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quarta-feira, janeiro 23, 2013

Timothy Keller: A essência da renovação pelo Evangelho.



Em seu quinto capítulo de Center Church, Timothy Keller continua a falar sobre a renovação pelo Evangelho (The Gospel Renewal). 

O Avivamento é necessário porque a religião ( eu obedeço, então sou aceito) é tão diferente do evangelho (eu sou aceito por Deus através de Cristo, portanto eu obedeço), mas é uma falsificação bem eficaz. Estes sistemas tem motivações e propósitos bem diferentes, mas na superfície podem parecer iguais. 

A pergunta deste capítulo é pelo o quê é a renovação do evangelho, como pode ser tão distinto e único, e como produzem uma vida nova, cheia do Espírito e centrada em Cristo. 

Três modos de responder a Deus.

Os cristãos, normalmente, enxergam dois modos de responder a Cristo: seguindo-o ou rejeitando-o. Isto é verdade, mas existem dois modos de rejeitarmos a Cristo, pode fazer isto rejeitando sua lei e vivendo do jeito que quer e também pode rejeitá-lo abraçando e obedecendo a lei de Deus para ganhar sua salvação.  O problema que essas pessoas que rejeitam a Cristo em prol do moralismo parecem que estão tentando fazer a vontade de Deus, mas não estão. Então, existem três modos de respondermos a Deus: religião, irreligião e o evangelho.

Irreligião é evitar Deus como Senhor e Salvador ignorando-o completamente, a religião ou moralismo é evitar Deus como Senhor e Salvador buscando na justiça moral e se apresentando a Deus num esforço de mostrar que ele deve para você. O evangelho é Deus que desenvolve e nos dá sua justiça através de Cristo - 1Co 1:30, 2Co 5:21-.

Este tema percorre toda a bíblia, quando Deus salvou os israelitas do Egito, Ele primeiro os resgatou e então deu a lei para eles obedecerem. A obediência da lei é um resultado da providência e eleição deles, não a causa para isto - Ex 19:4, Dt 7:6-9. 

No novo testamento, estas três formas aparecem nos quatro primeiros capítulos de Romanos. Em 1:18-32, Paulo mostra como o pagão são perdidos e alienados de Deus. Em 2:1-3:20, Paulo coloca que a moral, os judeus observadores da lei também estão perdidos e alienados de Deus. A conclusão chocante  está em Romanos 3:9-11, quando Paulo diz que não há ninguém que busque a Deus, ele está concluindo que milhares de pessoas que tentam observar a bíblia não estão buscando a Deus, mesmo com toda a sua religião. A razão é que se você busca ser correto com Deus através de sua moralidade e religião, você não está buscando a Deus para sua salvação, você está usando Deus como um meio para conquistar sua salvação. Paulo continua a carta mostrando que o evangelho busca a Deus em Cristo para a salvação somente através da graça e fé.

Nos evangelhos, vemos Jesus fazendo as mesmas diferenciações, em João 3 e 4, vemos a mulher imoral samaritana e o Nicodemus, exemplo moral, ambos perdidos sem a graça de Deus.

Keller coloca que um dos pensamentos mais profundos de Lutero é que a religião é o modo padrão do coração, mesmo as pessoas irreligiosas vivem suas vidas de acordo com um conjunto de valores para serem aceitos.  Este modo persiste no coração dos cristãos que podem sair do evangelho e voltar ou entrar na religião.


Pregando o terceiro caminho para todos.

Se você está pregando o evangelho, você precisa ajudá-los não somente a distinguir se estão obedecendo ou não a Deus, mas também deixar clara a distinção entre obedecer a Deus como um caminho de auto-salvação e obedecer a Deus tendo como fonte gratitude pela salvação conquistada.  Tem que diferenciar o evangelho da religião moralista. Este é um modo de confrontar cristãos nominais e alegrar cristãos. 

Primeiro, muitos cristãos são nominais, são como o irmão mais velho de Lucas 15,  e ofertar esta distinção ajuda-os a converterem-se.  Segundo muitos cristão genuínos estão ficando irmãos mais velhos, frios, mecânicos, inseguros, e fazendo a distinção é único jeito de alcançá-los.  Terceiro, muitas pessoas pós-modernas cresceram perto de igrejas moralistas, eles observaram como as pessoas religiosas tendem a agir, convencendo as outras pessoas de sua superioridade. Muitos não crentes contemporâneos rejeitaram estes frutos pensando que estão rejeitando o cristianismo, mostrando a distinção eles não irão mais ter uma compreensão falha do que é realmente o evangelho.

Alguns vão criticar, dizendo que o problema não é farisaísmo e moralismo, que só se fala da graça, que o maior problema é o antinomismo e liberalismo. Primeiro, a menos que você aponte para as boas novas da graça, as pessoas não estão hábeis para ouvir sobre as más notícias do julgamento de Deus. Segundo, se não criticar o moralismo, muitas pessoas irreligiosas não saberão diferenciar isto da oferta do evangelho. Uma compreensão profunda do evangelho é o antídoto para a licenciosidade e antinomismo.

Legalismo e relativismo são essencialmente a mesma coisa, são apenas estratégias distintas  para a auto-salvação construída pelo esforço humano. O evangelho desconstrói tanto o legalismo como liberalismo.

Mudança de comportamento moralista.

As pessoas insistem na honestidade com os outros dizendo, se você mentir, você terá problemas com Deus e com as outras pessoas ou dizem, se você mentir, você será como estas pessoas terríveis que não tem confiança de ninguém, você é melhor que isto. Estas frases buscam uma mudança de comportamento através do medo de punição ou do orgulho. Tanto o medo como o orgulho são auto-centrados, focalizam na vontade e na recompensa, no fundo dizem, se você mudar, você pode se salvar.

Cristãos que pensam que agir moralmente é primeiramente escapar de punição ou ganhar auto-respeito e salvação estão aprendendo a serem morais para servirem a si mesmos. Eles agem para que Deus os recompense, eles, assim, podem pensar que são pessoas virtuosas. Eles não obedecem a Deus por causa dele, não por causa de sua grandeza e porque Ele fez por elas em Cristo, ao invés disto, estão usando Deus para ter as coisas que querem. Eles querem orações respondidas, boa saúde e prosperidade e eles querem sua salvação após a vida. Então, eles fazem bem não para o bem de Deus ou do próprio bem, mas para seu próprio bem. O comportamento deles está sendo mudado pelo poder do próprio interesse.

O comportamento moralista simplesmente muda manipulando e elevando o egoísmo, e não o desafia. Usa o egoísmo contra si mesmo apelando para o medo e o orgulho. 

Mudança de comportamento pelo evangelho.

Keller cita o exemplo de Paulo em 2Coríntios 8, Paulo escreve para encorajar os crentes a darem e ofertarem, mas ele quer que eles façam sem que seja uma ordem diretamente vindo dele. Ele não força ninguém a isto, nem usa sua autoridade. Paulo escreve que eles conheceram a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que era rico e se fez pobre para o nosso bem, ele move os corações para uma lembrança do evangelho. Pense no custo da graça até o evangelho transforme-os em pessoas generosas. Em Efésios 5:25-33, Paulo está falando com os maridos, Paulo está encorajando os esposos a serem não somente fiéis, mas a honrarem e se alegrarem com suas esposas. Ele não nos amou porque eramos amáveis, mas ele nos fez amáveis. Em Tito 2:12, ele chama seus leitores a dizerem não as paixões mundanas, Keller faz nos pensar sobre as maneiras pelas quais podemos dizer não:

porque isto ficaria ruim..
porque eu seria excluído do meu círculo de amizades.
porque Deus não iria me dar saúde, dinheiro e felicidade.
porque Deus me mandaria pro inferno.
porque eu iria odiar a mim mesmo.

Virtualmente todos estes incentivos são auto-centrados, são impulsos do coração para força uma adptação às regras externas, mas eles não fazem muita mudança no coração em si. O motivo por trás deles não é o amor por Deus, é um jeito de usar Deus para ter coisas benéficas: auto-estima, prosperidade e aprovação social.

Paulo não leva seus leitores a estas coisas para transformarem-se. Na passagem de Tito, ele diz que a graça de Deus que nos traz salvação nos ensina a dizer não - 2:11-12-. Em Tito 3:5, ele explica o que quer dizer com graça: Deus nos salvou, não por causa das coisas certas que fizemos, mas por causa da sua misericórdia. Paulo está dizendo que a verdadeira mudança deve ser aprendida com o evangelho, você deve deixar o evangelho argumentar com você, aprofundá-lo em você até que mude suas visões e as estruturas de sua motivação. Você precisa ser treinado e disciplinado pelo evangelho.

O evangelho nos ajuda com as necessidades extremas do coração humano. Nós temos a necessidade de sermos constantemente respeitados, sermos apreciados, sermos lembrados. Precisamos controlar nossas vidas- sem confiar em Deus, precisamos ter poder sobre os outros para a nossa auto-estima, a imagem do nosso Deus glorioso deleitando-se conosco com todo o seu ser (Is 62:4; So 3:14; cf.Dt 23:5; 30:9) — se isto for um mero conceito para nós, então as necessidades irão ganhar e dirigir o nosso comportamento. Sem o poder do Espírito, nossos corações não acreditam realmente em Deus, em seu deleite e graça. Mas, as verdades do evangelho, trazidas pelo Espírito, devagar mas seguramente nos transformam, nos deixam cientes de quão amados e aceitos somos em Cristo. Através do evangelho, nós encontramos nossa identidade não naquilo que conquistamos, mas naquilo que foi conquistado para nós em Cristo. 

Quando o evangelho entra no coração (Ef 3:16 – 19), leva embora as necessidades que nasceram com o pecado, que nos destrói levando a uma vida de comportamento pecaminoso.  Não precisamos mentir, porque nossa reputação não é tão importante para nós. Não precisamos responder com violência porque ninguém pode tocar nosso verdadeiro tesouro.  O evangelho destrói tanto o orgulho como o medo que alimentar a mudança moralista. Destrói o orgulho, porque nos fala que somos tão perdidos que Jesus tinha que morrer por nós. E também destrói o medo, porque nos conta que nada que fazemos por superar seu amor por nós. Quando isto entra em nós, a mudança fundamental acontece em nosso coração.

Não agimos moralmente porque lucramos com isto ou nos sentimos melhores, ao invés disto, falamos a verdade e mantemos nossas promessas por causa do amor daquele que morreu por nós. O evangelho nos leva a fazer a coisa certa não para o nosso próprio bem, mas para o agrado de Deus, este tipo de motivação apenas por acontecer num coração tocado pela graça.


A orientação bíblica para avareza, é uma reorientação do evangelho para a generosidade de Jesus, não temos que nos preocupar com dinheiro, porque Deus prova seu cuidado conosco e nos dá segurança. A solução bíblica para um casamento ruim é um orientação para o amor de Cristo por sua noiva comunicado no evangelho através da cruz, através dele podemos combater a luxúria. Este amor é tão completo, que nos guardar de ficar buscando no sexo, a satisfação que apenas Jesus pode nos dar.

O que nos fará esposos fiéis, pessoas generosas, bons pais, crianças obedientes não é um esforço maior para seguir o exemplo de Cristo. Ao invés disto, é ir mais profundo no entendimento da salvação de Cristo e viver as mudanças que vem disto em nossos corações. A fé no evangelho reestrutura nossas motivações, nosso auto-entendimento, nossa identidade e nossa visão de mundo. 

Uma mudança de comportamento sem uma mudança de coração é superficial. O propósito da pregação, pastoreamento, aconselhamento, etc é mostrar as pessoas as implicações práticas da fé no evangelho.

A importância da idolatria.

Uma das coisa mais importantes para ajudar as pessoas a verem como falham em viver do evangelho é instruindo a respeito da natureza da idolatria. Keller cita Lutero, que interpretando Êxodo 20.3 e Romanos 3 e 4, diz que são a mesma coisa em essência. Dizer não ter outros deuses além de Deus e dizer que não devemos encontrar salvação fora de Jesus é a mesma coisa. E o primeiro mandamento quer dizer, já que Eu sou Deus e não há outro, você deve colocar sua confiança, lealdade e fé em mim somente e em nada mais.

O ensino de Lutero, segundo Keller, é que quando olhamos para qualquer coisa além de Cristo para nos sentirmos aceitos, alegres, significantes, esperançosos e seguros isto é por definição nosso deus- algo que nós adoramos, servimos e em que confiamos com a nossa vida e coração. Em geral, os ídolos podem ser boas coisas -família, conquista, trabalho e carreira- que nós transformamos nas coisas principais que nos dão significância e alegria que precisamos. Isto nos dirige. Um sinal claro da presença de idolatria é uma ansiedade exagerada, ou desencorajamento quando perdemos nossos ídolos. Se você perder uma boa coisa, isto te deixa triste, mas se você perde um ídolo, isto devasta você.

Lutero ensina em seu estudo sobre os mandamentos, que nunca podemos quebrar outro mandamento sem que tenhamos quebrado o primeiro. Não mentimos, roubamos, cometemos adultério a menos que primeiro colocamos alguma coisa mais fundamental para a nossa esperança, alegria e identidade que Deus. Quando mentimos, nossa reputação se torna mais fundamental para o nosso sentido de si mesmo ou felicidade que o amor de Cristo. Se mentimos na declaração de impostos, o dinheiro e as posses -status e conforto-  se tornam mais importantes para o coração que nossa identidade em Cristo. A idolatria também é a raiz de outros pecados e problemas.

Se a raiz de cada pecado é a idolatria, a idolatria é uma falha em olhar para Jesus para a nossa salvação e justificação, então todo o pecado é uma falha em acreditar na mensagem do evangelho que Jesus, somente Ele, é nossa justificação, justiça e redenção.

A essência da mudança de comportamento é aplicar o evangelho aos ídolos do nosso coração, que sempre levam a uma auto-salvação longe de Jesus. Nossa falhas em sermos justos vem de uma falha em se alegrar em nossa legal justificação em Cristo. Nossa falhas na santificação, sermos como Jesus- vem de um erro de orientação para a nossa justificação. Nunca mudaremos a menos que entendemos como o nosso coração resiste ao evangelho e continua buscar auto-salvação através da idolatria.


Quem prega uma renovação pelo evangelho deve sempre falar sobre os ídolos escondidos, mostrando as caracterísiticas particulares de falhar em crer no evangelho. Fazendo isto prevenimos as pessoas de mudarem por um comportamento moralista, que leva a insegurança, raiva e culpa e morte espiritual. Ao invés disto, devemos focar no evangelho e na obra de Cristo.


No capítulo há um pequeno esboço sobre a santificação. 


Santificação apenas pela fé?


As pessoas que concordam que é apenas pela fé,acreditam que a salvação é estritamente pela graça através da fé e esta livre salvação resulta numa obediência movida pela gratidão, no entanto, discordam sobre o papel exato  e da natureza do esforço no crescimento cristão.

Lutero diz que todo pecado é enraizado na idolatria, que é uma falha em acreditar em Cristo para a nossa salvação e justificação, e ele coloca que o único esforço do cristão é o esforço de crer no evangelho.  Isto pode levar a pensar que santificação é pela fé, enquanto que a justificação é uma questão de acreditar fervorosamente no evangelho.

Este tipo de linguagem tem levado alguns a cobrar de Lutero que ele está reduzindo os esforços cristãos a viver uma vida santa a nada mais que acreditar na justificação. Ele contradizem dizendo que santificação toma grandes esforços para além disto.

Keller diz que ambos os lados tem sua certeza, mas, os cristãos devem usar todos os meios possíveis para fazer a vontade de Deus. Se você sente um impulso de pegar uma pedra e ferir alguém, faça o que for necessário para evitar fazer isto. Não há razão para os crentes em um curto prazo, usem sua força de vontade se necessário, Deus merece nossa obediência, e nós devemos dá-la, mesmo se soubemos que nossos motivos estão impuros e misturados. 

Obediência não é a mesma coisa que mudança.  Todo esforço é alimentado por alguma motivação, e se nossa motivação não é o evangleho, então nós não estaremos obedecendo a Deus para o seu bem.Nem haverá uma mudança permanente em nosso caráter.

Em curto prazo, devemos simplesmente obedecer a Deus porque isto é certo e é um dever. Mas, a longo prazo, a melhor forma de moldar nossas vidas e escapar da influência mortal dos pecados que nos assediam é movendo o coração com o evangelho.



Só se o nosso maior amor é o próprio Deus podemos amar e servir a todas as pessoas, famílias, classes, e só a graça salvadora de Deus pode trazer-nos ao lugar onde estamos amando e servindo Deus só para si e não para o que Ele pode nos dar. Se não entendermos o evangelho, estamos sempre obedecendo a Deus para o nosso bem e não por Ele.


segunda-feira, setembro 13, 2010

Gregg A. Ten Elshof: I Told Me So: Self-Deception and the Christian Life

Um livro cristão sobre o auto-engano, um tema que era tão caro a Calvino. O livro coloca que o auto-engano é um fenômeno social, numa sociedade viciada em autenticidade e também, é um excelente amigo em tempos de necessisdade.

O livro auto-engano não é um livro de auto-ajuda, mas um guia que nos ajuda a encarar as verdades em nossa vida e o lugar da Verdade nela. (continua)

Self-deception is a major part of what defeats spiritual formation in Christ. In self-deception the individual or group refuses to acknowledge factors in their life of which they are dimly conscious, or even know to be the case, but are unprepared to deal with: to openly admit and take steps to change. As a result, those factors continue to govern their actions and shape their thoughts and emotions. (loc. 19-22)

Each of these beliefs offers me a certain kind of satisfaction. A discovery to the effect that I was in error about any of them would be pretty upsetting. If I discovered that the seeming depth of my friendships was a sham, I would be significantly disappointed.Loc. 109-10


The beliefs I have about myself and others do not need to be true to bring me satisfaction. I only need to believe them. Sustaining depth of friendship is hard work - as is growing in Christ

Loc. 114-15
The apostle Paul explains in his letter to the Galatians how self-deception enables those who are nothing to think that they are something (Galatians 6:3),Loc. 128-29
Aquinas picks up the theme and suggests that "ignorance is sometimes directly and intrinsically voluntary, as when one freely chooses to be ignorant so that he may sin more freely.Loc. 135-36
elevated authenticity to a place of primary importance in their understanding of the virtuesLoc. 167-68
Being true to oneself became a - or, in some cases, the - chief good. Self-deception, then, was given a promotion in the ranking of vices.Loc. 169
But my point is that the elevation of "authenticity" as a virtue carries with it a promotion for self-deception among the vices. So, to the degree that we value authenticity, we will be averse to the suggestion that we are self-deceived.Loc. 192-94
I'm convinced that I've got false beliefs, but each of my beliefs, when I consider it, seems true to me.Loc. 237

Rather than trying to work up behavior consistent with what we think we believe, we should be begging with the man who wanted desperately for Jesus to free his son from the demon that possessed him, "I believe; help my unbelief!" (Mark 9:24).

Loc. 276-77

So the possibility of self-deception rears its head whenever there is a kind of felt pressure associated with believing something.Loc. 277-78
But with very few exceptions, no one has any trouble acting out their beliefs. You do act in accordance with your beliefs.

So believing what is false is not essential to having been a victim of deception. One might fall prey to deception and nevertheless believe whats true - perhaps by sheer luck!




domingo, agosto 08, 2010

D. Martin Lloyd-Jones: Romanos 8:14

Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus.

Romanos 8:14

Há o começo de um novo ponto aqui que se estenderá até o vs. 17.  O grande tema deste capítulo é a segurança do cristão, conforme Lloyd-Jones.

“A mensagem do capítulo é a segurança e certeza da salvação, ou, como prefiro expressá-lo, a certeza absolura da perseverança final de todos quantos foram justificados em Cristo Jesus pela fé” p.201

O tema, então, é a certeza absoluta da salvação final, completa e total do cristão, incluindo até mesmo o seu corpo. Este tema teve início no capítulo 5, quando Paulo introduz a doutrina cardinal da união do cristão com Cristo, como ele estivera em Adão, agora está em Cristo.

O homem que está em Cristo, não tem mais condenação- Rm. 8:1-. Não está mais debaixo da lei no sentido da condenação, mas debaixo da graça. A final, completa e total libertação do pecado é garantida pela habitação do Espírito em nós.

“Se o Espírito de Cristo não está em nós, não somos dele, mas, se Ele está em nós, somos dEle, e, como o apóstolo nos demonstrou em detalhe, o Espírito realiza e continuará realizando a nossa santificação”. p. 202

 

O comentarista nota que há um processo no pensamento paulino, primeiro, ele nos fala que a mortificação das obras do corpo é guiada pelo Espírito, é Ele que nos leva a fazer isto. E desse mesmo modo, Paulo chega a sua declaração, que somos filhos de  Deus. Ninguém a não ser o cristão, mortifica as obras da carne, ninguém senão o cristão submete-se ao Espírito Santo. esta é a prova positiva que somos conduzidos pelo Espirito Santo, e assim, filhos de Deus.

O tema da filiação liga-se a certeza e segurança da salvação e não a santificação. É um erro, a interpretação popular que diz que o capítulo 6 fala da santificação, o 7 do cristão incompleto e o 8 da santificação completa. Segundo Lloyd-Jones, a santificação aqui é subsidiária, porque a santificação nunca pode ser considerada com um fim em si mesma.

Dizem eles: Aqui estou eu, um  cristão, mas estou sendo derrotado, e maior de todas as perguntas é: como posso ficar livre da minha vida de fracassos como cristão? Como posso obter  vitória e viver a vida vitoriosa? Essa é a abordagem. Por isso a questão da santificação se torna maior e mais importante. Todavia a maior preocupação do apóstolo é que saibamos e compreendemos que somos filhos de Deus, que nos regozigemos e louvemos a Deus e clamemos Abba Pai, que nos libertemos do espírito de escravidão. Seu desejo é que estejemos tão certos e seguros disso que, não importa o que nos sobrevenha de fora, permaneceremos plenamente confiantes em que somos herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo, se com Ele sofremos, também com Ele seremos glorificados” p. 204

 

Glorificação vindoura.

Segundo o comentarista, o interesse de Paulo aqui está na glorificação vindoura, e não na santificação. O que interessa é a glorificação final que inclui o nosso corpo, pois este é o objetivo final e não a santificação.

A proposição que somos filhos de Deus está ligada à segurança, nega e desmente o atual ensino popular que fala muito sobre a paternidade universal de Deus e sobre a fraternidade universal do homem- e assim, a salvação universal, que apregoa que toda a humanidade será salva, até mesmo os anjos decaídos e o próprio diabo.

A Bíblia divide a humanidade toda num ou noutro destes dois grupos: ou somos povo de Deus, ou não somos povo de Deus. Somos salvos ou perdidos, estamos vivendo ou perecendo (…) Ou somos filhos de Deus e temos olhos postos na glória futura, ou a ira de Deus permanece sobre nós. Nesta vida e neste mundo o nosso destino eterno é decidido. Somos confrontados por estas duas possibilidades. Este é o tema mais importante da Bíblia. Somos chamados para fugir ou separar-nos de um mundo condenado, a fugir da ira vindoura, a sair, a separar-nos, como pessoas pertencentes a Deus. (…) Somente são filhos de Deus aqueles, e tão-somente aqueles, que são guiados pelo Espírito de Deus, diz o apóstolo. E, como veremos, toda a substância da idéia de adoção torna isso absolutamente essencial. Não há nenhum sentido na doutrina da adoção, a não ser que o nosso postulado básico e fundamental seja que todo homem é por natureza filho da ira, como Paulo diz em Efésios 2:2” (p. 207)

O comentarista traça um paralelo entre o texto e Galatas 4, sobre a diferença entre a criança e ser filho. que a posição neo testamentária é distinta do antigo testamento e devemos ter consciência disto.

Outro ponto levantado é a filiação de Adão, a ele pertencemos por natureza, e assim, somos filhos da ira.

“O Senhor Jesus  é o unico Filho de Deus, Seu Filho unigênito, Ele está só, nessa posição; Ele é único, o Filho unigênito do Pai, único filho de Deus de Deus gerado. É completamente antíbíblico dizer que todos os seres humanos são filhos de Deus” p. 211

Sendo assim, a adoção é o ato de Deus pelo qual Ele nos recebe e nos inclui em Sua família. A adoção deve ser entendida como um ato legal, gerido pela lei. Segundo o pregador, não é idêntica à justificação,aproxima-se a ela. Porque quando Deus diz legalmente, em termos forenses,  que considera uma pessoa justificada em Cristo, ele também adota aquela pessoa como membro da sua família santa. A adoção deve, então, ser pensada como um grande ato legal de Deus para conosco.

Foi Deus quem nos adotou, o cristão não é só alguém que foi adotado, podemos dizer conforme Lloyd-Jones, que houve uma mudança com ele, aconteceu o novo nascimento. A adoção por Cristo não é somente algo externo, já que estamos nEle- 1Jo 3:9, 2Pe 1:4-.

“Ele assumiu nossa natureza, e nessa natureza estamos nEle, e assim, dessa maneira extraordinária, somos participantes da natureza divina, meditante a humanidade de Cristo e nossa união com Ele. Somos membros do Seu corpo. Por isso não estacamos ao chegarmos a adoção, regozijamo-nos no fato de que, com resultado do novo nascimento, somos nascidos de Deus, somos participantes da natureza divina” p. 212