sexta-feira, janeiro 11, 2013

Timothy Keller: O Evangelho não é tudo.



A primeira parte do livro vai tratar do primeiro eixo, o Evangelho, a teologia do Evangelho. Em seu primeiro capítulo, fala sobre o Evangelho não é tudo. Qual o significado do evangelho?

1. O evangelho são boas novas, mas não bons avisos. 

Não se trata de um modo de vida, de algo que devemos fazer. Mas, sim de algo que foi feito por nós e para o qual temos que responder.  Keller vai a origem da palavra euangelion, que quer dizer boas novas, não se trata de um código de práticas.

2. O evangelho são boas novas anunciando que fomos resgatados ou salvos.

Fomos salvos do que?  Da ira vindoura (1Ts 1:10), que não é uma força impessoal, mas a ira divina. Porque  estávamos desligados de Deus, também estamos alienados uns dos outros - psicologicamente (Gn 3:10) e socialmente (vs.7) E também alienados da natureza, vs. 16-19.  A raiz dos nossos problemas não são os nossos relacionamentos horizontais, mas sim nosso relacionamento vertical com Deus. Somos trazidos de volta para um relacionamento com Deus mesmo.

3. O evangelho são as boas novas sobre o que Jesus fez para endireitar nosso relacionamento com Deus.

Lemos em 1Jo 3:4, que passamos da morte para a vida, ou estamos em Cristo ou não.  Keller cita Lloyd-Jones que perguntava as pessoas se elas se sentiam como cristãs? A resposta mais comum era que elas não se sentiam boas o suficiente.  Elas continuam pensando em termos de si mesmas, a idéia de que elas tem que se fazerem melhores para serem cristãs, isto soa bem modesto, mas é uma mentira do inimigo, é uma negação da fé...você nunca será bom o suficiente, ninguém pode ser bom o suficiente. A essência da salvação cristã é dizer que ele é bom o suficiente  e eu estou nele.

Se tornar um cristão é uma mudança em nosso relacionamento com Deus,  a obra de Jesus quando é acreditada e descansada muda nosso relacionar-se com Deus instantaneamente.


O evangelho não é resultado do evangelho.

O evangelho não é sobre algo que fazemos a respeito de algo que foi feito por nós, mas ainda assim, o evangelho produz resultados. Somos salvos pela fé, mas a fé não permanece sozinha. A verdadeira crença no evangelho nos leva às boas ações, mas as boas obras não levam a salvação, fé e obras não devem ser confundidas.

Ef 2:8-10.

O evangelho não é participar em algo como o programa do reino de Cristo, mas é mais receber algo, a obra final de Cristo. 

O evangelho é preeminentemente um relato sobre a obra de Cristo em nosso favor, isto é por quê e como o evangelho é salvação pela graça. O evangelho são notícias porque é sobre a salvação conquistada para nós. É uma nova que cria uma vida de amor, mas a vida de amor não é em si mesma o evangelho.

O evangelho tem dois inimigos opostos e iguais.

Keller volta a metáfora de Tertuliano, de que Jesus foi crucificado entre dois ladrões, então o evangelho tem dois ladrões: a religião e a irreligião, em termos teológicos, legalismo e antinomismo.

O legalismo diz que temos que ter uma vida santa, uma boa vida para sermos salvos. O antinomismo diz que somos salvos, portanto não temos que ter uma vida santa. Uma pregação ruim do evangelho pode escorregar pra esses dois polos:  você deve acreditar e viver corretamente para ser salvo ou Deus ama e aceita todo mundo como é.

Se apenas pregar uma doutrina geral ou ética das Escrituras também não é pregar o evangelho.

O evangelho são as boas novas que Deus tem conquistado nossa salvação para nós através  de Cristo para nos trazer junto a ele num relacionamento certo com Ele e um dia irá destruir todos os resultados do pecado no mundo.

Para que entendemos isto, temos que ter um conhecimento básico das escrituras que seriam como as pressuposições do evangelho, segundo J. Gresham Machen. Se não entendermos que Jesus não foi apenas um bom homem, mas a segunda pessoa da trindade ou não compreendermos a ira de Deus, fica impossível entender aquilo que Jesus conquistou na cruz.

A tarefa não é apenas pregar a Bíblia, mas pregar o evangelho. O conhecimento bíblico é necessário para o evangelho, mas ele não é o evangelho. 

O evangelho tem capítulos.

Existem dois modos de nos aproximarmos da riqueza do evangelho. De um lado, podemos perguntar como nos tornamos corretos com Deus, esta seria uma aproximação mais individualizada. De outro lado, podemos perguntar qual o significado mais abrangente daquilo que Jesus realizou.  A resposta para o mundo pode ser descrita em termos da criação, queda, redenção e restauração. Estes seriam capítulos do evangelho, da história sua.

O problema de responder apenas a primeira questão, é que ficamos com uma versão individualista do evangelho, em que se fica apenas pensando na questão de culpa e limites pessoais.  

Não se fala a respeito da bondade original da criação nem da preocupação de Deus com mundo material. Contudo, sem a primeira mensagem a segunda mensagem também não é o evangelho. 

A grande narrativa bíblica da redenção cósmica é plano de fundo crítico para ajudar o indivíduo a ter um relacionamento correto com Deus.

Keller divide em capítulos, a Narrativa do Evangelho, da qual extrai  Verdades do Evangelho.

De onde viemos? Viemos de Deus, para sermos um com Ele e nos relacionarmos.
Por que as coisas deram erradas? Por causa do pecado, culpa e condenação.
O que irá endireitar as coisas? Cristo, pela sua encarnação, substituição e restauração.
Como eu me endireito? Através da fé, graça e confiança.

De onde viemos? 

A resposta é Deus, existe um Deus, que é infinito em poder, bom e santo e ainda é pessoal e amoroso, um Deus que fala conosco através da Bíblia.  O mundo não é um acidente, foi criado por Ele.  Por que fomos criados? A resposta que há um Deus que existe em três pessoas que tem se relacionado em amor desde a eternidade. 

Aqui Keller lembra C.S. Lewis, se Deus fosse unipessoal não conheceria amor em sua própria essência.  Deus nos criou para compartilhar aquilo que ele já tem, não para ter. Assim, criou um mundo e os seres para compartilhar seu amor e alegria, de pessoas chamadas para adora-lo, servi-lo e o conhecerem, não para as pessoas em si mesmas.

Por que as coisas deram errado?

A resposta é o pecado, Deus nos criou para adorarmos e servi-lo e amar os outros. Vivendo desta forma, seríamos completamente felizes e desfrutaríamos de um mundo perfeito. Contudo, toda  a raça humana se voltou contra Deus, rebelando contra sua autoridade. Em vez de vivermos para Deus e para os outros, vivemos nossas vidas auto-centradas.

Porque nosso relacionamento com Deus foi quebrado, todos os outros também foram: com o próximo, com o mundo e com nós mesmos.

Existem duas consequências que vêm do pecado: escravidão espiritual (Rm 6:15-18) e a condenação (Rm 6:23). 

O que irá endireitar as coisas?

Cristo, através de sua encarnação (Jo 1:14). Deus viu o mundo que criou, viu a perdição que estava e teve misericórdia dele. Ele colocou a si mesmo dentro da história como seu personagem principal (Jo 3:16).

O segundo modo como Cristo transformou as coisas foi através da substituição, por causa da culpa e da condenação sobre nós, Deus não poderia simplesmente limpar nossa sujeira. 

Jesus Cristo viveu uma vida perfeita, como único ser humano a vivê-la (Hb 4:15), e no fim de sua vida, ele merecia a bênção e aceitação, e cada um de nós no fim de nossa vida, por causa do pecado, merecíamos rejeição e condenação (Rm 3:9-10).  Ainda assim, na cruz Jesus recebeu em nosso lugar a rejeição e a condenação que nós merecíamos (1Pe 3:18) para quem acreditar nele, pudesse receber a benção e a aceitação que Ele merece (2 Co 5:21). 

O terceiro modo é a restauração. A primeira vez que Jesus veio a terra em fraqueza para sofrer por nossos pecados. Mas, em sua segunda vinda, ele virá para julgar o mundo, colocar um ponto final no mal, no sofrimento e na morte - Rm 8:19-21, 2Pe 3:13.

Isto significa que a salvação de Cristo não diz respeito a nós fugirmos da dor da maldição sobre o nosso mundo físico, mas, que o objetivo final é a renovação e restauração do mundo material, e a redenção de nossas almas e corpos. 

Como posso me endireitar?

Pela fé em Jesus, nossos pecados podem ser perdoados, temos a certeza de viveremos para sempre junto com Deus e, um dia, nós levantaremos da morte como Cristo.

Acreditar em Jesus não significa que somos perdoamos de nosso passado, que temos um novo começo de vida, e que simplesmente deveríamos tentar bastante viver uma nova vida melhor que a do passado.  Isto é colocar sua fé em si mesmo, você ser seu salvador. Você procura seus esforços morais e habilidades para fazer de você certo com Deus. Mas, isto nunca vai funcionar.

O evangelho diz que aqueles que acreditam em Jesus, não há condenação para aqueles que estão em Jesus - Rm 8:1-. Colocar nossa fé em Cristo não é tentar mais duro, significa transferir nossa confiança~para além de nós mesmos, e descansar nele. 

Pai me aceita não pelo que eu faço ou irei fazer, mas por aquilo que Jesus fez em meu lugar.

A segunda coisa que precisamos entender que não se trata da qualidade da fé em si mesmo que nos salva, mas aquilo que Jesus fez por nós. Não é a quantidade de nossa fé, mas o objeto da fé que nos salva. A fé salvadora não é um nível de certeza psicológica, é um ato da vontade que descansa em Jesus. Nos damos totalmente a Ele porque Ele nos deu a si mesmo totalmente por nós - Mc 8:34, Ap. 3:20-.

O correto relacionamento do evangelho para todo ministério.

Há sempre o perigo que os líderes e ministros considerem o evangelho como um padrão mínimo de doutrina para sermos um crente cristão. 

Toda a forma de ministério é habilitada pelo evangelho, baseada no evangelho e é um resultado do evangelho.


Resumo.

O evangelho não é tudo que a bíblia ensina, não é um modo de vida, algo que fazemos. Não é se juntar ao programa do reino de Cristo.

Existe o evangelho e os resultados do evangelho. 









quinta-feira, janeiro 10, 2013

Carlos McCord: A Carne



A carne nunca melhora. O seu "eu" que tentou a vida funcionar longe de Deus, ele nunca melhora, é algo que você precisa aprender a negar, ser vencido até que um dia ele será removido para sempre.

Antes de sermos colocados na videira, nossa vida resumia a nós mesmos, e tudo que tinhamos era a carne. 

"Somente Jesus nunca viveu na carne, porque nunca tentou organizar a sua vida longe de Deus. A sua satisfação profunda, em Deus, eliminou toda e qualquer necessidade da carne" p. 148

Logo após o batismo de Jesus, o inimigo tentou levar Jesus a desenvolver uma vida na carne. Adão e Eva foram tentados no jardim perfeito, Jesus num deserto. Lá foi tentado em três áreas:

1. Ele tenta Jesus a provar sua identidade saciando ele mesmo a sua própria fonte. Ele quer que Jesus  assuma o controle sobre algo que Deus não proveu, como fez com Adão e Eva e a árvore do conhecimento do bem e do mal. 

"A carne sempre acha que algo está faltando e que continuará faltando se alguma ação humana não for tomada. Essa ação, embora pareça nobre, confirma a doutrina fundamental de satanás, que diz: Deus não é suficiente. Ao recusar-se a fazer algo que ele poderia ter feito, por seus próprios meios, Jesus refuta a mentira de que Deus não é tudo que precisamos" p. 149

2. Leva a Jesus até a cidade santa e pede que se atire para que os anjos o socorram. Mais uma vez, o inimigo deseja que Jesus prove sua identidade e que coloque um limite no tempo e na quantidade de dor que sofreria e seria capaz de suportar. 

Jesus se recusa a achar que Deus errou com ele ou o negligenciou. Não devemos nos aproximar de Deus, acusando com nossa insatisfação como um sinal de que Ele falhou conosco. 

3. Jesus é levado a uma montanha, onde lhe é mostrado os reinos do mundo e sua glória.  O inimigo quer que Jesus receba sua satisfação dele em vez de Deus. 

Jesus rejeitou esta satisfação temporária, e continuou satisfeito em Deus.

"Jesus venceu a batalha contra satanás porque nunca perdeu o relacionamento com o Pai. Ele estava permanecendo. A sua vida, identidade, satisfação e intenções nunca estiveram longe do seu Pai. Ele não tinha vida na carne. Nunca tinha tentado fazer nada sem o seu Pai. Nós, infelizmente, fazemos isto, e assim cultivamos uma vida na carne, que não pode absolutamente, nada" p. 151

O permanecer é o antídoto contra a carne.  Ao permanecer, a dor não é nosso rei. Podemos nos libertar das satisfações que vem do mundo, que tem sido usadas para tirar nossa adoração em Deus.

A religião e a auto-ajuda tentam melhorar a carne,  me encorajando a não desistir de mim mesmo. É interessante que eles prometem uma vitória contra a dor, satisfação e prazer.  Contudo, permanecer é desistir do eu que vive longe de Deus e a aprender a viver momento a momento satisfeito em Deus. 

"Todo dia preciso me reconhecer como morto pra essas coisas e vivo para Deus. Minha satisfação agora está nele somente, não importa quem me procure para fazer uma oferta. Acredito que é por causa do amor e da sua misericórdia que Deus permite esse teste contínuo no nosso viver. O desejo dele é que a certeza de nossa incapacidade de viver longe do Senhor se transforme em uma convicção muito profunda. Também deseja que refutemos a doutrina satanica que diz: Deus não é suficiente" p. 155

"Não é que eu peco menos, é que eu permaneço mais!!!"

Carlos McCord: Os Dons



A vida cristã está inteiramente dentro das pessoas, não está em algo fora delas.  Devemos procurar sustentar nossa vida cristã inteiramente em Jesus e não nos nossos recursos. Quando encontramos um novo convertido, o levamos a uma videira ou a uma livraria?

"Ser sustentado e estimulado por Jesus é viver a vida cristã quando Jesus é o estímulo essencial momento a momento.  É um erro pensar que a qualidade dos recursos na livraria é capaz de produzir a vida cristã. O pensamento é crer que a vida cristã em nós é capaz de nos sustentar, satisfazer e estimular para amar" p.133

A Bíblia é como um sol para iluminar a presença de Cristo em nós.

"A Bíblia ilumina a vida cristã que vive em nós. A Bíblia é o sol na Vinha de Deus e, sem as palavras e boas intenções de Deus iluminando a vinha, o fruto não vai aparecer como deve. É a Videira que faz da Vinha o que ela é. A videira em nós é a vida cristã, e o sol e o agricultor olham para ela" p. 134


Mais um vez, McCord nos lembra dos dois descansos, o primeiro da salvação eterna  e o segundo da satisfação diária, disponível a todos na Videira.  

Funcionamos a partir de nossa igualdade em Jesus, independentemente de nossa condição social. 


Os dons de permanecer.

Ele lista cinco dons do permanecer: seu espírito, sua paz, seu amor, sua alegria e sua amizade. Quando temos esses dons, temos a vida abundante.

Se todos tem a abundância, a mesma coisa vale no ensino, partimos da igualdade da presença de Jesus e não de uma posição alguns têm, outros não.


"Já que temos os dons de igualdade que recebemos de Jesus deveríamos todos começar a partir da igualdade e abundância, e não a partir daqueles que tem poder e daqueles que não tem. Somos todos ramos e nenhum de nós é a videira. O ponto de partida deveria ser o lavar os pés, e não da às pessoas um pouco da nossa mente,  que mal podemos viver sem, e que eles, na verdade, não precisam" (p.144)




quarta-feira, janeiro 09, 2013

Timothy Keller: Center Church

Acabei de adquirir Center Church: doing balanced, gospel-centered ministry in your city. de Timothy Keller. Trata-se do primeiro livro escrito pelo pastor para apresentar um modelo de igreja conforme o evangelho. O livro é gigante em conteúdo, então, para facilitar o estudo, vou me propor a resumi-lo e quem sabe, abrir um diálogo com Keller e com o leitor deste blog que queira participar.

link: http://timothykeller.com/books/center_church/



Introdução: A visão teológica da  "igreja do centro".

Uma das formas para se avaliar um ministério seria o do sucesso. Número de conversões, entradas seria o critério para a efetividade ou não de uma igreja?  Por outro lado, alguns apresentam como critério, a fidelidade, o que importa aqui é como é a doutrina da igreja,  o caráter, mas é um critério que acaba não sendo tão sincero quanto a incompetência.

Para Keller, o critério mais bíblico é o do fruto ou da frutificação. Conforme lemos em João 15:8, Rm 1:13, Gl 5:22 e Rm 15:28.

"A metáfora da jardinagem mostra que tanto sucesso quanto fidelidade em si mesmos são insuficientes como critérios para avaliação de ministério. Ainda no fim, o grau de sucesso de um jardim ( ou do ministério) é determinado por fatores além do controle do jardineiro. O nível de frutos varia de acordo com as condições de solo ( isto é, algumas pessoas tem um coração mais duro que outras) e condições de tempo (isto é, o trabalho da soberania do Espírito do Senhor) também". (p.14)

O movimento de crescimento de igreja colocou muita importância sobre técnicas, mas subestimou a importância de um bom caráter  e da soberania de Deus. 

O segredo dos frutos da Redeemer.

Keller conta como surgiu a idéia do livro, em contar aquilo que vem acontecendo na Redeemer.  Ele diz que existe dois tipos de livros escritos para pastores e líderes, um que contém princípios gerais para todas as igrejas. Outro tipo são aqueles como fazer, que descrevem programas, técnicas.

Keller coloca uma aversão às técnicas, na Redeemer, não há música contemporânea, pastores informais, nem videoclipes. Ele coloca que o segredo é que pensaram sobre o caráter e as implicações do evangelho na cultura da cidade, sobre as sensibilidades dos crentes e não-crentes e o pano de fundo cultural da cidade.

Hardware, Middleware e Software.

Todos nós temos uma fundação doutrinária - um conjunto de crenças teológicas e que nos conduz a formas de ministério.  Contudo, existem ministros que tomam programas e práticas de ministérios que não se encaixam nem com suas crenças doutrinárias nem com o contexto cultural. 

Quando tentam colar estes métodos, acontece uma perda de frutos. 

Keller coloca que as doutrinas são nosso hardware e os programas de ministério são nosso software. Existe algo neste meio, chamado middleware.

"Entre as crenças doutrinárias de alguém e as práticas ministeriais deve haver uma visão bem concebida de como trazer o evangelho para aquela cultura em particular e aquele momento. Existe algo mais prático que apenas crenças doutrinárias, mas algo mais teológico do que quais os passos para cuidar de um ministério em particular. Uma vez que a visão é estabelecida, com suas ênfases e valores, isto leva aos líderes da igreja a fazerem boas decisões em como adorar, discipular, evangelizar, servir e engajar culturalmente  no campo do ministério- seja numa cidade, subúrbio ou pequena cidade" (p.17)

Visão teológica.

"A moderna visão teologica procura trazer o conselho inteiro de Deus para o mundo deste tempo para  transformar por este tempo" Richard Lints

Temos que olhar para a nossa visão teológica e considerar nosso momento histórico e a cultura em volta de nós.  Temos que discernir como a cultura pode ser desafiada e afirmada.  Keller coloca algumas questões:

- O que é o evangelho, e como nós fazemos ele frutificar nos corações hoje?
- O que é a cultura, e como nós podemos tanto conectar como desafia-la em nossa comunicação?
- Onde estamos localizados - cidade, subúrbio, bairro, zona rural- e como isto afeta nosso ministério?
- Em qual grau e como devem os cristãos se envolverem na vida cívica e na produção cultura?
- Como fazer vários ministérios numa cidade - palavras e obras, comunidade e instrução -relacionarem-se um com outro?
- Quão inovadora será nossa igreja e quão tradicional?
- Quanto nossa igreja irá se relacionar com as outras igrejas de nossa cidade e região?
- Quanto nós vamos fazer nosso caso para a cultura sobre a verdade do cristianismo?


Nossas doutrinas de fé e confissões não falam sobre o que em nossa cultura deve ser afirmado ou desafiado.  Contudo, nossos ministérios são moldados profundamente por nossas pressuposições nestes assuntos. Quando nós vemos outras pessoas que dizem que acreditam em nossas doutrina mas estão ministrando de um jeito que nós desgostamos, nós tendemos a suspeitar que elas falharam com seus compromissos doutrinários.

Nossa visão teológica, crescendo de nossa fundação doutrinal, incluindo ou não, implicitamente ou não, nossas leituras da cultura, é a causa mais imediata de nossas decisões e escolhas sobre a expressão ministerial.  (VER IMAGEM ABAIXO)

Center Church

O propósito não é ter Redeemers pelo mundo, é apenas passar para frente a idéia de articular doutrina com a cultura para a realidade de cada igreja, orientada pelo Evangelho. 

A igreja do centro, o termo vem pois o 

1. O EVANGELHO ESTÁ NO CENTRO
2. O CENTRO É UM LUGAR DE EQUILIBRIO
3. VISÃO TEOLOGICA FORMADA POR E PARA CENTROS URBANOS
4. E A VISÃO TEOLÓGICA ESTÁ NO CENTRO DO MINISTÉRIO. 





A visão teológica da igreja do centro pode ser expressa em três básicos compromissos:

Evangelho: busca diferenciar-se da religião, legalismo como também do relativismo, irreligião.

Cidade: busca diferenciar-se de uma não adaptação a cultura local como também de uma super-adaptação, busca um equilibro de desafio e afirmação.

Movimento: busca diferenciar-se de uma estrutura organizacional marcada por tradição e autoridade apenas  como também de um modelo fluido de organismo de cooperação e unidade. 







sexta-feira, janeiro 04, 2013

Planos para 2013: como e por quê?



Colossenses 3.16-17:   A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais; cantando ao Senhor com graça em vosso coração.  E, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.


1. O poder dos Planos.

O primeiro problema é que baseamos as mudanças no nosso esforço pessoal ou capacidade. Cansamos e desistimos facilmente. Nossa tendência é ao comodismo em todos os aspectos da nossa vida. 

O poder para gerar a mudança que precisamos não está em nós, está em Deus. É por isto que Paulo fala para que a Palavra de Deus habite em vós ricamente.  

Quando o poder de Deus que é Jesus Cristo habita em nosso coração, fazemos as coisas não mais baseados em nossos próprios esforços ou méritos, mas sim naquilo que estamos recebendo dele.

Você quer poder para mudar a sua vida? Eis o que Bíblia ensina sobre isto:

Romanos 1.16   Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego.

1Coríntios 1.18   Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.

O poder de Deus está disponível em Jesus Cristo para quem deseja realmente começar um ano de maneira diferente. Não é alguém que podemos realizar ou imitar, apenas podemos receber vindo de Jesus. 

Crescer em Cristo não é ir além da verdade do Evangelho, mas se aprofundar no evangelho.


A graça de Deus é que há qualquer momento da vida, em qualquer ocasião, pode se começar de novo.


2. Propósito dos Planos.


Muitos começam o ano com muitos planos, que vão desde de antes da virada do ano. Começando até com a roupa que irão vestir, e aí vem os pedidos, uma família feliz, dinheiro, saúde, paz, conquistas. 

O grande problema destes planos é que os propósitos deles giram em torno de nós mesmos. Prestamos contas do fracasso ou do sucesso para a gente mesmo, e aí, infalivelmente fracassamos e inventamos uma desculpa para o fracasso ou culpamos alguém.

Um bom início bíblico de qualquer plano é lembrar-se de prestar contas a Deus por aquilo que fazemos ou iremos fazer. Todas as coisas da nossa vida devem ser feitas levando em consideração que fazemos par Deus.

Quando prestamos contas a Deus por aquilo que fazemos nossa vida passa a ficar mais transparente, porque Ele sabe tudo e como agimos. Assim, nossas motivações não são apenas para aparecer ou ser melhor que ninguém, nossas intenções começam a ser moduladas com as intenções de Deus para a nossa vida.

Qualquer plano ou projeto de sua vida para este novo ano deve ter uma questão básica: como presto contas a Deus sobre isto? Isto dá glória a Ele.

O pecado começa a ser tratado de maneira séria em nossa vida, porque se tudo que façamos é tendo em vista como isto adora ou não a Deus. Aquilo que não agrada a Deus é deixado de lado, para vivermos e desfrutarmos aquilo que agrada a Ele.


"A verdadeira adoração é obedecer a Deus por nenhuma outra razão além do seu prazer em Deus. Esta é a diferença fundamental em servir a Deus para ter algo dele ou servir a Deus para ter mais dele"  

J D Greear, Gospel: recovering the  power that made christianity revolutionary.