sábado, setembro 15, 2007

Wolfhart Pannenberg Fé e Realidade


É somente do Deus da Biblia que a realidade na qual vivemos foi revelada como historia, como um evento que é sempre novo e aberto ao futuro, o qual aponta na direção de possibilidades imprevisíveis que podem ser entendidas a luz do futuro derradeiro, ou do fim dos tempos. (p.23)

Wolfhart Pannenberg Fé e Realidade Ed. Fonte Editorial

Coma este livro!


O caráter autoral das Sagradas Escrituras foi estabelecido como pessoal nas figuras do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ele era pessoal e por isso era também relacional, o que significava que a leitura é também relacional, o que significava que a leitura e a audição das Escrituras exigia participação pessoal e relacional. Esse fato foi acompanhado pelo reconhecimento de que essas Escrituras, nas quais Deus estava revelando tudo o que Ele é, também incluíam tudo que nós somos: há uma participação pessoal e abrangente de ambos os lados, do autor e do leitor.

Eugene Peterson, Coma este livro, p. 28

Coma este livro!

O carater autoral das Sagradas Escrituras foi estabelecido como pessoal nas figuras do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ele era pessoal e por isso era também relacional, o que significava que a leitura é também relacional, o que significava que a leitura e a audição das Escrituras exigia participação pessoal e relacional. Esse fato foi acompanhado pelo reconhecimento de que essas Escrituras, nas quais Deus estava revelando tudo o que Ele é, também incluíam tudo que nós somos: há uma participação pessoal e abrangente de ambos os lados, do autor e do leitor.

Eugene Peterson, Coma este livro, p. 28

Concepções inadequadas acerca da importância do cristianismo

Por que deveriamos esperar conhecimento sem questionamentos e sucesso sem diligências? Embora generosa, a mão da Providência não concede seus dons para seduzir-nos à preguiça. Ela concede seus dons para nos despertar para o esforço. Ninguém espera chegar às alturas do aprendizado, das artes, do poder, da riqueza ou da gloria militar sem resolução vigorosa, diligencia incansável e perseverança inabalável.

Ainda assim, esperamos ser cristãos sem trabalho, estudo, ou questionamento! Isto é o mais absurdo de tudo, porque o cristianismo, uma revelação de Deus e não invenção do homem, nos mostra novas relações com suas tarefas correspondentes. Ele também contem doutrinas, motivações e preceitos que lhe são peculiares. Não podemos esperar de modo razoável nos tornar competentes por acidente, assim como se alguém possa aprender de maneira insensível as máximas da política mundial ou um sistema de comportamento simples. (p.22)


William Wilberforce , Cristianismo Verdadeiro Editora Palavra.

sexta-feira, setembro 14, 2007

Ainda o Desejo de Status.


POLÍTICA

“como se acredita nas sociedades são praticamente meritocraticas, entende-se que as realizações financeiras são merecidas. A capacidade de acumular dinheiro é valorizada por refletir a presença de pelo menos quatro virtudes cardeais: criatividade, inteligência, coragem e perseverança. A presença de outras virtudes- humildade ou piedade, por exemplo- raramente merece atenção. As realizações não são atribuídas, como nas sociedades do passado, à sorte, à providencia divina ou a Deus- um reflexo da fé das sociedades laicas modernas na força de vontade do individuo. Os fracassos financeiros, da mesma forma, são considerados merecidos e o desemprego carrega parte da vergonha da covardia física das épocas guerreiras. O dinheiro é imbuído de uma qualidade ética. Sua presença indica virtude de seu possuidor, como os bens materiais que ele pode comprar”.(p.191-192)

“A idéia de um símbolo de status, um objeto material caro que confere respeito a seu proprietário, repousa na idéia disseminada e nada improvável de que a aquisição dos bens mais dispendiosos deve inevitavelmente exigir a maior de todas as qualidades de caráter” (p.195)

“A forma mais rápida de deixar de apreciar uma coisa pode ser compra-la- assim como a forma mais rápida de deixar de apreciar uma pessoa pode ser casar-se com ela. Somos tentado a acreditar que determinadas realizações e posses nos garantirão uma satisfação duradoura. Somos levados a nos imaginar escalando as encostas íngremes do penhasco da felicidade para chegar ao platô alto e amplo onde continuaríamos nossa vida; não somos lembrados de que logo depois de chegar ao topo, seremos chamados novamente para as planícies frescas da ansiedade e do desejo” (p.205)



CRISTIANISMO

"Em um mundo onde as construções seculares sussurram incansavelmente para nós sobre a importância do poder terreno, as catedrais no horizonte de grandes cidades podem continuar a proporcionar um espaço imaginário para as prioridades do espírito" (p.265)



Alain de Botton- O Desejo de Status- Ed. Rocco, 2004