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domingo, setembro 05, 2010

Realidades Urbanas: Qual é a Missão Urbana Global de Deus?

Texto foi traduzido pela Global Conversation Translation Team encontrado em http://conversation.lausanne.org/pt/conversations/detail/10282#article_page_1

Observação do Editor: Este documento Avançando Cape Town 2010 foi escrito por Tim Keller para dar um panorama geral do tópico a ser discutido na sessão Plenária de Noite sobre “Megacidades” e na Sessão Multiplex sobre “Abraçando a Missão Urbana Global de Deus”. Comentários sobre este documento através da Conversa Global Lausanne serão enviados para o autor e para outras pessoas, e ajudarão a dar forma à apresentação final que farão no Congresso.

O que é uma cidade?

Hoje, uma cidade é definida, quase exclusivamente, em termos de tamanho da população. Grandes centros populacionais costumam ser chamados de “metrópoles”; pequenos centros, de “cidades”; e os menores ainda, de “vilas”. Entretanto, não devemos impor nosso uso corrente para os termos bíblicos. A principal palavra hebraica para “cidade”, “iyr”, refere-se a qualquer assentamento humano dentro de alguma fortificação ou entre muros. As populações de algumas cidades antigas eram de aproximadamente 1000 a 3000 habitantes. “Cidade” na Bíblia não se refere ao tamanho da população, mas à densidade. O Salmo 122:3 refere-se a essa densidade: “Jerusalém, que estás construída como cidade compacta”(1). O significado da palavra traduzida para “compacta” é bem entrelaçada, unida. Numa cidade fortificada, as pessoas viviam perto umas das outras, bem próximas, em casas e ruas compactas. Na verdade, na maioria das cidades antigas, havia cerca de cinco a dez acres, com 240 residentes por acre, comparando-se com as casas de Manhattan na cidade de Nova York, que tem 105 residentes por acre. (2)

Nos tempos antigos, a cidade era o que hoje consideraríamos “assentamento humano variável com várias misturas”. Por causa da densidade populacional, havia lugares para viver e trabalhar, comprar e vender, produzir e apreciar arte, adorar e buscar justiça, tudo a poucos passos de distância. Nos tempos antigos, as áreas rurais e as vilas talvez não tivessem todos estes elementos, e nos tempos modernos, os “subúrbios”, evitam este padrão de organização de propósito. Os subúrbios são zonas com uso específico: moradia, trabalho, diversão e educação. São separados um dos outros, e o acesso a eles é de carro, geralmente, passando por zonas desfavoráveis para pedestres.

O que caracteriza uma cidade é a proximidade. Ela aproxima pessoas. Portanto, residências, locais de trabalho e instituições culturais ficam próximos. Ela dá vida às ruas e locais de trabalho e traz mais interação corpo a corpo do que outros lugares. Foi isso que os autores da Bíblia quiseram dizer quando usaram a palavra “cidade”.

Missão Urbana na Bíblia

Jerusalém

No início do Velho Testamento, a importância redentora da cidade estava na própria Jerusalém como modelo de sociedade urbana:“a alegria de toda a terra” (Sl. 48:2), demonstrando ao mundo o que pode ser a vida humana sob seu senhorio. Muito já se falou sobre fluxo “centripetal” de missões durante essa era. Deus chamou as nações para crer n’Ele, aproximando-as para ver Sua glória encorporada em Israel, a nação santa que Ele tinha criado, cuja vida corporativa mostrava ao mundo o caráter de Deus (Deut 4:5-8). Entretanto, o livro de Jonas dá um sinal chocante à missão “centrifugal”do Novo Testamento, de mandar crentes ao mundo. Jonas foi o único profeta do Velho Testamento enviado a uma cidade pagã para que ela se arrependesse. A declaração final de Deus é surpreendente: “o Senhor chama Jonas para amar a grande cidade pagã de Nínive por causa do grande número de seus habitantes cegos espiritualmente” (Jonas 4:10–11).

Babilônia

Esta mudança de centrípeto para centrífugo alcança outro estágio, quando Israel é levado para o exílio. Os judeus são levados para viver no meio da ímpia, pagã e sanguinária Babilônia. Qual é a relação dos crentes com tal lugar? Jeremias 28–29 apresenta um extraordinário esboço da postura do crente na cidade. Deus diz ao Seu povo para “multiplicar-se e não diminuir” (Jer. 29:6), para manter sua identidade comunitária bem destacada e para crescer, mas Ele também manda se estabelecer e se envolver na vida da cidade grande. Eles deveriam construir casas e plantar jardins. O mais impressionante é que Deus os chama para servir a cidade, para “buscar a prosperidade da cidade” e para “orar ao Senhor em favor dela” (Jer. 29:7). Eles devem aumentar suas tribos em número em um gueto dentro da cidade, e também devem usar seus recursos para buscar o bem comum.

Isto sim é equilíbrio! Os valores de uma cidade terrena contrastam grandemente com aqueles da cidade de Deus. Mesmo assim, os cidadãos da cidade de Deus devem ser os melhores cidadãos das cidades terrenas. Deus chama os exilados judeus para servir ao bem comum da cidade pagã. Ele também tem um objetivo bem prático: servir ao bem da cidade pagã é a melhor maneira para o povo de Deus prosperar e florescer, “porque a prosperidade de vocês depende da prosperidade dela” (Jer. 29:7), diz o Senhor. Deus ainda se preocupa com Seu plano de salvação e com o estabelecimento do Seu povo. É exatamente isso o que acontece. Como os judeus chegaram à cidade e buscaram a paz da grande cidade pagã, eles conquistaram a influência e o impulso que precisavam para, depois, voltar e restaurar sua terra natal. Além disso, os judeus permaneceram, de certa forma, dispersos pelas cidades do mundo como um grupo cosmopolita, um grupo étnico internacional que se tornou base crucial para a disseminação da messagem cristã depois de Jesus.

Residentes Estrangeiros

Existe alguma razão para crer que o modelo de Israel na Babilônia deve servir como modelo para a igreja? Sim. No exílio, Israel não existia mais como estado-nação, com governo e leis próprios. Em vez disso, Israel existiu como comunidade internacional e contracultura em outras nações. Agora, esta é a forma da igreja que Pedro e Tiago reconhecem quando se dirigiram aos crentes como “dispersos” e “exilados” (1 Pedro 1:1). Por duas vezes Pedro usou o termo parapidemois para exilados, “residentes estrangeiros”, pessoas que vivem num país de onde não são nativos nem turistas, mas estão apenas de passagem. Pedro chama os cristãos para viverem no meio da sociedade pagã de forma que os outros vejam suas “boas obras e glorifiquem a Deus”, mas os adverte para que contem com a perseguição (1 Pedro 2:11–12). Os ecos de Jeremias 29 são evidentes. Como os exilados judeus, os exilados cristãos devem se envolver em suas cidades, servindo o bem comum, em vez de dominar ou ignorar a comunidade. Eles devem esperar que a sociedade ao redor deles seja tanto hostil como atraída pela vida e pelo serviço dos crentes na cidade. Pedro indica que as boas obras dos crentes levarão, pelo menos, alguns pagãos a glorificarem a Deus.

No seu artigo “Soft Difference” (Leve Diferença) sobre 1 Pedro, Miroslav Volf mostra como a tensão que Pedro viu entre perseguição e atração e entre evangelismo e serviço não se encaixa nos modelos históricos que relacionam Cristo com a cultura (3). Diferente dos modelos que chamam os cristãos para uma transformação de cultura ou para uma aliança cristã da igreja com o estato, Pedro espera que o Evangelho seja sempre muito ofensivo, nunca totalmente aceito ou abraçado pelo mundo. Isso é um aviso para os evangélicos e cristãos que esperam estabelecer uma cultura essencialmente cristã; diferente de modelos que simplesmente chamam para o evangelismo, e são muito pessimista com relação a influenciar a cultura. Tanto Pedro, em 1 Pedro 2:12, como Jesus, em Mateus 5:16, esperam que alguns aspectos da fé e da prática cristã sejam atraentes em qualquer cultura pagã, influenciando pessoas para louvarem e glorificarem a Deus (4).

Samaria e até os confins da terra

Como Israel durante o exílio, a igreja vive como uma congregação de comunhão internacional e dispersa. Em Atos 8 vemos Deus forçosamente dispersando os cristãos de Jerusalém, e, assim, fortalecendo enormemente a missão cristã. Imediatamente, eles foram para Samaria, a cidade que o povo judeu tinha aprendido a desprezar, tanto quanto Jonas desprezou Nínive e os judeus desprezaram Babilônia. Mas, diferente dos relutantes profetas ou do exílio, os cristãos transformados pelo Evangelho tornaram-se ativos na missão urbana em Samaria (Atos 8:1).

Quando finalmente chegamos à igreja do primeiro século, vemos a missão redentora de Deus não mais em centros urbanos, como Jerusalém ou Babilônia. Todas as cidades do mundo se tornaram importantes. Em Atos 17, Paulo chega a Atenas, o centro intelectual do mundo greco-romano. Em Atos 18, ele viaja para Corínto, um dos centros comerciais do Império. Em Atos 19, ele chega a Éfeso, talvez o centro religioso do mundo romano, lugar de vários cultos pagãos e, particularmente, do culto imperial, com três templos para adoração ao imperador. No final do Livro de Atos, Paulo chega a Roma, a capital do poder do império, o centro militar e político do mundo. John Stott conclui: “Parece ter sido uma política deliberada de Paulo de, propositalmente, mudar de um centro urbano estratégico para o seguinte”.(5) Ao chegar à cidade, Paulo atingia toda a sociedade, como é evidente na Carta aos Colossenses. Nesta epístola, Paulo acompanha discípulos nas cidades junto ao Vale de Lico — Laodicéia, Hierápolis, Colossos (Col. 4:13–16)—mesmo nunca tendo visitado aqueles lugares pessoalmente. Provavelmente, eles se converteram através do ministério dos efésios. Se o Evangelho é repartido em centros urbanos, você alcança a região e a sociedade.

As razões pelas quais o ministério urbano era tão eficaz podem ser resumidas como se segue:

  • As cidades são culturalmente cruciais. Na vila alguém pode ganhar um, ou talvez dois, advogados amigos seus para Cristo, mas ganhar o grupo profissional jurídico requer ir à cidade, junto às escolas de direito, aos editores dos jornais jurídicos e assim por diante.
  • As cidades são globalmente cruciais. Na cidade pequena ou na vila, você pode alcançar um único grupo que vive lá, mas anunciar o Evangelho para dez ou vinte novos grupos/línguas ao mesmo tempo exige ir à cidade onde todos eles podem ser alcançados através da língua fluente do lugar.
  • As cidades são pessoalmente cruciais. Com isso quero dizer que as cidades são lugares perturbadores. As cidades do interior e as vilas são caracterizadas pela estabilidade, e os residentes são mais enraizados em seus costumes. Por causa da diversidade e da intensidade das grandes cidades, os moradores urbanos são mais abertos a novas idéias, como por exemplo, ao Evangelho! Como estão rodeados por tantas pessoas iguais a eles, e diferentes deles, e têm mais mobilidade, os moradores urbanos são muito mais abertos a diálogos do que moradores de outros tipos de cidades. Independentemente das razões porque se mudaram para a grande cidade, uma vez que se mudam, a pressão e a diversidade fazem do indivíduo mais tradicional e fechado uma pessoa aberta ao Evangelho.

A primeira igreja foi, em grande parte, um movimento urbano que ganhou para Cristo indivíduos das cidades romanas, e a maioria das cidades interioranas se mantiveram pagãs. Como a fé cristã conquistou as cidades, acabou conquistando toda a sociedade, o que acontece na maioria dos casos. Rodney Stark desenvolve esta idéia no livro The Rise of Christianity (A Ascensão do Cristianismo).

Em cidades grandes, com muitos “sem-teto” e grande pobreza, o cristianismo ofereceu ajuda assistencial e esperança. Para cidades com novos habitantes, o cristianismo ofereceu bases imediatas para novas conexões. Para cidades com viúvas e orfãos, o cristianismo ofereceu um sentido novo e ampliado de família. Em cidades atingidas por lutas étnicas violentas, o cristianismo ofereceu uma nova base para solidariedade social... Pessoas têm enfrentado catástrofes há séculos sem o cuidado de estruturas cristãs teológicas e sociais. Portanto, não estou sugerindo que a miséria do mundo antigo causou o advento do cristianismo. Vou argumentar que, quando o cristianismo apareceu, sua capacidade superior de atender estes problemas crônicos logo se tornou evidente e teve um papel importante no seu eventual triunfo... [Porque os cristãos] trouxeram um simples movimento urbano e também uma nova cultura. (6)

A missão cristã ganhou o antigo mundo greco-romano porque ganhou as cidades (7). As elites eram importantes, é claro, mas a igreja cristã não apenas as enfocou. Assim, como hoje, as cidades estavam cheias de pobres, e o compromisso cristão com o pobre era visível e marcante. Através das cidades, os cristãos mudaram a história e a cultura, ganhando as elites e identificando-se profundamente com o pobre. Richard Fletcher, no texto The Barbarian Conversion (A Conversão dos Bárbaros), mostra que a mesma coisa aconteceu durante a missão cristã na Europa de 500-1500 a.C. (8)

Missão Urbana Hoje

A importância crescente das cidades

Em 1050, Nova York e Londres eram as únicas cidades do mundo com populações acima de 10 milhões de habitantes em áreas metropolitanas(9). Hoje, entretanto, há mais de vinte cidades assim, doze das quais atingiram esta marca nas últimas duas décadas (10), e muitas outras estão no mesmo caminho. As cidades mundiais estão se tornando cada vez mais econômica e culturalmente poderosas; é nas grandes cidades onde se instalam as corporações multinacionais, a economia internacional, e redes sociais e tecnológicas. A revolução da telecnologia/comunicação implica que a cultura e os valores das grandes cidades globais estejam sendo transmitidas para todo o globo, todas as línguas, tribos, povos e nações. Crianças em Iowa ou no México estão se tornando mais parecidas com os adultos de Los Angeles e Nova York do que com os adultos de suas próprias localidades. A ordem do novo mundo será uma ordem urbana, multicultural e global. As cidades mundiais são cada vez mais cruciais no estabelecimento do curso da cultura e da vida como um todo, mesmo em áreas do mundo como Europa e América do Norte, onde as cidades não estão literalmente crescendo em tamanho.(11)

Existe uma segunda razão porque as cidades mundiais são tão importantes para a missão do cristianismo. Os milhões de recém-chegados às cidades em crescimento têm características que fazem deles muito mais abertos para a fé cristã do que eram antes de chegar a elas. Primeiramente, eles estão mais abertos para novas idéias e para mudanças em geral, depois de serem desenraizados do seu cenário tradicional. Em segundo lugar, eles são muito carentes de ajuda e apoio para enfrentar as pressões morais, econômicas, emocionais e espirituais da vida da cidade grande. A antiga rede de apoio dos parentes nas áreas rurais são fracas ou inexistentes, embora conte com “quase nada dos serviços governamentais" (12) no mundo em desenvolvimento. Por outro lado, as igrejas oferecem apoio comunitário, uma nova família espiritual e uma mensagem libertadora do Evangelho. "Ricas colheitas estão a espera de grupos que possam atender a necessidades dos novos cidadãos urbanos, qualquer um que possa alimentar o corpo e nutrir a alma". (13)

A necessidade de igrejas contextuais.

Entretanto, existe uma barreira muito grande para a missão urbana que não está na cidade, nem nos residentes da cidade, mas está na igreja. A sensibilidade da maioria das igrejas e dos líderes evangélicos não é urbanas e, às vezes, é até antiurbana. Muitos métodos ministeriais foram forjados fora dos centros urbanos e importados para eles, com pouca atenção dada às barreiras desnecessárias que se erguem entre habitantes da cidade e o Evangelho. Quando tais ministérios entram na cidade e se instalam, acham difícil evangelizar e ganhar seus moradores. Eles também acham difícil preparar os cristãos para a vida em um cenário pluralista, secular, culturalmente envolvente. Assim como a Bíblia precisa ser traduzida para o vocabulário dos leitores, o Evangelho precisa ser incorporado e comunicado de uma maneira compreensível para os residentes da cidade. Quais são as características de uma igreja contextualizada e nativa para a cidade?

Em um ministério urbano, as pessoas têm consciência das diferenças culturais entre grupos étnicos/raciais e classes socioeconômicas, embora quem viva em lugares mais homogêneos (qualquer lugar é culturalmente mais homogêneo do que uma cidade grande), geralmente não enxerga como muitas das suas atitudes e de seus costumes são particulares à sua raça ou classe. Em suma, líderes eficazes da igreja urbana são muito mais educados e conscientes das perspectivas e sensibilidades dos diferentes grupos étnicos, religiosos, de classes e raciais. Moradores urbanos sabem como diferentes grupos podem usar palavras idênticas para falar algo de significado diferente. Consequentemente, eles são muito circunspectos e cuidadosos ao abordarem questões que grupos raciais veem diferentemente.

Segundo, ministérios evangélicos tradicionais tendem a ajudar pouco os crentes no entendimento de como manter sua prática cristã do lado de fora das paredes da igreja, participando das artes e teatro, negócios e finanças, escola e aprendizado, governo e política. Longe dos grandes centros, pode ser mais praticável uma vida em concomitância com o discipulado cristão, que consiste em grande parte de atividades à noite ou nos finais de semana. Isso não funciona nas grandes cidades, onde as pessoas vivem a maior parte do tempo dedicadas à carreira profissional ou às longas horas de jornada de trabalho.

Terceiro, a maioria dos membros das igrejas evangélicas são da classe média em suas culturas corporativas. As pessoas valorizam privacidade, segurança, homogeneidade, sentimentos, espaço, ordem e controle. Por outro lado, a cidade grande é cheia de pessoas irônicas, irritadas, amantes da diversidade e que têm uma tolerância muito maior com ambiguidade e desordem. Se os ministros da igreja não conseguirem trabalhar dentro da cultura da grande cidade, e, em vez disso, criarem um tipo de “complexo missionário” não-urbano, vão descobrir que não conseguem alcançar, converter, nem incorporar pessoas da sua vizinhança.

Quarto, geralmente, a igreja não-urbana está situada em vizinhança razoavelmente funcional, onde os sistemas sociais são fortes ou, pelo menos, intactos. Os bairros das grandes cidades são muito mais complexos do que de outros lugares. Entretanto, ministros urbanos eficientes descobrem como interpretar sua vizinhança . Além disso, igrejas urbanas não interpretam suas vizinhanças simplesmente para atingir grupos para evangelismo, apesar de este ser um dos seus objetivos. Eles buscam maneiras de fortalecer a saúde de suas vizinhanças, tornando-as mais seguras e lugares mais humanos para se viver. Isso é buscar o bem-estar da cidade, no espírito de Jeremias 29.

Com freqüência, igrejas liberais tradicionais desenvolvem missões estritamente voltadas para a melhoria social. O objetivo delas é fazer da cidade uma sociedade mais justa e humana por meio de justiça econômica e social e do bem comum. Isto é certo em parte. Freqüentemente, igrejas conservadoras tradicionais desenvolvem missões estritamente voltadas para o crescimento da igreja. O objetivo delas é crescer e aumentar a igreja de Deus dentro da cidade grande, por meio do aumento de conversões e do poder das igrejas. Em parte, isso é correto. No entanto, estas duas coisas devem ser combinadas, porque sozinhas vão fracassar. Você não pode servir a cidade sem um número constante de novos convertidos, transformados e capacitados por uma experiência de graça: o novo nascimento. Por outro lado, o crescimento da igreja sofrerá uma interrupção se as igrejas forem cheias de pessoa que ignoram ou são hostis ao bem comum de seus vizinhos. A igreja que só “faz o bem” para os da fé, e não para “todos” (Gal 6:10) será vista (Com razão!) como tribal e sectária. Se os pagãos não virem “suas boas obras”não “glorificarão a Deus”, ou pelo menos não na mesma proporção. Ironicamente, se as igrejas urbanas colocam toda sua energia no evangelismo, e não atendem às necessidades da cidade, seu evangelismo será muito menos eficaz. Uma experiência de graça leva a uma vida dedicada a obras de serviço para o necessitado (Is 1:10-18; 58:1-10; Tiago 2:14-17). Deus disse aos israelitas que eles deveriam servir às necessidades do pobre “estrangeiro”— pode ser incrédulo — porque os próprios israelitas foram estrangeiros no Egito, mas Ele os libertou (Deut 10:19). Uma experiência de graça deve sempre levar a amar, principalmente, o seu próximo pobre e incrédulo

Biblicamente, uma experiência da graça salvadora através do evangelismo leva ao compartilhamento radical de riqueza e ajuda ao necessitado. E quando o mundo vê esse compartilhamento, que “não há pessoas necessitadas entre eles” (Atos 4:34), o testemunho evangelístico se torna mais poderoso (Atos 4:33). Assim, praticar a justiça e pregar a graça caminham de mãos dadas, não somente na experiência individual cristã, mas também no ministério e na eficácia da igreja urbana.

É necessário um movimento para alcançar uma cidade

Para alcançar uma cidade inteira é preciso que nela haja mais do que algumas igrejas eficazes ou até mesmo um reavivamento de energia e novos convertidos. Para mudar uma cidade com o Evangelho é preciso um movimento autossustentável e naturalmente crescente de ministérios e redes em torno de uma base de multiplicação de novas igrejas.

O que é isso? Cristãos vivem na cidade com uma postura de serviço. Novos negócios e organizações sem fins lucrativos renovam parte da cultura em pequenas e grandes proporções. Crentes integram sua fé ao seu trabalho para que toda vocação se torne uma atividade no reino. Campus Ministries (Ministérios de Campo) e outras agências evangelísticas produzem de forma organizada novos líderes cristãos que permanecem na cidade e se movem dentro das igrejas e networks (redes de contatos). As pessoas usam o seu poder, riqueza e influência para o bem de outras pessoas à margem da sociedade, para avançar o ministério e para plantar novas igrejas. Igrejas e cristãos individualmente apoiam e comissionam as artes. Vamos entender isso.

  1. Novas igrejas formam o coração destes ecossistemas do Evangelho. Eles fornecem o oxigênio espiritual para as comunidades e networks (redes de relacionamento) de cristãos que fazem o trabalho pesado há décadas, para renovar e redimir cidades. Estas igrejas são o principal lugar para discipulado e multiplicação de crentes, assim como o impulso financeiro para todas as iniciativas ministeriais. Este ecossistema é, portanto, uma massa importantíssima de novas igrejas. Elas devem ser centradas no Evangelho, urbanas, missionais/evangelísticas, equilibradas, crescentes e com respostas de diversas formas, superando tradições, integrando raças e classes. Esta é a essência básica do ecossistema.
  2. O ecossistema também alimenta networks e sistemas de evangelismo que alcançam populações específicas. Além do campus ministries (ministérios de campo), que são principalmente importantes como um novo impulso de desenvolvimento de liderança, outro, muito eficaz: agências evangelísticas especializadas, são necessárias para alcançar as elites, alcançar o pobre, e alcançar mulçumano, o hindu, e outros grupos culturais/religiosos específicos.
  3. Networks (redes de contato) e organizações de líderes culturais dentro de campos profissionais, como negócios, agências governamentais, universidades, artes e mídia são partes deste ecossistema também. É crucial que estes indivíduos sejam ativos nas igrejas, cuidadosamente discipulados e apoiados para a vida pública. Estes líderes também devem apoiar uns aos outros com rede de contatos e apoio em seus próprios campos, gerando novas instituições culturais e escolas de pensamento.
  4. O ecossistema também é marcado por agências e iniciativas criadas por cristãos para servirem à paz da cidade e, principalmente, ao pobre. Centenas e milhares de novas empresas e organizações sem fins lucrativos devem ser geradas para servir a todos os bairros e às populações necessitadas. Alianças de igrejas e instituições também servem às famílias e a indivíduos cristãos, e os ajudam por um longo período da vida da cidade (Ex: escolas, faculdades teológicas e outras insituições que fazem a vida da cidade sustentável para cristãos durante gerações).
  5. Além disso, este ecossistema tem redes de contatos de líderes da cidade. Líderes do movimento da igreja, teólogos/professores, presidentes de instituições, líderes culturais e patrocinadores com influência e recursos conhecem uns aos outros e fornecem visão e direção para toda a cidade

CAPE TOWN 2010 - DOCUMENTOS AVANÇADOS

Realidades Urbanas: Qual é a Missão Urbana Global de Deus?

Autor: Tim Keller
Data: 18.05.2010
Category: Missões nos Centros Urbanos

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Tipping points (Ponto da Virada)

Eventos isolados e entidades individuais cristalizam-se em um movimento autossustentável crescente quando alcançam um “ponto da virada”.

O ponto da virada do Movimento do Evangelho. Um projeto de plantio de igrejas se torna um movimento quando os elementos do ecossistema são aplicados, e a maioria das igrejas tem a vitalidade, a liderança e a concepção de plantar outra igreja em cinco ou seis anos depois da sua própria inauguração. Quando o ponto da virada é alcançado, inicia-se um movimento autossustentável. Um número suficiente de novos crentes, líderes, congregações e ministros vão sendo naturalmente produzidos para o movimento de crescimento sem nenhum centro de comando nem controle. Nos fundos da própria cidade, o corpo de Cristo produz seus próprios líderes e conduz seu próprio treinamento. Um número suficiente de líderes dinâmicos vai aparecendo. O número de cristãos e igrejas dobra a cada sete ou dez anos. Quantas igrejas devem ser alcançadas para que isso aconteça? Embora seja impossível dar um número preciso para todas as cidades e culturas, todos os elementos no ecossistema devem estar bem aplicados e muito fortes.

O ponto da virada da cidade. Um ponto da virada do movimento do Evangelho é um importante objetivo. Mas existe outro. Quando o ponto da virada do movimento do Evangelho é alcançado, pode ser que o ecossistema faça o Corpo de Cristo crescer até que o ponto da virada da cidade seja alcançado. Este é o momento em que o número de cristãos moldados pelo Evangelho em uma cidade se torna tão grande, que a influência cristã na vida social e cívica da cidade, e em toda cultura, torna-se reconhecida e reconfirmada. Por exemplo, vizinhanças continuam as mesmas se novos tipos de moradores (ricos, mais pobres ou culturalmente diferentes) compõem menos de 5 por cento da população. Alguns ministros relatam que, se nas prisões, mais de 10 por cento dos internos se tornar cristão, a cultura corporativa da prisão é mudada. O relacionamento entre os prisioneiros, entre prisioneiros e guardas... Tudo muda. Da mesma forma, quando o número de novos residentes alcança entre 5 e 20 por cento, dependendo da cultura, todo o ethos da vizinhança muda. Na cidade de Nova York, alguns grupos têm um efeito notável no modo de vida quando estes números alcançam, pelo menos, de 5 a 15 por cento e quando os membros são ativos na vida pública.

Qual é a chance de um movimento do Evangelho urbano crescer a ponto de alcançar um ‘ponto da virada’ para a mudança da cidade cada vez que o Evangelho começar a ter um impacto visível na vida da cidade e na cultura nela produzida? Sabemos que isso pode acontecer através da graça de Deus. Os livros de história dão os exemplos. Entretanto, em casos raros, líderes cristãos, como John Wesley, vivem para ver crescer o movimento que eles começaram até o ponto da eficácia. Por isso ministros urbanos devem estabelecer este objetivo e dar suas vidas a ele, mas não esperar ver o resultado em tempo aqui. Este é o equilíbrio entre expectativa e paciência de que precisamos para vencer, se quisermos ver nossas cidades amadas e alcançadas para Cristo.

  1. Citações da Bíblia da Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil, ©
  2. Frank Frick, The City in Ancient Israel (Tradução livre: A Cidade no Israel Antigo), citado em Harvie M. Conn e Manuel Ortiz, Urban Ministry: The Kingdom, the City, and the People of God (Tradução Livre: Ministério Urbano: O Reino, a Cidade e o Povo de Deus) (Downers Grove: Intervarsity Press, 2001), 83.
  3. Miroslav Volf, “Soft Difference”(Tradução Livre: Leve Diferença)http://www.yale.edu/faith/resources/x_volf_difference.html
  4. Thomas Schreiner defende que no Novo Testamento as pessoas glorificavam a Deus tipicamente crendo nEle (cf. Atos 13:48; Rom 4:20; 15:7,9; 1 Cor 2:7; Ef. 1:6,12,14; 2 Tess 3:1.). O que se destaca aqui é a salvação de membros pagãos da cidade porque viram a vida e o serviço dos cristãos. Ver Thomas Schreiner, 1,2 Pedro, Judas (New American Commentary) Broadman, 2003, p.124. A referência de Pedro aos pagãos que glorificavam a Deus “no dia da sua visitação” significa que muitos, no dia do julgamento, terão vindo à fé por observar a vida de cristãos.
  5. John R. W. Stott, The Message of Actos: The Spirit, the Church, & the World (Tradução livre: A Mensagem de Atos: O Espírito, a Igreja & o Mundo) (série Bible Speaks Today) (Downers Grove: InterVarsity Press, 1990), 293.
  6. Rodney Stark, The Rise of Christianity: How the Obscure, Marginal Jesus Movement Became the Dominant Religious Force in the Western World in a Few Centuries, (tradução livre: A Ascensão do Cristianismo: Como o Movimento Obscuro e Marginal de Jesus se Tornou a Força Religiosa Dominante no Mundo Ocidental em Poucos Séculos) (Harper San Francisco, 1997), 161–162.
  7. Reconheço que fatores humanos foram usados por Deus para fazer acontecer o surpreendente crescimento da primeira igreja nos seus três primeiros séculos. Houve uma crise cultural na visão global greco-romana. A adoração de antigos deuses pagãos foi morrendo. No entanto, historiadores reconhecem como foi crucial para a influência e a divulgação da igreja que ela tenha sido enraizada primeiramente em áreas urbanas.
  8. Richard Fletcher, The Barbarian Conversion: From Paganism to Christianity (Tradução livre: A Conversão dos Bárbaros: do Paganismo ao Cristianismo) (University of California, 1999.)
  9. Stott, The Message of Actos (Tradução Livre: A Mensagem de Atos), 292,
  10. Isso é verdade se for considerada uma visão restrita da população dentro dos ‘limites urbanos’ da cidade (ver www.worldatlas.com/citypops.htm) ou áreas metropolitanas ‘maiores’ (ver www.citypopulation.de/world/Agglomerations.html).
  11. Harvie Conn, The American City and the Evangelical Church (Tradução livre: A Cidade Americana e a Igreja Evangélica) (Baker, 1994),181–182.
  12. Jenkins, The Next Christendom (Tradução livre: A Nova Cristandade), 93. Deve ser observado que as cidades são atrativos para o pobre e para as minorias porque: a) oferecem mais oportunidades de trabalho do que áreas rurais; b) oferecem ‘pequenas cidades’ de pessoas do mesmo grupo étnico. Entretanto, as autoridades da cidade são geralmente hostis com os recém-chegados.
  13. Jenkins, The Next Christendom, 94.

sexta-feira, agosto 20, 2010

Unstudying God: Finding God in the Barren Land



Lendo Deep Church me deu curiosidade para saber mais do movimento emergente como também tradicional.
 
Para saber do primeiro, fui na fonte Emergent Village, acabei dando de cara com um artigo, no mínimo, provocador. Unstudying God: Finding God in the Barren Land de George Elerick, que também possui um blog, chamado de Love Revolution. O artigo é uma tentativa de teologia não-teologia, enfim, alguma baboseira irrotulável ou pode ser lido como poesia de má qualidade.


Vamos para algumas pérolas do artigo.

"Teologia é estudar Deus..mais especificamente de alguma deidade. É um lugar onde nós vamos e tentamos entender Deus, onde nós tentamos trazer nossos bisturis e avaliar cientificamente se Deus faz sentido para nós. Trazemos nossa história, os ambientes, medos e sonhos, tudo isto para este lugar para encontrar o Deus que existe além de Deus. Nós estamos afetados por todo nosso passado, presente e futuro, quando entramos no reino do estudo de Deus.
Estudar Deus pressupõe que Deus deseja que nós desconstruamos Ele. Que de alguma forma Deus quer ser encontrado. Em nosso estudo, bem profundo onde reside o subconsciente, nós queremos salvar Deus daqueles que nos cercam.

(...)
Teologia é a prática e estudo de Deus como vimos antes, mas as nossas descobertas são frutos deste estudo. Frutas podem apodrecer, envelhecem e morrem. Precisamos de novos frutos, com o risco de deixar alguns dos velhos frutos para trás.

(...)

A terra estéril nos chama para baixarmos nossos livros, nossos paradigmas, nossas pressuposições juntamente com o nosso medo do incerto e descobrir que Deus vive nas lacunas de todos eles. A terra estéril é despojada de todo estudo, pois Deus está além dela. A terra estéril é um lugar que nos chama para fora da escuridão, para a luz. A terra estéril é despojada de toda a luz. É um lugar isolado, onde Deus, através das escavações de seus tesouros como um homem velho mexendo em sua coleção de bugigangas. Ele chama, como João Batista no deserto. É na terra estéril onde ele deve ser feito.


quinta-feira, agosto 19, 2010

Jim Belcher: Deep Church.

É possível uma convergência entre a igreja emergente e a igreja tradicional (neo-ortodoxa), este é o dilema que Jim Belcher tenta responder. O livro traz uma descrição acurada dos dois grandes movimentos atuais de eclesiologia em resposta ao pós modernismo, só por isto já vale a leitura, e busca conceber uma terceira via, a partir de uma concepção de C.S. Lewis : deep church- igreja profunda.

Algumas notas e grifos do Kindle sobre a leitura, por ora.

Sobre a sua igreja e a forma de ser, Belcher diz: Através de nossa pregação, liturgia, e santa ceia semanal e uma comunidade de crentes unidos em Cristo, nós queremos prover um pouco de água viva para o mundo perdido.

A igreja emergente não gosta da insistência da igreja tradicional de que a crença- a adesão a certas doutrinas deve preceder o pertencer

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Deep Church: A Third Way Beyond Emerging and Traditional (Jim Belcher)
- Highlight Loc. 982-83 | Added on Sunday, August 22, 2010, 01:10 AM

the emerging church does not like the traditional church's insistence that belief (adherence to certain doctrines) must precede belonging (being part of the community).

A igreja emergente não gosta da insistência da igreja tradicional de que a crença- a adesão a certas doutrinas deve preceder o pertencer (ser parte na comunidade).


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Deep Church: A Third Way Beyond Emerging and Traditional (Jim Belcher)
- Highlight Loc. 994 | Added on Sunday, August 22, 2010, 05:35 PM

"persons will join a community before affirming the beliefs of that community. In other words, emerging culture places belonging before believing."

pessoas irão se juntar a uma comunidade antes de afirmar as crenças desta comunidade. Em outras palavras, a cultura emergente coloca pertencer antes de acreditar"

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Deep Church: A Third Way Beyond Emerging and Traditional (Jim Belcher)
- Highlight Loc. 1008-9 | Added on Sunday, August 22, 2010, 05:39 PM

I'm not sure that reversing the order of believing and belonging will answer these questions. I am in favor of belonging, but I don't want to shortchange belief.


Sobre esta questão, Belcher diz: "Eu não estou certo que reverter a ordem de acreditar e pertencer irá responder estas questões. Eu sou a favor de pertencer, mas eu não quero uma crença meia-boca".

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Deep Church: A Third Way Beyond Emerging and Traditional (Jim Belcher)
- Highlight Loc. 1025-26 | Added on Sunday, August 22, 2010, 06:57 PM

"emergent writers commonly so prioritize belonging that it is difficult to see how one can honor the precious responsibilities and privileges of those who have actually become Christians.""


"Os escritores emergentes geralmente priorizam tanto pertencer que é difícil ver como alguém pode honrar as reponsabilidades e privilégios preciosos daqueles que tem realmente se tornado cristãos".

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Deep Church: A Third Way Beyond Emerging and Traditional (Jim Belcher)
- Highlight Loc. 1038-39 | Added on Sunday, August 22, 2010, 07:06 PM

"In the first part of Jesus' ministry, he's training the disciples so they would know exactly who he is. Through his teaching, his miracles, his actions, his ministry, Jesus is answering the disciples' questions about Jesus' identity.

“A primeira parte do ministério de Jesus, ele está treinando os discípulos para eles soubessem exatamente o que ele era. Através de seu ensinamento, de suas ações, seu ministério, Jesus está respondendo as questões dos discípulos sobre a identidade de Jesus”

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Deep Church: A Third Way Beyond Emerging and Traditional (Jim Belcher)
- Highlight Loc. 1014-15 | Added on Monday, August 23, 2010, 12:30 PM

So simply declaring that belonging precedes belief is not always helpful.

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Deep Church: A Third Way Beyond Emerging and Traditional (Jim Belcher)
- Highlight Loc. 1021 | Added on Monday, August 23, 2010, 12:32 PM

the New Testament affirms that Christians constitute a new and distinctive community, which includes boundary markers (1 Corinthians 6:9-11).

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Deep Church: A Third Way Beyond Emerging and Traditional (Jim Belcher)
- Note Loc. 1021 | Added on Monday, August 23, 2010, 12:32 PM

ao nao estabelecer limites esquece-se do ensino do NT DA Carson
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Deep Church: A Third Way Beyond Emerging and Traditional (Jim Belcher)
- Note Loc. 1039 | Added on Monday, August 23, 2010, 12:34 PM

um meio termo pode ser encontrado no ministerio de Jesus
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Deep Church: A Third Way Beyond Emerging and Traditional (Jim Belcher)
- Highlight Loc. 1054-57 | Added on Monday, August 23, 2010, 12:35 PM

"The way I see it," he said, "the emerging church wants to invite people into the community, not push them to have a `decisional conversion.' There are some positives to this. I think it's legitimate to have an unbounded set with no barriers to the church community so that non-Christians can wander in and out. But the bounded-set of the traditional church also has positives there are reasons for pushing people to make a decision to accept certain truths in order for them to understand that they are being converted

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Deep Church: A Third Way Beyond Emerging and Traditional (Jim Belcher)
- Highlight Loc. 1067-69 | Added on Monday, August 23, 2010, 12:37 PM

The Rich Ruler comes to Jesus, clearly thinking that he is in the inner circle (a true believer in Jesus and part of God's covenant family). In the conversation, Jesus demonstrates his love and concern that the Rich Ruler not be deceived about where he stands by challenging him. Jesus calls the Ruler to follow him so that the Ruler would realize that he's not in the inner circle.

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Deep Church: A Third Way Beyond Emerging and Traditional (Jim Belcher)
- Highlight Loc. 1139-40 | Added on Monday, August 23, 2010, 12:50 PM

the traditional church has emphasized individual salvation, which has led it to neglect God's creation. Thus Christianity is mere "fire insurance." The answer to this privatized faith, they say, is regaining a robust view of the kingdom of God and the church's mandate to mission.

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Deep Church: A Third Way Beyond Emerging and Traditional (Jim Belcher)
- Highlight Loc. 1268 | Added on Wednesday, August 25, 2010, 12:07 AM

I appreciate Brian's stress on kingdom living, but his description leaves us powerless to enter the kingdom and to live it out.

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Deep Church: A Third Way Beyond Emerging and Traditional (Jim Belcher)
- Highlight Loc. 1290 | Added on Wednesday, August 25, 2010, 12:12 AM

We settled on four words: gospel, community, mission and shalom.

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Deep Church: A Third Way Beyond Emerging and Traditional (Jim Belcher)
- Highlight Loc. 1297 | Added on Wednesday, August 25, 2010, 07:32 AM

We witness this radical new way of living by our renewed lives, beautiful community, social justice, and cultural transformation.

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Deep Church: A Third Way Beyond Emerging and Traditional (Jim Belcher)
- Highlight Loc. 1302-5 | Added on Wednesday, August 25, 2010, 05:42 PM

To make this clear our four core commitments are presented like this:
Gospel-Community--Mission--Shalom
The order is important. As we are affected by the gospel, we are empowered to move into community to care for one another. And as we care for one another, we begin to reach outside of our community with acts of mercy mission. And as we move into our community with acts of service and mercy, we begin to look for ways to make and renew culture and its institutions so that they honor God's original design for creation. This is shalom.

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Deep Church: A Third Way Beyond Emerging and Traditional (Jim Belcher)
- Note Loc. 1305 | Added on Wednesday, August 25, 2010, 05:43 PM

deep church esta baseada num processo-valor q vai do evangelho ate a shalom
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Deep Church: A Third Way Beyond Emerging and Traditional (Jim Belcher)
- Highlight Loc. 1309-10 | Added on Wednesday, August 25, 2010, 05:44 PM

We want to be missional, to be agents of mercy, to connect and to transform culture. But in doing all these things, we don't want to be guilty of gospel reductionism. Without the gospel, Christianity is just one more system of morality or man-made religion.

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quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Mark Driscoll : Igreja

A igreja local é a comunidade de crentes regenerados que confessam Jesus Cristo como Senhor. Em obediência às Escrituras eles se organizam sob liderança qualificada, reunem-se regularmente para pregação e adoração, observam os sacramentos bíblicos do batismo e da Santa Ceia, são unificados pelo Espírito, disciplinados para santidade, e espalhados para cumprir o Grande Mandamento e a Grande Comissão como missionários ao mundo para a glória de Deus e sua alegria.

- Mark Driscoll e Gary Breshears em Vintage Church

terça-feira, dezembro 16, 2008

Igreja Emergente: cristianismo clássico para novas gerações.



Focos de uma igreja emergente.



  • As pessoas não irão à igreja, mas serão a igreja em missão conjunta.

  • As pessoas não conseguirão ficar sem se alimentar profundamente das Escrituras por conta própria, para manter o coração tranquilo e a mente afiada, prontas para responder sobre a esperança que elas tem a todos que interagirem com elas - 1Pe 3:15-16

  • Os pais que se vêem com igreja irão conduzir a familia segundo Dt 6:4-9, em vez de deixar essa tarefa apenas para a igreja

  • As pessoas se portarão como embaixadoras de Jesus (2Co 5:20) e terão motivação para viver em santidade, concentradas no Reino, para que não desonrem o nome do Rei que elas representam.

  • AS pessoas passarão a depender muito mais da oração para que a missão da igreja continue (Jo 15:5)

  • As pessoas verão a igreja como uma familia e como uma comunidade em missão conjunta, e isso acontecerá de forma natural - At. 2:42-46

  • As nossas estratégias e projetos ministériais passão das grandes produções e programações para o treinamento de pessoas, para que sirvam na missão - Ef. 4:11-12- e para colocar novamente em evidência o sacerdócio dos crentes -1Pe 2:5-9

  • O evangelismo irá crescer de maneira drástica, já que a igreja interira estará sempre em missão- em nivel local ou global.

  • Por causa da missão, nossas igrejas irão se preocupar, com naturalidade e afinco, com a justiça social , com os probres e necessitados deste mundo.

( p.122)



"Numa reunião de adoração projetada para ser orgânica e de fé clássica, a intenção é o que tema flua pelo evento através de várias experiências de adoração e de elementos de adoração.... O objetivo é sair do modelo voltado para o consumo e do tipo "sente-se e observe" para uma reunião mais clássica, participativa e orientada para a comunidade, que nos conduz a experimentar a Deus de um modo transcendente. Não apenas ter dados sobre ele (o que , na verdade, é muito importante), mas experiencia-lo também." (p.153).



Ensino e adoração multissensoriais.


"A palavra tornou-se tridimensional, é viva, respira, é capaz de ouvir, ver e tocar. A propria Palavra comeu, bebeu, sentiu o gosto, sentiu cheiros e emoções. As escrituras apresentam uma Palavra multissensorial, multidimensional, mas alguns evangelicos na igreja moderna reduziram Jesus a meras palavras e fatos que devem ser aprendidos" (p.156)




  1. Olfato - uso de incenso.


  2. TAto- Imposição de mãos, batismo, ceia.


  3. Paladar - Ceia


  4. Audição- Musica


  5. visão - aspecto visual da adoração.

"O perigo, claro, é focar em demasia a experiência e ensinar as pessoas a reagir apenas com os sentimentos e pelas emoções. O objetivo não é manipular as emoções das pessoas através das experiências ou da pregação ou do uso dos elementos multissensoriais. Precisamos de discernimento. Creio que quanto mais a igreja emergente empregar ensino e adoração multissensoriais, mais forte e mais profundo será o uso das Escrituras. Nós, líderes, precisamos nos certificar de que estamos usando as Escrituras para orientar e ensinar enquanto adoramos. Isso irá colocar Jesus cada vez mais no centro da nossa reunião de adoração, em vez de afastá-lo! (p. 160)

PREGAÇÃO TEOTEMÁTICA:
recontando a historia para moldar uma cosmovisão.

"a pregação é uma excelente maneira de demonstrar às pessoas da cultura emergente não apenas que existe uma verdade num mundo relativista, mas que também existe uma Verdade que as ama como pessoas" (João 14:6) - p.222

pontos principais de uma pregação emergente

  • Conte a historia de Deus e dos homens continuamente.
  • Desconstrua, reconstrua e redefina os termos bíblicos.
  • Permite que Deus ainda seja Deus
  • Faça com que a pregação seja teocentrica e não antropocêntrica
  • Não brinque com a inteligência das pessoas nem com o desejo que elas têm de profundidade espiritual. - as gerações emergentes estão famintas por um ensino mais profundo, e o nosso dever é respeitá-las o suficiente oferecendo o que desejam.
  • Não temos de limitar os sermões ao padrão atual de vinte minutos.
  • Use trechos bíblicos completos tanto do AT como do NT
  • Ensine as raízes judaícas da fé
  • Todas as pregações devem, de algum modo, ensinar sobre a vida no Reino como discipulo de Jesus.
  • Pregue e ensine regularmente sobre Deus trino.
  • Ensine com regularidade qual o significado de Jesus ser o unico caminho que leva a Deus.
  • Trate periodicamente de assuntos sobre sexualidade humana.
  • Redefina o casamento e familia para as novas gerações-inserindo nelas a visão bíblica.
  • Ensine mais do que nunca sobre o inferno- "o nosso coração deve se quebrantar com essa realidade tão horrivel de uma eternidade longe de Deus, de tal forma que os ouvintes possam facilmente sentir nossa compaixão enquanto falamos sobre isso" (p.226)



quarta-feira, janeiro 30, 2008

The Forgotten Ways por Alan Hirsch

Seção 1- Fazendo um Missionário Introdução

Utilizando os estudos de Rodney Stark, Hirsch calcula que a igreja primitiva cresceu de 25,000 n
o ano 100 AD para cerca de 20,000,000 no ano 310 Ad. Como isso aconteceu? O que estava acontecendo no primitivo cristianismo para experienciar este tipo de crescimento? Para ilustrar este fenonêmo que não é apenas da igreja primeva, Hirsch mostra o exemplo da igreja na China. Quando Mao tomou o controle da Chine havia aprox. 2 milhões de cristãos Entretanto, hoje o número de cristãos na China está por volta de 80 milhões. Mais uma vez, como foi possível tal crescimento?


1. Confissões de um missionário frustado

O autor demonstra alguns elementos comuns de uma igreja que pratica os princípios do movimento de crescimento de igreja contemporâneo:

1. Expandir o edifício para o crescimento.
2. Garantir uma excelente pregação que diz respeito à vida dos ouvintes.
3. Desenvolver um culto inspirador, uma reunião com uma excelente banda.

4. Certifique-se de ter excelente parque de estacionamento.
5. Garantir excelentes programas para crianças e jo
vens.
6. Desenvolver um programa de grupos de células enraizadas num modelo de um cristão comum.
7. Certifique-se de que na próxima semana seja melhor do que a da semana passada.

Em contraste com o acima exposto, Hirsch discute a natureza da igreja e sua finalidade natural, de acordo com Escrituras:

1. Um pacto comunidade
2. Centrada em Jesus Cristo ( "Jesus é o Senhor").
3. Culto, definida como oferecer as nossas vidas de volta para Deus através de Jesus.
4. Discipulado, definida como seguir Jesus e tornando-se como Ele.
5. Missão, definida como estender a missão de Deus através das actividades do pacto comunidade.

Cada grupo teve de ser envolvido em uma dieta saudável das disciplinas espirituais, seguindo o modelo TEMPT:

T: Juntos, siga - comunidade focada.
E: Envolvente Escritura - integrando Bíblia em vida.
M: Missão - missional actividades trazer coesão.

P: Paixão de Jesus - adoração e oração.
T: Transformação -caráter desenvolvimento e responsabilidade.



Há neste capítulo uma definição de um destes lugares, um café-bar elevation....
"Um lugar de proximidade não é uma igreja, melhor, isso envolve a criação de lugares e/ou eventos onde cristãos e não-ainda cristãos podem interagir complementamente entre eles- um efetivo espaço missional. Nós o chamamos de café-bar Elevation". (pág. 37)



2. Denominacional e Translocal.

Hirsch aponta para faltar de um pensar cristão coerente como um dos fatores de queda do cristianismo, citando David Bosch que afirma: "
Estritamente falando, devemos dizer que a Igreja está sempre em estado de crise, e que o seu maior inconveniente é que ela está consciente de que está em uma apenas ocasionalmente"(pag. 49).

"
A religião profética também avisou contra a ritualização do relacionamento entre Deus e seu povo, buscando sempre relembrar Israel da natural intensidade pessoal do pacto entre Deus e seu povo. Martin Buber, um profundo comentador da religião profética e de movimentos religiosos, avisa-nos sobre os perigos da institucionalismo religioso quando ele aponta que esta "centralização, codificação, tomados em interesse da religião, é um perigo para o núcleo da religião. Isto é uma coisa invetável, ele diz, a não ser que haja uma fé vigorosa incorporada em toda a comunidade, uma que exerça uma incansável pressão para o renovamento da instituição. Foi C.S. Lewis que observou que" existem na igreja algo que mais cedo ou mais tarde, trablhará contra o propósito pela qual ela veio a existir. Então devemos combater muito duramente, pela graça de Deus, para manter a igreja focada na missão que Cristo originalmente deu para ela"" (p. 55)

Na página 64 Hirsch oferece um excelente quadro comparativo (que foi previamente publicado no “The Shaping of Things to Come” p. 9) entre os três "modos igreja." Ele compara o "Aposotolico & Pós-Apostólico Modo" (AD 32 a 313 ), O "tradicional Cristianismo Modo" (313 a actual) e os "emergentes Missional Modelo" (últimos 10 anos), em seis categorias diferentes.

As características do Cristianismo tradicional incluem:

1. "Locus" de encontro: Edifícios
tornam-se crucial para a "Igreja".
2. Liderança: Clero institucionalmente ordenado /Condução profissional.
3. Estrutura organizacional: De cima para baixo.

4. Meios de graça: Sacramentos experimentados apenas "na Igreja".
5. Posição na sociedade: Igreja é percebida como ser central para a sociedade.
6. Modo missional: Atracional e extractional.


As características do modelo Emergente-Missional (e na maioria dos casos os paralelos modelo Apostólico):

1. Locus de encontro: Rejeita necessidade de uma "igreja"- edifício.
2. Liderança:-São pioneiros inovadores, 5 modos de ministério (Ef. 4). Não institucionalizado.
3. Estrutura organizacional: Com raíze
s, descentralizada circulação.
4. Meios de graça: Redentores comunitariamente / ritualiza novos símbolos, como as refeições em comum.
5. Posição na sociedade: Igreja é, mais uma vez, à margem.

6. Missional modo: Encarnacional e missional.




Seção 2- A Jornada para o coração do Gênio Apostólico.



O autor dá uma pequena introdução, explicando conceito de m-DNA (missional DNA). Que ele explica na página 76:

"Com este conceito/metáfora eu espero explicar porquê a presença de uma simples, intrínseca, reproduzível, mecanismo guia central é necessário para a reprodução e sustentabilidade de movimentos missionais genuínos. Cmo um organismo permanecejunto, e cada celula compreende sua função em relação com seu DNA, então a igreja encontra um ponto de referência com seu construtor m-DNA. Como o DNA carrega o código genético, e assim a vida, do particular organismo, assim também o mDNA codifica o Gênio Apostólico - a força vital que pulsa através da igreja do Novo Testamento e em outras expressões de movimentos enviados por Jesus através da história"

Então, quais são os elementos-chave do Gênio Apostólico ? Os seis distintivos identificados por Hirsch são:

1. Jesus é o Senhor
2.Fazedores de Discípulo
3. Missional-Encarnacional Impulso
4. Ambiente Apostólica.
5. Sistemas Orgânicos
6. "Communitas", não comunidade.

"Então buscando uma definição de igreja missional, esta seria uma comunidade do Povo de Deus que define a si mesma, e organiza sua vida em torno dela, com o real propósito de ser um agente da missão de Deus para o mundo. Em outras palavras, a a verdadeiro e autêntico princípio de organização da igreja está na missão,. Quando a igreja está em missão, é que ela se torna uma verdadeira igreja. a igreja em si mesma não um produto da missão, mas é obrigada e destinada para extender isso por quaisquer meios possíveis. A missão de Deus flui diretamente através de cada crentee cada comunidade de fé que adere a Jesus. Parar com isso, é parar com Deus e seus propósitos em e através do seu povo". (pag. 82)

3. Coração de tudo:Jesus é o Senhor.

Após explicar o que seria o m-DNA e o Gênio Apostólico, Hirsch busca mostrar o monoteísmo cristocêntrico em oposição ao politeísmo de alguns cristãos hoje.

O coração do cristianismo

"Em seu lugar mais profundo do coração, Cristianismo é um movimento messiânico, um que procura consistentemente incorporar a vida, espiritualidade e missão de seu Fundador. Nós andamos fazendo isto através tantas outras coisas, mas esta é sua maior simplicidade. Discipulado, se tornar como Jesus, nosso Senhor e Fundador, posto no epicentro da tarefa da igreja. Isso significa que a Cristologia deve definir tudo o que nós fazemos e dizemos. Isto também significa que para recuperarmos o ethos -comportamento- do Cristianismo autêntico, nós devemos re-focalizar na raiz de tudo, para recalibrar nós mesmos e nossas organizações em torno da pessoa e obra de Jesus, o Senhor. Isso significará tomar os Evangelhos seriamente como os textos primários que nos define. Isso significará que devemos agir como Jesus com as pessoas que estão fora da fé, como um esquadrão de Deus". (pág. 94)

Defendendo um cristianismo além da dialética sagrado-secular, ele diz:

"Pessoas envolvidas num visão espiritual dualística, experimentam Deus como um dever baseado na igreja, e religião é amplamente concebida como um assunto privado. A igreja é amplamente concebida como um espaço sagrado: a arquitetura, a musica, as liturgias, a linguagem e a cultura, tudo colabora para fazer disso um evento sacro que não é experimentado em nenhum outro lugar na vida do mesmo modo. Em outras palavras, nósv
amos a igreja para experimentar Deus, e em verdade Deus está lá- Ele está em todo lugar e particularmente ama permanecer no meio do seu povo-, mas este caminho é difícil de ser mudado, tende a criar uma percepção que é muito díficil de quebrar- queDeus é realmente encontrado apeas em tais lugares e que isso requer uma elaborada sacerdote/ministro parafermália para mediar esta experiência (João 4:20-24)".(pag. 95)

O monoteísmo cristocêntrico.

"Não há nada em nossa vida que não pode ser
colocada debaixo da regra de que Deus é sobre tudo. Nossa tarefa é integrar os elementos dispersos que são nossas vidas e comunidades e trazê-los sob o Único Deus manifestado para nós em Jesus Cristo (...) Se nós falharmos ao fazer isto, então enquanto confessamos ser monoteístas, de fato, estamos sendo e praticando o politeísmo. Dualisticas expressões de fé sempre resultam num politeísmo prático. Haverão diferentes deuses que governam diferentes esferas da nossa vida, e o Deus da igreja neste ponto de vista é largamente impotente fora da esfera privada religiosa. Cristocêntrico monoteísmo demanda lealdade precisamente quando os outros deuses clamam por isto, e isto é verdade para nós." (pag. 97).


4. Fazendo Discípulos

Neste capítulo, há uma volta ao conceito de m-DNA e Gênio Apostólico, e modo como estes permeiam a igreja, tudo pensando numa falha crucial da igreja ocidental: fazer discípulos.

A frase base é de Neil Cole, do Organic Church, que está citada na pag. 104: “We want to lower the bar of how church is done and raise the bar of what it means to be a disciple.”.

Em busca de um real discipulado, ele busca desmitificar o modelo contemporâneo do crescimento de igrejas como gerador de autênticos discipulos. Apontando a clara influência da sociedade de consumo neste modo de entender a igreja.

"Os exponentes do movimento de crescimento de igrejas tem explicitamente ensinado a nós como realizar o marketing e valorização do produto para alcançar nossos alvos para nossa audiência crescer. Eles nos ensinam a imitar um shopping center, aplicar na igreja isto, e criar um shopping completo que tenha tudo que a pessoa precisa (...) Cristandade operando como está, no sistema “atracional” e sendo guiada por profissionais, já está suscetível ao consumerismo, mas sobre a influência da pratica contemporânea de crescimento de igreja, o consumerismo se torna a ideologia que dirige o ministério da igreja". (pág. 110).


Onde está a resposta então? Hirsch sugere duas alternativas:1. Tentar redimir os ritmos e estruturas do consumerismo e 2. Iniciar um movimento profético de confronto ao
controle do consumo sobre nossas vidas. Conforme ele diz:“these two alternatives become our missional challenge and are each real live options.”

5. Impulso Missional- Encarnacional

O modelo missional-encarnacional aparece como uma alternativa ao modelo tradicional atracional, que é "simplesmente incapaz de impactar a cultura fronteiriça como os movimentos de Jesus são capazes" (pag. 131).

A igreja deve ser entendida como povo enviado.

Hirsch identifica 4 dimensões que cercam nosso entendimento a respeito da
encarnação de Jesus Cristo.

1. Presença
2. Proximidade
3. Poder

4. Proclamação.

Utilizando estes 4 elementos, ele demonstra como se daria um ministério encarnacional-missional:

"A Encarnação não
só qualifica como Deus age no mundo, mas também nos qualifica. Se a maneira central de Deus de alcançar o seu mundo foi para encarnar-se em Jesus ,logo, a nossa maneira de alcançar o mundo deveria ser igualmente encarnacional. Agir "encarnacionalmente" irá significar, portanto, que na nossa missão para aqueles fora da fé teremos de exercer uma verdadeira identificação e afinidade com aqueles que estamos tentando alcançar. No mínimo, irá provavelmente significar que devemos nos deslocar para uma geografia/espaço em comum e assim criar um verdadeira e viva presença entre o grupo. Mas a motivação básica de ministério encarnacional é também a revelação - que eles podem vir a conhecer Deus através de Jesus" (pág. 133).

Sobre a presença, aplicando a missão do povo de Deus, ele diz:

"Se relacionamento é a chave significará que na transmissão do Evangelho, então, nós vamos ter com as pessoas dos nossos círculos sociais. Nossa próprias vidas serão nossa mensagem, e nõs não podemos tomar nós mesmos fora da equação da missão". (pág. 134)

"O impulso encarnacional inspira-a Encarnação, eo missional impulso é energizado pela missão de Deus"(pag. 138).

A respeito da cultura e integridade das pessoas do grupo, há uma necessidade sempre de novas pessoas, novas redes sociais, citando Addison que diz que: "Novos movimentos religiosos falham quando eles se tornam redes fechadas ou quase-fechadas. Para a continuação de um crescimento expontâneo, um movimento precisa manter aberto a relacionamentos com os de fora. Eles precisam alcançar fora novos horizontes, acrescentar grupos sociais" (pag. 141).

A Eclesiologia missional coloca a Cristologia como a determinadora da Missiologia que determina a Eclesiologia. "pelas minhas leituras das Escrituras, eclesiologia é a mais fluída das doutrinas. A igreja é uma expressão cultural dinâmica do povo de Deus em qualquer lugar. EStilo de adoração, dinâmicas sociais, expressões litúrgicas devem resultar do processo de contextualização do Evangelho em qualquer cultura dada. Igreja deve seguir a missão. (pag. 143).

6. Ambiente apostólico

Neste capítulo, o autor focaliza a liderança da igreja missional. Buscando nos movimentos de Jesus até 300 AD e a China hoje, a questão central aqui é: que tipo de liderança torna isso possível?
Ao discutir a melhor maneira de falar do tipo de liderança catalisadora que está presente nestes movimentos de Jesus, Hirsch escreve:

"Uma liderança apostólica, como em todos os tipos de influência,. é também identificada e mesurada pelo efeito que ela tem no ambiente social em que opera,. E nestes termos, está sempre presente nos períodos de significante crescimento missional. Tais pessoas poderia nem sempre chamar a si próprias de apóstolos, mas a natureza apostólica e o efeito do seu ministério e sua influência são inegáveis" (pag. 151)

O chamado pessoal apostólico é uma extensão do Cristianismo. Como tal, ele ou ela (líder) chama a igreja para seu chamado essencial e ajuda a guia-la dentro de seu destino como povo missionário com uma messagem transformadora para o mundo. Todas as outras funções da igreja devem ser qualificadas por sua missão de extender a missão redentora de Deus através de sua vida e testemunho. O líder apostólico então encorpora, simboliza, e re-presenta a missão apostólica para a comunidade missional (pag. 152)

Então, uma igreja missional precisa de uma liderança missional, que vai além do modelo de liderança pastor-professor. Citando Roxburgh, numa nota de rodapé na pag. 152, diz que ele vai além nesta argumentação, que identifica a ordenação como um entrave para uma se reconhecer como uma agência missionária.

"Ministério apostólico é basicamente função e não um escritório. Escritório como nós normalmente concebemos isso, se relaciona com a posição em uma estabilizada, centralizada instituição, e daí toma sua autoridade por ser oficial na estrutura institucional. Não há um só exemplo deste nível de instituição no Novo Testamento ou no período pós-bíblico. Por outro lado, a igreja do Novo Testamento estava em todos lugares comuns, não era ordenada ou havia uma classe de ministros profissionais, e não havia prédios da igreja oficiais" (p. 153)

Sendo que "a tarefa apostólica é sobre a expansão do Cristianismo de modo físico na forma de ser o esforço misionário pioneiro e plantar igreja, como também teológico através da integração da doutrina apostólica dentro da vida de cada cristão individualmente e das comunidades que eles fazem parte" (pág. 154)

Mas o que faz apostólico liderança? Ou melhor ainda, quais são as principais funções do ministério apostólico? Hirsch identifica três funções principais:

1. Para inserir mDNA através pioneiro novos caminhos para o Evangelho e a Igreja.

O apostolo é mordomo do m DNA, deve ser o mensagem e o cuidador dele. Como aquele que é enviado, comunica o mDNA mediante uma nova perspectiva missional.

2. Para guardar mDNA através da aplicação e integração de teologia apostólica.

A responsabilidade do ministro apostólico não termina no trabalho do pioneirismo missionário, sua tarefa é assegurar que as igrejas permanecerão verdadeiras para com o evangelho em seu comportamento (ethos). A maior função do ministro apostólico é preservar o evangelho de qualquer contaminação e manter o poder salvador de Deus para as futuras gerações- Rm. 1:16-.

3. Para criar o ambiente em que os outros ministérios emergem.

O ministro apostólico é fundamental para as outras funções, ele inicia as outras. Aqui entra um conceito de Hirsch, chamado APEPT baseado em Ef.4- Apostolico, Profetico, Evangelistico, Pastoral e T-Ensinador). O APEPT é uma extensão natural mordomia do ministério apostólico.

  • Apostolic function, usually conducted translocally, pioneers new missional works and oversees their development.
  • Prophetic function discerns the spiritual realities in a given situation and communicates them in a timely and appropriate way to further the mission of God’s people.
  • Evangelistic function communicate the gospel in such a way that people respond in faith and discipleship.
  • Pastoral function shepherds the people of God by leading, nuturing, protecting and caring for them.
  • Teaching function communicates the revealed wisdom of God so that the people of God learn how to obey all that Christ has commanded them.
Lembrando que o ministério apostólico aqui não se confude com os Apóstolos de hoje, que se autodenominam assim para ter mais poder hierárquicamente dentro da igreja, mas um ministro apostólico é autenticamente feito por sofrimento e capacitação divina, não por busca de posição de liderança (pag. 159). Para Hirsch, um ministro apostolico tira sua autoridade e poder primariamente da idéia de servir e do chamado, e da sua autoridade moral e espitual e não de uma posição de autoridade.


7. Sistemas orgânicos

A sentença "Gênio Apostólico" é um termo cunhado pelo autor para significar essa energia e força unica que imbui de maneira fenomenal os movimentos de Jesus na história. Diagramaticamente, ele coloca isso assim:
No glossário que consta ao final do livro, ele define assim:

"Minhas conclusões sobre o Gênio Apostólico são feitas sobre os seus seis componentes (tque talvez podem ser mais ou menos que isso) . Cinco são o que eu chamo de mDNA, e a outra tem haver com espiritualidade e teologia. Para maior parte, eu foco nos seis elementos do mDNA quando eu usso o termo. Os cinco elementos são: impulso encarnacional-missional, ambiente apostólico, fazer discípulos, sistemas orgânciso e communitas. Carregados dentro do termo Genio Apostolico é a total combinação de todos os elementos do mDNA que juntos formam uma constelaçao, como esta aqui, cada uma emitindo luz para os outros. Eu também creio que isso é latente, ou imanado, dentro da própria natureza do povo do evangelho de Deus. Eu sugiro que quando todos os elementos do mDNA estão presentes e estão em um relacionamento dinamico com os outros elementos, e há um desafio adpativo como catalisador, então o Genio Apostolico está ativado" (p. 274)

O elemento fora do mDNA, dito como espiritualidade e teologia é o cristianismo monoteísta que é, de fato, o núcleo do Genio Apostolico. Neste capítulo, o autor expõe os sistemas orgânicos.



Multiplicação x Adição

"A razão porque a igreja de Jesus acha tanta dificuldade em permanecer no topo da grande comissão e porque a população mundial está multiplicando, enquanto que a igreja está somente adicionando. Adicionar nunca poderá correr no mesmo ritmo da multiplicação" (p.209)

Para vencer este descompasso, o autor propõe a partir da perspectiva orgânica, um crescimento viral, utilizando os conceitos de "ideavirus" de Seth Godin, onde cada pessoa multplica a si mesmo, de forma incarnacional e as idéias são multiplicadas através das redes de informação e pessoa dentro da igreja para a comunidade- emergindo da igreja para a comunidade o cristianismo.

8. Communitas, não comunidade.

O autor pensa"communitas" como algo que toma várias formas, mas qualquer seja esta, sempre vai descrever o tipo de comunhão e camaradagem que foi e é experienciada nos movimentos de Jesus, e é então um elemento essencial do Gênio Apostolico.
Um dos fatores mais enfatizados pelo autor ao longo desse capítulo, é a limiaridade, a communitas não é somente a reunião de pessoas, mas há uma causa muito forte os unindo e há também uma união bastante solidificada através das experiências limite da comunidade, exige não somente um tempo comum, mas sofrimentos em comum assim como vitórias em comum.
Um fenômeno triste que ocorre em várias comunidades com a emergência da cultura pós-moderna tem sido a fuga em torno de um mundo paralelo. Ao invés da comunidade enfrentar esse caos e se adaptar, ela acaba fugindo dele criando um mundo artificial, no entanto, não vamos deixar de ver as consequências daqueles que terão que enfrentar o mundo sozinho e vão enfrentar uma grande frustração. Com um exemplo que a maioria de nós vimos no "Procurando Nemo" o autor ilustra:
"...podemos dizer que a sobrevivência dos sistemas vivos favorece o aumento do nível de adrenalina, atenção e experimentação. Por exemplo, "peixe em um aquário pode nadar, se alimentar, obter comida com o mínimo esforço e se manter livre de predadores. Mas como todos os donos de aquário sabem, estes peixes são etremamente sensíveis às menores variações do aquário. Os donos tem que regularmente limpar o aquário, monitorar a temperatura, monitorar o pH e alimentar os peixes. Isso porque não há um ecosistema natural no aquário - é um ambiente artificial. Por ouro lado, o peixe no mar tem que trabalhar muito mais duro para se susentar e são sujeitos a maiores ameaças. Mas porque eles aprenderam a lidar com mais variações (temperaturas, suprimento de comida, predadores etc) eles são mais fortes quando encontram um desafio" (p.229)



HIRSCH, Alan The Forgotten Ways Grand Rapids:Brazos Press, 2007
Para saber mais, veja duas entrevistas dele em para o site Forge19.5.2007
um
dois

segunda-feira, janeiro 21, 2008

N.T. Wright fala sobre a importância da igreja emergente e missional

N.T. Wright Speaks Into The Emerging, And For That Matter Missional Ecclesiology Conversations


N.T. Wright é um dos mais influentes teologos da atualidade, seu trabalho sobre o Apóstolo Paulo, tem revolucionado os estudos sobre o tema. Sobre o tema igreja emergente e missional, também é um dos precrussores.

Eis o link para escutar o audio da Conversa com o autor de Mero Cristianismo (em inglês).

sábado, janeiro 12, 2008

Orgânica Igreja

Capítulo 6 Um Reino Encantado
"Controle humano e reprodução espontânea são incompatíveis"

"O Espírito Santo é referido ao menos 57 vezes nos 28 capítulos de Atos, Se nós queremos ter a experiência de Atos hoje, nós devemos deixar o controle para o Espírito Santo. Eu acredito que se uníssemos o Espírito de Deus e a Palavra de Deus em nossos corações, nós poderíamos ver um movimento espontâneo que abalaria o mundo"

"Expansão espontânea é um poder verdadeiro. É o que nós todos queremos do fundo do coração. É também o que o Senhor deseja. Vamos ter fé no Senhor da Ceifa e na semente da sua Palavra mais do que em nossos métodos ou estratégias. Vamos encontrar o caminho para acreditar mais uma vez, como uma criança, com sementes mágicas e árvores milagrosas"

pág. 89



Capítulo 7
Todos nós começamos zigotos


"Reprodução é um produto da intimidade, e nós somos criados para desfrutar intimidade. Mesmo através das igrejas, reprodução é um produto de intimidade- com Cristo, com Sua missão, com Sua família espiritual, e com o mundo perdido" pág. 93


"Eu achei isso algo perplexo, o fato que a Bíblia nunca instrui sobre como começar igrejas. Não há um só comando para tanto em toda Bíblia. A razão é bem clara: nós não começamos igrejas, mas, em lugar disso, nós fazemos discípulos que fazem discípulos. Esta é realmente o caminho para as igrejas se iniciarem, pelo menos no Novo Testamento. Jesus deu-nos uma instrução que é sobre a vida molecular da vida do Reino, por uma razão muito boa: funciona. Tente multiplicar o que é largo, altamente complexos organismos sem multiplicar sua micro estrutura, é impossível tal." pág. 98


"A micro forma de uma igreja viva é a unidade de dois ou três crentes num relacionamento" pág. 99

"Cristianismo está sempre apenas uma geração de distância de ser extinto. Se nós falharmos no processo de reprodução de nós mesmos e em passarmos a tocha da vida nas mãos da nova geração. Cristianismo irá acabar em apenas uma geração. Ainda por causa do poder da multiplicação, nós estamos há uma geração distante da multiplicaçã que completará a Grande Comissão por todo o mundo. A escolha é nossa" pág. 105
COLE, Neil Organic Church: Growing Faith Where Life happens San Francisco:Leadership NetworkPublications/Jossey- Bass, 2005. - tradução livre.

sábado, janeiro 05, 2008

Igreja Orgânica

O plano de Jesus era descentralizar, e Ele pagou um caro preço para tornar isso possivel. Nos precisamos redescobrir o poder de uma movimento descentralizado com poder distribuído para cada parte que pode gerar vida. O plano de Jesus era engenhoso. Não um descuidado e opcional plano. Olhe de novo o que Ele fez e o que Ele nos dá para fazer. (Pág. 44).


Nos precisamos resistir a sedução magnética dos prédios glamurosos e ao sistema hierárquico religioso que coloca-nos numa forma de igreja que não consegue espalhar Sua gloria sobre o planeta. Reconhecer, mais uma vez, a beleza da Nova Aliança: a nação descentralizada de pregadores levando a presença de Cristo para todo o mundo. (Pág. 45)

Se nos avaliássemos nossas igrejas não pela freqüência em nossos prédios mas por quanto reconhecível Jesus é em nosso meio, nossa influencia poderia aumentar e nossas estratégias seriam mais dinâmicas... (Pág. 54)

Capitulo Kingdom 101 Solo Ruim.


Eu estou convencido que nos cometemos um serie erro em acomodar solo ruim em nossas igrejas. Quando nos vemos pessoas vindo a Cristo e eles se afastam, nos assumimos uma responsabilidade que não é nossa. Nos assumimos que nós devemos ter feito alguma coisa errada para que tantas pessoas tenham desistido de seguir a Cristo. Nos até duvidamos do nosso esforço ministerial e procuramos outras maneiras de segurar as pessoas conosco. Os resultados são devastadores para uma igreja local.

Por causa que nos pensamos que o numero de pessoas é um claro sinal de frutificação e sucesso, nos fazemos de tudo para mantermos as pessoas. Nos tentamos levantar as pessoas e faze-las continuar vindo. Terminamos com uma audiência de consumidores em compras dos melhores serviços. Nos cativamos este tipo de pensamento quando tentamos competir com outras igrejas com um show melhor.
Nos comprometemos a vida da igreja ao cuidar de manter o solo ruim em nossa membresia.
Nos fazemos da igreja, um show que requer uma audiência que não realiza nenhum ou um pequeno esforço. (Pág. 69-70)



Sobre João 4:27-28

Ele apontou para a multidão de samaritanos saindo da vila pra encontrar o Messias, todos vestidos do tradicional traje branco do vestuário samaritano, e disse: Olhe, os campos estão brancos para colheita, se voce apenas começar olhar pra os lugares onde menos espera (minha paráfrase). (Pag. 76)

A maioria das igrejas nunca achariam um traficante uma boa escolha para compartilhar o Evangelho, porque eles são para nós como os Samaritanos aos olhos dos judeus do primeiro século. Muito ruins, ali está uma porção de bom solo lá. (Pág. 77)


DNA de uma Igreja Orgânica

Divina Verdade
A verdade vem de Deus, é a revelação de Deus para a humanidade. é melhor vista na pessoa de Jesus e nas Escrituras.

Relacionamentos
Homens nunca foram criados para solidão. Nos somos criaturas sociais e temos uma necessidade intrínseca para nos relacionarmos. Nossa orientação para o relacionamento é um reflexo da imagem de Deus em nós, Deus em si mesmo é relacional e existe na comunidade do Pai, Filho e Espírito Santo. Deus é amor porque Deus é relacionamento.

Apostólica Missão.

Apostólico significa enviando representante com uma mensagem. Nos estamos aqui pra este propósito. Nos tivemos uma primeira ordem para cumprir plenamente: fazer discipulos de todas as nações.

(pág. 115)




Como podemos esperar que pessoas sem Cristo possam fazer decisões retas e viver uma vida moralmente adequada? É como esperar que uma ovelha ovelha solitária consiga escapar de lobos sem ajuda. Então sugiro que não esperemos sabedoria moral ou ações retas vindas de pessoas perdidas. Nós precisamos parar de julgar e começar a sentir compaixão por elas, como Jesus o fez. (pág. 148-149)

Maturidade faz uma grande diferença, mas lembre-se ela é conquistada através da experiência, não é aprendida dentro de um vácuo de decisões duras e tentações pressionadoras. Iniciar o novo convertido num processo para ganhar maturidade é melhor antes que depois. Não se pode atrasar a jornada da maturidade porque a pessoa não a possui. (pág. 150)