gente que mantém crenças bíblicas e preocupações mundanas. Quando despertamos o éthos apostólico, o coração de Deus começa a pulsar na igreja de Jesus Cristo. A fé cristã é uma experiência mobilizadora!” p. 125

 

 

capítulo CINCO

ARQUITETURA CULTURAL

O autor coloca que cada cultura tem uma formação própria que é tão espiritual quanto natural. A tarefa da liderança é auxiliar a igreja na formação, construção desta obra cultural revolucionária que é o éthos apostólico.

“Se as igrejas locais são, em essência, subculturas espirituais esperando para se transformar em revoluções culturais, então nós, como líderes espirituais, precisamos nos envolver em nosso ambiente como arquitetos culturais”. (p. 132)

Neste sentido, o autor busca as metáforas que simbolizam um certo padrão cultural ou uma cultura, tais como bandeiras nacionais, times de futebol, etc.

Neste sentido, a metáfora da igreja, da fé cristã é a cruz, ela vai além do memorial do sacríficio de Jesus e se torna um convite a cada cristão a negar-se a si mesmo e seguir a Cristo carregando a sua própria cruz. É uma metáfora, que brilhantemente resuma o autor, implica em sacrifício e serviço. Sendo esta metáfora reforçada no batismo

“O batismo é uma sepultura aquática. É outro memorial da morte, do sepultamento e da ressureição de Jesus Cristo.  Toda pessoa que passa a fazer parte da comunidade cristã precisa declarar pessoalmente sua morte, seu sepultamento e sua ressureição de um modo peculiar e extraordinário. Todo seguidor de Jesus Cristo entra em sua sepultura para depois viver” p. 133

quarta-feira, abril 21, 2010

ERWIN MCMANUS: Momentum


Continuando a leitura do livro UMA FORÇA EM MOVIMENTO do Pastor Erwin McMaus, da igreja Mosaic em Los Angeles. O seguinte capítulo do livro trata sobre o Momentum.

Se o primeiro capítulo tratou das questões sobre a inércia atual da igreja, este irá falar sobre como sair deste repouso e começar a se movimentar.

A geração de mudanças começa por uma redefinição de valores:”Como a igreja estava fundamentada em valores que reforçavam a estabilidade, a segurança, a previsibilidade e a padronização, essa era de mudanças, aparentemente, pegou-nos de surpresa. É algo irônico se pensarmos que a igreja foi criada para revolucionar. Ela deve ser um movimento, e não uma instituição” (p. 75)

O passado deve ser repensado não como um lugar de estabilidade, onde permaneceremos, devemos lembrar dele, mas não se restringir a ele. “As lembranças da atividade divina em nossa vida devem nos mover em direção ao futuro. Nossas experiências do passado precisam nos proporcionar a confinça necessária para enfrentar os desafios do amanhã” (p. 76).

A igreja então deve ser um refúgio para o mundo, e não do mundo. As pessoas olham para igreja, e a encaram como se ela fosse um refúgio das realidade que as cercam, Contudo, a igreja não foi criada para ser um monastério, porque para Deus não deve haver nenhum lugar onde nós possamos nos esconder, a não ser nEle.

“Quando a igreja se transforma no abrigo em que nos protegemos de um mundo em processo de mudança radical, deixamos de nos voltar para Deus e de fazer dele nosso lugar seguro e nosso abrigo. Quando a igreja é um movimento, ela se transforma em lugar de refúgio para um mundo descrente. A igreja se torna o lugar onde as pessoas que buscam DEus finalmente o encontram; o lugar para gente arrasada e fatigada finalmente encontrar cura e ajuda; o lugar onde o solitário e marginzalizado são abraçados e amados na comunidade de Cristo. Quando a igreja se torna um movimento, e não um monastério, ela vira um lugar de transformação para a própria cultura da qual fugimos apavorados” (p. 77)

A definição de movimento não tem o sentido perjorativo, de apenas um agito emocional ou algo provocado para tanto, a definição de movimento se contrapõe a de instituição, no sentido de procurar dialogar com a cultura atual de maneira pro-ativa, transformando-a pelo evangelho, é uma igreja que não aceita o isolacionismo ou, pior, a assimilhação.

Como diz Paschoal Piragine em seu livro sobre Crescimento Integral: A igreja projetada por Jesus Cristo cresce como movimento — não se limita a ser um monumento. A mesma idéia recebe a seguinte frase de McManus, “a igreja jamais deveria ser um monolíto, e sim um movimento gerador de movimentos capazes de mudar a história” (p.77)

A definição de Momentum.

Mometum é definido pelo autor de acordo com sua formulação científica, P=MV2, sendo que P significa momentum, M é a massa, e V a velocidade. sem massa ou velocidade, o momentum será nulo.

A massa é igual a pessoas, sem elas não há momentum. Por exemplo, quando as pessoas se mobilizam é que começa a existir o momentum, pois há velocidade. O autor levanta a questão da dicotomia aparente entre quantidade e qualidade, em que se associaria quantidade a uma linha de montagem e qualidade à algo singular e autêntico.

É claro que momentum não é igual ao tamanho da massa, nisto ele recorda-se da história de Gideao – Jz 7:1-8, colocando a oposição que Gideão estava concentrando-se na massa enquanto que Deus estava pensando no momentum.

Contudo, Deus não cria uma contradição entre momentum e quantidade, basta ver a igreja primtitiva- Atos 2:47.

Já vimos que massa não é o momentum, então, o que é a velocidade? É a resposta da igreja À questão da rapidez, sendo esta, uma maneira de demonstrarmos a pressa com que uma coisa se move, mas não oferece nenhuma informação além disso. Então, a velocidade se distancia da rapidez, especificando uma direção. Aquela se liga a urgência, esta tem a ver com o movimento em si. Finalmente, conforme o autor, a velocidade seria a rapidez com propósito. “Deus nunca quis que a Bíblia fosse estudada como objeto de pura informação ou conhecimento. A Palavra de Deus foi escrita de maneira que pudéssemos oferecer uma resposta à verdade e à voz divina” (p.83)

Outra palavra para definir isto seria intencionalidade, a velocidade como rapidez em uma direção, sendo fundamental para a liderança apostólica. Esta liderança não poderá ficar limitada a determinar o caminho a ser seguido, mas deve seguir o caminho, pois liderança sem movimento é nula. Lembre-se que se o momentum se move proporcionalmente em relação à massa, ele se move exponencialmente quando em relação com a velocidade.

A intencionalidade – mover-se em direção a um objetivo- se liga a aceleração-aumento da força de suas ações-.

“Quando você se movimenta na velocidade espiritual, com noção da chamada divina, com clareza de visão e com um coração pronto a obedecer ao Espírito Santo, o ambiente que antes o oprimia com sua velocidade agora parece se mover em câmera lenta. Para que uma pessoa não se sinta oprimida pelas mudanças radicais e pela rapidez de nosso mundo, ela precisa saber aonde vai, entender opor que está seguindo naquela direção e fazê-lo com senso de urgência” p.86

Então, o momentum requer tanto rapidez com direção como pessoas para acompanhar. O líder apostólico é colocado como um catalisador espiritual, mobilizando outras pessoas com rapidez. “O catalisador começa com a noção de que o cumprimento do objetivo para o qual Deus está chamando depende do trabalho em equipe. É fundamental conquistar o coração e imaginação dos outros” ( p. 87). Tal movimento não irá acontecer se as pessoas não se motivarem juntas, ao compartilhar a missão.

A visão em alta velocidade-o que determina a velocidade não é um plano, é o propósito e a paixão. Erwin nos lembra que pode-se concentrar a energia em um movimento sem saber onde está indo, para isto ele cita a história vivida pelo apostolo Paulo em Atos 16:6-10.

“Enquanto consciente, PAulo não podia entender a palavra divina. Deus teve de levá-lo à inconsciência para esclarecer o significado. Ele acordou e chegou à conclusão de que deveria partir para a Macedônia. Por várias vezes, como líderes, sentimos a pressão de ter de dizer às pessoas determinadas coisas que não conhecemos. Em outras palavras, temos de disfarçar; A liderança espiritual não consiste na capacidade de determinar tudo o quanto o futuro oferece. É a disposição de seguir em frente quando tudo o que você conhece é Deus. O líder apostolico encontra sua direção usando a bussola do proposito de Deus; é abastecido pelas paixões divinas, e, quando toma a iniciativa de fazer o que sabe, Deus lhe concede esclarecimentos e diretrizes” p.89

terça-feira, março 23, 2010

Brian D. McLaren: Em busca de sentido


"A boa fé não é sinônimo de um comportamento de rebanho ( a relação dinâmica entre as estruturas de autoridade e o questionamento e comprometimento individual é complexa e tem implicações importantes para os pais que estejam tentando transmitir boa fé aos seus filhos). Pressão demais pode arruinar o que se está tentando fortalecer, enquanto que orientação de menos pode implicar inadvertidamente que o assunto não é assim tão importante"

Brian Mclaren em UMA FÉ EM BUSCA DE SENTIDO.

terça-feira, fevereiro 02, 2010

John Piper: C.S. Lewis




The way Lewis deals with these two things—Joy and Truth—is so radically different from Liberal theology and emergent postmodern slipperiness that he is simply in another world—a world where I am totally at home, and where I find both my heart and my mind awakened and made more alive and perceptive and responsive and earnest and hopeful and amazed and passionate for the glory of God every time I turn to C. S. Lewis. It’s this combination of experiencing the stab of God-shaped joy and defending objective, absolute Truth, because of the absolute Reality of God, that sets Lewis apart as unparalleled in the modern world. To my knowledge, there is simply no one else who puts these two things together the way Lewis does

quarta-feira, julho 29, 2009

FRANK VIOLA e LEN SWEET : A Jesus Manifesto








Os cristãos fizeram do evangelho tantas coisas... tantas coisas além de Cristo. Jesus Cristo é o ponto gravitacional que une todas as coisas e dá a elas significado, realidade e sentido. Sem ele, todas as coisas perdem seu valor. Sem ele, todas as coisas são nada, nada além de pedaços deslocados flutuando ao redor do espaço. É até possível considerar uma verdade espiritual, valor, virtude ou dom, ainda que se esqueça a Cristo... que é a personificação e encarnação de toda verdade espiritual, valor, virtudes ou dons. Busque uma verdade, um valor, virtude ou um dom espiritual em si mesmo, e você vai encontrar algo morto.


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O que é o cristianismo? É Cristo. Nada mais. Nada menos. O cristianismo não é uma ideologia. O cristianismo não é uma filosofia . O cristianismo é a "boa notícia", onde a beleza, verdade e bondade são encontrados em uma pessoa. A comunidade bíblica é fundada e encontrada na ligação a esta pessoa. A conversão é mais do que uma mudança de rumo, é uma mudança na conexão.. Jesus utiliza uma antiga palavra hebraica shubh, ou o seu equivalente aramaico, a chamada para" arrependimento "não implica uma visão de Deus distância, mas entrar em um relacionamento em que Deus é o comando central da ligação humana.


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O centro e circunferência da vida cristã não é senão a pessoa de Cristo.O centro e circunferência da vida cristã não é senão a pessoa de Cristo.Conhecer Cristo é a vida eterna.E sabendo-o profundamente, profundamente, e, na realidade, bem como vivenciar seu inescrutável riqueza, é o principal exercício de nossas vidas, como foi durante os primeiros cristãos. Deus não é tanto sobre a fixação de que as coisas têm corrido mal em nossas vidas como encontrar-nos no nosso desespero e dando-nos Cristo.


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Ser um seguidor de Jesus não envolve tanta imitação tanto quanto envolve implantação e imparcialização. Encarnação – a noção de que Deus conecta a nós na forma de um nenê e no toque humano – é a doutrina mais chocante da religião Cristã. A encarnação tanto aconteceu de uma vez por todas quanto o está em andamento agora, assim que Ele “que foi e que há de vir” agora é e vive sua vida ressurreta em nós e através de nós. Encarnação não se aplica somente a Jesus; se aplica a cada um de nós. Lógico, não da mesma forma sacramental. Mas próximo. A nós foi dado o Espírito de Deus que faz Cristo real em nossas vidas. Nós formos feitos, como Pedro colocou, “participantes da natureza divina”. Como, então, diante de uma tão grande verdade, podemos pedir por brinquedos e doces? Como podemos nos perder por dons tão inferiores e clamar por coisas tão religiosas e espirituais? Nós fomos tocados do alto pelo fogo do Todo Poderoso com fogo divino. A vida que venceu a morte – a vida ressurreta do Filho de Deus. Como não podemos ser atingidos também?


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Cristãos não seguem um livro. Cristãos seguem uma pessoa, e esta biblioteca de livros divinamente inspirada que chamamos "A Bíblia Sagrada" é a melhor ferramenta a nos ajudar a seguir essa pessoa. . A palavra escrita é um mapa que nos leva a a Palavra Viva. Ou como o próprio Jesus disse, "Toda Escritura testifica de mim." A Bíblia não é o destino, é uma bússola que aponta para Cristo.


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A Bíblia não oferece um plano ou um projecto de vida. . A "boa notícia" não foi um novo conjunto de leis, ou um novo conjunto de injunções éticas, ou um novo e melhor plano. A "boa notícia" foi a história de uma vida da pessoa, o que se reflectiu no Credo dos Apostolos. O mistério da fé proclama esta narrativa: "Cristo já morreu, Cristo passou, Cristo virá novamente." O significado do Cristianismo não provém de fidelidade à doutrina teológica complexo, mas um amor apaixonado por uma maneira de viver no mundo que gira em torno de seguir Jesus, que ensinou que o amor é o que faz da vida um sucesso. . . . . Não riqueza ou de saúde ou qualquer outra coisa: mas o amor. . E Deus é amor.


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A vida cristã, então, não é uma busca individual. É uma jornada coletiva. Conhecer Cristo e fazê-lo conhecido não é um projeto individual. Aqueles que insistem em um vôo solo de vida será trazido à terra através de uma terrível queda. Pois Cristo e sua igreja são intimamente unidos e conectados. O que Deus uniu, que nenhuma pessoa separe. Nós fomos criados para vida com Deus; nossa única felicidade é encontrada na vida com Deus. E o próprio prazer de Deus e deleite é encontrado dessa mesma forma.

domingo, junho 28, 2009

LEONARD SWEET: A igreja na cultura emergente

SWEET, Leonard (editor) A igreja na Cultura Emergente: cinco pontos de vista Trad. Robinson Malkones São Paulo:Editora Vida, 2009.
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A VIDA DEPOIS DO PÓS-MODERNISMO POR ANDY CROUCH.


A eucaristia cristã, porém, coloca esse sistema de cabeça para baixo. O que oferecemos à mesa é a comida e a bebida mais simples que os seres humanos foram capazes de criar. (Em nossa cultura, o vinho é muitas vezes associado com o luxo, mas nos dias de Jesus era universal- e provavelmente não tão saboroso, pois a fermentação era tanto natural quanto necessária para evitar que liquido azedasse). Não nos sentamos à mesa para desfrutar de uma refeição sofisticada com todos os acessórios - Paulo repreendeu alguns membros da igreja em Corinto que pensavam que era uma boa idéia- não comemos o suficiente nem para nutrir nosso corpo. O pão e o calice da comunhão estão o mais longe possivel de um McLanche feliz. E mesmo assim, cresmos que o estamos comendo é o pão da vida e o que estamos bebendo é fruto da videira verdadeira. Se realmente experimentamos e vemos que o Senhor é bom, como nos levantamos da mesa da ceia e retornamos para uma vida de consumo frenético?
A eucaristia é o momento em que a igreja pratica o pós-consumismo. A mesa da ceia nivela todos com recursos economicos diversos- pobre e rico recebem a mesma porção. Ela faz desaparecer o nosso paladar cuidadosamente cultivado- não há cardápio, nem uma lista de opções, não há uma hierarquia de produtos do tipo bom, melhor, o melhor de todos! Em muitas igrejas que levam a ceia do Senhor muito a sério, não se diz propriamente tomar a ceia- a hostia é colocada em nossa língua. Participamos de um banquete, sem dinheiro e sem custo - Is 55.1- . A medida que as promessas da ceia se tornam mais reais para nós, vemos as promesssas do consumismo cada vez mais como nulidades sem substâncias, o que realmente são. p. 75,76
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"Os sacramentos - e a liturgia que os cerca em muitas tradições- oferecem-nos uma chance de nos desintoxicar do clamor por novidade da pós modernidade, eles são uma declaração espantosamente subversiva, quer para a modernidade, quer para a pos-modernidade, de que tudo o que importa no mundo, na realidade, já ocorreu" p. 79
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DEBAIXO DA ABÓBODA CELESTIAL DE ESTRELAS POR FREDERICA MATHEWES-GREEN.
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"Como devemos ler a Bíblia:" Reveja o contexto e os ouvintes originais. Aquela comunidade emergente ouviu e viu essa vida e foi exortada e transformada por ela em primeira mão. Quando eles escutavam e discutiam os eventos que se tornariam as Escrituras, tinham uma simples vantagem sobre nõs e uma vantagem mundana: as histórias eram contadas em seu idioma nativo. Enfurecemo-nos em grande confusão sobre ajustes finos de tradução, mas eles não preciram de tradução, eles escutaram as histórias no mesmo grego que usavam em casa e no mercado. Coisass que nos embaraçam eram claras para eles. SAbiam como pesar e valorizar as coisas que nos confundem, dois mil anos e metade do mundo de distância" p. 143
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Se Deus pretendia nos perdoar, por que foi necessário que Jesus viesse e morresse?
Porque a Queda e nossa permanente cumplicidade com o pecado haviam produzido um dano fundamental na natureza humana. embora não nascemos carregando a culpa de Adão, smos tão propensos que inevitavelmente iremos cair em pecado, obtendo assim a nossa própria escravidão da morte. Essa tendência é algo que compartilhamos, e que flui entre todos os humanos.
Como a encarnação lida com esse problema?
Imagine a natureza humana como uma realidade coletiva em vez de algo que os indivíduos possuem em pequenos pedaços. Quando Jesus se tornou humano, ele representou , ou personificou, todos nõs, todos que já viveram ou que viverão. Isso foi o que ele carregou até o Hades e retornou, isso foi o que ele ressuscitou dos mortos. Isso significa que todo ser humano que já viveu ou que irá viver, irá viver pela eternidade" p. 154
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Há dois problemas com as frases de Frederica, ela participa da crença ortodoxa que não houve a expiação substitutiva, que a encarnação é "todo o drama, do início ao fim, é que nos salva, e não apenas as três horas daquela sexta-feira" (p. 183)- não houve pagamento com o sangue de Cristo.
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Sua visão de inferno também é confusa- "não há nenhum canto separado na vida após a morte onde os demonios terão permissão para torturar humanos para sempre porque isso seria uma recompensa para o maligno. Ele não será recompensado, mas derrotado. Deus é amor, e não há trevas nele. Todos nõs viveremos para sempre na luz do amor de Deus" ..."aqueles que não aceitaram a cristo irão experimentar sua presença queimadora, trevas e ranger de dentes. Toda miséria desta vida e da próxima é devido a não conhecermos a Cristo"(p. 154)
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O MÉTODO, A MENSAGEM E A HISTÓRIA EM ANDAMENTO por BRIAN D. MCLAREN
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Brian apresenta 4 idéias norteadoras:
1. O evangelho como história- "tive de ser desproposicionalizado. Em vez de ver o evangelho como proposições, mecanismos, abstrações ou conceitos universais, comcei a ver o evangelho como uma narrativa, uma história, um relato do tipo certa vez havia um homem chamado José que era noivo de uma mulher chamada Maria" (p. 179)....Michael Horton comentando a assertiva de Brian, na mesma página, diz: "Esse argumento de que as Escrituras devem ser lidas principalmente como um mapa revelador da rendenção em vez de como uma fonte literária de idéias e morais atemporais tem sido enfatizado por teologos conservadores reformados tais como Gehardus Vos, Herman Ridderbos, Edmundo Clowney".
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2. Evangelho com sua muitas versões, muitas facetas, em muitas camadas e centrado em Cristo:
"A historia que contamos não nos chega apenas em uma versão, mas em muitas. Mateus nos dá uma versão, assim como Mc, Lc e Jo, e no livro de atos temos de ouvir as versões de Pe e EStevão com a de Paulo, A igreja tem continuado a oferecer muitas versões dessa hsitória desde então. Nenhuma versão é a história completa, e a história que se expande, aprofunda-se e ressoa que encontramos em sempre novas dimensões parece pulsar cada vez com mais significado, signifcado que não pode ser nunca contido, nem mesmo na mais longa e mais detalhada compilação sungular que pudermos obter. Por detrás de cda versão da história contada com certa configuração de apalvras, jaz a história em sua plenitude que pode ser transmitida verdadeiramente, mas nunca de forma exaustiva. Isso é o que eu quero dizer quando afirmo que a história tem muitas versões" p. 180
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3. Evangelho cumulativo: "a história de Jesus inclui e continua outras histórias, a prequela judaica da criação per verbum, da crise humana, do chamado de Abraão para ser abençoado e ser uma bênção global, a história do Exodo, do Reino, do exílio e do retorno, a história dos sacerdotes e profetas, dos poetas e sábios, a hist´ria da lei e da rebelião, do julgamento, do perdão e da promessa. A história de JEsus acumula todas essas histórias em seu interior" (p.183) ... a medida que lemos a história da igreja, percebemos que esse é o jeito que ela continua, até hoje. E assim o evangelho não é apenas sobre o que Jesus começou a fazer e a ensinar entre aproxidamente 5 a.C. e 29 d.C.; é também sobre a obra continua de Jesus desde então, e pensando agora no Apocalipse de João- a historia continuará até a consumação de todas as coisas. (p. 184)
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Michael Horton comentando esse aspecto diz: " suspeito que exista alguém que realmente possa crer que as 4 leis espirituais representam toda a verdade imutável e eterna do Evangelho, Com Brian, vejo as Escrituras como um drama arrebatador centrado em torno de Cristo.
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4. O Evangelho efetivo e catalítico: essa história realiza coisas, é poderosa, efetua, catalisa, salva. "A história inspira a ação nessa comunidade, ação efetuada com fé, esperança e amor" (p.185).
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"Em cada caso, a partir das muitas camadas e facetas do evangelho centrado em Cristo, novos recursos são extraídos e assim a própria mensagem muda ao lidar com essas novas situações, problemas e oportunidades de novos jeitos- porque a mensagem continua mudando a situação, o mundo, o contexto, todo o lugar onde ela é proclamada e praticada." p. 190
Erwin Rapahael mcManus sobre esta passagem, conclui que..."a pessoa de Jesus é muito mais potente do que a mensagem. O impacto que a mensagem tem sobre seu contexto é incremental quando comparado com o impacto que a pessoa de Jesus exerce sobre o contexto onde ele está presente. Com a mensagem, estamos sempre correndo perigo de vir somente com palavras. Com a pessoa de Cristo vêm tanto poder quanto presença"
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A INTERSECÇÃO GLOBAL por ERWIN RAPHAEL MCMANUS.
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"A igreja não foi criada para ser um balde, para salvar a água da correnteza. Ela não foi planejada para ser água colocada no balde. A igreja foi feita para sempre ser uma intricada parte do rio e para estar no mínimo no meio das águas turbulentas. A água jamais transbordará, não importa o quanto as correntezas tornem-se encapeladas" p. 214
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"A relevância tem a ver com a percepção de que temos a tendência de sacramentalizar a metodologia, as práticas e as tradições. TEmos a tendência de encontrar mais conforto nas superstições criadas nan nossa imaginação d que na simplicidade da fé para a qual Deus nos chama" p. 219
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"A questão verdadeira que a igreja enfrenta não é essencialmente sobre metodologia ou mesmo sobre a preservação da mensagem. A questão real é por que a igreja é tão pouco afetada pela presença transformadora do Deus vivo" p. 223
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As escrturas são mais do que apenas o nosso livro-texto, elas são o nosso portal para a presença de Deus, onde não apenas chegamos a conhecer sua mente e seu coração, mas também somos transformados para nos tornar cmo ele' p. 234
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" Todo seguidor de Jesus Cristo também pode conhecer algo mais - que Deus fala aquilo que vai além do entendimento natural embora não va além da compreensão humana. Deus é tanto misterioso quanto claro. O judaísmo e o cristianismo, ambos emergiram de uma convicção de que Deus fala e pode ser ouvido, compreendido e obedecido. O ato de Deus falar é a base da fé. A verdadeira religião não é a nossa busca desesperada para tornar Deus inteligível. É uma reação ao que Deus já falou. E as palavras de DEus são muiito mais do que apenas informação divina- elas são vida para o ouvinte. A criação começa com o ato d Deus falando. O tema recorrente de Genesis 1 é simplesmente : "E disse Deus...". O fim de todas as coisas criadas virá como resultado de Deus falar novamente" p. 227

domingo, junho 21, 2009

ROB BELL e DON GLODEN: Jesus quer Salvar os Cristãos

Trata de fé e medo, riqueza e pobreza, guerra e poder, segurança e terror, bíblias, bombas e incerteza. Trata dos impérios vazios e da verdade de sermos todos sacerdotes. Trata de opressão, ocupação e de o que acontece quando os cristãos apoiam e incentivam aquilo de que Jesus veio libertar as pessoas. Trata de o que significa ser parte da Igreja de Jesus Cristo em um mundo no qual pessoas jogam aviões contra prédios enquanto outras carregam veículos com as compras do supermercado.
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Em seu livro mais bíblico, Rob Bell e Don Golden repassam a história bíblica a partir da perspectiva do exodo e das promesas em suspensão...termo bastante útil para entendermos a vitória de Cristo na cruz e derrota dos cristãos hoje.
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PROMESSAS EM SUSPENSÃO- empregamos o tempo todo a expressão- por ser a chave fundamental para a interpretação do novo exodo. O NT é visto como um livro judeu sobre promessas judaicas cumpridas por um messias judeu que veio redimir toda a humanidade do pecado e da morte. /Esse modo de interpretar encerra a ideia de que as afirmações do NT dirigidas a seus ouvintes originais estavam envoltas no impacto emocional e intelectual que essas tinham sobre os judeus do sec. 1o. Na verdade, não se pode entender realmente PAulo ou os outros escritores do NT, a menos que se compreenda o peso emocional dessas promessas em suspensão" p. 90
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"Nós estamos a leste do Eden.
Tem alguma coisa errada.
Os alemães tem uma palavra para isso. é ursprache. Ursprache designa a lingua primitiva, original da família humana. A língua do paraíso que ainda ecoa nos recessos mais profundos da nossa consciência, dizendo-nos que as coisas estão fora de ordem em nosso interior, no fundo da alma da humanidade. Alguma coisa relacionada com o modo de nos relacionarmos uns com os outros que se perdeu. Alguma coisa não está certa com o mundo" p. 19
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Desde de Adão, passando por Caim e Lameque, " a história desenrola-se em trágica sucessão, a natureza arruinada, tóxica, presente no coração de alguns humanos, espalhou-se agora para o mundo inteiro...O que começou num jardim, agora afeta o globo terrestre...A palavra para essa condição é antirreino...Existe um Reino de Deus- a paz, shalom, o berm que Deus tem em mente para todas as coisas. E existe o que acontece quando sociedades, sistemas e impérios inteiros se opõem à vontade de Deus para o mundo" (p. 29)
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Os Dez Mandamentos são um novo modo de ser humano, um novo modo de viver e se mover no mundo, em aliança com o Deus que ouve o clamor dos oprimidos e os liberta. (p.40)
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Sobre a militarização e a transformação de Israel em Império por Salomão, 1Rs 10 e 11:
"o assunto principal da discussão para quem esta contando esta história não são os números, mas como as mulheres afetaram a Salomão. Elas o afastaram de DEus, e o coração já não era totalmente dedicado".
essa passagem forma um contraste significativo com que ficamos sabendo antes, envolvendo escravos e bases militares. Tratava-se então de males sistêmicos- mas agora descobrimos um outro tipo de maligno. Não um malogro sistêmico, mas a mudança de rumo do coração de um indivíduo.
Salomão quebra a aliança com Deus.
Isso remonta ao primeiro dos Dez mandamentos, aquele que fala em não se ter outros deuses . O Sinai fora uma aliança de casamento entre Deus e o povo, uma reunião do divino com o humano. Assim, o primeiro mandamento dizia que o povo não podia ter outros amantes. O ralcionamento não daria certo se fossem infiéis. As muitas mulheres de Salomão e sua infidelidade a Deus representam a infidelidade de todo o povo- que se desviara de Deus. Por mais calamitoso que pareça, o povo de Salomão fora avisado de que isso viria a acontecer
No passado, Móisés dissera que o rei não deveria adquirir muitos cavalos, nem fazer o povo voltar ao Egito para conseguir mais cavalos, pois o Senhor lhes disse: Jamais voltem por este caminho. Ele não deverá tomar para si muitas mulheres; se o fizer desviará seu coração. também não deveria acumular muita prata e muito ouro(Dt. 17:16-17)
Salomão adquiriu muitos cavalos? Confere
Tomou para si muitas mulhers? confere
Seu coração desviou-se? confere
O texto diz " o peso do ouro que se trazia a Salomão cada ano era de seiscentos e sessenta e seis talentos de ouro" (1 Rs 10:14) O que equivale a 25 toneladas de ouro.
Salomão acumulou muita prata e muito ouro? Confere
Esse número 666, o peso dos talentos de ouro? temos aqui um modo judaico de anunciar que algo é ruim, obscuro e contrário a Deus.
Pois em Jerusalém é possivel seguir por um dos dois caminhos.
E com Salomão, a história envereda por um desvio trágico
Ele voltou por este caminho.
Jerusalém é o novo Egito.
Salomão, o novo faraó.
e o Sinai foi esquecido" p. 48-9
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"Aprendemos com Salomão que sua riqueza e abundância, até mesmo por um processo natural, conduziram-no a ter como prioridade a preservação. Precisou destinar porção cada vez maior de seus recursos para proteger e garantir o que havia acumulado. Assim, construiu bases militares e adquiriu cavalos e carruagens e cavalos. O estabelecimento da preservação como prioridade lea a isso: a exercitos cada vez maiores, a grandes suprimentos de armas e demonstrações de força, que custam mais e mais dinheiro.
É preciso ser mantidos com mais e mais recursos. Gasta-se cada vez mais para preservar e proteger o que se acumula cada vez mais. E isso, claro, exige cada vezz mais recursos que, lógico, necessitam ser protegidos e preservados cada vez mais.
esse é o circulo vicioso da prioridade da preservação" p. 146-7
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Deus não tem nada contra comer, beber e possuir coisas. Mas, quando essas coisas são adquiridas à custa da satisfação das necessidades básicas dos outros, aí sim, os discursos apaixonados dos profetas entram em ação. (p. 53)
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Em Babilônia "o povo no exílio conscientiza-se de que o primeiro exôdo, o que se foi, não bastou. O primeiro exodo resumiu-se a um indício da redenção que Deus tinha em mente para a humanidade inteira.
Seus antepassados tinham sido libertos apenas para verem-se no cativeiro outra vez, primeiramente do próprio egoísmo e arrogância, e depois, do rei da Babilônia. Várias gerações mais tardes eram escravos de novo. os profetas concluíram que o exodo seguinte teria de ser maior, mais amplo, mais profundo, mais duradouro, mais permanente que o primeiro.
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O rei babilonico não era o unico problema. não mais que o faraó, o rei dos egipcios, fora o unico problema para os antepassados daquele povo.
Deus levara os antepassados deles para fora da nação-Estado do Egito, mas existe um tipo de Egito bem mais profundo, bem mais insidioso, capaz de perverter o coração e fazer que as pessoas firam, abusem e explorem uma às outras.
O verdadeiro problema, o opressor supremo, é algo residente no fundo de cada coração humano. o verdadeiro motivo da opressão daquela gente é a escravidão humana levando à violência, ao pecado, e à morte.
Há um Egito para o qual somos todos levados,
é dele que realmente precisamos de um exodo
Assim, quando Isaias fala desse novo exodo, não se refere apenas à liberação de um império opressor em particular, mas da libertação de tudo que oprime qualquer pessoa em qualquer parte do mundo" p 64-65
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"Junto aos rios da Babilonia, os profetas puseram-se a reimaginar a graça. Começaram a enxergar como seria para Israel ter paga a dívida por seus pecados. E o que viram foi uma graça reconciliadora tão grande, tão universal, capaz de abarcar todos os seres humanos em um modo novo em folha do divino e do humano se relacionarem"
...
"Assim, quando os profetas falaram desse recasamento, insistiram em que algo fundamental na maneira do povo se relacionar com Deus teria de mudar (...) a primeira aliança, aquela do Sinai, era terrível. Envolvera tanto fogo, fumaça e trovão, que o povo pediu Moises, fale voce conosco, porque, se Deus falar conosco, morreremos. Jeremias declarou que o novo casamento será completamente diferent. Deus porá a verdade no intimo deles, e a escrevera nos seus corações
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No novo exodo, contudo, aquele em que tudo será diferente do que foi antes, a verdade será grava tão fundo na consciência das pessoas, que elas farão a coisa certa naturalmente" p. 70-71
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"Assim tão fundamental para a visão do futuro- e para a identidade do lider do novo exodo- era que esse lider fosse um filho de Davi, mas um novo filho de Davi que usasse o poder de modo puro e apropriado.
sem violência.
sem venda de armas.
sem construção de palácios por escravos.
Isaias o chama-o de Principe da Paz (Is 9: 6-7).
Isaias estabelece uma relação entre o salvador vindouro e o império fracassado de Salomão. A rainha de sabá usara as palvras exatas, justiça e retidão, na explicação que deu do motivo pelo qual salomão havia recebido tanta riqueza e poder.
é dessa expectativa, de um lider que use o poder de modo puro, que brotou uma palavra em particular para descrever o que viria, Isaías o chamou de servo." p. 77-78
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"o que começou como uma promessa para um grupo particular de pessoas ao lado de um rio em particular, transformou-se em uma esperança universal para toda a humanidade, qualquer que seja o reio ao lado do qual as pessoas se encontram.
é assim que as escrituras hebraicas, tambem chamadas de antigo testamento terminam.
com todas essas promessas em suspensão" p. 81
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Sobre o primeiro milagre de Jesus (João 2:1-12):
Jesus e o Sinai: "Os casamentos nas Escrituras tinham a ver com o Sinai, com a união do divino e o humano, com os ceus e a terra jutando-se. E é aqui, em uma festa comenorando a união de um homem com uma mulher, que Jesus providencia vinho suficiente para que o banquete possa durar muito, muito tempo"
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Sobre vinho e casamento - veja - Is 49,18;61,10;62,5 e Is 55,1 e 25,6.
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"O sinai também é uma cerimonia de casamento. E é aqui no Pentecoste que a igreja, a noiva de Cristo, assume seu lugar na história redentora e que uma quantidade enorme de pessoas junta-se ao movimento de Jesus. Lucas menciona até quantas. Isso também, como tantos outros detalhes que Lucas narra, diz respeito a outra coisa. Sambos qe, no Sinai, Moisés passou tanto tempo no alto do monte que as pessoas que ficaram irrequietas e construíram um bezerro de ouro para adorar no luar de Deus. Quando Moises descobriu o que estava acontecendo, ficou furioso e decretou a morte daqueles que haviam pecado, o que foi executado por um grupo de levitas em um ato sangrento de violência. Está escrito no relato de Exodo que foram 3 mil mortos naquele dia. E quantos Lc diz agora que foram acrescentados ao numero de discipulos nos primeiro dias da igreja?
3 mil.
Lucas quer que saibamos que o Sinai não foi esquecido. A aliança está viva. O que foi perdido está sendo recuperado. O divino e o humano estão unindo-se outra vez" p. 112
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Jesus e Jerusalém e o Templo: "Jesus segue para uma cidade literal, com ruas e casas de verdade e um templo real. Mas continua declarando que seu intento maior transcende a cidade terrena...Jesus deixa muito claro que o futuro, o resultado do que vem fazendo, levará a todos adorem em uma espécie de cidade e em uma espécie de templo maior, mais amplo e mais extenso que os templos a que estamos acostumados- um tipo de templo capaz de conter o mundo inteiro" p. 92
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"Batismo de Jesus: "Mateus relata que no batismo de Jesus, quando ele saiu da água, o Espírito de Deus desceu sobre ele como pomba. O que nos leva as linhas iniciais de Gn, onde está escrito que o Espírito de Deus pairava sobre as águas do caos, antes que a obra da criação começasse. A palavra pairava (rahap) é também usada para descrever o som produzido pelas asas de um pássaro.
Em Gn, Deus entra nas aguas primevas e, delas, inicia a obra da criação.
Mt deseja que vejamos que, por meio de Jesus, uma nova criação está nascendo (p.94) "
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"de Caim em diante, temos sido testemunhas de como a violência cresce até que toda a civilização se veja em apuros. a propensão humana para o derramamento de sangue acompanha-nos desde o início. Se o mal assume alguma forma de violência, então mais violência não resolverá nada" (p. 99).
...
"O único modo de romper esse ciclo é se alguém o destruir. O verdadeiro líder de um novo exodo teria de resistir à tentação de usar o poder me forma de violência contra outro ser humano. Isaías chamou aquele que viria de servo sofredor" (p.100)"
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Sobre Romanos 6,6:
"chama a velha condição de corpo do pecado, que seria o lado obscuro da existência humana, o mal residente, o pecado e a morte existentes no cosmo ao qual os seres humanos estão sujeiros...Muitos leem a palavra corpo e na mesma hora pensam em nosso corpo individual, fisico. É natural para nós, portanto, presumir que Paulo esteja ensinando algo aqui sobre como ter uma vida moralmente boa, livre do pecado. Sim, em certo sentido, é sobre isso que esta falando.
Esse porém, não é seu assunto principal. Ele emprega a expressão corpo do pecado ou corpo da carne em um sentido judaico muito comunitário de aludir à realidade do modo pecaminoso de existir toda a humanidade. é o campo e a realidade da terrível coerção que o poderoso exerce sobre o fraco, quer usem tanques e bombas, quer façam uso do costume ensinado por Moisés. Está presente em toda parte em que se faz mau uso do poder
...
Paulo ve sua insistencia na reversão aos costumes de Moises como uma forma de violencia. Sua oposição é aos rituais religiosos que substituem a liberdade, a liberação, trazida por Cristo. Quando as pessoas são manipuladas pela culpa e pelo medo, quando lhes é dito que, se não fizerem certas coisas, serão ilegitimas, julgadas, condenadas, mandadas para o inferno para sempre - isso é violencia. Não importa a linguagem espiritual utilizada ou as passagens biblicas citadas, é destrutivo. é mau uso do poder. Fundamental no caminho de Jesus é o serviço, o emprego afetuoso de qualquer poder que se tenha para o bem de outra pessoa..
Paulo retorna o tempo todo à sua convicção de que existem dois modos fundamentais de existencia: corpo do pecado e o corpo de Cristo. O caminho é o meio de transporte de um para o outro- o exodo supremo da humanidade" (p. 118-9)
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O eunuco viajava de carruagem, isto não está a toa no texto de Lucas, é um símbolo, a carruagem é um simbolo de império, mas aqui ela não está sendo usada mais para violência. Mas, para transportar alguém que ouviu o evangelho.
Mesmo na epoca de Jesus, essa tentação era constante, a de se iniciar de novo um império, banindo pela violência os ofensores romanos porque "continuam apegados à esperança distorcida de que Jesus reconstruirá o mesmo e velho sistema corrompido, só que, dessa vez, estarão no comando, ocupando posições no gabinete governamental"porque "continuam presos à armadilha da investura de poder patrocinada pela religião da velha aliança".
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Contudo, "em vez de erigir torres e forçar pessoas a construir armazéns de modo que alguns pudessem armazenar coisas enquanto outros trabalhavam como escravos, esse novo movimento é comando pela generosidade. pela compaixão. Pelo compartilhamento. O evangelho para aqueles primeiros crstãos é uma realidade economica. É holístico e afeta todas as areas de suas vidas. É uma alternativa à ganância e à coerção do império" p. 125
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Apocalipse
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"escreve usando um estilo literário subversivo chamado apocaliptico. Esse estilo vale-se de ampla gama de simbolos, imagens e de linguagem estilizada para transmitir verdades profundas sobre como o mundo funciona. João fala de uma besta, termo escolhido por ele para designar o sistema corrupto, destrutivo, de violência, e mal que se difundiu em nosso mundo (...) a marca - da besta- falva de todas as formas pelas quais os humanos usam mal o poder para acumular e estocar equanto outros humanos sofrem e passam fome. A marca era o antirreino" (p.154-5)
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Eucaristia
"A igreja é uma eucaristia viva porque os seguidores de Cristo são eucaristias vivas. O cristão é uma eucaristia viva, permitindo que seu corpo seja moído e que seu sangue seja vertido em prol da cura do mundo" p. 173
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Sobre 1Co 9,20-22
"Paulo não diz para com os fortes tornei-me forte. Ele só diz para com os fracos tornei-me fraco. Compreende que o poder da eucaristia vem da fraqueza, não da força, que ela contém. Mais tarde, Paulo escreve aos corintios: "Quem está fraco, que não me sinta fraco? (2Co 11,29). No seio da igreja, na alma da eucaristia, está a identificação com o sofrimento de outro ser humano" p.175
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"A igreja é o local onde a paz foi criada. Porque na eucaristia, no corpo e sangue de Jesus, tudo foi reconciliado com Deus. Paulo chama isso de novo homem. Eucaristia tem a ver com o novo homem. Pessoas que antes nada tinham em comum descobrem que a única coisa que agora têm em comum é a única coisa que importa" p. 177
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"Um novo homem desafia modismos, arranjos demográficos e a ultima pesquisa do mercado. (...) A igreja não é uma central de serviços e produtos religiosos, na qual as pessoas pagam uma taxa e recebem em troca um bem qualquer. A igreja não é uma organização que avalia seu grupo demográfico para descobrir qual a demanda do mercado em determinado momento, para em seguida ajustar sua estratégia e atender a um nicho consumidor especial" p. 179
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"Está escrito na cara ao hebreus que não deveríamos desistir de nos reunir porque precisamos considerar uns aos outros para nos incertivarmos ao amor e às boas obras. A expressão boas obras vem da palavra hebraica mitzvot, que faz referência a ações postas em prática para curar e consertar o mundo. é um conceito rico, cheio de significados da tradição judaica. Para o escritor de hebreus, a igreja reune-se para que assim o corpo estimule uns aos outros a viver de um modo particular de vida dia sim, dia não. As reunião são o fim, mas o começo. São o ponto de partida. Dão perspectiva às coisas, lembram, provocam, confortam, inspiram, desafiam, mas, no final, dizem respeito a eucaristia. Com as pessoas presentes nesse lugar, nesse momento, sendo equipadas para ser uma eucaristia" p.183
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"A eucaristia é o primogenito, a igreja liderando o caminho no exodo. Toda vez que tomamos parte da eucaristia, somos lembrados de que cada um de nós foi escravo e que Deus nos resgatou. A igreja deve agarrar-se à sua memória do exodo, oprque, se essa memoria for esquecida.
a igreja pode esquecer os pobres
e, se os pobres forem esquecidos
a igreja pode esquecer como era ser escravo
e isso seria esquecer a graça de Deus
e seria esquecer quem somos" p. 185
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A eucaristia não é justa
dar a quem não pode dar em troca, isso não é justo
servir a quem não tem como servir em troca, isso não é justo
expor-se e derramar-se diante de pessoas que talvez nunca lhe digam obrigado, isso não é justo.
Porque Deus não se ajusta a regras. Esse Deus define-se pela ação em favor do oprimido. Deus tem a ver com dar a boa dádiva. Jesus é a boa dádiva de Deus para a cura do mundo. A igreja é o corpo de Jesus, uma boa dádiva para a cura do mundo.
A igreja é uma organização que existe em benefício dos não membros.
Bênção que se estende até a nossos inimigos" p.188-9
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A autoridade que a igreja exerce na cultura não procede do quanto está certa ou é legal ou barulhenta, nem do quanto está convencida de sua superioridade doutrinária. (p. 184)
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Epílogo: Moído e Vertido
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"Jesus quer nos salvar de reduzirmos o evangelho a uma transação relacionada à remoção do pecado, mas não à reconciliação de cada particula individual da criação com seu Criador.
Jesus quer nos salvar do desespero sancionado pela religião, do tipo que não crê na possibilidade de o mundo ser melhoraddo, do tipo que ostensiva ou sutilmente ensina as pessoas ficarem quietas e comportadas, esperando algo grandioso acontecer um dia.
A Biblia cmeça com o sangue de Abel clamando da terra.
A Biblia termina com Deus enxugando cada lágrima." p.203
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"Talvez seja isso o que quer dizer quando afirma "façam isto em memória de mim" . A parte do façam isto é nossa vida. Abrir-nos para o mistério da ressureição, abrir-nos para libertação dos outros, permitir que o nosso corpo seja moído e nosso sangue seja vertido, descobrir nossa eucaristia.
Escutar. E ir.
Porque, quando fizermos isso em memória dele,
o mundo nunca mais será o mesmo.
nunca mais seremos os mesmos,
ora, isso, sim, é um manifesto" p. 205

domingo, janeiro 11, 2009

REPINTANDO A IGREJA

rOB bELL
uMA vISÃO cONTEMPORÂNEA


7 MOVIMENTOS
Salto, Jugo,Verdadeiro, Borlas, Poeira, Novo e Bom.
  • 1. Salto

"As molas ajudam a entender o sentido das realidades mais profundas que orientam como vivemos nossa vida cotidiana. As molas não são Deus. Não são Jesus. Elas são afirmações e convicções acerca da fé que nos ajudam a expressar verbalmente a profundidade do nosso salto. Eu as chamaria de doutrinas da fé cristã"(p. 24)

Aqui começam os problemas com livro de Bell, ele quer flexibilizar tudo, doutrinas básicas e fundamentais também:

"A palavra trindade não se encontra em nenhum lugar da Bíblia, Jesus não usou essa palavra, tampouco os autores da Bíblia. Entretanto, ao longo do tempo, essa convicção, esse entendimento, essa doutrina, passou a ser essencial para que os seguidores de Jesus entedessem quem é Deus. TRata-se de uma mola, e as pessoas saltaram sem ela durante milhares de anos. Ela foi acrescentada posteriormente. Podemos destacá-la e examiná-la. Discuti-la, investigá-la, questioná-la. Ela é flexível e elástica" p. 25

Agora, fica mais complicado mesmo quando ele vai falar do nascimento virginal de Jesus Cristo:

"E se amanhã alguem encontrasse numa escavação a prova clara de que Jesus tinha um pai biologico verdadeiro, terreno, chamado Jaime, e os arqueologos encontrassem o tumulo de Jaime, recolhessem amostras de DNA e provassem sem sombra de duvida que o nascimento virginal foi, na verdade, só um pouco de mitologia que os autores do Evangelhos criaram como forma de apelar aos seguidores das religioes dionisiacas e as de Mithra, muito comuns e conhecidas no tempo de Jesus, seitas religiosas cujos deuses tinham um nascimento virginal? Mas e se, quando se estudasse a origem da palavra virgem, se descobrisse que essa palavra no evangelho de Mateus na verdade provém do livro de Isaías? E, em seguida, se se descobrisse que na lingua hebraica desse periodo a palavra virgem podia signficar varias coisas. E se se descobrisse que no primeiro seculo ser nascido de uma virgem tambem se referisse a uma criança mae engravidou na primeira vez que teve relação sexual? (p.29)

Respostas de Ben Witherington :

1. O culto de Mithra só surgiu apos o 1o seculo, e não foi importante para os autores do NT.

2. O culto não era baseado em uma pessoa real de carne o osso, que existiu, historicamente, ao contrário de Jesus.

  • 2. Jugo

  • 3. Verdadeiro

  • 4. Borlas

"O tzitzit aparece pela primeira vez em Numeros 15, quando Deus diz a Moises: Façam borlas nas extremidades das suas roupas e ponham um cordão azul em cada uma delas, faça isso por todas as gerações. Quando virem essas borlas vocês se lembraramde todos os mandamentos do Senhor, para que lhes obedeçam e não se prostituam nem sigam as inclinações do seu coração e dos seus olhos. Assim vocês se lembrarão de obedecer a todos os meus mandamentos, e para o seu Deus vocês serão um povo consagrado.

Deus mandou que seu povo amarasse borlas nas extremidades de suas roupas para que constantemente todos eles vissem e se lembrassem de viver de maneira que ele os criara para viver.

A palavra hebraica para extremidades é kanaf.

A palavra borla ou franja é tzitzit.

Ate hoje muitos judeus usam um xale de oração para obedecer a esse texto. O xale de oraçao tambem aparece em varias passagens interessantes em toda a Bíblia (1Sm 24.4, Mt 6.6).

Uma das mais importantes está na predição de Malaquias acerca do Messias futuro "...o sol da justiça se levantará trazendo cura em suas asas" (4.2).

A palavra que Malaquias emprega para asas é kanaf- a mesma palavra que em Numeros se refere às extremidades das vestes, às quais deviam ser atadas às borlas. Por isso, surgiu a lenda de que, quando Messias viesse, haveria poderes de cura especiais em sua kanaf, nas borlas de seu xale de oração.

Acelerando o filme para a epoca de Jesus, vemos uma mulher que sofria de uma doença havia doze anos e ninguem a curava. Ela abre caminho no meio da multidão para chegar até Jesus e quando está perto dele, segura-lhe o manto. Lembre-se que Jesus era um rabino judeu que observava os ensinos da Torá e cumpria os mandamentos da Escritura palavra por palavra, inclusive passagens como Numeros 15, o que significa que Jesus devia estar usando um xale de oracao. Assim, quando a mulher segurou a ponta de seu manto, ela estava demonstrando que cria que Jesus era o Messias e que as borlas de seu manto tinham poder de cura. Ela cria que Jesus é aquele de quem Malaquias fala. (p. 122-124)

  • 5. Poeira

"Em Cesaréia de Filipe ele lhes diz:"sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do Hades não poderão vence-la. na verdade, ele estava dizendo que aquelas pessoas- as pessoas que ficavam com os bodes- iam juntar-se ao movimento de Jesus, que não poderia ser detido. De que maneira voce, como discipulo, começaria a enteder esta declaração?" (p. 154)

  • 6. Novo

"A verdadeira espiritualidade, portanto, não diz respeito a escapar deste mundo para outro lugar, onde ficaremos para sempre. O cristão nao é alguém que espera passar todas a eternidade lá no céu. O cristão é alguém que antecipa a vida eterna aqui, num novo céu que vem à terra.

O objetivo não é escapar deste mundo, mas fazer deste mundo o lugar em que Deus possa habitar. E Deus está recriando, nos transformando no povo que pode fazer essa obra" (p. 173)

  • 7. Bom

"E Deus nao está apenas interessado em recuperar seu sonho original para criação. Ele quer ir mais adiante. Imagine tirar todo o pecado e a morte da Bíblia. Restaria um livro curto. Teria quatro capitulos para ser preciso: Genesis 1 e 2 e Apocalipse 21 e 22. Em Genesis 1 e 2, lemos sobre um jardim, em Apocalipse 21 e 22 sobre uma cidade. A cidade é mais avançada e mais complexa que o jardim., Se um jardim for cultivado, desenvolvido, administrado e cuidade, ele acabará se transformando numa cidade. Se não houvesse pecado nem morte, a criação progrediria porque Deus, não quer apenas recuperar essas coisas, Deus quer que elas progridam". (p. 185)

segunda-feira, dezembro 22, 2008

Uma Ortodoxia Generosa


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Razão do livro
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"Antes de mais nada, eu escrevi este livro para homens e mulheres que experimentam um persistente impulso para entrarem mais profundamente na vida espiritual, mas estão confusos sobre qual direção seguir. São pessoas que "conhecem" a história de Cristo e têm profundo desejo de deixar este conhecimento descer de suas mentes para os seus corações. Elas têm uma vaga percepção de que esse "conhecimento de coração" pode não apenas lhes dar um senso de quem são, mas de fato, tornar todas as coisas novas para elas. No entanto, essas mesmas pessoas frequentemente sentem certa hesitação e medo de entrar nesse novo caminho incerto, e se perguntam se não estão fazendo papel de bobo. Espero que este pequeno livro ofereça a tais pessoas algum encorajamento e direção".
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JESUS
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"Dizer que Jesus é Salvador é dizer que, Em Jesus, Deus está interferindo como Salvador de todas essas maneiras, julgando (chamando o mal de mal), perdoando(quebrando o circulo vicioso de causa e efeito, tornando a reconciliação possível), e ensinando ( mostrando como usar reações em cadeia a seu favor). Jesus vem então, não ´para condenar (trazer as consequencias que merecemos), mas para salvar, ao brilhar a luz sobre a nossa maldade, ao dar nome ao nosso mal de modo que possamos nos arrepender e escapar da cadeia das más ações e das consequencias ruins através do perdão,. e, assim, podemos aprender de Jesus, o mestre-professor, a viver de modo mais sabio no futuro" p. 107
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fÉ MIssioNAL.
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"a FÉ missional afirma que Jesus veio pregar as boas novas do Reino de Deus a todos, especialmente aos pobres. Ele veio buscar e salvar o que se havia perdido. Ele veio em defesa dos enfermos. Ele veio salvar o mundo. Seu evangelho, e, portanto, a mensagem cristã, representa boas nvoas para o mundo inteiro" p. 122.
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Calvinismo
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Depois da morte de CAlvino, no entanto, penso que uma terrível convergência ocorreu, algo como a Perfeita Tempestade, quando o sistema de baixa pressão massiva do determinismo teísta - a proxima geração, via Beza e cia- juntou-se ao furação -que ora se fortalecia- do determinismo mecanico-sir Isaac Newton- e então ganhou ainda mais força com o sistema de alta pressão da filosofia racionalista- Descartes e outros-. A perfeita tempestade produziu todo um novo cenario onde mecanismo eram vistos como a realidade suprema, e onde Deus foi promovido a engenheiro-chefe, controlando toda a máquina. Não acredito nesse DEus mecanicista moderno ou nesse universo mecanicista fechado. Não creio que este universo seja um filme que já está finalizado, ja tendo sido produzido e filmado na mente de Deus, deixando-nos com a ilusão de que ele é todo real e que está, na verdade, se desenrolando. Acho dificil imaginar a adoração a um Deus amoroso e determinista, operador de maquina. p. 205-206
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Igreja
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"A palavra igreja significa que aqueles que são chamados . Santo significa dedicado a um proposito sagrado. Assim, a igreja é uma comunidade de pessoas chamadas para fora da correria profana e das discusões seculares da vida para de dedicarem a um proposito sagrado" p. 245
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Emergente
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Emergência é aquilo que acontece quando o todo é mais astuto que a soma das partes . É o que acontece qdo você tem um sistema de partes componentes relativamente simples- na maioria das vezes há milhares ou milhões delas- e elas interagem de maneira relativamente simples. E de, algum modo, como resultado de toda esta interação, algumas estruturas de nivel ou inteligência mais elevada aparecem, usualmente, sem planos-mestres, exercendo autoridade. Esse tipos de sistemas tendem a evoluir a partir do chão. p. 304

segunda-feira, março 10, 2008

incarnation: the god-dimension of mission

John 1:1-18 forms the central defining Scriptural text narrating to us of the marvelous coming of God into human history. But this text is far from the only one to probe this mystery. All Christians acknowledge that In Jesus Christ God was fully present and that He moved into our neighborhood in an act of humble love the likes of which the world has never known. “When we talk of the Incarnation with a capital “I” we refer to that act of sublime love and humility whereby God takes it upon himself to enter into the depths of our world, our life, our reality in order that the redemption and consequent union between God and humanity may be brought about. This ‘enfleshing’ of God is so radical and total that it qualifies all subsequent acts of God in his world.”


When God came into our world in and through Jesus, the Eternal moved into the neighborhood and took up residence among us (John 1:14). And the central thrust of the Incarnation as far as we can penetrate its mystery, was that by becoming one of us, God was able to achieve redemption for the human race. But the Incarnation, and Christ’s work flowing out of it, achieved more than our salvation, it was an act of profound affinity, a radical identification with all that it means to be human–an act which unleashes all kinds of potential in the one being identified with. But beyond identification, it is revelation: By taking upon himself all aspects of humanity, Jesus is for us, quite literally the human Image of God. If we wish to know what God is like, we need look no further than Jesus. We can understand him because He is one of us. He knows us, and can show us the way.

Following from this we can identify at least four dimensions that frame our understanding of the Incarnation of God in Jesus the Messiah. They are…

Presence: That in Jesus the eternal God is fully present to us. Jesus was no mere representative or prophet sent from God, he was God in the flesh (Jn.1:1-15, Col.2 2:9)
Proximity: That God in Christ has approached us not only in a way we can understand, but in a way which we can access. He not only called people to repentance and proclaimed the direct presence of God (Mk.1:15) but he befriended outcast people and lived life in close proximity with the broken and ‘the lost’ (Lk.19:10.)
Powerlessness: In becoming ‘one of us’ God takes the form of a servant and not that of someone who rules over us (Phil.2:6ff. Lk.22:25-27.) He does not stun us with sound and laser shows, but lives as a humble carpenter in backwater Galilee for 30 years before activating his Messianic destiny. In acting thus he shuns all normal notions of coercive power and demonstrates for us how love and humility (powerlessness) reflect the true nature of God and are the key means to transform human society.
Proclamation: Not only did the presence of God directly dignify all that is human, but he heralded the reign of God and called people to respond in repentance and faith. In this he initiates the Gospel invitation which is active to this very day.
Perhaps we can illustrate these in the following way…


quarta-feira, janeiro 30, 2008

The Forgotten Ways por Alan Hirsch

Seção 1- Fazendo um Missionário Introdução

Utilizando os estudos de Rodney Stark, Hirsch calcula que a igreja primitiva cresceu de 25,000 n
o ano 100 AD para cerca de 20,000,000 no ano 310 Ad. Como isso aconteceu? O que estava acontecendo no primitivo cristianismo para experienciar este tipo de crescimento? Para ilustrar este fenonêmo que não é apenas da igreja primeva, Hirsch mostra o exemplo da igreja na China. Quando Mao tomou o controle da Chine havia aprox. 2 milhões de cristãos Entretanto, hoje o número de cristãos na China está por volta de 80 milhões. Mais uma vez, como foi possível tal crescimento?


1. Confissões de um missionário frustado

O autor demonstra alguns elementos comuns de uma igreja que pratica os princípios do movimento de crescimento de igreja contemporâneo:

1. Expandir o edifício para o crescimento.
2. Garantir uma excelente pregação que diz respeito à vida dos ouvintes.
3. Desenvolver um culto inspirador, uma reunião com uma excelente banda.

4. Certifique-se de ter excelente parque de estacionamento.
5. Garantir excelentes programas para crianças e jo
vens.
6. Desenvolver um programa de grupos de células enraizadas num modelo de um cristão comum.
7. Certifique-se de que na próxima semana seja melhor do que a da semana passada.

Em contraste com o acima exposto, Hirsch discute a natureza da igreja e sua finalidade natural, de acordo com Escrituras:

1. Um pacto comunidade
2. Centrada em Jesus Cristo ( "Jesus é o Senhor").
3. Culto, definida como oferecer as nossas vidas de volta para Deus através de Jesus.
4. Discipulado, definida como seguir Jesus e tornando-se como Ele.
5. Missão, definida como estender a missão de Deus através das actividades do pacto comunidade.

Cada grupo teve de ser envolvido em uma dieta saudável das disciplinas espirituais, seguindo o modelo TEMPT:

T: Juntos, siga - comunidade focada.
E: Envolvente Escritura - integrando Bíblia em vida.
M: Missão - missional actividades trazer coesão.

P: Paixão de Jesus - adoração e oração.
T: Transformação -caráter desenvolvimento e responsabilidade.



Há neste capítulo uma definição de um destes lugares, um café-bar elevation....
"Um lugar de proximidade não é uma igreja, melhor, isso envolve a criação de lugares e/ou eventos onde cristãos e não-ainda cristãos podem interagir complementamente entre eles- um efetivo espaço missional. Nós o chamamos de café-bar Elevation". (pág. 37)



2. Denominacional e Translocal.

Hirsch aponta para faltar de um pensar cristão coerente como um dos fatores de queda do cristianismo, citando David Bosch que afirma: "
Estritamente falando, devemos dizer que a Igreja está sempre em estado de crise, e que o seu maior inconveniente é que ela está consciente de que está em uma apenas ocasionalmente"(pag. 49).

"
A religião profética também avisou contra a ritualização do relacionamento entre Deus e seu povo, buscando sempre relembrar Israel da natural intensidade pessoal do pacto entre Deus e seu povo. Martin Buber, um profundo comentador da religião profética e de movimentos religiosos, avisa-nos sobre os perigos da institucionalismo religioso quando ele aponta que esta "centralização, codificação, tomados em interesse da religião, é um perigo para o núcleo da religião. Isto é uma coisa invetável, ele diz, a não ser que haja uma fé vigorosa incorporada em toda a comunidade, uma que exerça uma incansável pressão para o renovamento da instituição. Foi C.S. Lewis que observou que" existem na igreja algo que mais cedo ou mais tarde, trablhará contra o propósito pela qual ela veio a existir. Então devemos combater muito duramente, pela graça de Deus, para manter a igreja focada na missão que Cristo originalmente deu para ela"" (p. 55)

Na página 64 Hirsch oferece um excelente quadro comparativo (que foi previamente publicado no “The Shaping of Things to Come” p. 9) entre os três "modos igreja." Ele compara o "Aposotolico & Pós-Apostólico Modo" (AD 32 a 313 ), O "tradicional Cristianismo Modo" (313 a actual) e os "emergentes Missional Modelo" (últimos 10 anos), em seis categorias diferentes.

As características do Cristianismo tradicional incluem:

1. "Locus" de encontro: Edifícios
tornam-se crucial para a "Igreja".
2. Liderança: Clero institucionalmente ordenado /Condução profissional.
3. Estrutura organizacional: De cima para baixo.

4. Meios de graça: Sacramentos experimentados apenas "na Igreja".
5. Posição na sociedade: Igreja é percebida como ser central para a sociedade.
6. Modo missional: Atracional e extractional.


As características do modelo Emergente-Missional (e na maioria dos casos os paralelos modelo Apostólico):

1. Locus de encontro: Rejeita necessidade de uma "igreja"- edifício.
2. Liderança:-São pioneiros inovadores, 5 modos de ministério (Ef. 4). Não institucionalizado.
3. Estrutura organizacional: Com raíze
s, descentralizada circulação.
4. Meios de graça: Redentores comunitariamente / ritualiza novos símbolos, como as refeições em comum.
5. Posição na sociedade: Igreja é, mais uma vez, à margem.

6. Missional modo: Encarnacional e missional.




Seção 2- A Jornada para o coração do Gênio Apostólico.



O autor dá uma pequena introdução, explicando conceito de m-DNA (missional DNA). Que ele explica na página 76:

"Com este conceito/metáfora eu espero explicar porquê a presença de uma simples, intrínseca, reproduzível, mecanismo guia central é necessário para a reprodução e sustentabilidade de movimentos missionais genuínos. Cmo um organismo permanecejunto, e cada celula compreende sua função em relação com seu DNA, então a igreja encontra um ponto de referência com seu construtor m-DNA. Como o DNA carrega o código genético, e assim a vida, do particular organismo, assim também o mDNA codifica o Gênio Apostólico - a força vital que pulsa através da igreja do Novo Testamento e em outras expressões de movimentos enviados por Jesus através da história"

Então, quais são os elementos-chave do Gênio Apostólico ? Os seis distintivos identificados por Hirsch são:

1. Jesus é o Senhor
2.Fazedores de Discípulo
3. Missional-Encarnacional Impulso
4. Ambiente Apostólica.
5. Sistemas Orgânicos
6. "Communitas", não comunidade.

"Então buscando uma definição de igreja missional, esta seria uma comunidade do Povo de Deus que define a si mesma, e organiza sua vida em torno dela, com o real propósito de ser um agente da missão de Deus para o mundo. Em outras palavras, a a verdadeiro e autêntico princípio de organização da igreja está na missão,. Quando a igreja está em missão, é que ela se torna uma verdadeira igreja. a igreja em si mesma não um produto da missão, mas é obrigada e destinada para extender isso por quaisquer meios possíveis. A missão de Deus flui diretamente através de cada crentee cada comunidade de fé que adere a Jesus. Parar com isso, é parar com Deus e seus propósitos em e através do seu povo". (pag. 82)

3. Coração de tudo:Jesus é o Senhor.

Após explicar o que seria o m-DNA e o Gênio Apostólico, Hirsch busca mostrar o monoteísmo cristocêntrico em oposição ao politeísmo de alguns cristãos hoje.

O coração do cristianismo

"Em seu lugar mais profundo do coração, Cristianismo é um movimento messiânico, um que procura consistentemente incorporar a vida, espiritualidade e missão de seu Fundador. Nós andamos fazendo isto através tantas outras coisas, mas esta é sua maior simplicidade. Discipulado, se tornar como Jesus, nosso Senhor e Fundador, posto no epicentro da tarefa da igreja. Isso significa que a Cristologia deve definir tudo o que nós fazemos e dizemos. Isto também significa que para recuperarmos o ethos -comportamento- do Cristianismo autêntico, nós devemos re-focalizar na raiz de tudo, para recalibrar nós mesmos e nossas organizações em torno da pessoa e obra de Jesus, o Senhor. Isso significará tomar os Evangelhos seriamente como os textos primários que nos define. Isso significará que devemos agir como Jesus com as pessoas que estão fora da fé, como um esquadrão de Deus". (pág. 94)

Defendendo um cristianismo além da dialética sagrado-secular, ele diz:

"Pessoas envolvidas num visão espiritual dualística, experimentam Deus como um dever baseado na igreja, e religião é amplamente concebida como um assunto privado. A igreja é amplamente concebida como um espaço sagrado: a arquitetura, a musica, as liturgias, a linguagem e a cultura, tudo colabora para fazer disso um evento sacro que não é experimentado em nenhum outro lugar na vida do mesmo modo. Em outras palavras, nósv
amos a igreja para experimentar Deus, e em verdade Deus está lá- Ele está em todo lugar e particularmente ama permanecer no meio do seu povo-, mas este caminho é difícil de ser mudado, tende a criar uma percepção que é muito díficil de quebrar- queDeus é realmente encontrado apeas em tais lugares e que isso requer uma elaborada sacerdote/ministro parafermália para mediar esta experiência (João 4:20-24)".(pag. 95)

O monoteísmo cristocêntrico.

"Não há nada em nossa vida que não pode ser
colocada debaixo da regra de que Deus é sobre tudo. Nossa tarefa é integrar os elementos dispersos que são nossas vidas e comunidades e trazê-los sob o Único Deus manifestado para nós em Jesus Cristo (...) Se nós falharmos ao fazer isto, então enquanto confessamos ser monoteístas, de fato, estamos sendo e praticando o politeísmo. Dualisticas expressões de fé sempre resultam num politeísmo prático. Haverão diferentes deuses que governam diferentes esferas da nossa vida, e o Deus da igreja neste ponto de vista é largamente impotente fora da esfera privada religiosa. Cristocêntrico monoteísmo demanda lealdade precisamente quando os outros deuses clamam por isto, e isto é verdade para nós." (pag. 97).


4. Fazendo Discípulos

Neste capítulo, há uma volta ao conceito de m-DNA e Gênio Apostólico, e modo como estes permeiam a igreja, tudo pensando numa falha crucial da igreja ocidental: fazer discípulos.

A frase base é de Neil Cole, do Organic Church, que está citada na pag. 104: “We want to lower the bar of how church is done and raise the bar of what it means to be a disciple.”.

Em busca de um real discipulado, ele busca desmitificar o modelo contemporâneo do crescimento de igrejas como gerador de autênticos discipulos. Apontando a clara influência da sociedade de consumo neste modo de entender a igreja.

"Os exponentes do movimento de crescimento de igrejas tem explicitamente ensinado a nós como realizar o marketing e valorização do produto para alcançar nossos alvos para nossa audiência crescer. Eles nos ensinam a imitar um shopping center, aplicar na igreja isto, e criar um shopping completo que tenha tudo que a pessoa precisa (...) Cristandade operando como está, no sistema “atracional” e sendo guiada por profissionais, já está suscetível ao consumerismo, mas sobre a influência da pratica contemporânea de crescimento de igreja, o consumerismo se torna a ideologia que dirige o ministério da igreja". (pág. 110).


Onde está a resposta então? Hirsch sugere duas alternativas:1. Tentar redimir os ritmos e estruturas do consumerismo e 2. Iniciar um movimento profético de confronto ao
controle do consumo sobre nossas vidas. Conforme ele diz:“these two alternatives become our missional challenge and are each real live options.”

5. Impulso Missional- Encarnacional

O modelo missional-encarnacional aparece como uma alternativa ao modelo tradicional atracional, que é "simplesmente incapaz de impactar a cultura fronteiriça como os movimentos de Jesus são capazes" (pag. 131).

A igreja deve ser entendida como povo enviado.

Hirsch identifica 4 dimensões que cercam nosso entendimento a respeito da
encarnação de Jesus Cristo.

1. Presença
2. Proximidade
3. Poder

4. Proclamação.

Utilizando estes 4 elementos, ele demonstra como se daria um ministério encarnacional-missional:

"A Encarnação não
só qualifica como Deus age no mundo, mas também nos qualifica. Se a maneira central de Deus de alcançar o seu mundo foi para encarnar-se em Jesus ,logo, a nossa maneira de alcançar o mundo deveria ser igualmente encarnacional. Agir "encarnacionalmente" irá significar, portanto, que na nossa missão para aqueles fora da fé teremos de exercer uma verdadeira identificação e afinidade com aqueles que estamos tentando alcançar. No mínimo, irá provavelmente significar que devemos nos deslocar para uma geografia/espaço em comum e assim criar um verdadeira e viva presença entre o grupo. Mas a motivação básica de ministério encarnacional é também a revelação - que eles podem vir a conhecer Deus através de Jesus" (pág. 133).

Sobre a presença, aplicando a missão do povo de Deus, ele diz:

"Se relacionamento é a chave significará que na transmissão do Evangelho, então, nós vamos ter com as pessoas dos nossos círculos sociais. Nossa próprias vidas serão nossa mensagem, e nõs não podemos tomar nós mesmos fora da equação da missão". (pág. 134)

"O impulso encarnacional inspira-a Encarnação, eo missional impulso é energizado pela missão de Deus"(pag. 138).

A respeito da cultura e integridade das pessoas do grupo, há uma necessidade sempre de novas pessoas, novas redes sociais, citando Addison que diz que: "Novos movimentos religiosos falham quando eles se tornam redes fechadas ou quase-fechadas. Para a continuação de um crescimento expontâneo, um movimento precisa manter aberto a relacionamentos com os de fora. Eles precisam alcançar fora novos horizontes, acrescentar grupos sociais" (pag. 141).

A Eclesiologia missional coloca a Cristologia como a determinadora da Missiologia que determina a Eclesiologia. "pelas minhas leituras das Escrituras, eclesiologia é a mais fluída das doutrinas. A igreja é uma expressão cultural dinâmica do povo de Deus em qualquer lugar. EStilo de adoração, dinâmicas sociais, expressões litúrgicas devem resultar do processo de contextualização do Evangelho em qualquer cultura dada. Igreja deve seguir a missão. (pag. 143).

6. Ambiente apostólico

Neste capítulo, o autor focaliza a liderança da igreja missional. Buscando nos movimentos de Jesus até 300 AD e a China hoje, a questão central aqui é: que tipo de liderança torna isso possível?
Ao discutir a melhor maneira de falar do tipo de liderança catalisadora que está presente nestes movimentos de Jesus, Hirsch escreve:

"Uma liderança apostólica, como em todos os tipos de influência,. é também identificada e mesurada pelo efeito que ela tem no ambiente social em que opera,. E nestes termos, está sempre presente nos períodos de significante crescimento missional. Tais pessoas poderia nem sempre chamar a si próprias de apóstolos, mas a natureza apostólica e o efeito do seu ministério e sua influência são inegáveis" (pag. 151)

O chamado pessoal apostólico é uma extensão do Cristianismo. Como tal, ele ou ela (líder) chama a igreja para seu chamado essencial e ajuda a guia-la dentro de seu destino como povo missionário com uma messagem transformadora para o mundo. Todas as outras funções da igreja devem ser qualificadas por sua missão de extender a missão redentora de Deus através de sua vida e testemunho. O líder apostólico então encorpora, simboliza, e re-presenta a missão apostólica para a comunidade missional (pag. 152)

Então, uma igreja missional precisa de uma liderança missional, que vai além do modelo de liderança pastor-professor. Citando Roxburgh, numa nota de rodapé na pag. 152, diz que ele vai além nesta argumentação, que identifica a ordenação como um entrave para uma se reconhecer como uma agência missionária.

"Ministério apostólico é basicamente função e não um escritório. Escritório como nós normalmente concebemos isso, se relaciona com a posição em uma estabilizada, centralizada instituição, e daí toma sua autoridade por ser oficial na estrutura institucional. Não há um só exemplo deste nível de instituição no Novo Testamento ou no período pós-bíblico. Por outro lado, a igreja do Novo Testamento estava em todos lugares comuns, não era ordenada ou havia uma classe de ministros profissionais, e não havia prédios da igreja oficiais" (p. 153)

Sendo que "a tarefa apostólica é sobre a expansão do Cristianismo de modo físico na forma de ser o esforço misionário pioneiro e plantar igreja, como também teológico através da integração da doutrina apostólica dentro da vida de cada cristão individualmente e das comunidades que eles fazem parte" (pág. 154)

Mas o que faz apostólico liderança? Ou melhor ainda, quais são as principais funções do ministério apostólico? Hirsch identifica três funções principais:

1. Para inserir mDNA através pioneiro novos caminhos para o Evangelho e a Igreja.

O apostolo é mordomo do m DNA, deve ser o mensagem e o cuidador dele. Como aquele que é enviado, comunica o mDNA mediante uma nova perspectiva missional.

2. Para guardar mDNA através da aplicação e integração de teologia apostólica.

A responsabilidade do ministro apostólico não termina no trabalho do pioneirismo missionário, sua tarefa é assegurar que as igrejas permanecerão verdadeiras para com o evangelho em seu comportamento (ethos). A maior função do ministro apostólico é preservar o evangelho de qualquer contaminação e manter o poder salvador de Deus para as futuras gerações- Rm. 1:16-.

3. Para criar o ambiente em que os outros ministérios emergem.

O ministro apostólico é fundamental para as outras funções, ele inicia as outras. Aqui entra um conceito de Hirsch, chamado APEPT baseado em Ef.4- Apostolico, Profetico, Evangelistico, Pastoral e T-Ensinador). O APEPT é uma extensão natural mordomia do ministério apostólico.

  • Apostolic function, usually conducted translocally, pioneers new missional works and oversees their development.
  • Prophetic function discerns the spiritual realities in a given situation and communicates them in a timely and appropriate way to further the mission of God’s people.
  • Evangelistic function communicate the gospel in such a way that people respond in faith and discipleship.
  • Pastoral function shepherds the people of God by leading, nuturing, protecting and caring for them.
  • Teaching function communicates the revealed wisdom of God so that the people of God learn how to obey all that Christ has commanded them.
Lembrando que o ministério apostólico aqui não se confude com os Apóstolos de hoje, que se autodenominam assim para ter mais poder hierárquicamente dentro da igreja, mas um ministro apostólico é autenticamente feito por sofrimento e capacitação divina, não por busca de posição de liderança (pag. 159). Para Hirsch, um ministro apostolico tira sua autoridade e poder primariamente da idéia de servir e do chamado, e da sua autoridade moral e espitual e não de uma posição de autoridade.


7. Sistemas orgânicos

A sentença "Gênio Apostólico" é um termo cunhado pelo autor para significar essa energia e força unica que imbui de maneira fenomenal os movimentos de Jesus na história. Diagramaticamente, ele coloca isso assim:
No glossário que consta ao final do livro, ele define assim:

"Minhas conclusões sobre o Gênio Apostólico são feitas sobre os seus seis componentes (tque talvez podem ser mais ou menos que isso) . Cinco são o que eu chamo de mDNA, e a outra tem haver com espiritualidade e teologia. Para maior parte, eu foco nos seis elementos do mDNA quando eu usso o termo. Os cinco elementos são: impulso encarnacional-missional, ambiente apostólico, fazer discípulos, sistemas orgânciso e communitas. Carregados dentro do termo Genio Apostolico é a total combinação de todos os elementos do mDNA que juntos formam uma constelaçao, como esta aqui, cada uma emitindo luz para os outros. Eu também creio que isso é latente, ou imanado, dentro da própria natureza do povo do evangelho de Deus. Eu sugiro que quando todos os elementos do mDNA estão presentes e estão em um relacionamento dinamico com os outros elementos, e há um desafio adpativo como catalisador, então o Genio Apostolico está ativado" (p. 274)

O elemento fora do mDNA, dito como espiritualidade e teologia é o cristianismo monoteísta que é, de fato, o núcleo do Genio Apostolico. Neste capítulo, o autor expõe os sistemas orgânicos.



Multiplicação x Adição

"A razão porque a igreja de Jesus acha tanta dificuldade em permanecer no topo da grande comissão e porque a população mundial está multiplicando, enquanto que a igreja está somente adicionando. Adicionar nunca poderá correr no mesmo ritmo da multiplicação" (p.209)

Para vencer este descompasso, o autor propõe a partir da perspectiva orgânica, um crescimento viral, utilizando os conceitos de "ideavirus" de Seth Godin, onde cada pessoa multplica a si mesmo, de forma incarnacional e as idéias são multiplicadas através das redes de informação e pessoa dentro da igreja para a comunidade- emergindo da igreja para a comunidade o cristianismo.

8. Communitas, não comunidade.

O autor pensa"communitas" como algo que toma várias formas, mas qualquer seja esta, sempre vai descrever o tipo de comunhão e camaradagem que foi e é experienciada nos movimentos de Jesus, e é então um elemento essencial do Gênio Apostolico.
Um dos fatores mais enfatizados pelo autor ao longo desse capítulo, é a limiaridade, a communitas não é somente a reunião de pessoas, mas há uma causa muito forte os unindo e há também uma união bastante solidificada através das experiências limite da comunidade, exige não somente um tempo comum, mas sofrimentos em comum assim como vitórias em comum.
Um fenômeno triste que ocorre em várias comunidades com a emergência da cultura pós-moderna tem sido a fuga em torno de um mundo paralelo. Ao invés da comunidade enfrentar esse caos e se adaptar, ela acaba fugindo dele criando um mundo artificial, no entanto, não vamos deixar de ver as consequências daqueles que terão que enfrentar o mundo sozinho e vão enfrentar uma grande frustração. Com um exemplo que a maioria de nós vimos no "Procurando Nemo" o autor ilustra:
"...podemos dizer que a sobrevivência dos sistemas vivos favorece o aumento do nível de adrenalina, atenção e experimentação. Por exemplo, "peixe em um aquário pode nadar, se alimentar, obter comida com o mínimo esforço e se manter livre de predadores. Mas como todos os donos de aquário sabem, estes peixes são etremamente sensíveis às menores variações do aquário. Os donos tem que regularmente limpar o aquário, monitorar a temperatura, monitorar o pH e alimentar os peixes. Isso porque não há um ecosistema natural no aquário - é um ambiente artificial. Por ouro lado, o peixe no mar tem que trabalhar muito mais duro para se susentar e são sujeitos a maiores ameaças. Mas porque eles aprenderam a lidar com mais variações (temperaturas, suprimento de comida, predadores etc) eles são mais fortes quando encontram um desafio" (p.229)



HIRSCH, Alan The Forgotten Ways Grand Rapids:Brazos Press, 2007
Para saber mais, veja duas entrevistas dele em para o site Forge19.5.2007
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