quinta-feira, janeiro 10, 2013

Carlos McCord: A Carne



A carne nunca melhora. O seu "eu" que tentou a vida funcionar longe de Deus, ele nunca melhora, é algo que você precisa aprender a negar, ser vencido até que um dia ele será removido para sempre.

Antes de sermos colocados na videira, nossa vida resumia a nós mesmos, e tudo que tinhamos era a carne. 

"Somente Jesus nunca viveu na carne, porque nunca tentou organizar a sua vida longe de Deus. A sua satisfação profunda, em Deus, eliminou toda e qualquer necessidade da carne" p. 148

Logo após o batismo de Jesus, o inimigo tentou levar Jesus a desenvolver uma vida na carne. Adão e Eva foram tentados no jardim perfeito, Jesus num deserto. Lá foi tentado em três áreas:

1. Ele tenta Jesus a provar sua identidade saciando ele mesmo a sua própria fonte. Ele quer que Jesus  assuma o controle sobre algo que Deus não proveu, como fez com Adão e Eva e a árvore do conhecimento do bem e do mal. 

"A carne sempre acha que algo está faltando e que continuará faltando se alguma ação humana não for tomada. Essa ação, embora pareça nobre, confirma a doutrina fundamental de satanás, que diz: Deus não é suficiente. Ao recusar-se a fazer algo que ele poderia ter feito, por seus próprios meios, Jesus refuta a mentira de que Deus não é tudo que precisamos" p. 149

2. Leva a Jesus até a cidade santa e pede que se atire para que os anjos o socorram. Mais uma vez, o inimigo deseja que Jesus prove sua identidade e que coloque um limite no tempo e na quantidade de dor que sofreria e seria capaz de suportar. 

Jesus se recusa a achar que Deus errou com ele ou o negligenciou. Não devemos nos aproximar de Deus, acusando com nossa insatisfação como um sinal de que Ele falhou conosco. 

3. Jesus é levado a uma montanha, onde lhe é mostrado os reinos do mundo e sua glória.  O inimigo quer que Jesus receba sua satisfação dele em vez de Deus. 

Jesus rejeitou esta satisfação temporária, e continuou satisfeito em Deus.

"Jesus venceu a batalha contra satanás porque nunca perdeu o relacionamento com o Pai. Ele estava permanecendo. A sua vida, identidade, satisfação e intenções nunca estiveram longe do seu Pai. Ele não tinha vida na carne. Nunca tinha tentado fazer nada sem o seu Pai. Nós, infelizmente, fazemos isto, e assim cultivamos uma vida na carne, que não pode absolutamente, nada" p. 151

O permanecer é o antídoto contra a carne.  Ao permanecer, a dor não é nosso rei. Podemos nos libertar das satisfações que vem do mundo, que tem sido usadas para tirar nossa adoração em Deus.

A religião e a auto-ajuda tentam melhorar a carne,  me encorajando a não desistir de mim mesmo. É interessante que eles prometem uma vitória contra a dor, satisfação e prazer.  Contudo, permanecer é desistir do eu que vive longe de Deus e a aprender a viver momento a momento satisfeito em Deus. 

"Todo dia preciso me reconhecer como morto pra essas coisas e vivo para Deus. Minha satisfação agora está nele somente, não importa quem me procure para fazer uma oferta. Acredito que é por causa do amor e da sua misericórdia que Deus permite esse teste contínuo no nosso viver. O desejo dele é que a certeza de nossa incapacidade de viver longe do Senhor se transforme em uma convicção muito profunda. Também deseja que refutemos a doutrina satanica que diz: Deus não é suficiente" p. 155

"Não é que eu peco menos, é que eu permaneço mais!!!"

Carlos McCord: Os Dons



A vida cristã está inteiramente dentro das pessoas, não está em algo fora delas.  Devemos procurar sustentar nossa vida cristã inteiramente em Jesus e não nos nossos recursos. Quando encontramos um novo convertido, o levamos a uma videira ou a uma livraria?

"Ser sustentado e estimulado por Jesus é viver a vida cristã quando Jesus é o estímulo essencial momento a momento.  É um erro pensar que a qualidade dos recursos na livraria é capaz de produzir a vida cristã. O pensamento é crer que a vida cristã em nós é capaz de nos sustentar, satisfazer e estimular para amar" p.133

A Bíblia é como um sol para iluminar a presença de Cristo em nós.

"A Bíblia ilumina a vida cristã que vive em nós. A Bíblia é o sol na Vinha de Deus e, sem as palavras e boas intenções de Deus iluminando a vinha, o fruto não vai aparecer como deve. É a Videira que faz da Vinha o que ela é. A videira em nós é a vida cristã, e o sol e o agricultor olham para ela" p. 134


Mais um vez, McCord nos lembra dos dois descansos, o primeiro da salvação eterna  e o segundo da satisfação diária, disponível a todos na Videira.  

Funcionamos a partir de nossa igualdade em Jesus, independentemente de nossa condição social. 


Os dons de permanecer.

Ele lista cinco dons do permanecer: seu espírito, sua paz, seu amor, sua alegria e sua amizade. Quando temos esses dons, temos a vida abundante.

Se todos tem a abundância, a mesma coisa vale no ensino, partimos da igualdade da presença de Jesus e não de uma posição alguns têm, outros não.


"Já que temos os dons de igualdade que recebemos de Jesus deveríamos todos começar a partir da igualdade e abundância, e não a partir daqueles que tem poder e daqueles que não tem. Somos todos ramos e nenhum de nós é a videira. O ponto de partida deveria ser o lavar os pés, e não da às pessoas um pouco da nossa mente,  que mal podemos viver sem, e que eles, na verdade, não precisam" (p.144)




quarta-feira, janeiro 09, 2013

Timothy Keller: Center Church

Acabei de adquirir Center Church: doing balanced, gospel-centered ministry in your city. de Timothy Keller. Trata-se do primeiro livro escrito pelo pastor para apresentar um modelo de igreja conforme o evangelho. O livro é gigante em conteúdo, então, para facilitar o estudo, vou me propor a resumi-lo e quem sabe, abrir um diálogo com Keller e com o leitor deste blog que queira participar.

link: http://timothykeller.com/books/center_church/



Introdução: A visão teológica da  "igreja do centro".

Uma das formas para se avaliar um ministério seria o do sucesso. Número de conversões, entradas seria o critério para a efetividade ou não de uma igreja?  Por outro lado, alguns apresentam como critério, a fidelidade, o que importa aqui é como é a doutrina da igreja,  o caráter, mas é um critério que acaba não sendo tão sincero quanto a incompetência.

Para Keller, o critério mais bíblico é o do fruto ou da frutificação. Conforme lemos em João 15:8, Rm 1:13, Gl 5:22 e Rm 15:28.

"A metáfora da jardinagem mostra que tanto sucesso quanto fidelidade em si mesmos são insuficientes como critérios para avaliação de ministério. Ainda no fim, o grau de sucesso de um jardim ( ou do ministério) é determinado por fatores além do controle do jardineiro. O nível de frutos varia de acordo com as condições de solo ( isto é, algumas pessoas tem um coração mais duro que outras) e condições de tempo (isto é, o trabalho da soberania do Espírito do Senhor) também". (p.14)

O movimento de crescimento de igreja colocou muita importância sobre técnicas, mas subestimou a importância de um bom caráter  e da soberania de Deus. 

O segredo dos frutos da Redeemer.

Keller conta como surgiu a idéia do livro, em contar aquilo que vem acontecendo na Redeemer.  Ele diz que existe dois tipos de livros escritos para pastores e líderes, um que contém princípios gerais para todas as igrejas. Outro tipo são aqueles como fazer, que descrevem programas, técnicas.

Keller coloca uma aversão às técnicas, na Redeemer, não há música contemporânea, pastores informais, nem videoclipes. Ele coloca que o segredo é que pensaram sobre o caráter e as implicações do evangelho na cultura da cidade, sobre as sensibilidades dos crentes e não-crentes e o pano de fundo cultural da cidade.

Hardware, Middleware e Software.

Todos nós temos uma fundação doutrinária - um conjunto de crenças teológicas e que nos conduz a formas de ministério.  Contudo, existem ministros que tomam programas e práticas de ministérios que não se encaixam nem com suas crenças doutrinárias nem com o contexto cultural. 

Quando tentam colar estes métodos, acontece uma perda de frutos. 

Keller coloca que as doutrinas são nosso hardware e os programas de ministério são nosso software. Existe algo neste meio, chamado middleware.

"Entre as crenças doutrinárias de alguém e as práticas ministeriais deve haver uma visão bem concebida de como trazer o evangelho para aquela cultura em particular e aquele momento. Existe algo mais prático que apenas crenças doutrinárias, mas algo mais teológico do que quais os passos para cuidar de um ministério em particular. Uma vez que a visão é estabelecida, com suas ênfases e valores, isto leva aos líderes da igreja a fazerem boas decisões em como adorar, discipular, evangelizar, servir e engajar culturalmente  no campo do ministério- seja numa cidade, subúrbio ou pequena cidade" (p.17)

Visão teológica.

"A moderna visão teologica procura trazer o conselho inteiro de Deus para o mundo deste tempo para  transformar por este tempo" Richard Lints

Temos que olhar para a nossa visão teológica e considerar nosso momento histórico e a cultura em volta de nós.  Temos que discernir como a cultura pode ser desafiada e afirmada.  Keller coloca algumas questões:

- O que é o evangelho, e como nós fazemos ele frutificar nos corações hoje?
- O que é a cultura, e como nós podemos tanto conectar como desafia-la em nossa comunicação?
- Onde estamos localizados - cidade, subúrbio, bairro, zona rural- e como isto afeta nosso ministério?
- Em qual grau e como devem os cristãos se envolverem na vida cívica e na produção cultura?
- Como fazer vários ministérios numa cidade - palavras e obras, comunidade e instrução -relacionarem-se um com outro?
- Quão inovadora será nossa igreja e quão tradicional?
- Quanto nossa igreja irá se relacionar com as outras igrejas de nossa cidade e região?
- Quanto nós vamos fazer nosso caso para a cultura sobre a verdade do cristianismo?


Nossas doutrinas de fé e confissões não falam sobre o que em nossa cultura deve ser afirmado ou desafiado.  Contudo, nossos ministérios são moldados profundamente por nossas pressuposições nestes assuntos. Quando nós vemos outras pessoas que dizem que acreditam em nossas doutrina mas estão ministrando de um jeito que nós desgostamos, nós tendemos a suspeitar que elas falharam com seus compromissos doutrinários.

Nossa visão teológica, crescendo de nossa fundação doutrinal, incluindo ou não, implicitamente ou não, nossas leituras da cultura, é a causa mais imediata de nossas decisões e escolhas sobre a expressão ministerial.  (VER IMAGEM ABAIXO)

Center Church

O propósito não é ter Redeemers pelo mundo, é apenas passar para frente a idéia de articular doutrina com a cultura para a realidade de cada igreja, orientada pelo Evangelho. 

A igreja do centro, o termo vem pois o 

1. O EVANGELHO ESTÁ NO CENTRO
2. O CENTRO É UM LUGAR DE EQUILIBRIO
3. VISÃO TEOLOGICA FORMADA POR E PARA CENTROS URBANOS
4. E A VISÃO TEOLÓGICA ESTÁ NO CENTRO DO MINISTÉRIO. 





A visão teológica da igreja do centro pode ser expressa em três básicos compromissos:

Evangelho: busca diferenciar-se da religião, legalismo como também do relativismo, irreligião.

Cidade: busca diferenciar-se de uma não adaptação a cultura local como também de uma super-adaptação, busca um equilibro de desafio e afirmação.

Movimento: busca diferenciar-se de uma estrutura organizacional marcada por tradição e autoridade apenas  como também de um modelo fluido de organismo de cooperação e unidade. 







sexta-feira, janeiro 04, 2013

Planos para 2013: como e por quê?



Colossenses 3.16-17:   A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais; cantando ao Senhor com graça em vosso coração.  E, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.


1. O poder dos Planos.

O primeiro problema é que baseamos as mudanças no nosso esforço pessoal ou capacidade. Cansamos e desistimos facilmente. Nossa tendência é ao comodismo em todos os aspectos da nossa vida. 

O poder para gerar a mudança que precisamos não está em nós, está em Deus. É por isto que Paulo fala para que a Palavra de Deus habite em vós ricamente.  

Quando o poder de Deus que é Jesus Cristo habita em nosso coração, fazemos as coisas não mais baseados em nossos próprios esforços ou méritos, mas sim naquilo que estamos recebendo dele.

Você quer poder para mudar a sua vida? Eis o que Bíblia ensina sobre isto:

Romanos 1.16   Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego.

1Coríntios 1.18   Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.

O poder de Deus está disponível em Jesus Cristo para quem deseja realmente começar um ano de maneira diferente. Não é alguém que podemos realizar ou imitar, apenas podemos receber vindo de Jesus. 

Crescer em Cristo não é ir além da verdade do Evangelho, mas se aprofundar no evangelho.


A graça de Deus é que há qualquer momento da vida, em qualquer ocasião, pode se começar de novo.


2. Propósito dos Planos.


Muitos começam o ano com muitos planos, que vão desde de antes da virada do ano. Começando até com a roupa que irão vestir, e aí vem os pedidos, uma família feliz, dinheiro, saúde, paz, conquistas. 

O grande problema destes planos é que os propósitos deles giram em torno de nós mesmos. Prestamos contas do fracasso ou do sucesso para a gente mesmo, e aí, infalivelmente fracassamos e inventamos uma desculpa para o fracasso ou culpamos alguém.

Um bom início bíblico de qualquer plano é lembrar-se de prestar contas a Deus por aquilo que fazemos ou iremos fazer. Todas as coisas da nossa vida devem ser feitas levando em consideração que fazemos par Deus.

Quando prestamos contas a Deus por aquilo que fazemos nossa vida passa a ficar mais transparente, porque Ele sabe tudo e como agimos. Assim, nossas motivações não são apenas para aparecer ou ser melhor que ninguém, nossas intenções começam a ser moduladas com as intenções de Deus para a nossa vida.

Qualquer plano ou projeto de sua vida para este novo ano deve ter uma questão básica: como presto contas a Deus sobre isto? Isto dá glória a Ele.

O pecado começa a ser tratado de maneira séria em nossa vida, porque se tudo que façamos é tendo em vista como isto adora ou não a Deus. Aquilo que não agrada a Deus é deixado de lado, para vivermos e desfrutarmos aquilo que agrada a Ele.


"A verdadeira adoração é obedecer a Deus por nenhuma outra razão além do seu prazer em Deus. Esta é a diferença fundamental em servir a Deus para ter algo dele ou servir a Deus para ter mais dele"  

J D Greear, Gospel: recovering the  power that made christianity revolutionary.

domingo, dezembro 09, 2012

Timothy Keller: O Propósito do Natal


O PROPÓSITO DO NATAL
O CREDO DOS APÓSTOLOS: TENDO UM VOCABULÁRIO PARA A FÉ.

Texto original:

Transcrição de sermão, 19 de Dezembro de 1999.

1 João 1:1-4: O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram da Palavra da vida (Porque a vida foi manifestada, e nós a vimos, e testificamos dela, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai, e nos foi manifestada); O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo. Estas coisas vos escrevemos, para que o vosso gozo se cumpra.

O natal fala a respeito da palavra encarnação. Nós cantamos isto em cada ano em nossos cânticos natalinos, especialmente no "Hark! The Herald Angels Sing.” Charles Wesley  escreveu isto e uma das estrofes nos diz: “Velada em carne, a deidade é vista, glória a encarnada deidade".

Se você entender a palavra encarnação, você irá entender sobre o que é o Natal. O Credo dos Apóstolos não usa a palavra encarnação, mas nos ensina a doutrina da encarnação quando lá diz: “concebido pelo Espírito Santo, nascido da virgem Maria”.

Onde nós devemos ir para entender o que é o Natal? Os primeiros dois versos do nosso texto nos dão o ensino do Natal, e os dois seguintes nos dão o propósito do Natal.

Vamos olhar os dois primeiros versos. Nós vemos aqui o ensino do Natal em duas coisas. Isto é claramente doutrinário e vigorosamente histórico. Nós temos que entender isto antes que nos movamos para como isto muda as nossas vidas.

NATAL É SINCERAMENTE DOUTRINÁRIO.

O que eu quero dizer com sinceramente doutrinário?  Eu utilizei a palavra doutrinária de propósito, sei que é uma palavra negativa, sendo rígida e fechada. Faz parte de uma família de palavras com conotações negativas. Doutrina ou dogma dão uma conotação de ser estreito rígido ou fechado. A palavra doutrina tem também este aspecto.

Doutrinária é ruim. É ruim por ser estreita. É ruim por ser fechada. É ruim por ser altiva. É ruim por não estar aberta a razão. É ruim por não ouvir os outros.

Contudo, em nosso medo de sermos doutrinários, não somos francos- não somos honestos- sobre o fato que nós todos somos doutrinários. A doutrina é uma crença em que nós baseamos nossas vidas sobre, algo pelo qual que nós contendemos, nós insistimos nisto. Em outras palavras, a doutrina, antes de tudo, é uma posição de fé. Não é algo que nós podemos provar cientificamente. Não é algo que podemos provar empiricamente. Segundo, é algo pelo qual vivemos, nós nos comprometemos com isto, nós baseamos nossas vidas nisto. E terceiro, é algo que nós forçamos, que nós discutimos com outras pessoas a respeito. Isto é uma doutrina. E mesmo até quando não sejamos doutrinários, nós todos somos doutrinários.

Eu vou ter dar um exemplo. Senhor A é um cristão. Seu amigo, Senhor B não é. O Senhor Há um dia senta junto com o Senhor B e diz, “eu gostaria que você acreditasse que Jesus é o Senhor e Salvador. Deixe-me tentar convencer você”. O Senhor B diz, “ninguém pode saber nada definitivo sobre Deus. E, em segundo lugar, você deveria não tentar persuadir outras pessoas para verem as coisas do seu jeito. Isto não é certo”.

Quando o Senhor B diz, “você não pode saber nada definitivo sobre Deus”, o que é isto? Isto é uma posição de fé.  Não é cientifico. Não é empírico. É uma crença. E, também, quando ele diz que você não deve tentar convencer outras pessoas que sua forma de pensar a realidade spiritual é a correta, ele está neste momento tentando dizer para o Senhor A, “você deve ver como eu vejo”. Em outras palavras, ele está dizendo, “eu tenho uma posição relativista sobre a realidade espiritual, e você deveria ter ela”. Eles estão fazendo aquilo que ele está proibindo quando está proibindo.

Tanto o Senhor A e o Senhor B estão sendo doutrinários. Eles têm uma posição de fé não empírica. Eles estão apostando suas vidas nisto. O Senhor B tem apostado seu destino eterno na ideia de que ninguém pode saber algo em definitivo a respeito de Deus. E eles estão contendendo sobre isto. Eis aqui a diferença. O Senhor A está sendo abertamente doutrinário. Está sendo franco sobre sua doutrina. O Senhor B não é. Ele está em negação.

Vamos tentar não sermos doutrinários. Mas, nós não conseguimos evitar sermos doutrinários. Todo mundo tem algumas de fé em relação a Deus, sobre eternidade, sobre a natureza humana, sobre a verdade moral. Nós apostamos nossas vidas nisto e pressionados por isto e não há nenhum jeito de evitarmos sermos doutrinários.

O natal é sinceramente doutrinário. O texto diz que o invisível se tornou visível. O incorpóreo se tornou corpóreo. Em outras palavras, Deus se tornou homem. O absoluto se tornou particular. O ideal se tornou real. O divino tomou sobre si a natureza humana.

Esta não é apenas uma doutrina muito especifica, mas é também única. Doutrina sempre distingue você. Uma das razoes que nós temos medo de falar sobre doutrina é porque isto nos distingue dos outros. Aqui é o porquê a doutrina do Natal é única.

Por um lado, você tem muitas religiões que dizem que Deus é tão iminente em todas as coisas que a encarnação é normal.  Se você for um budista ou hindu, por exemplo. Deus é iminente em tudo. Deus é a fagulha divina em tudo e, então, a encarnação é normal.  Deles é encarnado em todos os tipos de pessoas e coisas. Cristãos dizem que Jesus é o Deus-homem, e as pessoas desta linhagem vão dizer “é claro”. Por outro lado, a família de religiões tais como o Islão e o Judaísmo dizem que Deus é tão transcendente sobre todas as coisas que a encarnação é impossível. Jesus como Deus-homem é uma blasfêmia.
Contudo, o cristianismo é singular. Ele não diz que a encarnação é normal, mas, não.
Diz que isto é impossível. Ele diz que Deus é tão iminente que isto é possível, mas ele tão transcendente que a encarnação de Deus na pessoa de Jesus Cristo é um evento do tipo de romper o universo, alterar a história, transformar a vida, mudança de paradigma. Cristianismo tem uma visão absolutamente única nisto que o coloca a parte de todo o resto.

NATAL É VIGOROSAMENTE HISTÓRICO.

Natal não é apenas sinceramente doutrinário; é também vigorosamente histórico. Olhe para o que João diz sobre Jesus: “Nos vimos isto. Nós ouvimos isto. Nossos próprios olhos. Nossos próprios ouvidos. Nós sentimos isto, a vida eternal”.

Aqui o que ele está dizendo, “quando nós damos estes relatos sobre Jesus andando sobre as aguas, Jesus ressuscitando da morte ou Jesus falando estas palavras, isto não são lendas. Não são coisas que foram fabricadas. Não são maravilhosas parábolas espirituais. Estas são coisas que vimos. Nós o vimos fazendo isto. Nós o ouvimos fazendo isto. Nós o sentimos fazendo isto”.

Isto vai completamente contra o que a pessoa comum acredita. A pessoa comum diz, “estas são histórias maravilhosas, mas elas são como parábolas. Como lendas. Elas não aconteceram realmente”.

Aqui está uma coisa que o Natal pressiona a gente. Primeira de João 1:1-2 diz que o que você lê no Novo Testamento, você deve decidir se são mentiras ou relatos de testemunhas oculares, mas, eles não podem ser lendas. Muitos acadêmicos de literatura antiga tem nos dito que a ficção moderna joga com detalhes que dão um senso realístico, contudo, as antigas lendas nunca foram escritas assim.

Por exemplo, a historia de Jesus andando sobre ás aguas em João 6 diz, “Tendo, pois, remado uns vinte e cinco ou trinta estádios, viram a Jesus andando sobre o mar e aproximando-se do barco;” (vs. 19). Você pode não ser um expert em literatura antiga, mas, pense na Ilíada ou na Odisseia. Você pode imaginar Homero dizendo, “e Aquiles encontrou com Heitor num combater homem a homem, e eles estavam de três a três milha e meia da muralha de Troia?” Ele não poderia ter dito isto, porque nas lendas antigas, eles não colocavam detalhes que não ajudariam o enredo ou o desenvolvimento do personagem. Então, quando um homem lá de trás estava escrevendo uma lenda, ele não poderia dizer, “eles estão a três ou três milhas e meia”. Isto não poderia ter acontecido com ele a menos que estivesse escrevendo um relato testemunhal ocular.

Quando João diz “eu vi Ele, eu senti Ele, eu o ouvi com meus próprios ouvidos. Eu vi Ele com meus próprios olhos”, todo mundo poderia saber imediatamente que ele estava alegando ser uma testemunha. Então, cada leitor do Novo Testamento sabia que estava diante de mentiras deliberadamente fabricadas ou eram relatos verdadeiros de testemunhas oculares, mas não poderiam ser lendas.

Se eles fossem mentirosos, eles seriam o tipo mais estupido de mentiroso que já existiu. Aqui está o porquê. Estes relatos foram escritos durante o tempo de vida de pessoas que estavam lá. Se você vai escrever que 500 pessoas viram Jesus surgir dos mortos no Vale do Cédron, você não poderia escrever isto quarenta ou cinquenta anos depois, como os evangelhos foram escritos. Você poderia escrever isto 100 anos depois, quando todo mundo que viveu no Vale do Cédron estivesse morto na ocasião. Se você vai escrever falsamente que 500 pessoas viram Jesus no Vale do Cédron, e muitas pessoas ainda vivem no Vale do Cédron, que estavam lá naquele tempo, você nunca poderia ter uma religião que saia do zero. Mas se ela foi para frente é porque eles escrevem estes relatos e não foram contestados.

O ponto do Natal é que Jesus Cristo realmente viveu, e Ele realmente morreu. Isto aconteceu na historia. Ele fez estas coisas. Ele disse estas coisas.

Você poderia pensar, “mas qual é importância? Você está sendo doutrinário aí”. Não. As pessoas dizem, “eu gosto dos ensinos de Jesus. Eu gosto do sentido das historias. O significado destas histórias é que amemos uns aos outros, servimos uns aos outros. Eu gosto disto. Mas, não importa se estas coisas realmente ocorreram. Doutrina não importa. O que importa é você ser uma boa pessoa”.

A grande ironia é que isto é doutrina, mas, eles não estão sendo sinceros sobre isto. É a chamada doutrina da justificação pelas obras. Quando alguém diz que, eles estão dizendo que não importa que Jesus realmente viveu a vida que nós deveríamos ter vivido e morreu a morte que nós deveríamos ter morrido. Tudo que importa é que nós podemos seguir seus ensinamentos.  Esta que é a doutrina que diz “eu não sou tão mau que eu precise de alguém venha e seja bom por mim. Eu posso ser bom. Eu não estou tão desligado de Deus e Deus não é tão santo que existe uma punição para o pecado. Isto não importa”.

O evangelho não que Jesus veio para terra, nos falou como viver a vida, nós vivemos uma boa vida e, então, Deus nos deve abençoar. O evangelho é que Jesus veio para terra, viveu a vida que nós deveríamos viver e morreu a morte que nós deveríamos ter morrido, então quando nós acreditamos nEle, nós aceitamos e vivemos uma vida de gratidão e alegria por Ele.

Em outras palavras, se estas coisas não aconteceram, não podemos ser salvos pela graça totalmente. Se estas coisas não aconteceram- se elas são apenas parábolas- o que você está dizendo é que você acredita na doutrina da salvação pelas obras: que se você tentar duro o bastante, Deus irá aceitar você. Veja você não consegue evitar doutrina.
A doutrina do Natal é que Jesus realmente veio. Se não tivesse vindo, a história do Natal é mais paradigma moral para chocar você. Se Jesus não veio, eu não iria querer estar em qualquer em torno destas historias de Natal que dizem que nós precisamos ser sacrificiais, precisamos ser humildes, precisamos ser amorosos. Tudo isto iria esmaga-lo no chão porque se não é verdade que João o viu, o ouviu e o sentiu – que Jesus realmente veio fazer estas coisas- então o cristianismo é depressivo. Cada ano, eu vejo histórias nos jornais dizendo que o Natal é uma época do ano para depressão. É verdade, mas não se você acreditar que estes dois primeiros versículos. Natal é mais que uma historia inspiradora – é sinceramente doutrinário e vigorosamente histórico.

NATAL FAZ VOCÊ PROFUNDAMENTE MÍSTICO.

Os versículos 3 e 4 nos dizem que se você entender esta ideia- que o Natal não é uma historia doce, mas, que Jesus veio a terra, Deus se tornou carne e viveu a vida que você deveria viver, morreu a morte que você deveria morrer, como um salvador, não apenas como um mestre ou um exemplo- então, o Natal irá fazer quatro coisas em você. Você será profundamente místico, materialmente feliz, corajosamente relacional e livre para ser emocional.

Primeiro de tudo, o Natal fará você profundamente místico. Primeira Carta de João 1:3 diz “nossa comunhão com o Pai e com o seu Filho”. A palavra “comunhão”, que é koinomia, significa que se Jesus Cristo veio- se o Natal é verdade-, então, nós temos uma base para um relacionamento pessoal com Deus. Deus não é mais uma ideia remota ou apenas uma força que nos faz acovardar, mas nós podemos conhecê-Lo pessoalmente, ele se tornou apreensível.

Deixe me dar um exemplo. O professor A e o professor B estão ambos, tentando escrever a biografia de Sir João Ninguém. Sir João Ninguém viveu em East Anglia e morreu em 1721. Tanto o professor A como professor B acreditam que sir João Ninguém escreveu cinco cartas para sua esposa, e que eles podem aprender muito através delas. Contudo, então há uma autobiografia de 500 páginas, ela diz que foi escrita pelo Sir João Ninguém. O professor A diz, eu acredito que isto é genuíno, o professor B, diz que não. Então, eles começam a escrever suas biografias. Estas biografias estão indo de um jeito muito diferente entre si. A biografia do professor A do Sir João Ninguém está contendo muito mais detalhes, muito mais pessoal. Quando você terminar de lê-la, dá até para sentir que conhece este sujeito. Contudo, a biografia do professor B vai sendo muito mais remota, mais generalizada, muito mais especulativa. Você se sente que dificilmente conhece o biografado de todo. Tudo se resume em saber se a autobiografia é genuína.

Aqui está o ponto. Se Jesus Cristo é realmente Deus que veio em carne, você vai saber muito mais sobre Deus.  Ele será apreensível. Ele será alguém com que você pode se relacionar. Você o vê chorando. Você o vê chateado. Você o vê perseguido. Você o vê exaltado. Se Jesus é quem Ele diz que é, nós temos uma autobiografia de 500 paginas de Deus, em um sentido. E nosso entendimento será muito mais pessoal e especifico que qualquer filosofia ou religião pode nos dar.

Olhe para o que Deus tem feito para você conhece-lo pessoalmente. Se o Filho veio todo este caminho para ser uma pessoa real para você, não pense que o Espírito Santo faz qualquer coisa em seu poder para fazer Jesus se tornar uma pessoa real em seu coração?  Natal é um convite para ser místico. Natal é um convite para conhecer Cristo pessoalmente. Natal é um convite de Deus pra dizer, “olhe, o que eu fiz para me aproximar de você. Agora estou perto de você. Eu não quero ser um conceito. Eu quero ser um amigo”.
NATAL FAZ VOCÊ FELIZ MATERIALMENTE.

Os leitores gregos e romanos deste versículo ficariam maravilhados quando João diz que ele sente o eterno; ele viu o eterno. Gregos e romanos e mesmo as pessoas religiosas tradicionais hoje acreditam que a matéria é ruim, o divino é bom.

A religião tradicional diz que a salvação é um escapa deste mundo para o reino de Deus, mas o evangelho do Natal diz que o reino de Deus está vindo para este mundo. A religião tradicional diz que o mundo é ruim. Vamos sair deste câncer. Vamos sair da pobreza que está em nossas cidades. Não, o evangelho é que a salvação é o reino de Deus vindo a este mundo.  O corpo é importante. Matéria é importante. O mundo é importante. Ele tomou uma carne física, então, cristão sabem em nome de Cristo que nos compartilhamos nossa fé, mas o em nome de Cristo nós também ajudamos as pessoas pobres a terem uma casa decente. Esta é a parte do testemunho do evangelho do Natal. O reino de Deus está aqui para reabilitar este mundo, não para salvar-nos para um paraíso etéreo.  O futuro da religião tradicional é um paraíso. O futuro do evangelho é um novo céu, uma nova terra.

NATAL FAZ DE VOCÊ FEROZMENTE RELACIONAL.
Terceiro, não apenas o evangelho do Natal faz de nós profundamente místicos e felizes materialmente, mas nos faz ferozmente relacionais. A encarnação coloca em nós uma atitude a respeito dos relacionamentos. João diz, “eu quero comunhão com você”. O teste que você sabe qual o sentido do Natal é que você se torna mais e mais desejoso de relacionamentos íntimos e pessoas com outras pessoas e melhor chega a eles, porque a encarnação é o segredo para bons relacionamentos pessoais.

Quando duas pessoas são diferentes culturalmente e linguisticamente, como elas podem ter um relacionamento?  Um precisa aprender a língua do outro, falar num dialeto quebrado, e se tornar vulnerável e fraco. Se você entra no mundo de outra pessoa, você se torna fraco, e outra pessoa guarda o poder. Contudo, aí você tem um relacionamento.

Se você segue o caminho de Jesus, você diz, “eu não vou trabalhar muito para ser entendido, mas para entender. Eu não vou me esforçar para ter as minhas necessidades, mas para satisfazer as necessidades. Eu vou me esforçar para entrar no mundo dela ou dele, dando o que aquela pessoa considera como amor, não o que eu considero como amor”. Encarnação, se isto está impresso em você – se você vê o que Jesus Cristo fez- vai leva-lo você a relacionamentos inacreditavelmente bons em suas relações pessoais.

NATAL FAZ VOCÊ LIVRE PARA SER EMOCIONAL.

Olhe para o versículo 4, Joao diz, “eu quero ter comunhão com vocês. Eu quero que você acredite que nós estamos dizendo. Eu quero que você entenda a doutrina do natal. Eu quero que nos sejamos unidos em uma comunidade. Eu quero que sejamos unidos na fé”.

E, então, ele diz, “eu estou fazendo tudo isto” – por quê? – “para minha alegria seja completa”.

Ele não diz, “eu preciso que suas vidas estejam certas para eu tenha alegria”. Ele já tem alegria. Ele diz, “você precisa agir junto para que minha alegria seja completa”. Aqui está o equilíbrio. Ele já tem alegria não importa o que eles façam. Natal dá a você uma alegria subterrânea.

Kathy e eu tínhamos uma casa em Filadélfia. Era sempre úmido no porão e sempre tinha musgo no quintal. Alguém disse, “você não sabia disto antes de comprar a casa? Existe um rio subterrâneo que vai debaixo de todas as casas desta rua. Está sempre fluindo, mesmo na época seca”.

Por um lado, o natal lhe dá um rio subterrâneo de alegria, e não importa quão ruim está na superfície, não importa quão ruim sejam as circunstancias, a alegria sempre está lá. Isto te mantém verde. Isto te mantem fresco. Depois de tudo, Jesus desceu. O Senhor abriu uma fenda nas paredes impiedosas do mundo, e o reino de Deus está vindo, venha o inferno ou o diluvio. Existe a alegria subterrânea.
Contudo, por outro lado, João diz, “eu não posso ter alegria completa a menos que vocês acreditem”. Isto significa que muitos de nós temos medo de enredar-nos nas vidas de outras pessoas, porque não podemos suportar a ideia de amarrar nossos corações com a vida de outras pessoas. Se eles estão infelizes, então estamos infelizes. Então, isto nos puxa para trás. Retiramos-nos. Não queremos nos envolver com a vida de outras pessoas. Contudo, a encarnação significa que Jesus Cristo, Deus em si mesmo, se envolveu com a nossa fragilidade.  Ele entrou, e ele sofreu, tinha pregos em suas mãos.

Entretanto, aqui está o grandioso. Existe uma alegria subterrânea. Esta alegria não pode sair, e vai dar a você liberdade para se envolver na vida de outras pessoas. Natal faz de você livre para ser emocional. Faz você perceber a emoção da tristeza, da dor, mas não vai leva-lo até o fim, porque você tem uma alegria subterrânea.

Se você acreditar na doutrina do Natal, isto fará de você profundamente místico. Faz de você feliz materialmente. Força você a ser ferozmente relacional. Dá a você uma liberdade para ser emocional. O que mais você quer? Pense a respeito disto na próxima vez que você dizer para alguém, “tenha um feliz natal”.

Vamos orar.

Pai, nós queremos a alegria que vem da doutrina do Natal. Não é um alegria sentimental, não é uma alegria boba. Não é um sentimento generalizado de inspiração. Certamente não é apenas outra historia que temos viver de acordo. É uma afirmação histórica robusta- que Jesus Cristo veio para ser nosso Salvador. E nós pedimos, então, que toda a grande teologia do Natal que nós cantamos a respeito todo ano em nossos cânticos natalinos encontre um lar em nós- então, para que pudéssemos lutar como loucos para chegar perto de você, de modo que pudéssemos estar profundamente engajados nas necessidades dos pobres e doentes e o que estão morrendo, de modo que seja o padrão para os nossos relacionamentos depois da Encarnação e encontremos nós mesmos rompendo e formando amizades que nunca formamos antes, e então que pudéssemos ser livres para sermos emocionalmente envolvidos porque por baixo de tudo não temos o que temer. Nós pedimos que nós sejamos totalmente transformados pela grande doutrina do Natal. No nome de Jesus, Amém.

Copyright © 2010 by Timothy Keller, Redeemer Presbyterian Church. This transcript is based on the audio recording and has been lightly edited. The original audio can be found at http://sermons.redeemer.com.
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