Mostrando postagens com marcador Salmos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Salmos. Mostrar todas as postagens

sábado, abril 25, 2015

Salmo 63: Experimentando a Deus.


Salmos 63:1-11O Deus, tu és o meu Deus, de madrugada te buscarei; a minha alma tem sede de ti; a minha carne te deseja muito em uma terra seca e cansada, onde não há água;  Ó Deus, tu és o meu Deus, de madrugada te buscarei; a minha alma tem sede de ti; a minha carne te deseja muito em uma terra seca e cansada, onde não há água; Para ver a tua força e a tua glória, como te vi no santuário.  Porque a tua benignidade é melhor do que a vida, os meus lábios te louvarão. Assim eu te bendirei enquanto viver; em teu nome levantarei as minhas mãos. A minha alma se fartará, como de tutano e de gordura; e a minha boca te louvará com alegres lábios, Quando me lembrar de ti na minha cama, e meditar em ti nas vigílias da noite.  Porque tu tens sido o meu auxílio; então, à sombra das tuas asas me regozijarei. A minha alma te segue de perto; a tua destra me sustenta. Mas aqueles que procuram a minha alma para a destruir, irão para as profundezas da terra. Cairão à espada; serão uma ração para as raposas. Mas o rei se regozijará em Deus; qualquer que por ele jurar se gloriará; porque se taparão as bocas dos que falam a mentira. 


"O desejo é o incessante pulsar da vida humana. O que ansiamos determina o escopo de nossas experiências, a profundidade de nossas percepções, os padrões com os quais julgamos e a responsabilidade com que escolhemos nossos valores. Por isso é de crucial importância ansiarmos por coisas que ultrapassam o material, que sejam transcendentais" (James Houston, O Desejo)

Quando eu compro uma coisa, eu tento ver o que o manual diz para eu fazer, e normalmente, fico perdido. Então, olho para caixa, e tento fazer igual a imagem que aparece. Precisamos dos dois, da imagem e do manual.

Na vida espiritual, podemos imaginar a mesma coisa. Todo mundo quer ter uma experiência espiritual, quer um encontro com Deus. Como saber se estamos tentando uma verdadeira experiência com Deus? Muitos tem se sentido cansado ou mesmo em dúvidas se teve ou não uma experiência com Deus.

Quando temos um filho, sempre ficamos perdidos sobre se estamos ou não criando bem. Se ele está normal, se está tudo bem. 

Quando olhamos para Bíblia vemos os grandes encontros de homens com Deus, esta seria a foto da capa, a imagem daquilo que queremos. Os salmos são o manual de como chegamos até lá, é alguém mostrando como experimentamos a Deus visto por dentro da experiência.

Nossa vida é cheia de altos e baixos, momentos que estamos próximos e momentos que estão longe.

Vamos ver neste salmo, algumas características da experiência com Deus, para testarmos se estamos indo no caminho certo ou não.

O salmo foi escrito quando Davi estava fugindo de Absalão no deserto como vimos em 2Sm 15:23.


DESENVOLVENDO UM APETITE ESPIRITUAL.


A primeira coisa que sabemos que estamos no caminho certo. É quando estamos querendo Deus em nossa vida. 

As pessoas, em geral, querem Deus, buscam a Deus, mas não o Deus verdadeiro.


 INTIMIDADE E NECESSIDADE.

O Deus, tu és o meu Deus, de madrugada te buscarei; a minha alma tem sede de ti; a minha carne te deseja muito em uma terra seca e cansada, onde não há água Salmos 63:1

Quantas pessoas você pode chamar de meu? Você apenas usa a palavra meu se você tem intimidade com ela, como um pai, mãe, filho, irmã. Davi está dizendo que tem um relacionamento pessoal com Deus, e por causa disso ele busca desde o começo do dia. Quando a nossa lama está sedenta, quando estamos desejando a sua presença em nossa vida. Esta é uma evidência que precisamos dele.

É como o pai ou mãe que busca o filho, o próprio sentimento de ausência é que nos mostra que precisamos de Deus. 

MAIOR QUE AS NOSSAS NECESSIDADES.

Porque a tua benignidade é melhor do que a vida, os meus lábios te louvarão. Salmos 63:3

Neste caminho da intimidade,  Deus se revela para nós como maior do que qualquer coisa que podemos ter na vida. Este é um sinal que estamos no caminho certo, quando Deus passa a ser a maior coisa que temos na vida. 

Ficamos satisfeitos com Deus por quem Ele é e não pelos benefícios que Ele pode nos dar. Se eu tiver o amor, o favor, a intimidade de Deus não vou precisar de mais nada.

Alguém que busca por coisas, está buscando de Deus, mas não exatamente a Deus. Somente teremos descanso quando buscarmos Deus. 

O primeiro é que, apesar de adoração envolve expressões de gratidão a Deus pelos seus dons, esta não é a essência da verdadeira adoração. De fato, há uma gratidão a Deus pelos seus dons que não tem verdadeira adoração nele em tudo.Em outras palavras, há pessoas que amam a sua saúde e família e trabalho e passatempos, e agradeço a Deus por eles, muitas vezes, mas não amam a Deus.Eles não saborear Deus. E quando Deus não é saboreado pela doçura e excelência de quem ele é, ele não é adorado. (John Piper)

VIVENDO NA PRÁTICA:

Precisamos de um novo apetite por Deus em si mesmo.

Então, preciso de algumas coisas:

1. Preciso regrar meu apetite: quando estamos na mesa, precisamos nos alimentar da maneira certa, o pecado pode encher nosso estomago, mas não darão satisfeitas. Uma das razões que Deus não nos satisfaz mais é porque estamos nos satisfazendo com outras coisas. Não coloque substitutos aí.

2. Precisamos ver a grandeza da satisfação: tudo aquilo que Deus está a nos oferecer, por vezes, focamos em apenas algumas coisas que são nossa necessidade urgente, e esquecemos que Ele tem muito mais a nos oferecer. Fazemos isto, quando nos aprofundamos em conhecer a Deus, meditando em sua Palavra e orando. 


O que prefere sinceramente Deus a todas as outras coisas em seu coração, o fará na sua prática. Pois quando Deus e todas as outras coisas vierem a competir, esse é o teste apropriado para saber o que um homem prefere; e a maneira de agir em tais casos deve certamente determinar qual deve ser a escolha em todos os agentes livres, ou aqueles que agem em escolha. Portanto, não há sinal de sinceridade mais insistido na Bíblia que este: que neguemos a nós mesmos, vendamos tudo, esqueçamos o mundo, tomemos a cruz, e sigamos Cristo aonde quer que Ele vá. Portanto, corram dessa maneira, não na incerteza; assim lutem, não como quem desfere socos ao ar; mas esmurrem seus corpos e os reduzam à escravidão (Jonathan Edwards)

Quando me lembrar de ti na minha cama, e meditar em ti nas vigílias da noite. Salmos 63:6-7 


Da manhã até a noite, precisamos estar voltados para Deus pois ele sempre está pronto a nos completar.

Em Jesus,  encontramos a cada momento de nosso dia, tudo aquilo que precisamos de Deus para a nossa vida.



Visto como o seu divino poder nos deu tudo o que diz respeito à vida e piedade, pelo conhecimento daquele que nos chamou pela sua glória e virtude; Pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo.  2 Pedro 1:3-4






sábado, setembro 01, 2007

Oração e as diferenças- P. Yancey


Antes que as palavras cheguem aos lábios, a mente precisa acreditar na disposição de Deus em aproximar-se de nós e em nossa capacidade de deixar o caminho livre para a aproximação dele. Essa crença é a idéia que nos leva à oração. (p.64)

A oração vista mais como transação do que como relacionamento pode tornar a pratica um dever, e não uma alegria- o que não difere muito do que faz o monge budista ao girar a roda da oração ou a empresaria japonesaa que executa seu ritual no templo (p.55)

A oração não é um meio de remover elementos desconhecidos e imprevisíveis da vida, mas uma forma de incluir o desconhecido e o imprevisível nos atos da graça de Deus em nossa vida (p.99)

Quando traio o amor e a graça que Deus demonstrou por mim, recorro à promessa de que Jesus ora por mim- como fez por Pedro- não para que eu jamais enfrente a provação ou jamais falhe, mas para que eu por fim permite que Deus use o teste e o fracasso para moldar-me, transformando-me em alguém mais útil para o Reino, mais parecido com Jesus (p. 106)


Na qualidade de parceiros na obra de Deus na Terra, insistimos que a vontade de Deus seja feita e ao mesmo tempo nos comprometemos com tudo que isso possa exigir de nós. (p. 134)

Confessar meus pecados perante Deus comunica alguma coisa que Deus já conhece. O ato de confessar de algum modo cria um relacionamento e permite uma intimidade que de outra forma não poderia existir. Torno-me vulnerável e dependente, o que promove minha união com Deus. (p.178)

A oração persistente opera mudança em mim, ajudando-me a enxergar o mundo e minha vida pelos olhos de Deus (p.188)

minhas orações parecem uma espécie de ensaio. Reviso as notas básicas (pai-nosso), pratico peças conhecidas (os Salmos) e tenho algumas melodias novas. Mas, sobretudo, marco presença. (p.206)

segunda-feira, novembro 06, 2006

Transpondo Muralhas: a vida de Davi

PETERSON, Eugene H. Transpondo Muralhas: Reflexões sobre a vida de Davi Ed. Habacuc, 2004.


“A coisa mais importante que uma pessoa pode fazer por outra é verificar o que existe de mais profundo no outro, despender tempo, e ter discernimento para ver o que há no interior do outro, quem a pessoa realmente é, e,então, reafirmar isso pelo reconhecimento e encorajamento” Martin Buber in p. 81


“O deserto ensinou Davi a ver beleza em toda parte. O deserto foi a escola que ensinou a Davi quanto à preciosidade da vida; por inicio das provações que ali viveu, Davi aprendeu a encontrou Deus em lugares onde antes jamais imaginaria. O deserto mergulhou Davi em belezas tão profundas que a pequenez de uma vingança pessoal se tornou impensável. O deserto treinou Davi em lealdade tão profunda que seria impossível a quebra de um juramento. O deserto mostrou a Davi a presença de Deus até mesmo numa lasca de rocha insignificante, para que nada, e evidentemente ninguém,viesse a ser tratado por ele com escárnio ou desdém” p. 109

“O moralismo é a morte da espiritualidade. É uma forma de encarar as coisas que coloca toda a ênfase no desempenho pessoal. Funciona a partir da convicção de que existe uma justiça nítida, que somos capazes de discernir, achar melhor e executar, em cada uma das diversas circunstancias. Isso coloca toda a carga da nossa espiritualidade naquilo que fazemos. Deus é marginalizado. O moralismo esmaga o nosso espírito. Nele não há misericórdia.” p. 135

“O deserto por si mesmo, nada faz acontecer, Davi e Saul estavam no deserto. Saul como perseguidor de Davi, obcecado em sua caçada, com a vida se resumindo a um desejo de matar. Entretanto, Davi corria para Deus e se encontrava em suas orações de refugio em Deus, maravilhado, tomado de gloria, desperto e aberto para o generoso amor de Deus, o Deus que nos faz bem com sua Palavra” p.112

“As historias do deserto são narrativas referentes a tentação e provação. O deserto é lugar de provação, o lugar da tentação. O deserto é selvagem. Nada nele é, por natureza, domado e domesticado. Os recursos da civilização a que estamos acostumados não se encontram ali, e a vida se resume inteiramente a sobrevivência” p.106

"Quando vivemos uma vida correta a nossa experiÊncia com Deus é compartilhada com as pessoas que conhecemos e que vimos a conhecer. Elas experimentam um pouco do experimentamos com Deus." p.145

Golias e Doegue, filisteus e amalequistas são explicitamente definidos como inimigos. Sabemos o que pretendem. Sabemos que neles não podemos confiar. Mas Abner e Joabe? Só porque eles acham que estão do nosso lado, achamos também que estejam. Mas essa conclusão não tem respaldo bíblico. Temos que estar atentos a Abner e Joabe. Pois os meios são importantes. A obra de Deus não pode ser realizada de outro modo senão pelos meios usados por Deus. Exploração de pessoas (Abner) e violência (Joabe) não são meios de Deus p.171

A extrema tentação pode ser uma traição.

Fazer coisa certa, mas sendo errônea a razão.

A força normal que foi dada ao pecado original.

Resultou , em nossas vidas, no pecado venial

T.S. Eliot


“Uzá ignorou (desafiou!) a orientação mosaica e substituiu-a pela ultima inovação tecnológica dos filisteus- uma carroça de bois, de preferência (1Sm 6). Uma carroça de bois bem projetada é inegavelmente mais eficiente para transportar a arca do que levitas. Mas também é impessoal- é a substituição de pessoas consagradas por uma maquina eficiente, o impessoal tomando lugar do pessoal. Uzá é o santo padroeiro daqueles que adotam a tecnologia sem qualquer analise, sem levar em conta a natureza do que é sagrado. Uzá estava encarregado (achava ele assim) de Deus e era sua intenção continuar no controle. A conseqüência desse tipo de vida é a morte, pois Deus não se deixa manejar. Não tomamos conta de Deus, é Deus quem toma conta de nós” p.195

Alexander Whyte sobre Mical: “aqueles que não ouvem, sempre menosprezam os que dançam” p.199

“Uma corrente com desvio de doutrina tem-se manifestado em nossos dias, dizendo que as orações de louvor têm preeminência sobre todas as outras. Isso não é verdade como também é altamente antibíblico. Na oração modelo que nos legou, Jesus nos preparou para pedirmos: no Pai Nosso, há seis petições e nenhum agradecimento” p. 205

“É preciso coragem, coragem imensa, para abandonar o controle, para abrir mão de nossa posição de prestígio tão recentemente conquistada, para largar nossos trabalhos e simplesmente sentar aos pés de Jesus” p. 213

“A história de Davi é uma história de evangelho, Deus fazendo por Davi o que Davi não poderia fazer por si mesmo. De um pecador salvo. É uma história que se completa com a de Jesus, que demonstra quem é Deus ao buscar o doente, o rejeitado e o perdido” p.266

“Em determinado dia, não temos a menor idéia do sentido de Deus para as nossas vidas e, no dia seguinte, já o temos. Pensávamos que Ele estivesse ausente, e Ele está bem presente. Porque nada foi dito, achamos que nada foi feito, mas muito se fez; só que de maneira sutil e silenciosa. É assim na ressurreição. E, muitas e muitas vezes, é assim na vida” p. 286