quarta-feira, julho 04, 2007

Esboço de Igreja


"Uma igreja que não compreenda sua vocação em relação às pessoas em aflição, e para a qual o ensinamento e a pregação não correspondam aos problemas levantados pela situação atual, uma Igreja que não se ponha inteiramente no trabalho de responder à urgência dessa tarefa esmagadora, celebrará seu próprio funeral. Oxalá cada cristã individualemente possa ver claramente o que sua fé implica: enquanto ela não passa de uma espécie de agradável torre de marfim que o dispensa de pensar em outrem, enquato ela lhe oferece um alíbi fácil e faz dele um ser duplo, ela não é autêntica"

Esboço de Dogmática, Karl Barth, p.41-42

Pr. Marcos na polinter

terça-feira, julho 03, 2007

Outra fé



A maioria dos discipulos contemporâneos busca crescer na fé para que possa usufruir mais de Deus. São poucos os que buscam crescer na fé para que possam ser mais úteis nas mãos de Deus.


Os heróis da fé não são heróis por serem muito abençados, mas porque abençoam a muitos.


Fé crer que Deus tem para nós planos de paz e felicidade, para nos dar um futuro. Somente quem crê assim é livre para deixar de pensar em si e experimentar a liberdade necessária para que as mãos sejam mobilizadas na direção do serviço ao próximo.


Não quero a fé que espera Deus trabalhar por mim. Quero a fé que me faz trabalhar para Deus;. Não quero a fé que me faça prosperar entre meus irmãos. Quero a fé que me faça cooperar e servir para que meus irmãos prosperem. No fundo, acho que sou movido por ambições maiores: não quero apenas ser fiel, quero ser herói da fé. Não me basta ser o tipo de homem que é digno do mundo. O que quero mesmo é ser o tipo de homem do qual o mundo não é digno.








Ed Rene Kivitz, Outra Espiritualidade, p. 187-188.

segunda-feira, julho 02, 2007

Outra espiritualidade

Ed René Kivitz Outra Espiritualidade Ed. Mundo Cristão

Missão integral
"A igreja é a comunidade da graça, comunidade terapêutica, agência de transformação social, sinal histórico do Reino de Deus, instrumentalizada pelo Espírito Santo enquanto serve incondicionalmente a Jesus Cristo, Rei dos reis, Senhor dos senhores, a quem seja glória eternamente, amém" p. 57


"Jesus nunca orou em busca de poder. Na verdade, sempre advertiu seus discipulos a respeito das armadilhas do poder. Seu reino não seria de servos, mas de amigos, e seus amigos deveriam reinar não como poderosos, mas servos. Jesus esteve ocupado em manter-se submisso ao Pai, guardando a exata relação de dependência e rendição. As expressões de poder seriam consequências naturais. Curar pessoas, expulsar demônios, andar sobre as águas, alimentar multidões, ressuscitar mortos e falar com autoridade eram os bons frutos da árvore boa, que mesmo sendo em forma de Deus, não teve por usurpação aferrar-se aos seus direitos e prerrogativas divinas. Esvaziou-se, assumiu a forma humana e vestiu os trajes de servo, pois sabia que, no mundo dos homens, o poder seduz e degrada quem o possui, mas o amor constrange os corações na direção de Deus Pai. Mesmo porque o inferno, ainda imperfeitamente, imita o poder de Deus, mas jamais é capaz de um mínimo gesto de amor" p. 72-73

Padre Antonio Vieira:
"a Palavra de Deus apresentada com sentido inverso ao pretendido por Deus ao proferi-la não é palavra de Deus; é palavra do Diabo" p. 65

"Ministérios institucionalizados não se preocupam em transformar vidas de dentro para fora, querem mesmo é conquistar o mundo e organizar uma sede internacional" p. 87


"A conversão já não implica transformação, e os frutos dignos do arrependimento já não são esperados ( Mt 3:8). Pior do que a adesão institucional, a legitimidade da conversão está vinculada à satisfação do cliente. Convertido não é aquele que se tornou nova criatura ( 2Co 5:17), mas aquele para quem Deus funciona, em que funcionar equivale abençoar". p. 90

Outro Casamento.


"O compromisso conjugal não é um atalho para o prazer indolor, mas um passo na direção da coragem para o autoconhecimento, da transformação e do crescimento pessoal, no intercâmbio de forças e fraquezas, em que um faz o outro melhor, muitas vezes às custas de atrito e faísca, pois somente o ferro com ferro se afia. Costumo dizer que durante a vida de solteiro nos estragamos, e o casamento é a principal resposta terapêutica de Deus. Quem não quer crescer, vencer limites emocionais, rescrever sua história, exorcizar seus demônios, fica solteiro e pula de paixão em paixão, em relações que são eternas enquanto duram. Isso sem falar na saúde das futuras gerações e no equilíbrio sistêmico possível apenas a uma sociedade que saiba valorizar a família" p. 45

Ed Rene Kivitz, Outra Espiritualidade.