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terça-feira, julho 19, 2016

O RICO INSENSATO (Lc 12:13-21)



Lucas 12:13-21 : E disse-lhe um da multidão: Mestre, dize a meu irmão que reparta comigo a herança. Mas ele lhe disse: Homem, quem me pôs a mim por juiz ou repartidor entre vós? E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui. E propôs-lhe uma parábola, dizendo: A herdade de um homem rico tinha produzido com abundância; E arrazoava ele entre si, dizendo: Que farei? Não tenho onde recolher os meus frutos. E disse: Farei isto: Derrubarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens; E direi a minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga. Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus.




PELOS NOSSOS PEDIDOS, DEUS NOS CONHECE.

E disse-lhe um da multidão: Mestre, dize a meu irmão que reparta comigo a herança.
Lucas 12:13

Pensava que Jesus poderia ficar do seu lado, mas Ele não tem lado.

Jesus é alguém que vai dar aquilo que é importante para mim.


POR SUAS PALAVRAS, JESUS REVELA A SI MESMO.

A resposta de Jesus não está baseada nos nossos desejos, mas ele quer que os nossos desejos sejam baseados na vontade de Deus.

Homem- somos simplesmente seres humano. Não olhe para as pessoas pelos títulos ou poder financeiro.

Qual é o seu valor? Acumular não é o caminho, seu valor é Jesus que habita em você.


JESUS REVELA AS ESCOLHAS E CONSEQUÊNCIAS.

As consequências da ganância..."o que eu vou fazer"

Este homem se transforma em seu próprio caminho, verdade e vida.

EU NÃO SOU, MAS JESUS É.
EU NÃO TENHO, MAS JESUS TEM.
EU NÃO TENHO, MAS JESUS TEM.
EU NÃO POSSO, MAS JESUS PODE.

SER RICO PARA COM DEUS é o alvo do homem sensato

Este rico insensato achou que ganhou 4 coisas: descanso, comida, bebida e felicidade.

Que são as quatro promessas de Jesus: ser rico para com Deus é ter descanso, comida, bebida e felicidade. Quem tem Jesus é rico para com Deus. 

O uso dos nossos bens não deveriam ser eu sei que vou fazer, mas sendo que já sou rico, o que o Senhor quer que eu faça com o fruto da terra que o Senhor me deu.7


"A riqueza do mundo é a sua riqueza até Deus exigir a sua vida. Mas, quando Ele exige sua vida, você diz: eu tenho Jesus, e isso é vida de verdade."



Fonte

Carlos McCord, O Rico Insensato, http://www.ibmalphaville.com/#!mensagens/yp1mt




terça-feira, julho 12, 2016

Dê minha parte da herança



A terceira parábola de Jesus em Lucas 15 é a mais longa e mais famosa. É uma história sobre uma família- um pai e dois filhos. A história começa quando o filho mais novo vem até o pai e pede, “Dê me minha parte da herança”. Nos tempos antigos, quando o pai morria, o filho mais velho recebia uma porção dobrada do que os outros receberiam. Se há dois filhos, então o mais velho vai receber 2/3 da herança e o mais novo ficará com 1/3. Então, a história começa com o mais novo pedindo por um terço da propriedade do pai. Vamos ver: 1. O significado do pedido, 2. A resposta do pedido e 3. A diferença que faz para nós.



1. O SIGNIFICADO DO PEDIDO - versículos 11 e 12.

O pedido do filho mais novo foi surpreendente, porque a herança não poderia ser dividida e distribuída para os filhos até que o pai morresse.

  • Kenneth Bailey diz: "Na cultura do Oriente Médio, pedir a herança enquanto o Pai está vivo, é desejar que ele morra".
  • O pedido deveria então ter sido uma desgraça para o nome da família, porque o filho mais novo desrespeitou o pai. Isto deve ter sido custoso do ponto de vista econômico para a família,  Foi um ato de violência tanto no relacionamento como também na economia daquela família.



Por que o filho mais novo faria tal pedido?
  • Em suas Confissões, Agostinho nos da uma teoria do porquê nós fazemos o que fazemos, especialmente, quando nós pecamos. Ele observa "Um homem matou outro homem- qual foi seu motivo? Seja ele desejou sua esposa ou sua propriedade ou outra coisa ele roubou para acudir a si mesmo, ou ele tinha medo de perder algo para ele ou ele foi machucado e estava se vingando. Agostinho vai adiante e diz que mesmo um assassino mata porque ele ama alguma coisa. Ele ama romance ou riqueza ou sua reputação ou algo demasiadamente, mais que Deus, e por isto, ele mata. Nossos corações são distorcidos por amores desordenados. Nós amamos, colocamos o nosso coração naquilo, e procuramos nas coisas aquilo que nos dará alegria e significado que apenas Deus pode nos dar.
  • O filho mais novo pode ter vivido com seu pai e mesmo ter obedecido seu pai, mas ele não amava seu pai. A coisa que ele mais amava era as coisas do pai. Seu coração estava na riqueza do pai e no conforto, liberdade e status que a riqueza traz.  Seu pai era apenas um meio para o fim. Agora, contudo, sua paciência acabou. Ele sabia que o pedido poderia ser uma facada no coração de seu pai, mas obviamente ele não se importava com isto.
Aqui está a grande ironia:

Os dois filhos parecem muito diferentes na superfície. Um está correndo para viver uma vida dissoluta, e outro fica em casa e obedece e serve seu pai.

Mas, no fim, o irmão mais velho está furioso com o pai e humilha ele recusando entrar no grande banquete. Este é o jeito do irmão mais velho de dizer que não iria viver na mesma família com o irmão mais novo. Então, de novo, a integridade da família e o coração do pai estão sob assalto- desta vez pelo irmão mais velho.

Por que? O irmão mais velho se opõe por conta do gasto que o pai esta fazendo, como veremos. Ele mostra que estava obedecendo o pai para ter suas coisas, não porque o amava, já que ele quer o deixar envergonhado. Tanto o mais novo como o mais velho amam as coisas do pai, não o pai.


A RESPOSTA AO PEDIDO- vs. 12b, 20-24

O pedido do filho mais novo deve ter chocado os ouvintes de Jesus, mas a resposta do Pai foi ainda mais marcante. Esta era uma sociedade patriarcal, em que você deveria mostrar deferência e reverência pra com os mais velhos ou mais acima de você. Este tipo de insolência era ultrajante. Os ouvintes deveriam estar esperando o pai explodindo em raiva, expulsando o filho de casa.

Ao invés disto, nós lemos as palavras simples, "então, ele dividiu sua propriedade entre eles". Precisamos nos colar no contexto histórico. Naqueles dias, a riqueza da família era sua terra e propriedade. De fato, a terra da família era parte de sua identidade.

Isto aparece no uso incomum do grego no versículo 12 traduzido como propriedade. A palavra "bios" que significa vida. O texto diz que ele dividiu sua vida entre eles. Por que usar essa palavra? Provavelmente, era o modo como ele se sentia em perder sua propriedade,

O irmão mais velho e qualquer um nessa comunidade deve ter pensado que o pai era tolo em dar aquilo que o mais novo havia pedido. Mas, olhando para trás, conhecemos melhor. Se o pai tivesse ficado amargo e batido no mais novo, dificilmente, ele o veria de volta, a restauração nunca teria acontecido.

Ao suportar a agonia e a dor do filho em si mesmo ao invés de tomar a vingança, ou dar o troco no filho, o pai deixa a porta para o relacionamento. O pai está pronto para sofrer pelo pecado do filho, de modo que algum dia uma reconciliação é possível.

3. QUE DIFERENÇA ISTO FAZ PARA NÓS.

Primeiro, isto significa que sejamos irreligiosos ou religiosos, temos um problema chamado amor desordenado ou ídolos do coração.

Muitos de nós podemos ser como o irmão mais velho. Podemos obedecer todas as regras, mas o nosso coração e paixão é outra coisas- nossa carreira, fazer dinheiro, nossos filhos ou aceitação. Se qualquer coisa estiver controlando o nosso coração, se alguma coisa é mais importante que a nossa felicidade que Deus- então esta coisa é o nosso deus, nosso amor desordenado.

Reconhecer estas coisas pelo que elas são. Ver como elas afetam o nosso coração e a nossa vida.

Quando Deus veio neste mundo, poderíamos esperar que ele viesse em ira, apareceria e nos expulsaria. Mas, ele não fez. Ele não veio com espada em suas mãos,  mas com pregos em suas mãos. Ele não veio para trazer julgamento, mas para carregar o julgamento.


Jesus foi para cruz em fraqueza e deu sua vida. Sua única propriedade, suas vestes, foram divididas. Ele fez isto, para que quando nos arrependermos, haverá um caminho de reconciliação com Deus.


MELHOR ROUPA.

"A melhor roupa da casa teria de ser a roupa do próprio pai, um sinal inequívoco da posição restaurada da família. O pai está dizendo: Não irei esperar até que você pague sua dívida, não irei esperar até que você pague sua dívida, não irei esperar até que você se humilhe o suficiente. Você não vai ter que lutar por seu lugar na família, irei simplesmente aceita-lo de volta. Cobrirei sua nudez, sua pobreza e seus trapos com as roupas de meu trabalho e de minha honra"


terça-feira, abril 12, 2016

Lucas 15:1-10 - As Pessoas ao Redor de Jesus

Lucas 15:1-10: Todos os publicanos e "pecadores" estavam se reunindo para ouvi-lo.  Mas os fariseus e os mestres da lei o criticavam: "Este homem recebe pecadores e come com eles". Então Jesus lhes contou esta parábola: "Qual de vocês que, possuindo cem ovelhas, e perdendo uma, não deixa as noventa e nove no campo e vai atrás da ovelha perdida, até encontrá-la? E quando a encontra, coloca-a alegremente sobre os ombros e vai para casa. Ao chegar, reúne seus amigos e vizinhos e diz: ‘Alegrem-se comigo, pois encontrei minha ovelha perdida’. Eu lhes digo que, da mesma forma, haverá mais alegria no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não precisam arrepender-se". "Ou, qual é a mulher que, possuindo dez dracmas e, perdendo uma delas, não acende uma candeia, varre a casa e procura atentamente, até encontrá-la? E quando a encontra, reúne suas amigas e vizinhas e diz: ‘Alegrem-se comigo, pois encontrei minha moeda perdida’. Eu lhes digo que, da mesma forma, há alegria na presença dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende".

Lucas 15 começa com os líderes religiosos vendo algo- que Jesus parecia atrair e ser amigo de coletores de impostos e pecadores,  pessoas moralmente reprováveis da sociedade respeitável. Lemos no verso 2 que eles murmuravam uns com os outros sobre isto. Podemos quase imaginar eles dizendo: "Ele recebe pecadores! Este tipo de pessoa nunca vai aos nossos encontros. Isto deve estar acontecendo porque ele deve estar falando o que eles querem ouvir. Ele não está chamando eles ao arrependimento ou à mudança.  Ao ouvir atentamente as três parábolas e, especialmente a última, a tradicionalmente chamada Parábola do Filho Pródigo, Jesus desafia os conceitos fundamentais de seus ouvintes sobre Deus, pecado e salvação. Ele dá a eles um novo modo de pensar sobre Deus e o mundo. Nesta semana vamos olhar para as primeiras duas parábolas. Vamos ver três tipos de personagens: 1. ouvintes indesejosos, 2. coisas perdidas e 3. buscadores alegres.

1. OUVINTES RELUTANTES.

VERSOS 1-3  
Havia dois grupos de pessoas ao redor de Jesus - coletores de impostos e pecadores e fariseus e doutores da lei.
O grupo religioso está especialmente ofendido que Jesus come com pecadores. A mesa da comunhão era considerada um sinal de aceitação e amizade. Como, eles pensavam, ele pode estar tão aberto para eles? Eles não percebiam eles eram pessoas ruins- que eram o problema real do mundo? (E, então, eles achavam que eram as pessoas boas?
Jesus não dá uma resposta direta e compacta. Ao invés disso, ele responde com três parábolas ou histórias. Isto é importante para entender que estas parábolas não ditas num vácuo. O propósito destas de todas estas parábolas era desafiar o ponto de vista dos fariseus.
Quando nós chegamos a última parábola, vamos entender que ambos os grupos de pessoas- pecadores e pessoas religiosas- estão representados na parábola. Isto é a razão da última história, é a resposta final de Jesus. Mas, isto fica para depois. Por ora, vamos ver como começa o desafio para as atitudes e categorias de pensamento dos fariesus nas duas primeiras histórias.

AS COISAS PERDIDAS- versos 4-5,8.

Primeiro, Jesus confronta suas categorias sobre o pecado.
Na parábola da ovelha perdida, o pastor sai para encontrar a ovelha. A ovelha é um animal estúpido que fica completamente vulnerável quando se perde. Na segunda parábola, o objeto perdido é a moeda, que é mais ainda incapaz de encontrar seu caminho de volta.
Os três objetos perdidos -a ovelha, a moeda e o filho- todos representam pessoas que estão espiritualmente perdidas, longe de Deus. Isto é Jesus caracterizando as pessoas que os fariseus viam como pecadoras.   Eles estão perdidos, ainda que sua perdição seja de modos diferentes. A ovelha se perde através de sua tolice, a moeda por causa de descuido e o filho através de sua obstinação.
Tomados juntos, isto é uma visão multi-dimensional do pecado.
Aqui vai um exemplo, o Sr. Smith tem um problema com raiva abusiva, ele geralmente sai na briga verbal até física com os outros. Por que?
1. O problema é genético? É uma questão de química cerebral? É parte de sua natureza inata, como no exemplo da ovelha?
2. Ou seu problema é resultado de um ambiente ruim? Talvez, é o resultado de pais ruins ou uma vida familiar complicada? Ele seria como a moeda, fui mal cuidado por seus donos?
3. Ou seu problema vem do egoísmo e orgulho, como o filho pródigo? A resposta é 
usualmente, varia de grau, sendo tudo acima.
O pecado é profundamente complexto. Ele está em nossa natureza, é magnificado pelo tratamento pecaminoso e está aprofundado e moldado em nossas próprias escolhas. A visão de Jesus do pecado é mais compreensiva e multi-dimensional que muitos psicólogos, sociólogos e líderes religiosos. É certamente mais compreensiva que a visão defendida pelos fariseus que ouviam a ele.

3. BUSCADORES ALEGRES- veros 6-7,9-10

Segundo, Jesus confronta suas categorias de salvação.
A maioria das pessoas pensa religião como uma busca da humanidade por Deus. Eles gostam de pensar a si mesmos como buscadores espirituais, como inquidores honestos. Olhamos para as religiões do mundo e, enquanto dão alguma direção diferente sobre como fazer isto, eles parecem todas concordar que se nós sinceramente buscarmos a Deus, vamos encontrar ele. Milhões de pessoas do mundo acreditam que crer e obedecer a lei de Deus na Bíblia, podemos encontrar Deus.
O problema é que qualquer um que sente que está suvando e encontrar a Deus vai naturalmente desdenhar aqueles que não estão fazendo nenhum esforço. Eles vão olhar para os pecadores e dizer, eu encontrei Deus! Se você tentar, você consegue. Eu consegui.
Mas, o evangelho bíblico discorda desta ideia. O pastor (com quem Jesus obviamente se identifica) deve ir buscar e salvar aquilo que está perdido ( Lucas 19:10). Assim também, a moeda perdida não podem buscar e achar seu dono, o dono é que encontra moeda.
Aqui está o primeiro golpe contra as categorias do mundo. Toda outra religião diz que podemos buscar e encontrar Deus se nós tentarmos o suficiente. Apenas o Cristianismo diz, não, Deus teve que vir neste mundo para buscar e salvar a gente. Salvação deve ser por sua graça, e não por nosso merecimento.
O fim de cada parábola desafia não apenas as categorias dos fariseus mas seus corações e atitudes. Um tem que aparece nas três parábolas é alegria de encontrar o perdido. Deus não olha para os perdidos espirituais do modo como os fariseus fazem. Porque os farisesus não enxergam a si mesmos como pecadores perdidos salvos pela graça, eles desdém pecadores. Eles se sentem superiores a eles. Mas, o céu se alegra quando pecadores são alcançados e achados. 

Jesus é o grande pastor, mais intencional e alegre que o pastor da parábola. Pois ele sabia que deveria morrer para trazer de volta o perdido para casa, pela alegria que estava proposta ele suportou a cruz e a vergonha (hb 12:22). A alegria que ele tem é fazer a vontade do Pai, e a alegria dele é nos encontrar, e ela era tão grande que desejou suportar a cruz para isto.
Fonte: The People Around Jesus- Timothy Keller 

"Deus não é passivo, não fica esperando que as pessoas se aproximem dele depois de terem a sua vida toda arrumada. Ele é o Deus que busca, que toma a iniciativa de trazer as pessoas de volta, independentemente do estado de perdição em que se encontrem" 

"Poucas coisas são mais importantes do que a percepção que temos de Deus, pois é a partir desse conhecimento que percebemos a nossa própria identidade, a forma como deveríamos pensar e agir, e a forma como o mundo deveria ser. Se Deus é um Deus que busca e se importa, então a sua graça deveria caracterizar a nossa autopercepção e o tratamento que dispensamos às demais pessoas. A consciência de que Deus nos procura gera liberdade e confiança na vida. O fato de sua graça determinar a forma como tratamos as outras pessoas deve fazer com que nos tornemos  preocupados e sensíveis para com o nosso próximo.  Tendemos a conhecer estas verdades de forma abstrata, mas não a traduzimos em prática nem  na maneira como vemos a nós mesmos, nem na forma como tratamos aos outras, tampouco na forma como organizamos a vida da igreja.  Somos mais propensos a considerar que Deus deve ser mais severo e que a nossa tendência seria a de nos preocupar muito mais com as noenta e nove do que com a ovelha extraviada.  Será que as pessoas perdidas, desobedientes e insignificantes sentem que Deus cuida delas e está a procura delas a partir do veem em nós? E será que sentem que nos importamos com elas?

Klyne Snodgrass, Compreendendo todas as parábolas de Jesus, CPAD, p. 171-172  

terça-feira, junho 26, 2012

A necessidade vital de sermos gratos.


Lucas 17.11-19:   E aconteceu que, indo ele a Jerusalém, passou pelo meio de Samaria e da Galiléia;  e, entrando numa certa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez homens leprosos, os quais pararam de longe.   E levantaram a voz, dizendo: Jesus, Mestre, tem misericórdia de nós!   E ele, vendo-os, disse-lhes: Ide e mostrai-vos aos sacerdotes. E aconteceu que, indo eles, ficaram limpos.  E um deles, vendo que estava são, voltou glorificando a Deus em alta voz. E caiu aos seus pés, com o rosto em terra, dando-lhe graças; e este era samaritano. E, respondendo Jesus, disse: Não foram dez os limpos? E onde estão os nove? Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, senão este estrangeiro? E disse-lhe: Levanta-te e vai; a tua fé te salvou.


Aquele que foi grato.

Esta história de Jesus é muito conhecida sobre a ingratidão humana, Jesus estando numa aldeia se depara com dez leprosos,  que pedem pela misericórdia do Senhor. Naquela época os doentes incuráveis andavam sempre em grupo para não contaminarem mais ninguém (Lm 4:15). 

Jesus lhes ordena que vão até ao sacerdote se apresentarem (cf. Lv. 13:45.46; 14:2). Indo eles, pelo meio do caminho, ficaram limpos da lepra. Apenas um dos nove voltou para Jesus glorificando a Deus em alta voz, e caindo aos pés do Mestre agradeceu-lhe e este era samaritano. 

Jesus pergunta a ele, cadê os outros nove? Não houve ninguém que voltou a não ser aquele que era estrangeiro. Jesus  diz ao samaritano para levantar e ir porque a fé dele o salvara.

É bem provável que quando lemos esta história torcemos o nariz, achando que jamais seriamos como aqueles nove, é claro que faríamos como o samaritano.  Contudo, não é bem assim a realidade de nossas vidas. 

Um dos primeiros pontos de Jesus nesta história é mostrar que uma verdadeira gratidão é bem mais do que aquele sentimento quente no coração, ela precisa ser manifesta na vida, ela quando realmente cai no coração muda a nossa a vida.

Os outros nove leprosos talvez tivessem no seu coração um sentimento de gratidão em relação aquilo que Deus fez na vida deles, mas a impureza do coração ainda permanecia debaixo de uma pele agora limpa. 

A gratidão a Deus nos leva a uma vida em que glorificar a Deus é tudo em nossa vida, ela se manifesta mais do que em um simples calor no coração, ela transforma a nossa vida. É a prova da fé que agora controla a nossa vida e que a alegria nossa é engradecer o nome de Jesus em nossa vida, esta é a fé que salva, a confiança de que nossa vida foi realmente transformada por Jesus e não apenas nossas circunstâncias, Ele é a nossa alegria.

O perigo da ingratidão

Romanos 1.20-23   Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder como a sua divindade, se entendem e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. Pelo que também Deus os entregou às concupiscências do seu coração, à imundícia, para desonrarem o seu corpo entre si; pois mudaram a verdade de Deus em mentira e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém!

Em seu tratado teológico sobre a condição humana em Romanos 1, Paulo coloca claramente que um dos motivos da queda e da desgraça humana é que mesmo tendo conhecido a Deus, nós não glorificamos a Ele como Deus, nem damos graças a Ele.

A ingratidão está na raiz do pecado humano, ela é a causa do nossa escuridão porque fecha o homem em si mesmo. Colocamos aquilo que Deus fez no mesmo patamar daquilo que fazemos, e assim, está pronta a idolatria.

Quantas vezes obscurecemos o favor de Deus em nossa vida com nossos pensamentos, talvez, achando que aquilo que Ele fez e faz por nós é  não é nada demais ou até mesmo, que merecemos tal coisa. Transformamos a glória de Deus em nossa própria glória, quando deixamos de honrar a Ele por todas as coisas que Ele tem feito em nossa vida. 

Viver sem gratidão é viver sem depender de Deus, é achar que podemos salvar a nós mesmos através de nossos desejos e conquistas, é transformar a verdade de Deus em mentira, e honrar a criatura mais do que ao Criador.

Pode ser que no fundo do nosso coração temos um sentimento de gratidão a Deus, mas se este sentimento é apenas uma sensação, e não algo que transformou a nossa vida. Deus é apenas um auxílio ou uma força para o nosso verdadeiro deus: nós mesmos e a coisas.

Toda a sorte de pecados em nossa vida nasce da ingratidão, quando colocamos outras coisas em nossa vida como aquilo que gera um sentido de vida para nós. É quando colocamos a fé a honra em qualquer coisa além de Deus para sermos felizes, isto nos leva ao pecado e a perdição:

Romanos 1:28-30: E, como eles se não importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convém; estando cheios de toda iniqüidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade; sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes ao pai e à mãe;


A verdadeira fé gera gratidão.

Romanos 1.17   Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé.


A fé verdadeira não combina com ingratidão, primeiro porque a própria fé é um presente de Deus para o ser humano (Ef. 2:8).  Hoje, se pensa fé como um esforço pessoal para alcançar a graça de Deus, mas fé nunca foi calculada pela medida da força humana.No próprio capítulo 17 de Lucas, Jesus diz que uma fé do tamanho de um grão de mostarda pode fazer muita coisa, porque a fé não está baseada no tamanho do homem, mas na pessoa do próprio Senhor Jesus.  É um presente dele para ele.

Por isto também, a história dos leprosos está ali, para demonstrar que uma fé verdadeira tem como consequência um coração grato de verdade.  Jesus conta no mesmo capítulo a parábola do servo inútil, ou seja, ele nos ensina que a disposição daquele que segue a Deus não pode ser a busca por interesses pessoais, mas uma inclinação natural na vida daquele que segue a Deus e tem na presença de Jesus, o salário mais precioso desta vida.

Para vivermos precisamos de fé, para vivermos precisamos que a gratidão seja muito mais do que um simples sentimento de ser grato, ela se manifeste em nossa vida.

Isto só é possível quando Jesus é a nossa própria vida e entendemos no coração que tudo que temos é porque Ele nos dá. Aí não restará outra resposta para nós a não ser: gratidão.

sábado, maio 26, 2012

O que significa seguir a Jesus?



LUCAS 9:57-62: E aconteceu que, indo eles pelo caminho, lhe disse um: Senhor, seguir-te-ei para onde quer que fores.  E disse-lhe Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu, ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.  E disse a outro: Segue-me. Mas ele respondeu: Senhor, deixa que primeiro eu vá enterrar meu pai.  Mas Jesus lhe observou: Deixa aos mortos o enterrar os seus mortos; porém tu, vai e anuncia o Reino de Deus.  Disse também outro: Senhor, eu te seguirei, mas deixa-me despedir primeiro dos que estão em minha casa.  E Jesus lhe disse: Ninguém que lança mão do arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus.


O que significar seguir a Jesus? A definição mais simples que podemos ter é a de entrar no Reino de Deus. Este reino é o poder de Deus que invade este mundo transforma tudo através do poder do Espírito Santo, não é um reino deste mundo, mas que vêm de Deus.

Diferente dos líderes humanos, Jesus não coloca seu reino como uma fantasia ou mundano, seu reino é celestial, e somente pode se entrar nele se for chamado por Jesus.

Neste texto de Lucas, nós vemos quem são as pessoas que entram e que não entram neste reinado. Para entrar neste reino, precisamos ser salvos por Jesus e ter Ele como nosso rei. Pensando em Bonhoeffer, é preciso duas coisas que, normalmente, separamos: crer (Jesus como salvador) e obedecer (Jesus como senhor).

O primeiro homem narrado por Lucas, é aquele que apenas crê, mas não entende a dureza do reino, não entende o que é obediência. Ele quer seguir a Jesus pensando que se ele seguir Ele por todos os lados,  sua vida ficará melhor. Há apenas obediência, há apenas a ilusão de que o esforço pode mudar a vida. Não há um crença em Jesus como salvador, o que salva este homem é sua obediência.

A resposta de Jesus, é que as raposas tem covis e e as aves tem ninhos, ou seja, haverá problemas. Jesus está dizendo que não tem status, não tem riquezas, não tem influência, não tem ao menos um lugar para morar. A promessa dele não está em comida ou bebida, mas em justiça, paz e alegria que é o Reino de Deus.

Muitos começam a seguir por entusiasmo próprio como este homem, achando que vão melhorar as suas vidas, mas quando acontece um revés não entendem por que aquilo que está acontecendo com eles. Estes não entendem o que Jesus diz, que haverá sofrimentos, haverá problemas, há uma cruz que devemos carregar e compartilhar com Ele, crendo que Ele e não nossos esforços vão produzir descanso para a nossa alma.

Os dois últimos homens são os exemplos de um outro lado da questão, muitos acreditam em Jesus, mas não querem obedecê-lo.  Porque não entendemos a grandeza do chamado de Jesus.

O segundo homem diz que primeiro quer enterrar seus pais, ele coloca as obrigações antes  do seguir a Jesus, ele quer cuidar do seu passado antes de começar a seguir a Jesus.  O terceiro homem diz que primeiro quer despedir dos seus familiares antes de segui-lo.  É a questão de muitos de nós, eu vou segui-lo, contudo, existe o mas antes ou o contanto que.

Entrar no reino de Deus significa um compromisso absoluto com este reinado, Jesus não pode ser nosso salvador e rei se não abrirmos mãos dos nosso mas antes.

Se você tiver qualquer condição ou qualificação, isto é, o seu verdadeiro rei, você mesmo. Você é que está no controle da sua vida. Você diz que quer ser bom, mas ainda não. Ou seja, você diz sim ou não para Jesus, diz acreditar nele mas nega sua obediência.

A primeira resposta de Jesus, deixe os mortos enterrarem seus mortos, quer dizer que se existe alguma coisa mais importante que seguir a Ele, nós estamos mortos.  E isto vai matá-lo. 

Quando dizemos a Jesus, eu vou segui-lo mas antes deixe eu fazer tal coisa ou contanto que tal coisa aconteça, esta condição é, na verdade, nosso rei e salvador, acreditamos que quando resolvemos isto estaremos salvos e vivos, por isto mesmo, estamos mortos.

A terceira resposta de Jesus diz que quem coloca a mão no arado e fica olhando para trás é apto para o reino de Deus.  Quando estamos arando uma terra é essencial que fiquemos olhando para frente para que não saia nada torto e o trabalho seja bem feito, quando estamos seguindo a Jesus há momentos em que não enxergamos claramente o fruto que será produzido com a nossa retidão em segui-lo, mas devemos continuar seguindo crendo que Ele tem o melhor para nós.

A obediência está ligada a crença de maneira inseparável, porque cremos que Ele é o nosso salvador e obedecemos porque ele é o nosso senhor, assim crer em Jesus é que Ele melhor que nós sabe o que é vida para nós e obedecemos porque confiamos em seu juízo.

Quando ficamos olhando para trás para as coisas que deixamos antes de começar a segui-Lo, os antigos ídolos do nosso coração começam a reviver, deixamos o reino de Deus.

Ninguém que ama qualquer coisa mais do que Ele pode permanecer no reino de Deus, para glorificar a Deus em nossa vida, devemos buscar nossa alegria nele somente a todo instante. Nenhum de nós está isento disto.

Para concluir, lembro-me da frase de C.S. Lewis, que muitos preferem reinar no inferno, do que servir no reino de Deus". Esta é a escolha que se coloca para cada um de nós nessa vida, uma vida ou uma morte, crer e obedecer ou morrer.


fonte:

Bonhoeffer - Discipulado.
Timothy Keller - Let the Dead Burry Their Dead
C.S. Lewis- O Grande Abismo


terça-feira, fevereiro 24, 2009

De dentro para fora


Lucas 18:9-14


E disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros:
Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu, e o outro, publicano.
O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: O Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano.
Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo.
O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: O Deus, tem misericórdia de mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado.

Como o evangelho muda o nosso modo de vida completamente.


Jesus nos apresenta ao problema da retidão.


Hoje a palavra retidão está ligada a uma pessoa mais conservadora, não é usada mais normalmente, talvez


No novo testamento a palavra retidão está ligada a aprovação. Por exemplo, sua filha passou na melhor universidade do Brasil, você sente feliz, acredita que ela vai ter um bom futuro. Não, você sente satisfeito, este será um dos momentos mais importantes da sua vida como pai.


Porque a retidão, neste sentido de aprovação nos pega: porque o anseio de todos nós é ser aceito.


Lemos a Bíblia, vemos esta história, e dizemos isto não tem nada a ver comigo. Será? Hoje mudamos o nome, para auto-estima.


Todos temos uma fome de reconhecimento, nos esforçamos em nosso trabalho, com nossa família, nossa vida para saciar esta fome por aprovação, glória.


Quando somos jovens provamos quão espertos ou corajosos somos, quando casamos, tentamos provar quão amáveis somos, quando temos filhos, temos que provar que somos os melhores pais, quando ficamos velhos, temos que provar quão sábios ou bem sucedidos ficamos.


As únicas pessoas que não se importam com a opinião dos outros, são as pessoas más.


De onde vem esse anseio universal, deve vir do começo de tudo, e vem. Em Genesis, depois da queda, ficamos em vergonha e desde então, estamos buscando a aprovação.


Na parábola, Jesus vai mostrar dois modos de se lidar com a retidão, o que funciona e que não funciona. Um é visto de fora para dentro e outro de dentro pra fora.


O modo de fora para dentro é o fariseu.


1. Externalismo


O entendimento de pecado ou virtude é completamente externo aqui. Não olha para o caráter ou para dentro, é tudo uma questão de comportamento. Eu não roubo, não cometo adultério, eu jejuo duas vezes por semana e dou os dízimos. Tudo que ele se gloria são atos externos, a violação é quebrar as regras de comportamento apenas.


Ele não diz eu te agradeço porque me tornei uma pessoa mais ama´vel, mais compreensiva, mais generosa.


2. Separatismo.


"Orava consigo mesmo" é uma expressão ambígua, na verdade quer dizer sobre si e para si mesmo. Ele se coloca acima de todo mundo, ele mesmo diz que não como aquele publicano.

Isso traz uma certeza que poderia evitar o pecado se ficar longe de pessoas que não compartilham seus valores, não tem sua capacidade de comportamento, ele poderia ser uma pessoa perfeita por apenas não andar com aqueles que fazem errado como o publicano.


Eu sou melhor que aquela categoria de pessoas, porque eu não roubo, não adultero, não minto, dou meu dizimo, isto tudo está na Bíblia.


Mas, jejuar duas vezes por semana não está na Bíblia, na lei mosaica só havia uma ocasião para o jejum no ano, que é o Yom Kippur.


O que o fariseu está dizendo, é eu não roubo, ele rouba isso me faz melhor. Eu não minto, ele mente, isto me faz melhor. Eu não adultero, eles adulteram, isso me faz melhor.


Mas com o jejum, ele está elevando uma preferência pessoal a um nível de lei divina, para se sentir melhor que os outros, é quando pegamos uma coisa cultural ou pessoal e a elevamos para nos sentirmos melhor que todas as outras pessoas.


Se não sabemos quem somos, não somos satisfeitos com a aprovação de Deus, fazemos isto mesmo, colocamos coisas que estamos bem, e fazemos disto nossa fonte de aprovação, e não Deus.


Em nossas igrejas, colocamos nosso jeito, nosso costume, nossa preferência e as elevamos para este nivel, então aquelas igrejas que não somos como nós, no fundo, achmaos que estão abaixo de nós, eles não são tão crentes assim como nós.
Ou mesmo no nível pessoal, quando nos separamos das pessoas que achamos que não tem nossa aptidão, nossa capacidade moral.
Isso começa quando não estamos satisfeitos conosco, aí buscamos estas coisas para nos sentirmos grandes, mas quando damos com a realidade vemos que estes comportamentos, preferências não nos dão esta grandeza que achamos que temos.
Um exemplo disto é quando achamos que quando chegamos a ser o melhor membro da igreja, o melhor pai, melhor esposo, melhor filho, melhor obreiro então chegaremos a ponto que estaremos bem, e não precisaremos de mais nada. Se vivermos uma vida boa, então saberemos que Deus nos ama, me aprova.
Esta é uma das razões pelas quais não devemos confiar na moralidade, porque se somos tão bons não ficaríamos tão obcecados em sermos aprovados, sermos reconhecidos como sujeitos bonzinhos e certinhos.
Este fariseu na história não é um hipocrita, na verdade, ele é um homem bom. Não trai sua mulher, dá o dízimo. Mas, vamos prestar atenção na oração dele, ele é um egoísta, a única vez que ele fala de Deus é no começo, e agradece a Deus por ele ser ele mesmo.
O publicano por outro lado, era como se fosse um colaborador nazista na ocupação, ele é um homem ruim.
Mas aqui o homem bom está perdido, e o homem mal está salvo, mas por que?
O problema é que parecemos tão bons pelo lado externo, que chegamos ao ponto de dizer, agora, Deus você me deve. Nossa bondade pode nos afastar de Deus, a questão aqui é que a bondade, disfarça o desejo de afastar Deus, as pessoas religiosas não se sentem assim. Os pecadores sabem claramente que estão tentando evitar Deus, mas as religiosas que tentam controlar sua vida sem Deus, acham que não por causa de sua bondade.
A estratégia de fora para dentro é muito perigosa, porque é um caminho que nos cega levando para a destruição. Como lidar com a fome de aprovação, buscamos realizar coisas que nos leva para ela, isso é o metodo de fora para dentro.
Mas vejamos, o outro modo de encarar, de dentro para fora, veja o que publicano diz.
Ele diz Deus tenha misericórdia de mim, pecador!
Ele não se compara com ninguém, porque sabe que ele é pecador, não se comparando com ninguém, ele pensa o pecado não olhando para ações individuais, ou coisas que ele faz, ele olha o pecado como parte de sua natureza mesma, como sua tendência de evitar o controle de Deus sobre sua vida, seja quando ele fez coisas más ou boas ações. Ele se arrepende seja de suas boas ações ou de suas más ações.
Misericórdia aqui, tem um sentido muito específico, ele quer dizer Deus seja meu reparador, expiador. A palavra é alestrea, a mesma palavra usada quando o santo sacerdote derramava o sangue para a expiação do pecado do povo.
Ele não está apenas dizendo Deus olhe meus pecados, me livra deles, ele está pedindo para Deus que seja seu expiador.
Hebreus 2:17, diz que
A palavra aqui também é alestrea.
Jesus se tornou o ultimo pecador para nos salvar, ele se fez expiação por nós, e assim, Ele pode entrar em nós. Você não precisa mais provar a si mesmo, Jesus já está em nós, e por sua obra, ele nos aprova.
Se começarmos internamente, com o conhecimento que somos aprovados por Jesus morar em nõs, isto muda tudo.
um exemplo: em muitas igrejas, há uma pressão para as pessoas testemunharem Cristo, e assim, serem aprovadas na igreja. O lema é melhor você testemunhar Cristo, porque assim você terá certeza que Deus te aprova, contudo, isto ou leva ao orgulho ou a decepção.
Temos que lembrar que Jesus sempre está nos amando, mesmo que não o testemunhos ou fazemos alguma coisa por Ele, o amor dele por nós está nEle mesmo, quando temos que testemunhar por aprovação de Jesus, ficamos sobrecarregados, porque começa por fora, começa com atos nossos. Mas, se começamos descobrindo que não importa o que fazemos ou não, ele continua conosco, isso muda o reconhecimento nosso da grandeza do amor de Deus por nós.
Há sempre uma tendência de fora para dentro em nós, por isto temos que sempre voltar a nossa verdadeira fonte de aprovação: a expiação de Jesus por nós.

sexta-feira, dezembro 19, 2008

O Deus Pródigo


The prodigal God - Timothy J. Keller- Dutton, 2008.


Prod-i-gal : adjetive - 1. recklessly extravagant 2. having spent everything



A Parabola. Lucas 15 1-3 e 11-32


1Ora, chegavam-se a ele todos os publicanos e pecadores para o ouvir. E os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo: Este recebe pecadores, e come com eles. Então ele lhes propôs esta parábola:


11Disse-lhe mais: Certo homem tinha dois filhos. O mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me toca. Repartiu-lhes, pois, os seus haveres. Poucos dias depois, o filho mais moço ajuntando tudo, partiu para um país distante, e ali desperdiçou os seus bens, vivendo dissolutamente. E, havendo ele dissipado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a passar necessidades.
Então foi encontrar-se a um dos cidadãos daquele país, o qual o mandou para os seus campos a apascentar porcos. E desejava encher o estômago com as alfarrobas que os porcos comiam; e ninguém lhe dava nada. Caindo, porém, em si, disse: Quantos empregados de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome! Levantar-me-ei, irei ter com meu pai e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus empregados.
Levantou-se, pois, e foi para seu pai. Estando ele ainda longe, seu pai o viu, encheu-se de compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou. Disse-lhe o filho: Pai, pequei conta o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho.
Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, e vesti-lha, e ponde-lhe um anel no dedo e alparcas nos pés; trazei também o bezerro, cevado e matai-o; comamos, e regozijemo-nos, porque este meu filho estava morto, e reviveu; tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a regozijar-se.
Ora, o seu filho mais velho estava no campo; e quando voltava, ao aproximar-se de casa, ouviu a música e as danças; e chegando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo. Respondeu-lhe este: Chegou teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo. Mas ele se indignou e não queria entrar. Saiu então o pai e instava com ele.
Ele, porém, respondeu ao pai: Eis que há tantos anos te sirvo, e nunca transgredi um mandamento teu; contudo nunca me deste um cabrito para eu me regozijar com os meus amigos; vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou os teus bens com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado. Replicou-lhe o pai: Filho, tu sempre estás comigo, e tudo o que é meu é teu; era justo, porém, regozijarmo-nos e alegramo-nos, porque este teu irmão estava morto, e reviveu; tinha-se perdido, e foi achado.





UM - As pessoas em volta de Jesus

dOIS tIPOS DE pESSOAS

Havia dois tipos de pessoas ouvindo a parabola, os coletores de impostos e pecadores que correspondem ao filho mais novo, que não observam nem leis morais da Bíblia muito menos regras de pureza seguidas pelos judeus religiosos. Estavam envolvidos na vida selvagem, como o irmão mais novo, eles deixaram o lar, deixando as tradições morais de seus familiares e o respeito da sociedade. O segundo grupo de ouvintes eram os Fariseus e professores da lei, que estão representados na figura do irmão mais velho. Eles asseguram a tradição moral e religiosa.
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Por muito tempo, o texto foi usado apenas para mostrar como um pai livremente recebe de volta seu filho mais novo penitente, imaginamos os ouvintes de Jesus com lágrimas nos olhos comovidos com a parábola sobre o amor incondicional do pai, a historia não é sobre isto, fala muito mais sobre as pessoas religiosas que fazem tudo que Biblia manda, Jesus quer mostrar a eles sua cegueira, sua justiça-própria e como estas coisas estão destruindo as pessoas em volta deles.
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O proposito de Jesus não era lagrimas, mas balançar os paradigmas dos seus ouvintes, através da parabola Jesus aborda os conceitos de Deus, pecado e salvação. Sua historia revela a a destruição auto-centrada do irmão mais novo, como também condena o a vida moralista do irmão mais velho. Jesus está dizendo que ambos, irreligioso e religioso são caminhos de morte.
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É dificil de acreditar hoje, mas quando o cristianismo surgiu no mundo, ele não foi chamado de religião. Era uma não-religião. Imagine que os vizinhos dos primeiros cristãos perguntavam sobre a fé deles, como: Onde está seu templo?
Os cristãos responderiam que não tinham templos.
Mas e os sacerdotes? Onde vocês fazem os sacrificios?
Os cristãos responderiam que não havia mais sacrificios, e que Jesus em si mesmo era o templo acima de todos os templos, o sacerdote sobre todos sacerdotes, e o sacrificio acima de todos os sacrificios.
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Ninguém antes havia ouvido isto. Então, os romanos os chamaram de ateístas, porque a realidade espiritual do cristianismo era unica, não poderia ser classificada junto com as outras religiões.
DOIS - Os Dois Filhos Perdidos.
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A parabola seria melhor intitulada de A Parabola dos Dois Filhos Perdidos, o primeiro ato fala do mais novo perdido e o segundo, sobre o mais velho perdido.
O FILHO MAIS NOVO PERDIDO
O primeiro ato começa com um pedido chocante, o filho mais novo pede ao pai, sua parte na herança. Os ouvintes originais devem ter ficados chocados com este pedido. Naqueles dias quando um pai morria, o filho mais velho recebia o dobro da porção dos outros filhos, neste caso, com dois filhos, o mais velho recebe 2/3 e o mais novo 1/3.
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Contudo, a divisão da herança só ocorreria quando o pai morresse. O filho mais novo pede sua agora sua herança, num sinal de profundo desrespeito. Pedir isso enquanto o pai esta vivo é desejar que o pai morra. O filho mais novo estava dizendo, essencialmente, que quer as coisas do pai, mas não o pai. O seu relacionamento com pai tinha sido de desfrutar sua riqueza, e agora ele estava cheio do relacionamento. Ele queria dar o fora.
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A resposta do pai támbém foi surpreendente, jamais um pai do oriente medio naquele tempo faria isto, ele apenas expulsaria o filho todo arrebentado. Contudo, ele não faz isto, ele simplesmente "repartiu-lhes, pois, os seus haveres".
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Para entender o significado disto, nós devemos entender que a palavra grega aqui traduzida como haveres, foi bios . que significa vida. A riqueza do seu pai consistiria primeira na sua fazenda, e tomar um terço dela, seria ter que vender grande parte dela. No nosso mundo urbanizado, não entendemos a relação destas pessoas com sua terra. Perder uma parte de sua terra, era como perder uma parte de si mesmo e do sua posição na comunidade.
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Plano do irmão mais novo.
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Ele vai a um pais distante, e gasta tudo na sua vida fora de controle. Então, ele literalemente cai na lama com os porcos, ele volta a si e visualiza um plano. Primeiro, ele diz para si mesmo, que se ele retornar para a casa do seu pai e admitir que estava errado e pedir seu perdão. E depois , ele iria pedir para ser como um dos empregados do pai.
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Este é um pedido muito especifico, os escravos trabalhavam na propriedade e viviam ali. Contudo, os jornaleiros (empregados). Contudo, empregados havia varios que viviam nas vilas locais e ganhavam salario. Muitos comentadores acreditam que a estrategia do filho era algo assim: o filho mais novo desonrou a familia, e assim, toda a comunidade. Ele estava morto para eles, como o pai descreve. Os rabinos pensavam que quando voce violava os padrões de uma comunidade, desculpas nao eram suficientes- voce também deveria fazer uma restituição. O filho então, intendia dizer: Pai, eu sei que não tenho direito de voltar para casa, mas se for do seu agrado, me contrate como empregado, e assim ganharei um salario, entao poderei pagar de volta o meu debito. Este era seu plano.
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Contudo, quando chega a propriedade, seu pai sai correndo ao seu encontro, e não deixa que ele diz seu plano, manda vesti-lo com as melhores roupas.
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A melhor roupa da casa seria a propria roupa do pai, é um sinal inequivoco da restauração familiar. O pai estava dizendo que não iria esperar até que ele pagasse toda a conta, voce nao vai ter que merecer entrar de volta na familia, eu simplesmente estou te tomando de volta, eu estou cobrindo sua pobreza e nudez com as roupas do meu oficio e honra.
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Ele também ordena aos seus servos que preparem um banquete de celebração, com bezerro cevado. Naquela sociedade, a maioria das refeições não incluiam carne, por ser um prato muito caro. Ainda mais um bezerro cevado, ai a noticia correu toda a região, chegando ao irmão mais velho.
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O ato 1 deixa algumas lições:
O Deus de amor e perdão pode perdoar e restaurar qualquer e todo tipo de pecado, não importa quem voce seja ou o que voce tenha feito. o filho mais novo sabia que na casa do pai havia fartura, mas também descobriu que havia graça em fartura.
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Demonstra a prodigialidade da graça de Deus, mostra que o pai sai ao encontro do filho não porque apenas ele tinha a chance de limpa-lo e evidenciar a mudança de coração do filho, mas antes mesmo do filho dizer seu discurso de arrependimento. Nada, nem mesmo uma contrição, faz nos merecer o favor de Deus, o pai de amor e de aceitação é totalmente livre.
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Contudo a historia não termina aqui...
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O IRMÃO MAIS VELHO PERDIDO.
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Chegando, ficou lá fora. Permaneceu lá, num ato de publica reprovação ao comportamento do Pai. Ele força o pai a sair, e falar com ele.
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Por que ele está tão nervoso? Ele estava realmente bravo por causa do custo da festa, ele diz que nem um cabrito havia sido dado para ele, muito mais um bezerro cevado. O que ele disse foi:
"eu tenho trabalhado para caramba aqui para você, e mereço o que possuo. Meu irmão não fez nada para merecer qualquer coisa, de fato, ele mereceu somente sua expulsão, e ainda você gasta com ele, que justiça tem nisto? Eu tenho te servido direitinho, voce deveria ter me consultado antes de fazer qualquer coisa.
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A furia era tanta, que não houve um endereçamento respeitoso ao pai, como era comum naquela cultura, ainda mais em publico. Ha uma omissão proposital aí.
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Finalmente, como o pai responde ao insulto, Tim Keller translitera:
Meu filho, apesar de voce ter me insultado publicamente, eu ainda quero que voce entre na festa. Eu nao quero tirar nenhuma propriedade de voce. Eu quero que voce vença seu orgulho e venha festejar. A escolha é sua. Voce vem, ou não?
A resposta para esse convite emerge quando ele é tomado no capitulo 16 de Lucas.
TRÊS - Redefinindo Pecado

Dois modos de encontrar felicidade

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A conformidade moral e auto-descoberta. Cada uma age como uma lente para colorir como voce vê toda a vida, ou como um paradigma moldando seu entendimento sobre tudo. Cada uma é um caminho em busca de significância pessoal e valor, catalogando as doenças do mundo, e determinando o que é certo e errado.

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O irmão mais velho ilustra o caminho da conformidade moral. Os fariseus no tempo de Jesus acreditavam nisto, enquanto eles eram o povo escolhido de Deus, eles poderiam manter seu lugar na bênção divina e receber a salvação final através da estrita obediência. Há inumeras variações desta visão, mas todas elas acreditam que somente se consegue felicidade e o mundo vai bem se buscarmos uma vida de correção moral. Nos podemos cair algumas vezes, claro, mas então nos seremaos julgados pela disposição e intensidade de nossa reparação. Nesta visão, mesmo os fracassados podem ser mesurados.

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O irmão mais novo representa o caminho da auto-descoberta. Na cultura antiga patriarcal, alguns tomavam esta rota, mas aqui eles iam mais longe do que hoje. O paradigma sustenta que os individuos devem ser livres para perseguir seus proprios objetivos e auto-crescimento a despeito de costume ou convenções. Nesta visão, o mundo pode ser um lugar muito melhor se a tradição, preconceito, autoridade hierarquica, e outras barreiras para a liberdade pessoal forem enfraquecidas ou removidas.

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Nossa sociedade ocidental está dividida entre estes dois modelos que se você dificilmente descobrirá um outro caminho de vida. Se voce critica ou distancia-se de um, todos vão dizer que você assumiu o outro.

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É claro que há aqueles que conseguem por problemas de personalidade, viver os dois padrões: são externamente parecidos com irmãos mais velhos, mas vivem uma vida secreta de comportamento do irmão mais novos.

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Os dois filhos perdidos

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No ato 1, Jesus nos dá uma descrição de pecado que todos conhecem. O filho mais novo humilhou sua familia, e viveu uma vida de auto-indulgência e dissoluta. Ele está totalmente fora de controle, alienado do pai, que representa Deus na sociedade.

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No ato 2, o foco está no irmão mais velho, ele é um cara que corre para obedecer o pai, e, então, os mandamentos de Deus. Ele está sobre controle, é um homem disciplinado. Então, há dois filhos, um "mal" conforme os padrões convencionais, e um "bom". Entretanto, ambos estão alienados do pai.

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Jesus não deixa a historia acabar aí, simplesmente, com o amante de prostitutas entrando e o mais velho ficando de fora. Indo além, Ele explica a razão da não entrada:

O irmão mais velho nunca desobedeceu o pai.

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O irmão mais velho não está perdendo o amor do Pai apesar da sua bondade, mas por causa dela. Não foram seus pecados que criaram uma barreira entre ele e seu pai, mas o orgulho que ele tinha na sua perfomance moral. Não é seu andar errado, mas seu andar direitinho que o mantem distante de compartilhar o banquete do pai.

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No fundo, ambos são muito parecidos, buscam criar suas proprias decisões, e controlar sua riqueza por si sós. Ambos ressentem a autoridade do pai e querem caminhos de cair fora dela. Cada um deles procura uma posição em que poderão dizer ao pai o que ele deve fazer. Cada um, em outras palavras, rebelia- mas um sendo malvado e outro sendo bonzinho-. Ambos estão alienados do coração do pai, ambos são dois filhos perdidos.

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Nenhum dos filhos amava o pai em si mesmo. Ambos estão usando o pai para seu interesse proprio, isso significa rebelião contra Deus e alienação Dele seja por quebrar seus mandamentos ou seja por guarda-los diligentemente.

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Um profundo entendimento do Pecado.

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A definição que Jesus dá na parabola vai muito além do que quebrar as leis de Deus. Nós podemos evitar Jesus como salvador na guarda de todas as leis morais. Se nós fizemos assim, então temos direitos e então, Deus nos deve respostas às orações, e um bilhete pro céu quando morrer.

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Quase todo mundo define pecado como a quebra das leis. Jesus, entretanto, mostra-nos que aquele homem que não violou nenhum dos pecados da lista pode estar tão equivocado quanto o homem que violou a lista inteira. Por que? Porque pecado não é simplesmente quebrar as regras, mas se colocar a si mesmo no lugar de Deus como Salvador, Senhor e Juiz. Ha dois caminhos para fazer isto, um é quebrando as leis morais e o outro é guardando-as muito bem.

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Ambos errados, ambos amados.

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O Evangelho é uma verdade completamente distinta. O evangelho de Jesus não é religião ou irreligião, moralidade ou imoralidade, moralismo ou relativismo, conservadorismo ou liberalismo. Neste aspecto, ambos estão errados, ambos são amados, e chamados para reconhecer isto e mudar.

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Jesus disse que os humildes estão dentro, e os orgulhosos estão fora- Lc 18:14-.

QUATRO - REDEFININDO PERDIÇÃO.

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Jesus, as vezes, falava do pecado e da salvação na metaforas de ser achado e estar perdido. O capitulo 15 de Lucas contem 3 parabolas a respeito dos lideres religiosos. A primeira é sobre a ovelha perdida, a segunda sobre a mulher que perdeu uma de suas moedas. Em outro lugar, Jesus sumariza seu ministério como bucar e salvar quem estava perdido- Lucas 19.10.
Na parabola, ha duas formas de estar perdido.
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Irmãos mais velhos acreditam que se eles vivem uma vida boa, eles terão que alcançar uma vida boa, que Deus lhes deve isto enquanto eles lutam duramente para manter seus padrões de vida.
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O que acontece quando as coisas vão mal para um irmão mais velho? Se eles acham que estão a vida certinha, e tudo vai mal, eles ficar com raiva de Deus. Porque eles não merecem isto, depois de tanto trabalho para ser uma pessoa decente.
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A vida boa que eles vivem não para o deleite das coisas boas, mas é um calculo para controlar seu ambiente.
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Também vemos que eles possuem um forte senso da sua superioridade, ele aponta sempre como é muito mais bonzinho que o outro que vive com prostitutas. Sua linguagem corre para o desdém- "este seu filho"- ele não considera mais seu irmão como irmão.
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Os irmãos mais velhos baseiam sua imagens proprias em ser trabalhadores, moralistas, ou membros de algum grupo de elite, ou serem extremamente expertos ou sagazes. Isto inevitavelmente leva a sentirem superiores aos outros que não tem as mesmas qualidades. RAcismo e classiciscmo são apenas versões diferentes deste projeto de auto-salvação. Um caminho que ocasionalmente levará, em nivel pessoal, a julgamentos espirituais e a incapacidade de perdoar, pois não se pode perdoar se você se sente superior a tal pessoa.
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Escravidão e Vazio.
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Outro sinal de um irmão mais velho é a falta de gozo. Sua vida é apenas dever, não há alegria ou amor, não há recompensa apenas na felicidade de ser agradável ao seu pai.
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A obediência do irmão mais velho é escravidão, é uma pura complacência com a letra da lei.
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Irmãos mais velhos podem até fazer bem aos outros, mas não tenho em vista a alegria das coisas em si mesmas ou amor as pessoas ou o prazer de deus. Eles não alimentam o faminto ou vestem o pobre realmente, eles fazem isto por eles mesmos.
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Como também, irmãos mais velhos estão sob uma grande pressão para aparecer, até mesmo para eles mesmos.
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Outro sinal do irmão mais velho, é a falta de segurança no amor de Deus, ele diz que nunca houve festa para ele, não há dança ou festa em relacionamento com Deus como pai, enquanto ele tenta conquistar sua salvação controlando Deus através de seus atos, ele nunca estará seguro que realizou o suficiente.
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Porque eles acontecem? Toda vez algo dá errado na vida dele ou uma oração não é respondida, ele pensa que é porque alguma coisa não está certa em sua vida. Assim, as criticas dos outros não apenas o machuca, mas o estraçalha. Tudo isto porque o amor de Deus é tido como abstrato, e tem realmente um poder bem pequeno na vida dele, e assim, ele precisa da aprovação dos outros para ter qualquer valor. Aí, advém, uma culpa que nunca é resolvida. Quando ele realiza algo errado, sua consciência o atormenta, mesmo depois de arrepender-se.
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Contudo, o sintoma mais claro da falta de segurança é a seca vida de oração. Irmãos mais velhos podem ser diligentes na oração, mas não há ali nenhum maravilhamento, espanto, intimidade, ou deleite em seus papos com Deus.
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Quando mais profundo o amor no relacionamento, mais a conversa caminha para um nivel pessoal, e assim em afirmação e louvor. Os irmãos mais velhos pode ser disciplinados para observar os horarios regulares de oração, mas suas oração são sempre pedidos e uma recitação de necessidades, não há uma alegria ali. De fato, eles não tem oração particulares, a não ser que as coisas não estejam indo bem.
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Quem precisa saber disto?
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Os irmãos mais velhos do mundo precisam desesperadamente se verem neste espelho. jesus buscou primeiramente os farisesus com a parabola, mostrando a eles onde estavão e que precisavam mudar. Como dissemos , o irmão mais novo sabia que tava perdido, mas o mais velho não. Por isto, a perdidão dos irmãos mais velhos é tão perigosa. Eles não vão a Deus e imploram para serem curados da sua condição, eles não veem nada de errado com eles, isso pode ser fatal.
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cinco -O VERDADEIRO IRMÃO MAIS VELHO
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O que nós precisamos...
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Como podemos escapar dos dois caminhos perdidos?
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A primeira coisa que precisamos é do amor inicial de Deus, note que o pai vai ao encontro dos dois filhos e expressa amor por eles, a fim de traze-lo para ele.
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Se analisarmos bem, o apelo de Jesus para o irmão mais velho faz lembrar-nos que ali Jesus estava falando com um grupo de fariseus, estendendo seu amor por eles, clamando por eles, mesmo sabendo que eles iriam mata-lo logo em seguida.
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Nos nunca iremos encontrar a Deus, se Ele nao nos procurar antes. Mas, devemos lembrar que Ele possui maneiras diferentes de nos encontrar, algumas vezes, ele pula sobre nos dramaticamente como o pai sobre o irmão mais novo, outras vezes, ele argumenta tranquilamente e pacientemente como com o irmão mais velho.
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Nós também aprendemos que o arrependimento deve ser mais profundo que um simples lamento por pecados individuais. Quando o irmão mais novo volta, ele tem consigo uma longa lista de coisas erradas que ele fez, e pelas quais ele quer demonstrar remorso. Quando nos pensamos em arrependimento, nos pensamos, " se voce quer ficar certo com Deus, voce deve ter sua lista de pecados e dizer para Ele que sente muito sobre cada item".
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Arrependimento não é menos que isso, mas é muito mais que isso, porque o metodo da lista não é suficiente para caracterizar a situação do irmão mais velho. Ele está perdido, mesmo sem itens na lista, lembre-se que ele diz nunca desobedeceu o pai, e o pai não disse na parabola que ele estava mentindo.
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Quando um fariseu peca e se arrepende, ele procura punir a si mesmo, porque remorso e lamento é parte do seu projeto de auto-salvação, seu arrependimento nunca vai fundo o suficiente para chegar ao problema real.
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O ORGULHO em seus bons atos, mais do que o remorso por seus maus atos, é o que impede de participar da festa da salvação. O problema é o mdoo como ele usa a moral para colocar Deus e os outros em debito com ele, assim podendo controla-los para ter aquilo que deseja.
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Seu problema espiritual é sua sua insegurança radical que advem de baseiar sua auto image em conquistas e perfomances, entao ele tem que se levantar moralmente sempre colocando os utros para baixo e achando faltas.
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O problema dele são suas abominaveis boas obras.
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Precisamos aprender nos arrepender do pecado escondido por debaixo de todos os pecados e toda a nossa justiça- o percado de procurar ser o nosso proprio Salvador e Senhor. Nos deveos admitir que nos temos colocado nossa esperança e confiança em outras coisas além de Deus, e isto está presente nas coisas ruins e boas que fazemos, procuramos ficar por perto ou controlando Deus para continuar segurando essas coisas para a gente.
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Quando descobrimos isto, descobrimos o que signifca Evangelho e novo nascimento.
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De quem precisamos...
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Nas três parabolas do cap. 15 de Lucas, há coisas perdidas que no final sao encontradas- a ovelha, a moeda e o filho. Contudo, há uma diferença na ultima, ao contrário das duas primeiras, aqui ninguém vai atrás do que estava perdido, ninguém sai.
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Por muito tempo, leitores tem chegado a uma conclusão equivocada de que a restauração do irmão mais novo não envolveu nenhuma expiação, nenhum custo. Eles apontam que o filho mais novo quis fazer a reparação, mas o pai não o deixou, ele simplesmente o aceitou de volta de graça. Daí, eles concluem que amor e perdão devem sempre ser de graça e incondicional.
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Isto é muita simplificação. O perdão é de graça e incondicional para o que faz o mal, mas custa alguma coisa para quem da o perdão.
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O perdão do irmão mais novo não custou nada para ele, mas teve uma enorme despesa para o irmão mais velho. O pai não poderia reinstala-lo na familia a não ser sob os custos do irmão mais velho. Não há outro jeito.
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Mas, Jesus não coloca um verdadeiro irmão mais velho na historia. Deixa-nos desejando querer ter um, qual tipo seria. Não precisariamos apenas de um que vai para outro país em busca do seu irmão, mas temos um que veio do céu para terra em busca de nós. Um que não paga apenas uma quantidade finita de grana para nos reestabelecer, um que paga com o preço infinito de sua vida para nos levar a familia de Deus.
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Não como voltarmos a familia sem que haja algum irmão mais velho que pague o preço. E a verdade que nos temos um: que pagou na cruz sobre o custo de si mesmo, nossa divida, em nsso lugar.
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Jesus foi tirado de suas roupas e deixado nu e sem dignidade para que vos pudessemos ser vestidos com a dignidade e sermos colocados aonde não merecemos. Na cruz Jesus foi tratado como estranho para que nos pudessemos ser comprados para dentro da familia de Deus livremente pela graça. Nao havia outro meio do Pai celestial trazer-nos para ele, a não ser pelos custos do nosso verdadeiro irmão mais velho.
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Como esse amor opera dentr do nosso coração, para nos movermos da raiva e medo para amor, alegria e gratidão? Aqui esta como, precisamos ser movidos pela visão do que custou para sermos trazidos para casa. A diferença chave entre um fariseu e um crente em Jesus está nas motivações internas do coração.
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Aparentemente, as escolhas parecem estar em dois grupos: um seraia seguir os desejos do coração e outro reprimir os desejos e viver os deveres morais, mas o amor sacrificial de Jesus na cruz muda isto. Quando nos vemos a beleza do que ele fez por nos, isso atrai o nosso coração para ele. Nos entendemos o amor, a grandeza, a consolação, e a honra que tanto procuramos está nele. Também o medo é eliminado. Se o Senhor do universo ama nos o suficiente para experienciar tudo isso por nós, o que podemos temer?
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William Cowper escreveu:
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  • "To see the law by Christ fulfilled,
  • and hear his pardoning voice,
  • changes a slave into a child
  • and duty into a choice"
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Nos nunca deixaremos de ser irmãos mais novos ou mais velhos até que descobramos nossa necessaide, de descansar na fé, e olhar com maravilhamento para o trabalho do nosso irmão mais velho de verdade, Jesus Cristo.
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SEIS- REDEFININDO ESPERANÇA
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È importante lermos a historia não somente em termos individuais, mas sabendo que ele recontou na parabola a historia de toda a raça humana, e prometeu nada menos que esperança para todo mundo.
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Lar é um conceito de profunda influencia sobre a vida humana. Os sentimentos fortes que rondam em seu interior, revelam uma profunda ansiedade em nos por um lugar que podemos nos sentir encaixados, e quem sabe, poderemos lá, encontrar a nos mesmos.
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A memoria do lar pode provocar certos cheiros, sons e visões. Mas eles podem despertar aquela tragedia que eles nao nos completam. Muitas pessoas se sentem tristes com o Natal ou Ano Novo, eles preparam as festas achando que tudo vai finalmente se encaixar, que vai haver felicidade, conforto e amor, mas, no fim, sao esmagados com o peso das suas expectativas impossiveis.
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C. S. Lewis chamou de doença do lar espiritual, em seu Peso de Gloria, há trecho a respeito:
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  • Ao falar desse anelo por essa nossa pátria distante, que encontramos mesmo agora dentro de nós, sinto certa timidez. Estou quase cometendo uma indiscrição. Estou tentando escancarar o inconsolável segredo de cada um: o segredo que dói tanto que nos vingamos dele chamando-o de nostalgia, romantismo e adolescência; o segredo que nos invade com tanta doçura que, quando numa conversa íntima torna-se iminente a sua alusão, ficamos embaraçados e fingimos rir de nós mesmos; o segredo que não podemos ocultar e do qual não podemos falar, embora desejemos fazer ambas as coisas. Não podemos falar dele por tratar-se de um desejo por algo que na verdade nunca surgiu em nossa experiência. Não podemos escondê-lo porque a nossa experiência sugere-o constantemente, e traímo-nos como os apaixonados na alusão ao nome do seu amor. O recurso mais comum é chamá-lo beleza e dar o caso como que por encerrado. Wordsworth adotou o expediente de identificá-lo com certos momentos do seu passado. Mas tudo isso é muito falso! Se Wordsworth tivesse voltado àqueles momentos passados, não teria encontrado a coisa em si, apenas o lembrete dela; aquilo de que se lembrava seria em si uma lembrança. Os livros ou a música em que nos parecia morar a beleza vão trair-nos se neles confiarmos; ela não estava neles, apenas nos vinha por intermédio deles, e o que nos vinha era uma grande saudade. Tudo isso — a beleza, a memória do nosso passado — são belas imagens do que realmente desejamos. Mas quando confundidos com a coisa em si, transformam-se em ídolos mudos e despedaçam o coração de quem os adora. Porque eles não são a coisa propriamente dita; são apenas o aroma de uma flor que não encontramos, o eco de uma melodia que não ouvimos, notícias de um país que nunca visitamos. Você pensa que estou tentando elaborar uma fórmula mágica? Talvez. Mas lembre-se dos contos de fadas. A magia tanto serve para encantar como para quebrar encantamentos. E você e eu precisamos da mais poderosa das magias que se possa encontrar, para livrar-nos do encantamento maligno do mundanismo sob o qual vivemos há quase cem anos. Quase toda a educação procura silenciar essa voz tímida e persistente dentro de nós: quase todas as filosofias dos nossos tempos foram elaboradas para convencer-nos de que o bem do homem encontra-se nesta terra. Contudo, é curioso como certas filosofias de progresso ou evolução criativa acabem por atestar, relutantemente, que o nosso verdadeiro alvo esteja em outro lugar. Note a maneira como pretendem convencê-lo de que a terra é seu lar. Começam tentando persuadi-lo de que a terra pode transformar-se em céu, driblando assim a nossa sensação de exílio. Depois dizem que esse feliz acontecimento situa-se num futuro ainda muito distante, driblando assim o nosso conhecimento de que nossa pátria não está presente, aqui e agora. Finalmente, para que o nosso anseio por alguma coisa transtemporal não nos acorde, estragando tudo, valem-se da retórica à disposição, para conservar bem distante da nossa mente o pensamento de que, ainda que a felicidade que nos prometem pudesse ser uma realidade na terra, cada geração, inclusive a última de todas, a perderia na morte, e toda sua história seria nada, deixaria até de ser história, para todo o sempre
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Nos todos somos exilados, sempre esperando por um lar. Nos estamos sempre em viagem, nunca chegando. As casas e familias que atualmente moramos são apenas hoteis durante o caminho, mas elas não são o lar. O lar continua a evadir-se de nós.
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O jardim do Eden foi o lugar moldado para ser o nosso lar: não havia lá doença, decadência e falta de amor. Tudo porque havia a presença de Deus. Lá era o nosso lar original, o verdadeiro lugar para qual fomos criados.
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Contudo, a parabola de Jesus ensina que quando estamos no lar devemos viver sob a autoridade do pai, quando nos alienamos desta. Foi isto que aconteceu no Eden, por isso, perdemos o nosso lar.
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A Biblia diz que ficamos exilados espirituais desde então. Isto é, vivemos num mundo que não encontramos algo que possa ser encaixado aos nossos mais profundos desejos, ficamos sujeitos a doenças, idade e morte. Todas as nossas relações estão sujeitadas ao tempo, elas se esfarelam em nossas mãos.
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A dificuldade do retorno
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A Biblia mostra que ha muitas barreiras quando resolvemos voltar para o lar.
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Durante o exilio babilonico, os profetas de israel predizeram um grande retorno e uma volta atraves da graça de Deus. Eventualmente o povo de Israel tinha permissão para deixar Babilonia e retorna para sua terra natal. Somenete uma minoria dos judeus voltou para a Palestina, e continuaram lá sob o dominio da Persia. Então uma potencia mundial depois da outra os dominaram, Grecia, Siria e finalmente Roma.
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Pôrque sempre ha uma falha nos retornos para o lar? Por causa da condição humana da queda, que sempre mirra no egoismo, orgulho e pecado. Somos oprimidos por conflitos que acontecem dentr do nosso coração. Precisamos de uma mudança radical na nossa propria natureza.
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A segunda razão é separação externa, de acordo com a Biblia nos vivemos num mundo decaido. a ordem natural esta quebrada. Nos não fomos feitos para viver num mundo assim, onde as consequencias são morte e decadência, incluindo a de nós mesmos. O mundo que hoje existe não foi planejado para nós.
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Durante o tempo de Jesus, apesar do retorno de Babilonia, muitos consideravam que ainda estavam no exilio. Injustiça e opressão, perda e aflição ainda dominavam a vida nacional. O retorno final ao lar ainda nao havia chegado. Muitos começaram a orar a Deus por isto, mas conceberam como se fosse algo nacional, uma libertação politica de Israel. Que aconteceria atraves do Messias, o rei que iria redimir a Israel, gostariam de uma grande figura militar e de força politica. Ele iria vir ao seu povo, que o reconheceria e receberia a ele, e os levaria a uma vitoria.
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Quando Jesus apareceu, e declarou que ele estava trazendo o reino de Deus - Mc 1:15- . A multidão de pessoas começaram amontoar-se ao redor dele e ouvir, mas nada do que ele estava dizendo se encaixava nas expectativas dela.
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Ele permaneceu sempre fora da redes de poder politico e economico da epoca (ver Mateus 8:20). Ao final de sua vida, foi crucificado fora da cidade, como um sibolo de rejeição da comunidade, de exilio. E como ele disse= Meu deus, Meu Deus, porque me abandonastes? - Mt 27.46- um tremendo lamento de desamparo.
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Jesus não tirou uma nação da opressão politica, ele nos salvou do pecado, do mal, da morte em si mesma. Ele veio para trazer a raça humana um lar. Contudo, ele não veio em força, mas em fraqueza. Ele veio para experimentar o exilio que nós merecemos. Ele foi tirado da presença do Pai. Ele tomou sobre si toda a maldição da rebelião humana, a falta de lar cosmica, por isto, nos podemos ser bem vindos em nosso verdadeiro lar.
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A Festa no Fim da História.
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Por ter pago nossas penalidades, Jesus encontrou a vitoria sobre as forças da morte, da decandencia, e da desordem que afasta o mundo de ser o nosso lar. Contudo, um dia vamos voltar para fazer esta vitoria completa. Conforme Isaías 35:
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Ao final da historia, haverá um banquete, o banquete nupcial do Cordeiro - Ap. 19-. A festa acontecerá em Nova Jerusalem, a cidade de Deus que vira do Ceu e encherá a terra- Ap. 21 e 22-. A presença de Deus será tanta, que a arvore da vida agora podera curar as nações - Ap. 22:2-. Ao final da historia, toda a terra será o jardim de Deus outra vez. A morte, decadencia e sofrimento acabarão. AS nações não estarão mais em guerra.
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Jesus irá fazer o mundo nosso perfeito lar de novo. Nos nao viveremos mais a leste do Edem, sempre caminhando e nunca chegando. Nos chegaremos, e o pai vai nos encontrar e nos abraçar, e seremos conduzidos para o banquete.
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sete- O BANQUETE DO PAI
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sE nós acreditamos no Evangelho, descansamos na obra de Jesus, e recebemos uma nova identidade e relacionamento com Deus, o que nos resta então? Como vamos viver nossa vida transformada?
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As refeições são deixadas como modelos para vivermos a nossa vida, dela tiramos 4 lições sobre como devemos viver as nossas vidas a partir da mudança de vida que Jesus fez.
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1. Salvação é experiencial
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Um banquete é um lugar onde nossos apetites e sentidos- visão, olfato, audição e paladar- sao completados. Em João 2, nos vemos que Jesus estava num casamento e o vinho acabou muito cedo. Os noivos e o mestre de cerimonias estava sobre o perigo de uma humilhação social. Entrentanto, em seu primeiro milagre, JEsus transformou talhas de agua em vinho. Maravilhosamente, João chama o milagre de um sinal, um simbolo do que se trataria o ministerio de Jesus. Por que este seria seu ato inaugural? Por que Jesus converteu a agua em vinho para que a festa continuasse?
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A resposta é porque ele é o real Mestre do Banquete, o Senhor do Banquete. Como nós ja vimos, ele tomou sobre si a penalidade do nosso pecado, em nosso lugar. Teologos cristãos tem falado sobre os aspectos legais da salvação de Jesus. Jesus assegura o veredito de não culpado para nós. Contudo, a salvação não é apenas legal e objetiva, ela também é subjetiva e experiencial. A biblia insiste no uso de uma linguagem sensorial quando fala da salvação. Ela nos chama para provar e ver que o Senhor é bom, nao apenas para acreditar e concordar com isto. Em seu famoso sermão, "Uma divina e sobrenatural luz", Jonathan Edwards diz:
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  • Aqui está uma diferença entre acreditar que Deus é santo e gracioso, e ter um novo sentido no coração do amor e da beleza desta santidade e graça. A diferença entre acreditar que Deus é gracioso e saborear que Deus é gracioso é como a diferença entre ter uma fé racional que o mel é doce e ter um sensação atual da doçura".
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2. Salvação é material
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Uma refeição é uma experiencia fisica. Jesus deixou uma refeição, a Ceia do SEnhor, para ser lembrado por ela, e a meta final da historia é também uma refeição, a boda do Cordeiro.
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O livro de Genesis nos conta que quando Deus criou este mundo ele olhou sobre a criação material e disse que ela era boa. Ele amou e cuido deste mundo material. O fato da ressureição de Jesue e a promessa de novas terras e ceus mostram claramente que ele se importa com isto. O mundo não é um simples teatro para as narrativas de conversões individuais, para ser descartado no fim e todo mundo vai pro céu. Não, o ultimo proposito de Jesus náo é somente a salvação individual e o perdão dos pecados, mas também uma renovação deste mundo, o fim da doença, pobreza, injustiça, violencia, sofrimento e morte. O climax da historia da não é uma desencarnação, mas um banquete.
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Platão dizia que o mundo material não é importante, importante é o espiritual. Contudo, Jesus não foi salvo so em seu espirito, mas ressuscitou num corpo. Deus fez ambos, corpo e alma, e vai redimir ambos. Tudo no ministerio de Jesus aponta para este fato. Jesus nao somente pregou a Palavra, mas tambem curou doentes, alimentou famintos, e cuidou das necessidades do pobre.
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Em Mateus 25, Jesus descreve o dia do julgamento. Muitos estarão diante dele e dirão Senhor, mas Jesus dirá que eles nao serviram aos que tinham necessidade e por isto não os conhece.- Mateus 25:34-40-. Não há contradição entre isto e a parabola do Filho Prodigo. Ele nao diz que agentes sociais estarão no céu. Mais que isto, ele diz que um sinal inevitavel de que voce sabe que é um pecador salvo pela graça, é uma consciencia msocial e uma vida cheia de atos em favor de servir aos pobres. Irmaos mais novos sao muito egoistas e irmaos mais velhos sao muito cheio de justiça propria para se importa em servir aos pobres.
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Cristianismo é talvez a fé mais materialista que existe., Jesus e seus milagres nao sao violações da ordem natural, mas restauração. Deus nao criou um mundo com cegueira, lepra e fome. Os milagres de Jesus apontam que algum dia estas corrupções serão abolidas. Entretanto, os cristãos podem desde já, construir e apontar para mundo.
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3. Salvação é individual
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O alimento gera crescimento através da nutrição. A ceia do SEnhor, repreesnta o crescimento que está acontecendo na graça de Deus. Para sobreviver e crescer, individuos tem que comer e beber regularmente. Isto é o que devemos fazer com o Evangelho da graça de Deus, nos devemos pessoalmente nos apropriarmos dele.
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Religião opera no principio de "eu obedeço, logo eu sou aceito por Deus". O principio basica de operação do evangelho é " eu sou aceito por DEus atraves da obra de Jesus Cristo, então eu obedeço". Como ja vimso, acreditar no evangelho é como a pessoa primeiro cria sua conexão com Deus e uma nova identidade.
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Martinho Lutero teve um insight brilhante, ele dizia que religião era como um modo de proceder proprio-automatico do coração humano, depois que voce se converte ao evangelho, seu coração vai tentar reaver os principios da religião, a menos que você deliberadamente converta-o sempre para o modo do evangelho.
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Nos habitualmente e institivamente olhamos para outras coisas além de Deus e sua graça para nossa justificação, esperança, significância e segurança. Nos acreditamos no evangelho num ponto, mas nos niveis mais profundos, não. Nõs precisamos nos alimentar do evangelho, faze-lo parte de nos mesmos.
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Como isso acontece?
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Isso funciona de muitos modo, se voce deseja ser mais generoso com seu dinheiro, isso nao vai acontecer simplesmente pressionando sua vontade. Ao invés, voce deve refletir sobre as coisas que o fazem não ser uma pessoa doadora. Para muito de nós, ter muito dinheiro é caminho apra ter a aprovação e respeito dos outros, e um jeito de sentir-se no controle da vida. Dinheiro nao se torna apenas uma coisa, mas uma coisa que nosso coração coloca esperança e confiança sobre. Olhe como São Paulo lida com a questão, ele não pressiona ninguem a doar, ele relembra o evangelho- 2Co 8.9
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O evangelho nao é apenas um ABC da vida cristã, ele é o A a Z. /Nossos problemas surgem muito porque nao retornamos ao evangelho para trabalhar e viver a vida. Por isto, Lutero dizia que a verdade do Evangelho é o principal artigo de toda doutrina cristã....A coisa mais necessaria é nos sabermos esta verdade muito bem, ensina-la aos outros, e bater ela para dentro das cabeças deles o tempo todo".
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Martinho Lutero dizia que nos somos salvos pela graça sozinha, e nao por nossas obras, mas a fé não fica sozinha". Nada do que fazemos pode merecer o favor e graça de Deus, nos podemos apenas acreditar que Deus nos deu isso em Jesus Cristo e receber pela fé. Mas se nos verdadeiramente acreditamos e confiamos que este que sacrificialmente nos serviu, então isso nos transforma em pessoas que sacrificialmente serve a Deus e aos nossos proximos. Se nós dizemos eu acredito em Jesus mas isso nao afeta nosso modo de vida, a resposta não estará que falta trabalhar mais ou que precisamos de mais fé, a resposta é que não entendemos o que o evangelho fala.
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4. Salvação é Comunitária
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Banquete é comunitario por natureza. Nenhuma reunião, casamento, encontro é completo sem uma refeição.
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Não podemos nossa vida cristã sem cristãos ao nosso lado.
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C.S. Lewis em seu livro Quatro Amore diz sobre a Amizade:
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  • Em cada um de meus amigos existe algo que somente um outro amigo pode trazer plenamente à tona. Por mim mesmo não sou grande o bastante para fazer com que o homem total entre em atividade. Quero outras luzes além da minha para mostrar todas as suas facetas. Agora que Carlos morreu, jamais verei de novo a reação de Ronaldo a uma brincadeira especial de Carolina. Longe de ter mais de Ronaldo, de tê-lo “ para mim mesmo ” agora que Carlos se ausentou, tenho menos de Ronaldo. Assim sendo, a verdadeira Amizade é o menos ciumento dos amores. Dois amigos ficam contentes quando chega um terceiro e três quando o quarto se reúne a eles, basta que o recém-chegado tenha as necessárias qualificações para tornar- se um verdadeiro amigo. Eles podem dizer, como as almas abençoadas dizem em Dante: “Está chegando alguém que vai ampliar o nosso amor ”. Pois neste tipo de amor “dividir não é remover”. A escassez de almas afins (para não mencionar as considerações práticas sobre o tamanho dos aposentos e a audibilidade das vozes) naturalmente estabelece limites para a ampliação do circulo; mas dentro desses limites possuímos cada amigo mais e não menos, à medida que aumenta o número daqueles com quem o partilhamos. A Amizade manifesta nisto uma gloriosa “proximidade por semelhança” ao próprio céu onde a multidão dos benditos (que homem algum pode contar) aumenta a fruição que cada um tem de Deus. Pois cada alma, vendo-o à sua maneira, sem dúvida comunica a todos os restantes essa visão singular.
    Essa a razão, conforme um velho autor, por que os serafins na visão de Isaías clamam: “Santo, Santo, Santo” uns para os outros ( Isaías 6: 3). Quanto mais então dividirmos o Pão Celestial entre nós, tanto mais teremos..
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Jesus nos diz que o caminho sensual do irmão mais novo e o caminho etico do irmão mais velho são caminhos de morte. Ele também nos mostra que há um outro caminho: através dele. E para entrar neste e ter a vida baseada em sua salvação trará finalmente para a ultima festa e banquete quando chegar o fim da historia. Nos podemos provar hoje parte deste banquete: na oração, no serviço para os outros, em mudanças dentro da nossa natureza interna através do evangelho, e através de uma relação curadora que Cristo nos da agora. Contudo, isto é apenas um aperitivo do que virá.

"O SENHOR dos Exércitos dará neste monte a todos os povos um banquete de coisas gordurosas, uma festa com vinhos velhos, pratos gordurosos com tutanos e vinhos velhos bem clarificados. destruirá neste monte a coberta que envolve todos os povos e o véu que está posto sobre todas as nações. Tragará a morte para sempre, e, assim, enxugará o SENHOR Deus as lágrimas de todos os rostos, e tirará de toda a terra o opróbrio do seu povo, porque o SENHOR falou.
"
Isaias 25:6-8