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domingo, junho 27, 2010

Erwin McManus: Mudança Teológica


Capítulo 3 do livro:
UMA FORÇA EM MOVIMENTO.

Como visto no capítulo anterior, dentro do momentum, há a realidade inescapável de mudança. O momentum está relacionado com o tempo- rapidez, velocidade e momentum- Numa época de constantes mudanças, quais são as possíveis para a igreja?

Primeiro, a igreja deve recuperar a sua essência como movimento, pois a história está escapando ao seu controle, ela não é motriz mais da história, mas apenas algo ou ultrapassado ou movimentado pela história de forma totalmente passiva.

Nosso Deus é imutável, contudo, nós não somos e também a sua graça não é. Ela se transforma o tempo, transforma nossas vidas, realiza novas coisas sempre renovando-se.

"A transformação é um sinônimo de mudança. Se você não gosta de mudanças, é melhor não se tornar um cristão. A mudança é inevitável para quem pertence a Jesus. Nossa experiência cristã é, de maneira geral, uma experiência de mudança. Abrimos mão das coisas velhas para nos vestirmos das novas. Deixamos de nos conformar com o padrão deste mundo porque fomos transformados pela renovação de nossa mente"(p. 95)

O autor estabelece a ligação, a partir daí, do conceito de santificação com transformação. Os termos chaves cristãos representam mudança: conversão, arrependimento, regeneração, transformação e a própria santificação. Aí, ele termina com a explicação do que seria a mudança teológica, todos os conceitos cristãos envolvem uma teologia da mudança dentro dos indivíduos.
 
O problema é estabelecer e ampliar o conceito da mudança como imprescindível do ponto de vista individual para um conceito coletivo, que envolva a igreja em si.

"Temos a tendência de pensar apenas na necessidade de mudar o exterior. Nossas comunidades precisam mudar, nossa cidade precisa mudar, nossa nação precisa mudar, o mundo precisa mudar. Todo mundo precisa mudar, a não ser a igreja. A igreja está bem do jeito que ela é. Na verdade, ela se revela o último bastião de proteção contra a mudança pela preservação da tradição e do ritual, em vez de ser a catalisadora e a formentadora do Reino de Deus" p. 95

Neste ponto, a igreja deve ser, segundo o autor, expressão radical do compromisso de Deus com a mudanças estruturais no mundo hodierno. A igreja não deve seguire a mudança cultural, mas ser uma comunidade catalisadora e dinâmica que promove a mudança em um mundo que necessita desesperadamente de Deus de mudanças.
 
É importante que o autor defende que a igreja não deve ser imitadora das tendências culturais presentes, mas deve estar apoiada num Deus que é criatividade, imaginação e que escolheu através de Seu Filho, iniciar uma revolução no mundo. As implicações que começam num nível pessoal da salvação, envolvem todo o povo de Deus.
 
Citando Esdras 3:10-13, McManus estabelece a importãncia de o povo de Deus enxergar o presente apesar dos monumentos do passado, com capacidade de perceber e gerar mudanças.
 
Como modelo completo disto, temos Jesus Cristo:
 
“Segundo a análise de Jesus, a Palavra de Deus foi transformada em um instrumento de morte, e não de vida. Seu alerta de que a palavra escrita é morta, mas o Espírito vivifica, explica e esclarece todas as ações de Jesus. Para ele, a Palavra de Deus era viva e ativa. Quando lida com um coração humilde, a Palavra de Deus gera uma interação dinâmica entre Deus e os homens” (p. 99)
 
A ortodoxia da época, segundo o autor, era da conformação à religião estabelecida, aplicações bíblicas que não seguissem os padrões e costumes da época eram tratadas como heresias. Jesus rejeita a soberba dos mestres religiosos, e proclama uma mudança religiosa, “estabelecendo  uma interpretação missiológica, ao passo que os religiosos de seu tempo assumiam uma interpretação teológica” (ibid idem).
 
De outro modo, se a Biblia não promover mudança,  não foi completamente compreendida. Jesus estabeleceu esse princípio, condenando o povo por valorizar tradições em detritimento da Palavra de Deus em si. Partindo deste ponto de vista, o autor coloca que Jesus promoveu uma mudança realmente teológica, desconstruindo a religião de Israel, e apresentando, em seu lugar,a  religião de Deus.
 
Desse modo, a igreja primitiva foi símbolo de mudança radical, o livro de Atos é impregnado pelo ritmo da mudança, transformação que caracterizam o movimento divino, seja na esfera pessoal ou coletiva.
 
Em Atos 15, o autor levanta que o primeiro concílio não foi para tratar de assuntos teológicos, mas sim, da própria transformação cultural que estava sendo promovida pelo movimento eclesiástico.  A igreja deveria preservar a cultura judaica, com a aglutinação de membros de diversas culturas, o que fazer? A primeira igreja, no entender do autor, rejeitou a idéia de existe, ou melhor, subsiste, uma cultura sagrada para a fé cristã capaz de consolidar a expressão da igreja para as gerações seguintes e a nações que viessem a existir.
 
“Em tudo o que é negociável, não devemos criar dificuldades para atrair aqueles que não conhecem a Deus. Os gentios seriam cristãos gentios. Eles não teriam de se converter ao judaísmo para só então se tornar cristãos. A base da decisão foi a aceitação dos gentios pelo Espírito Santo, derramado em seu coração. Em tudo que diz respeito ao estilo e às preferências, a igreja deve estar disposta a mudar por amor àqueles que estão perdidos. Já é muito dificil para um pecador ter de lidar com as realidades do arrependimento e da humildade; nã é necessário que a igreja estabeleça limites desnecessários entre Deus e o ser humando” p. 101
 
Em suma, o autor resume bem o papel em que se deveria ocupar a igreja:
 
“A igreja é um paradoxo entre convicções imutáveis, fundamentadas na verdade divina, e a expressão encarnada de toda cultura e todas as pessoas que respondem positivamente à graça de Deus”
 
Baseando-se em Zacarias 7:11-15, o autor coloca que a igreja deve ser realmente um agente catalisador de mudanças, baseado num conceito muito caro ao cristianismo, esperança. Porque a realidade da mudança é a promessa da esperança. Deus quer mudar a nós e a nossa realidade ao redor, quando a igreja recua nesta missão, ela está, na verdade, recusando-se a obedecer a Deus.
 
O autor levanta outra hipótese, além da própria obediência a Deus, para realizarmos mudanças, a sinergia que haverá entre nós, a igreja e o próprio Deus na realização da sua vontade. Com base em Efésios 3:10-11,20-21, vemos que Deus quer realizar em nós e através de nós sua obra redentora na Terra.
 
“Para a igreja, o momentum tem mais a ver com o tempo do que com a distância. Quando não mudamos, na verdade nos distanciamos do mundo que nos cerca. Quando nos prendemos ao passado, criamos um distanciamento entre nós e aquilo que Deus está realizando no presente” p. 105
 
O perigo da nostalgia é que ela é um lugar de conforto, seguro e acochegante, onde ficamos cegos tanto para mundo exterior-real com qual devemos nos envolver quanto para o movimento atual-interno do Espírito Santo hoje.  A fé não é renovada interiormente e nem pratica externamente, há uma paralisia da fé no passado, que impede de vivenciar o presente e ter esperança no futuro.
 
Como povo de Deus, temos que olhar para o futuro, pois é para lá que Deus está indo. Pois Jesus, nos lembra o autor, nos chamou para segui-lo, então, tanto o tempo como o lugar importam, para que eu possa ter uma visão clara do presente, preciso ter a esperança nEle. Para vivenciar isto, é preciso estar aberto hoje às mudanças.

quarta-feira, dezembro 02, 2009

HENRI NOUWEN: Pentecoste

"Sem o Pentecoste, o evento de Cristo- a vida, a morte e a ressureição de Jesus - permanece aprisionado na história como algo a ser lembrado, pensado e refletido. O Espírito de Jesus vem habitar dentro de nós, de modo que nos possamos tornar Cristo vivos aqui e agora. O Pentecostes ergue todo o ministério da salvação de suas particularidades e o transforma em algo universal, que abarca todas as pessoas, países, épocas e eras. É também um momento de autorização. Cada indivíduo pode reivindicar o Espírito de Jesus como o espírito que guia sua vida. Nesse Espírito, podemos falar e agir livremente e com confiança, sabendo que o mesmo Espírito que inspira Jesus está nos inspirando". pg. 70
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"É importante lembrar que a comunidade cristã é uuma comunidade de espera, ou seja, uma comunidade que cria não apenas uma sensação de fazer parte, mas também uma sensação de estranhamento. Na comunidade cristã, dizemos uns aos outros: Estamos juntos, mas não podemos nos completar uns aos outros...ajudamo-nos, mas também devemos lembrar que nosso destino está além de nossa união. O apoio da comunidade cristã é o apoio de uma expectativa em comum. Isso exige uma crítica constante em relação a quem fizer da comunidade um abrigo seguro ou uma panelinha confortável e um constante incentivo à procura do que está por vir." p. 111
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domingo, novembro 29, 2009

ALESSANDRO ROCHA: Espírito Santo: aspectos de uma pneumatologia solidária a condição humana


"Ninguém pode entrar no reino de Deus, se não nascer da água e do Espírito. Jesus causa impacto com esta afirmação que o Espírito faz renascer o homem e a mulher, ambos renascem à imagem e semelhança de Deus; é o Espírito que age trazendo vida onde havia morte. Esse aceno contínuo na tarefa de vivificar, gerar e regenerar é próprio do universo feminino. Homens e mulheres novos nascem das entranhas de Deus, nascem desse útero divino que é o Espírito" (p. 29)
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"Deus não sabe nada de antemão porque não quer saber de tudo de antemão; ele aguarda as respostas de suas criaturas e faz vir seu futuro. Deus não é impassível, mas se abre em sua shekinah para as dores de amor que quer salvar o mundo. Isso, de certo modo, torna Deus dependente da resposta de suas criaturas amadas" Jürgen Moltmann na pag. 96
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"A bondade de Deus se revela na decisão de criar um universo fora de si, e vice-versa: adecisão revela sua bondade e o modo de toda verdadeira bondade, que é a difusão, airradiação, o dom de si sem dobras e sem cálculos, por pura expansão de generosidade,deixando livre a graça e o agraciado. Há um significado muito especial no modo de decisão,que revela também o modo de bondade: “de-cisão”, etimologicamente, nos conduz à açãode um corte – uma “cisão” – e de um afastamento, uma separação – “de”. Ou seja: Deus, ao criar algo absolutamente distinto de si, “de-limita-se”, de certa forma, se retrai e renuncia a ocupar todos os espaços para que haja algo fora dele, um espaço de outro, o espaço da criação. Esse gesto criador, que pressupõe essa renuncia inicial por parte de Deus, não é arbitrária e sem significado, pois provém de seu amor: Deus ama o distinto de si e se esvazia, renuncia em favor do outro, dando-lhe espaço e também tempo"
Luiz Carlos Susin, na pag. 93
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"Não existe um testemunho mais seguro, que comprove a veracidade da Bíblia, do que a Palavra viva de Deus, na qual o Pai pronuncia o Filho no coração do homem"
Thomas Müntzer na pag. 153
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"A comunidade evangelizadora deve ser sinal desta vida do Espírito que se manifesta em cada um de seus membros. Mas não é só um exemplo de vida, deve proclamar a vida lai onde existe a morte- não unicamente a morte espiritual, mas todas as manifestações de antivida que se fazem presentes em nosso tempo. Onde impera a fome e a miséria, a angústia e a dor, a tortura e o assasinato...a comunidade deve levar, em sua mensagem e em seu testemunho, a vida do Espírito"
Noberto Saracco na pag. 206

sábado, setembro 15, 2007

Coma este livro!


O caráter autoral das Sagradas Escrituras foi estabelecido como pessoal nas figuras do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ele era pessoal e por isso era também relacional, o que significava que a leitura é também relacional, o que significava que a leitura e a audição das Escrituras exigia participação pessoal e relacional. Esse fato foi acompanhado pelo reconhecimento de que essas Escrituras, nas quais Deus estava revelando tudo o que Ele é, também incluíam tudo que nós somos: há uma participação pessoal e abrangente de ambos os lados, do autor e do leitor.

Eugene Peterson, Coma este livro, p. 28

segunda-feira, agosto 13, 2007

Paulo, o Espírito e o Povo de Deus


"Clamar Abba a Deus por intermédio do Espírito do Filho de Deus significa que nossa relação de total confiança em Deus perdida na queda, foi restaurada pelo Filho: podemos confiar nele para todas as coisas"
Gordon Fee

sexta-feira, maio 14, 2004

John Stott

Fruit of the Spirit

The expression 'the fruit of the Spirit' comes from Paul's letter to the Galatians. These are his words:

"But the fruit of the Spirit is love, joy, peace, patience, kindness, goodness, faithfulness, gentleness, self-control (Gal. 5:22-23a)."

The mere recital of these Christian graces should be enough to make the mouth water and the heart beat faster. For this is a portrait of Jesus Christ. No man or woman has ever exhibited these qualities in such balance or to such perfection as the man Christ Jesus. Yet this is the kind of person that every Christian longs to be.

This, then, is the portrait of Christ, and so - at least in the ideal - of the balanced, Christlike, Spirit-filled Christian. We have no liberty to pick and choose among these qualities. For it is together (as a bunch of fruit or a harvest) that they constitute Christlikeness; to cultivate some without the others is to be a lopsided Christian. The Spirit gives different Christians different gifts... but he works to produce the same fruit in all. He is not content if we display love for others, while we have no control of ourselves; or interior joy and peace without kindness to others; or a negative patience without a positive goodness; or gentleness and pliability without the firmness of Christian dependability. The lopsided Christian is a carnal Christian; but there is a wholeness, a roundness, a fullness of Christian character which only the Spirit-filled Christian ever exhibits.

John Stott- From Baptism and Fullness (Downers Grove: IVP, 1976) p. 76