domingo, junho 29, 2008

Eric Clapton: autobiografia.




Acabei de ler a autobiografia de Eric Clapton, uma luta por identidade além da música e sobrevivência do vício e dessa falta de identidade pessoal por causa e pela música.
Bacana história, de que vícios não são tão facéis de serem largados assim.

O ingrediente comum da humanidade continua sendo um só: sofrimento, as vezes, bem musicado


Sailing down behind the sun,
Waiting for my prince to come.
Praying for the healing rain
To restore my soul again.

Just a toerag on the run.
How did I get here?
What have I done?
When will all my hopes arise?
How will I know him?
When I look in my father's eyes.
My father's eyes.

My Father´s Eye.

terça-feira, junho 17, 2008

quarta-feira, junho 04, 2008

terça-feira, abril 01, 2008

Através de outros


“ Devemos procurar Deus em todas as coisas. Não, contudo, como se procura um objeto perdido, uma ‘coisa’. Ele nos está presente em nosso coração, em nossa subjetividade pessoal. Procurá-lo é reconhecer este fato. Mas não podemos ter consciência disto como realidade a não ser que Ele nos revele sua presença. Ele não se revela simplesmente em nosso coração, mas através de outros. Revela-se a nós na Igreja, na comunidade dos que crêem, na koinonia dos que Nele confiam e O amam.

Procurar a Deus não é apenas uma operação do intelecto, nem mesmo uma iluminação contemplativa da mente. Procuramos a Deus esforçando-nos por nos entregarmos a Ele, a quem não vemos, mas que está em todas as coisas, através de todas as coisas e acima de todas as coisas.”

Thomas Merton.

Seasons of Celebration, de Thomas Merton
(Farrar, Straus and Giroux, New York), 1965. p. 115
No Brasil: Tempo e Liturgia, (Editora Vozes, Petrópolis), 1968. p. 224

O 'chesed' de Deus

O chesed* de Deus é uma misericórdia gratuita que não considera mérito, dignidade nem retribuição. É a maneira como o Senhor olha para os culpados e, com Seu olhar, torna-os imediatamente inocentes. Aos que fogem dele, esse olhar parece ira. Quando o contemplam, contudo, vêem que é amor e que eles são inocentes. (Sua fuga e confusão causadas por seu próprio medo os tornam culpados a seus próprios olhos). O chesed de Deus é verdade. É força infalível. É o amor por meio do qual procura e escolhe Seus eleitos e os une a Si. É o amor pelo qual Ele está desposado com a humanidade. Assim, se a humanidade Lhe for infiel, terá ela sempre uma fidelidade à qual voltar: Sua própria fidelidade. Ele se tornou inseparável do homem na chesed que denominamos ‘Encarnação’, ‘Cruz’ e ‘Ressurreição’. Ele também nos deu Sua chesed na Pessoa de seu Espírito. O Paráclito é a plenitude do mistério inefável de chesed. Assim sendo, nas profundezas de nosso ser existe uma fonte inexaurível de misericórdia e de amor. Nosso próprio ser se tornou amor. Nosso próprio ser se tornou o amor de Deus por nós e está cheio de Cristo, de chesed. Mas temos de nos aceitar e aceitar aos outros como chesed.”

* Palavra em hebreu que significa bondade; bondade que vai além do que normalmente seria esperado.

Seasons of Celebration, de Thomas Merton
(Farrar, Straus and Giroux, New York), 1965. p. 178-179
No Brasil: Tempo e Liturgia, (Editora Vozes, Petrópolis), 1968. p. 182