quinta-feira, novembro 29, 2012

Carlos McCord: O Fruto


No sexto capítulo de A vida que satisfaz, o pastor Carlos McCord irá falar sobre o fruto.

Jesus somente reconhece o que Ele produz.


Este capítulo vai tratar da terceira etapa da vida cristã, o fruto. Lembrando que a vida cristã é fé, esperança e amor. Espiritualidade, conversão e obras.

Jesus nos conhece pelo fruto. Ele só reconhece aquilo que Ele produz em nossa vida. Muitos confundem este fruto com suas realizações pessoais, que leva as pessoas sempre a estarem certas se estão se esforçando o suficiente ou sendo eficientes. Efeito e esforço parecem ser o alvo, mas a essência fica esquecida. É preciso ser antes de fazer. Assim, leva a insatisfação, a competição, ao orgulho e, enfim, a um colapso. 

Não se consegue produzir um segundo descanso (Mt11) ou o fruto (Jo 15). 

McCord fala em um atalho de satanás, que é o de gerenciar nossas vidas e nossos ministérios fora da perfeita e abundante presença de Jesus. 

O fruto descrito em João 15


O fruto de João 15 não é a salvação. Jesus é o fruto da salvação. A salvação é o fruto que apenas Jesus pode produzir, ele o fez. Então, o fruto de João 15 é o resultado da salvação. 

"Esse fruto é a glória de Deus sendo liberada por intermédio das nossas vidas. É Deus quem se tornou visível e disponível em todos seus atributos, não apenas no aspecto do perdão dos pecados. Este fruto são as boas obras que levam pessoas a confiar em Deus completa e diariamente. Este fruto é a prova de que as perfeições e a abundância divinas estão novamente presentes no mundo, e desta vez satanás não poderá impedi-las" p. 87

O fruto de João 15 é Deus dizendo ao mundo que a perfeição de Jesus está disponível ao mundo através de seus ramos. 

O fruto é a vida que está em Jesus, mesmo muito antes de estar em nós.

Em Galatas 5.22 temos uma lista do tipo de fruto que o Espírito Santo em nós produz em nossa vida quando habita em nós e quando moramos nele. McCord pensa os frutos como as intenções de Deus que são produzidas quando recebemos a abundância e perfeição da vida de Jesus e ela permanece em nossa alma.

O sermão do Monte não foi dado para mostrar que não é verdade, mas que é possível ser mostrado por alguém que estiver habitando na vida de Jesus.

"Antes de conhecer Jesus, todos vivíamos conduzidos pelo princípio da imperfeição e do medo de nos estar faltando coisas. Essa vida é o que chamamos de viver na carne" (....) "Jesus faz um contraste entre a vida que depende do que pode ser acumulado e guardado, e uma vida em que alguém recebe perfeitamente a fim de distribuir perfeitamente" (p. 90)

Quem ou que define o fruto?


Deus é quem define o que é o fruto, sendo aquilo que Ele pretende dar ao mundo que precisa disto.  Na vida de Jesus, nós vemos isto o tempo todo, Ele recebendo do Pai e entregando às pessoas.

"O fruto de João 15 é vida vivida e compartilhada como Jesus a viveu e a compartilhou diariamente. A vida de Jesus define o fruto. A vida de Jesus define o discipulado. A vida de Jesus define glorificar a Deus" (p. 93)

Discipulado não é informação e frequência, o relacionamento diário com Jesus é. O discipulado acontece quando somos capazes de ouvir, obedecer e agir conforme a presença de Jesus em nós. 

"Para que Cristo seja formado em nós, precisamos ver o fruto ser compartilhado pelas vidas de crentes que permanecem, para podermos saber se o que se origina nas nossas vidas é de fato fruto. É necessário haver discípulos para que haja discipulado. Este era o plano de Jesus. Aqueles satisfeitos em Jesus levam aos novos na fé a satisfação que não lhes falta" p. 94

O discipulado acontece quando as intenções de Deus podem fluir livremente na vida do discípulo, a abundância que já está lá como está em Mateus 10.25.

Hoje os métodos de discipulado na igreja se baseiam na falta, não levam a permanecer com que elas têm da Videira. É o método de trazer para dentro, nele se diagnostica o que está faltando e planeja-se uma estratégia para que as coisas sejam apreendidas pelo discípulo. Se cria uma pirâmide religiosa, entre os que têm e aqueles que não têm.

 O permanecer é outro método chama chamar para fora. É entender que a presença de Jesus já está na pessoa, que ela é um ramo que está sendo cuidado e nutrido pelo Agricultor. É um processo de vida, é orgânico, é simples.

Infelizmente, ensina McCord, nos temos reduzido o discipulado à habilidade de evitar certos pecados e de estar em certos lugares na hora certa para fazer ciosas muitos nobres de crentes. 

"Discipulado é dar frutos que revelam as intenções de Deus em relação à humanidade. 

No final do capítulo, pastor Carlos nos dá 3 exercícios para permanecemos:

1. Aprenda a dizer que está permanecendo, o que parece estar faltando não está.
2.Receba mais e mais as intenções de Deus, lembre-se do Salmo 1
3. Reconheça que seus pensamentos nascem da escassez e da falta.





Carlos McCord: Os Ramos


No quinto capítulo de A vida que satisfaz, Pastor Carlos McCord continuando o estudo em João 15, fala sobre Os Ramos.

A vida cristã é profunda e, simplesmente, simples.

Ele começa perguntando se há no mundo algo mais lindo, eficiente e simples que uma planta dando seu fruto.  Como poderia haver o fruto sem não fosse o ramo? O ramo pode ser negligenciado por todos menos pela Videira e pelo Agricultor, que se tornam um com o galho.

Nesta unidade, a tarefa e a alegria do ramo é simplesmente receber, alegrar-se e compartilhar a perfeita abundância de Deus que existe somente em Jesus.  A simplicidade de Jesus consistia em receber do Pai e compartilhar, esta é a simplicidade que marca o discipulado.

Neste capítulo, estão mais explícitos os conceitos fundamentais de McCord da vida cristã: receber, regozijar e repartir. 

Quanto mais satisfeitos na Videira, mais úteis são para o Agricultor.

Os ramos devem saber que sem Jesus nada pode fazer e que também não há um plano B para entregar o fruto da perfeição e da glória de Deus para o mundo. 

"Sendo assim, cada ramo sabe que não é nada, mas é aquilo que Deus escolheu usar para colocar suas perfeições ao alcance da humanidade. Nós somos necessários porque ele nos escolheu para que fossemos necessários. Jesus escolheu não viver sem nós, embora pudesse fazê-lo. Somos ramos. Somos chamados para ficar entre o céu e a terra e não reter nenhum bem, pois não existe bem em nós" p. 75

Este pensamento é uma abordagem da visão de Andrew Murray que descreve em Permanecei em Cristo, no dia 4, a vida do ramo na Videira:  

a. sem a videira, o ramo nada pode fazer
b. sem o ramo, a videira tampouco pode fazer nada.
c. tudo aquilo que a videira possui pertence aos ramos.
d. tudo que o ramo possui pertence a videira.

"A parábola também nos ensina sobre a integralidade dessa união. A união entre a videira e o ramo é tão íntima que um nada é sem o outro e um existe inteiramente e somente para o outro" (Murray, p. 26)

Nosso valor vem da escolha de Jesus, da vida dEle na nossa. 

"O maior ramo é o que mais recebe e o que o mais dá. O maior é o servo. Aquele que não tem importância tem enorme importância fluindo de sua vida, vinte e quatro horas por dia e sete dias por semana" p.76

Timothy Keller fala que quando encontramos evangelho, ele produz em nós duas coisas que parecem paradoxais: humildade e grandeza. Humildade pela riqueza de Deus em relação a nossa pobreza, e grandeza, porque apesar das nossas condições, Ele nos ama e fez morada em nós.

McCord segue o raciocínio buscando a unidade do ramo com a videira e não da imitação. O ramo não imita a vida de Cristo, mas vive dEla.

Ser um ramo é aprender a buscar a satisfação, alegria e unidade em Cristo. "A qualidade do fruto refletirá a qualidade da satisfação desfrutada em primeiro lugar pelo próprio ramo, antes de compartilha-la livremente pelo mundo" (p. 76)

Primeiro recebemos, para compartilhar. Somos satisfeitos para satisfazer. Aqui seu pensamento se coloca junto de John Piper na leitura da Confissão de Westminster, como ele cita no livro: "A finalidade maior de um homem é glorificar a Deus alegrando-se nele para sempre".

As disciplinas espirituais, a santificação são entendidas não com o próprio de sermos os melhores, mas para recebermos melhor. Elas nos encorajam a receber (fé), nos alegrar (esperança) e compartilhar (amor). 

Examinar o fruto e distribui-lo é tarefa do Agricultor. A tarefa do cristão é desfrutar a perfeita presença de Jesus. 

"Um crente que permanece trabalha a partir do descanso. O crente que não permanece trabalha para descansar. Um crente que permanece trabalha a partir da abundância. O crente que não permanece trabalha para ter abundância" p. 78

Não se trata dos nossos esforços para realizar a vontade de Deus, mas do esforço de Deus em realizar sua vontade em nossa vida. 

Citando Murray, McCord nos lembra dos dois descansos: o primeiro está na salvação ou no perdão, o segundo é aquele que precisamos aprender. 

"É o descanso que recebemos quando paramos de gerenciar nossas próprias vidas e começamos a seguir a Jesus. É o descanso que o ramo experimenta quando está conectado à videira." p. 79

Nossa vida deve se basear na perfeição de Deus, ter lá seu começo e não fim. 

Mais uma vez, McCord termina o capítulo com alguns exercícios para nos lembrar a começar nosso dia com a abundância divina:

1. diga bem vindo ao Espírito Santo.
2. desfrute da verdadeira identidade de sua vida na Videira. Lembre-se de quem você é na videira: nascido de novo, filho de Deus, salvo pela graça, amado, reconciliado, etc...
3.Por último, continue com a simplicidade do discipulado:

"Discipulado não é obter o que você não tem. É aprender a desfrutar o que você já tem, e compartilhar isto" (p.82)


sábado, novembro 24, 2012

Igreja que podemos ser

A vida cristã está apoiada no Evangelho, naquilo que o Senhor Jesus realizou e realiza em cada pessoa e na sua igreja. Para entendermos melhor como isto acontece, devemos lembrar de três conceitos chaves que aparecem nas Escrituras: fé, esperança e amor, como ensina Pr. Carlos McCord.

A fé é nossa relação com Deus, é o presente que Deus dá a cada um de nós de sermos ramos dele na vida dele que é a Videira, a fé começa e termina com Jesus vivendo a nossa vida. Aqui está a nossa justificação, nossa filiação, nosso novo nascimento.

A esperança é que neste relacionamento, a cada momento vamos desfrutando mais e mais da vida de Jesus através do Espírito Santo e, assim, ficamos cada vez mais a imagem e semelhança de Jesus. Aqui está a nossa regeneração, nossa santificação.

O amor são os frutos que Jesus coloca em nossa vida. É o tornar Jesus disponível não somente para nós na santificação, para para o próximo. São as nossas obras, que no fundo no fundo, são dEle. 

Pr. Carlos McCord refere-se a este movimento como: receber, regozijar e repartir. Pensando pelo Evangelho, é a nossa dependência constante da obra e graça de Jesus em nossa vida, a boa nova que se espalha em cada aspecto de nosso dia a dia.

A igreja é um conjunto de ramos que formam uma vinha, que é ligada, nutrida e colhida pelo Agricultor na Videira. Toda a ação, toda a criação, toda a vida só podem vir da Videira e do Agricultor. Aos ramos, fica a fé, a esperança e o amor de estarem disponíveis para que esta vida se multiplique e viva dentro de cada ramo em todo instante.

A igreja local é uma vinha porque é parte da Videira.

Existem dois inimigos desta vinha, são a religião e irreligião. Ambos são movimentos em que nós somos tentados a produzir vida por si mesmos, sem estarmos ligados na Videira. Na religião, se acredita que pelo esforço pessoal se pode produzir a vida que só Deus pode dar. Por outro lado, na irreligião se busca produzir vida na busca dos ídolos deste mundo, como se fora de Deus pudesse haver a perfeição que tanto buscamos.

Tanto um quanto outro são movimentos em que o ramo é movido pelo orgulho, buscar fazer a própria vontade colocando Deus como alguém que irá recompensar seus esforços (religião) ou como alguém que concorda com sua busca egoísta (irreligião).

 A vida não está em nós mesmos, somos apenas ramos, sem Jesus não podemos fazer nada.

O perigo da religião.

A religião trabalha com a escassez, sempre está faltando alguma coisa a ser cumprida para que Deus venha e abençoe sua vida. São pessoas cheias de regras, que quando não as cumprem, ficam desoladas e deprimidas. Mas, quando as cumprem, ficam piores ainda, orgulhosas e julgadoras.

Em João 8, temos um grupo de pessoas que pegou uma mulher em adultério, estavam prontos a apedrejá-la. Jesus fez uma pergunta simples: quem dentre vós não tiver pecado, que atire a primeira pedra.

O grupo começando dos mais velhos começavam deixar suas pedras e foram embora. Quando a pessoa vive da religião, ela não encontra um perdão verdadeiro para sua vida, está sempre com a consciência acusando dizendo que falta alguma coisa. Para fugir desta voz, essas pessoas buscam os pecadores para colocar sobre eles seu julgamento.

Carregar pedras cansa como também buscar o perdão e a justiça de Deus por seus próprios méritos. Um bom exemplo para saber se você é ou não religioso, está no modo como você usa a palavra pecador. Se na maior parte do tempo, você a usa para descrever as outras pessoas, aquelas que você não considera que merecem o perdão de Deus, talvez, é por que a trave no seu olho está tão grande que você não consegue mais enxergar a si mesmo.

Diante de Jesus, todos nós somos pecadores, dependentes da sua graça para sermos livres e permanecermos limpos. No mesmo capítulo, Jesus fala que quando o conhecemos, ficamos libertos, e só podemos continuar assim, se permanecermos nEle.

O caminho de Jesus não é o caminho do homicida, o caminho de Jesus passa pelo sacrifício e pela compaixão. O convite de Jesus é que ao invés de carregarmos pedras, busquemos toalhas. Elas são mais leves! A misericórdia e a compaixão é mais leve do que a vingança e o orgulho.

Em João 13:14, Jesus diz que se Ele nos lavou, nós devemos lavar os outros também. Quando estamos diante de alguém sujo, lembre-se que ninguém mais do que você e Deus conhecem a sua próprio sujeira. Lembre-se de Paulo, sempre quando usava a palavra pecador, dizia que ele mesmo era o maior deles.

O convite é para a lembrança, voltar a memória que agora somos livres para perdoar e amar. Você é livre para abraçar quem não merece, para ajudar a limpar quem está sujo. Não se pergunte se foi você que sujou ou que responsabilidade você tem em limpar aquilo. Dignidade, injustiça ? Lembre-se quando o Senhor dobrou seus joelhos e limpou você,  não foi nada justo, não foi nada digno. Mas, foi puro amor.

A igreja que podemos ser começa em Jesus na sua vida agora na nossa. A verdade nos libertou para amar, deixe o medo de lado... 

No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor. 1João 4:18

É maravilhoso que a Bíblia coloque como oposto de amar, o medo. O medo é nossa falta de fé que amar é a melhor resposta, porque no fundo desconfiamos da bondade de Deus, queremos a pena, queremos a nossa própria justiça e não a perfeita de Deus.

Quando conhecemos o Filho, conhecemos o Evangelho perfeito, a abundância de vida de Deus para nós....Ela não termina, não precisa ter medo, você está livre para amar, você tem um novo Pai, que é perfeito e abundante. Você pode dobrar seus joelhos, largar as pedras e pegar uma toalha.

quinta-feira, novembro 22, 2012

Carlos McCord: O Agricultor


No capítulo 4 de A vida que satisfaz, Pastor Carlos McCord irá falar sobre o Agricultor de João 15. 

Começa a falar do desconforto que há na palavra perfeição. Porque as pessoas pensam isto como algo que elas pudessem produzir, em vez daquilo que recebem e compartilham. As perfeições de Deus estão reveladas em Jesus, que é a vida que o ramo comunica.

Nós fomos criados para vivermos da perfeita abundância que há em Deus. Infelizmente, nos acostumamos a viver com menos que a perfeição e a abundância, alguns de nós, nem acredita que ela possa existir.

Viver assim leva a uma vida sem descanso, vivemos de um rio poluído em desespero. Jesus viveu da abundância ou da escassez? Se olharmos para o nosso mundo através de Jesus, encontraremos a perfeição e a abundância que nossa alma necessita.

A história bíblica começa e termina na perfeição de Deus. Lembrando de Mateus 5:48, existe uma perfeição para vivermos, nos conectarmos a ela para que seja a nossa fonte.

"Ser perfeito não é cumprir uma lista de regras para ser aceito. É simplesmente voltar a ser o que originalmente o nosso Criador tinha a intenção que fossemos. Fomos feitos para viver da perfeita abundância de Deus, e quando o fazemos, podemos cumprir perfeitamente nosso papel nesse universo perfeitamente abundante. Fomos criados para receber e repartir as perfeições de Deus. Essa possibilidade existe hoje" (p.59).

Por que nossas almas não encontram descanso?


Fomos criados para desfrutar a perfeição de Deus, o próprio Deus colocou este desejo no nosso coração. Porque a fonte desta perfeição é o Agricultor, o Pai de Jesus.

Jesus começava cada um de seus dias desfrutando da perfeição e da abundância do Pai, a consequência para a nossa vida quando não começamos cada dia desfrutando desta perfeição é uma implosão da nossa fé, o enfraquecimento da nossa esperança e interrupção do fluir do amor.

McCord lembra que a vida é impossível se não estiver conectada nesta perfeição. 

"O descanso e a paz de nossa alma dependem de Deus ser ou não perfeito como a fonte das  fontes. Se na fonte existir qualquer coisa menos que a perfeita abundância, tudo o que podemos ter é uma fé que precisará constantemente de ajustes, por causa dos erros. Se a fonte for perfeita, o que temos é uma pergunta simples e lógica: "Ele de fato dá a perfeição a quem precisa dela? É ele alguém que recompensa? Ele destina a abundância para as nossas vidas?"" (p.63)

Quando olhamos para a vida de Jesus, vemos que Deus dá a todos que o recebem a perfeição e a abundância. Ele é a perfeita abundância disponível e visível, como vemos João 15. 

As imperfeições deste mundo não podem diminuir a perfeição de Deus. Permanecer é receber e desfrutar a perfeição de Deus em Jesus do mesmo que Ele fez.  Toda a vida cristã é inútil se perdermos de vista a perfeição de Deus que Jesus desfrutou está ofertada a nós agora.

A diferença entre Jesus e nós, é que Ele estava plenamente satisfeito com Deus vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana e nós não. A perfeição de Deus está disponível, alguns de nós a vivem, outros não.

"Não temos de produzir a perfeição, mas devemos recebê-la e compartilha-la. É isso que Deus exige de toda a sua criação. Somos satisfeitos para satisfazer. O maior no Reino é o servo" (p.67)

A fé tem que responder a pergunta se a perfeição de Deus é a regra do universo ou nossas imperfeições?

Precisamos começar pela perfeita abundância que há no Pai, o Agricultor é a perfeição e a abundância que buscamos, e Jesus é a conexão com elas.

No fim do capítulo, Pastor Carlos nos chama a colocar o olhar nas perfeições do Agricultor e receber os benefícios da alma.

1. Diga bem vindo a presença de Deus em sua vida.
2. Fale de suas necessidades em relação às perfeições divinas.
3. Renda sua vontade à vontade perfeita de Deus.
4. Esteja disponível a compartilhar as perfeições de Deus pelos frutos.

"Todo permanecer começa e continua na perfeição e na abundância de Deus. Jesus é a nossa conexão à eterna perfeição de Deus e ele está em nós". (p. 71)



sexta-feira, novembro 16, 2012

Estante lida - Out/12

Esta postagem busca ajudar pessoas a ler compartilhando as leituras que estou fazendo.

Livros comprados em Outubro:
Os desafios de Jesus de N.T.Wright
Seguindo Jesus de N.T.Wright
O Caminho do Peregrino de N.T. Wright
O Deus que eu não entendo de Christopher J. Wright
Chazown de Craig Groeschell
O Campo e a Cidade de Raymond Williams
O Espírito da Prosa de Cristovão Tezza



Livros lidos em Outubro:
A caixa-preta de Darwin de Michael Behe
A vida cristã normal de Watchman Nee
How to read a book like a professor de Thomas C. Foster
Manual do Diácono de Claudionor Correa de Andrade
O Espírito da Prosa de Cristovão Tezza
O Evangelho e a Evangelização de Mark Dever

Quase-lidos em Outubro:
Chazown de Craig Groeschell



1. Como defender Deus? (2)



Terminei a fase de leitura apologética, lendo A Caixa-preta de Darwin de Michael Behe. O livro não é propriamente apologético, ou seja, religioso. A caixa preta é a bioquímica moderna e a impossibilidade da teoria darwiniana de responder perguntas ou mesmo de ser uma teoria válida.

Behe faz uma defesa do desenho inteligente, o livro deve ser ótimo para as pessoas da área da biologia, confesso que pulei muitas explicações dos processos. Deixe-me citar o fim do livro para vocês terem uma impressão do livro:

"Agora chegou a vez de a ciência fundamental da vida, a bioquímica bagunçar um pouco as coisas. A simplicidade que antes se considerava o alicerce da vida revelou-se uma ilusão; em vez disso, sistemas de complexidade irredutível, espantosa, residem na célula. A compreensão resultante de que a vida foi planejada por uma inteligência é um choque para nós no século XX, que nos acostumamos a pensar nela como resultado de leis naturais simples. Outros séculos, porém, também tiveram seus choques, e não há razão para pensar que deveríamos escapar deles. A humanidade continuou, enquanto o centro dos céus passava da Terra para além do Sol, à medida que a vida se expandia para abranger repteis há longo tempo extintos, na proporção em que o universo eterno mostrou que era mortal. Nós sobreviveremos à abertura da caixa-preta de Darwin" p. 254

O livro é bastante indicado para aqueles que leram Dawkins e acham que possuem todas as respostas.

2. Literatura, fazer e ler.


Em O Espírito da Prosa, Cristovão Tezza traça uma autobiografia literária, fala das suas dificuldades para escrever e seu processo de amadurecimento em escrever. O título da prosa mostra os limites da escrita atual desde Bakhtin, que é somente a prosa.

Sobre ler literatura, terminei depois de meses de para e retorna, How to read a book like a professor de Thomas C. Foster, é um livro de auto-ajuda literária. Mostra que nem tudo que está num livro é o que parece. É divertido e até interessante. A chuva nunca é uma chuva e uma dor no peito pode estar relacionada com alguma dor mais sentimental que fisiológica.


3.Clássico cristão?


Como é duro ler Watchman Nee, o livro A Vida Cristã Normal fala sobre o capítulo mais complexo do apóstolo Paulo, Romanos 6. Nee tem toda uma linguagem alegórica. Num resumão geral, ele coloca que a cruz resolveu o problema do pecado do ser humano, nossa natureza decaída e o sangue resolveu o problema dos pecados, ou seja, da culpa que tínhamos em relação a Deus.

Meus problemas com Nee é que ele tem um modo pessoal de teologia, seus conceitos de salvação, redenção e justificação não seguem a tradição reformada, são próprios. Mas, o livro é um clássico cristão sim! Vale a pena ler e reler até tentar entender.




4. Duro mesmo?


Craig Groeschell é um líder de uma das maiores igrejas nos EUA, a life-church.tv, mas seu livro Chazown é muito muito ruim, não deu para continuar....Não compre, nem para arriscar a ler!

Outra coisa que é dura também é ler Mark Dever. Seu livro o Evangelho e a Evangelização não é ruim, nem ótimo. Na mesma linha, Church Planter do Darrin Patrick é bem melhor.

5. Tom Wright é sempre Tom Wright!


Em Os Desafios de Jesus, N.T. Wright coloca as questões que a vida de Jesus e o judaísmo do primeiro século colocam para seu discípulo hoje. Wright repensa as expectativas da vida cristã, como sempre, ele não anda na companhia de muitos, leva a reflexão sobre como Jesus via sua missão e como, a partir daí, devemos ver.

O subtítulo em português, a escolha de ser um verdadeiro seguidor de Jesus,  pode enganar o leitor. Não se trata de um manual de discipulado, antes de obra devocional, é uma introdução teológica a questões sobre a missiologia cristã

Jesus é apresentado como um profeta do reino de Deus, que substitui em si mesmo, o templo e a torá judaica. Trata o arrependimento como uma questão nacional. A ressurreição é vista no contexto da promessa de redenção para todo o mundo.



"A questão é que o Reino anunciado por Jesus apresentava um novo mundo, em um novo contexto, desafiando seus ouvintes a serem novas pessoas que desafiariam seus contemporâneos a viverem um novo estilo de vida, um estilo que valorizasse o perdão, a oração, e celebração da vida, coisas que poderiam ser praticadas no lugar onde eles viviam, sem que eles precisassem partir para qualquer lugar" p. 51