terça-feira, janeiro 30, 2007

Crescimento Integral

Crescimento Integral da Igreja de Paschoal Piragine Ed. Vida

A igreja projetada por Jesus Cristo cresce como movimento — não se limita a ser um monumento. A sua tarefa é fazer discípulos em todas as dimensões, como diz Orlando Costas, citado por Paschoal: “Aumento no número de membros, desenvolvimento da vida orgânica, aprofundamento na reflexão da fé, serviço eficaz no mundo e a celebração litúrgica”.
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O livro é uma compilação da obra de Costas com a movimento de Propósitos, Celular e Rede Ministerial, enfim, o livro é um bom começo para aqueles que querem que a igreja tenha, enfim, seu crescimento saudável.
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DIMENSÃO DIACONAL
"Crescer na dimensão diaconal é tornar-se relevantea um povo, é instaurar ética em um mundo corrompido e corrupto, é mudar a face das coisas ainda que todos digam que é impossível, é marar mesmo quando não desejam que amemos, é caminhar na contramão da sociedade e instaurar na Terra, nas palavras de John Stott, a contracultura cristã" p. 46
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CRESCER PARA DENTRO
"Se cada salvo não conseguisse descobrir, por meio dos relacionamentos, o sabor da comunhão cristã, se cada indíviduo a despeito de idade, raça, nível cultural ou social, não encontrasse seu lugar na comunidade, e se não provássemos, com ações práticas, que as pessoas valem mais que as coisas, tudo não passaria de um discurso religioso" p. 68
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CRESCER PARA FRENTE
"O discipulado foi introduzido como estilo de vida, e, com o resultado, pudemos definir nossa visão da seguinte forma: "levar pessoas a buscar um relacionamento intenso com Deus, amar e servir ao próximo e fazer Jesus conhecido entre todos os povos, no poder do Espírito Santo" p. 69
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SERVIÇO DE AMOR AO MUNDO
"Os seguidores de Jesus são a igreja visível. Seu discipulado é ação visível por meio da qual se resssaltam no mundo, ou então, não são discípulos. E o discipulado é visível como a luz na escuridão, como monte que se eleva na planície ... Não se trata de tornar Deus visível, mas que as obras de Deus sejam vistas e que os homens glorifiquem as obras de Deus (Mt 5:16) Tornam-se visíveis a cruz e as obras da cruz, tornam-se visíveis a carência e a renúncia dos bem-aventurados... Assim vêem a cruz e a igreja da cruz e crêem em Deus" Renne Padilla na p. 87
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MOBILIZAÇÃO DOS SALVOS
"A igreja deve ajudar os salvos a descobrirem os seus dons espirituais e se engajarem nos ministerios nos quais esses dons possam ser utilizados para instaurar o reino e, consequentemente, a glória de Deus" p. 95
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IGREJAS DE ESPERA
"A igreja tem de votlar-se para fora, para o mundo ... Precisamos reconhecer que as igrejas têm se transformado em igrejas de espera para as quais se espera que as pessoas venham. Sua estruturas herdadas ressaltam e encarnam essa visão estática. Pode-se dizer que nós corremos o risco de perpetuar estruturas de vinda, em vez de substitui-las por estruturas de ida. Pode-se dizer que a inércia tem substituído o dinaminismo do evangelho e da participação na missão de Deus. Além disso, nossas estruturas estáticas, inflexíveis e centralizadas são estruturas heréticas, pois elas incorporam uma doutrina herética na igreja" John Stott na p. 105
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MISSÃO INTEGRAL
"A Missão integral nos conclama a viver um compromisso radical com Deus, que seja demonstrado em ações de amor para com os homens, ao mesmo tempo em que nos tornemos um testemunho resistente contra satanás, pois somos, cremos e vivemos o poder transformador de Jesus" p. 185
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Voltando as Disciplinas

Voltando a ler O ESPÍRITO DAS DISCIPLINAS de Dallas Willard.

"A cura bíblica para o mundanismo entre cristãos é encher o coração e a vida com as bênçãos eternas de Deus, de modo que haverá uma alegre preocupação e um desprendimento das coisas que não são espirituais" Chafer na p. 98

"Então esses mestres disseram que o corpo exterior era o corpo da morte e do pecado. Eu procurei mostrar seu erro; pois Adão e Eva tinham um corpo exterior antes da morte e do pecado vir sobre eles; o homem e a mulher terão corpos quando o corpo do pecado e da morte for retirado; quando forem renovados na imagem de Deus, por meio de Jesus Cristo, àquilo que eram antes da queda" George Fox, p. 109



A PSICOLOGIA DE PAULO DA REDENÇÃO- O EXEMPLO.


“Então, seguir Jesus- ou seguir o exemplo de Paulo- fica desprovido de significado pratico. Não expressa uma estratégia de viver nossa existência cotidiana;no máximo, concentra-se apenas em certos momentos especiais ou artigos de fé. Isso, por sua vez, torna impossível para nós compartilhar de suas experiências e consistentemente manter um comportamento como o deles- o qual, afinal, apoiava-se em suas experiências, e essas experiências resultavam de como eles organizavam suas vidas. Desde que não compartilhamos com els do mesmo comportamento, somos deixados com muita universa sobre eles e uma aplicação ocasional de sua linguagem à nossa experiência. A única maneira de superar essa nossa alienação da vida deles é tomar as práticas de Jesus e de Paulo como algo essencial para a nossa vida em Cristo”
p. 117


“Nosso fracasso mais grave hoje é a incapacidade de providenciar direção prática efetiva de como viver a vida de Jesus. Creio que isso se deve à perda do realismo bíblico em nossas vidas” p. 129


“A nova vida em Cristo não é uma vida interior de crenças e imaginações. É uma vida pessoal, incorporada, dentro do contexto social. A grande revelação que Pedro recebeu de Jesus como “o Cristo” era genuína. Entretanto, os eventos subseqüentes provaram que só aquilo não transformou sua vida. Aquilo que ele viveu, isso sim, mudou sua vida. O mesmo aconteceu com o próprio Senhor, que aprendeu a obedecer por meio daquilo que sofreu (Hb. 5:8-9). Uma psicologia adequada da redenção deve estabelecer este ponto crucial. E os escritos de Paulo e toda a Bíblia devem ser lidos à luz disso” p. 131




A HISTÓRIA E O SIGNIFICADO DAS DISCIPLINAS


“As disciplinas são atividades que implantam em nós, em nosso corpo, que é o recepiente de nossas habilidades e defeitos, uma prontidão e uma capacidade de interagir com Deus e com nosso ambiente de forma espontânea”. p. 172

“O desejo de fazer a vontade divina só pode ser transformado em realidade quando damos passos para nos encontrarmos com Deus e nos aproximarmos dele com nossas ações”p.174

DISCIPLINAS DE ABSTENÇÃO
Solitude
Silêncio
Jejum
Frugalidade
Castidade
Discrição
Sacrifício

DISCIPLINAS DE ENGAJAMENTO
Estudo
Adoração
Celebração
Serviço
Oração
Comunhão
Submissão


SOLITUDE ‘é uma prova terrível, pois ela serve para encarar o casulo de nossas seguranças superficiais. Ela abre o abismo desconhecido que todos carregamos dentro de nós...revela o fato de que esses abismos são mal-assombrados” Louis Bouyer na p.184

CASTIDADE
“A essência da castidade não é a supressão do desejo, mas a total orientação da vida do individuo em direção a um objetivo” Dietrich Bohoeffer
COMUNHÃO
"O fogo de Deus queima mais alto quando a lenha é empilhada e cada acha sente a chama da outra. Os membros do corpo devem estar em contato a fim de sustentarem-se uns aos outros"p. 211
CONFISSÃO
"Somente a confissão torna possível a comunhão profunda, e a falta dela explica muito da superficilidade encontrada nas igrejas. O que torna a confissão suportável? A comunhão. Há uma reciprocidade essencial entre as duas disciplinas". p. 213
A POBREZA É ESPIRITUAL?
"Confiar, amar e servir à riqueza é uma progressão lógica, na qual chegamos à condição em que colocamos nossos bens, por meio de nossas ações, acima dos valores supremos da vida humana ou mesmo acima de DEus e seu serviço"p. 221

domingo, janeiro 28, 2007

Pointing the way

Over the course of each month, John Mullan deconstructs a notable novel available in paperback.
He concludes his series on JM Coetzee's Booker-winning Disgrace by considering the title
Saturday June 22, 2002The Guardian

Both novelists and their publishers care very much about titles, knowing that they are the way in which a book first reaches out to its potential readers. Coetzee's title seems forbidding rather than inviting. It does not just declare an unconsoling theme, it insists on it. We are being told what the novel - for all its characters and locations and events - is really about.

The title sensitises a reader and shapes interpretation. "The whole thing is disgraceful from beginning to end," David Lurie's ex-wife says of his affair with his student. "Disgraceful and vulgar too." Because of the book's title, we notice her easy, vulgar use of "disgraceful", an empty expression of exasperation. People should not be so foolish. We notice too how "disgrace" means so much more than she realises. In this novel, disgrace is what enables an ultimate kind of self-recognition.


Refusing to display the token penitence demanded by his university, Lurie comes to experience a deeper feeling of disgrace. He is made to feel old, futile, ashamed. The would-be "servant of Eros" is a mere predator. He is driven to a strange "ceremony" of self-abasement before the family of the girl he has forced himself on; "he gets to his knees and touches his forehead to the floor". He tries to accept "disgrace as my state of being". He loses everything as a punishment for the affair and disgrace is his feeling that this is what he deserves.

Coetzee is not alone among practising novelists in announcing his works with one-word abstractions. In recent years, there have been plenty. Salman Rushdie's Shame and Fury, Peter Carey's Bliss, Anita Brookner's Providence and AS Byatt's Possession. Most recently there has been Ian McEwan's Atonement. They risk sounding like novels with theories in mind by writers with an academic training, taught to prize stories for their significant "themes". Each title is a hefty nudge to the future undergraduate, a clue as to how an essay should go.


Novelists started using abstract-noun titles at the beginning of the 19th century for essentially didactic purposes. As well as those that came in pairs - Elizabeth Inchbald's Nature and Art (1796) or Jane Austen's Sense and Sensibility (1811) - there were novels like Mary Brunton's Self-Control (1811) and Maria Edgeworth's Patronage (1814). The lessons of these were unswerving. Brunton's heroine discovers the joys of "chastened affection" and "tempered desires". Edgeworth's novel displays in endless detail the evils of patronage.

The one subtle early example is Austen's Persuasion (a title decided by her brother after her death, but probably in accordance with her wishes). The novel explores what persuades people not to follow their inclinations, but does not exactly recommend or condemn "persuasion".
With modernism, such titles became open to ironical use by writers such as Joseph Conrad. His novel Chance (1914) shows how actions are determined by psychological necessity; Victory (1915) is about the salvation that may be found in defeat. When Conrad died, he left a novel, tantalisingly incomplete, called Suspense. He also wrote a wonderful novella called Youth (about not being young any more) which, not coincidentally, is the title of Coetzee's most recent novel.
In Disgrace, those who feel disgraced are also those who are punished. Lucy is gang-raped, but the men who do it are happy with themselves. It is she who seems to taste disgrace, taught the lesson of her weakness and made to suffer for the sins of her white tribe. As if she deserved it.


Lurie cannot save his daughter. "Lucy's secret; his disgrace". He is stripped of all that once gave him power and authority. He has become a "dog-man". He observes that the unwanted dogs he helps put down "flatten their ears" and "droop their tails", "as if they too feel the disgrace of dying". As if disgrace were the recognition of what is most terrible in life.


So, in the end, Coetzee's title is rather like those tutelary titles of the early 19th century. It suggests not just a theme but a lesson. Disgrace is salutary, even necessary. It also contests in advance the common assumption that the novel is some kind of allegory of the state of South Africa. The singular abstraction of this title suggests that the book wants to bring to life some universal condition.
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ainda Desonra

Poucos romances se revelam tão ariscos à qualificações definitivas quanto esse econômico e elegante ‘Desonra’. Brilhante reflexão sobre o caos provocado pelas repentinas mudanças das relações sociais na África do Sul pós-apartheid, ‘Desonra’ também aponta para uma série de outras questões presentes no coração de qualquer sociedade e indivíduo – as difíceis exigências da velhice, a matizada relação entre homens e mulheres, o desencontro das gerações e seus impasses; a decadência da imaginação humanística, do erotismo; a tensão e contraste entre os valores urbanos e rurais, cujo pensamento ‘arcaico’ se mostra indiferente à ‘sofisticação’ do homem citadino. A personagem que ‘encarna’ (e sofre) essas contradições e acidentes é o inesquecível professor universitário David Lurie, repentinamente afastado de seu cargo por um estranho processo de assédio sexual, e que ‘foge’ de seus problemas mergulhando no coração rural de seu conturbado país em mudança. Ao final da leitura, Lurie sobrevive inteiro na mente do leitor: um homem comum, nem frágil nem forte, cujos instrumentais – seu intelecto, seus livros, seu ‘prestígio’ – relevam-se praticamente nulos para lidar com o mundo que o cerca, com a sucessão de problemas e desafios que, um após o outro, caem-lhe sobre a cabeça. Essa nova África do Sul, com sua falsa moral, com sua nova ética, que se modifica alheia à sua vontade e controle, parece até mesmo, quando não revela indiferença, alimentar um prazer em sua queda, acumular uma vitória mesquinha face sua desgraça, que se mostra não apenas sintomática, como inexorável e esperada.
vinicius jatoba
Desonra é um livro sobre o inevitável, a dor que nunca será curada, assim é Lucy tentando amar o filho do estupro do ódio, acobertando-se protegida nas mãos de que deixou ela viver a violência.
Como a dor da desonra de ser humano corre rápido, e só é sentida quando descoberta, será? O arrependimento não tem lugar num espaço onde não existe tempo para vestir máscaras, mas apenas para vestimenta da dor do dia.
This is Africa, um país de muitas refinações e provações, um continente que engloba a violência moderna do assédio até o mais ardil complô para um estupro coletivo, a Àfrica que pune ocidentalmente os vestígios e que ignora as violências mais arbitrárias.
A África tem se demonstrado o ponto de encontro entre o ocidente e o oriente, entre o moderno e o passado, e tudo segue para um denominador humano comum: a desonra da violência.

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Desonra

Sucesso de crítica e de público, 'Desonra' conta a história de David Lurie, professor de literatura que é expulso da universidade após ter um caso com uma aluna. Com um ritmo narrativo que magnetiza o leitor, o romance investiga as relações entre uma cultura humanista e a situação social explosiva da África do Sul pós-apartheid.

COETZEE, J. M.

Vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 2003, autor de ficção, ensaios de crítica literária e memórias, já publicou mais de uma dezena de livros. Foi professor nos Estados Unidos e atualmente leciona literatura na Universidade da Cidade do Cabo. Recebeu prêmios na França, na Irlanda e em Israel e foi o primeiro autor agraciado duas vezes com o Booker Prize, por Desonra (1999) e Vida e época de MIchael K (1983), ambos publicados pela Companhia das Letras, que lançou também A vida dos animais (2002) e O mestre de Petersburgo (2003), que foi publicado pela primeira vez no Brasil pela editora Best Seller com o título Dostoiévski, o mestre de São Petersburgo.