segunda-feira, novembro 17, 2008

Como Orar.

Como Orar.

sermão Rev. Tim Keller.
Texto base- Mateus 6:9-15.

Orar é uma coisa importante apenas para pessoas religiosas, para os outros é uma coisa impraticavel?
Hoje há uma busca por experiencias que tocam a nossa alma, e ela está bem na nossa frente, num dos textos mais comuns-familiar- que há na Bíblia.
Jesus coloca o seguinte: se há um vazio em nossa alma é porque nao sabemos como orar.


Aprender

O primeiro erro que cometemos ao orar é achar que será uma coisa fácil. Orar não é natural e nem é fácil.

JEsus acredita que deve ensinar-nos a orar.

ilustração
imagine um piloto de helicoptero novato, voando pela primeira vez, ele diz que isso será facil, que todos os botãos, comandos e tecnicas sao faceis, nem sua…que acontecerá….com certeza, o helicoptero irá cair porque ele nao sabe o que está fazendo.

outra ilustração
quando prego, por mais ruim que seja o sermão, nunca me esqueço de onde estou, ou o assunto principal por mais ruim que esteja…contudo, quando estou orando é tão facil esquecer que estou na presença do pai ou o que estou orando.

a dificuldade está que orar é uma coisa pessoal, nao há truques. algumas orações podem ser entediantes porque nao sabemos o que estou fazendo lá. é como ir numa festa, e sentar com pessoas que você não conhece, tente conversar por duas horas, será algo bastante dificil…. voce tem sempre que ficar procurando assuntos…
contudo, imagine você conversando com um amigo que ha muito nao ve, a conversa flui, o interesse é mutuo, ha felicidade.



base

é o nosso pai.
voce nunca terá uma conversa com alguém que não tenha uma base comum. tente falar com um estranho.
e nossa base, está em termos familiares, se deus é apenas seu rei ou seu criador a oração não funcionará. voce ficará com medo da autoridade e sempre estará pensando suas palavras.

se você acredita em cristo, voce terá a mesma liberdade que ele teve com o pai.
jo. 1:14
Gl 4:17-18
nascer de novo por si só não significa coisa alguma se você não desfruta de uma relacionamento familiar com deus. o poder de deus na sua vida, só vem quando você descobre que deus é seu pai.
o mesmo amor que deus teve por seu filho natural, jesus, ele tem por nós – esse é o segredo. imagina a diferença que fará se acreditassemos realmente nisto, nossa vida de oração mudará completamente.

Como você sabe se realmente é um cristão?
A nossa vida de oração é a resposta, nao está nos nossos atos, no nosso testemunho, está na oração, porque somente deus vê a nossa oração.
Há dois tipos aqui pessoas que oram.
1. Aquelas que usam Deus.

Ela tem seus objetivos: quero ser feliz, quero ser prospero,quero ser bem-sucedido ela chega a deus e diz diga-me o que você quer que eu faça, para ser assim ou ter isto. Tenho que ir na igreja, tenho que orar quantas horas, tenho que amar minha esposa?

2. Aquelas que servem a Deus.
Cristãos são aqueles que chegam a Deus, sabem que são falhos, e sabem que somente Deus pode salva-los, e chegam a Deus agradecidos e apenas dizem: Deus deixe-me servi-Lo.

Os que usam a Deus, somente oram quando há problemas. Nao ha um real interesse em servir e adorar a Deus, ha apenas um desejo de ser recompensado.
Outra diferença está na resposta da oração:
Quando Deus diz não, um que serve a Deus, sabe que está orando para o Pai, pois confia que Deus é quem sabe quais sao as melhores coisas para ele, ele sabe que nao está na igreja para Deus servir a ele, mas para ele servir a Deus.
Mas, o que usa fica com raiva.
Ambos estão nas nossas igrejas, mas a diferença entre eles está na vida de oração. Robert McCheyne diz- o que você é de joelhos quando ora a Deus é tudo que voce é espiritualmente e nada mais.

Adoração.
A oração sempre começa com adoração. No Pai nosso, há tres peticoes e o resto todo é adoracao, fala sobre Deus.

Exemplo
Jó- quando as coisas ruins chegaram para ele, ele somente orou assim- Senhor, tem que consertar isso, isso nao está certo. Ai, Deus falou com ele, mostrando quem Ele é. Ai, Jó parou com a reclamação, e começou a ser lembrar quem Deus é, e entendeu que tudo é graça e ele merecia coisa pior, ai começa a adoração e arrependimento.
A adoração coloca nosso coração na realidade de Deus, e a realidade de nossas motivações e necessidades, tudo passa a ser visto a partir da glória de Deus.

Um perigo que pode acontecer aqui é acreditar que Deus quer que sejamos miseraveis- Por exemplo, um pai leva um filho para uma loja de brinquedos, e diz, ta vendo garota, cada coisa incrivel, bem vamos embora porque nada disso é teu ou sera. Esta criança nunca mais poderá acreditar em seu pai.
Quando Adao e Eva estavam no jardim, Deus disse você nao pode comer toda arvore do jardim? (Gn 3:1). Nao, ele apenas disse nao coma desta arvore, porque vocês me amam. A serpente veio colocou a ideia que eles nao poderiam ter nada, que Deus é tirano, nao quer deixar voces serem felizes. Alguns que nao recebem certa coisas de Deus, começam a pensar assim.
Isso traz um tumor para nós, que apenas a adoraçao pode curar, e nos lembrar

sábado, novembro 15, 2008

Oração e Evangelho


Princípios

Uma das coisas mais básicas que o Evangelho faz é mudar a oração de simples petição para comunhão e a adoração da Sua glória. Gálatas 4:6-7 ensina-nos que, quando acreditamos no Evangelho, não só nos tornamos filhos de Deus legalmente, mas nós recebemos o Espírito, a fim de nos tornamos filhos. O Espírito leva-nos a dirigir nossa voz apaixonadamente a Deus como nosso tenro e amado Pai.. O Espírito chama Abba '(4:7). No versículo próximo, Paulo refere-se a esta experiência como "conhecer Deus" (4:8). Nós não só acreditamos e sabemos que Deus é santo e amoroso, mas nós realmente experimentamos contacto com o seu amor e sua santidade numa comunhão pessoal com ele.
Ninguém tem um profundo conhecimento sobre o evangelho e a oração do que Jonathan Edwards. . Edwards concluiu que a mais essencial diferença entre um cristão e um moralista é que é um cristão obedece a Deus se deleitando naquilo que Ele é. O evangelho significa que não estamos obedecendo Deus para conseguir alguma coisa, mas para dar-Lhe prazer, porque vemos o seu valor e beleza. . Por isso, o cristão é capaz de tirar o poder da contemplação de Deus. Só podemos chegar e pedir coisas-petição.. Sem o evangelho, não podem conceber um Deus que é santo ,mas sempre será, intimidatório e só pode ser abordado com petições se formos muito bons. Ou nós, talvez, podemos conceber um Deus que é essencialmente amoroso e responde a todos positivamente. Para a primeira abordagem "Deus" é assustador; o segundo é aproximar-se Dele não é algo significativo. Assim, sem o evangelho, não há possibilidade de paixão e deleite de louvar a Deus ao chegarmos junto Dele.

Patologias.

Há duas distorções comuns que acontecem com a oração, que advém da falta de orientação do Evangelho em nossa vida de oração. Aqui está uma descrição pratica disto:
Por um lado, nossa oração pode ser uma luz sem calor.
Pode haver longas listas de coisas pelas quais oramos, longas listas de versos bíblicos que lemos, e longas listas de coisas que temos de lhe agradecer. Yet there is no fire. Entretanto, ainda não há fogo. Why? Por quê? Se perdermos o foco na glória de Deus no evangelho como a solução para todos os nossos problemas, então estamos desenvolvendo a oração como se fosse uma lista de supermercado, fazendo-as desesperadamente cada vez mais. When we are done, we only feel more anxious than before. Quando fazemos isto,ficamos apenas mais ansiosos que antes. A presença de Deus não é sentida porque Deus está sendo apenas usado- e não está sendo adorado.

Entretanto, nós devemos sempre lembra que a primeira coisa que precisamos é uma nova perspectiva sobre as nossas necessidades e problemas. Nós devemos sempre entrelaçar elas com arrependimento sobre a nossa descrença e indiferença com a Graça de Deus. Assim, devemos orar dentro partindo dentro da gente, vendo se o que pedimos é ou não é para o nosso Salvador,nosso Deus e Sua Gloria. Mas, se depois que nos arrependemos e refinamos nosso desejo, nos devemos orar internamente que Deus é nosso Pai e quer nos dar coisas boas, então nós poderemos pedi-las com confiança. Também, vemos que a Graça alcança nossas petições, e então podemos nos alegrar e adorar que nós estamos prontos para aproximarmos de Deus, e sermos bem vindos em Cristo.
Esta é uma oração centrada no Evangelho, melhor que uma petição angustiada. Nossos desejos são sempre idolatras em certo grau, e quando nos oramos sem lidar com isso em primeiro lugar, vamos encontrar apenas mais ansiedade. Ao invés disso, devemos sempre dizer- “ Senhor, deixe-me ver sua glória como nunca antes, deixe-me ser limpo por sua graça que toda preocupação, auto-defesa, raiva e indiferença saia de mim”. Então, quando nos voltamos a Deus pedindo qualquer coisa, estas coisas estarão sobre uma perspectiva correta. Nos iremos dizer: “Senhor, eu peço isto porque eu acredito que isto o glorificará – então me ajude conseguir isto, ou me ajude a ficar sem isto”. Se o foco central e total de toda oração é a gloria de Deus e o Evangelho, nossas petições individuais serão feitas com grande paz e confiança.

Calor sem luz.
Ao contrário, da luz sem calor que são centradas na ansiedade das petições pessoais- luz sem calor. Esta oração possui muito fogo e emoção. Centrada em afirmar coisas audaciosamente no nome de Jesus. Imagens de conflitos e militares são geralmente usadas aqui. Muitas vezes, essas orações são ditas de uma forma pouco natural, num tom dramático com mudanças de voz.
Agora, se (como indicado acima) a oração está focada no evangelho e na gloria de Deus, e isto com a ajuda do Espírito Santo, esta gloria se torna real para nos como a contemplamos, então haverá paixão, e talvez uma emoção dramática e forte. Mas uma oração de calor sem luz sempre tem um começo emocional e dramático. Acho que efetivamente muita gente gosta de orar desse modo estão reagindo contra as orações de petição ansiosas que vimos antes. Mas, a resposta deles é simplesmente injetar emoção e drama naquelas listas.

Esse tipo de oração também não é centrada no Evangelho. Assim como muitos peticionários ansiosos são legalistas e falham por não se apoiarem na Graça de Deus, estas pessoas também se tornam porque se apóiam apenas na intensidade de suas orações. Existe um sentimento de que se eu orar bastante e não ter nenhuma duvida, Deus irá me ouvir. Muitas pessoas acreditam que elas devem suprimir todas as dúvidas, e trabalhar com tremenda confiança se quiserem ser ouvidas.
Além disso, muitas vezes problemas pessoais são tratados em abstrato. As pessoas podem dizer: “ Senhor, clamo por vitoria sobre minha amargura” ao invés de perceber que é a Fé no Evangelho que poderá curar nossa preocupação e amargura.
Ironicamente, esta é a mesma coisa que o peticionário ansioso faz. Não há um entendimento sobre como purificar as necessidades e as petições com a contemplação da Glória de Deus que está no evangelho até que esta perspectiva seja combinada com alegria e um profundo arrependimento, por exemplo, “Senhor, eu experimentei muito medo,-mas eu sei que Tu és a fortaleza da minha vida. Magnificado seja seu nome em minha visão. Deixe teu amor e tua gloria penetrarem em mim, até que meu medo perca. Está escrito que nunca me abandonará, e é minha pura incredulidade que me leva a negar isto. Perdoa-me, cura-me”.
Então, ironicamente, nós vemos que as orações luz sem calor e o calor sem luz são ambas nascidas da mesma raiz. Elas provém das boas obras de justiça, uma convicção que nós podemos ganhar o favor de Deus, uma falta de entendimento a respeito da livre adoção e justificação.

Prática
Como podemos viver uma vida pratica de oração centrada no Evangelho?
Através da comunhão e meditação.
Esta essencial disciplina é a meditação na verdade. Meditacao é o cruzamento de duas outras disciplinas: estudo bíblico e oração. Meditacao é ambos,ainda que não é apenas um ou outro- é uma mistura dos dois. Muitos de nós, primeiro estuda a Bíblia, e então, se move para uma lista de oração, mas esta oração está desvinculada daquilo que acabamos de estudar na Bíblia. Contudo, meditação é orar a verdade (que acabamos de estudar) para dentro da nossa alma até que ela pegue fogo. Por fogo quero dizer – até que ela seja uma parte integrante de nosso ser pessoal- com Você pessoalmente, então ela molda o que pensamos, movendo nossos sentimento, e transformando nossas ações. Meditação é colocar dentro de nós a Verdade.
A analogia mais próxima para meditar na verdade é o caminho que uma pessoa faz avidamente quando lê uma carta de amor. Sua lágrima abre ela, e você dá peso a cada palavra escrita. Você nunca diz simplesmente, "Eu sei dissso" mas "o que isto quer dizer? O que ele ou ela realmente queria falar com isto?" Você não a lê rapidamente apenas para sua informação- você quer saber o que está no fundo dos pontos e frases. E mais importante, você quer mergulhar na carta e se moldar por ela.
Agostinho dizia que na meditação, a alma se ascende para dentro de Deus, em três partes: retentio, contemplatio e dilectio.
Primeiro, retentio signifca a distilação das verdades da Escritura e manuntenção dela centralizada em sua mente. Isso significa estudo e concentração na passagem da escritura para apenas entender ela, então você achará sua verdade. Retentio é aprender o que a passagem diz. Há muitos livros sobre estudo da Bíblia e interpretação que pode nos ajudar aqui.
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Segundo, "contemplatio", significa olhar para Deus através de sua verdade. Isto coloca e responde questões como:
  • O que isto quer dizer sobre Deus, o que me revela sobre ele?
  • Como eu posso adorar a ele através isto?
  • Como eu posso humilhar a mim mesmo diante dele através disto?
  • se ele é realmente assim, que diferença isto fará esta verdade particular sobre o modo como eu vivo hoje?
  • Quais comportamentos errados, emoções prejudiciais, atitudes falsas resultam em mim quando eu esqueço quem Ele é?
  • Como poderia minha vizinhança, minha família, minha igreja, meus amigos serem diferentes se eles vissem isto profundamente?
  • Minha vida está demonstrando que eu lembro e vivo isto para eles?
  • Senhor, o que você está tentando dizer para mim sobre você, e o por que você deseja que eu saiba isto agora, hoje?
Acima de tudo, o propósito da contemplatio é mover-se de um ponto de vista objetivo analítico para uma pessoa que lida com Deus como ele é. Isto é, ela relaciona-se com Deus diretamente, mudando cada pensamento do que conhecemos a respeito para um conhecer diretamente- movendo de conhecer um fato a respeito dele para um realmente vendo Ele com seu coração- para adorar, para maravilhar, para descansar nele, ou para ser sacudido por Ele, para ser humilhado por Ele. Uma coisa é você estudar como uma peça de música e outra é tocá-la. Uma coisa é você lapidar um diamante, polindo e verificando o corte, e outra coisa é você ficar em frente a ele, deixando que ele tire seu fôlego.
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Terceiro, dilectio significa deleite e gozo no Deus que estamos olhando. Você começa suas orações e confissões e aspira por ele com base numa verdade digerida e meditada. Se você mover. Você mudou a aprendizagem para uma meditação pessoal, então, dependendo da sua agudeza espiritual, das circunstâncias da sua vida neste momento, e da soberania de Deus, você começa a ter uma experiência com Ele
As vezes, ele é suave, algumas vezes é forte, e por vezes você vai estar numa sequidão. Contudo, quando você está meditando (contemplatio) e você, de repente, encontrar novas idéias vindas sobre você e fluindo em você, aí escreva isto e mova seu louvor diretamente, confessando e delitando-se. Isto é (como Lutero dizia) o Espírito Santo pregando para você.


Texto original: Payer and The Gospel
fonte: http://www.redeemer.com/connect/prayer/prayer_and_the_gospel.html

sábado, outubro 11, 2008

Um antropologo em Marte

O livro de Oliver Sacks se baseia em casos extraordinários e paradoxais, um pintor que vira daltonico, um cirurgião que sofre de síndrome de Tournet, e um cego que após 40 anos volta a ver.
Sobre os cegos, há um comentário interessante:
"Nós, com a totalidade dos sentidos, vivemos no espaço e no tempo; cegos vivem num mundo só de tempo. Porque os cegos constroem seus mundos a partir de sequências de impressões (táteis, olfativas, auditivas) e não sendo capazes, como as pessoas com visão, de uma impressão simultânea, de conceber uma cena visual instantânea. Efetivamente, se alguém não consegue mais ver no espaço torna-se incompreensível- mesmo para pessoas muito inteligentes que se tornaram cegas relativamente tarde na vida"....
Citando John Hull-
"o espaço é reduzido ao seu próprio corpo, e a posição deste é conhecida não pelos objetos que passaram por ele, mas pelo tempo que esteve em movimento...para o cego, as pessoas não estão lá se não falam...as pessoas estão em movimento, são temporais, vêm e vão. Aparecem do nada,desaparecem".
SACKS, Oliver Um antropologo em Marte Cia de Bolso, p. 128-129.

terça-feira, setembro 30, 2008

A arquitetura da Felicidade

Acabei de ler, o livro do quase-filósofo, quase-auto-ajuda Alain de Botton, sobre a arquitetura dessa vez. O livro tem o mérito de todo livro do autor é divertido, abre uma curiosidade sobre pontos que influenciam a nossa vida diariamente e não nos damos conta.


De Botton acredita que o ambiente afeta as pessoas de tal modo que não seria exagero dizer que a arquitetura é capaz de estragar ou melhorar a vida afetiva ou profissional de alguém. Uma de suas teses é a de que o que buscamos numa obra de arquitetura não está tão longe do que procuramos num amigo. Ao construir uma casa ou decorar um cômodo, as pessoas querem mostrar quem são, lembrar de si próprias e ter sempre em mente como elas poderiam idealmente ser. O lar, portanto, não é um refúgio apenas físico, mas também psicológico, o guardião da identidade de seus habitantes. Seguindo esse raciocínio, o autor conclui nesta obra que quando alguém acha bonita determinada construção, é porque a arquitetura reflete os valores de quem a elogia. Pode até mesmo expor as idéias de um governo. Cada obra de arquitetura expõe uma visão de felicidade.





















Uma opinião favorável do Washigton Post:

Building for Beauty

Close to halfway through "The Architecture of Happiness," populist philosophe Alain de Botton finally gets to his central point, when he quotes Stendahl: "Beauty is the promise of happiness." For much of the 20th century, Modernism denied this connection between beauty and happiness. But in the 21st century, architects, artists, scholars and critics are returning to the subject. Mr. de Botton's book is an interesting and perhaps important addition to the debate over the emotional effect that our cities and buildings have on us.

[The Architecture of Happiness]

Thinkers have begun approaching the subject from many directions. Christopher Alexander, an architect and mathematician, explores the intersection of beauty, the senses and feeling in his four-volume series "The Nature of Order." Israeli architect and professor Yodan Rofe walks people around his country's cities, recording their emotions as they stroll. The result: Specific locations routinely elicit certain emotions. In a book called "Emotional Design," computer science professor Donald Norman analyzes, as his subtitle has it, "Why We Love (or Hate) Everyday Things."

Now joining this burgeoning area of study is Mr. de Botton, the Swiss-born author of "How Proust Can Change Your Life" (1997), a fixture on British television who lives in London. Taking architecture seriously, he writes, means acknowledging the importance of our surroundings, even "conceding that we are inconveniently vulnerable to the colour of our wallpaper." The buildings we admire, he says, are ultimately those that refer, whether through materials, shapes or colors, to such positive qualities as friendliness, strength and intelligence.

Our sense of beauty and our understanding of the nature of a good life are intertwined, Mr. de Botton observes. We seek associations of peace in our bedrooms, metaphors for generosity and harmony in our chairs, and an air of honesty and forthrightness in our water faucets. We can be moved by a column that meets a roof with grace, by a Georgian doorway that demonstrates playfulness and courtesy in its fanlight window.

[Architect Thomas Leverton's  fanlight window (1783) in London's Bedford Square]

Architect Thomas Leverton's fanlight window (1783) in London's Bedford Square

The buildings we create today often contradict these ideas of harmony, happiness and beauty. In 2001 in Berlin, the architect Daniel Libeskind made an aggressively angular and intentionally upsetting building for the Jewish Museum, to record what he calls the "displacement of the spirit" that took place during the Holocaust. That's appropriate for a Holocaust memorial, but Mr. Libeskind inappropriately used the same disturbing geometries for art museums in London and Denver.

Mr. de Botton registers the unhappy legacy of so many inhospitable structures and discusses at length why we need more optimistic buildings today, maintaining that one role of architecture is to supply the qualities missing in a particular society at a particular time. Ancient Greeks had no need to bring nature into their cities because nature was all around them, at close quarters. But in the 19th-century industrial era, when cities grew by leaps and bounds, we romanticized nature and created great urban retreats like New York's Central Park. Mr. de Botton cites the 18th-century German philosopher Friedrich Schiller, who thought his countrymen were in contact only with their flaws and thereby prone to melancholy and self-destructive poses. "Humanity has lost its dignity," he wrote, "but Art has rescued it and preserved it in significant stone." Schiller wanted, instead of art that affirmed society's flaws, an "absolute manifestation of potential," like "an escort descended from the world of the ideal."

We allow contemporary architects like Daniel Libeskind to do the opposite as they attempt to reflect the fragmentation and isolation of contemporary society. We allow this for two reasons. First, many of us expect to be confused or disturbed by modern buildings. We find them dispiriting, but we're assured by experts and the media that they're admirable structures. Second, we're told that architects like Mr. Libeskind are geniuses, so we think we must respect their work. In a Pavlovian way, we see an ugly building and think: "great."

"The Architecture of Happiness" rightly tells us to trust our senses and personal experience. The bad news is that Mr. de Botton sometimes makes his case in such an intellectualized way that he undermines the emotional resonance that he is seeking. Still, he brings a refreshing outsider's perspective to his subject. He closes by observing: "We owe it to the worms and the trees that the buildings we cover them with will stand as promises of the highest and most intelligent kinds of happiness." Stendhal would have agreed.

Mr. Massengale, an architect and urbanist, is the author, with Robert A.M. Stern and Gregory Gilmartin, of "New York 1900." He is a visiting critic at the University of Miami and the University of Notre Dame.



Uma opinião contra achada no Guardian:

A punch in the façade



Jonathan Glancey finds that, although beautifully packaged, Alain de Botton's latest book, The Architecture of Happiness, misses the point



We meet John Ruskin early on in Alain de Botton's tantalising book on ideas of what makes a beautiful building, how architecture affects us and how architects might shape buildings that increase our chances of happiness. De Botton quotes him describing the basilica of St Mark's, Venice, as "a Book of Common Prayer, a vast illuminated missal, bound with alabaster instead of parchment, studded with porphyry pillars instead of jewels, and written within and without in letters of enamel and gold".
Ruskin matters because he looked at architecture, and described it, with great honesty. There was no layer of intellectual gauze separating his eyes from the stones of Venice. He is a patron saint of sorts to every writer since who has tried to approach architecture honestly. In comparison, De Botton's musings feel somehow secondhand or one stage removed from the subject. Physically, this is a very pretty book, beautifully laid out and illustrated, but it is rather like a seductive box of deluxe Swiss chocolates, the contents of which prove to be stale and rather less substantial than the packaging.
De Botton does raise important, if familiar, questions concerning the quest for beauty in architecture, or its rejection or denial, yet from beginning to end, one is left with the feeling that he needs a choir of earlier authors to walk him across the daunting threshold of Architecture itself. These range from Epictetus, a first-century Stoic philosopher, and St Bernard of Clairveaux, to Sigmund Freud, Rainer Maria Rilke and Ludwig Wittgenstein who, famously, designed and built a rather difficult house for his sister, Gretl, in Vienna.
His approach to the subject is essentially literary - he appears to see buildings mostly through texts - so he is given to making extraordinary claims. "Architecture is perplexing ... in how inconsistent is its capacity to generate the happiness on which its claim to our attention is founded." I have looked long and hard at the bricks, stones and concrete of the Ziggurat of Ur, Albi Cathedral, Stuttgart railway station and even the pilgrimage chapel by Le Corbusier at Ronchamp, and found no promise of happiness in any of these great buildings. If architecture's capacity to generate happiness is inconsistent, this might be because happiness has rarely been the foundation of architecture.
My examples are monuments. What about houses? Here is De Botton: "Not only do beautiful houses falter as guarantors of happiness, they can also be accused of failing to improve the characters of those who live in them." But why should they? What is beautiful is not necessarily good. Many of the most beautiful houses in history, designed by architects, have been commissioned by monstrous or simply not very nice people. Unabashed, De Botton suggests that: "The objects we describe as beautiful are versions of the people we love."
De Botton appears to live a refined and rather precious world of his own, but one he imagines to be inhabited by other people - his "we" - who feel the same way about architecture and life as he does. "Touring cathedrals today", he observes, surprised by the numinous interior of Westminster Cathedral, "with cameras and guidebooks on hand, we experience something at odds with our practical secularism ..." Again, who are "we"? Roman Catholics, devout Jews, Muslims, Hindus, Buddhists, Bible-thumpers?
Significantly, when discussing the break-up of classical notions of architectural beauty in the late 18th century, citing the example of Stawberry Hill, Horace Walpole's playful Middlesex villa, De Botton lists "the factors which fostered the Gothic revival - greater historical awareness, improved transport links, a new clientele impatient for variety", yet fails to mention religion, and particularly the Catholic revival in England that spawned an architect, and crystal-clear writer, Augustus Welby Pugin, to whom we owe the appearance of the Palace of Westminster. And that of The Grange, a Kentish house that inspired a line of thinking that led to the Modern villas of Le Corbusier, who had read both Pugin and Ruskin, and whose own writings were as journalistically direct as a punch in the façade.
Throughout, De Botton conflates literary ideas and values with those of architecture. Wedged into a window seat on a jet to Japan, he "turns to The Pleasure of Japanese Literature (1988) by the American scholar Donald Keene", who "observed that the Japanese sense of beauty ... has been dominated by a love of irregularity rather than symmetry, the impermanent rather than the eternal, and the simple rather than the ornate. The reason owes nothing to climate or genetics ... but is the result of the action of writers, painters and theorists who have actively shaped the sense of beauty of their nation." Yet even the most exquisite Japanese architecture has been shaped as much by the danger of earthquakes, a poverty of buildable space and by a historic paucity of building materials as by art.
De Botton has not really written a book about architecture. He never once discusses the importance of such dull, yet determining, matters as finance, property development, planning laws, politics, economic fluctuations, much less inventions such as the lift or steel or reinforced concrete or computer-aided design. He appears to believe that architects are still masters of their art, when increasingly they are cogs - burnished yet by the legacy of Borromini, Brunelleschi and all the greats - in a global machine for building in which beauty, and how Alain de Botton feels about it, is increasingly irrelevant.
· Jonathan Glancey's Eyewitness Companions: Architecture is published by Dorling Kindersley next month. To order The Architecture of Happiness for £15.99 with free UK p&p call Guardian book service on 0870 836 0875. guardian.co.uk/bookshop

quarta-feira, agosto 20, 2008