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quinta-feira, agosto 04, 2011

Richard J. Foster: Celebração da Simplicidade



DISCIPLINA DA SIMPLICIDADE 

“Aquilo que fazemos não produz em nós a simplicidade, mas nos posiciona no lugar em que podemos recebe-la: Diante de Deus, de modo que ele possa operar em nós a graça da simplicidade” Liberdade da Simplicidade, p. 25 

“A dependencia radical de toda a criacao em relacao a Deus é o conceito basico para a compreensão da simplicidade. Ninguem possui existencia independente nem capacidade de auto-sustentacao. Tudo que somos e possuímos é por derivação” p. 37 

Simplicidade é liberdade. Duplicidade é servidão. A simplicidade traz alegria e equilíbrio. A duplicidade traz ansiedade e temor. O pregador de Eclesiastes observou que “Deus faz o homem reto, e este procura complicações sem conta” (Eclesiastes 7:29, Bíblia de Jerusalém). 

O experimentar a realidade interior liberta-nos exteriormente. O linguajar torna-se veraz e honesto. A cobiça de “status” e posição passou, porque não mais necessitamos deles. Paramos com a extravagância pomposa, não porque não possamos dar-nos a esse luxo, mas por uma questão de princípio. Nossos bens se tornam disponíveis aos outros. Juntamo-nos à experiência que Richard E. Byrd registrou em seu diário, após meses de solidão no estéril Ártico: “Estou aprendendo... que um homem pode viver intensamente sem grande quantidade de coisas.” 

Jesus declarou guerra ao materialismo do seu tempo. O tremo aramaico para riqueza era “mamom”, e Jesus condenou-a como um deus rival: “Nenhum servo pode servir a dois senhores; porque, ou há de aborrecer um ou amar o outro, ou se há de chegar a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom” (Lucas 16:13) 

A simplicidade é a única coisa que pode adequadamente reorientar nossas vidas de sorte que as posses sejam autenticamente desfrutadas sem destruir-nos. Sem a simplicidade, ou capitularemos ao espírito de “Mamom” da presente era má, ou cairemos num ascetismo legalista e anticristão. Ambas as situações levam à idolatria. Ambas são espiritualmente fatais 

A Disciplina Espiritual da simplicidade provê a necessária perspectiva que nos liberta para receber a provisão de Deus como um Dom que, por não ser nosso, não devemos guardar, mas que pode ser gratuitamente partilhado com outros. Uma vez que reconhecemos que a Bíblia denuncia os materialistas e os ascetas com igual vigor, estamos preparados para voltar nossa atenção à estrutura de um entendimento cristão da simplicidade. 

Como Jesus deixou muito claro em nosso texto central, estar livre de ansiedade é uma das provas interiores de que estamos buscando o reino de Deus em primeiro lugar. A realidade interior da simplicidade envolve uma vida de alegre despreocupação com os bens materiais. Nem o ganancioso nem o avarento conhecem essa liberdade. Ela não tem nada que ver com a abundância ou com a falta de posses. É uma atitude interior de confiança. O simples fato de uma pessoa viver sem a posse de bens materiais não é garantia alguma de que esteja vivendo em simplicidade. Paulo ensinou que o amor do dinheiro é a raiz de todos os males, e muitas vezes os que menos o têm amam-no ao máximo. É possível a uma pessoa estar desenvolvendo um estilo de vida exterior de simplicidade e viver cheia de ansiedade. Inversamente, a riqueza não liberta da ansiedade. 

A Expressão Exterior da Simplicidade 

Em primeiro lugar, compre as coisas por sua utilidade e não por seu “status”. 

Segundo, rejeite qualquer coisa que o esteja viciando. Aprenda a distinguir entre a verdadeira necessidade psicológica, como ambientes alegres e o vício. 

Terceiro, crie o hábito de dar coisas. Se você acha que se está apegando a alguma posse, considere dá-la a alguém que necessite. 

Quarto, recuse ser dominado pela propaganda dos fabricantes de bugigangas modernas 

Quinto, aprenda a desfrutar das coisas sem possuí-las. Possuir coisas é uma obsessão de nossa cultura. Se as possuímos, achamos que podemos controlá-las; e se podemos controlá-las, sentimos que nos darão maior prazer. 

Sexto, desenvolva um apreço mais profundo pela criação. Aproxime-se da terra. 

Sétimo, olhe com cepticismo saudável todos os planos de “compre agora, pague depois”. 

Oitavo, obedeça às instruções de Jesus sobre a linguagem clara, honesta. “Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim: não, não. O que disto passar, vem do maligno” (Mateus 5:37). 

Nono, recuse tudo quanto gere a opressão de outros. 

Décimo, evite qualquer coisa que o distraia de sua meta principal.

quarta-feira, julho 27, 2011

Richard Foster: Lectio Divina

"significa ouvir o texto das Escrituras- realmente ouvir, de maneira obediente e silenciosa. Significa submeter-nos ao texto das Escrituras, permitindo que sua mensagem flua para nosso interior, em vez de tentar domina-la. Significa refletir sobre o texto das Escrituras, permitindo que tanto nossa mente quanto nosso coração se envolvam completamente com o significado da passagem. Significa orar o texto das Escrituras, permitindo que a realidade bíblica faça brotar em nosso coração os clamores de gratidão, confissão, lamento e petição"

Santuário da Alma, p. 41

quinta-feira, junho 23, 2011

Celebração da Disciplina

O livro de Richard J. Foster está comemorando 30 anos e muitas cópias vendidas. Ele me servirá de base para um retorno pessoal e comunitário às dez disciplinas descritas no livro.

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O livro está dividido em dez disciplinas que estão agrupadas em três tipos de disciplinas:

1. INTERIORES - meditação, oração, jejum e estudo.

2. EXTERIORES- simplicidade e solitude

3. ASSOCIADAS- confissão, adoração, orientação e celebração.

Richard Foster começa descrevendo as disciplinas espirituais como porta de livramento, o livramento é da situação espiritual atual da humanidade que é sua superficialidade, a doutrina da satisfação instantânea. Sendo que as doutrinas espirituais nos convidam a passar da supercialidade para uma vida profunda espiritual. 

Contudo, tal desafio é para pessoas comuns, que têm empregos, cuidam dos filhos, lavam pratos e cortam grama. Na realidade, devem ser exercidas no meio de nossas atividades diárias. O objetivo das disciplinas é o livramento do auto-interesse e do medo.

A exigência básica das disciplinas espirituais é um suspiro por Deus - "Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo” (Salmo 42:1, 2).

Foster coloca duas dificuldades para o iniciante, uma de base filosófica e outra de ordem prática. A primeira, "A base materialista em nossa época tornou-se tão penetrante que ela tem feito as pessoas duvidarem seriamente de sua capacidade de ir além do mundo físico". Há um preconceito generalizado contra as disciplinas, pois não seriam úteis para o mundo materialista, mas temos que ir além dessa ordem material da vida.

A segunda dificuldade é de ordem prática, não sabemos como explorar a nossa vida interior. A falta de prática comum e costumeira nos alienou de como realiza-las em nossa vida. "Essas Disciplinas eram tão freqüentemente praticadas e de tal modo constituíam parte da cultura geral que o “como fazer” era conhecimento comum. Jejuar, por exemplo, era tão comum que ninguém perguntaria o que comer antes de um jejum, como quebrar um jejum, ou como evitar a vertigem enquanto jejuava - toda a gente já sabia."

Escravidão dos hábitos arraigados

O apostolo Paulo coloca o pecado como uma condição que infesta a raça humana- Rm 3,9-18-, que se consolida em nós através dos membros do corpo-hábitos-, gerando mais escravidão ainda.


Diz Isaías 57:20: “Os perversos são como o mar agitado, que não se pode aquietar, cujas águas lançam de si lama e lodo.” O mar não necessita fazer nada de especial para produzir lama e lodo; isto é o resultado de seus movimentos naturais. É o que também se verifica conosco quando nos achamos sob a condição de pecado. Os movimentos naturais de nossas vidas produzem lama e lodo. O pecado é parte da estrutura interna de nossas vidas. Não há necessidade alguma de esforço especial. Não é de admirar que nos sintamos enredados. (FOSTER, p.10)
Por vezes, tentamos sair deste quadro através da força de vontade, pensando que podemos melhorar nossa carne, de forma exterior.

Na carta aos Colossenses, Paulo cita algumas formas exteriores que as pessoas usam para controlar o pecado: “não manuseies, não proves, não toques.” E então acrescenta que estas coisas “com efeito, têm aparência de sabedoria, como culto de si mesmo” - que frase expressiva, e como descreve bem muita coisa de nossas vidas! No momento em que achamos que podemos ter êxito e alcançar a vitória sobre o pecado mediante a força de nossa vontade somente, esse é o momento em que estamos cultuando a vontade. Não é uma ironia que Paulo tenha olhado para nossos mais estrênuos esforços na caminhada espiritual e os tenha chamado de “culto de si mesmo”? (FOSTER, p. 11)


A força de vontade tem a mesma fraqueza da lei, ela apenas pode lidar com exterioridades.Não é suficiente para realizar a transformação que precisamos.


As disciplinas espirituais abrem a porta.

A justiça interior é um presente de Deus que deve ser recebido, a mudança que precisamos é uma realização divina e não nossa, não podemos alcançar ou merecer esta justiça no reino de Deus, ela deve vir até nós. 

Se os esforços humanos terminam em falência moral (e tendo-o tentado, sabemos que é assim), e se a justiça é um dom gratuito de Deus (conforme a Bíblia o declara com clareza), então não é lógico deduzir que devemos esperar que Deus venha e nos transforme? Por estranho que pareça, a resposta é “não”. A análise é correta: o esforço humano é insuficiente e a justiça é o dom de Deus. O que é falha é a conclusão, pois felizmente existe algo que podemos fazer. Não precisamos agarrar-nos às pontas do dilema das obras nem da ociosidade humanas.(FOSTER, p. 13)

As disciplinas não são a origem da vida espiritual, mas são de recepção da graça de Deus. Nos colocam diante de Deus, para que Ele nos transforme.

domingo, setembro 06, 2009

RICHARD FOSTER: Celebração da Simplicidade 2


"Estar satisfeito com uma vida de bondade simples entre os que vivem à nossa volta exige uma total reorientação de valores. Envolve uma reestruturação geral de nossa perspectiva acerca do que é importante na vida. Somente a graça da simplicidade pode nos conferir essa perspectiva" p. 198
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"A moderação é uma coisa boa se a liberalidade estiver unida a ela. A primeira evita as despesas supérfulas, a última as aplica para o benefício dos que estão em necessidade" William Penn in p. 211
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"Se você prega o evangelho em todos os aspectos, mas exclui as questões importantes de sua época você não está pregando o evangelho" M. Lutero in p. 215
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"As decisões não precisam ser tomadas durante a reunião. Na verdade, é melhor aguardar até que a confirmação espiritual seja percebida pelo grupo. Depois que alguém expõe sua preocupação, todos do grupo passam a buscar uma solução de acordo com a mente de Cristo. Perguntas são feitas e questões são debatidas, mas também há louvor e oração. Um conselho nunca deve ser dado as pressas, pois isso pode distorcer a verdade em vez de conduzir a ela. As palavras devem brotar do poder de Deus manifestado no meio do grupo. Cada um deve ter a disciplina de jamais expressar o que seja mera opinião pessoal. Quem não consegue controlar a língua não está apto a participar deste tipo de reunião." p. 226
PRINCIPADOS E POSTESTADES
"principados e postestades mencionados por Paulo, contradizendo a ficção popular, não são apenas espíritos desencarnados que assobram casas, cidades e países à procura de oportunidades para fazer o mal"...O que o apostolo está dizendo é que , por trás deles -seres humanos-, existem realidades muito mais profundas, que os influenciam e motivam suas ações"
"Paulo está se referindo à inter-relação dinamica daquelas quatro realidades- personalidades humanas, poderes espirituais com autoconsciência, estruturas e politicas institucionais e todo contexto cultural. Voce e eu fomos convocados para uma batalha cosmica. Em Efésios 6, Paulo nos exorta a participar da guerra pacificadora do Cordeiro contra todos os principados e potestades do mal. Guerreamos de maneira consistente contra as estruturas demoniacas e poderes desonestos utilizando as poderosas armas de Efésios 6- verdade, justiça, fé, paz e oração. Atacamos o mal em todos os níveis- pessoal, social, estrutural e institucional-" p. 237-239

sábado, agosto 08, 2009

Richard Foster: Dízimo


"O dízimo simplesmente não é um conceito radical o bastante para incorporar a indiferença por riquezas que marca a vida no Reino de Deus. Jesus Cristo é o Senhor de todos os nosso bens, não apenas de dez por cento. É possível obedecer a lei do dízimo sem lidar com o pecado da avareza, sentir que nosso pagamento mensal obedece à nova lei de Jesus e jamais cria raízes na cobiça e na ganância. É possível dar o dízimo e, ao mesmo tempo, oprimir os pobres e necessitados...

(p. 81)


"O aspecto mais traiçoeiro do ministério da contribuição é a falsa sensação de poder que ele proporciona....Uma importante sensação gerada pelo dinheiro é a de poder, temos nas mãos o futuro deste projeto ou daquela causa, e os outros sabem disso. Pior ainda, nós sabemos disso. O orgulho espiritual ergue sua horrenda cabeça no omento em que começamos a pensar que estamos no comando e acender os holofotes. O processo degenerativo continua até que vejamos nascer outro pseudo-salvador" p. 190

sexta-feira, julho 10, 2009

RICHARD FOSTER: A liberdade da Simplicidade


“A simplicidade cristã não é um modismo que busca respostas para o holocausto ecológico que ameaça engolfar todos nós, tampouco se constitui em algo nascido de nossa frustração com a obesidade tecnocrática. Ela é um chamado que se estende a todo cristão. O testemunho da simplicidade está profundamente arraigado à tradição bíblica e perfeitamente exemplificado na vida de Jesus Cristo".
"A santa obediência é a insaciável fome de Deus, que torna o cristão insatisfeito com qualquer coisa mneos preciosa que a pérola de grande valor. A santa obediência é o alegre despojamento de alguém que vende tudo que possui para comprar o campo."


Richard Foster, A liberdade da Simplicidade

sábado, fevereiro 16, 2008

Richard Foster

Como as disciplinas espirituais podem desempenhar um papel na vida da igreja.

Veja o video...apenas anglofonos.

quarta-feira, março 24, 2004


Duas sentenças mais do excelente livro de Richard Foster, Oração: O Refúgio da Alma, um livro para lá de indicado, obrigatório para qq um que queria muito mais de Deus na sua vida, mais da Sua Unção, Seu Poder, Seu Conhecer, enfim, Sua Presença.

"O próprio globo vive e é sustentado como que pelos braços de Atlas através das orações daqueles cujo amor não esfriou. O mundo vive por essas mãos erguidas, e por nada mais!"

Helmut Thielicke.

"Creio que Deus está reunindo uma comunidade que combina escatologia e ação social, o transcendente senhorio de Jesus Cristo com o Messias, servo sofredor. É uma comunidade da cruz e da coroa, de conflito e reconciliação, de ação corajosa e amor sofredor. É uma comunidadeom o poder de atacar o mal em todas as suas formas, vencendo-o com o bem. É uma comunidade de amor altruísta, e testemunho sem concessões. É uma comunidade animada pela visão do governo eterno de Cristo, não apenas iminente no horizonte, mas já nascendo em nosso meio".

Richard J. Foster.

O livro termina com a declaração de amor de Pedro para Cristo: Senhor, Tu sabes que eu te amo!

dia 17 de abril, haverá RESGATAI A NOIVA no Ginásio da Portuguesa, estou com muita vontade de ir.

sexta-feira, março 19, 2004


"A Nova Aliança que Jesus estabeleceu em seu sangue não exige menos. Ele escreveu sua lei não em tábuas ded pedra, mas nas tábuas de carne do nosso coração. Vimos a glória de Deus na face de Jesus Cristo. O sacrifício do Calvário é o compromisso contratual de Deus. Ele fez aliança conosco. Compromisso exige compromisso".

Richard. J. Foster, Oração: Refúgio da Alma p. 86.