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sexta-feira, dezembro 28, 2018

SABENDO O QUE VOCÊ NÃO SABE - 1Sm 14:1-6


Disse, pois, Jônatas ao moço que lhe levava as armas: Vem, passemos à guarnição destes incircuncisos; porventura operará o Senhor por nós, porque para com o Senhor nenhum impedimento há de livrar com muitos ou com poucos.








Numa era de paz e estabilidade tem causado em nós conclusões erradas sobre o que o espírito humano precisa. Você poderia pensar que você precisa de certeza, a promessa de que tudo está indo muito bem, a garantia que nós ficaremos seguros. 



Jonatas estava certo sobre algumas coisas, e ao mesmo tempo, estava aberto e desejoso para operar no terreno da incerteza. Ele chama seu armeiro e diz: “Vamos ao destacamento daqueles incircuncisos. Talvez o Senhor aja em nosso favor “1 Samuel 14:6

É como se ele estivesse dizendo vamos brigar com eles, talvez Deus nos ajude!

Jonatas entendia que nada estava garantido, que você não pode esperar até que tudo se resolva. Existem algumas coisas que você pode saber e outras que você não sabe. Então, ele diz:  pois nada pode impedir o Senhor de nos salvar, seja com muitos ou com poucos.

Ele tinha uma clara perspectiva da realidade. O que ele sabia com certeza de Deus era poderoso o basta para realizar a empreita, não importava se era dois contra milhares de filisteus.  Saul, seu pai, estava apreensivo de ir à guerra com 600 soldados, e isso era bem razoável, mas não o suficiente para negligenciar o proposito de Deus.

Muito antes disto, Deus havia falado através de Samuel:

Se vocês querem voltar-se para o Senhor de todo o coração, livrem-se então dos deuses estrangeiros e dos postes sagrados, consagrem-se ao Senhor e prestem culto somente a ele, e ele os libertará das mãos dos filisteus". 1 Samuel 7:3

Deus tinha prometido a Israel a libertação da mão opressora dos filisteus, e o meio como Ele iria fazer isto seria levantando um exercito de homens que iriam confiar em Deus e ir para a guerra contra os filisteus. Jonatas estava certo sobre uma coisa: ele sabia claramente que nada poderia parar Deus de salvar , e Deus poderia usar um monte de pessoas ou poucas pessoas. As probalidades são irrelevantes para Deus.

Jonatas tinha uma confiança inabalável na capacidade de Deus. Ele tinha uma crença absoluta no caráter de Deus. Ele parecia resoluto sobre o que Deus poderia fazer. Ele estava decidido por Ele.

O FOCO DE JONATAS NÃO ERA:

QUAL É A VONTADE DE DEUS PARA A MINHA VIDA?

COMO DEUS PODE ME DAR UMA VIDA QUE EU CUMPRA SEUS PROPÓSITOS?

Ele não tinha certeza a respeito de seu bem estar pessoal. Ele estava se movendo de acordo com o proposito de Deus, e esta era a única certeza que ele precisava. Ele não presumia que Deus poderia ser confiável por coisas que Ele nunca prometeu. Ele entendia que mover com Deus é aceitar uma vida cheia de incertezas.

O FATOR JONATAS é expressado quando temos uma confiança absoluta em Deus em meio às incertezas e estamos desejosos para nos movermos com Deus mesmo sem a garantia de um sucesso pessoal.

Imagine que você é o escudeiro de Jonatas. Ele acorda você dizendo que vamos escalar algumas montanhas para lutar com os filisteus numa batalha.  No seu convite, ele explica que sua maior esperança é que talvez Deus pode ajudar. Se você fosse o escudeiro, talvez você diria: me acorde quando tiver certeza que Deus vai nos ajudar!

Quão certo você está?

Nossas riquezas e recursos nos colocaram o paradigma de que a provisão precede a visão. Este é o paradigma da fé sem riscos. Esta é uma tragédia quando uma parte da aventura é a descoberta que a visão sempre precede a provisão. Existem momentos que Deus nos chama para fazermos a coisa certa, sabendo que os outros irão responder da maneira errada. Jesus fez a coisa certa quando abandonaram no Getsemane enquanto ele lutava com o Pai para finalizar sua jornada até a cruz.  Se a cruz pode nos ensinar algo aqui é por vezes Deus vem depois apenas que estamos mortos!

Se você quer viver momentos divinos em sua vida, você deve aceitar que não tem controle sobre muitas coisas. Não tem controle sobre quando irá morrer e nem como irá morrer. Devemos tomar responsabilidade sobre aquilo que podemos controlar- como escolher viver.

Jonatas não escolheu morrer, mas ele estava escolhendo como gostaria de viver. Ele deixou as consequências de suas ações nas mãos de Deus. ELE ESCOLHEU FAZER AQUILO QUE ELE SABIA QUE ERA CERTO. De novo, Deus estava fazendo algo na historia, e Jonatas deu a sua vida para isto. Este lugar das incertezas é o lugar dos milagres. Algumas vezes, os milagres está contido na pessoa que nos tornamos, a coragem e nobreza expressadas numa vida bem vivida.

A vida de uma pessoa não requer algum evento extraordinário para ser uma vida distinta. Uma vida bem vivida pode ser igualmente inspiradora e sua contribuição grandiosa.  Algumas vezes esta transformação é melhor vista num fracasso, derrota ou mesmo numa morte. Outras vezes, o milagre é visto em como Deus vem a tona de tudo em meio a toda incerteza.

QUANDO VOCÊ MOVE COM DEUS, ELE SEMPRE APARECE. É DIFÍCIL PREDIZER O QUE ELE IRÁ FAZER OU COMO ELE IRÁ FAZÊ-LO. SE VOCÊ ESPERA POR GARANTIAS, A ÚNICA COISA QUE PODE SER GARANTIDA É QUE VOCÊ IRÁ PERDER MUITAS DIVINAS OPORTUNIDADES- QUE VOCÊ SABIA COM CERTEZA.

O MILAGRE DA INCERTEZA

O livro de Hebreus nos diz que a fé é estar certo sobre o que esperamos e crer naquilo que não podemos ver, e por isto que os antigos foram aprovados. Isto não significa que eles tinham pressupostos em relação a Deus. Isto significa que eles acreditavam em Deus para tudo que Ele tinha prometido. Então, é importante saber que Deus promete e o que Ele não promete. Ele promete que podemos estar certos sobre quem Ele é e sobre que podemos ter um relacionamento com Ele, mas como a jornada vai acontecer é cheio de incertezas- o fim da história não é. O último capítulo da história humana já foi escrito, Jesus vence! E todos que o seguem estarão junto com Ele. Ele vencerá o mal, o sofrimento, a morte, a solidão, o desespero, como também o príncipe das trevas e seus seguidores.

A fé tem duas dimensões práticas. A primeira dimensão da fé está envolvida quando nos andamos para fora de área de confiança em Deus fora da nossa experiência, mas o desafio perante nós está claramente dentro do lugar das probabilidades. Deus está nos pedindo para fazer algo que Ele fez na vida dos outros, e nós ainda não experimentamos isto. algumas vezes isto é algo prático como Deus nos chamar para fora de nossa experiência pessoal ou zona de conforto. Na vida da igreja, esta dimensão de fé evoca uma resposta: Nós nunca fizemos isto antes.

A maior parte dos desafios da vida são testes da primeira dimensão da fé- confiando em Deus com os nossos relacionamentos, confiando em Deus com as nossas finanças, confiando em Deus com as nossas carreiras, e tomando decisões baseadas em Seu caráter em meio a estas arenas. A textura desta dimensão de fé tem tudo a ver com caráter. Ela é sobre confiar no caráter de Deus e em Deus testar o nosso caráter. É por isto que você não pode falar sobre fé sem falar a respeito de obediência.

Por vezes, a fé é confundida com emoção ou desejo. Fé é então mensurada em quão fortemente nos sentimos ou acreditamos que algo vai ocorrer. A crença que é se nossa fé é grande o suficiente, nós teremos aquilo que pedimos. De fato, por vezes, somos ensinados que nossas orações não são respondidas porque não temos fé necessária. Simplesmente não cremos o bastante. A mais consistente característica daqueles que seguem Deus é que sua fé uma expressão de sua confiança em Deus. A necessidade não [e de trabalhar nossa fé em Deus, mas de aprofundar nossas confiança em Deus. A promessa de Jesus de que se pedirmos algo em seu nome, Ele irá fazer, é alimentada não por quão fortemente acredito em algo, mas pelo quanto represento bem o propósito e a intenção de Deus. Se o proposito ultimo de uma oração é completar a vontade de Deus, podemos nos mover com confiança, mesmo se Deus não responder aquela oração do modo como esperamos. Mais aproximadamente refletimos o coração de Deus em nossas orações, mais vezes o nossos pedidos serão iguais a sua resposta.

A primeira dimensão da fé é sobre obedecer aquilo que Deus já falou, sobre construir nossas vidas e caminharmos com a confiança abastecida pelo compromisso com a verdade de Deus. Ao mesmo tempo, o foco de nossas orações devem sair de tentar fazer aquilo que Deus nos pede ou mesmo perguntar para Deus o que Ele quer que a gente faça; como os primeiros discípulos no livro de Atos, nós pedimos a Deus para nos dar coragem para fazer o que já sabemos.

Em Hb 11, um capítulo cheio de homens e mulheres descritos como pessoas que viveram pela fé, nós achamos a característica comum é que Deus falou com eles, os chamou para uma jornada, disse a eles o que deveriam fazer, eles fizeram. A descrição de Abraão é um bom sumário: 

Pela fé Abraão, quando chamado, obedeceu e dirigiu-se a um lugar que mais tarde receberia como herança, embora não soubesse para onde estava indo.  Hb.11:8

Repare que a dinâmica é exatamente a mesma como foi com Jonatas. Aqui há tanto certeza quanto incerteza. O que Abraão sabia era que Deus havia chamado ele para ir a um lugar, e então, ele obedece e vai. Jonatas foi chamado para ser um guerreiro de Deus contra a opressão dos filisteus. As nuances de como isto poderia acontecer permanecem fechadas.  Mas o que ele não sabia era tudo o mais! Ele nem mesmo sabia onde ele estava indo, ainda assim foi. Parece ridículo, começar uma jornada quando você nem sabe para onde vai. Deus chamou Abraão para uma jornada para o reino da incerteza.  Ele chamou Israel para uma batalha que eles não sabiam se poderiam ganhar. Deus tem feito isto por vezes através da história humana. Eles nos chama de nosso conforto para o desconforto. Fé é sobre caráter, confiando no caráter de Deus, estando certos de quem Deus é e seguindo Ele para o desconhecido.

O relacionamento entre clareza e incerteza é acentuado na vida de Gideão. Deus o chama para libertar Israel das mãos dos midianitas. No encontro com Deus, Deus o descreve como um poderoso guerreiro. 

Quando finalmente Gideão se compromete a ir, ele reúne 32 mil homens para guerrear. Neste ponto, Deus continua intimamente envolvido no processo, mas era um tipo de envolvimento que talvez não gostaríamos. Deus diz para Gideão que a vitória seria muito fácil para ele, então Gideão instrui cada homem que está com medo para ir embora para casa. Seu propósito era assegurar que nenhum levaria crédito pela vitória a não ser dando glória a Deus, então 22 mil homens foram embora e ficaram 10 mil. Movendo-se para certeza para incerteza, Deus diz que ainda há muitos homens, Ele manda os homens irem para a água beber, sobram 300 homens.

Deus chama Gideão para lutar com os 300 homens. O livro de Juízes descreve estes inimigos descrevendo o poder opressivo que detinham, tudo estava empobrecido e devastado pela ocupação. 

Quando estava com os 300, Deus não deu instruções passo a passo sobre como eles alcançariam a vitória. O que vemos é que Gideão tomou seus 300 homens e moveu adiante na força que tinham, como Deus o havia ordenado. 

Uma das maravilhas da incerteza é que lá é o ambiente onde Deus nos convida para sermos criativos. A jornada,  que podemos descrever como partindo do conforto para a incerteza, tem a intenção de ser uma aventura do chamado até a criatividade. Somos chamados por Jesus para sermos pescadores de homens, fazer discípulos de todas as nações, todos nós temos o chamado de dar nossa vida para sua glória, para levarmos adiante seu amor neste mundo.

Em João 13, aprendemos que todo o poder foi colocado debaixo de sua autoridade, Jesus amarra uma toalha em sua cintura e lava os pés dos discípulos. Depois, instrui seus discípulos a fazerem o mesmo. Suas instruções são claras: Deus mesmo veio para nos servir. Agora, nós vamos e servimos ao mundo. Se tudo o mais permanece incerto, fique claro este ponto: existe um chamado na sua vida. Há um nível de clareza que você pode ter sobre o que fazer agora. Servir aos outros funciona como uma bussola no meio de uma neblina. O modo singular com que Deus desenhou você- com seu talento, habilidade, intelecto, personalidade e paixões -mostra para você como este serviço deve ser realizado. Contudo, não olhe para Deus para preencher todos os vazios. Não espere que Ele  vai remover toda a incerteza. Entende que Ele vai na verdade aumentar a incerteza e todas as chances contra você, apenas para que você saiba no fim, que não foram seus dons mas seu poder através dos seus dons que cumpriram o propósito dele na sua vida.

A primeira dimensão da fé não é apenas sobre acreditarmos no caráter de Deus, mas também sobre a transformação do nosso próprio caráter. Muito  da primeira dimensão da fé é fazer a coisa certa apesar  das circunstancias e da consequências. É sobre ter fé que Deus vai com você quando você não vai tão bem. 

QUANDO A FÉ PARECE FIDELIDADE


Se você busca experimentar momentos com Deus, você deve aceitar que está numa missão divina.

  Portanto, não te envergonhes do testemunho de nosso Senhor, nem de mim, que sou prisioneiro seu; antes participa das aflições do evangelho segundo o poder de Deus, Que nos salvou, e chamou com uma santa vocação; não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos dos séculos;  2 Timóteo 1:8,9

Ver também Ef 2:10, Gl 5:13 e Tg 4:17.

Se você vai embarcar numa jornada com Deus, você deve escolher uma vida correta. Devemos viver a nossa fé nas realidades concretas da vida. Quando sacrificamos nosso caráter, quando escolhemos um caminho que não tem integridade, tentamos tomar nossas vidas em nossas mãos. Esta é uma declaração de que não confiamos em Deus. Estamos tentando controlar aquilo que nunca foi designado para ser controlado, ao mesmo tempo, que abandonamos o controle daquilo que deveríamos ser responsáveis. 

A aventura da fé começa  com fidelidade. Ser fiel é tomar a responsabilidade pelo bem que você conhece. é sobre tratar mesmos as tarefas menores para nós como importantes merecedoras do nosso melhor esforço. A fidelidade no reino de Deus é o caminho para oportunidades maiores, responsabilidade e aventuras. 

Se deseja viver uma vida que honre a Deus e reflita seu caráter

UMA NOVA DIMENSÃO DO VIVER

A primeira dimensão da fé nos leva para fora da nossa experiência ordinária, a segunda dimensão nos leva para o inexplicável. A primeira busca realidades no reino das possibilidades, a segunda busca realidades no reino das impossibilidades.  Na primeira, o contexto do milagre é interno, Deus está trabalhando em nós e através de nós. Na segunda, o contexto é por vezes externo. É a mão de Deus trabalhando ao redor de nós.

A vitória que Jonatas experimentou naquele dia foi Deus trabalhando através de Jonatas e sua espada. Isto não foi uma coisa pequena, que um homem com uma espada possa ferir inúmeros homens armados. Então, Deus enviou um terremoto, e as coisas começaram a ficar interessantes. Quando escolhemos ficarmos seguros, tiramos Deus da nossa vida. Apenas vamos e conhecemos aquilo que pode dar certo, e então, removemos a necessidade de Deus de nossas vidas.  Quando vivemos aquilo que Deus quer, autossuficiência não é uma opção.

Daniel viveu sob o domínio da Babilonia. Quando foi ordenado a orar apenas para Dario, Daniel se recusou, foi para sua casa, com as janelas abertas orava para o verdadeiro Deus. 

A primeira dimensão da fé era que ele orava todo dia, mesmo quando isto ia contra a lei. Ele fazia o que era certo, sem se importar com a consequência. Sua segunda dimensão foi evidente quando o rei o jogou na cova dos leões e Deus interveio resguardando Daniel. Se Daniel não fosse fiel na primeira dimensão, não haveria a intervenção da segunda.

(...)

Quando Deus intervêm e lá não há realmente nenhuma explicação humana, nossa vida aponta para Deus, e sua mão é inquestionável.

Homens e mulheres com esta fé são aqueles que temos como heróis da fé. Todos que são seguidores de Deus é parte de uma comunidade de fé. Fé é um requerimento para a cidadania no reino de Deus. Logo, cada pessoa que é uma seguidora de Jesus é uma pessoa de fé. 

Na primeira dimensão, há a tarefa da fidelidade. na segunda, há a intervenção divina.

(...)

O relacionamento entre fé e incerteza é inescapável. A fé que foi pedida para você ontem talvez se torne lugar comum hoje. 

Um poder vem de Deus é conhecido apenas quando nós andamos. Jesus começou sem ministério publico nos convidando  a seguir a Ele. Há um grande conforto em tal convite intimo, ainda assim não devemos esquecer que Deus está numa jornada em que nenhum de nós pode andar sem a ajuda Dele. 

O Deus das luzes insiste em viajar por lugares escuros. O Deus da Paz  continuamente se envolve nas guerras dos homens. O Deus que é bom se engaja na profunda maldade humana. Apenas um Deus que pode libertar e salvar ao custo de sua própria vida vai até o calabouço da perdição humana para libertar aqueles que estão presos. Seguir a Jesus é entrar no desconhecido, abandonar segurança, e trocar certeza por confiança Nele.

(...)

A certeza que Deus chamou você e a confiança que Ele vai realizar sua vitória na sua vida não garantias de uma jornada segura e a salva. 

fonte:
ERWIN MCMANUS - CHASING DAYLIGHT



domingo, junho 27, 2010

Erwin McManus: Segundo Movimento

 

A próxima seção do livro de Erwin McManus, Uma Força em Movimento, vai tratar do segundo movimento, ou seja, o movimento coletivo, sendo o primeiro estudado – o individual. A seção tem dois capítulos, num fala-se sobre a E-Moção e noutro, sobre a  Arquitetura Cultural.

“As pessoas estão reunidas em função de um éthos que molda não apenas as ações, como também a mente e o coração. Deus enviou seu Filho para atrair os indivíduos para si, mas também o fez para transformar a cultura. E Jesus intercede para que sejamos um, assim como ele e o Pai são um”.

 

Capítulo  4.

E-MOÇÃO

O autor começa a detalhar  o conceito de ethos a partir da emoção, como um sentimento coletivo moldurado de forma cultural dentro de uma comunidade. Como um estado mental corporativo intenso que se apresenta de modo subjetivo, um sentimento comum.

O poder do éthos é que os seres humanos, se tornam, no dizer do autor, como esponjas que absorvem tudo quanto está ao seu redor.(p. 115)

Sendo assim, o autor expõe que o objetivo final do cristianismo não deveria fazer dos cristãos apenas bons cidadãos, mas revolucionários pela causa de Jesus Cristo. No sentido, da propositura de uma ordem nova de relacionamento social pautado no evangelho e não um amoldamento moralista ao mundo atual.

Erwin McManus cita um exemplo ruim e confuso dessa revolução Thomas Jefferson. sobre ele há um parágrafo, no mínimo, problemático:

“É absurdo o argumento segundo o qual Jefferson era um deísta e, portanto, não teria uma cosmovisão cristã. Ele era um bom deísta cristão. Suas conclusões eram resultado de uma mente formada a partir de valores cristãos, de crenças cristãs e de uma cosmovisão cristã. Mesmo sua convicção de que todos têm o direito de optar pelo culto que melhor lhes aprouver segue o princípio de que o Deus Todo-poderoso criou as pessoas com uma mente livre” (p. 121)

Ao meu ver, o exemplo de Jefferson é mais de como o ethos cristão pode funcionar mesmo com aqueles que negam seu fundamento, do que o exemplo de um catalisador cultural cristão.  Jefferson é mais uma esponja, do que uma torneira aqui.  Neste aspecto, o próprio autor volta dizendo que, “Jefferson apelou para o poder do éthos como algo maior que a mais alta forma de autoridade institucional ou governamental” (p. 122)

O éthos, como padrão cultural emergente tem, então, o poder de formentar o momentum, que pode gerar e definir uma cultura, pensando nas igrejas, o problema é que muitas congregações há apenas a reprodução em menor escala do éthos corrompido da sociedade, não se busca qualquer estratégia ou mesmo algo que seja irrelevante, há apenas uma reprodução do imaginário social e cultural.

“Em toda disciplinma, seja nas intelectuais ou artisticas, a igreja deveria despertar a inveja das nações, algo como a maneira pela qual a cultura judaica conseguiu manter um éthos que nutriu o intelecto de alguns dos mais renomados cientistas do mundo e a capacidade artística de vários cineastas mais talentosos. O direito de nascença da igreja é o de ser a principal fonte de criatividade e potencial humano”.

Não há um dualismo dialético entre a ação humana e a glória de Deus, o éthos apostólico funde as duas correntes num fluxo redentório da humanidade, por meio da sua morte e ressureição, Jesus acionou um éthos capaz de ser aplicado em todas as expressões culturais deste planeta.

O autor termina o capítulo, lembrando…

“Não basta receber a luz: é preciso ser inflamado. Por muito tempo nos concentramos em assegurar que as pessoas acreditassem nas coisas certas, mas não ligamos para suas preocupações. Sei que isso pode parecer heresia, porém é mais importante mudar o alvo dos cuidados das pessoas do que as coisas que elas acreditam! Você pode crer sem se importar, mas não dá para se importar sem crer. Não podemos encher nossas igrejas com gente que mantém crenças bíblicas e preocupações mundanas. Quando despertamos o éthos apostólico, o coração de Deus começa a pulsar na igreja de Jesus Cristo. A fé cristã é uma experiência mobilizadora!” p. 125

 

 

capítulo CINCO

ARQUITETURA CULTURAL

O autor coloca que cada cultura tem uma formação própria que é tão espiritual quanto natural. A tarefa da liderança é auxiliar a igreja na formação, construção desta obra cultural revolucionária que é o éthos apostólico.

“Se as igrejas locais são, em essência, subculturas espirituais esperando para se transformar em revoluções culturais, então nós, como líderes espirituais, precisamos nos envolver em nosso ambiente como arquitetos culturais”. (p. 132)

Neste sentido, o autor busca as metáforas que simbolizam um certo padrão cultural ou uma cultura, tais como bandeiras nacionais, times de futebol, etc.

Neste sentido, a metáfora da igreja, da fé cristã é a cruz, ela vai além do memorial do sacríficio de Jesus e se torna um convite a cada cristão a negar-se a si mesmo e seguir a Cristo carregando a sua própria cruz. É uma metáfora, que brilhantemente resuma o autor, implica em sacrifício e serviço. Sendo esta metáfora reforçada no batismo

“O batismo é uma sepultura aquática. É outro memorial da morte, do sepultamento e da ressureição de Jesus Cristo.  Toda pessoa que passa a fazer parte da comunidade cristã precisa declarar pessoalmente sua morte, seu sepultamento e sua ressureição de um modo peculiar e extraordinário. Todo seguidor de Jesus Cristo entra em sua sepultura para depois viver” p. 133

Erwin McManus: Mudança Teológica


Capítulo 3 do livro:
UMA FORÇA EM MOVIMENTO.

Como visto no capítulo anterior, dentro do momentum, há a realidade inescapável de mudança. O momentum está relacionado com o tempo- rapidez, velocidade e momentum- Numa época de constantes mudanças, quais são as possíveis para a igreja?

Primeiro, a igreja deve recuperar a sua essência como movimento, pois a história está escapando ao seu controle, ela não é motriz mais da história, mas apenas algo ou ultrapassado ou movimentado pela história de forma totalmente passiva.

Nosso Deus é imutável, contudo, nós não somos e também a sua graça não é. Ela se transforma o tempo, transforma nossas vidas, realiza novas coisas sempre renovando-se.

"A transformação é um sinônimo de mudança. Se você não gosta de mudanças, é melhor não se tornar um cristão. A mudança é inevitável para quem pertence a Jesus. Nossa experiência cristã é, de maneira geral, uma experiência de mudança. Abrimos mão das coisas velhas para nos vestirmos das novas. Deixamos de nos conformar com o padrão deste mundo porque fomos transformados pela renovação de nossa mente"(p. 95)

O autor estabelece a ligação, a partir daí, do conceito de santificação com transformação. Os termos chaves cristãos representam mudança: conversão, arrependimento, regeneração, transformação e a própria santificação. Aí, ele termina com a explicação do que seria a mudança teológica, todos os conceitos cristãos envolvem uma teologia da mudança dentro dos indivíduos.
 
O problema é estabelecer e ampliar o conceito da mudança como imprescindível do ponto de vista individual para um conceito coletivo, que envolva a igreja em si.

"Temos a tendência de pensar apenas na necessidade de mudar o exterior. Nossas comunidades precisam mudar, nossa cidade precisa mudar, nossa nação precisa mudar, o mundo precisa mudar. Todo mundo precisa mudar, a não ser a igreja. A igreja está bem do jeito que ela é. Na verdade, ela se revela o último bastião de proteção contra a mudança pela preservação da tradição e do ritual, em vez de ser a catalisadora e a formentadora do Reino de Deus" p. 95

Neste ponto, a igreja deve ser, segundo o autor, expressão radical do compromisso de Deus com a mudanças estruturais no mundo hodierno. A igreja não deve seguire a mudança cultural, mas ser uma comunidade catalisadora e dinâmica que promove a mudança em um mundo que necessita desesperadamente de Deus de mudanças.
 
É importante que o autor defende que a igreja não deve ser imitadora das tendências culturais presentes, mas deve estar apoiada num Deus que é criatividade, imaginação e que escolheu através de Seu Filho, iniciar uma revolução no mundo. As implicações que começam num nível pessoal da salvação, envolvem todo o povo de Deus.
 
Citando Esdras 3:10-13, McManus estabelece a importãncia de o povo de Deus enxergar o presente apesar dos monumentos do passado, com capacidade de perceber e gerar mudanças.
 
Como modelo completo disto, temos Jesus Cristo:
 
“Segundo a análise de Jesus, a Palavra de Deus foi transformada em um instrumento de morte, e não de vida. Seu alerta de que a palavra escrita é morta, mas o Espírito vivifica, explica e esclarece todas as ações de Jesus. Para ele, a Palavra de Deus era viva e ativa. Quando lida com um coração humilde, a Palavra de Deus gera uma interação dinâmica entre Deus e os homens” (p. 99)
 
A ortodoxia da época, segundo o autor, era da conformação à religião estabelecida, aplicações bíblicas que não seguissem os padrões e costumes da época eram tratadas como heresias. Jesus rejeita a soberba dos mestres religiosos, e proclama uma mudança religiosa, “estabelecendo  uma interpretação missiológica, ao passo que os religiosos de seu tempo assumiam uma interpretação teológica” (ibid idem).
 
De outro modo, se a Biblia não promover mudança,  não foi completamente compreendida. Jesus estabeleceu esse princípio, condenando o povo por valorizar tradições em detritimento da Palavra de Deus em si. Partindo deste ponto de vista, o autor coloca que Jesus promoveu uma mudança realmente teológica, desconstruindo a religião de Israel, e apresentando, em seu lugar,a  religião de Deus.
 
Desse modo, a igreja primitiva foi símbolo de mudança radical, o livro de Atos é impregnado pelo ritmo da mudança, transformação que caracterizam o movimento divino, seja na esfera pessoal ou coletiva.
 
Em Atos 15, o autor levanta que o primeiro concílio não foi para tratar de assuntos teológicos, mas sim, da própria transformação cultural que estava sendo promovida pelo movimento eclesiástico.  A igreja deveria preservar a cultura judaica, com a aglutinação de membros de diversas culturas, o que fazer? A primeira igreja, no entender do autor, rejeitou a idéia de existe, ou melhor, subsiste, uma cultura sagrada para a fé cristã capaz de consolidar a expressão da igreja para as gerações seguintes e a nações que viessem a existir.
 
“Em tudo o que é negociável, não devemos criar dificuldades para atrair aqueles que não conhecem a Deus. Os gentios seriam cristãos gentios. Eles não teriam de se converter ao judaísmo para só então se tornar cristãos. A base da decisão foi a aceitação dos gentios pelo Espírito Santo, derramado em seu coração. Em tudo que diz respeito ao estilo e às preferências, a igreja deve estar disposta a mudar por amor àqueles que estão perdidos. Já é muito dificil para um pecador ter de lidar com as realidades do arrependimento e da humildade; nã é necessário que a igreja estabeleça limites desnecessários entre Deus e o ser humando” p. 101
 
Em suma, o autor resume bem o papel em que se deveria ocupar a igreja:
 
“A igreja é um paradoxo entre convicções imutáveis, fundamentadas na verdade divina, e a expressão encarnada de toda cultura e todas as pessoas que respondem positivamente à graça de Deus”
 
Baseando-se em Zacarias 7:11-15, o autor coloca que a igreja deve ser realmente um agente catalisador de mudanças, baseado num conceito muito caro ao cristianismo, esperança. Porque a realidade da mudança é a promessa da esperança. Deus quer mudar a nós e a nossa realidade ao redor, quando a igreja recua nesta missão, ela está, na verdade, recusando-se a obedecer a Deus.
 
O autor levanta outra hipótese, além da própria obediência a Deus, para realizarmos mudanças, a sinergia que haverá entre nós, a igreja e o próprio Deus na realização da sua vontade. Com base em Efésios 3:10-11,20-21, vemos que Deus quer realizar em nós e através de nós sua obra redentora na Terra.
 
“Para a igreja, o momentum tem mais a ver com o tempo do que com a distância. Quando não mudamos, na verdade nos distanciamos do mundo que nos cerca. Quando nos prendemos ao passado, criamos um distanciamento entre nós e aquilo que Deus está realizando no presente” p. 105
 
O perigo da nostalgia é que ela é um lugar de conforto, seguro e acochegante, onde ficamos cegos tanto para mundo exterior-real com qual devemos nos envolver quanto para o movimento atual-interno do Espírito Santo hoje.  A fé não é renovada interiormente e nem pratica externamente, há uma paralisia da fé no passado, que impede de vivenciar o presente e ter esperança no futuro.
 
Como povo de Deus, temos que olhar para o futuro, pois é para lá que Deus está indo. Pois Jesus, nos lembra o autor, nos chamou para segui-lo, então, tanto o tempo como o lugar importam, para que eu possa ter uma visão clara do presente, preciso ter a esperança nEle. Para vivenciar isto, é preciso estar aberto hoje às mudanças.

quarta-feira, abril 21, 2010

ERWIN MCMANUS: Momentum


Continuando a leitura do livro UMA FORÇA EM MOVIMENTO do Pastor Erwin McMaus, da igreja Mosaic em Los Angeles. O seguinte capítulo do livro trata sobre o Momentum.

Se o primeiro capítulo tratou das questões sobre a inércia atual da igreja, este irá falar sobre como sair deste repouso e começar a se movimentar.

A geração de mudanças começa por uma redefinição de valores:”Como a igreja estava fundamentada em valores que reforçavam a estabilidade, a segurança, a previsibilidade e a padronização, essa era de mudanças, aparentemente, pegou-nos de surpresa. É algo irônico se pensarmos que a igreja foi criada para revolucionar. Ela deve ser um movimento, e não uma instituição” (p. 75)

O passado deve ser repensado não como um lugar de estabilidade, onde permaneceremos, devemos lembrar dele, mas não se restringir a ele. “As lembranças da atividade divina em nossa vida devem nos mover em direção ao futuro. Nossas experiências do passado precisam nos proporcionar a confinça necessária para enfrentar os desafios do amanhã” (p. 76).

A igreja então deve ser um refúgio para o mundo, e não do mundo. As pessoas olham para igreja, e a encaram como se ela fosse um refúgio das realidade que as cercam, Contudo, a igreja não foi criada para ser um monastério, porque para Deus não deve haver nenhum lugar onde nós possamos nos esconder, a não ser nEle.

“Quando a igreja se transforma no abrigo em que nos protegemos de um mundo em processo de mudança radical, deixamos de nos voltar para Deus e de fazer dele nosso lugar seguro e nosso abrigo. Quando a igreja é um movimento, ela se transforma em lugar de refúgio para um mundo descrente. A igreja se torna o lugar onde as pessoas que buscam DEus finalmente o encontram; o lugar para gente arrasada e fatigada finalmente encontrar cura e ajuda; o lugar onde o solitário e marginzalizado são abraçados e amados na comunidade de Cristo. Quando a igreja se torna um movimento, e não um monastério, ela vira um lugar de transformação para a própria cultura da qual fugimos apavorados” (p. 77)

A definição de movimento não tem o sentido perjorativo, de apenas um agito emocional ou algo provocado para tanto, a definição de movimento se contrapõe a de instituição, no sentido de procurar dialogar com a cultura atual de maneira pro-ativa, transformando-a pelo evangelho, é uma igreja que não aceita o isolacionismo ou, pior, a assimilhação.

Como diz Paschoal Piragine em seu livro sobre Crescimento Integral: A igreja projetada por Jesus Cristo cresce como movimento — não se limita a ser um monumento. A mesma idéia recebe a seguinte frase de McManus, “a igreja jamais deveria ser um monolíto, e sim um movimento gerador de movimentos capazes de mudar a história” (p.77)

A definição de Momentum.

Mometum é definido pelo autor de acordo com sua formulação científica, P=MV2, sendo que P significa momentum, M é a massa, e V a velocidade. sem massa ou velocidade, o momentum será nulo.

A massa é igual a pessoas, sem elas não há momentum. Por exemplo, quando as pessoas se mobilizam é que começa a existir o momentum, pois há velocidade. O autor levanta a questão da dicotomia aparente entre quantidade e qualidade, em que se associaria quantidade a uma linha de montagem e qualidade à algo singular e autêntico.

É claro que momentum não é igual ao tamanho da massa, nisto ele recorda-se da história de Gideao – Jz 7:1-8, colocando a oposição que Gideão estava concentrando-se na massa enquanto que Deus estava pensando no momentum.

Contudo, Deus não cria uma contradição entre momentum e quantidade, basta ver a igreja primtitiva- Atos 2:47.

Já vimos que massa não é o momentum, então, o que é a velocidade? É a resposta da igreja À questão da rapidez, sendo esta, uma maneira de demonstrarmos a pressa com que uma coisa se move, mas não oferece nenhuma informação além disso. Então, a velocidade se distancia da rapidez, especificando uma direção. Aquela se liga a urgência, esta tem a ver com o movimento em si. Finalmente, conforme o autor, a velocidade seria a rapidez com propósito. “Deus nunca quis que a Bíblia fosse estudada como objeto de pura informação ou conhecimento. A Palavra de Deus foi escrita de maneira que pudéssemos oferecer uma resposta à verdade e à voz divina” (p.83)

Outra palavra para definir isto seria intencionalidade, a velocidade como rapidez em uma direção, sendo fundamental para a liderança apostólica. Esta liderança não poderá ficar limitada a determinar o caminho a ser seguido, mas deve seguir o caminho, pois liderança sem movimento é nula. Lembre-se que se o momentum se move proporcionalmente em relação à massa, ele se move exponencialmente quando em relação com a velocidade.

A intencionalidade – mover-se em direção a um objetivo- se liga a aceleração-aumento da força de suas ações-.

“Quando você se movimenta na velocidade espiritual, com noção da chamada divina, com clareza de visão e com um coração pronto a obedecer ao Espírito Santo, o ambiente que antes o oprimia com sua velocidade agora parece se mover em câmera lenta. Para que uma pessoa não se sinta oprimida pelas mudanças radicais e pela rapidez de nosso mundo, ela precisa saber aonde vai, entender opor que está seguindo naquela direção e fazê-lo com senso de urgência” p.86

Então, o momentum requer tanto rapidez com direção como pessoas para acompanhar. O líder apostólico é colocado como um catalisador espiritual, mobilizando outras pessoas com rapidez. “O catalisador começa com a noção de que o cumprimento do objetivo para o qual Deus está chamando depende do trabalho em equipe. É fundamental conquistar o coração e imaginação dos outros” ( p. 87). Tal movimento não irá acontecer se as pessoas não se motivarem juntas, ao compartilhar a missão.

A visão em alta velocidade-o que determina a velocidade não é um plano, é o propósito e a paixão. Erwin nos lembra que pode-se concentrar a energia em um movimento sem saber onde está indo, para isto ele cita a história vivida pelo apostolo Paulo em Atos 16:6-10.

“Enquanto consciente, PAulo não podia entender a palavra divina. Deus teve de levá-lo à inconsciência para esclarecer o significado. Ele acordou e chegou à conclusão de que deveria partir para a Macedônia. Por várias vezes, como líderes, sentimos a pressão de ter de dizer às pessoas determinadas coisas que não conhecemos. Em outras palavras, temos de disfarçar; A liderança espiritual não consiste na capacidade de determinar tudo o quanto o futuro oferece. É a disposição de seguir em frente quando tudo o que você conhece é Deus. O líder apostolico encontra sua direção usando a bussola do proposito de Deus; é abastecido pelas paixões divinas, e, quando toma a iniciativa de fazer o que sabe, Deus lhe concede esclarecimentos e diretrizes” p.89

segunda-feira, abril 12, 2010

Erwin McManus: Uma Força em Movimento

"A idéia de que o pecado de um homem e uma mulher poderia causar uma ruptura em todo o cosmo é uma descrição extraordinária de conexão orgânica que existe entre todas as coisas na natureza. Colher o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal foi a causa primeira da fome que se espalha pelos desertos, dos tsunamis que englobem aldeias, dos terremotos que sacodem a terra e da força impresível e violenta da natureza. De acordo com as Escrituras, há uma conexão entre todas as coisas, e toda ação produz algum tipo de efeito sobre o todo" p. 16


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"A igreja deixara de ser o molde da cultura moderna e passara a ser moldada por ela. Esse deveria ser o motivo de nosso grande despertamento: o mundo mudou, mas nõs não mudamos. O mundo mudou para pior porque não mudamos nada. O mundo mudou para melhor, mas não acompanhamos a mudança. O mundo espera que a igreja seja mais uma vez o agente divino de mudança" p. 36
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"Será que a questão se resume à nossa alimentação espiritual? Acho importante lembrar que mais de 60% dos norte-americanos estão acima do peso ou são obesos. Seria isso possível também no âmbito da espiritualidade pessoal? Será que nos preocupamos demais em sermos alimentados e de menos em exercitar a nossa fé?
Muitas das coisas que dizemos a respeito da crise da igreja estão focalizadas na arena superficial do estilo, elas não entram no cerne da questão. No coração de boa parte da resistência contra a igreja está a preservação do egoísmo e do autocentrismo. Uma coisa é ter preferência; a outra é exigir que as preferências de determinada pessoa sejam contempladas acima das necessidades daqueles sem Cristo" p. 39
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A verdade é que o centro da vontade de Deus não é um lugar seguro- pelo contrário, é o mais perigoso do mundo! Deus não teme nada nem ninguém! Ele faz todas as coisas de maneira deliberada e poderosa. Viver fora da vontade de Deus nos coloca em situação de perigo, viver dentro dela nos torna pessoas perigosas(...) A mensagem era evidente: seguir Jesus é uma tarefa perigosa. Ele estava pronto para morrer em nosso favor. O Pai não apenas estava disposto a permitir que ele moeresse, como também lhe ordenou que fizesse isso. A unica maneira pela qual posso verdadeiramente seguir Jesus é morrendo para mim e vivendo para ele. Só homens mortos podem seguir o Deus da cruz" p.41
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'No fim a atrofia nunca se resume à questão do estilo, ela sempre tem a ver com a essência do serviço, com a disposição das pessoas de se submeter ao senhorio de Cristo sem se importar com as implicações pessoais" p.43
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Primeiro Movimento - Tração por atrito.
"Devemos considerar inadequadas as estratégias de crescimento linear ou nominal, e devemos reexaminar nossas pressuposições sobre a maneira como o Espírito de Deus deseja operar pela instrumentalidade da igreja. Não podemos nos satisfazer até que seja iniciada uma explosão de transformação global que faça frente ao desafio que nos foi proposto" p. 58

sobre o uso de tecnologia, Erwin McManus diz o seguinte: “A melhor maneira de usar tecnologia  é potencializando a adoração como expressão do espírito e da verdade.(…)A possibilidade de disseminar o evangelho por meio de filmes, videos, televisão mensagens e a internet- sem falar na influência contínua do rádio e da mídia impressa- revelan-nos o potencial real para encher o planeta com a mensagem de Cristo” (p. 60).

Há neste capítulo considerações sobre a multiplicidade  e ceticismo da era atual, ao mesmo tempo, a crença, é uma época de multíplos comportamentos sociais e etnias, como também crenças e descrenças: “A hipermodernidade é o mundo do talvez. Não só o talvez objetivo, mas o subjetivo também.  Não o talvez do mundo externo, mas o talvez do mundo interno. Muitos de nós temos subdividido o mundo entre o que existe do lado de fora e o que há dentro do nosso interior. Muitas discussões filosóficas sobre o pós-modernismo tratam da questão da verdade e da realidade objetiva. Seria nobre? Mas acho que, em alguns aspectos, temos sido ingênuos. A perda da confiança no conhecimento que se tem do mundo exterior é resultado da perda da conexão com o nosso mundo interior. Simplesmente não vemos o talvez, nós o vivemos” p.70.

Neste capítulo, o autor levanta algumas questões, tais como:

Qual  a melhor postura com o mundo: antagonismo, apatia ou apostolado?

Em quais aspectos, as igrejas não reagiram as mudanças, e acabaram ficando irrelevantes ou isoladas?

Como aproveitar as novas tecnologias para acelerar a inovação e criatividade dentro da igreja}

Como voltar a moldar a cosmovisão das pessoas?

segunda-feira, setembro 10, 2007

The Barbarian Way

E esta é a simplicidade do CRISTIANISMO BÁRBARO. Se você segue Cristo, então foi chamado pra lutar pelo coração do seu Rei. É uma vida abastecida por paxião - paixão pelo Pai e paixão pelas pessoas. Mas, pra manter as pessoas na linha, construímos nosso próprio Cristianismo, nossa Civilização Cristã. Então, queremos que todos os que crêem em Jesus sejam apenas bons cidadãos. É difícil imaginar que Jesus iria encarar a agonia da cruz só pra nos manter na linha. Jesus foi à cruz pra começar uma revolução que garantiu nossa liberdade. A nova aliança que Ele estabeleceu põe nossa confiança não mais na Lei, mas no poder transformador do Espírito de Deus que habita em nós. Foi a revolução no coração dos homens que trouxe vida e vigor àquele movimento liderado pelo Nazareno.-

Erwin McManus - The Barbarian Way (tradução livre)