terça-feira, dezembro 16, 2008

Ministros de Misericórdia

Ministries of Mercy : The Call of the Jericho Road Timothy J. Keller
PR Publishing
Capítulo 1: Chamado para a Misericórdia.

Keller começa este capitulo dando sua visão da Misericórdia:

"Misericordia para toda a gama de necessiade humana é uma essencial marca do ser cristão e isto pode ser dado como um teste para avaliar a verdade de sua fé"

A misericória não é opcional ou uma adição ao ser cristão. Mais do que isso, uma vida cheia de atos de misericórdia é um sinal de uma verdadeira fé.

Keller é claro em suas primeiras linhas, uma vida cheia de atos de misericórdia é o sinal da fé verdadeira presente na pessoa.

Seu ponto inicial é a Parábola do Bom Samaritano.

O perito na lei tentar fazer uma armadilha com Jesus, e Jesus responde para ele, pedindo que resumisse a lei. O expert diz-lhe o que está em Dt 6:5: a lei exige um coração e mente totalmente submetido e absorvido em Deus e Lv 19.18, ela exige que temos que satisfazer as necessidades dos outros, com toda a velocidade, o entusiasmo, a energia, e a alegria com que buscamos fazer as nossas. Ao que Jesus respondeu: fazei isto e viverei.

Os dois princípios refletem a santidade de Deus e a o débito fundamental que temos em ajudar a todos. Já que Deus nos deus, nós devemos entregar tudo aos outros.

Contudo, Jesus não está aqui dizendo que faça boas obras ou uma boa perfomance e encontrará salvação. Na verdade, ele está ressaltando a impossibilidade de viver tais coisa. Jesus está apontando para a perfeita justiça que Lei demanda, que ele será incapaz de cumpri-la.

Keller faz uma ligação entre esta historia e a do jovem rico em Marcos 10:17-22, o jovem rico alegou ser obediente à lei, e Jesus diz para ele vender tudo que possui, e dar tudo aos pobres, e segui-lo. Ele ficou triste, porque tinha grandes posses. Jesus estava vendo se ao menos o jovem rico passava pelo 1o testamento, amar a Deus sobre todas as coisas. O Evangelho é o evangelho do reino, até que nós engreguemos o nosso coração a Jesus como rei, não podemos ter nada. O ministério da misericórdia é custoso, e nossa vontade de carregar isso é sinal crítico de nossa submissão ao senhorio de Cristo (p. 36)

Misericórdia não é opcional.

Os evangélicos hoje não são de modo algum contra a ajudar os necessitados e doentes. Mas o trabalho de ajuda social é geralmente analisado como algo secundário. É algo que temos de fazer, se houver tempo e dinheiro no orçamento, depois de estarmos satisfeitos com os nossos ministerios evangelisticos e de ensino.

Esta parabola balança este conjunto de prioridades, Jesus usa o trabalho da misericordia para nos mostrar qual justiça é que Deus exige em nossos relacionamentos.

Veja Tg 2:15-16 e 1Jo 3:17-18

A surpreendente verdade é que o trabalho de misericordia é fundamental para ser um cristão.


domingo, dezembro 14, 2008

Verdadeiramente a comunidade

Truly the community : Romans 12 and how to be church


Marva J. Dawn







Durante o livro, Marva J. Dawn vai usar o conceito de Hilariedade para descrever o que seria a comunidade cristã, não como o uso contemporaneo de alegria barulhenta, mas referindo-se a palavra grega hilarotês, que Paulo usa em Rm 12:8, quando convida aqueles que tem o dom para mostrar misericordia exercendo com alegria. A palavra Hilariedade é usada para descrever o espirito da comunidade cristã, sumarizando todos os aspectos que serão explicados no livro, nomeando a alegre esperança que pode caracterizar o povo de Deus. (p.x)





1. Getting the connections - tomando as conexões










Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. Romanos 12:1










Nos tres capitulos anteriores Paulo está lutando com a dificuldade de situar os judeus no plano de Deus. Apos muita procura, ele acaba se rendendo , e exclamando que nao pode descobrir. Os caminhos de Deus são muito magnificos para que ele possa entender. Então, ele usa Is. 40:14 e Jó 41:11 em voo extasiado pela Hilariedade:










Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Pois, quem jamais conheceu a mente do Senhor? ou quem se fez seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dele, e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém




Em resposta a esta grandeza, Paulo se apressa em convidar-nos a ofertarmos nossos corpos em sacrificio. Note-se que nos primeiros 11 capitulos, Paulo fala sobre formulaçoes doutrinais, nos capitulos 12-16, ele busca discorrer sobre o amor na comunidade um pelo outro.




A carta de Paulo aos romanos é incomum porque ele não é o fundador do cristianismo ali, e numa havia estado ali antes. Contudo, ele gostaria muito de visitar Roma e a viu como um ponto base donde poderia pregar na Espanha - Rm 15:23-24-. A igreja em Roma foi estabelecida por cristãos que vieram para a cidade imperial das diversas cidades onde Paulo e outros haviam pregado. Consequentemtente, ele conhecia alguns membros desta igreja (Rm 16).




Nos vivemos em uma era desperadamente necessitada de um tipo de amor que esta carta descreve, que é , o amor encontrado, e expressado através da hilariedade. Contudo, tal amor não pode ser criado através dos nossos recursos proprios. Deve estar conectado a transformações de vida, experiencias vindas de Deus e seu amor, do poder que nos livra do legalismo, e da imensa fidelidade de Deus para com seu povo.




Muitas coisas pode bloquear nossa visão. Nossas varias atitudes ruins- do orgulho , do interesse proprio ou ganancia- podem impedir-nos de vermos as misericordias de Deus. Esta é uma das razões pelas quais precisamos da comunidade cristã- para restaurar a hilariedade nos lembrando de ver as misericordias de Deus mais cuidadosamente e por nos ajudar a reposnder a elas de maneira mais fiel.




2. Dois modos de ofertas de corpos.




Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. Romanos 12:1




A palavra corpos pode ser interpretada para significar tanto individuos como também as varias casas-igreja da congregação em Roma. O resultado do sacrificio é a santa Hilariedade, a verdadeira alegria que nos tanto ansiamos.


Primeiro, a palavra grega soma é usalmente interpretada para significar nossos corpos fisicos. Neste sentido, Paulo apela para cada um de nos colocarmos numa relacao com Deus e com os outros. Isso está em Rm 6:13, quando ele coloca nosso corpo individual como instrumento da retidão ou nos lembra que nossos corpos são a morada do Espirito Santo e devem ser assim tratados - 1 Co 6:19-20.


A oferta dos nossos corpos tem varias implicações, uma delas é a adoração, não somente com nossos labios, mas com todo o nosso ser. Nos não podemos ser cristãos apenas intelectualmente, nos devemos responder ao amor de Deus com nossas palavras e atitudes em amor, nossas emoções e ações.




Quando nos oferecemos nossos corpos, nos queremos dar a Deus o melhor que nos podemos, e colocar todo nosso ser nessa oferta. Nossa motivação em fazer isto é a Hilariedade criada pela revelação do seu imenso amor e graça expostas nos primeiros 11 capitulos de romanos.




A palavra ofertar releva também liberdade, não somos coagidos, ao contrário, ofertar é um presente da nossa escolha.

Quando estamos cheios da gratitude pelo amor de Deus, Paulo diz, que poderiamos responder com a ofertar de nossos corpos como sacrificio, vivo e santo e aceitavel a Deus. O primeiro atributo é vivo, apresenta-se como um paradoxo a palavra sacrificio que implica uma oferta que seria queimada, um tipo de sacrificio que implica morte. O misterio da vida cristã é que podemos realmente oferecer a nos mesmos a Deus apenas quando abrimos mão de nos mesmos. - Ver Galatas 2:20.

O desafio de Paulo para nos é que sempre que abrimos mão de nos mesmos, em direção a uma oferta completa de nos mesmos, nós experimentamos a profundeza da Hilariedade em nossa vida.


A segunda interpretação possivel para soma é que a palavra corpo em Rm 12:5 significa a igreja como o organismo vivo de Cristo, então, aqui o termo plural refere-se as igrejas-casa que havia na congregação de Roma, esta interpretação faz sentido, pois Paulo busca que as igrejas busquem se juntar num sacrificio mutuo para o serviço e adoração, num todo coeso.





3.Set Apart and Acceptable - Separado e aceitável.



Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. Romanos 12:1



Seções anteriores de Romanos nos colocam a par de uma terrível realidade, nossos sacrifícios não são perfeitos. No capitulo 7, Paulo descreve a batalha da vida cristã, uma constante guerrra entre os desejos distorcidos e a vida cheia do Espírito Santo. Martinho Lutero, daqui, tirou sua conclusão: somos ao mesmo tempo santos e pecadores.

Nós somos santos porque Deus declarou que somos, através não de como nós atuamos, mas do que somos., Nossas tendencias humanas de fazermos a nós mesmos ainda existe e vai continuar a empestiar-nos até nós nos tornemos perfeitos num corpo incorruptivel ao final dos tempos.

Entretanto, por ora, como está em 2 Co 5, nos continuaremos dentro da falibilidade e limitação humana. Ao contrário das crenças puritanas, nossos corpos não nos fazem pecadores. Soma -corpo- não é a mesma coisa que Sarx no grego bíblico.

Uma das razões para o uso corporativo de corpos é reconhecer que nosas varias comunidades tem cada uma sua identidade unica na oferta, para construir o Hilariedade, não precisamos destruir as diferenças denominacionais, mas oferta-las em serviço.

São agradaveis a Deus - Não depende do que façamos, somos livres para fazer as coisas que agradam porque já somos agradaveis a Ele. Isto coloca em questão o quanto o amor de Deus é sua motivação, quando sabemos que já somos aceitos, não precisamos ficar gastando tempo provando nós mesmos.

Paulo sumariza todas essas qualidades com o culto racional - em inglês, spiritual worship- adoração ou culto espiritual-. O termo grego aqui pode também ser traduzido como serviço, que carrega conotações tanto de deveres quanto de rituais, é o mesmo usado em Rm 9:4. A ambiguidade é bem vinda porque nos recorda que nossos ritos de adoração e nosso serviço cristão estão intimamente ligados, tudo na vida é uma resposta para o amor de Deus em Hilariedade tanto em louvor como em ação.

Racional - Spiritual

vem do grego logikos, é relacionado com o verbo pensar e o nome palavra, significa ser genuino, no sentido de ser verdadeiro com a real e essencial natureza de alguma coisa. Então, a ideia de culto racional está correta.

O conceito anterior traz algumas implicações quando pensamos corpos individualmente, porque ai, envolve-ra uma atitude sacrificial em cada dimensão da vida pessoal, não havendo a diferenciação entre aquilo é sacro e profano.

Ch. 4 Not Squeezed into a Mold - Não espremida num molde.

  • E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.

Romanos 12:2

Em todo tempo nós devemos ficar em guarda sobre as influências que estão sobre nossa vida, o povo de Deus deve, continuamente, resistir, seja corporativamente ou individualmente, às pressões da cultura materialista, o sentido de tempo, imoralidade, etc.

O Espírito de Hilariedade dentro da comunidade cristã ajuda-nos a trabalhar juntos para resistir as pressões. Precisamos uns dos outros, para manter nossos desejos por uma vida simples.

Como exemplo, a autora diz que a questão sexual deve ser ligada fortemente ao matrimonio, a fim de evitar a manipulação sexual e possibilitar fortes amizades com pura afetividade. A igreja pode oferecer um entendimento claro sobre a bondade de Deus e seu plano para o casamento e a sexualidade.

Lembre-se, o desejo de Deus para nós é sermos transformados de dentro para fora, assim lidar com as pressões dos valores que são vindos de fora. O amor de Deus nos capacita para ficarmos firmes contra estas pressões. Não adianta a igreja forçar uma "conformidade santa".

Ch 5 Transformação para a verdade sobre nós mesmos



mas transformai-vos pela renovação da vossa mente,

Romanos 12:2

Somos transformados pelo trabalho do Espirito Santo em nós. Em sua criatividade magnifica, ele cria cada um de nós de modo unico, pessoal, acima de tudo, deu a cada uma de nossas comunidades uma identidade unica. Então, quando o Espirito nos enche com seu poder, somos levamos a forma que fomos planejados por Deus desde o começo para manifestar.

O povo de Deus entra num processo continuo, que não está sujeito aos principios de perfomance, que enfatiza o vazio do prestigio e do sucesso, nosso valor não advem daí. Vem da Hilariedade, da possiblidade unica de afirmação que cada um tem na completa aceitação tida no amor de Deus e assim, no amor da comunidade.

Quando juntamos nossos corações e mentes para buscar a vontade de Deus em suas Escrituras juntos, quando descobrimos nós mesmos e nossas comunidades transformadas. Quando nos juntamos em fervente oração e profunda meditação a respeito das menssagens da Biblia e nossas experiencias diarias, nos crescemos no conhecimento de Deus e, assim, na verdade sobre nós mesmos.

O Evangelho em todas as suas formas


Tim Keller.
fonte: http://www.acts29network.org/acts-29-blog/keller-explains-the-gospel/

Como Deus, o Evangelho é também é um e mais que isso.

O evangelho tem sido descrito como uma piscina onde um nenê pode andar em cima e ainda um elefante pode mergulhar. É bastante simples para se dizer a uma criança e profundo suficiente para a mente mais arguta explorar. Entretanto, até mesmo os anjos nunca se cansam de olhar dentro dele (1Pe1:12).
A uma geração atrás, evangélicos concordaram sobre o "Evangelho simples": 1; Deus fez voce e quer ter um relacionamento com você, 2. mas o seu pecado separa voce de Deus. 3. Jesus tomou sobre si o castigo merecido pelos seus pecados, 4. Assim, se arrependam dos pecados e confie nele para sua salvação, você será perdoado, justificado, e livremente aceito pela graça, seu Espírito vai trazer alegria a sua vida, e quando morrer, você irá para o céu.
Existem, hoje, pelo menos duas grandes críticas a esta formulação simples. Muitos dizem que ela é muito individualista, que salvação em Cristo não é somente para trazer felicidade individual como também para trazer paz, justiça e uma nova criação. Uma segunda crítica é que nao existe um simples evangelho, porque tudo é contextual e Bíblia mesma contém muitas apresentações do evangelho em tensões entre si.

Não existe uma única mensagem do Evangelho?

Vamos tomar a segunda crítica em primeiro lugar. A crença que não existe um unico esquema basico do evangelho na Bíblia remonta a escolha bíblica de Tubingen, que insistiu que o evangelho da justificação em Paulo foi acentuadamente diferente do evangelho do reino de Jesus. No século 20, o professor britânico C.H. Dodd contrariou a tese que havia um consenso bíblico sobre a mensagem unica do evangelho. Então, por sua vez, James Dunn alegou em seu livro Unidade e Diversidade no Novo Testamento (1977) que o evangelho na Bíblia havia formulações tão diferentes que nao poderiamos chegar a um único esquema.

Agora, centenas de sites de jovens líderes cristãos se queixam de que os mais velhos na igreja evangélica passaram muito tempo lendo Romanos, esquecendo das declarações de Jesu que o reino de Deus está próximo. Mas para ser fiel aos cristãos do primeiro século e seu entendimento do evangelho, eu creio que devemos estar ao lado de Dodd sobre Dunn. Paulo é enfático que o evangelho que ele apresenta é o mesmo que é pregado pelos apostolos em Jerusalém. "Então, ou seja eu ou sejam eles, assim pregamos e assim haveis crido (1Co 15:11). Esta declaração assume um corpo singular do conteúdo do evangelho.

Um evangelho, muitas formas.
Então sim, deve haver apenas um evangelho, ainda que seja esclarecido em diferentes formas nas quais pode ser expresso. Esta é a própria maneira da Bíblia ao se referir a ele, e deveríamos ficar com ela. Paulo é um exemplo. Depois de insistir, só há um evangelho (Gl 1:8), então ele fala de estar encarregado do Evangelho da incircuncisão em oposição ao Evangelho da circuncisão (Gl. 2:7).

Quando Paulo fala com o gregos, ele confronto sua cultura idolátra de especulão e filosofia com a locura da cruz, e então apresenta que salvação em Cristo é a verdadeira sabedoria. Quando ele fala para os judeus, elçe confronta a cultura idolatra do poder e realizações com a fraqueza da cruz, e então apresenta um evangelho como o verdadeiro poder (1Co 1:22-25).


Um das formas do evangelho em Paulo foi adapatada por aquelas pessoas que acreditam na Bíblia e que acreditam que serão justificadas pelas obras no dia do julgamento, e outra para pagãos. Estas duas aproximações podem ser discernidas nos discursos de Paulo no livro de Atos, alguns para judeus outros para pagãos.


Existe outras formas do evangelho. Leitores sempre percebem que a linguagem do reino dos Evangelhos sinoticos é virtualmente perdida no Evangelho de João, que usualmente fala em receber a vida eterna. Entretanto,quando nós comparamos Marcos 10:17,23-34, Mateus 25:34,46 e João 3:5,6 e 17, nós vemos que a a entrada do reino de Deus e o recebimento da vida eterna são virtualemente a mesma coisa. Lendo Mateus 18:3, Marcos 10:15 e João 3:3,5 juntos revelam que a conversão, novo nascimento, e o recebimento do reino de Deus como uma criança são os mesmos movimentos.


Porque, então, a diferença no vocabulário entre os Sinoticos e João? Como muitos scholares tem apontado, João enfatiza o individual e e os aspectos espirituais introspectivos do ser no reino de Deus. Ele tem o cuidado de mostrar que não se trata apenas de uma nova ordem socio-politica terrena (Jo. 18:36). Por outro lado, quando os Sinoticos falam sobre o reino, eles colocam expostas as mudanças sociais e comportamentais que o evangelho traz. Nos vimos que em João e nos Sinoticos, duas formas do mesmo evangelho que tensiona o individual e o aspecto corporativo que é nossa salvação.


O que, então, é um simples evangelho?


Simon Gathercole distingue três pontos em comum entre Paulo e os escritores sinóticos. ( "The Gospel of Paul and the Gospel of the Kingdom" in God's Power to Save, ed. Chris Green Apollos/Inter-Varsity Press, UK, 2006). Ele escreve que a boa nova em Paulo era, primeiro, que Jesus era o prometido Rei messianico e Filho de Deus que veio a terra como um servo, na forma humana (Rm. 1:3-4, Fp. 2:4ss).

Segundo, por sua morte e resureição, Jesus pagou por nossos pegados e assegurou nossa justificação pela graça, não por nossas obras (1 Co 15:3ss). Terceiro, na cruz Jesus quebrou o dominio do pecado e mal sobre nós (Cl 2:13-15) e quando retornar ele vai completar o que começou, renovando toda ordem material e a ressureição dos nossos corpos (Rm 8:18ss).


Gathercole então traça estes mesmos três aspectos no ensino dos Sinoticos sobre Jesus, que o Messias, é o divino filho de Deus (Mc 1:1), que morreu como um substituto para resgate de muitos (Mc 10:45), que tem conquistado dominio sobre os demonios e sobre seu mal e pecado (Mc. 1:14-2:10) e irá retornar para regenerar o mundo material (Mt. 19:28).


Se nos colocarmos este esquema numa simples declaração, eu poderia dizer que: Através da pessoas e da obra de Jesus Cristo, Deus realiza complemente a salvação para nós, resgatando-nos do julgamento do pecado levando para uma amizade com Ele, e então restaraundo toda criação que assim poderá desfrutar da nossa nova vida junto com Ele para sempre.


Um desses elementos era o coração das velhas mensagens do evangelho, a salvação é pela graça e não por obras. Este era o ultimo elemento que estava normalmente faltando, ou seja, que a graça restaura a natureza, como dizia o teologo holandes Herman Bavinck. Quando o terceiro, o elemento escatologico é deixado de fora, cristãos tem a impressão que nada sobre este mundo importa realmente. Teoricamente, quando trazemos devolta esta perspectiva, faz com os que cristãos tenham um interesse na conversão através de evangelismo como também no serviço aos seus proximos como trabalhar pela paz e justiça no mundo.


Sentindo a tensão.


Minha experiênai é que os aspetos individuais e corporativos do evangelho não vivem em harmonia facil um com outro nas pregações e em nossas igrejas. De fato, muito comunicadores hoje deliberadamente assumem um posição em oposição a outra.

Estes que colocam a versão corporativa do reino do evangelho definem o pecado quase sempre em termos corporativos, como o racismo, materialismo, e militarismo, como violações a paz -shalom- de Deus. Isso ocasionalmente obscurece quão ofensivo o pecado é para Deus em si meso, e quando usualmente silencia qualquer enfase sobre a ira de Deus. Também, a impressão que pode ser dada é o que o evangelho é Deus trabalhando por justiça e paz no mundo, e você também pode faze-lo.

Embora é verdade é que o advento da nova ordem social são boas novas para todos que sofrem, então falar sobre evangelho e como ele relaciona com a justiça leva ao fato que a salvação é dada totalmente pela graça, não por obras.

Recentemente, eu estudei todos os lugares na Biblia Grega em que as formas da palavra evangelho são usadas, e eu fiquei sobrecarregado em como isto é usado para denotar não de um modo-de-vida-que-eu-faço mas uma proclamação verbal de jesus sobre o que ele fez como as pessoas adquirem justiça perante Deus. Por vezes pessoas que falam sobre as boas novas falam sobre fazer justiça e paz e se referem a isto como evangelho do reino, Mas quem recebe o reino como uma criança pequena, e acredita no nome de Cristo e nasceu de Deus (Jo. 1:12-13) é a mesma coisa- é o modo como cada um vem a Cristo (Jo. 3:3,5).
Apos ter dito isto, eu tenho que admitir que muitos de nós que crescemos ouvindo a classica frase do evangelho que diz "a graça sozinha atraves da fe unica em Cristo apenas" tendem a ignorar muito as implicações escatologicas do evangelho.
Textos como Lucas 4:18 e Lucas 6:20-35 mostrar a implicação do evangelho que os quebrantados de coração, os desprezados e os oprimidos têm agora um lugar central na economia da comunidade cristã, enquanto os poderosos e bem sucedidos serão humilhados.Paulo diz a Pedro que atitudes de superioridade racial e cultural não estão " em linha" com o evangelho da graça (Gl 2:14). Generosidade para os pobres vai fluir daqueles que se apegarem rapidamente ao evangelho como a sua profissão de fé (2 Coríntios. 9:13).
Em Romanos 2:16, Paulo diz que o retorno de Cristo para julgar a terra era parte do seu evangelho, e se você ler Salmos 96:10 ss, você vai saber porquê. A terra será renovada e até mesmo as árvores estarão cantando de alegria. E se as árvores serão capazes de dançar e cantar sob o poder do cosmos- renovando o poder de Sua Realeza-o que nós vamos ser capazes de fazer?
Se nesta última renovação do mundo material fazia parte das boas notícias de Paulo, não devemos ficar surpreendidos ao ver que Jesus curando e alimentando enquanto estava pregando o evangelho eram sinais e vislumbres deste reino que está por vir (Mt 9:35).
Quando nos damos conta de que Jesus está caminhando para que em algum dia destruir a fome, doenças, pobreza, injustiça, morte em si, o que torna o cristianismo, o que CS Lewis chamada de "religião da luta", quando somos confrontados com uma favela da cidade ou um câncer enfermaria. Esta versão completa do evangelho nos lembra que Deus criou tanto o material e quanto o espiritual, e e busca resgatar-redimir- ambos.

As coisas que estão neste momento estão erradas no mundo material, ele irá endireitá-las. Alguns evitar a importância de trabalhar pela paz e pela justiça apontando para 2 Pedro 3:10-12, o que parece dizer que este material mundo vai ser completamente queimado até à ressurreição final.. Mas esse não foi isso o que aconteceu com o corpo de Jesus, que reteve a suas impressões digitais, e Doug Moo torna isto um caso de transformação do mundo, não substituição, em seu ensaio sobre ""Nature and the New Creation: NT Eschatology and the Environment"disponível on line.
Pregando as formas.

Você poderia esperar de mim, que neste ponto agora, explicasse como é que podemos perfeitamente integrar os diferentes aspectos do evangelho na nossa pregação. Eu não posso, porque eu não tenho. Mas aqui está como eu tento.
1. Eu não coloco todos os pontos do evangelho em qualquer apresentação do evangelho. Acho que é instrutivo que os escritores do Novo Testamento raramente, ou nunca, embalavam todos os aspectos do evangelho no seu texto. Ao estudar o evangelho de Paulo nos discursos no livro de Atos, é impressionante quanta coisa sempre é deixada de fora.


Ele sempre lidera com alguns pontos em vez de outros, em um esforço para estabelecer a ligação com a linha de base cultural de seus ouvintes. É quase impossível cobrir todas as bases do evangelho com um não-crente ouvinte, sem que esta pessoa acabe perdendo o interesse.


Algumas partes são mais simples de encaixar do que outras, e, outras para começar são mais, um comunicador deve saber com quais irá trabalhar. Eventualmente, é claro, você tem que chegar a todos os aspectos do evangelho pleno em um processo de evangelismo e discipulado.. Mas você não tem que dizer tudo, todas as vezes.

2. Eu uso tanto um evangelho para o "circuncidado" e para o "incircuncidado." Assim como o Paulo falou de um evangelho para os mais religiosos (os da circuncisão ) e para os pagãos, de modo que eu encontrei o meu público-alvo em Manhattan contém os dois: tanto aqueles que são moralistas, religiosos, bem como aqueles com pós-moderna, com cosmovisões pluralistas.
Há pessoas de outras religiões (judaísmo, islamismo), com forte origem católica, bem como as que cresceram em igrejas protestantes conservadores.
As pessoas com uma educação religiosa pode agarrar a idéia do pecado como a violação da lei moral de Deus. A lei deve ser explicada de forma que eles percebem que ficam aquém realizarem ela. Nesse contexto, Cristo e a sua salvação pode ser apresentado como a única esperança de perdão pela culpa. Este é por sinal, o tradicional evangelho dos evangélicos da última geração, é um "evangelho para a circuncisão".
Se você tentar convence-los da culpa pela volúpia sexual, eles simplesmente dizem: "Você tem seus padrões, e eu tenho os meus." Se você responder com uma diatribe sobre os perigos do relativismo, seus ouvintes irão simplesmente se sentirão deslocamento e distanciamento. Evidentemente, pessoas pós-modernas devem em algum ponto serem confrontadas sobre suas opiniões sem consistência da verdade, mas numa forma que crie credibilidade e convencimento da apresentação do evangelho para aqueles que antes mesmo de entrar em discussões apologéticas.
Levo uma página de A Doença da Após a Morte de Kierkegaard e defino o pecado como construir sua identidade, sua auto-estima e felicidade- em outra coisa fora de Deus. Ou seja, eu uso a definição bíblica do pecado como idolatria. Isso coloca a ênfase não tanto em "fazer coisas ruins", mas em "fazer coisas boas como as grandes coisas."

Em vez de dizer-lhes que estão pecando porque estão dormindo com suas namoradas ou namorados, quero dizer-lhes que eles estão pecando porque estão buscando os seus romances para dar significado a sua vida, mas apenas para justificarem-se e salvá-los, dar-lhes o que devem o propósito da vida, que deveria ter sido procurado a partir de Deus.
A idolatria leva à ansiedade, obsessão , inveja e ressentimento. Eu tenho descoberto que quando você descreve a sua vida em termos de idolatria,as pessoas pós-moderna não dão muita resistênciaEntão Cristo e a sua salvação pode ser apresentado não (até este ponto) tanto como a única esperança de perdão, mas como sua única esperança de liberdade. Este é o meu "evangelho para o incircuncisos”.
3. Eu uso tanto um evangelho do Reino quanto um da Vida Eterna.
Acho que muitos ouvindo mais jovens estão lutando para fazer escolhas, num mundo em que há uma interminavel lista de opções de consumo e confusão sobre suas identidades numa cultura de auto-criação e auto-promoção.
Estas pessoas estão super empenhadas pelo bem por uma apresentação mais focada individualmente do evangelho da graça livre e não das obras. Elas estão cheias do evengelho da vida eterna de João. Contudo, eu tenho encontrado pessoas com mais de 40 anos que nao buscam uma enfase em seus problemas pessoais. Muitas delas estão indo muito bem, obrigado. Elas sao muito preocupadas a respeito dos problemas de uma guerra mundial, racismo, pobreza e injustiça. E elas respondem muito bem aos sinoticos e seu Evangelho do Reino.
Ao invés de me debruçar sobre isto, um das epístolas e falar do evangelho em termos de DEus, pecado, Cristo, fé, eu tiro da historia da Bíblia e falo do evangelho em termos de criação, queda, redenção, e restauração. Nos uma vez tinhamos um mundo que todos gostariamos, um mundo de paz e justiça, sem morte, doença, ou conflito. Mas ao nos voltarmos contra DEus, nós perdemos este mundo. Nosso pecado desencadeiou forças do mal e destruição e então agora as coisas foram colocadas de lado e tudo é caracterizado como desintegração fisica, social e pessoal. Jesus Cristo, entretanto, veio ao mundo, morreu como uma vitima da injustiça e nos substituiu, carregando a falta do nosso mal e pecado sobre si mesmo. Isto o coloca como pato para algum dia julgar o mundo e destruir toda morte e maldade sem que tenha que nos destruir.
4. Eu uso, então, tudo e deixo cada grupo que me ouviu pregar para outros.
Nenhuma forma do evangelho dá tanta enfase a todos os aspectos do evangelho. Se, então, voce somente pregar sobre uma forma, então voce estara em grande perigo de ofertar as pessoas um dieta desequilibrada da verdade do evangelho. Qual é alternativa? Não pregue apenas uma forma do evangelho. Se voce prega de forma expositiva, diferentes passagens traram as diferentes formas do mesmo evangelho. Pregue diferentes textos e seu povo ouvirá todos os pontos.
Isto não irá confundir as pessoas? Não, acontece o seguinte: Quando um grupo dito acima, os pos-modernos ouvem uma penetrante apresentação do pecado como idolatria, isso abre-os para o conceito do pecado como ofensa a Deus. Pecado como uma pessoal afronta a perfeição, santidade de Deus, que assim começa a fazer sentido para estas pessoas, e então quando elas ouvem uma apresentação da outra forma de evangelho, isto será com mais credibilidade.
Quando pessoas muito tradicionais com um desenvolvido entendimento da culpa moral aprendem sobre a morte substitutiva-reparadora e sobre a legal justifição, elas se sentem confortadas. Mas estas doutrinas classicas tem profundas implicações nas relações raciais e amor para os pobres, já que destroem todo orgulho e auto-justificação.
Quando pessoais muito liberais escutam sobre o reino de Deus para a restauração do mundo, isto abre neles a demanda de obediência que ha no reino de Cristo para dentro de suas vidas pessoais. Em resumo, toda forma de evangelho, assim que atinge seu alvo, abre a pessoa para outros pontos do evangelho de maneira vivida.
Hoje ha muitos que duvidam que ha apenas um evangelho. Isso gera um mandato para ignorar o evangelho da justificação e da expiação. Há também outros que não gostam de admitir que há diferentes formas do evangelho, por isto não gostam muito de contextualização. Eles constroem sua apresentação como de uma unica dimensão. Nenhum dessas aproximações pode ser verdade de uma maneira biblica, nem efetiva no ministerio atual, como aquela que entende que a Biblia apresenta o unico evangelho em muitas formas.
Tim Keller
pastor da Redeemer Presbyterian Church in Manhattan, NY.

segunda-feira, dezembro 01, 2008

Dinâmicas da Renovação Espiritual

TEOLOGIA DA VIDA CRISTÃ
As dinâmicas da renovação espiritual.
Richard F. Lovelace.

Parte 1 Dinâmicas de Renovação
1. Modelos Biblicos de renovação
Modelo cíclico
1. O aparecimento de uma nova geração, 2. A apostasia e aculturação popular, 3. O sofrimento nacional, 4. O arrependimento popular e a oração desesperada e 5. O surgimento de nova liderança e restauração- acontece nos mandatos de Otoniel – Jz.3:7-11 -, Eúde e Sangar-Jz. 3:12-31-.
A compreensão de Jonathan Edwards é que “o reino de Deus é como um circulo de luz em expansão na escuridão do mundo, que, alternadamente, encolhe em períodos de declínio e se expande pulsando numa circunferência cada vez maior” (p.32)
“O cristianismo vital tem sido como um córrego fino de água que por vezes corre subterrânea, para, depois, emergir de novo e se alargar como um rio represado, exapandindo durante despertamentos para formar um reservatório que refresca e transforma um cultura por uma geração” (p. 38).

Pré-condições para a renovação continua
a. Percepção da santidade de Deus- Sua Justiça e Seu amor.
b. Percepção da profundidade do pecado – em sua própria vida e em sua comunidade.

Elementos primários da renovação.
a. Justificação : você é aceito.
b. Santificação: você está livre do jugo do pecado
c. O Espírito que o habita: você não esta sozinho.
d. Autoridade em conflito espiritual: você tem autoridade
Tudo isto em Cristo.

Elementos secundários da renovação.
a. Missão – Seguindo Cristo ao entrar no mundo, na proclamação- apresentando seu evangelho em demonstração social.
b. Oração- expressando sua dependência do poder de seu Espírito- individualmente e coletivamente.
c. Comunidade- estar em união com seu corpo- em microcomunidade e em macrocomunidade.
d. Desculturação- estar liberto de amarras culturais- destrutivas ou protetoras.



"Os crentes são, portanto, cobertos pela justiça perfeita de Cristo que lhes é atribuída na justificação: fortalecidos pelo poder da vida de Cristo, pela morada interior do Espírito, e equipados com a autoridade de Cristo no resistir, expor e expulsar as forças das trevas" (p.42)




"A aceitação de Cristo e apropriação de cada elemento na redenção dependem da percepção da santidade de Deus e da convicção da profunidade do nosso pecado" (p. 47)










Antigo e Novo Testamento.




" O Antigo Testamento precede o Novo Testamento por um motivo espiritual importante. Como Lutero disse: "A fome é o melhor cozinheiro", e a obra da lei do Antigo Testamento, como os puritanos a chamariam, foi designado para despertar a fome de todas as dimensões da redenção. A experiência do povo de Deus sob a Antiga Aliança foi um tutor para Cristo, e o grau de vitalidade espiritual presente entre os israelitas era diretamente proporcional ao seu temor do Senhor e no arrependimento (...) Os israelitas, cujo coração estava assim preparado pela aplicação da lei, estavam especialmente sintonizados com a importância dos sacrifícios. Portanto, foram capazes de reconhecer o Cordeiro de Deus quando ele veio e foram avivados por seu ministério" (p. 48)




Conhecer a Deus e nos conhecermos.




São condições da vida espiritual porque o avivamento compreende despertamento: a ligação é tão forte que os termos são usados como sinônimos neste livro. Aquilo para o qual os homens acordam na luz de um avivamento, é sua própria condição e a natureza do verdadeiro Deus.




Justiça e Amor.




"a tensão entre a justiça santa de Deus e a misericórdia compassiva não pode ser resolvida legitimamente ao se remodelar o caráter dele e transformá-lo numa imagem de pura benevolência, como a igreja fez no sex. XIX. Só há uma maneira de remover esta contradição: através da cruz de Cristo que revela a severidade da ira de Deus contra o pecado e a profundidade de sua compaixão em pagar a penalidade desse pecado, por meio do sacrifício vicário de seu Filho" (p.53)



A Carne


Lutero tinha razão, o que existe por trás de todas as outras manifestações do pecado é uma incredulidade compulsiva- nossa escuridão voluntária a respeito de Deus, de nós mesmos, do relacionamento dele com o mundo degradado e seu propósito remidor. Por essa razão, a entrada numa nova vida espiritual e o desenvolvimento dela envolvem romper com essa nossa esfera de escuridão da fé arrependida na verdade remidora. Se a queda ocorreu por abraçar mentiras, o processo para recuperar a salvação precisa, na verdade, concentrar-se na fé para reverter essa condição (p. 57)


O Mundo


(...)o que se compreende é o sistema total da carne corporativa, operando na Terra sob controle satânico, com todos os seus incentivos de recompensa e coibições para perdas, suas configurações comportamentais características, e suas estruturas, métodos, alvos e ideologias anticristãos. É, em grande parte, idêntico ao símbolo bíblico da meretriz Babilônia e da Cidade do Homem de Agostinho.


Visto que somos inextricavelmente comprometidos com o pecado coletivo, pela nossa participação em nações e instituições, não há como evitar a implicação na culpa do mundo decaído, pois santos bíblicos confessam pecados de sua comunidade juntamente com os pecados que cometeram pessoalemente ( Ed. 9:5-15, Ne 1:4-11, Dn 9:3-19).







Expiação


a expiação substitutiva é o cerne do evangelho, justamente porque dá a resposta ao problema da culpa, escravidão e alienação de Deus



Justificação


justificação (a aceitação de crentes como justos à vista de Deus pela justiça de Jesus Cristo lançada em seu favor) e santificação ( progresso em santidade real expressa em suas vidas)


"Muitos outros têm um compromisso teórico com essa doutrina, mas no dia-a-dia confiam em sua santificação para a justificação, à maneira agostiniana, baseando sua segurança de serem aceitos por Deus por meio da sua sinceridade, de sua experiência de conversão no passado, de seu desempenho religioso recente, ou da relativamente infrequente desobediência consciente, proposital .São poucos os que sabem o bastante para começar cada dia com uma posição como a de Lutero: você é aceito, olhando para fora, em fé, e reivindicando toda a justiça completamente alheia, isto é, de outrem, de Cristo; como base única da aceitação, descansando nessa qualidade de confiança que produzirá cada vez maior santificação à medida que a fé atua em amor e gratidão


(...)


Uma consciência que não é plenamente iluminada para ver tanto a seriedade de sua condição perante Deus como a grandeza da provisão misericordiosa da redenção de Deus, inevitavelmente acabará presa da ansiedade, do orgulho, da sensualidade e de todas as outras expressões de desespero" (p. 70)


Santificação


"Ter fé é receber a Palavra de Deus como verdade e descansar sobre ela em confiança dependente, arrepender-se é ter uma nova disposição mental para com Deus, para si mesmo, para com Cristo e com o mundo, entregando o coração a uma nova obediência a Deus" (p.71)


Uma fé não-arrependida é uma crença teórica que se origina fora da esfera da iluminação do Espírito, num coração que ainda está no escuro com respeito à sua própria necessidade, à graça e à grandeza de Deus.


"Como Romanos 6 esclarece, o alicerce da santificação é nossa união com Cristo em sua morte e ressureição, na qual a velha natureza foi destruída e uma nova natureza foi criada com o poder de crescer em novidade de vida. O Espírito Santo começa, na regeneração, a aplicar essa obra completa na vida do crente e continua a fazer isso numa esfera progressivamente maior de renovação da personalidade. Essa renovação será completa só na ressureição final". (p. 73)



Regeneração


"A regeneração é o recriar da vida espiritual naqueles que estão mortos em transgressões e pecados (Ef. 2:1). Ocorre nas profundezas do coração humano, nas raízes do consciente, infundindo nova vida que é capaz de percepção espiritual e reação/resposta, e que não é mais separado da vida de Deus (Ef. 4:18). Os efeitos conscientes da regeneração se resumem na conversão, a resposta de voltar-se para Deus em fé arrependida que acompanha o ouvir do evangelho. Nossa tarefa como evangelistas é, pois, a de parteiras, e não a de pais. Não é responsabilidade nossa tornar as pessoas regeneradas, mas é tarefa nossa apresentar um testemunho coerente na vida e na palavra e apelar por um compromisso com Cristo, confiantes no reconhecimento interior que suas ovelhas ouvirão sua voz e o seguirão, porque o Espírito dele abrirá seus corações para que assim façam". (p.77)



"A anestesia da graça é necessária no processo de cura da santificação, juntamente com o ministério cirúrgico da lei. Por esta razão, muitas áreas da igreja que contêm muito falatório e esbravejado, expondo pelo menos as superfícies do pecado estão cheias de pessoas desesperadamente ansiosas e amarguradamente briguentas. A lei sem graça provoca o pecado, ao mesmo tempo em que expõe e o agrava assumindo algumas de suas expressões mais feias". (p.83)


Santificação e graça


"O poder que o pecado tem de dominar a vida dos crentes foi destruído na cruz de Cristo; nós já morremos com Cristo, e fomos erguidos junto com ele em novidade de vida. Sendo assim, não nos cabe propor as estimativas de nosso poder de vencer o pecado, segundo experiências passadas de nossa força de vontade, mas, ao contrário, cabe-nos fixar nossa atenção em Cristo e no poder de sua vida resurreta da qual participamos; porque nós morremos, e nossa vida está oculta com Cristo em Deus" (p.85)


Espírito Santo que habita o interior


"O principal trabalho do Espírito ao aplicar a redenção está em fazer-nos santos, e ser enchidos com o Espírito simplesmente significa ter todas as nossas faculdades sob seu controle, em vez de sob o controle do pecado" (p. 96)


Dons do Espírito Santo.


"Esse conceito de doação espiritual salienta o fato de que todos os dons e graças são manifestações do amor e poder de Jesus Cristo, brilhando através da experiência humana, para incentivar e iluminar seu povo" (p.99)



Comunidade dos Crentes


"Á medida que a igreja de desenvolvia, esse papel passivo no culto tornou-se mais uma vez a experiência normal do povo de Deus. A graça materializava fora do corpo dos crentes, especificamente no clero e no sistema sacramental, e sua entrada em cada vida tornava-se uma questão entre o indivíduo e a igreja, que não era mais vista como a comunidade dos santos"


"Nas igrejas reformadas tradicionais, a vida da igreja local tornou-se a única forma de comunidade normalmente disponível aos crentes. Logo ficou aparente que não era suficiente. Ensino e comunhão mais intensos eram necessários para transformar a massa de leigos não doutrinados em paróquias espiritualmente vivas. No prefácio de seu livro sobre o assunto, The German Mass, Lutero sugeriu uma forma pela qual a igreja poderia ser transformada era através de ecclesiolae in ecclesia, pequenas igrejas dentro da igreja, constituídas de grupos de leigos sinceros e motivados a buscar, reunindo-se para oração e instrução nos lares" (p.141)



Santa Ceia


"Eu creio que uma vota a uma visão mais forte da Ceia, e a Comunhão mais frequente defendida pelos reformadores seria de imenso auxílio à vida espiritual do protestantismo (...) Isso é verdade porque o servir da Comunhão é a incorporação mais gráfica dos elementos primários da renovação espiritual assegurada na morte e ressureição de Cristo, especialmente sua obra justificadora por nós e sua santificadora em nós, mais concreta possível. Também indica e celebra a comunhão dos santos um com o outro. Ao mesmo tempo, é a perfeita realização e extensão da páscoa judaica e dos sacrifícios da Antiga Aliança" (p. 147)


Integração Teológica


"O processo de integração teológica é abreviado e a vitalidade da operação do Espírito Santo, na mente da igreja, se reduz, quando as palavras de homens são recebidas com se fossem a Palavra de Deus sem que fossem testadas biblicamente, ou quando a Palavra de Deus é recebida como se fosse só palavras de homens"



Renovação da Congregação Local.


Renovação Individual


" O lugar inicial para a renovação, na maioria das congregações é o ministério da pregação e ensino que enfatiza os elementos primários da dinâmica espiritual: proclamação do evangelho em profundidade. O objetivo do pastor deve ser encorajar cada membro da igreja uma resposta de fé inteligente, reivindicando aas provisões da obra redentora de Cristo; colocar-se diariamente sobre as quatro plataformas: Somos aceitos, somos libertados, não estamos sozinhos e temos autoridade". (p.188)

Pregação e ensino para a renovação individual

"Igrejas que foram alimentadas com uma dieta pessada de terrores legais ou moralismo terão de receber uma mensagem com uma forte ensase positiva na graça de Deus na linha da tradição luterana, antes de serem conduzidas a um exame mais profundo dos antecedentes mais escuros ou mais apavorantes do evangelho que lhe dásentido. As igrejas que foram criadas com graça barata podiam se ver às voltas com a abordagem típica puritana, a apresentação da majestade de Deus e um penetrante trabalho "jurídico", levando à convicção do pecado que despertará uma fome do evangelho e uma apreciação plena da obra salvifíca de Cristo. Mas, isto poderia criar um sério problema de credibilidade entre o pregador e seu público,uma vez que tal pregação pudesse ser extinta, a não ser no avivalismo de outros tempos. Provavelmente, a fórmula de Concord luterana estivesse correta ao recomendar que uma explanação completa da graça preceda a pregação da lei, a fim de estabelecer na igreja suficiente confiança, para que ela possa ser levada à luz plenamente" (p.189)

"Todos nós inevitavelmente tendemos a presumir de modo automatíco, que somos justificados pelo nosso nível de santificação e, quando se adota esta postura, voltamos nossa atenção não para Cristo, mas para a adequação de nossa própria obediência. Começamos cada cida com nossa segurança pessoal descansada, não no amor receptivo de Deus e no sacrifício de Cristo e, sim, em nossos sentimentos atuais ou realizações recentes na vida cristã. E como esses argumentos não tranquilizam a consciência humana, somos levados ao desânimo e à apatia, ou então a uma justiça própria que falsifica a informação para atingirmos um sentimento de paz.

"Como diz P.T. Forsyth : "É um item de fé que somos filhos de Deus, há bastante experiência em nós contra isto". A fé que vence essa evidência e é capaz de se aquecer fogo do amor de Deus, em vez de ter que roubar o amor e auto-aceitação de outras forntes, é realmente a raiz da santidade:

é um erro fatal pensar em santidade como posse, distinta de nossa fé... a fé é a mais alta de todas as formas de nossa dependência de Deus. Nunca a superamos por crescimento... Qualquer outro fruto do Espírito que mostremos, crescem sobre a fé, e fé que seja, por natureza, arrependimento...Toda experiência cristã é uma experiência de ter fé, isto é, é uma experiência daquilo que não temos...Não somos salvos pelo amor que exercemos e, sim, pelo amor em que confiamos"

"A fé justificadora e santificadora envolve morte e ressureição para o crente, envolve ser nascido de novo. Todo pastor que visa a uma congregação renovada deve procurar trazer cada membro para a luz, com respeito à profundidade de sua necessidade de apropriar-se da obra justificadora e santificadora de Cristo, por meio de uma resposta de fé" (p.191-192)

"(...) a exigência de santificação se torna parte da boa nova, pois apresenta compreensão da escravidão que distorceu nossas vidas e da promessa de libertação para uma vida de liberdade e beleza, capacitada pelo Espírito. Ministérios que atacam apenas a superfície do pecado e deixar de basear o crescimento espiritual na união do crente com Cristo produzem a justiça própria ou o desespero, e ambos são condições inimigas para a vida espiritual". (p.193)

Aconselhamento.

"tal aconselhamento (noutético) opera com o modelo pelagiano da vida cristã comum no evangelicalismo moderno, presumindo que problemas de pecado são apenas configurações de hábitos de desobediência que pode ser quebrados aplicando-se força de vontade num processo com o qual não se está habituado" (p.200)

"Os crentes não podem conhcer o Espírito Santo plenamente a não ser que estejam seguros em sua posição de filho por adoção, contendendo com o Espírito contra sua carne, e que sejam capazes de discernir e resistir a forças espirituais que se opõem. Qualquer investida contra os poderes das trevas é inútil, naturalmente, sem o uso de toda a armadura da retidão justificadora e santificadora e sem a dependência vital do Espírito" (p.201)

"Se o aconselhamento não for teonomo, fundamentado na percepção da Palavra e do Espírito de Deus do próprio orientado, ele não traz renovação espiritual, mas uma condição de escravidão e dependência de outros seres humanos.

Renovação coletiva ou individual

"Em ordem de importância, a realização do conceito de Lutero, do sacerdócio de todos os crentes aparece em primeiro lugar. Um dos temas mais claros da história dos despertamentos é a importância crescente de liderança leiga na vida da igreja. Mas ainda é verdade que o modelo de vida congregacional na mente da maioria do cleo e dos leigos, é aquele em que o ministro é um superastro pastoral dominante, que se especializa nos interesses espirituais da comunidade cristã, enquanto que os leigos constituem os espectadores, críticos e recipientes de cuidado pastoral, livres para se ocuparem de seus próprios negócios, porque o pastor está cuidando dos negócios do reino" (p.204)

"Uma segunda área importante de renovação espiritual necessária, dentro da congregação local, é a formação e o fortalecimento de subcomunidades nucleares dentro da comunidade da igreja maior (...) A microcomunidade mais natural na igreja é o lar cristão, e os pastores devem trabalhar para edificar essa unidade para que tenha a força funcional que gozava no puritanismo."

"Sem tais mecanismos para o intercambio de graça e movimento de caminhar da verdade conhecida para ação, o modelo semanal de frequencia nos cultos de domingo pode se tornar uma rotina paralisada, consistindo de recebimento passivo da verdade que nunca se transforma em oração e trabalho em prol do reino" (p.206-207)


quinta-feira, novembro 20, 2008

O signifcado da Cidade


The meaning of the city.

Tim Keller


Texto base Jeremias 29


Babilonia era uma cidade hostil aos valores dos judeus, era uma cidade fragmentada, havia vários povos exilados por lá.


1. Jeito errado de relacionar-se com a cidade.


Há dois grupos de pessoas que respondem ao modo de vida de babilônia. Primeiro, há o modo da própria Babilônia em relacionar-se com as outras nações que estão sob seu comando.


Há três formas de uma nação se relacionar com outras mais fracas:


1. Expulsão.

Nesta um povo expulsa outro do lugar, e toma seu país. Há sempre o perigo da vingança.


2. Subjulgação.

Nesta, um povo subjuga outro, mas há sempre o perigo de insurreição.


3. Assimilhação.

É o modo babilônico, eles buscam assimilhar outras culturas, povos em suas formas culturais, espirituais, de modo, que esta comunidade perde sua identidade, seu poder, se tornam exatamente como os babilônicos, e assim em duas gerações essa comunidade some. Deus diz a Jeremias para crescer, e não sumir.
Daniel recebeu um nome pagão, foi educado com a melhor educação babilônica.
Você precisa trabalhar, precisa ser educado, e acaba-se tornando um babilonico com seus valores.

Tribalismo

No capítulo 28, os profetas judeus tem o segundo modo de relacionar-se: tribalismo. Aqui, o grupo se relaciona com os dominadores, mas apenas usam a cidade. A cidade seria destruída, então, vamos ficar por aqui e não entrar nela.
A idéia era vamos ficar aqui, fazemos negócios com ela, mas a desprezamos. Por fora, sorrimos e por dentro, odiamos a cidade, apenas buscamos deixar o nosso pequeno mais poderoso.
Com a assimilhação, era individual, a pessoa cresce, busca seus objetivos, mas não qualquer objetivo além de si mesmo.


No capitulo 29:6, Deus diz que eles são mentiroso, porque Deus tem um outro caminho, busquem a prosperidade e a paz da cidade, uma cidade que dominava com sangue e força os povos do seu tempo, uma cidade cheia de falsos deuses e ídolos. O unico modo de entedermos porque Deus queria isso, é se entendermos o que é cidade na Bíblia.
Santo Agostinho, diz que na historia do mundo, há duas cidades, isto, especialmente no livro de Isaias (cap. 26): cidade dos homens e de Deus.
A cidade dos homens é caracteriza pelo orgulho, com base no orgulho humano, as pessoas vão para lá em busca de um nome para si mesmas, em busca de reconhecimento, de poder, elas querem ser conhecidas por alguns. Por isto, é uma cidade de exaustão, porque todos tem que provar alguma coisa para alguém, você tem que buscar amor, dinheiro, etc. E também é uma cidade de pressão, afinal, todos são pressionados a terem estes objetivos para a satisfação pessoal.
Em contraste, a cidade de Deus é baseada na paz, e não está baseada no esforço humano, mas na graça. Aqui não tem lugar exaustão, mas para alegria. Porque não se olha para o que se possui ou tem, por causa da graça todos sabem quem são, não precisamos ter coisas para sermos amados ou aceitos, já os somos pela Graça.
A cidade dos homens, joga no princípio sua vida deve ser útil para mim. Já, a cidade de Deus, o princípio é minha vida para servi-lo.
No livro de Jeremias, o povo achava que muitos achavam hoje: hoje vivemos a cidade dos homens e no futuro, vamos viver a cidade de Deus.
Em Mateus, Jesus diz que somos uma cidade na colina, deixe que sua luz brilhe perante os homens através de suas boas obras, e assim, os homens adorem o seu Pai que está no céu.
Boas obras não é aqui bom comportamento apenas, são obras de misericórdia.
Toda cidade hoje é duas cidades, a cidade de Deus é a igreja hoje presente na cidade, uma cidade alternativa em toda cidade, onde sexo, dinheiro e poder, ao invés, de serem explorados como instrumentos de satisfação pessoal, são buscados como instrumentos doadores de vida.
Jesus disse não trabalhe na cidade pára seu próprio bem pessoal, trabalhe na cidade para o bem da cidade. Santo Agostinho diz que quando nascemos de novo, recebemos uma dupla cidadania, terrena e celestial, e aqui está a marca dos cidadãos celestiais, eles são os melhores cidadãos terrenos. Eles não praticam assimilhação, porque não buscam seus interesses individuais. E nem tentam tribalizar, apenas usando e explorando a cidade para o bem do seu grupo particular.
A palavra Shalom, que significa paz- não quer dizer apenas cessação da hostilidade ou calma interna- tem um conteúdo mais amplo: social, economico e espiritual. Se você acredita que é filho de Deus, você deve buscar a paz -shalom- na cidade, não apenas para seu grupo, mas para a toda a cidade.
Deus está dizendo não perca sua diferença na cidade, e também não fique orgulhoso de sua diferença. Use-a para servir sua cidade.
Durante os anos 300 d.C., havia epidemia de praga, pessoas ficaram com medo de visitar uma as outras, em muitas casas, pessoas morriam e eram jogadas na rua, toda o laço familiar e moral sucumbia perante o medo da morte.
Se você vive na cidade em busca de assimilhação, você sai correndo ou como tribo, você também sai fora.
Contudo, os cristãos da época, buscaram ajudar os que haviam sido contaminados, muitos morriam fazendo isto. E exatamente neste periodo o cristianismo cresceu muito. Por que? Muitos pagãos sobreviveram porque foram ajudados por cristãos, quando eles sobreviviam, muitos se perguntavam porque vocês estão nos ajudando, vocês não estão aqui por dinheiro, por salvar sua saúde. Eles entendiam que os cristãos estavam lá apenas para servi-los.
O cristianismo então tomou a imaginação, teve poder não buscando o poder, eles adquiriram influência através de um serviço absoluto: marca dos cidadãos celestiais.
Jesus Cristo no fim de sua vida entrou em Jerusalém, e não em Babilonia- que simboliza a cidade dos homens. Jerusalém, simboliza a cidade dos céus. Em Jerusalém, na cidade de Deus, ele foi executado, mas, ninguém pode ser executado dentro da cidade santa, ele teve de sair para ser morto, foi ao Calvário.
Os criminosos eram executados fora da cidade como simbolo da vergonha e do exilio que o pecado merece, o egoísmo nos leva ao exílio, ele perdeu a segurança e a comunidade.
Em Hebreus 13:12-14 diz:
"por isso, foi que também Jesus, para santificar o povo, pelo seu próprio sangue, sofreu fora da porta, saiamos, pois, a ele, fora do arrail, levando seu vitupério, na verdade, não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a que há de vir"
Jesus foi cosmicamente colocado fora, perdeu seu Pai, experimentou o inferno em sua morte. Ele foi colocado para fora da cidade do seu Pai, para que nós pudessemos entrar. Recebeu o banimento, a vergonha e o exílio. Pecadores merecem estar fora da cidade, mas ele ficou por nós.
Quando acreditamos em Jesus, automaticamente nos tornamos cidadãos dos céus. Se você entende quem você é, entende a cidadania que você ganhou, você não precisará de mais nada da cidade terrena para ser algo quando se tem o amor de Deus.
Frank Sinatra estava errado ao dizer que se você conseguir vencer em New York, você consegue em qualquer lugar. Há realmente uma grande cidade esperando por nós, e se você consegue entrar lá, você poderá viver em qualquer lugar.
Muitos conseguem sua identidade assim: cria um orgulho para si, e despreza todos outros que não tem, por exemplo, sou um bom trabalhador, e, então, despreza todos que você considera relaxados. Se você é religioso, depreza que não frequenta igreja. Eu estou bem porque não sou como eles.
Agora, se sua identidade está em Cristo, o que eu vou considerar de mim mesmo não é porque sou uma pessoa amável ou qualquer outra que eu faça, todo meu valor está que Cristo morreu por mim, quando ainda não era nada. Todo meu valor está que Ele morreu por mim.
Sabemos que a cidade está cheia de pessoas que acreditam em coisas erradas, que fazem coisas ruins. Mas, o amor de Cristo, me faz capaz de amar pessoas que são totalmente diferentes de mim, porque eu era assim.
Jesus perdeu a cidade onde estava, para que nós pudessemos estar na cidade que virá com Ele, e para que pudessemos ser sal e luz na cidade onde estamos.
Quando Paulo viajava, ele não andava por toda a região, mas a cidade principal, porque ele sabia que se capturasse a imaginação da cidade, ele ganhava toda a região. A Bíblia diz que a história começa num jardim, e termina na cidade.
Não viva na cidade egoísticamente, se somos cristãos, temos que buscar uma atitude de servir a cidade, e não apenas usar a cidade. Não busque julgar as pessoas, mas busque a paz, por isto, Jesus disse suas boas obras, e não desprezo.