terça-feira, agosto 16, 2011
quarta-feira, julho 27, 2011
Levy da Costa Bastos: Caminhos da Salvação.
“Quando aqui se afirma a existência dos caminhos da salvação o que se pretende realçar é simplesmente que, partindo de uma experiência salvadora com Deus, o individuo crente é convocado a dar expressão para este acontecimento redentor sob diversas formas ao longo de sua vida” p. 11
“A criação teve seu ponto inicial no ato Trinitário Divino, na Palavra criadora de Deus, que do nada fez tudo existir, mas não se esgota nisso. Ela acontece ainda agora e para isso o ser humano redimido é convocado a tomar parte. Este fato nos serve de analogia da forma como acontece a salvação. Ela é um acontecimento sinérgico. Começa sempre com Deus, por meio da sua graça infinita e imerecida, mas pressupõe uma resposta sempre criativa e responsável da pessoa humana (Ef. 2,8-10)” p. 19
“a justificação é compreendida por Paulo como um evento em que os crentes são declarados livres da culpa do pecado, e mais do que isso, são tambem habilitados a vencer a força com que o pecado os assedia” p. 30
“A centralidade da cruz de Cristo na teologia paulina expressa-se como sinal de humilhação e fraqueza Divinas. Na cruz de Cristo, o Deus trino se apropriou graciosamente de todos os pecadores. Isto permite concluir que ninguém é indigno, sem valor ou tão distante de Deus, que não possa ser alcançado por seu amor redentor” p. 31
“A experiência de ser justificado por Deus se da única e exclusivamente por meio da fé em Jesus Cristo. Por meio de uma confiança total e exclusiva na graça de Deus – Rm 3,26;28;5,1;Gl 2,16). Por meio de Cristo, sua vida, morte e ressurreicao, Deus Pai permite aos seres humanos experimentarem sua salvação –Rm 3,5ss -. A despeito da situação de alienação do gênero humano, Deus lhe faculta o exercício de uma fé confiante, por meio da qual ele entre em uma nova relação com Deus e recebe novidade de vida – Rm 5,17ss-. Em terminologia paulina, justificação é uma nova criação pela ação do Espírito. A justificação é, assim, o penhor da absolvição final de Deus e o começo de uma nova vida” p. 33
A seguir, o autor prossegue analisando a doutrina da justificação em Tiago, Martin Lutero e no Concílio de Trento. Sobre Lutero, ele diz:
"a fé que realmente justifica, não é um assentimento intelectual a certas verdades - assensus- mas um entregar-se confiante a Deus com compromisso, uma auto-doação (fiducia) .... No ato de crer, o ser humano devencilha-se de seu isolamento pessoal e, vocacionado pela Palavra de Deus, se abandona em Seus braços, tornando-se um com Ele, contudo, sem se perder como pessoa .... Desde, então ele passou a defender a tese de que a justificação é um ato motivado exclusivamente no amor de Deus por meio do que a justiça de Cristo é imputada aos que crêem" (p. 39) " O evangelho revela-se como um instrumento, por meio do qual Deus cria e opera um desejo incontido no coração do homem de honra-Lo e obedientemente servi-Lo. O evangelho é a única força que permite ao ser humano ser liberto de si mesmo, de sua auto-justificação" (p. 42)O concílio de Trento "não tratou especificamente da doutrina da justificação, mas pode-se dizer que esta foi uma de suas mais fortes questões motivadoras. Se por um lado a fé reformada preconizava o não cancelamento dos pecados, a fé católica afirmou o verdadeiro cancelamento dos pecados no ato da justificação. Para Trento, a justificação também se mescla com a santificação o que o Cristianismo da Reforma negou com veemência. p. 47
a conclusão do autor é que
"A justificação deveria ser, então, interpretada escatologicamente, pois isto permitiria superar o que fosse passado e fazer surgir a Nova Criação de Deus. Em um contexto cmo este, o mundo seria recebido não obstante suas contradições e ambiguidades internas, como um presente de Deus, como boa obra da criação a ser continuamente recriada no poder do Espírito de Deus" p.51
"O evento Cristo - sua vida, morte e ressurreição- aponta para uma forma de compromisso com a vida que determina a existência dos justificados. Na sua cruz, Ele assumiu as fragilidades e pecados humanos, tornando-se abandonado por Deus. Na sua morte de cruz fica explicitada não somente o seu compromisso com a libertação da vida no mundo, mas a solidária proximidade Divina com todos os pecadores e crucificados do mundo" p. 54
No capítulo 3, chamado PARA QUEM ESTÁ A ESCUTA DE DEUS, o autor desenvolve uma abordagem prática da esperança numa pneumatologia marcada pela libertação da opressão.
"Uma pneumatologia integral. ...
domingo, outubro 10, 2010
Edmund Clowney: Quando Deus desceu Gn. 28:10-22
No capítulo 5 do livro Preaching Christ in All Scripture, Ed Clowney vai comentar a passagem da escada de Jacó. Ele está correndo a fúria assassina do seu irmão, Esaú, apesar da profecia Isaque preparou para dar a bênção da primogenitura para Esaú. Sob a direção de sua mãe, Jacó enganou seu pai e recebeu a bênção destinada a Esaú, este o ameaçou de morte, assim Jacó partiu para Haram, terra do seu tio Labão.
A Escada de Deus: a intervenção de Deus confirma sua aliança.
Jacó desejava receber a benção do Senhor. Ele não estava, contudo, numa peregrinação em busca do Senhor. Ao invés disto, ele estava a caminho de deixar a terra da promessa. A bênção de Isaque tinha dado a ele falava das ricas colheitas da terra, como também sobre ele governar sobre seus irmãos. Mas, o que dizer sobre esta bênção quando ele está deixando a terra da promessa de Deus?
A maioria das pessoas acreditam que a religião como a busca do homem por Deus. Na realidade, as religiões proporcionar meios de fuga de Deus. Ele pode ser promovido a um Deus superior, de modo que religião tribal pode adorar espíritos das árvores ou dos leopardos. O Deus da Bíblia, porém, é o Deus que nos procura. Deus que toma a iniciativa. Ele se revelou a Jacó. Ele chamou a Adão e Eva no jardim, a Noé antes do dilúvio, e Abraão na grande cidade de Ur. Agora, ele chamou a Jacó, para dar-lhe a sua promessa.
Na visão dada por Deus, Jacó viu o céu aberto. Um escada foi colocada na terra e o topo alcançava o céu. A escada não é aquela do pintor de casa, a palavra hebraica usada em Gn. 28:12, supõe uma estrutura de pedra, como o aterro de uma rodovia. Uma escada desta magnitude requeria uma grande massa de alvenaria para suportá-la. Nós podemos talvez supor que esta escada se parece com os zigurates que os arqueologistas acharam na Mesopotania. Como na Torre de Babel, é dito lá que os construtores planejaram que ela fosse alcançar o céu- Gn.11:4- Deus desceu em julgamento sobre a torre do orgulho do homem, contudo no sonho de Jacó, Deus desce em graça. Os anjos descendo e subindo revelam uma comunicação aberta entre o céu e a terra.
O clímax da visão é que Deus desceu a escada para ficar diante de Jacó. Deus parou não apenas no topo da escada, mas veio ao encontro de Jacó. Nós sabemos isto a partir da segunda aparição de Deus para Jacó em Betel. Onde diz “Deus se retirou dele, elevando-se do lugar onde lhe falara” Gn. 35.13. De acordo com o texto bíblico, Deus desceu para ficar ao lado de Jacó.
Diante de Jacó, o Senhor assegura a ele o propósito de sua aparição. Ele é o Deus do passado, do futuro e do presente. Ele é Senhor do passado, Deus dos pais, Abraão e Isaque. Ele é o senhor do futuro, está confirmando suas promessas. Ele é o Senhor do presente, por que ele diz:
Perto dele estava o SENHOR e lhe disse: Eu sou o SENHOR, Deus de Abraão, teu pai, e Deus de Isaque. A terra em que agora estás deitado, eu ta darei, a ti e à tua descendência.A tua descendência será como o pó da terra; estender-te-ás para o Ocidente e para o Oriente, para o Norte e para o Sul. Em ti e na tua descendência serão abençoadas todas as famílias da terra. Eis que eu estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei voltar a esta terra, porque te não desampararei, até cumprir eu aquilo que te hei referi Gn. 28:13-15
As promessas de Deus para nós não são menos seguras, Jesus vai estar conosco através da presença do Espírito Santo. Ao contrário de alguns evangelhos de sucesso, porém, o Senhor não nos promete riqueza terrena ou enormes terras. Ele nos ensina a orar pelo nosso pão diário, não para a riqueza terrena. E as bênçãos de Jesus incluem perseguição para o louvor do Senhor.
A Casa de Deus: A presença de Deus efetiva a aliança.
Apesar de Jacó ter visto a Deus numa visão, a realidade da promessa não o deixou com dúvidas. Esta terra em que ele estava era a terra da promessa. Betel, a casa de Deus, era a porta dos céus. Esta escada não é outra Babel, mas uma casa e cidade de Deus. Deus irá, de fato, estabelecer Jerusalém como a sua morada entre os povos. Como o escritor dos Hebreus observou, aqueles que, como Jacó, acreditaram, desejavam uma cidade melhor, celestial Hb. 11:13-16.
Pela manhã, Jacó não se viu cercado por uma propriedade, mas estava em Betel, a casa de Deus, o portão dos céus. Betel permanece entre a maldição de Babel e a bênção do Pentecoste.
O Senhor de Betel.
Jesus iluminou a significância desta passagem para nós quando ele aludiu a ela no chamado de Natanael. João recorda que o chamado de Jesus para seus primeiros discípulos, Ele encontrou Felipe, e disse: me segue. Felipe era de Betsaida, uma cidade no lago da Galiléia, Filipe seguiu a Jesus, e encontrou Natanael, que também era de Betsaida, as palavras de Felipe foram: havemos achado aquele de quem Moisés escreveu na lei, e os profetas: Jesus de Nazaré, filho de José – Jo. 1,45
Natanael não ficou impressionou, retorquiu dizendo se poderia vir algo bom de Nazaré. Ao que Felipe replicou, venha e veja. Jesus reconhecia que Jacó tinha praticado engano. O nome de Jacó é próximo da palavra “calcanhar” em hebraico, descreve Jacó como puxador de calcanhar, tentando suplantar Esau, mesmo em seu nascimento. Deus tinha dado o nome de Israel para Jacó, aqui temos um descendente de Jacó mais merecedor deste nome.
Natanael ficou surpreso e perguntou a Jesus: Como você me conhece?
A resposta de Jesus poderia parecer talvez comum: Antes de Felipe te chamar, quando você estava debaixo da figueira, eu vi você.
Contudo, a reação de Natanael foi extraordinária: Rabi, você é filho de Deus. Você é o rei de Israel.
segunda-feira, agosto 09, 2010
Tim Keller: Esperança para sua vida

1 Pedro 1:1-13: Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, Para uma herança incorruptível, incontaminável, e que não se pode murchar, guardada nos céus para vós, Que mediante a fé estais guardados na virtude de Deus para a salvação, já prestes para se revelar no último tempo, Em que vós grandemente vos alegrais, ainda que agora importa, sendo necessário, que estejais por um pouco contristados com várias tentações, Para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo; Ao qual, não o havendo visto, amais; no qual, não o vendo agora, mas crendo, vos alegrais com gozo inefável e glorioso; Alcançando o fim da vossa fé, a salvação das vossas almas.Da qual salvação inquiriram e trataram diligentemente os profetas que profetizaram da graça que vos foi dada, Indagando que tempo ou que ocasião de tempo o Espírito de Cristo, que estava neles, indicava, anteriormente testificando os sofrimentos que a Cristo haviam de vir, e a glória que se lhes havia de seguir. Aos quais foi revelado que, não para si mesmos, mas para nós, eles ministravam estas coisas que agora vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho; para as quais coisas os anjos desejam bem atentar.Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios, e esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo;
“Desde cedo, cristãos associavam o início de sua experiência com Deus… com uma nova esmagadora experiência sobre eles mesmos... a fé cristã não era apenas uma convicção, um sentimento ou uma decisão. Ela invadia a vida tão profundamente que temos que falar sobre morrer e ser nascido de novo.A experiência do Espírito Santo fazia a ressurreição de Cristo presente… (e isto) despertava uma viva esperança pelo futuro de Deus… O momento do renascimento é um momento eterno em que a eternidade tocava o tempo e colocava um fim para sua transitoriedade… Quando uma canção ou poema assegurava-nos que “há sempre um maio depois de dezembro”, isto soava confortante. Contudo, na realidade atual, o exatamente o oposto é verdadeiro, e finalmente, a transitoriedade triunfa sobre toda esperança por um futuro. Uma nova vida verdadeira começa apenas com o início do novo mundo da ressurreição “[6].
nunca ficam entediados olhando para o evangelho. Isso é o texto que está dizendo. Anjos estão sempre dispostos a refletir, de novas maneiras, o que Deus tem feito por nós através de Jesus. E se os anjos estão sempre a encontrar novas belezas, sempre encontrando novas maravilhas, que é o segredo do seu próprio crescimento. Você precisa olhar para o que ele fez por você até que enchê-lo com tanta alegria que você pode entender as coisas, porque temos de nascer de novo para uma viva esperança.
domingo, agosto 08, 2010
D. Martin Lloyd- Jones: Rm 8:12-13

De maneira que, irmãos, somos devedores, não à carne para viver segundo a carne. Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis.
Romanos 8:12-13
“Devemos tratar primeiro da palavra ‘corpo’, q qual significa o nosso corpo físico, a nossa estrutura física, como no versículo dez. Não significa carne. Até o grande dr. John Owen perde o rumo neste ponto e trata o termo como significando carne, e não corpo. Mas o apóstolo, que tinha falado tanto sobre a carne, fala aqui deliberadamente sobre o corpo. Ele tinha feito isso nos versículos 10 e 11, como também no versículo doze do capítulo seis. Ele se refere ao corpo físico, no qual o pecado ainda permanece, porém que um dia será ressuscitado incorruptível e glorificado, vindo a ser semelhante ao corpo glorificado do nosso bendito Senhor e Salvador” p. 179
O corpo não é inerentemente pecaminoso, o homem foi feito perfeito em corpo, alma e espírito, este é o ensino do Novo Testamento. Quando o homem pecou, a totalidade dele caiu, a sua alma, corpo e espírito se tornaram pecaminosos. No novo nascimento, o espírito já está liberto, contudo, o corpo ainda não,sendo este ainda sede e instrumento do pecado e da corrupção. Como está escrito em 1Co 9:27. O pecado residual existente em nós está sempre tentando a levar os instintos naturais em direções más, tenta induzir-nos a todo “apetite desordenado” – Cl 3:5.
Como devemos proceder a mortificação?
Lloyd-Jones estabelece que há dois falsos modos de fazê-lo:
1. método católico-romano, que seria o monasticismo-se você quiser ser um cristão espiritual, deve sair do mundo e entrar em um mosteiro ou convento, tomar certos votos, e assim, dedicar-se inteiramente a vida cristã.
2. o legalismo, ou seria também conhecido como um falso puritanismo, um modo de viver imposto a nós com grande rigor, um estilo de vida que deprezava os prazeres e vivia dias laboriosos, uma religião sem alegria.
O método certo, o apóstolo expõe claramente: “Se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo”- O Espírito é mencionado porque sua obra e presença constituem a singular e peculiar marca do verdadeiro cristianismo. É isto que diferencia o cristianismo do moralismo, do legalismo e do falso puritanismo. "
“o cristão nunca deve queixar-se de falata de capacidade e de poder. Um cristão dizer, Não posso fazer isso, é negar as Escrituras. O homem em quem reside o Espírito Santo nunca deve proferir tais palavras, é negar a verdade a respeito dele próprio.” p. 184
O crente não vive habitualmente no pecado, porque Cristo vive nele, e maligno não pode tocá-lo, não só não pode controlá-lo, nem sequer pode tocá-lo, diz Lloyd-Jones. O cristão é de Deus, e o maligno nem pode tocar nele, pode aterroriza-lo, mas não pode tocá-lo, e muito menos, controlá-lo.
Na prática, conforme o pregador galês, temos que entender espiritualmente nossa situação, porque muitos dos nossos problemas advém da incompreensão de quem somos em Deus. Temos que compreender que se pesa sobre nós a culpa de algum pecado, entristecemos o Espírito Santo que habita o nosso corpo. Toda vez que pecamos, o que importa não é tanto que pecamos e ficamos em condições miseráveis, mas o principal é que entristecemos o Espírito Santo de Deus. Quantas vezes nós pensamos nisto??? Lloyd-Jones nota que algumas pessoas o procuram preocupadas com essa questão, sempre falando de si mesmas- o meu fracasso. Estou sempre caindo neste ponto, só falam delas mesmas, não falam da sua relação com o Espírito Santo, e assim, elas não percebem que a maior dificuldade na sua vida pecaminosa é que com isso ela está entristecendo o Espírito Santo. No momento em que a pessoa verifica isto, procura o verdadeiro tratamento.
“O nosso maior problema é que estamos sempre olhando para nos mesmos e para o mundo. Se pensarmos em nós mesmos cada vez mais como peregrinos da eternidade (que é o que somos), toda a nossa perspectiva será transformada. Paulo expõe isso aqui, no versículo onze: mantenham os olhos fixos nisso, diz ele praticamente, fiquem de olho na meta”. (p. 187)
domingo, fevereiro 07, 2010
Tim Keller: Filho Pródigo
Ministrado no Encontro Sepal
quarta-feira, fevereiro 03, 2010
Eugene Peterson: Salvação

Marcos 8:27—9:9 é a passagem que serve de ponte, no centro do relato, entre as várias evocações de vida na Galiléia, ocupando simetricamente um lado, e a viagem resoluta a Jerusalém e a morte, ocupando o outro.
As histórias começam e terminam com declarações acerca da identidade de Jesus como Deus em nosso meio: primeiro Pedro afirmando: "Tu és o Cristo" (8:29); depois, a voz do céu dizendo: "Este é o meu Filho amado" (9:7). Numa extremidade, o testemunho humano e, na outra, a atestação divina.
segunda-feira, dezembro 14, 2009
C.S. Lewis: O Grande Abismo

“Seria muito melhor não ficar repisando esse assunto agora.”
“Quem está repisando? Não discuto. Estou só lhe dizendo como eu era. Não estou pedindo nada senão os meus direitos. Você pensa que pode me olhar de cima só porque está vestido desse jeito (e não estava quando trabalhava comigo) e eu não passo de um pobretão. Mas tenho de ter os meus direitos do mesmo modo que você, está vendo?
“O, não. Não é tão mau assim. Não tenho direitos. Caso contrário não estaria aqui. Você também não irá obter os seus. Vai ganhar algo muito melhor. Não tenha medo.”
“E isso que estou dizendo. Não tenho direitos. E sempre fiz o meu melhor e nunca nada errado. E não vejo porque devo ser considerado inferior a um reles assassino como você.”
“Quem disse que vai? Alegre-se e venha comigo.”
“Por que continua falando desse modo? Só estou dizendo como sou. Só quero os meus direitos. Não estou pedindo piedade de ninguém.”
“Então faça justamente isso. Peça piedade. Tudo aqui é recebido quando se pede e nada pode ser comprado.”
“Isso pode ser muito bom para você, tenho certeza. Se eles deixam entrar um miserável homicida só porque ele pede piedade na última hora, isso é problema deles. Mas eu não estou no mesmo barco que você, percebe? Por que deveria? Sou um homem decente e se tivesse os meus direitos já estaria aqui há muito tempo, e pode dizer isso a eles.”
domingo, janeiro 04, 2009
A Díficil Doutrina do Amor de Deus
D.A. Carson
CPAD,
Algumas maneiras diferentes de como a Bíblia fala do Amor de Deus
1. Amor peculiar do Pai pelo Filho, e do Filho pelo Pai
João 3.35
João 14.31
2. Amor providencial de DEus sobre tudo que Ele fez.
Genesis 1
Mateus 6.26 e 10.29
3. A postura salvadora em relação ao seu mundo caído.
João 3.16
"alguns calvinistas tentam tomar o grego kosmos aqui para se referir aos que eles chamam de eleitos. Mas isto realmente não servirá. Todas as evidências do uso da palavra no Evangelho de João são contrárias a tal sugestão (...) No vocabulário de João, mundo é primeiramente a ordem moral em rebelião intencional e culpável contra Deus. Em João 3.16, o amor de Deus ao enviar o Senhor Jesus deve ser admirado, não porque seja estendido a algo tão grande quanto o mundo, mas a algo tão mau; não a tantas pessoas, mas a tantas tão impiedosas" p. 17-18
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4. O amor particular efetivo e seletivo de Deus em relação aos seus eleitos.
Deuteronomio 7.7-8 cf. 4.37 e 10.14,15
Malaquias 1.2,3
Efésios 5.25
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5. Finalmente, às vezes é dito que o amor de Deus é dirigido ao seu próprio povo de uma maneira provisional ou condicional condicionado, isto é, à obediência.
"Se o amor de Deus se referir exclusivamente ao seu amor pelos eleitos, é
facil se desviar em direção a uma bifurcação simples e absoluta: Deus ama os
eleitos e odeia os reprováveis.(Caindo no hipercalvinismo).
(...)Na verdade em uma igreja caracterizada antes mais pela preferencia pessoal e pelo antinomismo do que pelo temor piedoso do Senhor, tais passagens certamente tem algo a nos dizer. Mas separados das declarações biblicas complementares sobre o amor de Deus, tais textos podem nos fazer retroceder na direção da teologia do mérito, uma irritação incessante sobre se temos ou não sido suficientemente bons hoje para desfrutarmos o amor de Deus." (p.23)
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A melhor coisa que podemos fazer é simplesmente usar o verbo amar que é tão ambíguo quanto era os seus cognatos gregos.
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segunda-feira, dezembro 22, 2008
Perspectivas da Nova Perspectiva
quinta-feira, setembro 06, 2007
Salvação
" o céu é salvar-se, isto é, viver-se a si mesmo realizado no amor e no gozo do encontro infinito com Deus que se nos dá e que, dando-se-nos, entrega-nos a nós mesmos e afirma-nos em nossa identidade; uma identidade que não é mais limite ou barreira, mas antes comunhão total sem sombras e sem fronteiras" (p. 219)
A. T. Queiruga, ibid.
