terça-feira, abril 01, 2008

Através de outros


“ Devemos procurar Deus em todas as coisas. Não, contudo, como se procura um objeto perdido, uma ‘coisa’. Ele nos está presente em nosso coração, em nossa subjetividade pessoal. Procurá-lo é reconhecer este fato. Mas não podemos ter consciência disto como realidade a não ser que Ele nos revele sua presença. Ele não se revela simplesmente em nosso coração, mas através de outros. Revela-se a nós na Igreja, na comunidade dos que crêem, na koinonia dos que Nele confiam e O amam.

Procurar a Deus não é apenas uma operação do intelecto, nem mesmo uma iluminação contemplativa da mente. Procuramos a Deus esforçando-nos por nos entregarmos a Ele, a quem não vemos, mas que está em todas as coisas, através de todas as coisas e acima de todas as coisas.”

Thomas Merton.

Seasons of Celebration, de Thomas Merton
(Farrar, Straus and Giroux, New York), 1965. p. 115
No Brasil: Tempo e Liturgia, (Editora Vozes, Petrópolis), 1968. p. 224

O 'chesed' de Deus

O chesed* de Deus é uma misericórdia gratuita que não considera mérito, dignidade nem retribuição. É a maneira como o Senhor olha para os culpados e, com Seu olhar, torna-os imediatamente inocentes. Aos que fogem dele, esse olhar parece ira. Quando o contemplam, contudo, vêem que é amor e que eles são inocentes. (Sua fuga e confusão causadas por seu próprio medo os tornam culpados a seus próprios olhos). O chesed de Deus é verdade. É força infalível. É o amor por meio do qual procura e escolhe Seus eleitos e os une a Si. É o amor pelo qual Ele está desposado com a humanidade. Assim, se a humanidade Lhe for infiel, terá ela sempre uma fidelidade à qual voltar: Sua própria fidelidade. Ele se tornou inseparável do homem na chesed que denominamos ‘Encarnação’, ‘Cruz’ e ‘Ressurreição’. Ele também nos deu Sua chesed na Pessoa de seu Espírito. O Paráclito é a plenitude do mistério inefável de chesed. Assim sendo, nas profundezas de nosso ser existe uma fonte inexaurível de misericórdia e de amor. Nosso próprio ser se tornou amor. Nosso próprio ser se tornou o amor de Deus por nós e está cheio de Cristo, de chesed. Mas temos de nos aceitar e aceitar aos outros como chesed.”

* Palavra em hebreu que significa bondade; bondade que vai além do que normalmente seria esperado.

Seasons of Celebration, de Thomas Merton
(Farrar, Straus and Giroux, New York), 1965. p. 178-179
No Brasil: Tempo e Liturgia, (Editora Vozes, Petrópolis), 1968. p. 182

terça-feira, março 25, 2008

sexta-feira, março 21, 2008

Principles of interpretation



The principles of biblical interpretation are not arbitrary. They are derived from the character of the Bible itself as God's Word written, and from the character of God as revealed in it. We look for the *natural* meaning because we believe that God intended his revelation to be a plain and readily intelligible communication to ordinary human beings. We look for the *original* meaning because we believe that God addressed his word to those who first heard it, and that it can be received by subsequent generations only in so far as they understand it historically. Our understanding may be fuller than that of the first hearers (e.g. of the prophecies of Christ); it cannot be substantially different. We look for the *general* meaning because we believe that God is self-consistent, and that his revelation is self-consistent also. So our three principles (of simplicity, history and harmony) arise partly from the nature of God and partly from the nature of Scripture as a plain, historical, consistent communication from God to men.

John Stott
--From "Understanding the Bible" (rev. edn. London: Scripture Union, 1984), p. 182.

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