terça-feira, maio 29, 2007

Ex-blog CEsar Maia 27.05.06

COMO NAS NOVELAS CLÁSSICAS DE DETETIVE, A PERGUNTA FICA NO AR (OU NA TERRA): A QUEM INTERESSA TUDO ISSO POLITICAMENTE?

1. Todas os regimes autoritários se estabelecem passando por um mesmo processo: desmoralizando o poder legislativo. Com Napoleão III, foi assim, e depois referendado por um plebiscito. Com Hitler também e da mesma forma. A Duma foi desmoralizada entre fevereiro e outubro até culminar com a tomada do poder na Rússia. O discurso de Getulio que estabeleceu o Estado Novo dizia que os partidos iam levar o país à desordem e que por isso não haveria eleições em 1938. E não vamos longe: Chávez fez isso com um poder legislativo eleito. Rafael do Equador, outro dia fez o mesmo, acumpliciando-se com o TSE e cassando mandatos. E por aí vão, exemplos e exemplos.

2. Todos estão inteiramente de acordo com identificar evidencias de corrupção -de quem for- investigar, processar e aplicar a força da lei. Mas -do ponto de vista político- a análise deve dar foco a lente. Explica-se: nem todos os casos são iguais, mas a forma de vazar e divulgar pode dar o foco que politicamente interessa.

3. Cada grampo vem acompanhado da informação que o foi por ordem judicial. Mas sabe-se que às vezes a ordem judicial dá cobertura ao grampo já feito. Um aparelho de grampo -normal- grava 600 telefones simultaneamente. Surgem suspeitas e se vai na direção e então se pede autorização. É como uma rede de pesca predatória: pega tudo e aproveita o melhor.

4. O uso da algema desmoraliza. Mas se o preso não oferece qualquer sinal de resistência, a algema não pode ser usada. Mas, as imagens com algema e sem algema, tem pesos diferentes. A prisão preventiva se dá quando o acusado em liberdade possa prejudicar a investigação, desfazer provas, etc... Portanto os casos devem ser objetivos e não de qualquer forma, pois a conseqüência será muito mais o espetáculo que a solução dos casos. Por isso os vazamentos e prisões começam legitimando os fatos e escandalizando. Depois vem o foco. Elementar!

5. Terá sido coincidência que o foco destacado dos fatos tenha sido os dois principais lideres do PMDB? Dois senadores que indicaram o ministro das Minas e Energia. E logo em seguida a revista Veja tem acesso a informações contra um deles e presidente do senado. É lógico que jornalisticamente a revista teria que publicar. O ponto não está na revista, mas quem passou a informação e entregou os dados e com que objetivo.

6. Que o senador responda pelo que é acusado. Mas politicamente o problema não é esse. O problema é porque o foco deste vazamento? Na Câmara de Deputados o governo tem -por enquanto- maioria sólida. No Senado não tem maioria. E tem menos ainda para matérias polemicas. E vem aí as prorrogações da CPMF e da DRU. A quem interessa enfraquecer o Senado?

7. O Lula já declarou várias vezes que é o Congresso que não aprova as reformas, etc... Mas se 90% das leis aprovadas são da iniciativa e interesse do executivo, porque não apresenta as leis das tais reformas? Elementar meu caro Watson: o objetivo central é desmoralizar, enfraquecendo o legislativo e preparando o momento para um plebiscito ou algo parecido. E usar a corrupção em base a fatos verdadeiros é um instrumento tão sutil quanto eficiente. E o Povo em sua indignação, "quer ver sangue".

8. Este Ex-Blog fez uma nota semanas atrás, chamando a atenção no mesmo momento do anúncio de um comissário do politburo para ministro da Justiça, que viria isso. A KGB. A Gestapo. Não demorou muito. É mais fácil ainda quando há fatos gravados para demonstrar. O bem vindo e necessário objetivo policial é o meio. O fim é a desmoralização do legislativo.

9. Quem não deve não teme. O Congresso deve perder a inibição e defender a democracia. Enquanto é tempo.

segunda-feira, maio 28, 2007

The Transformation of Kinship in the New Testament

by Gabriel Andrade

One of the most challenging questions asked of Jesus is to be found in Matthew 22: 23-30, Mark 12: 18-24 and Luke 20: 27-35. The Sadducees, who did not believe in the resurrection, address Jesus, telling him the story of a widow who, because of the Levirate law, ends up marrying seven brothers sequentially. "In the resurrection, whose wife shall she be of the seven? for they all had her" (Matthew. 22: 28). The Sadducees wish to embarrass Jesus by driving him to a logical jam, attempting to show the impossibility of resurrection. But, Jesus answers: "Ye do err, not knowing the scriptures, nor the power of God. For in the resurrection they neither marry, nor are given in marriage, but are as the angels of God in heaven" (Matthew. 22-30).

Jesus manages to overcome the challenge of the Sadducees and affirms his prescription of love. The Sadducees only think in terms of mimetic rivalry: if the Kingdom of God exists, it is threatened by the brothers’ jealousy over their wife. Jesus’ answer is a way, once again, to proclaim a Kingdom free of mimetic rivalry: brothers who shared a wife will not be rivals, because there are no husbands and wives in the resurrection: only angels all participating of God’s love.

This is a most important passage for mimetic theorists and Girardians. It further proves Jesus’ program of love, placing emphasis on the need to avoid mimetic rivalry. But, the passage is also significant for another important reason: it is one among many passages that display a reaction against traditional concepts of kinship. (...)


Jesus has come to bring the sword and not peace. His message is profoundly apocalyptical, for in a world where once the truth is known, sacrifice no longer works, and the cultural institutions it supports come tumbling down. Perhaps one of Jesus’ most disturbing words are to be found in what is known as the "Little Apocalypse" in Mark 13. There, he announces the terrible violence that the world will bear. One of the most eerie announcements is: "And brother will deliver up brother to death, and the father his child, and children will rise against parents, and have them put to death" (Mark 13: 12).

For Raymund Schwager, this passage was of capital importance for his biblical hermeneutics: "At the end of time, conflicts among human beings will become so severe that even the most intimate family relationships will be incapable of healing the rifts, or even of covering them up. To be sure, deadly persecutions within families are not mentioned in general but only in connection with the gospel. But this could very well become the occasion for special enmities, precisely because it uncovers the hidden truth among family members as well as among others" (2000: 149). Even the core of society, the family, will be threatened by the gospels’ revelatory power. Kinship will no longer function, for it is based upon a sacrificial violence that the gospels have made ever more difficult.



Entendes o que lês?


Um guia para entender a Bíblia com auxílio da exegese e da hermeneutica
de Gordon D. Fee et Douglas Stuart
Edições Vida Nova


"Fazer esse texto significar alguma coisa que Deus não pretendeu é abusar do texto, não usá-lo. Para evitar erros deste tipo, devemos aprender a pensar exegeticamente, ou seja, começar no passado, lá e então, e fazer assim com todos os textos" p. 21

domingo, maio 27, 2007

sábado, maio 19, 2007

Por que ainda ser cristão Hoje?


De Hans Küng...



"Só poderá subsistir uma sociedade que se orienta pela verdade, e não apenas a que se orienta pela felicidade" Weizsacker



só quando se envolve com o único infinito é que o homem chega à liberdade em relação a tudo quanto não passa de finito. Dizem os críticos do cristianismo: Deus escraviza os homens. Mas o contrário é que é verdade: só quando se liga a Deus e à sua vontade e que o homem deixa de ser escravo dos poderes e bens deste mundo, da sociedade e da história

(p. 71)


A essência do cristianismo é simplesmente este Jesus de Nazaré como o Cristo. E o que é um cristão? É aquele que, em sua caminhada individual (e todo cristão tem a sua própria caminhada individual), se esforça (mais do que isso não é exigido) por orientar-se por este Jesus Cristo.

(p. 89)