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sexta-feira, novembro 30, 2012

Timothy Keller; A Centralidade do Evangelho



A CENTRALIDADE DO EVANGELHO.
Dr. Timothy Keller

Fonte: http://redeemercitytocity.com/content/com.redeemer.digitalContentArchive.LibraryItem/23/The_Centrality_of_the_Gospel.pdf

O evangelho é o elemento central na vida cristã e continuamente renova o crente e a igreja. Delineados neste artigo estão quatorze maneiras nas quais o evangelho impacta o crente e oito modos que nutre a igreja.

Princípio
Em Gálatas 2:14, Paulo coloca um princípio poderoso. Ele lida com o orgulho racial e a covardia de Pedro, declarando que ele não está vivendo “de acordo com a verdade do evangelho”. A partir disto, nós vemos que a vida cristã é um processo de renovar cada dimensão da nossa vida- espiritual, psicológica, corporativa, social- pensando, esperando e vivendo as linhas das ramificações do evangelho. O evangelho é para ser aplicado em cada área do pensamento, do sentimento, relacionamento, trabalho e comportamento. As implicações e aplicações de Gálatas 2:14 são vastas.


Parte 1: Implicações e aplicações.
1ª. Implicação: O poder do evangelho.
Primeiro, Paulo está mostrando para nós que levando a verdade do evangelho para cada área da nossa vida é o jeito de ser transformado pelo poder de Deus. O evangelho é descrito na Bíblia em termos mais surpreendentes. Anjos anseiam em olhar para isto todo o tempo (1Pe 1:12).  Ele simplesmente não nos traz poder, mas é o poder de Deus em si mesmo, como Paulo diz, “Eu não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para salvação” (Rm 1:16). E também é a benção de Deus com benefícios que qualquer um pode ter se chegar perto (1 Co 9:23). Ele é até chamado de própria luz da glória de Deus em si mesmo: “eles não podem ver a luz da gloria de Deus na face de Jesus Cristo” (2Co 4:4,6).
Depois que o evangelho nos regenerou e nos convertemos, ele é o instrumento para todo o crescimento contínuo e progresso espiritual: “Que já chegou a vós, como também está em todo o mundo; e já vai frutificando, como também entre vós, desde o dia em que ouvistes e conhecestes a graça de Deus em verdade” (Cl. 1:6). Aqui nós aprendemos muitas coisas: 1. O evangelho é uma coisa viva (cf. Rm 1:16), como a semente ou a arvore que traz mais e mais nova vida- frutificando e crescendo. 2. O evangelho é “plantado” em nós, de modo que apenas frutificamos quando entendemos sua grandeza e implicações profundas- compreendendo a graça de Deus em toda a sua verdade. 3. O evangelho continua a crescer em nós e nos renovar através de nossas vidas- como tem feito desde quando o ouvimos. Este texto nos ajuda a evitar tanto uma abordagem exclusivamente racionalista ou uma mística para a renovação. Por um lado, o evangelho tem um conteúdo- esta é sua profunda doutrina. Esta é verdade, e especificamente, é a verdade sobre a graça de Deus. Mas, por outro lado, esta verdade é um poder vivo que continuamente expande sua influência em nossas vidas, assim como uma cultura ou uma árvore que crescem, espalham e dominam cada vez mais uma área com suas raízes e frutos.

Implicação 2 – A suficiência do evangelho.
Segundo, Paulo está mostrando que na nossa vida cristã nós nunca “vamos além do evangelho” para algo mais avançado. O evangelho não é o primeiro passo numa escada de verdades, mas, é mais parecido com um centro num círculo de verdade. O evangelho não é apenas o ABC, mas, o A a Z do cristianismo. O evangelho não é o mínimo necessário requerido para entrar no reino, mas o caminho em que fazemos todo progresso no reino.
Não somos apenas justificados pelo evangelho e, então, nos santificamos pela obediência; ao invés disto, o evangelho é o caminho pelo qual crescemos (Gl 3:1-3) e somos renovados (Cl 1:6). É a solução para cada problema, a chave para cada porta fechada, o poder para nos fazer romper cada barreira (Rm 1:16-17). É muito comum na igreja pensar da seguinte forma: “O evangelho é para os não cristãos. Alguém precisa dele para ser salvo. Mas, uma vez salvo, você cresce através de trabalho e obediência”. Mas, Colossenses 1:6 mostra que isto é um engano. Ambas a confissão e “trabalho duro” não são decorrentes ou coerentes com o evangelho, não irão lhes santificar- vão estrangulá-los. Todos os problemas vêm de um fracasso em aplicar o evangelho. Assim, quando Paulo deixou os efésios, ele entregou para eles “à palavra de sua graça, que pode edifica-los” (At. 20:32).
O problema principal na vida cristã, então, é que não temos pensado as profundas implicações do evangelho, nós não temos “usados” o evangelho  em todas as partes da nossa vida. Richard Lovelace diz que os problemas que a maioria das pessoas possui são apenas uma falha de serem orientadas pelo evangelho- um fracasso de compreender e acreditar nele e através dele 1. Lutero diz, “(a verdade do evangelho) é também o principal artigo de toda a doutrina cristã... Mais necessário é, portanto, que nós devemos saber este artigo bem, ensina-lo aos outros, e colocar ele dentro de nossas cabeças continuamente” 2. O evangelho não é fácil compreendido. Paulo diz que o evangelho faz seu trabalho de renovação em nós apenas quando nós entendemos isto em toda a sua verdade. Todos nós em algum grau vivemos em torno da verdade do evangelho em nós apenas como nós entendemos isto em toda a sua verdade. Todos nós vivemos em algum grau em torno da verdade do evangelho mas não “pegamos” isto. Então, a chave para uma renovação espiritual continua e profunda e um avivamento é uma contínua redescoberta do evangelho. A descoberta de uma nova implicação  ou aplicação do evangelho- vendo mais de sua verdade- é um importante estagio de qualquer renovação. Esta é a verdade seja para um individuo ou para uma igreja.



APLICAÇÕES.
Os dois “ladrões” do evangelho.
Desde que Paulo usa a metáfora do “estar em linha com o evangelho”, nós podemos considerar que a renovação do evangelho ocorre quando nós guardamos de andar fora da linha seja para a direita, ou seja, para esquerda. Uma chave para pensar as implicações do evangelho é considerar o evangelho como um terceiro caminho entre os dois enganos opostos. Contudo, nós precisamos entender que o evangelho não é um compromisso de meio-termo entre estes dois polos- isto produz não algo no meio, mas algo diferente de ambos.
““ Tertuliano, um escritor cristão do segundo e terceiro século, diz” Assim como Cristo foi crucificado entre dois ladroes, também esta doutrina da justificação também está crucificada entre dois erros opostos”. Ele quer dizer que aqui estão dois caminhos básicos falsos de pensamento, cada um deles rouba o poder e a distinção do evangelho de nós nos empurrando para um lado ou outro da linha do evangelho. Este dois enganos são muito poderosos, porque eles representam a tendência natural do coração e da mente humana.
(O evangelho é revelado por Deus (Rm 1:17) -  uma mente humana sem ajuda não pode concebê-lo). Os ladroes podem ser chamados de moralismo ou legalismo por um lado e de hedonismo ou relativismo por outro lado. Outra forma de colocarmos isto: o evangelho se opõe tanto a religião quanto a irreligião (veja Mt. 21:31; 22:10). Por um lado, moralismo/religião salientam a verdade sem a graça, por isto diz que nós devemos obedecer a verdade para sermos salvos. Por outro lado, relativismo/irreligião salientam a graça sem verdade, por isto diz que todos nós fomos aceitos por Deus (se é que existe um Deus) e nós temos que decidir o que é a verdade para nós. Ambas as verdades sem graça não são realmente verdade, e “graça” sem verdade não é realmente graça. Jesus era “cheio de graça e verdade”(Jo.  1:14). Qualquer religião ou filosofia de vida que não enfatiza isto ou perde uma ou outra destas verdades caiem num legalismo ou em licenciosidade, e em cada caminho, a alegria, o poder e a libertação do evangelho são roubadas.


O ladrão do moralismo/religião. Como o moralismo/religião roubam a alegria e o poder?
Moralismo é a visão que vocês são aceitos (por Deus, pelo mundo, pelos outros, para si mesmo) através de suas conquistas. Moralistas não precisam ser religiosos, mas, geralmente, os são. Quando eles são, sua religião é bem conservadora e cheia de regras. Algumas vezes, moralistas tem uma visão de Deus como muito santo e justo. Esta visão levara a: a. se auto odiar (porque eles não podem viver de acordo com os padrões) ou b. se auto incharem (porque eles pensam que vivem acima dos padrões). Isto é irônico que os complexos de inferioridade e superioridade possuem a mesma raiz. Se o moralista  vai terminar presunçoso e superior ou esmagado e culpado apenas depende em quão alto os padrões estão e em sua vantagem natural tais como família, inteligência, aparência, força de vontade. Pessoas moralistas podem ser profundamente religiosas- mas aqui não há uma alegria ou um poder que transforma.

O ladrão do relativismo/irreligião. Como o relativismo rouba a alegria e o poder?
Relativistas são usualmente irreligiosos, ou também eles preferem o que se chama de uma religião liberal. Na superfície, eles são mais felizes e tolerantes que as pessoas moralistas e religiosas. Embora, possam ser altamente idealistas em algumas áreas ( tal como a politica), eles acreditam que a necessidade de cada determina o que é certo e errado para si mesmos. Eles não estão convencidos que Deus é juto e deve punir os pecadores. Suas crenças em Deus tendem a desenha-Lo como amoroso ou uma força impessoal. Eles talvez falem de grandes lutas a respeito do amor de Deus, mas já que eles não pensam a si mesmos como pecadores. O amor de Deus pela humanidade não custa nada para Ele. Se Deus nos aceita, é porque Ele é tão acolhedor ou porque não somos assim tão maus. O conceito do evangelho do amor de Deus  é muito mais rico e profundo e, ainda mais, eletrizante.

O que as pessoas religiosas e as irreligiosas têm em comum?
Eles parecem ser tão diferentes, mas do ponto de vista do evangelho, eles são realmente os mesmos.
Ambos são caminhos  de evitar Jesus como salvador e manter o controle de suas próprias vidas.
Pessoas irreligiosas procurando serem seus próprios salvadores e senhores através do orgulho mundano. (“Ninguém pode me dizer como viver ou o que fazer; eu determino o que é certo e errado para mim!”). Contudo, pessoas morais e religiosas buscam serem seus próprios salvadores e senhores através do orgulho religioso. (“Eu sou mais moral e espiritual que as outras pessoas, então Deus deve isto para mim, deve escutar minhas orações e me levar para o céu. Deus não pode apenas deixar acontecer comigo- ele me deve uma vida feliz. Eu tenho merecido isto!”). As pessoas irreligiosas rejeitam Jesus inteiramente; as pessoas religiosas usam Jesus como um exemplo, ou um ajudador ou um professor- mas como um Salvador. Em seu romance “Wise Blood”, o personagem principal de Flannery O´Connor, Hazel pensa ”este é o jeito de evitar a Jesus é evitar o pecado”. Estes dois modos diferentes fazem a mesma coisa- a pessoa controla a própria vida. (Uma nota aqui: Ironicamente, moralistas, apesar de toda a ênfase em seus padrões tradicionais, são no fim, centrados em si mesmos e individualistas, porque eles têm consertados a si mesmo como seus próprios salvadores. Relativistas, apesar de toda a ênfase em liberdade e aceitação, são no fim moralistas, porque eles ainda têm que viver preenchendo seus próprios padrões ou se tornam desesperados. E, muitas vezes, eles ficam bem orgulhosos em suas mentes abertas e julgam os outros que não são).
Ambos estão baseados em visões distorcidas do Deus real.
A pessoa irreligiosa perde a visão da lei e da santidade de Deus, e a pessoa religiosa perde de vista o amor e a graça de Deus; no fim ambos perdem o evangelho inteiramente. Para o evangelho é que na cruz Jesus cumpriu a lei de Deus por amor a nós.  Sem um entendimento completo da obra de Cristo, a realidade da santidade de Deus ira fazer sua graça irreal, ou a realidade do amor de Deus ira fazer sua santidade irreal. Apenas o evangelho- que nós erámos tão pecadores que nós precisávamos ser salvos totalmente pela graça – nos permite ver Deus como Ele realmente é. O evangelho nos mostra um Deus muito mais santo que o legalista pode suportar (ele teve que morrer porque nós não poderíamos satisfazer suas demandas santas), e ainda mais misericordioso que um humanista pode conceber (ele teve que morrer porque ele amava a nós).
Eles ambos negam nosso pecado- e, assim, perdem a alegria e o poder da graça.
Isto é obvio as pessoas relativistas e irreligiosas negam a profundidade do pecado e, assim, a mensagem “Deus ama você” não tem poder para eles. Contudo, apesar das pessoas religiosas poderem ser extremamente penitentes e arrependidas por seus pecados, eles enxergam o pecado como uma simples falha em viver de acordo com os padrões pelos quais eles salvam a si mesmos. Eles não enxergam o pecado como uma auto justificação profunda e egoísmo  através do qual eles estão tentando viver suas vidas independentes de Deus. Então, quando eles vão a Jesus por perdão, estão apenas indo como um jeito para encobrir as falhas em seu projeto de auto salvação.  E quando as pessoas dizem, “Eu sei que Deus é perdão, mas eu não posso perdoar a mim mesmo”, isto significa que eles rejeitam a graça de Deus e insistem em serem dignos do seu favor. Desse modo, as pessoas religiosa com baixa  auto-estima estão neste estado, na verdade, porque não conseguem a profundidade do pecado. Eles apenas o veem como uma quebra da lei, mas não como rebelião e auto-salvação.


Um jeito todo novo de ver Deus.
Os cristãos adotaram todo um novo sistema de abordagem de Deus. Eles podem ter passado pelas duas fases religiosa e irreligiosa no passado, mas eles passaram a ver que as razoes tanto de sua irreligião como de sua religião são essencialmente as mesmas, e essencialmente erradas! Cristãos passam a ver que o cristianismo não é fundamentalmente um convite para ser mais religioso.  Um crente passa a diz, “Apesar de eu ter falhado em obedecer à lei moral, o problema mais profundo era que eu estava tentando obedecer ela”. Mas, até meus esforços para obedecer eram maneiras de procurar ser meu próprio salvador. Nesta mentalidade, mesmo se obedeço ou peço por perdão, eu realmente estou resistindo ao evangelho e colocando a mim mesmo como um salvador. Para ter o evangelho é preciso sair da auto-justificação e contar com o registro de Jesus para um relacionamento com Deus. O irreligioso não se arrepende de todo, e o religioso só se arrepende dos pecados; cristãos também se arrependem de sua justiça. Esta é a distinção entre estes três grupos- cristãos, moralistas (religiosos) e pragmáticos (irreligiosos).

SUMÁRIO
Sem um conhecimento do nosso pecado extremo, o pagamento da cruz parece trivial e não eletrifica ou transforma a nós. Contudo, sem um conhecimento da vida e morte completamente satisfatória de Cristo, o conhecimento do pecado nos quebra ou nos mova para negação ou repressão disto. Jogue fora seja o conhecimento do pecado ou o conhecimento da graça e a vida das pessoas não muda. Eles serão ou esmagados pela lei moral ou correr disto com raiva. Então, o evangelho é não que vamos de sermos irreligiosos para sermos religiosos, contudo, o que nós entendemos que nossas razões tanto para nossa religiosidade ou para a nossa irreligiosidade são essencialmente as mesmas e essencialmente erradas.  Nós estamos procurando serem nossos próprios salvadores e, então, guardar o controle de nossas próprias vidas. Quando nós confiamos em Cristo como nosso redentor, nós saímos da confiança em nossa própria determinação ou autonegação, seja o hedonismo ou moralismo, para a nossa salvação.



UM MODO NOVO DE VER A VIDA.
Paulo nos mostra, então, que nós não devemos  simplesmente perguntar em cada área da vida, “Qual é o jeito moral de agir?”, mas, sim,  “Qual é jeito que isto está de acordo (em linha) com o evangelho?”. O evangelho deve ser continuamente pensado para nos impedir de movermos para as nossas direções habituais moralistas ou individualistas. Temos que levar tudo de acordo com o evangelho.


O exemplo do racismo.
Desde que Paulo aplicou o evangelho ao racismo, vamos usar isto como um exemplo.
A abordagem moralista para raça. Moralistas tendem a ser muito orgulhosos para sua cultura. Eles facilmente caem num imperialismo cultural e tentar atribuir uma significância espiritual para suas normas culturais, para se sentirem moralmente superiores as outras pessoas. Isto acontece porque as pessoas moralistas são muito inseguras, já que eles tomam a lei eterna seriamente e sabem bem no fundo que não podem guardar ela. Por isto, eles usam as diferenças culturais para reforçar seu senso de justiça.
A abordagem relativista para raça. O erro oposto do imperialismo cultural é o relativismo cultural. Esta abordagem diz, “sim, pessoas tradicionais são racistas porque elas acreditam numa verdade absoluta. Mas, a verdade é relativa. Cada cultura é bela em si mesma. Cada cultura deve ser aceita em seus próprios termos”.
A abordagem do evangelho para raça. Cristãos sabem que a intolerância não deriva tanto da crença na verdade como uma falta de crença na graça. O evangelho nos leva: a. sermos de alguma forma críticos de todas as culturas, incluindo a nossa própria (desde que isto é verdadeiro), contudo, b. percebemos que nós podemos nos sentir moralmente superiores a ninguém, afinal de contas, nós somos salvos pela graça somente, e então um vizinho não cristão talvez seja mais moral e esperto que eu. Isto dá ao cristão uma postura radicalmente distinta daquela do moralista ou do relativista.
Nota: os relativistas (como mencionado acima) são, em última análise, moralistas e, portanto, elas podem ser respeitosas apenas com outras pessoas que acreditam que tudo é relativo! Contudo, os cristãos não podem se sentir moralmente superiores aos relativistas.


PARTE 2: A CHAVE PARA TUDO.
O evangelho é o modo que tudo é renovado e transformado por Cristo- seja um coração, um relacionamento, uma igreja ou uma comunidade. Esta é a chave para toda doutrina e para a nossa visão de nossas vidas no mundo. Então, todos os nossos problemas vem de uma falta de orientação  do evangelho. Colocando positivamente, o evangelho transforma nossos corações, pensamentos e abordagens para absolutamente tudo.


A.      O EVANGELHO E O INDIVÍDUO.

1.       Abordagem ao desanimo. Quando uma pessoa está deprimida, o moralista diz, “você está quebrando as regras- arrependa-se”. Por outro lado, o relativista diz, ”você precisa amar e aceitar a si mesmo”. Sem o evangelho, superficialidades serão abordadas ao invés do coração. O moralista vai trabalhar no comportamento e o relativista vai trabalhar nas emoções em si mesmas. Contudo, (assumindo que aqui não há uma base fisiológica para a depressão) o evangelho nos levam a examinar  a nós mesmos e dizer, “algo em minha vida se tornou mais importante que Deus, um pseudo-salvador, uma forma de obras de justiça”. O evangelho nos leva ao arrependimento, não meramente colocando nossa vontade contra assuntos superficiais.
2.       Abordagem ao mundo físico. Alguns moralistas são indiferentes ao mundo físico e veja isto como não importante. Outros moralistas são francamente medrosos do prazer físico, e uma vez que eles estão procurando ganhar sua salvação, eles preferem focar nos pecados de uma natureza física como uma falha para disciplinar sexo e os outros apetites. Estes são mais fáceis de evitar que os pecados do espirito tal como o orgulho. Então, os moralistas preferem enxergar os pecados do corpo como piores que os outros tipos. O legalismo que resulta usualmente leva para um desgosto do prazer. Por outro lado, o relativista é, muitas vezes, um hedonista, alguém que é controlado por prazer e faça disto um ídolo. O evangelho nos leva para ver que Deus criou tanto o corpo como a lama e, então, irá redimir tanto o corpo como a alma, embora sob o pecado, o corpo e a alma estão quebrados. Assim, o evangelho nos leva para desfrutar o físico (e lugar contra o quebrantamento físico, tais como doença e pobreza), ainda para ser moderados no uso das coisas materiais.
3.       Abordagem para o amor e relacionamentos. Moralismo, muitas vezes, torna os relacionamentos em um jogo de culpa. Isto é porque um moralista é traumatizado pelo criticismo que é muito severo e mantém uma autoimagem como uma boa pessoa por culpar os outros. Por outro lado, moralismo pode usar a busca do amor como um jeito de ganhar nossa salvação e nos convencer que somos pessoas dignas. Isto, quase sempre, cria o que é chamado de co-dependencia- uma forma de auto-salvação através da necessidade das pessoas ou da necessidade das pessoas de você (isto é, salvar a si mesmo salvando os outros). Por um lado, muito relativismo reduz amor a uma parceira negociada para um beneficio mutuo. Você se relaciona apenas enquanto não custa nada para você. Então a escolha sem o evangelho é para o egoísmo em usar os outros ou para o egoísmo de deixar você ser usado pelos outros. Mas, o evangelho nos leva para nenhum dos dois lados. Nós sacrificamos e comprometemos a nós mesmos, mas não de uma necessidade de convencer a nós mesmos ou os outros que nós somos aceitáveis. Nós podemos amar a pessoa o suficiente para confrontar quando isto é preciso, e ainda, ficamos com a pessoa mesmo quando isto não beneficia a nós.
4.       Abordagem para o sofrimento. Moralismo emprega a abordagem dos amigos de Jó, deixando a culpa em nós mesmos. Você simplesmente assume, “eu devo ser mau para estar sofrendo”. Debaixo da culpa, então, aqui está sempre a raiva para com Deus. Por quê? Porque os moralistas acreditam que Deus deve isto a eles. Todo o ponto do moralismo é colocar Deus em seu débito. Porque você tem sido tão moral, que você sente que não merece realmente sofrimento. Moralismo deixa você em lágrimas, em um nível em que você pense, “o que eu fiz para merecer isto?”, contudo, em outro nível, você pense, “eu provavelmente fiz alguma coisa para merecer isto!”. Quando o moralista sofre, então, ele ou ela devem sentir mal com Deus (porque eu tenho tido uma desempenho boa) ou mal consigo (porque eu não tenho tido uma boa desempenho) ou ambos. Por outro lado, o relativista/pragmático sente justificado em evitar o sofrimento a todo custo – mentir, enganar, e quebrar promessas estão certos. Contudo, quando o sofrimento chega, o pragmático coloca a culpa na porta de Deus, dizendo que ele deve ser ou injusto ou impotente. A cruz nos mostra, contudo, que Deus nos redime através do sofrimento. Deus sofreu não para que nós pudéssemos não sofrer, mas que em nosso sofrimento poderíamos ser como ele. Uma vez que tanto o moralista quanto o pragmático ignoram a cruz, eles serão tanto confusos quanto devastados pelo sofrimento.
5.       Abordagem para a sexualidade. O relativista vê o sexo como um apetite meramente biológico e físico. O moralista tende a enxergar sexo como sujo ou, ao menos, um impulso perigoso que leva constantemente a pecar. Mas, o evangelho mostra a nós que a sexualidade é refletir a auto entrega de Cristo. Ele deu a si mesmo completamente sem condições, então nós não podemos procurar intimidade enquanto nos seguramos no controle da nossa vida. Se nós damos a nós  mesmos sexualmente, nós estamos dando a nós mesmos legalmente, socialmente, pessoalmente- totalmente. Sexo é para acontecer apenas dentro de um total comprometimento, o relacionamento permanente do casamento.
6.       Abordagem para a família de alguém. Moralismo pode fazer de você um escravo das expectativas dos pais, enquanto que o relativismo enxerga nenhuma necessidade para lealdade familiar ou em guardar promessas e pactos se eles não encontrarem minhas necessidades. O evangelho liberta você de buscar a aprovação dos pais como um absoluto ou uma salvação psicológica, por isto aponta para como Deus se tornou nosso perfeito Pai. Então, você será nem tão dependente ou, também, nem tão hostil em relação aos seus pais.
7.       Abordagem ao auto controle. Moralistas nos falam para controlar nossas paixões por medo de punição. Esta é uma abordagem baseada na volição. Relativismo nos diz para expressarmos a nós mesmos e encontrar disto o que funciona para nós. Esta é uma abordagem baseada na emoção. O evangelho nos fala que a livre, incondicional graça de Deus nos ensina dizer não para nossas paixões (Tito 2:12) se nós atentarmos a isto. Esta é uma abordagem da pessoa por completo, começando com a verdade que desce para dentro do coração.
8.       Abordagem para testificar. O pragmático poderia negar a legitimidade do evangelismo por completo. A pessoa moralista acredita em proselitismo, porque “nós somos corretos e eles são errados”. Tal proselitismo é quase sempre ofensivo. Contudo, o evangelho produz uma  diferente constelação de fatores em nós. Primeiro, nós somos compelidos a partilhar o evangelho a partir da generosidade e do amor, não da culpa. Segundo, nós estamos livres do medo de sermos ridicularizados ou feridos pelos outros, desde que nós já temos o favor da graça de Deus. Terceiro, nós aprendemos humildade em nossas relações com os outros, porque nós sabemos que somos salvos pela graça somente, não por causa de nosso caráter ou inteligência superiores. Quarto, nós somos esperançosos a respeito de qualquer pessoa, mesmo os “casos difíceis”, porque nós mesmos fomos salvos apenas pela graça, não porque nós erámos pessoas que pareciam ser dispostas a serem cristãs. Quinto, nós somos corteses e cuidados com as pessoas. Não temos que empurrar ou coagir elas, pois apenas a graça de Deus abre os corações, não nossa eloquência ou persistência ou mesmo a abertura delas. Todos estes fatores criam não somente um evangelista ganhador, mas um excelente próximo num sociedade multicultural.
9.       Abordagem para com a autoridade humana. Moralistas tenderão a obedecer às autoridades humanas (família, tribo, governo, costumes culturais) muito, já que eles  colocam tanto peso em sua autoimagem de serem morais e decentes. Relativistas obedecerão à autoridade humana também muitíssimo, desde que, eles não tenham nenhuma outra grande autoridade pela qual eles possam julgar sua cultura, ou também muito pouco (eles talvez obedeçam apenas quando eles sabem que não pegos). Isto significa tanto o autoritarismo como a anarquia. Contudo, o evangelho dá a você tanto um padrão para se opuser a autoridade humano- se ela contradizer o evangelho- como um incentivo para a obediência às autoridades civis vinda do coração, mesmo quando você pode ser pego com desobediência.
10.   Abordagem para a dignidade humana. Moralistas, muitas vezes, tem uma visão bem pequena da natureza humana- eles geralmente enxergam o pecado humano e a depravação. Relativistas, por outro lado, não tem boas bases para tratar as pessoas com dignidade. Rotineiramente, eles não possuem crenças religiosas sobre o que os seres humanos são. (se as pessoas são apenas uma casualidade produzida pela evolução, como nós podemos saber que elas são mais valiosas que uma rocha?). Entretanto, o evangelho nos mostra que cada ser humano está infinitamente caído (perdido em pecado) e infinitamente exaltado (na imagem de Deus). Então, nós tratamos  cada ser humano como precioso, ainda assim, perigoso!
11.   Abordagem para  culpa. Quando você diz, “eu não posso perdoar a mim mesmo”, isto quer dizer que algum padrão ou condição ou pessoa é mais central para sua identidade que a graça de Deus. Se você não pode perdoar a si mesmo, isto é porque você tem falhado com seu real deus, com sua real justiça e isto está deixando você preso.  O deus falso do moralista é usualmente um deus de sua imaginação que é santo e exigente, mas não gracioso. O falso deus do relativista é geralmente alguma conquista ou um relacionamento. Deus é apenas Deus que pode perdoar- nenhum outro deus pode.
12.   Abordagem para a autoimagem. Sem o evangelho, nossa autoimagem é baseada em como vivemos de acordo com alguns padrões-  sejam nossos ou sejam impostos por outras pessoas sobre você. Se você vive de acordo com estes padrões, você será uma pessoa confiante, mas não humilde. Se você não vive de acordo com eles, então você será humilde, mas não confiante. Apenas o evangelho pode fazer de você, ao mesmo tempo, grandemente corajoso e totalmente sensível e humilde. Para você que é tanto perfeito quanto pecador!
13.   Abordagem para alegria e humor. Moralistas passam longe da alegria e do humor- porque o sistema do legalismo força você a tomar a si mesmo (sua imagem, sua aparência, sua reputação) muito seriamente. Relativismo, por outro lado, tenderá ao cinismo conforme a vida vai. O cinismo cresce como uma falta de esperança para o mundo: no fim, o mal irá triunfar- não há julgamento ou justiça divina. Contudo, se nós somos salvos pela graça apenas, então o próprio fato de sermos cristãos é uma fonte constante de um prazer maravilhoso para nós. Não há nada que seja um fato imposto sobre as nossas vidas, nenhum “é claro” sobre as nossas vidas. É um milagre que somos cristãos, e nós temos esperança. Então, o evangelho que cria uma humildade corajosa pode nos dá um profundo senso de humor. Nós não precisamos tomar a nós mesmos seriamente, e nós estamos cheios de esperança para o mundo.
14.   Abordagem para uma vida correta. Jonathan Edwards ensina que a “verdadeira virtude” é possível apenas para aqueles que experimentaram a graça do evangelho. Qualquer pessoa que está tentando merecer sua própria salvação faz “a coisa certa” buscando entrar no paraíso, ou para que se sentir melhor em sua autoestima, ou para qualquer outra razão de auto interesse. Contudo, as pessoas que sabem que já são totalmente aceitas fazem a coisa certa para deliciar da justiça por si mesma. Apenas no evangelho você pode obedecer a Deus por amor a Deus e não para que Deus lhe dê algo. Somente no evangelho você ama as pessoas por amor a elas (não a você), faz boas coisas por elas mesmas (não por você), e obedece a Deus por amor a ele (e não por você). Só o evangelho faz de fazer a coisa certa uma alegria e um prazer, não um fardo ou meio para um fim.


B.  O EVANGELHO E A IGREJA.

1. Abordagem para o ministério no mundo. Moralismo tende a colocar toda a ênfase na alma humana individual. Religiosos moralistas insistirão em converter os outros para sua fé e igreja, mas, ignorarão as necessidades da comunidade circunvizinha. Por outro lado, “liberalismo” vai tender a enfatizar apenas uma melhoria das condições sociais e minimizar a necessidade por arrependimento e conversão. O evangelho leva a amar, que por sua vez nos move a dar para o nosso próximo qualquer coisa que ele precise- conversão ou um copo de agua gelada, evangelismo e preocupação social.
2. Abordagem para adoração. Moralismo conduz a um tipo sisudo e sombrio de adoração que pode ser longo em dignidade, mas é curto em alegria. Uma compreensão superficial da aceitação sem um senso da santidade de Deus, por outro lado, pode levar a uma adoração vazia e casual. (Enquanto isto, um sentimento nem do amor de Deus e nem de sua santidade nos encaminha para um culto de adoração que parece mais um reunião de comitê!) Contudo, o evangelho nos conduz para ver que Deus é tanto transcendente quanto imanente. Sua imanência nos dá seu conforto transcendente, enquanto que sua transcendência nos dá sua maravilhosa imanência. O evangelho nos leva tanto ao assombro quanto para intimidade na adoração, porque Aquele que é santo agora é nosso Pai.
3. Abordagem para os pobres. O pragmático tende a desprezar a fé dos pobres e ver eles como vitimas indefesas precisando de conselhos. Isto nasce da descrença na graça comum de Deus para todos. Ironicamente, a mente secular também rejeita a realidade do pecado e, portanto, qualquer um que for pobre tem de ser alguém oprimido, uma vítima sem ajuda. Moralistas, por outro lado, tende a desprezar o pobre como fracassados ou fracos. Eles os veem como culpados por sua situação. Contudo, o evangelho nos conduz a sermos a. humildes, sem uma superioridade moral, sabendo que somos falidos espiritualmente, mas que fomos salvos por livre generosidade de Cristo, b.  gracioso, mas não muito preocupado sobre o merecimento, desde que nós não merecíamos ao graça de Cristo, e c. respeitoso dos crentes pobres como irmãos e irmãos com quem pode aprender. É apenas o evangelho que pode levar as pessoas a um respeito humilde e solidariedade para com o pobre.
4. Abordagem para as diferenças doutrinárias. O “já” do novo testamento nos faz corajosos em nossa proclamação. Nós podemos estar definitivamente certos em sua maioria das doutrinas centrais que suportam o evangelho. Mas, o “ainda não” requer caridade e humildade nas crenças não essenciais. Isto é, nós devemos ser moderados a respeito do que nós ensinamos exceto quando isto fala da cruz, da graça e do pecado. Em nossas visões, especialmente nossas opiniões sobre assuntos que os cristãos não concordam, nós devemos ser menos inflexíveis e triunfalistas (acreditando que nós entendemos tudo). Isto também significa que nosso discernimento do chamado e da vontade de Deus para nós e para os outros não deve propagado com uma segurança presunçosa que nosso pensamento não pode estar errado. (Diferente dos pragmáticos, nós precisamos estar prontos a morrer por nossa fé no evangelho; diferente dos moralistas, nós precisamos guardar em mente que nem toda crença de alguém é digna de ser lutada até a morte).
5. Abordagem para santidade. O “já” do evangelho quer dizer que nós não devemos tolerar o pecado. Com a presença do reino, não somos feitos “participantes da natureza divina” (2Pe 1:4). O evangelho nos traz a confiança que qualquer pessoa pode ser transformada, qualquer habito escravizado pode ser derrotado. Mas o “ainda não” do evangelho significa que nosso pecado permanece em nós e não será nunca eliminado até o reino chegue por completo. Então nós devemos evitar respostas padronizadas, e nós devemos esperar correções rápidas. Diferentemente do moralista, nós precisamos ser pacientes com o crescimento lento ou os lapsos e estarmos atentos para complexidade da transformação e do crescimento na graça. Ao contrário dos pragmáticos e cínicos, nós devemos insistir que uma mudança milagrosa é possível.
6. Abordagem para os milagres. O “já” do reino significa que o poder para os milagres e a cura está disponível. Jesus demonstrou o reino curando os doentes e ressuscitando os mortos. Mas o “ainda não” do evangelho significa que a natureza ( nós, inclusive) estamos ainda sujeitos a queda (Rm. 8:22-23) e que a doença e a morte continuam inevitáveis até que sua final consumação. Não podemos esperar milagres e liberdade dos sofrimentos serem coisas normais na vida cristã, que nós iriamos passar nossos dias sem dor. Ao contrario dos moralistas, nós sabemos que Deus pode curar e fazer milagres; diferentemente dos pragmáticos, nós não temos como objetivo pressionar a Deus para uma eliminação do sofrimento.
7. Abordagem para a saúde da igreja. O “já” do reino quer dizer que a igreja é agora a comunidade do poder do reino. É, então, capaz de poderosamente transformar sua comunidade. Evangelismo que multiplica “o numero daqueles que estão sendo salvos diariamente” (At 2:47) é possível! Uma comunidade amorosa que destrói “o muro de divisão da hostilidade” (Ef. 2:14) entre as diferentes raças e classes é possível! Contudo, o “ainda não” do reino significa que Jesus não tem ainda apresentado sua noiva, a igreja, “como uma igreja radiante sem ruga ou sem mácula” (Ef. 5:27). Nós não devemos então ser críticos duros de congregações imperfeitas nem pular impacientemente de igreja em igreja quando percebermos rugas. O errado não será erradicado completamente da igreja ainda. O “ainda não” do reino também nos aponta para evitarmos uma imposição sobremaneira severa da disciplina da igreja e outros jeitos para trazer fazer uma igreja perfeita hoje.
8. Abordagem para mudança social. Nós não podemos esquecer que Cristo mesmo agora está governando em certo sentido sobre a história (Ef. 1:22-23). O “já” da graça nos indica que cristãos podem esperar usar o poder de Deus para mudar as condições sociais e as comunidades. Mas, o “ainda não” do pecado significa que haverá “guerras e rumores de guerras”. Egoísmo, crueldade, terrorismo e opressão continuarão. Cristãos não guardam ilusões sobre politica nem esperam condições utópicas. O “ainda não” nos diz que cristãos não confiarão em qualquer agenda politica ou social para trazer justiça aqui na terra. Então, o evangelho nos protege de um super pessimismo do fundamentalismo (moralismo) sobre a mudança social e também de um super otimismo do liberalismo (pragmatismo).



SUMÁRIO.


Todos os problemas, pessoais ou sociais advêm de uma falha em aplicar o evangelho de uma forma radical, um erro em ficar “em linha (de acordo) com a verdade do evangelho” (Gl 2:14). Todas as patologias na igreja e toda sua ineficiência vem do fracasso de deixar o evangelho ser expresso em um modo radical. Se o evangelho é exposto e aplicado em sua completude em qualquer igreja, esta igreja começará a ver de um modo único. Pessoas acharão nele, tanto uma convicção moral quanto compaixão e flexibilidade.




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Notas.


1. Veja Richard Lovelace, Dynamics of Spiritual Life: An Evangelical Theology of Renewal (Downers Grove, Ill: Inter-Varsity Press, 1979), p. 211: “Muito do que temos interpretado como um defeito de santificação no povo da igreja é realmente uma conseqüência de sua perda de rumo em relação à justificação ".
2. Martin Luther, A Commentary on St. Paul’s Epistle to the Galatians (London: James Duncan, 1830), Chapter 2, Verse 4, 5.

terça-feira, fevereiro 07, 2012

RICHARD F. LOVELACE

“Os crentes são, portanto, cobertos pela justiça perfeita de Cristo que lhes é atribuída na justificação, fortalecidos pelo poder da vida de Cristo na santificação, dotados de acesso imediato à mente e ao coração de Cristo, pela morada interior do Espírito; e equipados com a autoridade de Cristo  no resistir, expor e expulsar as forças das trevas” (p.42)

O gozo de plena vitalidade espiritual por parte de indivíduos ou igrejas não é um resultado automático de se compreender todas as facetas da redenção, pois isso depende do relacionamento dos crentes com o Senhor soberano. Mover-se em direção à graça é ser aceito e abençoado pela presença de Deus, enquanto que recuar no crescimento gera sequidão espiritual cada vez maior” (p. 45)

A aceitação de Cristo e a apropriação de cada elemento na redenção dependem da percepção da santidade de Deus e da convicção da profundidade do meu pecado” p.47

 

Richard F. Lovelace, p 42

terça-feira, dezembro 29, 2009

Timothy Keller: Dinamica da Renovação Espiritual


Existem duas patologias espirituais. Alguns cristãos tem uma limitada compreensão do seu pecado. Necessitam ver seu pecado desde uma perspectiva em que Deus é o centro. Outros se sentem insuficientes, contudo, tem uma conceito teórico com respeito a justificação pela fé. Necessitam ver com a justificação chega a ser base para suas atividades cotidianas. Se faltar a consciência do pecado como também a aceitação do amor de Deus, o evangelho não pode operar. Quando chamamos as pessoas para o evangelho, nos a fazemos ter um arrependimento radical e a descansar completamente em Cristo por meio da fé.
A renovação é uma obra divina na qual a igreja é embelezada e revestida de poder pois as operações normais do Espirito Santo são intensificadas. Estas são: a. convicção do pecado, b. deleite/segurança da graça e do amor do Pai e c. acesso a presença de Deus.
Para poder experimentar estas operações , o primeiro fundamento é ter uma sã doutrina, já o que o evangelho é verdade. A menos, que a verdade seja entendida de maneira intacta e completa, não pode conferir seus efeitos renovadores. A outra condição é uma vida de oração persistente e disciplinada, em que não somente se levantam petições, mas também se busque o rosto de Deus para conhecê-Lo. Quando o poder de Deus se faz evidente, começam a ocorrer certa dinâmicas. Corporativamente, o derramar divino se comprova em uma paixão marcante e uma liberdade na adoração. Uma segunda marca é a profundidade do ensinamento e educação cristã. O amor pela Palavra é uma marca distinguível da obra do Espirito. Outra evidencia da presença divina é um visível amor nas relações entre os crentes. Ademais, os membros de uma igreja renovada se sentem entusiasmados de compartilhar com os outros acerca de Deus e sua glória. Finalmente, o avivamento produz vários indivíduos comprometidos com a ação social e a reforma da cultura.
Para ser um ministro do evangelho eficaz, o plantador de igrejas deve descobrir e aplicar continuamente o evangelho. Isto trará crescimento e renovação – Cl 1:6-. A renovação espiritual é um encontro com o Deus vivo, a verdade do evangelho incendiada dentro de nós. Contudo, como o evangelho nos renova? Quais são as condições para sua operação? Quais são as dinâmicas por meio das quais opera? .
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Que marcas mostra ao operar?
Cada uma das duas condições básicas para o avivamento podem ser chamadas como um eixo, sendo que cada um equilibra ao tratar do coração humano.
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Eixo Lei do Amor
O primeiro balanço é a lei do amor, devemos enfatizar tanto a santidade como a justiça de Deus e seu amor e misericórdia absolutos. A essência da renovação é compreender a graça de Deus em toda sua verdade – Cl. 1:6- e a essência da experiência cristã é glorificar a gloriosa graça de Deus – Ef. 1:6-. A única maneira para ver a gloria da graça é ver tanto a lei e o amor de Deus cumprir-se plenamento na cruz. Estes não devem ser ensinados como se fossem coisas opostas, mas como complementados perfeitamente em Cristo.
Primeiro, deve ver a absoluta santidade de Deus, a magnitude de sua deidade, a categórica necessidade do justo castigo de Deus sobre o pecado, e assim a completa desesperança da sua condições de inabilidade. Por que? Se você não se vê assim, então, o conhecimento do perdão e libertação não serão eletrizantemente maravilhosos. Por outro lado, necessitamos ver que sua salvação é um ato absolutamente gratuito, deve ver que a absoluta liberdade da sua salvação – somos santos perante Deus- e a riqueza – somos adotados- e sua permanência- não há condenação-. Por que? A menos que não vejamos assim, não teremos segurança em nossa alma e consciência para enfrentar o pecado que está em nossos corações.
Muitas pessoas não aceitam a completa verdade da santidade de Deus ou do nosso pecado , como também nem a nossa total e permanente aceitação. Estas atitudes indicam uma perca tanto da compreensão como da experiência da graça de Deus, e despedaçam as dinâmicas da renovação espiritual. Todas as marcas únicas da vitalidade crista: coragem ainda que humilde, forma ainda que liberdade, verdade ainda que amor, fluem desta perspectiva de amor e da lei de Deus levadas a cabo de uma vez para sempre por Jesus na cruz. A sentença da graça é expressada perfeitamente nas palavras do filho prodigo: Pai ...já não sou digno de ser chamado teu filho (Lc 15,21). Não somos dignos de ser filhos, mas sabemos que temos um direito absoluto de nos aproximarmos de Ele como Pai. Esta é a experiência essencial transformadora do evangelho! Se pensarmos que somos dignos por nossas obas obras, não teremos poder espiritual em nossas vidas. As dinâmicas da renovação requerem que tenhamos em vista e nos apropriamos destas ambas perspectivas.
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O eixo da Teologia- espiritualidade.
O segundo eixo está entre a teologia e a espiritualidade. O evangelho é primordialmente verdade, um corpo com conteúdo. Mas, devemos enfatizar tanto a necessidade de compreender e estudar a verdade crista como nossa experiência desta verdade por meio da presença e poder do Espírito Santo. A idéia da renovação espiritual pode ser comparada a uma combustão. Se há combustível – a madeira- e calor- uma chama- se dará a combustão. Na renovação espiritual, o combustível é a verdade do evangelho e a chama é o Espirito Santo aplicando a verdade ao coração. Ocorre , então, um encontor com o Deus verdadeiro ao qual a verdade assinala. O fogo resultante é o que lemos no livro de Atos: vidas e igrejas cristãs vibrantes.
O cristianismo é muito racional para o misticismo e muito místico para o racionalismo. Quando um cristão ou uma igreja enfatiza o cognitivo excluindo o experimental, ou o experimental excluindo o cognitivo, se perde a dinâmica da renovação. Ambos devem ser enfatizados com a mesma intensidade sem confrontar-se um com o outro pois são complementares. A verdade que experimentamos!!! Sem mais delongas, é essa mesma experiência que nos desperta o apetite por mais verdade.
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Nota: Já que os avivamentos tem tanto poder que muitas vezes criam tensões dentro da igreja em geral. Como o avivamento é ortodoxia viva, ameaça quem quer se fixar em um dois extremos. Algumas pessoas tem uma ortodoxia morta, isto é, são doutrina mas teme em enfatizar a experiência e a atividade. Outros vivem numa heterodoxia, pessas que tem tanta preocupação com a vida e a sociedade que rechaçaram a idéia de autoridade bíblica e de fé ortodoxa. Um lado criticaram as igrejas renovadas porque estas eram muito radicais e outro lado a combatia como muito primitivas. Esta polarização é inevitável. E, sem mais, as igrejas renovadas podem agravar esta tensão – e assim afetando a renovação- quando se deixam levar pelo orgulho espiritual.
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Dinamicas individuais.
No coração do homem o evangelho opera da seguinte maneira:
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Arrependimento.
Em primeiro lugar, o Espírito Santo conduz a pessoa a um nível profundo de arrependimento. Uma parte do arrependimento é localizar a vontade contra as atitudes pecaminosas. Contudo, na renovação espiritual seus olhos se abrem para ver formas mais profundas e sutis de carnalidade em seu coração, donde surge a conduta pecaminosa, atitudes enraizadas em sua alma e valores que servem como formas de obras de auto justificação e vontade carnal. Todos os cristãos conservam formas de tentativas de controlar suas próprias vidas por meio de estratégias residuais da auto salvação, maneiras de continuar a busca de serem aceitos por nossos esforços. Para isto, fixamos nossos corações em coisas criadas como o trabalho, amor, posses, romance, fama e outras como tais.
Por que os cristãos fazem isto? Pela mesma razão que fazem os não-cristaos. O mundo afasta idéia a idéia de que a. somos pecadores completamente inábeis e impotentes e que b. a salvação é totalmente gratuita e imerecida. Se isso é verdade, então, Deus é senhor absoluto. Romanos 1 nos diz que o conhecimento de Deus é inato, mas que os homens desejaram manter oculto os segredos de suas próprias vidas de maneira que impediram dar a deus um nível de agradecimento que Ele merecia. Em seu lugar louvaram aquilo que foi criado como se fosse sua salvação, desviando da verdade da nossa absoluta dependência dEle.
A renovação espiritual não começa simplesmente quando nos damos conta que um que se preocupa muito, outro nem se preocupa, ou que um é egoísta ou que tem maus hábitos. A renovação espiritual não começa quando o Espirito nos mostra por que temos esse pecado particular. Começa quando começamos a ver que nossos problemas vem pór nossa resistência a idéia de graça, que estamos cheios de auto justificação e, portanto, de uma vontade carnal. O avivamento sempre requer que se abandone os ídolos- Jz 10:10-16 e Ex 33:1-6-. Na medida que esta obra de arrependimento progride, o cristao começa a sentir uma fome maior pelo amor e pela presença de Deus.
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Em segundo lugar, a renovação se completa quando o Espirito Santo dá ao cristão, uma nova compreensão e experiência de sua posição frente a Deus, isto é, de ser completo, amado e adotado em Cristo. As dinâmicas da renovação individual são como um pendulo. Quanto mais vemos que temos oscilado quando havia pecado faz com que seja maior a experiência da graça e amor de Deus ! Quanto mais nos vemos em nossa pecaminosidade e duvida, mais precioso e maravilhoso será para nós o valor da cruz.
Isto quer dizer que o cristão se renova por meio da comunhão com Deus- IJo 1:3 - . Esta é uma experiencia real de sua presença que ocorre quando o espírito transforma a verdade da palavra em uma realidade vivida afetando o coração. Paulo orava pelos efésios: para que, segundo as riquezas da sua glória, vos conceda que sejais robustecidos com poder pelo seu Espírito no homem interior, que Cristo habite pela fé nos vossos corações, a fim de que, estando arraigados e fundados em amor, possais compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios até a inteira plenitude de Deus.(Ef. 3:16-19). Isto quer dizer que os conceitos intelectuais podem afetar nossas emoções e vontade de modo permanente.
Mas também quer dizer que um cristão é renovado por meio de experimentar o amor da adoção. Pois, a renovação nos conduz a certeza de que realmente pertencemos a família de Deus. Quando experimentou o Espirito Santo escutou uma voz que dizia: E veio uma voz dos céus que dizia: Tu és meu filho amado, em que me comprazo” (Mc 1:11). Todos os cristãos experimentam o poder do Espirito Santo da mesma maneira. Sua tarefa é poderosamente afirmar para nós que somos filhos amados de Deus – Rm 8.15-16-. Derrama seu amor em nossos corações – Rm 5.5-. Esta certeza do amor adotivo se dá em vários modos. Algumas vezes pode ser um Tsunami e vamos com um arrojo incrível na pregação (At. 4.31). outras vezes, é como um suave gotejar que debilita e acaba com o nosso temor. Mas um cristão renovado sempre vive por fé como um filho ou filha de Deus. Nos dirigimos a Ele como nosso Pai, e não a um patrão, tirano, ou um alguém com poder distante de nós.
Uma maneira pela qual o Espírito aplica o evangelho a toda a igreja pode ser comparada a um motor de dois tempos. O primeiro tempo é o da tomada de compreensão. Neste o pistão move para cima até o cilindro injetando uma mescla de ar e combustível e o comprime. Logo, por meio de uma faísca a mescla explode. Isto causa um segundo tempo é a força. Neste o pistão é empurrado pra baixo pela combustão. Isto cria o movimento. O pistão transfere esse movimento por meio de barra até as rodas.
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Tempo de partida.
Dentro das atividades que conduzem ao avivamento em uma igreja estão: 1. A oração centrada no reino, 2. A proclamação do evangelho com profundidade. A oração centrada no reino se concentra na necessidade da igreja de poder e da presença de Deus, da gloria e o reinado de Deus,antes que os pedidos por necessidades pessoais. Esta permanentemente cheia de arrependimento, contudo, intercede a Cristo ascendido como seu advogado e o diretor do seu reino no mundo. A oração de coragem, humildade e nunca programada. Deve ser um movimento pelo qual caminha a congregação e sua gente.
Ademais, a igreja deve apresentar o evangelho as pessoas por meio da pregação, ensino e conselho. Como foi mencionado anteriormente, esta é uma ênfase intecional tanto na santidade/lei de Deus como também no amor/misericórdia do Pai ao mesmo tempo, provendo um balanceado realce na sã doutrina como na aplicação pessoal da verdade até o coração e a vida. Se traçarmos um eixo e compararmos cada ponto de balanço poderemos avaliar marcando num gráfico quanto a comunicação do evangelho da igreja está servindo como uma condição para o avivamento. Somente quando a marca esta no centro dos extremos, o calor espiritual pode ser gerado. Esta comunicação e oração chegam a ser a mescla de combustível com que o ar que é Espírito poderá acender.
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Combustão
Como já tínhamos dito, as dinâmicas da renovação espiritual são como um pêndulo, quanto mais profundo é o arrependimento, mais nos carrega a uma maior confiança e segurança no amor. Esta é a experiência filial – Rm 8.15-16-. Quando esta dinâmica individual é 1. Forte- sujeita a graduações- e 2. Disseminada na congregação, então, esta combustão pode acontecer em toda a igreja. Se desata uma dinâmica de renovação corporativa.
Esta combustão é vista em duas explosões que sempre estão presentes em algum lugar. 1. Primeiro há um embelezamento da igreja, Moises desejava que a presença de Deus baixasse no meio de Israel de modo que o mundo pudesse ver a gloria de Deus em suas vidas distinguidas das demais- Ex. 33.16. Em Atos 2.42-47, nos diz que uma comunidade cristã avivada está cheia de pessoas humildes, sensíveis e seguras e também valentes, generosas, sinceras e alegres, tendo o favor de todo o povo da comunidade em volta. Havia uma preciosa paz na igreja. Como conseqüência: 2. A igreja crescia significativamente por meio das conversões. Por que? Os não cristãos se sentiam atraídos aos cristãos e a sua comunidade. Por outro lado, os cristãos em sua sensação de certeza não tinham temor de dar testemunho de sua fé. Como resultado, o crescimento da igreja pode ser explosivo como testemunha Atos 2.47, E cada dia acrescentava-lhes o Senhor os que iam sendo salvos.
Note: Muitas pessoas pensam que qualquer derramamento emocional é um avivamento espiritual. Somente quando a emoção é o resultado das dinâmicas da renovação pessoal (uma experiência do evangelho lei-amor), então, o resultado será o embelezamento que o mundo percebe e que conduz a troca rela do caráter e significativo crescimento da igreja.
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Tempo de força
Posteriormente, se as dinâmicas de renovação são fortes, estas impulsionam aos novos cristãos a comunidade. A medida que o numero de cristãos cresce e se incrementa sua compreensão das implicações do evangelho para toda a vida, duas atividades que podem mudar o mundo ao redor da igreja vem como resultado. Primeiro, o evangelho implica uma vida de serviço as pessoas em necessidade. Portanto, os avivamentos historicamente vem acompanhados de boas obras, isto é, cristão que respondem as necessidades sociais, juntando-se ao seu meio, para resolver os problemas sociais de suas comunidades.
Isto leva os cristãos a estabelecer novos ministérios de misericórdia e justiça para ajudar e edificar aqueles em necessidade. A medida que os cristãos se convertem, seus recursos são usados generosamente, e assim, os que não tem Cristo são convertidos, isto vai transformando seu caráter trazendo uma esperança de serem capazes de melhorar sua situação social e econômica. Como também, o evangelho implica que devemos colocar nossas vidas por inteiro a seu serviço. Desta maneira, os cristãos começam a usar valores do reino ao conduzir seus negocio, ciência, arte, atividades acadêmicas. Esta renovação cultural tem um efeito profundo em toda sociedade.
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Marcas Individuais.
A renovação espiritual nasce de contemplar a obra de Cristo, que satisfez plenamente a lei e o amor de Deus. William Cowper descreve maravilhosamente seu impacto.
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Ao ver a Lei por Cristo satisfeita
E ouvir sua voz de perdão,
Transforma o escravo em filho e o dever em eleição

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Este processo de transformação é explicado nas obras de Jonathan Edwards, em The Distinguishing Marks of the Spirit of God e The Religious Affections . Resumindo o que ele disse que a renovação verdadeira tem 3 marcas :
1. Há uma mente iluminada. A verdade é iluminada por uma luz divina e sobrenatural. Todo receptor sabe que é assim, a verdade começa a pressionar sobre o coração de maneira que possamos: a. ter um sentido de sua beleza; b. ver suas implicações pessoais.
2. Há um coração que responde. Como vemos a lei e o amor de Deus satisfeitos, nos humilhamos e nos decidimos corajosamente que já é hora de conhecermos quem somos através da graça. Isto é algo único. Sem evangelho, a humildade e a coragem somente podem crescer a cargo de uma ou de outro.
3. acontece uma vida transformada. A única maneira de saber que a renovação não é uma mera experiência emocional, é saber se ela está enraizada na verdade, de coração, é ver que acontecem transformações permanentes no caráter e na conduta. Estas serão graduais, mas sempre permanentes.
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Marcas Corporativas
Assim como a experiência da tensão lei-amor conduz a respostas únicas dentro do individuo, também produz tais na igreja renovada.
1. Doutrinal e também relacional. Sem o evangelho, as igrejas tem que enfatizar a verdade e os princípios que concernem as necessidades das pessoas. Mas, nas igrejas renovadas há uma ênfase tanto no ensino como na aplicação da verdade, como sobre ser companheiro e as relações interpessoais em geral. Não se faz uma escolha entre verdade e amor, ambos acontecem.
2. Palavra e ação. As implicações do evangelho conduzem os cristãos ao amor tanto em palavra como em ação. Por ser o evangelho verdade é natural que o desejo de espalhá-lo, desta maneira as igrejas renovadas são fortemente evangelísticas. Contudo, como somos salvos pelas riquezas de Cristo apesar da pobreza moral nossa, os cristãos sentem compaixão pelas pessoas que são materialmente pobres também.
3. Tanto formal como livre. Uma igreja renovada evita os problemas das igrejas moralistas e pragmáticas. Muitas igrejas conservadoras atribuem a Bíblia, costumes que são meramente culturais. Por outro lado, muitas igrejas liberais atribuem a ensinos bíblicos, um imperativo absoluto de elemento cultura. As igrejas renovadas se sujeitam as verdades bíblicas, contudo, são culturalmente flexíveis e criativas pois vivem na liberdade do evangelho.
4. Adoração em espírito e em verdade. Uma igreja renovada evita ter uma adoração do tipo escola dominical – orientada somente ao cognoscitivo- tanto como ao estilo oprimido - orientado ao emocionalismo-. Acontece uma adoração tanto espiritual como baseada na verdade. Será tanto meditativa como dinâmica.
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Resumo: a renovação e o avivamento não ocorrem como conseqüência de que algumas pessoas se voltem a valores tradicionais, mas somente quando por meio Espírito Santo, as pessoas veem a si mesmas como pecadores perdoados, ímpios justificados em Cristo – Rm 4.5-. Isto é o que traz o poder. Esta experiência galvaniza e embeleza a igreja. A igreja pode ter afirmado a verdade em geral, mas as verdades bíblicas sozinhas são como palhas sem chama. Com a convicção do Espírito Santo, o fogo desce sobre a palha. As pessoas experimentam sua adoção, isto as leva a ter cultos de adoração cheios da presença de Deus. O que por sua vez conduz ao crescimento da igreja por meio de conversões, saúde social e renovação cultural.
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fonte: KELLER, Timothy et THOMPSON, J. Allen Manual para plantadores de Iglesias, p. 178-185

segunda-feira, dezembro 01, 2008

Dinâmicas da Renovação Espiritual

TEOLOGIA DA VIDA CRISTÃ
As dinâmicas da renovação espiritual.
Richard F. Lovelace.

Parte 1 Dinâmicas de Renovação
1. Modelos Biblicos de renovação
Modelo cíclico
1. O aparecimento de uma nova geração, 2. A apostasia e aculturação popular, 3. O sofrimento nacional, 4. O arrependimento popular e a oração desesperada e 5. O surgimento de nova liderança e restauração- acontece nos mandatos de Otoniel – Jz.3:7-11 -, Eúde e Sangar-Jz. 3:12-31-.
A compreensão de Jonathan Edwards é que “o reino de Deus é como um circulo de luz em expansão na escuridão do mundo, que, alternadamente, encolhe em períodos de declínio e se expande pulsando numa circunferência cada vez maior” (p.32)
“O cristianismo vital tem sido como um córrego fino de água que por vezes corre subterrânea, para, depois, emergir de novo e se alargar como um rio represado, exapandindo durante despertamentos para formar um reservatório que refresca e transforma um cultura por uma geração” (p. 38).

Pré-condições para a renovação continua
a. Percepção da santidade de Deus- Sua Justiça e Seu amor.
b. Percepção da profundidade do pecado – em sua própria vida e em sua comunidade.

Elementos primários da renovação.
a. Justificação : você é aceito.
b. Santificação: você está livre do jugo do pecado
c. O Espírito que o habita: você não esta sozinho.
d. Autoridade em conflito espiritual: você tem autoridade
Tudo isto em Cristo.

Elementos secundários da renovação.
a. Missão – Seguindo Cristo ao entrar no mundo, na proclamação- apresentando seu evangelho em demonstração social.
b. Oração- expressando sua dependência do poder de seu Espírito- individualmente e coletivamente.
c. Comunidade- estar em união com seu corpo- em microcomunidade e em macrocomunidade.
d. Desculturação- estar liberto de amarras culturais- destrutivas ou protetoras.



"Os crentes são, portanto, cobertos pela justiça perfeita de Cristo que lhes é atribuída na justificação: fortalecidos pelo poder da vida de Cristo, pela morada interior do Espírito, e equipados com a autoridade de Cristo no resistir, expor e expulsar as forças das trevas" (p.42)




"A aceitação de Cristo e apropriação de cada elemento na redenção dependem da percepção da santidade de Deus e da convicção da profunidade do nosso pecado" (p. 47)










Antigo e Novo Testamento.




" O Antigo Testamento precede o Novo Testamento por um motivo espiritual importante. Como Lutero disse: "A fome é o melhor cozinheiro", e a obra da lei do Antigo Testamento, como os puritanos a chamariam, foi designado para despertar a fome de todas as dimensões da redenção. A experiência do povo de Deus sob a Antiga Aliança foi um tutor para Cristo, e o grau de vitalidade espiritual presente entre os israelitas era diretamente proporcional ao seu temor do Senhor e no arrependimento (...) Os israelitas, cujo coração estava assim preparado pela aplicação da lei, estavam especialmente sintonizados com a importância dos sacrifícios. Portanto, foram capazes de reconhecer o Cordeiro de Deus quando ele veio e foram avivados por seu ministério" (p. 48)




Conhecer a Deus e nos conhecermos.




São condições da vida espiritual porque o avivamento compreende despertamento: a ligação é tão forte que os termos são usados como sinônimos neste livro. Aquilo para o qual os homens acordam na luz de um avivamento, é sua própria condição e a natureza do verdadeiro Deus.




Justiça e Amor.




"a tensão entre a justiça santa de Deus e a misericórdia compassiva não pode ser resolvida legitimamente ao se remodelar o caráter dele e transformá-lo numa imagem de pura benevolência, como a igreja fez no sex. XIX. Só há uma maneira de remover esta contradição: através da cruz de Cristo que revela a severidade da ira de Deus contra o pecado e a profundidade de sua compaixão em pagar a penalidade desse pecado, por meio do sacrifício vicário de seu Filho" (p.53)



A Carne


Lutero tinha razão, o que existe por trás de todas as outras manifestações do pecado é uma incredulidade compulsiva- nossa escuridão voluntária a respeito de Deus, de nós mesmos, do relacionamento dele com o mundo degradado e seu propósito remidor. Por essa razão, a entrada numa nova vida espiritual e o desenvolvimento dela envolvem romper com essa nossa esfera de escuridão da fé arrependida na verdade remidora. Se a queda ocorreu por abraçar mentiras, o processo para recuperar a salvação precisa, na verdade, concentrar-se na fé para reverter essa condição (p. 57)


O Mundo


(...)o que se compreende é o sistema total da carne corporativa, operando na Terra sob controle satânico, com todos os seus incentivos de recompensa e coibições para perdas, suas configurações comportamentais características, e suas estruturas, métodos, alvos e ideologias anticristãos. É, em grande parte, idêntico ao símbolo bíblico da meretriz Babilônia e da Cidade do Homem de Agostinho.


Visto que somos inextricavelmente comprometidos com o pecado coletivo, pela nossa participação em nações e instituições, não há como evitar a implicação na culpa do mundo decaído, pois santos bíblicos confessam pecados de sua comunidade juntamente com os pecados que cometeram pessoalemente ( Ed. 9:5-15, Ne 1:4-11, Dn 9:3-19).







Expiação


a expiação substitutiva é o cerne do evangelho, justamente porque dá a resposta ao problema da culpa, escravidão e alienação de Deus



Justificação


justificação (a aceitação de crentes como justos à vista de Deus pela justiça de Jesus Cristo lançada em seu favor) e santificação ( progresso em santidade real expressa em suas vidas)


"Muitos outros têm um compromisso teórico com essa doutrina, mas no dia-a-dia confiam em sua santificação para a justificação, à maneira agostiniana, baseando sua segurança de serem aceitos por Deus por meio da sua sinceridade, de sua experiência de conversão no passado, de seu desempenho religioso recente, ou da relativamente infrequente desobediência consciente, proposital .São poucos os que sabem o bastante para começar cada dia com uma posição como a de Lutero: você é aceito, olhando para fora, em fé, e reivindicando toda a justiça completamente alheia, isto é, de outrem, de Cristo; como base única da aceitação, descansando nessa qualidade de confiança que produzirá cada vez maior santificação à medida que a fé atua em amor e gratidão


(...)


Uma consciência que não é plenamente iluminada para ver tanto a seriedade de sua condição perante Deus como a grandeza da provisão misericordiosa da redenção de Deus, inevitavelmente acabará presa da ansiedade, do orgulho, da sensualidade e de todas as outras expressões de desespero" (p. 70)


Santificação


"Ter fé é receber a Palavra de Deus como verdade e descansar sobre ela em confiança dependente, arrepender-se é ter uma nova disposição mental para com Deus, para si mesmo, para com Cristo e com o mundo, entregando o coração a uma nova obediência a Deus" (p.71)


Uma fé não-arrependida é uma crença teórica que se origina fora da esfera da iluminação do Espírito, num coração que ainda está no escuro com respeito à sua própria necessidade, à graça e à grandeza de Deus.


"Como Romanos 6 esclarece, o alicerce da santificação é nossa união com Cristo em sua morte e ressureição, na qual a velha natureza foi destruída e uma nova natureza foi criada com o poder de crescer em novidade de vida. O Espírito Santo começa, na regeneração, a aplicar essa obra completa na vida do crente e continua a fazer isso numa esfera progressivamente maior de renovação da personalidade. Essa renovação será completa só na ressureição final". (p. 73)



Regeneração


"A regeneração é o recriar da vida espiritual naqueles que estão mortos em transgressões e pecados (Ef. 2:1). Ocorre nas profundezas do coração humano, nas raízes do consciente, infundindo nova vida que é capaz de percepção espiritual e reação/resposta, e que não é mais separado da vida de Deus (Ef. 4:18). Os efeitos conscientes da regeneração se resumem na conversão, a resposta de voltar-se para Deus em fé arrependida que acompanha o ouvir do evangelho. Nossa tarefa como evangelistas é, pois, a de parteiras, e não a de pais. Não é responsabilidade nossa tornar as pessoas regeneradas, mas é tarefa nossa apresentar um testemunho coerente na vida e na palavra e apelar por um compromisso com Cristo, confiantes no reconhecimento interior que suas ovelhas ouvirão sua voz e o seguirão, porque o Espírito dele abrirá seus corações para que assim façam". (p.77)



"A anestesia da graça é necessária no processo de cura da santificação, juntamente com o ministério cirúrgico da lei. Por esta razão, muitas áreas da igreja que contêm muito falatório e esbravejado, expondo pelo menos as superfícies do pecado estão cheias de pessoas desesperadamente ansiosas e amarguradamente briguentas. A lei sem graça provoca o pecado, ao mesmo tempo em que expõe e o agrava assumindo algumas de suas expressões mais feias". (p.83)


Santificação e graça


"O poder que o pecado tem de dominar a vida dos crentes foi destruído na cruz de Cristo; nós já morremos com Cristo, e fomos erguidos junto com ele em novidade de vida. Sendo assim, não nos cabe propor as estimativas de nosso poder de vencer o pecado, segundo experiências passadas de nossa força de vontade, mas, ao contrário, cabe-nos fixar nossa atenção em Cristo e no poder de sua vida resurreta da qual participamos; porque nós morremos, e nossa vida está oculta com Cristo em Deus" (p.85)


Espírito Santo que habita o interior


"O principal trabalho do Espírito ao aplicar a redenção está em fazer-nos santos, e ser enchidos com o Espírito simplesmente significa ter todas as nossas faculdades sob seu controle, em vez de sob o controle do pecado" (p. 96)


Dons do Espírito Santo.


"Esse conceito de doação espiritual salienta o fato de que todos os dons e graças são manifestações do amor e poder de Jesus Cristo, brilhando através da experiência humana, para incentivar e iluminar seu povo" (p.99)



Comunidade dos Crentes


"Á medida que a igreja de desenvolvia, esse papel passivo no culto tornou-se mais uma vez a experiência normal do povo de Deus. A graça materializava fora do corpo dos crentes, especificamente no clero e no sistema sacramental, e sua entrada em cada vida tornava-se uma questão entre o indivíduo e a igreja, que não era mais vista como a comunidade dos santos"


"Nas igrejas reformadas tradicionais, a vida da igreja local tornou-se a única forma de comunidade normalmente disponível aos crentes. Logo ficou aparente que não era suficiente. Ensino e comunhão mais intensos eram necessários para transformar a massa de leigos não doutrinados em paróquias espiritualmente vivas. No prefácio de seu livro sobre o assunto, The German Mass, Lutero sugeriu uma forma pela qual a igreja poderia ser transformada era através de ecclesiolae in ecclesia, pequenas igrejas dentro da igreja, constituídas de grupos de leigos sinceros e motivados a buscar, reunindo-se para oração e instrução nos lares" (p.141)



Santa Ceia


"Eu creio que uma vota a uma visão mais forte da Ceia, e a Comunhão mais frequente defendida pelos reformadores seria de imenso auxílio à vida espiritual do protestantismo (...) Isso é verdade porque o servir da Comunhão é a incorporação mais gráfica dos elementos primários da renovação espiritual assegurada na morte e ressureição de Cristo, especialmente sua obra justificadora por nós e sua santificadora em nós, mais concreta possível. Também indica e celebra a comunhão dos santos um com o outro. Ao mesmo tempo, é a perfeita realização e extensão da páscoa judaica e dos sacrifícios da Antiga Aliança" (p. 147)


Integração Teológica


"O processo de integração teológica é abreviado e a vitalidade da operação do Espírito Santo, na mente da igreja, se reduz, quando as palavras de homens são recebidas com se fossem a Palavra de Deus sem que fossem testadas biblicamente, ou quando a Palavra de Deus é recebida como se fosse só palavras de homens"



Renovação da Congregação Local.


Renovação Individual


" O lugar inicial para a renovação, na maioria das congregações é o ministério da pregação e ensino que enfatiza os elementos primários da dinâmica espiritual: proclamação do evangelho em profundidade. O objetivo do pastor deve ser encorajar cada membro da igreja uma resposta de fé inteligente, reivindicando aas provisões da obra redentora de Cristo; colocar-se diariamente sobre as quatro plataformas: Somos aceitos, somos libertados, não estamos sozinhos e temos autoridade". (p.188)

Pregação e ensino para a renovação individual

"Igrejas que foram alimentadas com uma dieta pessada de terrores legais ou moralismo terão de receber uma mensagem com uma forte ensase positiva na graça de Deus na linha da tradição luterana, antes de serem conduzidas a um exame mais profundo dos antecedentes mais escuros ou mais apavorantes do evangelho que lhe dásentido. As igrejas que foram criadas com graça barata podiam se ver às voltas com a abordagem típica puritana, a apresentação da majestade de Deus e um penetrante trabalho "jurídico", levando à convicção do pecado que despertará uma fome do evangelho e uma apreciação plena da obra salvifíca de Cristo. Mas, isto poderia criar um sério problema de credibilidade entre o pregador e seu público,uma vez que tal pregação pudesse ser extinta, a não ser no avivalismo de outros tempos. Provavelmente, a fórmula de Concord luterana estivesse correta ao recomendar que uma explanação completa da graça preceda a pregação da lei, a fim de estabelecer na igreja suficiente confiança, para que ela possa ser levada à luz plenamente" (p.189)

"Todos nós inevitavelmente tendemos a presumir de modo automatíco, que somos justificados pelo nosso nível de santificação e, quando se adota esta postura, voltamos nossa atenção não para Cristo, mas para a adequação de nossa própria obediência. Começamos cada cida com nossa segurança pessoal descansada, não no amor receptivo de Deus e no sacrifício de Cristo e, sim, em nossos sentimentos atuais ou realizações recentes na vida cristã. E como esses argumentos não tranquilizam a consciência humana, somos levados ao desânimo e à apatia, ou então a uma justiça própria que falsifica a informação para atingirmos um sentimento de paz.

"Como diz P.T. Forsyth : "É um item de fé que somos filhos de Deus, há bastante experiência em nós contra isto". A fé que vence essa evidência e é capaz de se aquecer fogo do amor de Deus, em vez de ter que roubar o amor e auto-aceitação de outras forntes, é realmente a raiz da santidade:

é um erro fatal pensar em santidade como posse, distinta de nossa fé... a fé é a mais alta de todas as formas de nossa dependência de Deus. Nunca a superamos por crescimento... Qualquer outro fruto do Espírito que mostremos, crescem sobre a fé, e fé que seja, por natureza, arrependimento...Toda experiência cristã é uma experiência de ter fé, isto é, é uma experiência daquilo que não temos...Não somos salvos pelo amor que exercemos e, sim, pelo amor em que confiamos"

"A fé justificadora e santificadora envolve morte e ressureição para o crente, envolve ser nascido de novo. Todo pastor que visa a uma congregação renovada deve procurar trazer cada membro para a luz, com respeito à profundidade de sua necessidade de apropriar-se da obra justificadora e santificadora de Cristo, por meio de uma resposta de fé" (p.191-192)

"(...) a exigência de santificação se torna parte da boa nova, pois apresenta compreensão da escravidão que distorceu nossas vidas e da promessa de libertação para uma vida de liberdade e beleza, capacitada pelo Espírito. Ministérios que atacam apenas a superfície do pecado e deixar de basear o crescimento espiritual na união do crente com Cristo produzem a justiça própria ou o desespero, e ambos são condições inimigas para a vida espiritual". (p.193)

Aconselhamento.

"tal aconselhamento (noutético) opera com o modelo pelagiano da vida cristã comum no evangelicalismo moderno, presumindo que problemas de pecado são apenas configurações de hábitos de desobediência que pode ser quebrados aplicando-se força de vontade num processo com o qual não se está habituado" (p.200)

"Os crentes não podem conhcer o Espírito Santo plenamente a não ser que estejam seguros em sua posição de filho por adoção, contendendo com o Espírito contra sua carne, e que sejam capazes de discernir e resistir a forças espirituais que se opõem. Qualquer investida contra os poderes das trevas é inútil, naturalmente, sem o uso de toda a armadura da retidão justificadora e santificadora e sem a dependência vital do Espírito" (p.201)

"Se o aconselhamento não for teonomo, fundamentado na percepção da Palavra e do Espírito de Deus do próprio orientado, ele não traz renovação espiritual, mas uma condição de escravidão e dependência de outros seres humanos.

Renovação coletiva ou individual

"Em ordem de importância, a realização do conceito de Lutero, do sacerdócio de todos os crentes aparece em primeiro lugar. Um dos temas mais claros da história dos despertamentos é a importância crescente de liderança leiga na vida da igreja. Mas ainda é verdade que o modelo de vida congregacional na mente da maioria do cleo e dos leigos, é aquele em que o ministro é um superastro pastoral dominante, que se especializa nos interesses espirituais da comunidade cristã, enquanto que os leigos constituem os espectadores, críticos e recipientes de cuidado pastoral, livres para se ocuparem de seus próprios negócios, porque o pastor está cuidando dos negócios do reino" (p.204)

"Uma segunda área importante de renovação espiritual necessária, dentro da congregação local, é a formação e o fortalecimento de subcomunidades nucleares dentro da comunidade da igreja maior (...) A microcomunidade mais natural na igreja é o lar cristão, e os pastores devem trabalhar para edificar essa unidade para que tenha a força funcional que gozava no puritanismo."

"Sem tais mecanismos para o intercambio de graça e movimento de caminhar da verdade conhecida para ação, o modelo semanal de frequencia nos cultos de domingo pode se tornar uma rotina paralisada, consistindo de recebimento passivo da verdade que nunca se transforma em oração e trabalho em prol do reino" (p.206-207)