Lucas 12:13
terça-feira, julho 19, 2016
O RICO INSENSATO (Lc 12:13-21)
Lucas 12:13
terça-feira, julho 12, 2016
Dê minha parte da herança
A terceira parábola de Jesus em Lucas 15 é a mais longa e mais famosa. É uma história sobre uma família- um pai e dois filhos. A história começa quando o filho mais novo vem até o pai e pede, “Dê me minha parte da herança”. Nos tempos antigos, quando o pai morria, o filho mais velho recebia uma porção dobrada do que os outros receberiam. Se há dois filhos, então o mais velho vai receber 2/3 da herança e o mais novo ficará com 1/3. Então, a história começa com o mais novo pedindo por um terço da propriedade do pai. Vamos ver: 1. O significado do pedido, 2. A resposta do pedido e 3. A diferença que faz para nós.
- Kenneth Bailey diz: "Na cultura do Oriente Médio, pedir a herança enquanto o Pai está vivo, é desejar que ele morra".
- O pedido deveria então ter sido uma desgraça para o nome da família, porque o filho mais novo desrespeitou o pai. Isto deve ter sido custoso do ponto de vista econômico para a família, Foi um ato de violência tanto no relacionamento como também na economia daquela família.
Por que o filho mais novo faria tal pedido?
- Em suas Confissões, Agostinho nos da uma teoria do porquê nós fazemos o que fazemos, especialmente, quando nós pecamos. Ele observa "Um homem matou outro homem- qual foi seu motivo? Seja ele desejou sua esposa ou sua propriedade ou outra coisa ele roubou para acudir a si mesmo, ou ele tinha medo de perder algo para ele ou ele foi machucado e estava se vingando. Agostinho vai adiante e diz que mesmo um assassino mata porque ele ama alguma coisa. Ele ama romance ou riqueza ou sua reputação ou algo demasiadamente, mais que Deus, e por isto, ele mata. Nossos corações são distorcidos por amores desordenados. Nós amamos, colocamos o nosso coração naquilo, e procuramos nas coisas aquilo que nos dará alegria e significado que apenas Deus pode nos dar.
- O filho mais novo pode ter vivido com seu pai e mesmo ter obedecido seu pai, mas ele não amava seu pai. A coisa que ele mais amava era as coisas do pai. Seu coração estava na riqueza do pai e no conforto, liberdade e status que a riqueza traz. Seu pai era apenas um meio para o fim. Agora, contudo, sua paciência acabou. Ele sabia que o pedido poderia ser uma facada no coração de seu pai, mas obviamente ele não se importava com isto.
Ao invés disto, nós lemos as palavras simples, "então, ele dividiu sua propriedade entre eles". Precisamos nos colar no contexto histórico. Naqueles dias, a riqueza da família era sua terra e propriedade. De fato, a terra da família era parte de sua identidade.
Isto aparece no uso incomum do grego no versículo 12 traduzido como propriedade. A palavra "bios" que significa vida. O texto diz que ele dividiu sua vida entre eles. Por que usar essa palavra? Provavelmente, era o modo como ele se sentia em perder sua propriedade,
Ao suportar a agonia e a dor do filho em si mesmo ao invés de tomar a vingança, ou dar o troco no filho, o pai deixa a porta para o relacionamento. O pai está pronto para sofrer pelo pecado do filho, de modo que algum dia uma reconciliação é possível.
3. QUE DIFERENÇA ISTO FAZ PARA NÓS.
Primeiro, isto significa que sejamos irreligiosos ou religiosos, temos um problema chamado amor desordenado ou ídolos do coração.
Muitos de nós podemos ser como o irmão mais velho. Podemos obedecer todas as regras, mas o nosso coração e paixão é outra coisas- nossa carreira, fazer dinheiro, nossos filhos ou aceitação. Se qualquer coisa estiver controlando o nosso coração, se alguma coisa é mais importante que a nossa felicidade que Deus- então esta coisa é o nosso deus, nosso amor desordenado.
Reconhecer estas coisas pelo que elas são. Ver como elas afetam o nosso coração e a nossa vida.
Quando Deus veio neste mundo, poderíamos esperar que ele viesse em ira, apareceria e nos expulsaria. Mas, ele não fez. Ele não veio com espada em suas mãos, mas com pregos em suas mãos. Ele não veio para trazer julgamento, mas para carregar o julgamento.
Jesus foi para cruz em fraqueza e deu sua vida. Sua única propriedade, suas vestes, foram divididas. Ele fez isto, para que quando nos arrependermos, haverá um caminho de reconciliação com Deus.
MELHOR ROUPA.
"A melhor roupa da casa teria de ser a roupa do próprio pai, um sinal inequívoco da posição restaurada da família. O pai está dizendo: Não irei esperar até que você pague sua dívida, não irei esperar até que você pague sua dívida, não irei esperar até que você se humilhe o suficiente. Você não vai ter que lutar por seu lugar na família, irei simplesmente aceita-lo de volta. Cobrirei sua nudez, sua pobreza e seus trapos com as roupas de meu trabalho e de minha honra"
terça-feira, abril 12, 2016
Lucas 15:1-10 - As Pessoas ao Redor de Jesus
Lucas 15 começa com os líderes religiosos vendo algo- que Jesus parecia atrair e ser amigo de coletores de impostos e pecadores, pessoas moralmente reprováveis da sociedade respeitável. Lemos no verso 2 que eles murmuravam uns com os outros sobre isto. Podemos quase imaginar eles dizendo: "Ele recebe pecadores! Este tipo de pessoa nunca vai aos nossos encontros. Isto deve estar acontecendo porque ele deve estar falando o que eles querem ouvir. Ele não está chamando eles ao arrependimento ou à mudança. Ao ouvir atentamente as três parábolas e, especialmente a última, a tradicionalmente chamada Parábola do Filho Pródigo, Jesus desafia os conceitos fundamentais de seus ouvintes sobre Deus, pecado e salvação. Ele dá a eles um novo modo de pensar sobre Deus e o mundo. Nesta semana vamos olhar para as primeiras duas parábolas. Vamos ver três tipos de personagens: 1. ouvintes indesejosos, 2. coisas perdidas e 3. buscadores alegres.
1. OUVINTES RELUTANTES.
AS COISAS PERDIDAS- versos 4-5,8.
3. BUSCADORES ALEGRES- veros 6-7,9-10
Aqui está o primeiro golpe contra as categorias do mundo. Toda outra religião diz que podemos buscar e encontrar Deus se nós tentarmos o suficiente. Apenas o Cristianismo diz, não, Deus teve que vir neste mundo para buscar e salvar a gente. Salvação deve ser por sua graça, e não por nosso merecimento.
Jesus é o grande pastor, mais intencional e alegre que o pastor da parábola. Pois ele sabia que deveria morrer para trazer de volta o perdido para casa, pela alegria que estava proposta ele suportou a cruz e a vergonha (hb 12:22). A alegria que ele tem é fazer a vontade do Pai, e a alegria dele é nos encontrar, e ela era tão grande que desejou suportar a cruz para isto.
"Deus não é passivo, não fica esperando que as pessoas se aproximem dele depois de terem a sua vida toda arrumada. Ele é o Deus que busca, que toma a iniciativa de trazer as pessoas de volta, independentemente do estado de perdição em que se encontrem"
"Poucas coisas são mais importantes do que a percepção que temos de Deus, pois é a partir desse conhecimento que percebemos a nossa própria identidade, a forma como deveríamos pensar e agir, e a forma como o mundo deveria ser. Se Deus é um Deus que busca e se importa, então a sua graça deveria caracterizar a nossa autopercepção e o tratamento que dispensamos às demais pessoas. A consciência de que Deus nos procura gera liberdade e confiança na vida. O fato de sua graça determinar a forma como tratamos as outras pessoas deve fazer com que nos tornemos preocupados e sensíveis para com o nosso próximo. Tendemos a conhecer estas verdades de forma abstrata, mas não a traduzimos em prática nem na maneira como vemos a nós mesmos, nem na forma como tratamos aos outras, tampouco na forma como organizamos a vida da igreja. Somos mais propensos a considerar que Deus deve ser mais severo e que a nossa tendência seria a de nos preocupar muito mais com as noenta e nove do que com a ovelha extraviada. Será que as pessoas perdidas, desobedientes e insignificantes sentem que Deus cuida delas e está a procura delas a partir do veem em nós? E será que sentem que nos importamos com elas?
Klyne Snodgrass, Compreendendo todas as parábolas de Jesus, CPAD, p. 171-172
terça-feira, junho 26, 2012
A necessidade vital de sermos gratos.
sábado, maio 26, 2012
O que significa seguir a Jesus?
terça-feira, fevereiro 24, 2009
De dentro para fora

E disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros:
Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu, e o outro, publicano.
O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: O Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano.
Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo.
O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: O Deus, tem misericórdia de mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado.
sexta-feira, dezembro 19, 2008
O Deus Pródigo

The prodigal God - Timothy J. Keller- Dutton, 2008.
Prod-i-gal : adjetive - 1. recklessly extravagant 2. having spent everything
1Ora, chegavam-se a ele todos os publicanos e pecadores para o ouvir. E os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo: Este recebe pecadores, e come com eles. Então ele lhes propôs esta parábola:
11Disse-lhe mais: Certo homem tinha dois filhos. O mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me toca. Repartiu-lhes, pois, os seus haveres. Poucos dias depois, o filho mais moço ajuntando tudo, partiu para um país distante, e ali desperdiçou os seus bens, vivendo dissolutamente. E, havendo ele dissipado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a passar necessidades.
Então foi encontrar-se a um dos cidadãos daquele país, o qual o mandou para os seus campos a apascentar porcos. E desejava encher o estômago com as alfarrobas que os porcos comiam; e ninguém lhe dava nada. Caindo, porém, em si, disse: Quantos empregados de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome! Levantar-me-ei, irei ter com meu pai e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus empregados.
Levantou-se, pois, e foi para seu pai. Estando ele ainda longe, seu pai o viu, encheu-se de compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou. Disse-lhe o filho: Pai, pequei conta o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho.
Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, e vesti-lha, e ponde-lhe um anel no dedo e alparcas nos pés; trazei também o bezerro, cevado e matai-o; comamos, e regozijemo-nos, porque este meu filho estava morto, e reviveu; tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a regozijar-se.
Ora, o seu filho mais velho estava no campo; e quando voltava, ao aproximar-se de casa, ouviu a música e as danças; e chegando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo. Respondeu-lhe este: Chegou teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo. Mas ele se indignou e não queria entrar. Saiu então o pai e instava com ele.
Ele, porém, respondeu ao pai: Eis que há tantos anos te sirvo, e nunca transgredi um mandamento teu; contudo nunca me deste um cabrito para eu me regozijar com os meus amigos; vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou os teus bens com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado. Replicou-lhe o pai: Filho, tu sempre estás comigo, e tudo o que é meu é teu; era justo, porém, regozijarmo-nos e alegramo-nos, porque este teu irmão estava morto, e reviveu; tinha-se perdido, e foi achado.

UM - As pessoas em volta de Jesus
dOIS tIPOS DE pESSOAS


Dois modos de encontrar felicidade
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A conformidade moral e auto-descoberta. Cada uma age como uma lente para colorir como voce vê toda a vida, ou como um paradigma moldando seu entendimento sobre tudo. Cada uma é um caminho em busca de significância pessoal e valor, catalogando as doenças do mundo, e determinando o que é certo e errado.
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O irmão mais velho ilustra o caminho da conformidade moral. Os fariseus no tempo de Jesus acreditavam nisto, enquanto eles eram o povo escolhido de Deus, eles poderiam manter seu lugar na bênção divina e receber a salvação final através da estrita obediência. Há inumeras variações desta visão, mas todas elas acreditam que somente se consegue felicidade e o mundo vai bem se buscarmos uma vida de correção moral. Nos podemos cair algumas vezes, claro, mas então nos seremaos julgados pela disposição e intensidade de nossa reparação. Nesta visão, mesmo os fracassados podem ser mesurados.
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O irmão mais novo representa o caminho da auto-descoberta. Na cultura antiga patriarcal, alguns tomavam esta rota, mas aqui eles iam mais longe do que hoje. O paradigma sustenta que os individuos devem ser livres para perseguir seus proprios objetivos e auto-crescimento a despeito de costume ou convenções. Nesta visão, o mundo pode ser um lugar muito melhor se a tradição, preconceito, autoridade hierarquica, e outras barreiras para a liberdade pessoal forem enfraquecidas ou removidas.
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Nossa sociedade ocidental está dividida entre estes dois modelos que se você dificilmente descobrirá um outro caminho de vida. Se voce critica ou distancia-se de um, todos vão dizer que você assumiu o outro.
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É claro que há aqueles que conseguem por problemas de personalidade, viver os dois padrões: são externamente parecidos com irmãos mais velhos, mas vivem uma vida secreta de comportamento do irmão mais novos.
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Os dois filhos perdidos
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No ato 1, Jesus nos dá uma descrição de pecado que todos conhecem. O filho mais novo humilhou sua familia, e viveu uma vida de auto-indulgência e dissoluta. Ele está totalmente fora de controle, alienado do pai, que representa Deus na sociedade.
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No ato 2, o foco está no irmão mais velho, ele é um cara que corre para obedecer o pai, e, então, os mandamentos de Deus. Ele está sobre controle, é um homem disciplinado. Então, há dois filhos, um "mal" conforme os padrões convencionais, e um "bom". Entretanto, ambos estão alienados do pai.
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Jesus não deixa a historia acabar aí, simplesmente, com o amante de prostitutas entrando e o mais velho ficando de fora. Indo além, Ele explica a razão da não entrada:
O irmão mais velho nunca desobedeceu o pai.
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O irmão mais velho não está perdendo o amor do Pai apesar da sua bondade, mas por causa dela. Não foram seus pecados que criaram uma barreira entre ele e seu pai, mas o orgulho que ele tinha na sua perfomance moral. Não é seu andar errado, mas seu andar direitinho que o mantem distante de compartilhar o banquete do pai.
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No fundo, ambos são muito parecidos, buscam criar suas proprias decisões, e controlar sua riqueza por si sós. Ambos ressentem a autoridade do pai e querem caminhos de cair fora dela. Cada um deles procura uma posição em que poderão dizer ao pai o que ele deve fazer. Cada um, em outras palavras, rebelia- mas um sendo malvado e outro sendo bonzinho-. Ambos estão alienados do coração do pai, ambos são dois filhos perdidos.
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Nenhum dos filhos amava o pai em si mesmo. Ambos estão usando o pai para seu interesse proprio, isso significa rebelião contra Deus e alienação Dele seja por quebrar seus mandamentos ou seja por guarda-los diligentemente.
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Um profundo entendimento do Pecado.
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A definição que Jesus dá na parabola vai muito além do que quebrar as leis de Deus. Nós podemos evitar Jesus como salvador na guarda de todas as leis morais. Se nós fizemos assim, então temos direitos e então, Deus nos deve respostas às orações, e um bilhete pro céu quando morrer.
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Quase todo mundo define pecado como a quebra das leis. Jesus, entretanto, mostra-nos que aquele homem que não violou nenhum dos pecados da lista pode estar tão equivocado quanto o homem que violou a lista inteira. Por que? Porque pecado não é simplesmente quebrar as regras, mas se colocar a si mesmo no lugar de Deus como Salvador, Senhor e Juiz. Ha dois caminhos para fazer isto, um é quebrando as leis morais e o outro é guardando-as muito bem.
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Ambos errados, ambos amados.
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O Evangelho é uma verdade completamente distinta. O evangelho de Jesus não é religião ou irreligião, moralidade ou imoralidade, moralismo ou relativismo, conservadorismo ou liberalismo. Neste aspecto, ambos estão errados, ambos são amados, e chamados para reconhecer isto e mudar.
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Jesus disse que os humildes estão dentro, e os orgulhosos estão fora- Lc 18:14-.

QUATRO - REDEFININDO PERDIÇÃO.

- "To see the law by Christ fulfilled,
- and hear his pardoning voice,
- changes a slave into a child
- and duty into a choice"

- Ao falar desse anelo por essa nossa pátria distante, que encontramos mesmo agora dentro de nós, sinto certa timidez. Estou quase cometendo uma indiscrição. Estou tentando escancarar o inconsolável segredo de cada um: o segredo que dói tanto que nos vingamos dele chamando-o de nostalgia, romantismo e adolescência; o segredo que nos invade com tanta doçura que, quando numa conversa íntima torna-se iminente a sua alusão, ficamos embaraçados e fingimos rir de nós mesmos; o segredo que não podemos ocultar e do qual não podemos falar, embora desejemos fazer ambas as coisas. Não podemos falar dele por tratar-se de um desejo por algo que na verdade nunca surgiu em nossa experiência. Não podemos escondê-lo porque a nossa experiência sugere-o constantemente, e traímo-nos como os apaixonados na alusão ao nome do seu amor. O recurso mais comum é chamá-lo beleza e dar o caso como que por encerrado. Wordsworth adotou o expediente de identificá-lo com certos momentos do seu passado. Mas tudo isso é muito falso! Se Wordsworth tivesse voltado àqueles momentos passados, não teria encontrado a coisa em si, apenas o lembrete dela; aquilo de que se lembrava seria em si uma lembrança. Os livros ou a música em que nos parecia morar a beleza vão trair-nos se neles confiarmos; ela não estava neles, apenas nos vinha por intermédio deles, e o que nos vinha era uma grande saudade. Tudo isso — a beleza, a memória do nosso passado — são belas imagens do que realmente desejamos. Mas quando confundidos com a coisa em si, transformam-se em ídolos mudos e despedaçam o coração de quem os adora. Porque eles não são a coisa propriamente dita; são apenas o aroma de uma flor que não encontramos, o eco de uma melodia que não ouvimos, notícias de um país que nunca visitamos. Você pensa que estou tentando elaborar uma fórmula mágica? Talvez. Mas lembre-se dos contos de fadas. A magia tanto serve para encantar como para quebrar encantamentos. E você e eu precisamos da mais poderosa das magias que se possa encontrar, para livrar-nos do encantamento maligno do mundanismo sob o qual vivemos há quase cem anos. Quase toda a educação procura silenciar essa voz tímida e persistente dentro de nós: quase todas as filosofias dos nossos tempos foram elaboradas para convencer-nos de que o bem do homem encontra-se nesta terra. Contudo, é curioso como certas filosofias de progresso ou evolução criativa acabem por atestar, relutantemente, que o nosso verdadeiro alvo esteja em outro lugar. Note a maneira como pretendem convencê-lo de que a terra é seu lar. Começam tentando persuadi-lo de que a terra pode transformar-se em céu, driblando assim a nossa sensação de exílio. Depois dizem que esse feliz acontecimento situa-se num futuro ainda muito distante, driblando assim o nosso conhecimento de que nossa pátria não está presente, aqui e agora. Finalmente, para que o nosso anseio por alguma coisa transtemporal não nos acorde, estragando tudo, valem-se da retórica à disposição, para conservar bem distante da nossa mente o pensamento de que, ainda que a felicidade que nos prometem pudesse ser uma realidade na terra, cada geração, inclusive a última de todas, a perderia na morte, e toda sua história seria nada, deixaria até de ser história, para todo o sempre
- Sede fortes, não temais; eis o vosso Deus! com vingança virá, sim com a recompensa de Deus; ele virá, e vos salvará. Então os olhos dos cegos serão abertos, e os ouvidos dos surdos se desimpedirão.Então o coxo saltará como o cervo, e a língua do mudo cantará de alegria; porque águas arrebentarão no deserto e ribeiros no ermo. E a miragem tornar-se-á em lago, e a terra sedenta em mananciais de águas; e nas habitações em que jaziam os chacais haverá erva com canas e juncos. E ali haverá uma estrada, um caminho que se chamará o caminho santo; o imundo não passará por ele, mas será para os remidos. Os caminhantes, até mesmo os loucos, nele não errarão. Ali não haverá leão, nem animal feroz subirá por ele, nem se achará nele; mas os redimidos andarão por ele. E os resgatados do Senhor voltarão; e virão a Sião com júbilo, e alegria eterna haverá sobre as suas cabeças; gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido.
.- Aqui está uma diferença entre acreditar que Deus é santo e gracioso, e ter um novo sentido no coração do amor e da beleza desta santidade e graça. A diferença entre acreditar que Deus é gracioso e saborear que Deus é gracioso é como a diferença entre ter uma fé racional que o mel é doce e ter um sensação atual da doçura".
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O alimento gera crescimento através da nutrição. A ceia do SEnhor, repreesnta o crescimento que está acontecendo na graça de Deus. Para sobreviver e crescer, individuos tem que comer e beber regularmente. Isto é o que devemos fazer com o Evangelho da graça de Deus, nos devemos pessoalmente nos apropriarmos dele.
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Religião opera no principio de "eu obedeço, logo eu sou aceito por Deus". O principio basica de operação do evangelho é " eu sou aceito por DEus atraves da obra de Jesus Cristo, então eu obedeço". Como ja vimso, acreditar no evangelho é como a pessoa primeiro cria sua conexão com Deus e uma nova identidade.
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Martinho Lutero teve um insight brilhante, ele dizia que religião era como um modo de proceder proprio-automatico do coração humano, depois que voce se converte ao evangelho, seu coração vai tentar reaver os principios da religião, a menos que você deliberadamente converta-o sempre para o modo do evangelho.
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Nos habitualmente e institivamente olhamos para outras coisas além de Deus e sua graça para nossa justificação, esperança, significância e segurança. Nos acreditamos no evangelho num ponto, mas nos niveis mais profundos, não. Nõs precisamos nos alimentar do evangelho, faze-lo parte de nos mesmos.
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Como isso acontece?
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Isso funciona de muitos modo, se voce deseja ser mais generoso com seu dinheiro, isso nao vai acontecer simplesmente pressionando sua vontade. Ao invés, voce deve refletir sobre as coisas que o fazem não ser uma pessoa doadora. Para muito de nós, ter muito dinheiro é caminho apra ter a aprovação e respeito dos outros, e um jeito de sentir-se no controle da vida. Dinheiro nao se torna apenas uma coisa, mas uma coisa que nosso coração coloca esperança e confiança sobre. Olhe como São Paulo lida com a questão, ele não pressiona ninguem a doar, ele relembra o evangelho- 2Co 8.9
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O evangelho nao é apenas um ABC da vida cristã, ele é o A a Z. /Nossos problemas surgem muito porque nao retornamos ao evangelho para trabalhar e viver a vida. Por isto, Lutero dizia que a verdade do Evangelho é o principal artigo de toda doutrina cristã....A coisa mais necessaria é nos sabermos esta verdade muito bem, ensina-la aos outros, e bater ela para dentro das cabeças deles o tempo todo".
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- Em cada um de meus amigos existe algo que somente um outro amigo pode trazer plenamente à tona. Por mim mesmo não sou grande o bastante para fazer com que o homem total entre em atividade. Quero outras luzes além da minha para mostrar todas as suas facetas. Agora que Carlos morreu, jamais verei de novo a reação de Ronaldo a uma brincadeira especial de Carolina. Longe de ter mais de Ronaldo, de tê-lo “ para mim mesmo ” agora que Carlos se ausentou, tenho menos de Ronaldo. Assim sendo, a verdadeira Amizade é o menos ciumento dos amores. Dois amigos ficam contentes quando chega um terceiro e três quando o quarto se reúne a eles, basta que o recém-chegado tenha as necessárias qualificações para tornar- se um verdadeiro amigo. Eles podem dizer, como as almas abençoadas dizem em Dante: “Está chegando alguém que vai ampliar o nosso amor ”. Pois neste tipo de amor “dividir não é remover”. A escassez de almas afins (para não mencionar as considerações práticas sobre o tamanho dos aposentos e a audibilidade das vozes) naturalmente estabelece limites para a ampliação do circulo; mas dentro desses limites possuímos cada amigo mais e não menos, à medida que aumenta o número daqueles com quem o partilhamos. A Amizade manifesta nisto uma gloriosa “proximidade por semelhança” ao próprio céu onde a multidão dos benditos (que homem algum pode contar) aumenta a fruição que cada um tem de Deus. Pois cada alma, vendo-o à sua maneira, sem dúvida comunica a todos os restantes essa visão singular.
Essa a razão, conforme um velho autor, por que os serafins na visão de Isaías clamam: “Santo, Santo, Santo” uns para os outros ( Isaías 6: 3). Quanto mais então dividirmos o Pão Celestial entre nós, tanto mais teremos..
"O SENHOR dos Exércitos dará neste monte a todos os povos um banquete de coisas gordurosas, uma festa com vinhos velhos, pratos gordurosos com tutanos e vinhos velhos bem clarificados. destruirá neste monte a coberta que envolve todos os povos e o véu que está posto sobre todas as nações. Tragará a morte para sempre, e, assim, enxugará o SENHOR Deus as lágrimas de todos os rostos, e tirará de toda a terra o opróbrio do seu povo, porque o SENHOR falou.



