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sexta-feira, novembro 19, 2010

Tim Keller: Esperança para seu dinheiro.




1 Timóteo 6:6-10, 17-19:Mas é grande ganho a piedade com contentamento. Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele. Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes.  Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.
Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos;Que façam bem, enriqueçam em boas obras, repartam de boa mente, e sejam comunicáveis; Que entesourem para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam alcançar a vida eterna.
Esta passagem é uma das mais práticas e maravilhosas passagens que há na Biblia sobre qual deveria ser  a atitude da igreja a respeito do dinheiro. Nós temos visto nesta série para que a Redeemer é chamada a ser nesta cidade, e nós giramos em volta deste assunto. Uma semana nós falamos sobre a justiça para os pobres, outra semana nós falamos sobre ser uma comunidade de pessoas engajadas na vida dos outros num modo bem prático, e noutra semana nós olhamos para o que significa trabalhar, e o que  significaria trabalhar para o bem comum.
Em cada uma destas situações, nós giramos em volta do assunto sobre o que a Bíblia diz a respeito do dinheiro. Contudo, aqui nós vamos diretamente a este ponto. Se nós estamos querendo ser uma comunidade que Deus quer nós sejamos nesta cidade, nós temos que ser uma igreja cheia de pessoas que tenham uma atitude moldada pelo evangelho a respeito do dinheiro.
Isto começa em reocnhecer que o dinheiro pode ser uma armadilha- isto é o que dito no coração desta passagem. Os dois ontos pelos quais nós podemos esboçar alguma coisa do ensino desta passagem são: “Como o dinheiro é uma armadilha? “ e “Como escapar desta armadilha?”
DINHEIRO É UMA ARMADILHA.
Primeiro, olhando para os versos 9 e 10, duas frases muito famosas: “Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.” O verso 10 é um dos versos mais mal entendidos de toda a Bíblia. Quem nunca ouviu pessoas dizerem, “A Bíblia não diz que o dinheiro é raiz de todo mal?”. E todo nós podemos responder que “Não”. Ela não diz isto aqui.
Note que, primeiro de tudo, ela diz que o amor ao dinheiro, um desejo desordenado pelo dinheiro, é a raiz de todos os tipos de males. A razão para esta nuância é porque a Bíblia diz que bastante coisas positivas sobre dinheiro, riqueza e posses materiais. Alguma destas coisas vem desta passagem.
Na última parte do verso 17, ela diz que “ mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos”. Isto é  tomar o fato que a Bíblia não partilha da filosofia que diz que o corpo é ruim, que o material é ruim, e que o espírito é bom. Isto não é o que a Bíblia diz. Deus fez corpo e alma. Deus fez um mundo material. Isto é uma coisa boa e desfrutar confortos materiais e posses materiais é uma coisa boa. Não há nada de errado em ter estas coisas.
Não apenas isto, olhe para o verso 18. O rico não ordenado que ele deixe de ser rico. A eles é dito para ser rico em boas obras. Paulo está dizendo que se vocês são ricos e você estão envolvidos profundamente na vida de outras pessoas e nas necessidades de outros da cidade e assim por diante, isto é uma grande oisa. Vocês não não ter qualquer ensino que os diga, “se vocês são ricos e são cristãos, vocês devem parar com isto. Seria melhor vocês se desfazerem disto. Vocês precisam se livrar disto”. Não. Abraão, Jó e outros na Bíblia eram ricos pela bênção de Deus, e, como resultado, eles deveriam ser ricos em boas obras.  Há todos os tipos de afirmações sobre como ganhar dinheiro e ter dinheiro, riqueza
e os bens materiais na Bíblia.
E ainda, isto é o que é tão maravilhoso para mim nas Escrituras. Há uma afirmação maravilhosa sobre a riqueza material e dinheiro ao longo das linhas daquilo que muitas pessoas chamam pensamento capitalista. Contudo, há também maravilhosos avisos sobre o perigo espiritual do dinheiro, e como ele pode destorcer você, oprimir você, e ser um instrumento de opressão. Especialmente quando nós tomamos o livro de Tiago, há avisos sobre riqueza que vemos nos pensamentos anti-capitalistas. Entretanto, a Bíblia realmente não se encaixa neste mundo de categorias ou sistemas econômicos.
Em volta desta afrimação da riqueza existe um grande aviso: se você quer ser rico, se você tem um desejo desordenado para com o dinheiro, se você ama dinheiro, que seja você tenha isto ou não- não é apenas ter riquezas, mas ter o desejo por isto- o amor ao dinheiro é um armadilha. A palavra grega para armadilha se refere a um tipo particular de armadilha, era um nós usado para pegar passarinhos. Quando os pássaros caminhavam dentro deste nó, você amarravam eles e então vocês o tomavam. Isto era usualmente escondido para que o pássaro não o visse.
Quando você coloca esta palavra para armadilha junto com a palavra tolice- isto diz as pessoas que quem quer ser rico cai na tentação e dentro de muitos desejos insensatos e nocivos- a palavra tolice está batendo numa idéia hebraica bíblica muito importante, e isto é que um tolo é alguém que é sábio em seus próprios olhos. Um tolo é alguém que está em negação, cego desproporcionalmente e em auto-engano. Nós estamos dizendo que o dinheiro tem um tipo de força gira em torno disto- que não importa se você o tenha ou não tenha, o desejo por ele pode cegar você da realidade. Ele pode distorcer seu entendimento da realidade de uma forma séria e destruidora da sua alma.
Como pode ser isto? Existem duas maneiras que este texto nos diz: ele cega você sobre quem você é, e ele cega você sobre o quanto de dinheiro que você realmente tem.
Primeiro, ele cega você sobre quem você é. Note a declaração muito forte que há no verso 17. Ela não diz que algumas pessoas que são ricas tem uma grande cabeça. Ela diz:  “Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos”. Ele está assumindo isto como um problema. Ele não diz sugira, ele diz, manda aqueles que são ricos no mundo presente não sejam arrogantes.
Agora, por que isto aconteceu? Eu vou dizer para você por que. O evangelho é você é justificado pela graça- vocês são justificados por aquilo que Jesus fez. Contudo, o modo defeituoso do coração humano é que nós queremos justificar a nós mesmos. Nós queremos merecer isto. Nós queremos estar no controle. E quando a tendência natural do coração humano sobre a auto-justificação entra em contato com o sucesso financeiro- quando você começa a fazer mais dinheiro, quando você começa a subir na escada, quando você começa a ser bem sucedido e ter promoções- o que acontece? Quando você coloca o sucesso junto com esta parte do coração humano, você quase que automaticamente começa a generalizar seu sucesso em todas as áreas de sua vida.
Você foi bem sucedido em uma área da vida e você começa a ser esperto sobre outra área, qualquer que seja o campo, contudo,  a tendência natural do coração humano é generalizar,  e você começa a se sentir um expert em todas as áreas da vida humana. Riqueza tende a fazer de você superconfiante sobre sua própria intuição e palpites, porque seus palpites fizeram você rico, e, como resultado de seus palpites- sobre tudo, sobre relacionamentos- em todas as áreas você se sente como “eu sei”. Isto significa que você perde a habilidade de aprender. Você não é um discípulo mais, você não aprende mais. Primeiro, você estagna e então você começa a declinar, e você realmente não cresce como uma pessoa mais.  Isto é chamado de arrogância.
Uma das coisas muito ruins que acontece é que você começa a perder perspectiva sobre o que você realmente é. Você não aceita críticas. Por sinal, quanto mais rico você for, mais fácil é ficar alheio das críticas e não escutar nada. E isto é mortal. Como Bernardo de Clairvaux, um dos pais da igreja, uma vez disse: ver um homem humilde com prosperidade é uma das grandes raridades do mundo.
Esta é uma coisa dura que tenho que dizer, contudo, o fato é que quanto mais bem sucedido vocês forem, mais provavelmente você vai tomar sua superioridade de um campo estreito da atividade humana e assumir que isto significa que você é superior- ponto final. Isto acontece o tempo todo e Paulo diz, ordena aos ricos- sais de cheiro aqui- falem aos ricos, “vejam isto de perto! Parem com isto! Cuidado com isto!” Nós vemos, primeiro, que o dinheiro tem o poder de cegar você para quem você é.
Mas, por segundo, o dinheiro tem o poder de cegar você sobre o quanto você tem realmente. Ele diz que as pessoas que querem ficar ricas podem cair numa armadilha de desejos nocivos e insensatos. A palavra desejos é uma palavra que significa vícios – desejos excessivos, desordenados. Aqui tem uma conotação de vício.
Desejos viciados tem um efeito de tolerância. Qual é este efeito de tolerância? Se você é viciado em drogas, você vai descobrir que uma certa droga dá a você um sentido elevado ou de bem-estar. Contudo, com o passar do tempo, seu corpo começa a tolerar isto. Começa a se acostumar com isto, você então começa a precisar de mais e mais da substância para que tenha o mesmo efeito. Acontece a mesma coisa com dinheiro. Dinheiro pode ser uma armadilha, e uma armadilha são os desejos tolos e nocivos.
Aqui é como isto funciona. Quando você começa a fazer um pouco mais de dinheiro, você começa a se sentir apto para comprar coisas e fazer coisas que você não poderia antes. Estas coisas são luxúrias. Por que? Porque você conseguia viver sem elas há muito tempo, você conseguia viver perfeitamente sem elas.
Agora, quando você tem estas luxúrias, elas são deliciosas, mas o efeito de tolerância-você vivia sem elas, você poderia ter elas ou não- signfica que você se acostumou a utilizar-se delas. E o que acontece  de uma forma incrivelmente rápida é que estas luxúrias  se tornaram necessidades. Coisas que você não pode viver sem, que você não sabe ficar sem. Este é o efeito de tolerância. Você precisa de mais e mais apenas para se sentir normal.
Não apenas isto, quando você começa a fazer um pouco mais dinheiro e você começa a subir no mundo, você está apto a viver em lugares bacanas e ir a lugares legais. E a próxima coisa que você sabe, é que  você começa a se associar com uma fatia socio-economica mais alta. O problema é que dentro de cada faixa socio-economica existem variações, há sempre pessoas nesta faixa que estão indo melhores que você e vivem melhor que você. Você olha para elas e pensa, eu não tenho tanto dinheiro. Não importa quanto de dinheiro você tem, você sempre estará dizendo, eu não tenho tanto dinheiro assim, porque o efeito de tolerância e este tipo de condicionamento social vão pegar você. A razão pela qual você é preso na armadilha é que aquilo que era uma luxúria passou agora a ser uma necessidade: você tem que ter aquilo. Você deve.
E agora você está preso numa corrida de ratinhos, um ciclo de ganhar e ganhar. Por que? Para manter-se por cima, vivendo em custo que antes eram negociáveis e agora se tornaram inegociáveis, e como resultado você sempre se sentirá preso, como se você não tivesse o dinheiro suficiente para gastar.  Contudo você tem! Você se sente como se dificilmente terá dinheiro para viver. Mas você tem! Você quase sempre está melhor do que  pensa que está. Por que? Porque o dinheiro cegou você- o dinheiro tem o poder de cegar sobre o quanto você tem.
Esta é a razão porque Jesus teve de dizer como ele disse em Lucas 12:15:”Acautelai-vos e guardai-vos de toda espécie de cobiça”. Tome cuidado! Não seja enganado! Você sabe por que ele disse isto? Jesus falou sobre sexo e luxo e adultério, e não disse , Tome cuidado, você se deixe cair na tolice e na luxúria. Você sabe por que?
Através dos anos, um monte de pessoas vieram a mim dizendo que estavam cometendo adultério, ou elas tinham confessado que tinham problemas com pornografia ou com luxúria. Nunca em todos estes anos, teve alguém que veio e disse: Pastor, eu sou ganancioso, eu gasto muito comigo mesmo. Coisas que antes eram luxos agora são necessidades. Eu estou gastando muito dinheiro. Eu sou materialista. Me ajude!
Anos atrás, eu estava fazendo uma série de conversas num estudo bíblico para homens, e era sobre os sete pecados capitais. Cada semana eu cobria um dos pecados. Numa semana eu falei sobre a raiva, outra sobre a luxúria e assim por diante. Minha esposa, Kathy, me disse que na semana que falei sobre a ganância foi a menor audiência, e ela estava certa. Você sabe por que? Porque ninguém acha que isto é verdade para eles.  Quando você está cometendo adultério, quando você está usando pornografia, você que está cometendo adultério. Você sabe que está usando pornografia. A razão por qual Jesus tinha que dizer:”Acautelai-vos e guardai-vos de toda espécie de cobiça” é porque você nunca sabe quando você é ganancioso. Você não sabe. Você está cego para isto. Você diz, eu não sou ganancioso, eu não gasto um monte de dinheiro. Realmente, eu estou preso. Você está viciado. Você está cego. Você está se auto-enganando.
Adivinhe só? Você não ousar sentar aqui e dizer: mas, eu não tenho dinheiro suficiente para aquilo que é verdadeiro para mim, porque os versos 6 a 10 são para pessoas que não tem o tanto de dinheiro mas que querem ter este tanto. (Versos 17 a 19 são para as pessoas que possuem um monte de dinheiro). Dinheiro pode envenenar sua vida, seja pela sua ausência ou pela sua presença. Porque se você não o tem, você inveja as pessoas que tem, e fica resentido com as pessoas que possuem- ou mesmo se você apenas bate em si mesmo porque todas as pessoas que vão com voc~e na escola estão muito melhores que você- este tipo de auto-piedade mostra que o dinheiro é uma armadilha.
ESCAPANDO DA ARMADILHA.
Existem três disciplinas aqui. E elas não disciplinas diferentes, cada uma delas você tentar individualmente, mas se elas devem operar todas juntas. Elas são contentamento, graça e simplicidade.
O primeiro passo para escapar da cilada é o contentamento. Este é o como você escapa da armadilha do dinheiro. O verso 6 diz grande ganho é o contentamento com a piedade. A palavra ganho significa riqueza. É uma palavra que significa mega-riqueza. Paulo está dizendo que o contentamento piedoso é a riqueza real – e contentamento significa a habilidade para ser completamente feliz  e contente não importanto suas circunstâncias.
De fato, a palavra que ele usou aqui é uma palavra que os filósofos gregos daquele tempo consideravam a maior virtude, porque eles acreditavam que a virtude mais alta era sua paz interior ser completamente independente das circunstâncias. Contentamento significava que não importa o que está acontecendo no mundo lá fora- não importa o que está ocorrendo em Wall Street, não importa para você fisicamente ou financeiramente, não importa quão tempestuosa está a situação- você pode olhar e sorrir, porque você tem paz interior e sua condição interna não está baseada nas circunstâncias sobretudo. Esta é a palavra que Paulo usa aqui, e isto, ele diz, é a real riqueza.
Você sabe por que Paulo diz isto? Nós imaginamos que riqueza é um jeito pelo qual nós nos sentimos salvos e seguros. Uma razão pela qual nós queremos ser ricos- e há muitas, contudo esta é provavelmente a principal- é nós nos sentimos que a riqueza nos fará seguros e salvos. Nós podemos perder nosso emprego, isto pode acontecer. Contudo, isto não importará se nós tivermos um monte de dinheiro, muitas reservas, muitos investimentos, um portfólio diversificado de vários tipos de ações. Então, não importa o que acontece fora no mundo e não importa quão tempestuoso isto seja, nós podemos sorrir. Nós nos sentiremos seguros. Nós nos sentiremos salvos. Não é este o caso? Não é por isto que nós temos medo de dar dinheiro nos níveis que Bíblia nos manda dar? Não é egoísmo, é o medo. É a ansiedade, porque sentimos que é isto  o que vai fazer-nos seguros.
Mas essa visão não funciona. Isso é o que Paulo está tentando dizer. Se você acha que a riqueza material,  a riqueza mundana,  é a maneira de ser  contente e de  se sentir seguro, você está errado. Por uma questão de fato (eu sei isso como um pastor, trabalhando com as pessoas por anos, e se você é um conselheiro que você certamente sabe isso), muita gente pensa, "Se eu tivesse feito muito mais dinheiro, eu iria gostar mais de mim. "Na verdade, acontece o aumento da suas auto-dúvidas. Um monte de pessoas dizem: "Se eu ganhasse mais dinheiro, as pessoas iriam gostar de mim, e meus relacionamentos seriam melhores”. Na verdade, isto complicaria seus relacionamentos. E as pessoas sempre dizem, Mas, se eu tivesse um monte de dinheiro, então eu me sentiria salvo. Na verdade, você estaria mais preocupado do que nunca esteve, porque você teria muito mais para perder.
Paulo diz se você relamente quer a verdadeira riqueza, isto é ele diz se você quer se sentir seguro de modo que você pode sorrir na tempestade não importanto o que aconteça, você precisa conhecer Cristo e saber que você conhece Cristo. Esta é a razão pela qual Paulo diz em Filipenses 4:11-13: “porque já aprendi a contentar-me com o que tenho.Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade.Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece”.
Como isto funciona? Você pensa que se você tivesse um monte de dinheiro, você poderia finalmente gostar de si mesmo. Se você quer gostar de si mesmo? A Bíblia diz que em Jesus Cristo nossos nomes são escritos no céu –Ap. 3:5-. O que isto signifca? Isto quer dizer que seu nome está nas alturas. Seu nome foi gravado. Você tem um nome que vai durar para sempre. Isto significa isto, se você pertence a Cristo, sua fama irá durar após esta vida mais do que as mais famosas figuras desta terra.
Ou você diz, Mas se eu tivesse dinheiro, então eu me sentiria salvo. Anos atrás, Jonathan Edwards (quando ele apenas tinha dezoito anos de idade!) pregou um sermão chamado a Felicidade Cristã, ou, como é as vezes chamado, o contentamento cristão.
Ele disse neste sermão que existem três razoes por que qualquer crente que conhece Cristo, e sabe que conhece a Cristo pode ser completamente feliz e contente. As três razoes são: suas coisas ruins serão transformadas em coisas boas, suas coisas boas nunca poderão se afastar de você e as melhores coisas ainda estão por vir.
Primeiro, suas coisas ruins se transformaram em boas. Se Deus está com você, então, ele mesmo que odeia o mal no mundo e odeia o sofrimento no mundo e os problemas e males desta vida no mundo- Romanos 8:28 diz que ele vai encontrar um jeito de andar com você através deste mundo, de modo que mesmo as coisas ruins terão bons efeitos na sua vida e no seu coração, em muitos aspectos.
Segundo, suas coisas boas não serão tomadas de você. O que são suas coisas boas? Você foi adotado para a família de Deus. O espírito santo foi colocado dentro da sua vida e está, eventualmente, transformando você em um ser glorioso- algo muito maior que suas aspirações ou qualquer coisa que você possa imaginar que será.
No sistema sacrificial do velho testamento, o sumo sacerdote ia diante do trono de Deus, ele tinha uma couraça. No peitoral havia pedras preciosas e sobre elas estavamescritos os nomes dos filhos de Israel (Exodo 28:9-12). Quando a Biblia fala sobre Jesus Cristo ser o nosso sumo sacerdote (hebreus 7:11-10,18, por exemplo), isso significa que de alguma forma seus nomes estarão escritos no coração de Jesus Cristo, e quando o Pai olha para você e seu nome, ele vê uma jóia de absoluta, absoluta beleza. E isso é verdade agora.
Veja, suas coisas boas não podem ser tiradas de você. O que são as coisas boas? Adoção, justificação, santificação, glorificação. Estas coisas não podem ser tiradas – nunca.
Terceiro, as melhores coisas ainda estão por vir. O que isto significaria? Quando Paulo diz, eu tenho aprendido a ser contente em todas as circunstancias, vamos relembrar quem está dizendo isto. Quando você e eu lutamos por contentamento, nós estamos tentando ser contentes na frente do nossos patrões ou em face de um trabalho ou mesmo das nossas contas, Paulo esta diante de tortura e morte. E você sabe o que estava dizendo? Ele dizia, Quando eu vejo a morte iminente, quando eu vejo tortura, quando eu vejo trinta e nove acoites, quando eu vejo aprisionamento, isto não me incomoda (cf. 2Co 11:25-30). Por que? Porque o que é que a pior coisa deste mundo pode fazer para você? Você pode morrer- uma morte prematura, trágica e dolorosa.
Mas adivinhem só? George Hebert , o grande poeta, diz que a morte costumava ser um carrasco, mas o evangelho fez dela, um jardineiro. Quando Paulo diz, o morte, onde está seu aguilhão? O túmulo, onde está sua vitória? (1Co 15:55), o que ele está fazendo? Ele está dizendo para a morte- na, na, não. Venha morte, vai em frente e de seu melhor tiro.
De fato, George Hebert tem esta grande linha em seu poema. Um dialogo-hino, onde o cristão tem um dialogo com a morte e, finalmente, o crente diz que tudo que ela pode fazer é deixa-lo melhor que antes.
Então, o que Paulo está dizendo? Você quer se sentir seguro? Você quer se sentir salvo? Você quer olhar para fora e dizer que realmente não importa quão tempestuosa é a vida, é para apenas um sorriso? Você quer ter a paz que vem de dentro e não de circunstâncias externas? Conhecer a Cristo, e saber que você sabe de Cristo "Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece. Estou absolutamente contente ".
Você precisa de contentamento. Sem satisfação, sem uma riqueza interna espiritual e contentamento- o dinheiro vai destruí-lo.
A segunda coisa que precisamos a fim de escapar da armadilha do dinheiro é de graça. Você diz, "eu acredito que um monte de coisas, mas eu não sinto o contentamento. Acredito que tudo o que sobre Jesus, mas posso dizer que estou muito ansioso. Quando eu olho para as circunstâncias, eu não posso sorrir na tempestade. "
Aqui está o que você tem que fazer. Você precisa levar o evangelho da graça e da justificação e da aprofundá-lo em seu coração, pedindo ao Espírito Santo para fazê-lo existencialmente real para você, até o contentamento cresce.
Deixe-me dar um exemplo. O versículo 6 diz: "piedade com contentamento é grande ganho", e, em seguida, o versículo 7: "Porque nada temos trazido para o mundo, e nada podemos levar dele." Agora, este é um versículo interessante. O que Paulo está dizendo aqui?
Comentaristas apontam que Paulo é basicamente citando Jó. Jó teve uma série horrível, trágica de acontecimentos nos quais todos os seus filhos e toda sua família foram mortos, e toda a sua riqueza foi tirada. E, em face do sofrimento inacreditável, Jó se levantou, e não existe expressão de mais incrível equilíbrio diante do sofrimento, por que ele diz, como você pode se lembrar: "Nu vim ao mundo e nu sairei . O Senhor o deu e o Senhor o tirou. Bendito seja o nome do Senhor "(Jó 1:21).
Isso é o que Paulo está falando aqui - "Nu saí para o mundo e nu sairei." Nudez "na Bíblia é muito mais do que apenas nudez. A nudez é a vulnerabilidade. A nudez é a falta de defesas. Aqui está o que ele está dizendo. Você está nu. Você entra nu no mundo, um pequeno bebê que é completamente indefeso, totalmente inseguro e vulnerável. E uma pessoa idosa que está perto da morte é tão impotente e indefeso quanto um recém-nascido. E nada pode mudar isso. Nada.
Então, enquanto estamos aqui, por que estamos correndo ao redor tentando conseguir bens materiais? Por que estamos tentando fazer investimentos? Por que estamos gastando tanto tempo para sermos bem sucedidos? Por quê? É porque nós estamos tentando cobrir a nudez. Essas coisas são folhas de figueira. Estamos tentando cobrir aquela sensação de vulnerabilidade. Nós estamos tentando dizer, "Eu quero estar no controle. Eu não quero me sentir indefeso e vulnerável. Eu não quero me sentir nu. "
Estamos tentando nos cobrir, mas adivinhem? O que Paulo está dizendo, que a Bíblia diz é "Você não pode." Como você está morrendo, é possível que tente levantar recursos para evitar isto, mas isso não está acontecendo com você. Eles vão ficar no caixão e você não estará lá. Você está nu. Nós estamos todos nus, basicamente, portanto, não há absolutamente nenhuma segurança.
A menos que - você sabe que Jó queixou-se que ele não viveu uma vida ruim, e ele queria saber por que ele estava sofrendo. Ele diz: "Eu sou um sofredor inocente." Mas a partir da perspectiva do Novo Testamento, sabemos que houve apenas um sofredor inocente. Há apenas um Jó real. Jesus Cristo, a única pessoa que não merecia o sofrimento em todos, foi despido na cruz. Ele tornou-se absolutamente vulnerável. Ele perdeu toda a sua paz interior. Ele ficou rugindo em agonia no jardim do Getsêmani e na cruz: "Meu Deus, meu Deus, porque me desamparaste "(Mateus 27:46)
Por que ele experimentou nudez ? Por que ele sentiu a vulnerabilidade absoluta, que a perda absoluta da paz? Então, você poderia ser vestido. Então você poderia estar seguro. Assim você poderia ter paz roupas e da segurança e a paz de saber que a salvação de Deus, o perdão de Deus, a justiça de Cristo foi vestidos em você, sua adoção, sua santificação, a sua justificação. Essa é a verdadeira riqueza que não pode ser tirado, e é a roupa você e que te cobre.
Essa é a razão pela qual John Newton diz que você pode cantar esta canção:

Seu amor, nos últimos tempos,
Proíbe-me a pensar
Ele vai me deixar na última
Com problemas para afundar.
Através da oração, deixe-me lutar,
E ele irá executar;
Com Cristo no reservatório,
Eu sorrio na tempestade.

Ao ver Jesus Cristo a morrer por você, você sabe o que isto diz sobre ele? Jesus perdeu seu trono do Pai- ele perdeu a sua glória, ele perdeu seu poder, tornou-se vulnerável. Ele perdeu tudo por nós- por nós! Isso significa ele valoriza mais você e eu mais do que essas coisas! Isso significa que você é o seu tesouro. E quando você vê ele fazendo tudo isso para você, quando você vê fazendo de você o seu tesouro, então, que fará dele o seu tesouro.
Deixe a beleza do que ferir seu coração. Quando você vê como o seu tesouro, vai finalmente ser rico. Você terá finalmente a única riqueza que permite que você sorrir para a tempestade.
A terceira coisa que precisamos a fim de escapar da armadilha do dinheiro é a simplicidade. Paulo diz aqui, algo que é muito importante. Ele diz que quando você tem esse conhecimento de sua nudez, aparte de Cristo, esse conhecimento do que Cristo fez por você, quando você entende isso e você já não têm medo, quando você perde dinheiro medo se torna uma ferramenta. Já não é a sua segurança. Já não é a sua salvação. É uma ferramenta. E quando
torna-se uma ferramenta, algo bom aconteceu!
No versículo 8, Paulo diz que, se temos comida e roupas, estamos contentes com isso. Quando você olhar para o versículo 8, ele parece que ele está dizendo que se você é um cristão, você deve viver em pobreza voluntária de alimentos e vestuário, ponto final. Mas depois que você começa com o versículo 18, onde diz se você é rico, "ser rico em boas obras." Espere um minuto, como conciliar o versículo 8 e o versículo 18 juntos?
A resposta, creio eu, é isso. Paulo está realmente dizendo que no seu coração, não importa onde você mora, não importa onde você está na escala socioeconômica, você nunca deixou de luxo tornaram-se necessidades. Está sempre contente com o estilo de vida simples.
Todas as coisas que outras pessoas consideram as necessidades em sua faixa de renda e em sua vizinhança e em seu campo profissional, você sabe que não são. (Precisamos de cristãos que vivam em todos os lugares pelo caminho. Todos os cristãos não podem viver um pobreza voluntaria, porque, então, existiria classes sociais onde não existiriam cristãos. Isso não pode acontecer-Deus quer que você vá em todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.) Mas em sua vizinhança e em seu ramo social, o evangelho impede de você cair na armadilha da ilusão e do auto-engano. Todos os seus amigos e vizinhos, e todos em torno de você olhar para certas coisas que acham que são necessidades, mas você sabe que elas são luxos. Isso significa que todos os cristãos vivem no extremo inferior da seu ramo social, para que eles possam dar um monte de seu dinheiro.
Quando o versículo 18 diz: "se você está fazendo dinheiro, verifique se você está compartilhando o que você tem". Isto significa que quanto mais você subir em todo o mundo, mais você subir na sua profissão, mais dinheiro você acumular, maior será a distância deve haver entre o modo como você pode viver e como você faz. Posso dizer isso de novo? Quanto mais velho você ficar, o mais bem sucedido você ficar, mais dinheiro você ganhará, se você é um cristão e tem sido moldada por o evangelho, maior será a distância deve haver entre o modo como você pode viver e como você vive.
E se nós nos tornamos uma congregação de pessoas que vivem assim, que uma arma secreta que vamos ser para o bem nesta cidade!
Seu amor, nos últimos tempos,
Proíbe-me a pensar
Ele vai me deixar na última
Com problemas para afundar.
Você quer ser seguro?
Através da oração, deixe-me lutar,
E ele irá executar;
Com Cristo no reservatório,
Eu sorri para a tempestade.
Vamos orar.

Nosso Pai, obrigado por nos dar um tempo para olhar para o que o Evangelho pode fazer para os nossos corações em relação ao dinheiro e as posses. Muito obrigado por nos dar este entendimento. Senhor, estamos com medo. Temos medo de confiar em você. Estamos com medo de realmente descansar na segurança real, e como resultado, ainda não estamos tão generoso quanto nós poderíamos ser como deveríamos ser. Pai, nós oramos tão diligentemente, agora que o Espírito Santo trabalhe em nossas vidas, fazendo graça de Jesus, seu sofrimento inocente para nós, a sua vulnerabilidade para nós, tão real para nossos corações que podemos finalmente ver que estamos seguros. Estamos seguros nele. E então nós podemos dar o nosso tempo. Podemos dar o nosso dinheiro, e podemos chegar aos outros e ser os servos que seu filho foi para nós. Nós pedimos tudo isso em nome de quem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate para muitos, Jesus Cristo. Em seu nome oramos, amém.
Copyright © 2010 by Timothy Keller, Redeemer Presbyterian Church. This transcript is based on the audio recording and has been lightly edited. The original was part of the Renew Campaign in Fall 2009, and can be found at http://renew.redeemer.com.
We encourage you to use this material for study and ministry purposes. If you would like to use quotes or key concepts in a sermon or other ministry resource, please provide credit to the original.

domingo, julho 25, 2010

Tim Keller: Notas de Pensamento sobre a oração diária.

 

Existem três tipos de oração eu tento encontrar tempo em todo dia- meditação (ou contemplação)petição e arrependimento. Eu me concentro nas duas primeiras toda manhã e na última toda noite.

Meditação é atualmente um terreno mediano ou um “blend” entre leitura bíblica e oração. Eu gosto de usar o método contemplativo de Lutero que ele demonstrou em sua famosa carta sobre a oração que ele escreveu ao seu barbeiro. O método básico é este- tome uma verdade das Escrituras e pergunte três questões sobre ela. Como isto me mostra algo sobre como adorar a Deus? Como isto me mostra algo sobre o qual devo confessar? Como isto me mostra algo que eu preciso pedir para que Deus faça? Adoração, confissão e súplica. Lutero propõe que nós fiquemos meditando nisto até que nosso coração se torne aquecido e debaixo do senso da realidade de Deus. Geralemente, isto não acontece. Ótimo. Nós nem sempre oramos para nos sentirmos melhor ou ter respostas, mas, para que honremos a Deus por quem Ele é em si mesmo.

Há dois tios de leitura da Bíblia que eu tento fazer. Eu leio os salmos todo mês utilizando o Livro da Oração Comum. Eu também leio a Bíblia usando o calendário de leitura de Robert Murray M´Cheyne. Eu pego a versão mais fácil- dois capítulos por dia, que contabilizam que você vai ler o Antigo Testamento a cada dois anos e o Novo Testamento todo ano. Eu faço a leitura proposta por M´Cheyne e alguns salmos na manhã, e leio alguns salmos a noite. Eu escolho um ou duias coisas dos salmos e os capítulos de M´Cheyne para meditar sobre, para concluir minhas meditações matinais.

Além da oração matinal (M´Cheyne, Salmos, meditação e petição) e a oração noturna( salmos e arrependimento), eu procuro sempre que possível tomar cinco minutos no meio do dia para fazer um inventário espiritual, seja relembrando as idéias mais espiritualmente radiotivas que vieram na devoção matinal, ou por dando uma rápida olhada para meus maiores pecados e ídolos. Eu faço isto para ver como estou indo até ali naquele dia, se tenho tido más atitudes tais como orgulho, frieza e dureza de coração, ansiedade e maldade. Se eu vejo a mim mesmo indo errado, a oração no meio do dia pode pegar isto. O problema com a oração no meio do dia é achar um tempo para ela, já que cada dia é diferente. Tudo que eu preciso é estar sozinho por cinco minutos, mas isto, às vezes, é imposssível ou mais frequentemente, eu posso esquecer. Contudo, eu carrego um pequeno guia para oração no meio do dia em minha carteira que eu posso tirar e utilizar.

A última forma de oração que eu faço diariamente é a oração com minha esposa, Kathy. Acerca de 9 anos atrás, Kathy e eu contemplamos o fato que nós tinhamos falhados em orar juntos através dos anos. Então Kathy me exortou desta forma: “ E se o nosso doutor falasse para nós que nós tinhamos uma condição séria no coração que no passado seria fatal. Contudo, agora há um remédio que, se nós tomarmos toda noite, ele nos manterá vivos por muitos anos. Contudo, você não pode deixar de tomá-lo nem por uma noite só, ou você morrerá. Se nosso doutor nos contasse isto e nós acreditassemos nele, nós nunca iríamos deixar de fazer isto. Nós nunca iríamos dizer, oh! esqueci de tomar isto”. E por algumas razão, a ficha cairia para nós dois, e nós não poderíamos deixar de lembrar disto todas as noites. Mesmo se nós estívessemos longes um do outro, sempre haveria um telefone para lembrar. Nós oramos de forma muito, muito simples- apenas alguns minutos. Nós oramos para aquilo que nós mais tememos como um casal, ou alguém ou alguma coisa em nossos corações todos dias. E nós oramos pelas necessidades de nossa família. É isto. Simples, mas contudo, tão bom.

É muito díficil permanecer com este regime, especialmente quando estou viajando. Contudo, de vez em quando eu fecho para balanço num período de 40 dias em que eu me esforço para cumprir cada um dos espaços de tempo de oração de todo dia. Isto cria habitos em minha mente e meu coração que ficam em mim, então mesmo quando for ocasiões em que estou muito ocupado, eu acho que sou capaz de ficar com algumas de minhas disciplinmas, e não me deixo ficar frio e duro para com Deus.

Robert Murray M'Cheyne ficou conhecido por dizer aos ministros, “que nossa gente mais precisa de você é sua santidade pessoal”.

domingo, fevereiro 28, 2010

Tim Keller: Oração centrada no Reino

Desenvolvimento de uma equipe de oração centrada no Reino.
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A oração centrada no Reino não é meramente instintiva, senão guiada pelo Espírito, não centrada no homem, mas em Deus, não é responsiva as necessidades particulares senão ao serviço do reino, não é sentimental, mas, baseada nas Escrituras, não é solitária, mas, comunitária, não é tímida mas atrevida , nem tampouco é uma passiva resignação senão uma ativa cooperação. A oração centra no reino é o clamor reverente dos filhos adotados de Deus capacitados pelo Espirito Santo em favor da gloria de Deus por meio de persistente pedir as nações como sua prometida herança.
Archie Parrish, Kingdom-centered Praying, MNA Conference 2000
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Estas são três qualidades de uma oração que opera na renovação.
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1.Se concentra na presença e no reino de Deus. Jack Miller nos explica a diferença entre oração de manutenção e reuniões de oração de frente de batalha. As reuniões de oração de manutenção são curtas, mecânicas e totalmente enfocadas nas necessidades físicas dentro da igreja. Contudo, as reuniões de oração de frente de batalha tem três características básicas: 1. Um pedido por graça para confessar os pecados e humilhar-se. 2. Uma compaixão e desejo pelo florescimento da igreja e o evangelismo dos perdidos, e 3. Um desejo fervoroso por conhecer a Deus, ver seu rosto e contemplar sua glória. Estas não são meras declarações. Alguém pode distinguir claramente quando está de frente de uma reunião deste tipo. Ainda mais, é interessante estudar as orações bíblicas pelo avivamento como as de Atos 4, Exodo 33, ou Neemias 1. Ali vemos claramente estes três elementos. Por exemplo, note-se que em Atos 4, os discípulos, cujas as vidas estavam debaixo de ameaças, não pediram por proteção por si mesmos ou suas famílias, senão por coragem para seguir pregando.
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2.É audaz e específica. Lloyd-Jones nota que os mais grandes homens eram audazes ao orar, muito específicos e tinham argumentos em suas bocas. Ao comentar a oração de Moises pela gloria de Deus em Exodo 33, escreve: “Os recomendo a leitura da biografia de homens que tem sido usado por Deus na igreja através dos séculos, especialmente em avivamentos. E verão esta mesma audácia santa, este argumento, raciocínio, elaborando a causa para Deus, reclamando suas promessas. Oh, este é o segredo da oração, penso as vezes. Thomas Goodwin usa um termo fabuloso. Diz, “Pleitei por Ele, demande por Ele. Não O dê descanso. Incomode-O, para ser possível, por Ele, em Suas promessas. Cita as Escrituras. E, como sabes, a Deus, é agradável que o queremos, como um pai gosta quando seu próprio filho obviamente tem estado escutando o que o pai tem está dizendo”.
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3.É predominantemente, corporativa.
Com isto, queremos dizer que simplesmente a oração deve ser constante, não esporádica e breve. Por que? É que pensamos que Deus que nos rastrear? Por que não pedir e aguardar simplesmente? A razão é que não temos sido tão impertinentes. As orações esporádicas e breves demonstram que não temos dado tempo a Ele. Mostra nossa falta de dependência, uma dependência completa nele, somente assim teremos levantado um altar onde Deus pode honrar com seu fogo. Devemos orar sem cessar, extensamente, duramente, e veremos que o mesmo processo é o trará a fazer o que pedimos: que nossos corações se derretam, que as barreiras se caiam, que a gloria de Deus desça.
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Recrutamento de companheiros de oração.
Os plantadores de igrejas que se dedicam a oração. Assim mesmo, buscam outros por quem quer orar e com quem quer orar. Para poder recrutar e manter uma equipe de oração, o plantador de igreja deve estar comprometido em comunicar a visão, pedir e responder.
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Manual para plantadores de Iglesias, p. 127-128

sábado, fevereiro 27, 2010

Tim Keller: Igreja Missional


Lesslie Newbigin foi um missionário britânico que foi a India na década de 50. Quando saiu da Inglaterra, a igreja ocidental, entretanto, se relacionava com a cultura, era o que se chamava de cristandade. As instituições da sociedade cristianizavam as pessoas por meio de estigmatizar toda outra conduta ou crença que não fora cristã. A igreja reunia as pessoas e as desafiava a um compromisso cristão pessoal.

Quando Newbigin chegou a India encontrou que as igrejas não apoiavam financeiramente as missões, nem levavam adiante a tarefa missionária (como se poderia dizer que faziam as igrejas ocidentais) sem que eram missionais em todo aspecto. Ao estar em uma cultura não cristã não poderiam simplesmente colocar em compromisso as pessoas cristianizadas. Antes, bem deveriam adaptar cada aspecto de sua vida eclesiástica: adoração, pregação, vida comunitária, discipulado a um mundo não cristão.

  1. Já que todas as visitantes a um culto de adoração não seriam cristãos, toda sua adoração e pregação se ajustava a eles.
  2. Como os membros da igreja deveriam viver suas vidas de acordo com valores radicalmente diferentes do resto da sociedade, o discipulado e o treinamento não somente os equipava para responder as perguntas e compartilhar a fé, como também que deviam conjugar os padrões de conduta pessoais e corporativos cristãos que colocariam em evidencia para a sociedade como é viver o Reino de Deus.

Quando Newbigin se jubilou do campo missionário na década de 1980, então, se encontrou com uma cultura ocidental que se havia convertido em muitas maneiras firmemente resistente ao evangelho como qualquer outra sociedade do mundo, contudo as igrejas não se haviam adaptado a esta nova situação.

Seguiam pregando em uma linguagem que somente as pessoas cristianizadas poderiam compreender.

Continuavam criando uma atmosfera que somente as pessoas tradicionais e conservadoras poderiam sentir-se confortável.

Seguiam discipulando as pessoas concentrando-se em suas habilidades individuais para conduzir suas vidas privadas – estudo bíblico, oração) e não para poder viver suas vidas com uma distinção cristã em um mundo secular, nas arenas publicas da política, artes, negócios e outras.

O esforço da Redeemer para ser missional.

Transação. Que é a Redeemer? Redeemer é um esforço imperfeito para ser uma igreja missional na cidade de Nova York. Com isto queremos dizer, em primeiro lugar, que não pensamos que nossos amigos céticos (do cristianismo) ao nosso redor são geralmente conservadores em seu modo de pensar. (Por sinal, não os são). Tampouco, pensamos que uma pessoa deve ser convencional, formal e conservadora para poder chegar a ser cristã. Portanto, em segundo lugar, queremos dizer que absolutamente todo o que fazemos deve ser missional, comprometido completamente em mostrar a beleza do evangelho ao mundo que nos rodeia.

Evidência: Redeemer recebe constantemente novas pessoas. Em cada parte e aspecto da igreja temos pessoas que ainda não crente ou que estão peregrinando espiritualmente, todavia, quem esta evangelizando? O interessante é que cada membro do pessoal da igreja esta envolvido na educação, treinamento, nutrição e apoio dos crentes. Nenhum membro de nosso pessoal tem a tarefa de ir e ganhar os perdidos. Como é então que há tantos interessados no evangelho vindo a nossa igreja, mais do que é visto em qualquer outra congregação? Se deve, em certo grau, que a igreja mesma tem um formato missional. Não quer dizer que todo que nos fazemos seja desenhado com a intenção de converter pessoas, senão que cada parte da igreja tem sido contextualizada e adaptada para ser um povo cristão que transpira o evangelho em cada serviço as pessoas de uma cultura não cristianizada que tem sensibilidades modernas e pos-modernas.

Elementos de uma igreja missional

  1. lideres que amam a cidade

a. uma atitude positiva faz a cidade. Não a condenamos, nem simplesmente a afirmamos tal como está. Não sentimos temor e nem tampouco somente sentimos lastimas por seus problemas. A amamos. Isto se transforma em uma relação recíproca. Os lideres devem humildemente aprender e respeitar a cidade de nova York e sua gente. Os lideres devem sentir-se entusiamados e enriquecidos pela cidade, não sentir-se sobrecarregados por ela.

b. um desejo de viver entre as pessoas que servem: 1. Fator comum, os lideres de igrejas pobres vivem em bairros melhores, os lideres de áreas afluentes vivem em bairros mais baratos. 2. Por que? Porque o residir nas comunidades onde devem ministrar envolvem sacrifícios e a necessidade de perder uma inconsciente sensação de superioridade – sobre o pobre como pela ignorância do rico-. 3. Dessa maneira os lideres não podem entender as pessoas que querem servir.

O evangelho re escreve a historia da cultura.

a. Conteúdo: 1. A principal dinâmica: devemos entrar e então re escrever a historia da cultura a luz do evangelho. Isto é diferente de assimilar-se ou confrontar a cultura. A. “entrar quer dizer ter uma simpatia bíblica pelas aspirações da cultura. Ou seja fazer uma imersão na literatura, arte, linguagem das pessoas e a cultura e ter o desejo de ressoar aquilo que é bom e valido, sem deixar de passar todo pela malha da Bíblia. B. então, e somente então, pode re escrever a historia. Com isto queremos dizer que mostramos como o evangelho de Cristo responde/completa as historias e aspirações melhor que tudo. 2. Quais são algumas das historias em nossa cultura pos moderna? A. liberdade da opressão, oposta a tradicional historia do bom filho. A distinção bíblica é que o evangelho provê a liberdade dos ídolos versus a escravidão religiosa ou irreligiosa a que alguém esta submetido. B. a abertura a todo em oposição ao tradicional nacionalismo. A distinção bíblica é que o evangelho nos capacita para receber abertamente a todos, invés de inclusivismo simplista, que é injusto ou exclusivo. C. Mais neste sentido: a verdade encarnada versus regimes de verdade ou não verdade. Identidade versus fraturação e o poder opressor. Exemplo: o desafio por definir o pecado biblicamente em termos de relações e escravidão, o que tem eco em nossa cultura circundante. B. Modo: 1. “Conversacional” versus retórico- grande antipatia pela verbosidade, ou pelo estilo muito eloqüente ou qualquer outra coisa que dê uma idéia de ser controlada ou forçada. 2. Irônico, gracioso versus sentimental ou cínico. 3. Pregação redentora-historica versus expositiva/ tópica. Nem moralista nem inspiradora.

Falar o vernáculo.

  1. Geral – Sempre espere ser ouvido. Fale com se toda a comunidade estivera presente, não somente por aqueles que tem nos assentos. Por que? 1. Porque os cidadãos da pos modernidade provam o cristianismo através de dezenas de mini-decisoes. Qurem ver primeiro como funciona. 2. Fale desta maneira e os cristãos sentirão a liberdade de incluir os eventos da igreja como parte de sua estratégia para fazer amigos. De outra maneira simplesmente, não os tomarão em conta.
  2. Específico: tenha em mente que todo isto deve fluir de um coração transformado pelo evangelho, de outra maneira será pura artimanha e jogo de mercado: 1. Evite a linguagem tribal: use linguagem simples e acessível em vez de eloqüência estilizada – a linguagem da oratória faz que as pessoas se sintam excluídas, e o vocabulário técnico- termos doutrinais/bíblicos sem explicações. 2. Evite a mentalidade internista, falando dos crentes como se fossem especialmente diferentes ou fazendo declarações cínicas sobre outras religiões ou outros estilos de cristianismo. 3. Evitar citar a Bíblia ou explicar tema como um tomo que qualquer pessoa inteligente deveria saber isto décor, tenha cuidado como repete citações de autoridades. 4. Constantemente antecipe e refrei-se em temas, objeções e reservas que os céticos ou aqueles que estão em uma peregrinação espiritual com o maior respeito e compreensão. Novamente o evangelho, se o evangelho esta afetando sua vida, você terá uma profunda compreensão por aqueles que estão lutando por crer. Nunca tenha uma pose de superioridade.
  3. Atitudes e sentimentos: 1. As pessoas tradicionais da classe media valorizam a privacidade, segurança, homogeneidade, estabilidade, sentimentalismo, espaço,ordem e controle. A cidade esta cheia de pessoas diversas, irônicas, e ultra progressistas que absolutamente não compartilham estes valores. Ainda assim, devemos gostar deles e aprecia-los. Necessitamos forjar uma saudável voz cristã irônica que seja gozosamente realista antes que sentimental, pomposa ou inspiracional, emocionalmente manipuladora. 2. Os cristãos expressam suas emoções de uma maneira que muitas vezes distanciam os não cristãos. Se devemos estar ombro a ombro com pessoas que se encontram em diferentes níveis em sua peregrinação devemos cuidar de não nos deixarmos levar por nossas emoções. Ou seremos como atletas deixando para trás os descapacitados físicos em uma corrida. Não seja autocomplacente na adoração.

Ministério contra intuitivo e de ações.

  1. As pessoas no mundo secular tem uma forte convicção de que religião é realmente poder social. Necessitam localizar cada igreja em algum lugar no espectro ideológico do liberalismo de esquerda ou no conservadorismo de direita.
  2. o evangelho faz que a igreja não pode ser encerrada em uma só categoria. 1. A justificação por meio da fé traz mudanças psicológicas profundas e poderosas, ainda que pecador, sou aceito. Isto converte as pessoas. Minhas cadeias caíram, meu coração é livre, me levanto e sigo a Ti. 2. Por outro lado, o evangelho da cruz e do reino traz mudanças profundas e poderosas no social também. Define os valores do mundo: poder, posição, reconhecimento, riqueza. O evangelho representa a vitoria por meio da debilidade, a riqueza na pobreza e o poder no serviço. Isto muda nossa atitude com o pobre, com as posições sociais, a riqueza ou as carreiras.
  3. uma igreja centrada no evangelho deve combinar diferentes paixões que não são vistas juntas em uma mesma igreja. Isto faz que a gente volte a visitarmos e tome nossa mensagem seriamente. Nas comunidades de valores tradicionais, uma igreja pode carecer destas combinações, contudo, ainda ter credibilidade. Este é o caso do campo missionário secular.

Comunidade de contracultura.

  1. Geral: A moralidade individual e o evangelismo pessoal não são testemunhos suficientes no campo missionário secular. A pulcra escrupulosidade e o evangelismo deixa o cristão indistinguível dos mormos, os testemunhas de Jeová, os mulçumanos,etc. 1. Os cristãos devem modelar uma forma totalmente alternativa de ser como sociedade através de mostrar praticamente uma maneira de vier em comunidade.
  2. Específicos: 1. Sexo: se deve modelar e viver uma vida de pureza sexual não baseada em ter mais vergonha e pudor que a cultura externa, senão em ter mais gozo, segurança e agrado com a sexualidade. 2. Dinheiro: uma comunidade de pessoas que tomam decisões em relação a sua carreira, gastos e economia, residência sobre a base do serviço antes que a comodidade ou prosperidade pessoal. Modelar uma generosidade radical sem cair no farisaísmo. 3. Poder: a. relações interculturais e interrraciais e compatilhar o poder. B. abertura e humildade para com quem diferimos profundamente.
  3. Relações interpessoais poderosas dentro da comunidade caracterizada pelo ceder de direitos, escutar o outro, perdoar, comprometer-se com a reconciliação e ter atitudes de servo.

Renovação cultural das vocações laicas.

  1. Geral: A diferença chave entre as igrejas missionais com as igrejas da cristandade está na ênfase do discipulado publico: elaborando os distintivos cristãos, contudo, simultaneamente participando ativamente na produção da cultura. Meta: não a participação com assimilação de valores, mas tampouco, separação e monasticismo. Em uma sociedade da cristandade não há necessidade de discutir acerca de como é um cristão ator, empresário, artista, escritor, jornalista, etc. A sociedade é considerada basicamente cristã. A ênfase da igreja esta dedicada ao compromisso pessoal.
  2. Especifico: 1. Retórica geral apóia aos cristãos que se dedicam a seu trabalho nos campos vocacionais seculares. 2. Estratégia tripla: a. a analise de uma teologia do reino: ídolos da cultura/sociedade- o que se pode aceitar da cultura, que se aceita, contudo, é reelaborado aquilo que se pesquisa. B. produzir juntos- conectar-se para poder produzir cultura, ajudar-se mutuamente para poder excelência. C. nutrir e apoiar temas particularmente pastorais no campo.

Consciência de reino global como igreja.
Geral: Durante a época da cristandade, as igrejas se definiam a si mesmas em contraposição com outras igrejas, não em relação ao mundo. Existia um sectarismo e territorialismo generalizado. Por outro lado, a unidade da igreja é um fator profundamente missional – Joao 17- . Quando for possível, devemos buscar mostrar ao mundo nossa unidade.
Específico: 1. Ao nível local, tratar de cooperar ao máximo com outras igrejas sem comprometer a integridade – as diferenças teológica são importantes. 2. Especialmente devemos ver a necessidade de escutar as igrejas emergentes da Africa, America Latina e Asia. Tem tanto para ensinarmos a eles e eles a nós. Os devemos tratar com deferência. Com? A. A educação teológica compartilhada. B. cooperação entre iguais no campo missionário, não um modelo americano de envio de missionários 3. Intensivo inicio de igrejas em todas as partes para poder criar corpos missionários conscientes de trabalhar pelo reino. É muito mais fácil iniciar uma nova igreja com as sete marcas da igreja missional que intentar renovar uma velha igreja. O modelo da cristandade iniciou poucas igrejas em nosso próprio país.

terça-feira, fevereiro 02, 2010

Timothy Keller: Filosofia de Ministério


Resumo: uma filosofia de ministério é mais especifica que os propósitos da igreja (o por quê da igreja), contudo, menos especifico que o programa de ministério da igreja (o o que da igreja), em suas metas e objetivos. Entao, ele descreve como uma igreja fará para alcançar, com o evangelho de Cristo, sua comunidade particular.
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Uma filosofia de ministério é mais especifica que os princípios bíblicos de uma igreja. Todas as igrejas deveriam compartilhar os mesmos conceitos dados pela Biblia: as marcas e deveres da igreja. Todas as igrejas são camadas para adorar a Deus, edificar os santos, testificar as nações, e assim por diante. Contudo, uma filosofia de ministério faz que a igreja seja distinguida de outras, descreve uma visão para determinada igreja que é própria desta congregação. Isto é algo mais especifico que a identidade denominacional. As igrejas metodistas podem ter umas filosofias de ministério dramaticamente diferentes e ainda assim, permanecer dentro de sua denominação.
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Por outro lado, uma filosofia de ministério é menos especifico que o programa de atividades ministeriais da igreja ou seus objetivos e metas, que podem ser determinadas para um, dois ou cinco anos. As metas e os objetivos são projetos que podem ser medidos dentro de um marco de tempo determinado, enquanto, que a filosfia de ministério descreve visões e modos de funcionamento mais amplos.
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Temos definido o que não é filosofia de ministério, não é uma mera declaração bíblica de propósitos, nem uma lista de programas, como tampouco metas ou objetivos. Agora, trataremos de expressar o que sim é a filosofia de ministério.
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Pensemos por instante em quatro perguntas: a quem, por quê, como e o quê de uma igreja.
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Em quem, define as crenças básicas e os compromissos teológicos da igreja. Uma igreja pode ter uma tradição teológica histórica, como a wesleyana ou luterana. A postura da igreja com as escrituras e a maneira que a interpreta determinará muitas de suas posturas teológicas e éticas. Isto inclui a própria compreensão que tem a igreja acerca do que a bíblia diz com respeito a natureza e identidade da igreja.
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A pergunta pelo por que define os propósitos da igreja. É a justificação pela existência da igreja. Se a pergunta pelo quem determina o compromisso da igreja pela infalibilidade da Bíblia, esta declara um numero de propósitos ou funções que Deus quer que a igreja tenha. Em outras palavras, quando entendemos quem somos, entendemos, assim, por que estamos aqui. Devemos evangelizar as nações, discipular e edificar os crentes, ofertar uma adoração aceitável, cuidar dos pobres e necessitados, entre outras coisas. Todas as igrejas compartilham estes propósitos comuns.
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A pergunta pelo como define a filosofia de ministério de uma igreja. Por exemplo, a Biblia nos manda adorar e define regras de adoração ( por exemplo: não adorar a uma imagem), contudo, nos brinda com uma ampla liberdade acerca de como adorar. Não nos diz qual estilo de musica, que nível de espontaneidade e demonstração de emoções podem ser usados nos cultos e muitos outros aspectos. O mesmo acontece com a pregação, com o ensino, o evangelismo, nosso companheirismo, vida em comum e a maneira que atendemos aos necessitados. O como se faz muito parecido com que somos.
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Quer dizer que o como nossa igreja opera está ligado aos nossos caprichos, baseando em nossos gostos e desejos? De maneira nenhuma. Os cosmos da igreja são definidos pelos por quês bíblicos. Devemos adorar, evangelizar, e ter companheirismo de forma que melhor se ajustem a possibilidade de expandir o reindo de Deus em nossa comunidade, em modos que cumpram com nossos propósitos de ensinar as nações a obedecerem a tudo que Jesus nos ordenou.
Finalmente, o quê define as metas e objetivos da igreja, seu programa ministerial atual. se incluem as descrições de tarefastanto para os laicos como para o quadro pastoral, a organização da igreja em departamentos, comitês ou grupos de tarefas e as politicas operacionais como os regulamentos.
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Ao vermos as quatro perguntas: quem, por quê, como e quê, vemos que todas se relacionam intrinsicamente. A pergunta pela filosofia do ministério pode er respondida ao perguntar: Como podemos alcançar melhor nossos propósitos bíblicos( o por que) de acordo com nossos compromissos teológicos ( o quem). Contudo, se continuarmos refletindo nestes temas, vemos que todos os por quês, como e o quê realmente continuam respondendo a pergunta Quem somos. Todos estes são componentes de sua identidade como igreja .
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Uma filosofia de ministério, então, responde a pergunta: Como podemos alcançar melhor nossos propósitos bíblicos de acordo com nossos compromissos teológicos?
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Existe um paralelo entre a identidade de um crente individual. Ainda que, um cristão possa saber quem é (justificado, adotado, redimido), e para quê está aqui( para ser um embaixador de Cristo,etc), contudo, deve fixar-se em seus dons específicos, seu chamado particular, para determinar como praticará seu compromisso cristão (1Co 12, Rm 12:8ss). Assim mesmo, cada igreja individual deve perguntar=se: qual é o chamado específico e particular de nossa igreja? A resposta cria uma identidade que dá forma ao carater da igreja e a faz única, ainda que, dentro de sua própria denominação.
Fonte: Manual del Plantador de Iglesias, p. 79-80

sexta-feira, janeiro 01, 2010

Tim Keller: Cidades

Por que as cidades são importantes para as igrejas cristãs?
Uma perspectiva bíblica das cidades
Por que Deus levanta as cidades?

Hebreus 11:10 – porque esperava a cidade que tem fundamento, cujo arquiteto e construtor é Deus”. Deus começou a historia em um Jardim, mas, irá termina-la em uma cidade (Ap. 21). Deus manda a Adão a multiplicar-se e desenvolver uma civilização que o glorifique (Gn 1:27-28). Adão fala e Deus, por meio de Cristo, o segundo Adão, têm a civilização que o glorifica. Contudo, tanto Hebreus como Apocalipse nos mostra que o mundo Ele deseja é urbano. A esposa do Cordeiro é uma Bonita cidade, radiante com a Gloria de Deus – Ap. 21.10-11. Ao ver a Nova Jerusalém, descobrimos que no meio dela há um rio de cristal e a Arvore da Vida, produzindo frutos e folhas que sanam as nações do efeito da divina maldição do pacto. Esta cidade é o jardim do Edem recriado. A cidade é o cumprimento dos propósitos de Deus para o Edém.
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Isto é somente uma metáfora? Deus é um pai que está edificando uma família espiritual. Isto quer dizer que ainda que a família terrena seja uma instituição corrupta pelo pecado, devemos buscar a redenção e reedificação das famílias humanas. Para tanto, Deus é um construtor de cidades que está edificando uma cidade espiritual. O que significa que ainda que as cidades terrenas são instituições corruptas pelo pecado, devemos buscar redimi-las e reedifica-las. Da mesma maneira, que redimimos as famílias humanas, ao expandir nelas a família de Deus, assim mesmo devemos redimir as cidades humanas por meio da expansão entre elas da cidade de Deus. Sabemos que o poder do matrimonio é tal que como funciona o matrimonio assim vai funcionar ou não sua vida. Assim também é o poder da cidade que é tal que do modo como anda a cidade, assim também caminhara a sociedade inteira.
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O porquê Deus levanta as cidades.
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um lugar de refúgio para o débil e diferente. A. debaixo de Deus: a cidade foi criada para ser um lugar de refugio para os criminosos, animais, vagabundos. Por sua natureza, a cidade é um lugar onde as minorias podem agrupar-se para encontrar ajuda em uma terra estranha. Onde os asilados podem encontrar refugio e onde os pobres podem ter uma melhor oportunidade de sobreviver. A cidade sempre é um lugar mais misericordioso para minorias de todos os tipos. As maiorias dominantes geralmente não gostam das cidades, mas são os deveis e os indefesos que a necessitam. Eles não podem sobreviver nos subúrbios ou em pequenas vilas. Assim mesmo, diferente das aldeias e povoados, as cidades são lugares para a diversidade. Elas refletem a Cidade onde haverá gente de toda língua, tribo e nação. Devido ao pecado: a cidade se converte em um refugio de Deus, onde as pessoas com estilo de vida anormais podem esconder-se devido a tolerância natural que a cidade produz, já que tem seres tão distintos. Assim mesmo, com o pecado, esta diversidade produz ódio, tensão e violência entre os diferentes grupos.
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Um centro de desenvolvimento humano e cultural. A). debaixo de Deus: a cidade estimula e converge os dons, capacidades e talentos das pessoas, as profundas potencialidades do coração humano. Isso ocorre, trazendo pessoas para entrar em contato com 1. Aqueles que são diferentes de um – muito diversos e provenientes de diferentes perspectivas de um mesmo, e 2. Com aqueles que são tão bons ou os melhores que um mesmo. A concentração de talento humano, tanto por competência como por cooperação, produz magníficas obras de arte, ciência, tecnologia, cultura. A cidade os movimenta e se esforça para alcançar a excelência. B). Debaixo do Pecado: a cidade é estressante, o que pode levar a exaustão. Além disso, a cidade conduz os seres humanos a ambição de darem-se um nome a si mesmos, Gn. 11:4. O egoísmo, orgulho e arrogância são exacerbados dentro da cidade. Já que Deus a inventou como uma mina cultural, se pode extrair da cidade qualquer coisa que está no coração humano, o melhor e pior da humanidade.
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Um lugar de busca espiritual e edificação do tempo: a. Debaixo de Deus: a cidade é um lugar onde Deus habita no seu centro- na terrena Jerusalém, o templo se levanta como o ponto central integrador da arquitetura da cidade e o ápice de sua arte, ciência e tecnologia. Ainda hoje, há uma intensidade da cidade na conversão das pessoas em exploradoras espirituais. B. Debaixo do pecado: como na antiguidade, a cidade se levanta ao redor dos zigurates, verdadeiras pistas de aterrissagem para o deus da cidade, de igual maneira, hoje as pessoas são atraídas aos arranha-céus onde podem adorar a si mesmas e ao dinheiro. As cidades são as criadoras de cultos religiosos, ídolos e falsos deuses. Como as cidades engendram interesse espiritual, quando os cristãos abandonam as cidades,os interessados caem nas mãos dos ídolos e das heresias.
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Em resumo: Em cada cidade terrena há duas cidades competindo pelo controle. São as cidades dos homens e a cidade de Deus – veja a obra de Santo Agostinho, a Cidade de Deus -. Ainda que a luta entre esses dois reinos ocorre em todas as partes do mundo, as cidades terrenas são as frentes de batalha, os lugares onde os combates são mais intensos, e onde as vitorias são mais estratégicas. Devido ao poder da cidade, ela é o principal objetivo das forças das trevas, porque ganhar a cidade, define o curso da vida humana, sociedade e cultura. Portanto, em geral, a cidade é o lugar critico onde ministrar .
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Implicações para as igrejas cristãs.
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A quem podemos alcançar na cidade. Se a igreja cristã deseja realmente transformar o pais e a cultura, deve ir até as cidades, não deve ficar nos subúrbios ou em zonas residenciais distantes do centro. Ali vivem três diferentes tipos de pessoas que exercem tremenda influencia em nossa sociedade. Não podemos alcançá-los nos subúrbios. São. 1. As elites que controlam a cultura e que a seculariza. 2. As massas de novos imigrantes que nos próximos 30 anos se integrarão na sociedade em geral. .
3. O pobre, cujos dilemas cada vez mais se aprofundam e afetam o país.
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Por que podemos alcançar as cidades? Wayne Meeks, de Yale, no seu livro The First Urban Christians, mostra que o trabalho missionário de Paulo centrava nas áreas urbanas. Ia aos grandes centros populacionais, e ignorou os povoados pequenos e as zonas rurais. O cristianismo se expandiu melhor através das cidades do império romano do que as zonas rurais. Por que? 1. As pessoas na cidade são menos conservadoras e mais abertas para as novas igrejas. 2. Os evangelistas cristãos falavam que na cidade o evangelho poderia se expandir mais rapidamente nos centros de influência: justiça, política, arte, etc e com grupos de diferentes nacionalidades. No ano 300 d.C., mais da metade da população das cidades do império romano eram cristãos, enquanto que na zona rural, eram pagãos- a palavra paganus significa camponês-. A igreja dos primeiros séculos era urbana. Não há razão intrínseca porque as pessoas urbanas sejam menos religiosas, somente que são menos tradicionais.
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fonte: KELLER, Timothy et THOMPSON, J. Allen Manual para plantadores de Iglesias, p. 45-46

quarta-feira, dezembro 30, 2009


"Se o culto de domingo, o sermão aponta primeiramente para o evangelismo isto vai aoborrecer os crentes. Se aponta somente para o ensinamento vai aborrecer e confundir os não crentes. Contudo, se apontar para louvar a Deus que salva por graça vai instruir o santo e desafiar o pecador"

Timothy Keller.

terça-feira, fevereiro 24, 2009

De dentro para fora


Lucas 18:9-14


E disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros:
Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu, e o outro, publicano.
O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: O Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano.
Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo.
O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: O Deus, tem misericórdia de mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado.

Como o evangelho muda o nosso modo de vida completamente.


Jesus nos apresenta ao problema da retidão.


Hoje a palavra retidão está ligada a uma pessoa mais conservadora, não é usada mais normalmente, talvez


No novo testamento a palavra retidão está ligada a aprovação. Por exemplo, sua filha passou na melhor universidade do Brasil, você sente feliz, acredita que ela vai ter um bom futuro. Não, você sente satisfeito, este será um dos momentos mais importantes da sua vida como pai.


Porque a retidão, neste sentido de aprovação nos pega: porque o anseio de todos nós é ser aceito.


Lemos a Bíblia, vemos esta história, e dizemos isto não tem nada a ver comigo. Será? Hoje mudamos o nome, para auto-estima.


Todos temos uma fome de reconhecimento, nos esforçamos em nosso trabalho, com nossa família, nossa vida para saciar esta fome por aprovação, glória.


Quando somos jovens provamos quão espertos ou corajosos somos, quando casamos, tentamos provar quão amáveis somos, quando temos filhos, temos que provar que somos os melhores pais, quando ficamos velhos, temos que provar quão sábios ou bem sucedidos ficamos.


As únicas pessoas que não se importam com a opinião dos outros, são as pessoas más.


De onde vem esse anseio universal, deve vir do começo de tudo, e vem. Em Genesis, depois da queda, ficamos em vergonha e desde então, estamos buscando a aprovação.


Na parábola, Jesus vai mostrar dois modos de se lidar com a retidão, o que funciona e que não funciona. Um é visto de fora para dentro e outro de dentro pra fora.


O modo de fora para dentro é o fariseu.


1. Externalismo


O entendimento de pecado ou virtude é completamente externo aqui. Não olha para o caráter ou para dentro, é tudo uma questão de comportamento. Eu não roubo, não cometo adultério, eu jejuo duas vezes por semana e dou os dízimos. Tudo que ele se gloria são atos externos, a violação é quebrar as regras de comportamento apenas.


Ele não diz eu te agradeço porque me tornei uma pessoa mais ama´vel, mais compreensiva, mais generosa.


2. Separatismo.


"Orava consigo mesmo" é uma expressão ambígua, na verdade quer dizer sobre si e para si mesmo. Ele se coloca acima de todo mundo, ele mesmo diz que não como aquele publicano.

Isso traz uma certeza que poderia evitar o pecado se ficar longe de pessoas que não compartilham seus valores, não tem sua capacidade de comportamento, ele poderia ser uma pessoa perfeita por apenas não andar com aqueles que fazem errado como o publicano.


Eu sou melhor que aquela categoria de pessoas, porque eu não roubo, não adultero, não minto, dou meu dizimo, isto tudo está na Bíblia.


Mas, jejuar duas vezes por semana não está na Bíblia, na lei mosaica só havia uma ocasião para o jejum no ano, que é o Yom Kippur.


O que o fariseu está dizendo, é eu não roubo, ele rouba isso me faz melhor. Eu não minto, ele mente, isto me faz melhor. Eu não adultero, eles adulteram, isso me faz melhor.


Mas com o jejum, ele está elevando uma preferência pessoal a um nível de lei divina, para se sentir melhor que os outros, é quando pegamos uma coisa cultural ou pessoal e a elevamos para nos sentirmos melhor que todas as outras pessoas.


Se não sabemos quem somos, não somos satisfeitos com a aprovação de Deus, fazemos isto mesmo, colocamos coisas que estamos bem, e fazemos disto nossa fonte de aprovação, e não Deus.


Em nossas igrejas, colocamos nosso jeito, nosso costume, nossa preferência e as elevamos para este nivel, então aquelas igrejas que não somos como nós, no fundo, achmaos que estão abaixo de nós, eles não são tão crentes assim como nós.
Ou mesmo no nível pessoal, quando nos separamos das pessoas que achamos que não tem nossa aptidão, nossa capacidade moral.
Isso começa quando não estamos satisfeitos conosco, aí buscamos estas coisas para nos sentirmos grandes, mas quando damos com a realidade vemos que estes comportamentos, preferências não nos dão esta grandeza que achamos que temos.
Um exemplo disto é quando achamos que quando chegamos a ser o melhor membro da igreja, o melhor pai, melhor esposo, melhor filho, melhor obreiro então chegaremos a ponto que estaremos bem, e não precisaremos de mais nada. Se vivermos uma vida boa, então saberemos que Deus nos ama, me aprova.
Esta é uma das razões pelas quais não devemos confiar na moralidade, porque se somos tão bons não ficaríamos tão obcecados em sermos aprovados, sermos reconhecidos como sujeitos bonzinhos e certinhos.
Este fariseu na história não é um hipocrita, na verdade, ele é um homem bom. Não trai sua mulher, dá o dízimo. Mas, vamos prestar atenção na oração dele, ele é um egoísta, a única vez que ele fala de Deus é no começo, e agradece a Deus por ele ser ele mesmo.
O publicano por outro lado, era como se fosse um colaborador nazista na ocupação, ele é um homem ruim.
Mas aqui o homem bom está perdido, e o homem mal está salvo, mas por que?
O problema é que parecemos tão bons pelo lado externo, que chegamos ao ponto de dizer, agora, Deus você me deve. Nossa bondade pode nos afastar de Deus, a questão aqui é que a bondade, disfarça o desejo de afastar Deus, as pessoas religiosas não se sentem assim. Os pecadores sabem claramente que estão tentando evitar Deus, mas as religiosas que tentam controlar sua vida sem Deus, acham que não por causa de sua bondade.
A estratégia de fora para dentro é muito perigosa, porque é um caminho que nos cega levando para a destruição. Como lidar com a fome de aprovação, buscamos realizar coisas que nos leva para ela, isso é o metodo de fora para dentro.
Mas vejamos, o outro modo de encarar, de dentro para fora, veja o que publicano diz.
Ele diz Deus tenha misericórdia de mim, pecador!
Ele não se compara com ninguém, porque sabe que ele é pecador, não se comparando com ninguém, ele pensa o pecado não olhando para ações individuais, ou coisas que ele faz, ele olha o pecado como parte de sua natureza mesma, como sua tendência de evitar o controle de Deus sobre sua vida, seja quando ele fez coisas más ou boas ações. Ele se arrepende seja de suas boas ações ou de suas más ações.
Misericórdia aqui, tem um sentido muito específico, ele quer dizer Deus seja meu reparador, expiador. A palavra é alestrea, a mesma palavra usada quando o santo sacerdote derramava o sangue para a expiação do pecado do povo.
Ele não está apenas dizendo Deus olhe meus pecados, me livra deles, ele está pedindo para Deus que seja seu expiador.
Hebreus 2:17, diz que
A palavra aqui também é alestrea.
Jesus se tornou o ultimo pecador para nos salvar, ele se fez expiação por nós, e assim, Ele pode entrar em nós. Você não precisa mais provar a si mesmo, Jesus já está em nós, e por sua obra, ele nos aprova.
Se começarmos internamente, com o conhecimento que somos aprovados por Jesus morar em nõs, isto muda tudo.
um exemplo: em muitas igrejas, há uma pressão para as pessoas testemunharem Cristo, e assim, serem aprovadas na igreja. O lema é melhor você testemunhar Cristo, porque assim você terá certeza que Deus te aprova, contudo, isto ou leva ao orgulho ou a decepção.
Temos que lembrar que Jesus sempre está nos amando, mesmo que não o testemunhos ou fazemos alguma coisa por Ele, o amor dele por nós está nEle mesmo, quando temos que testemunhar por aprovação de Jesus, ficamos sobrecarregados, porque começa por fora, começa com atos nossos. Mas, se começamos descobrindo que não importa o que fazemos ou não, ele continua conosco, isso muda o reconhecimento nosso da grandeza do amor de Deus por nós.
Há sempre uma tendência de fora para dentro em nós, por isto temos que sempre voltar a nossa verdadeira fonte de aprovação: a expiação de Jesus por nós.

domingo, fevereiro 22, 2009

Redeemer Core Values

1. Gospel

The 'gospel' is the good news that through Christ the power of God's kingdom has entered history to renew the whole world. When we believe and rely on Jesus' work and record (rather than ours) for our relationship to God, that kingdom power comes upon us and begins to work through us.

2. Changed People

The Gospel changes people from the inside out.
Christ gives us a radically new identity, freeing us from both self-righteousness and self-condemnation. He liberates us to accept people we once excluded, and to break the bondage of things (even good things) that once drove us. In particular, the gospel makes us welcoming and respectful toward those who do not share our beliefs.

3. City

We believe that nothing promotes the peace and health of the city like the spread of faith in the gospel. It renews both individual lives and reweaves the fabric of whole neighborhoods. We believe that nothing moves Christians to humbly serve, live with, and love all the diverse people of the city like the gospel does.

4. Community

The gospel creates a new community which not only nurtures individuals but serves as a sign of God's coming kingdom. Here we see classes of people loving one another who could not have gotten along without the healing power of the gospel. Here we see sex, money, and power used in unique non-destructive and life-giving ways.

5. Movement

We have no illusions that our single church or our Presbyterian tradition is sufficient to renew all of New York City spiritually, socially, and culturally. We are therefore committed to planting (and helping others plant) hundreds of new churches, while at the same time working for a renewal of gospel vitality in all the congregations of the city.

6. Serving

Though we joyfully invite every person to faith in Jesus, we are committed to sacrificially serving our neighbors whether they believe as we do or not. We do this by using our gifts and resources for the needs of others, especially the poor. And more than merely meeting individual needs, we work for justice for the powerless.

7. Renewing

We believe that the gospel has a deep, vital, and healthy impact on the arts, business, government, media, and academy of any society. Therefore we are highly committed to support Christians' engagement with culture, helping them work with excellence, distinctiveness, and accountability in their professions.

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Nascido do Evangelho

Born of Gospel
Timothy Keller.

1 Pedro 1:12 e 22-25

12Aos quais foi revelado que não para si mesmos, mas para vós, eles ministravam estas coisas que agora vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho; para as quais coisas os anjos bem desejam atentar.


22Já que tendes purificado as vossas almas na obediência ã verdade, que leva ao amor fraternal não fingido, de coração amai-vos ardentemente uns aos outros,
23tendo renascido, não de semente corruptível, mas de incorruptível, pela palavra de Deus, a qual vive e permanece.
24Porque: Toda a carne é como a erva, e toda a sua glória como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor;
25mas a palavra do Senhor permanece para sempre. E esta é a palavra que vos foi evangelizada



Alguns acreditam que nascer de novo é para certas pessoas, ou para certo tipo de cristianismo. Contudo, todo escritor do Novo Testamento, mesmo Jesus Cristo disseram que devemos nascer de novo. Olhe o verso 23, o que Pedro está falando? O assunto aqui é nascer de novo.



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Há três modos de entender o nascer de novo...como acontece, o que é e por que?


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A resposta para como, que Pedro responde é a Palavra, a semente incorruptível. Aqui vou falar sobre 4 coisas:





  • poder da palavra


  • história da palavra


  • herói da história


  • maravilha da palavra



Poder

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Você nasceu de uma semente imperecível, é uma forma muito semelhante a que Tiago fala em 1:16, como se a Palavra fosse plantada em nós, para nos salvar.


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A Palavra de Deus é aplicada como uma metafora, ela é uma semente que é plantada em nós, que possui poder em si para dar vida, como uma semente.


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Imagine, que você vai em seu jardim e planta um pedaço de metal, vidro ou uma pedra, isso não vai crescer não importa quanto você jogue água ou fertilize, isso não vai crescer. Contudo, há muitos conhecimentos humanos, livros, filosofias que continuam sendo plantados como se tivessem vida, mas são como metal, ou vidro. Eles podem deformar você, ocupar um espaço, mas não sementes, não podem produzir vida, e uma vida que não perece.


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A Palavra de Deus sozinha tem poder para transformar sua vida.


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Também é um poder penetrante, geralmente a semente tem que entrar profundamente para produzir vida, não pode apenas estar na superfície. Uma das coisas mais espantosas da Bíblia, é quando Jesus em Mateus 22 fala com lideres religiosos, são pessoas que tinham a Bíblia de cor na cabeça, mas Jesus diz que eles não sabiam nada dela, porque o poder de Deus não estava com eles.


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Contudo, para semente entrar dependendo do solo, há varios modos, se for um solo duro, você precisará de uma pá batendo no solo, para a semente poder penetrar, contudo, se for um solo mais aerado, você simplesmente abre um buraco e coloca a semente.


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Aqui ha 4 coisas praticas sobre como o novo nascimento opera:


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1. Se você quer expressar o novo nascimento, você deve estar exposto a Palavra de Deus.


Não há outro caminho, Pedro fala esta é a Palavra que foi pregada para vocês( vs. 10 e 12). Quando Pedro fala de profetas, ele está falando sobre a Bíblia, sobre as escrituras. Só há um lugar onde você tem certeza que não há vidro, metal ou pedra, são escrituras, ela é a semente, são palavras humanas, mas não são opiniões humanas.

Você não pode nascer de novo, a menos que você seja exposto a Verdade, que é a Bíblia.

Eu não estou dizendo que você tem que conhecer toda a Bíblia para ser salvo, por exemplo, quando você toma um remédio, você não precisa saber de todos os componentes químicos, de todos efeitos, você simplesmente precisa tomar o remédio, assim também é com a Bíblia.



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2. O nascer de novo é um evento definitivo, mas pode não ser um evento consciente.


Há pessoas que sabem o dia que nasceram de novo, o momento, como John Wesley. Contudo, a maioria de nós experimenta o novo nascimento de modo mais inconsciente. Uma mulher que acabou de ficar grávida, sabe que tem o filho imediatamente, não. Ela precisa sentir os efeitos, fazer testes, confirmar que está grávida, o novo nascimento para muitas pessoas é assim, elas não sabem quando, mas é um evento definitivo, porque não é uma função moral, uma escolha que se faz, algo que se tenta, tenta e tenta. Não, é um evento definitivo, a vida eterna vem morar em você.

Se queremos um evento como o de John Wesley, podemos ter problemas.


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3. Precisamos ver a história na Palavra

4. Precisamos conhecer o Herói da história.


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Não é apenas saber os eventos, datas, dados da Bíblia.


No vs. 12, Pedro fala que o Evangelho é pregado, Pedro não está dizendo que você estar familiarizado com tudo que há Bíblia, mas sim com o Evangelho.


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O Evangelho é diferente da religião dos gregos, para eles a religião se baseava em conhecimento, em seu acúmulo - knosis-.


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Para os judeus, a religião era sobre as instruções -sofia-, quase todas as religiões falam sobre sua fé em termos de instruções, mas os escritores do Novo Testamento falam sobre sua fé em termos do Evangelho, boas novas, porque a palavra Evangelho quer dizer felicidade por algo que aconteceu.


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As religiões têm nos seus livros sagrados como livros de instruções com algumas histórias, contudo o cristianismo é a história com instruções dentro dela. A religião é baseada naquilo que você faz, ou seja, os livros sagrados são manuais de instruções para viver, se você vive de acordo com as instruções está tudo bem, as histórias nos livros são apenas para ilustrar como fazer e a possibilidade daquelas condutas.

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Todas as religiões são instruções, o que salva é se você cumpre as regras ou não.

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Todos quando começam a ler a Bíblia, podem encarar a Biblia como um compendio de regras, é assim que devo viver, isso nunca vai penetrar, você não está vendo o Evangelho. Contudo, o cristianismo é sobre o que Ele fez, é sobre o que Ele fez para conquistar sua salvação e não sobre o que fazemos. Por sinal, há um título para esta história: o Retorno do Rei.

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Há uma linha histórica na Bíblia, ao contrário das outras religiões, que tem instruções ilustradas por instruções, a Bíblia é uma história com instruções, se você não ler a história todas instruções são inuteis, porque você não viu que Ele veio para viver uma vida que nunca poderiamos viver, e da-la para nós.

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Deus quer que eu viva perfeitamente por causa do que Cristo fez, não começa em nós, mas no herói da história.

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No vs. 10, Pedro diz algo importante, toda escritura foi realizada para revelar Jesus. Todas as historias, toda a lei, todos os profetas é sobre Jesus. Na estrada de Emaus, Jesus fala isso, que ele deveria sofrer todas aquelas coisas, que tudo que estava escrito era sobre ele.

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As historias de Davi, Adão, Ester, tudo que está na Bíblia deve ser visto como falando sobre JEsus, se você não entender isto, as historias podem te coagir, forçar algumas atitudes, mas não vai te transformar, até que você encontre o herói da história.

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Adão: Jesus é o melhor e verdadeiro Adão, também foi testado no jardim e venceu.

Abel: Jesus é melhor e verdadeiro Abraão, que morreu inocentemente, não para culpar, mas para perdoar.

José: é o melhor e verdadeiro José, que ficou a direita do trono e perdoou aqueles que o tinham ofendido.

David: David arriscou sua vida para vencer o Gigante, mas ele deu sua vida e venceu todos os gigantes por nós.

Ester: Ester arriscou perder o palacio, Jesus perdeu o palácio para salvar seu povo.

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Tudo aponta para Jesus, não é apenas um truque de interpretação. Boas novas, uma alegria que permanece sobre o sofrimento só vem quando enxergamos o verdadeiro Jesus, se você le uma historia da Bíblia e não traz felicidade, isto é Boas Novas, não. Porque não foi visto Jesus nela, encontrar a vitória de Jesus, o verdadeiro sentido da historia, o herói da historia é encontrar o Evangelho, isso que vai penetrar em nós, o Evangelho.

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Se vermos a Bíblia sobre o que Ele fez, isso nos libertará para viver as verdades da Bíblia, aí esta o poder para viver a vida cristã. Devemos procurar o real Davi, o real Jonas, o real Adão, a real Ester, aí haverá a verdadeira felicidade que são as boas novas.

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Aqui voce entende que você não precisa saber de todas as historias para ser salvo, mas precisa estar exposto a veradeira historia e aí sim conhecer as historias que apontam para Cristo.

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A maravilha do Evangelho. vs. 12

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Pedro fala que os anjos não se cansam de ver o Evangelho,a palavra para atentar é epiquimou, quer dizer isso quer dizer que os anjos estão obcecados com o evangelho, o anjos não são idiotas, eles não estão tentando entender o evangelho, e por isso não param de atentar para ele.

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Os anjos entenderam que o Evangelho não é apenas um requisito minimo para entrar no Ceu, mas é como se fosse um oculos através do qual eles podem ver as historias da Bíblia, de um modo maior e melhor, ver Jesus nelas.

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O Evangelho possui uma riqueza que não pode ser exaurida de uma vez só. Quando Paulo exorta Pedro sobre seu racismo, ele não diz que ele errou, ele lembrou ele do evangelho, porque somente o Evangelho tem poder para nos curar, somente uma obssessão com o Evangelho e sua riqueza pode nos curar de nosssos pecados, vicios e erros, porque assim realizamos aquilo que Deus fez por nós.