quarta-feira, junho 25, 2014

Romanos 1:1-17: Introduzindo o Evangelho




ROMANOS 1:1-17: Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para apóstolo, separado para o evangelho de Deus, 1.2   o qual antes havia prometido pelos seus profetas nas Santas Escrituras, 1.3   acerca de seu Filho, que nasceu da descendência de Davi segundo a carne, 1.4   declarado Filho de Deus em poder, segundo o Espírito de santificação, pela ressurreição dos mortos, — Jesus Cristo, nosso Senhor, 1.5   pelo qual recebemos a graça e o apostolado, para a obediência da fé entre todas as gentes pelo seu nome, 6   entre as quais sois também vós chamados para serdes de Jesus Cristo. 7   A todos os que estais em Roma, amados de Deus, chamados santos: Graça e paz de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.  8   Primeiramente, dou graças ao meu Deus por Jesus Cristo, acerca de vós todos, porque em todo o mundo é anunciada a vossa fé.  9   Porque Deus, a quem sirvo em meu espírito, no evangelho de seu Filho, me é testemunha de como incessantemente faço menção de vós, 10   pedindo sempre em minhas orações que, nalgum tempo, pela vontade de Deus, se me ofereça boa ocasião de ir ter convosco. 11   Porque desejo ver-vos, para vos comunicar algum dom espiritual, a fim de que sejais confortados, 12   isto é, para que juntamente convosco eu seja consolado pela fé mútua, tanto vossa como minha. 13   Não quero, porém, irmãos, que ignoreis que muitas vezes propus ir ter convosco (mas até agora tenho sido impedido) para também ter entre vós algum fruto, como também entre os demais gentios. 14   Eu sou devedor tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes. 15   E assim, quanto está em mim, estou pronto para também vos anunciar o evangelho, a vós que estais em Roma. 16   Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego. 17   Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé.



Esta carta e verdadeiramente a mais importante peça do Novo Testamento. É o evangelho mais puro. É de grande valor para um Cristão não somente para memorizar palavra por palavra, mas também para o ocupar com isso diariamente, como se fosse o pão diário da alma. É impossível ler ou meditar nesta carta {tão pouco}. Quanto mais alguém lida com ela, mais preciosa ela se torna e melhor ela saboreia. Por esta razão, eu quero completar meu serviço e, com este prefácio, prover uma introdução para a carta, a medida que Deus me dá habilidade, de maneira que qualquer um possa obter o mais profundo entendimento dela. Até agora ela tem sido escurecida{colocada em trevas} pelas interpretações [notas de explicação e comentários que acompanham o texto] e por muitos um comentário sem uso, mas está dentro dela própria uma luz resplandecente, quase resplandecente o suficiente para iluminar toda a Escritura. ( MARTINHO LUTERO, Prefácio à Carta de Romanos)



Romanos é uma carta sobre o Evangelho, foi escrita por um homem que teve a vida e a obra envolvida pelo Evangelho, mostrando a diferença que traz e faz o evangelho.Sem surpresa, o começo desta carta já fala do Evangelho.


SEPARADO PELO EVANGELHO (Rm 1:1).


Paulo se coloca como servo (escravo) de Jesus Cristo. Ele está sob a autoridade do seu Mestre. 


Ele também é um apóstolo, um enviado por Jesus para pregar o Evangelho para os gentios.  Em Atos 9:1-15, lemos sobre esta chamada de Jesus.


Na igreja primeva, alguns discordavam do apostolado de Paulo. Por que?


Paulo era um perseguidor dos cristãos, então para alguns que não aceitavam sua mensagem, ele não poderia ser considerado como um dos apóstolos.


Outra razão é que para ser considerado um apóstolo, teria de ser alguém que fosse uma testemunha ocular da vida de Jesus 



Atos 1:21-26 É necessário, pois, que, dos homens que nos acompanharam todo o tempo que o Senhor Jesus andou entre nós, começando no batismo de João, até ao dia em que dentre nós foi levado às alturas, um destes se torne testemunha conosco da sua ressurreição. Então, propuseram dois: José, chamado Barsabás, cognominado Justo, e Matias. E, orando, disseram: Tu, Senhor, que conheces o coração de todos, revela-nos qual destes dois tens escolhido para preencher a vaga neste ministério e apostolado, do qual Judas se transviou, indo para o seu próprio lugar. E os lançaram em sortes, vindo a sorte recair sobre Matias, sendo-lhe, então, votado lugar com os onze apóstolos.

Mas, Paulo recebeu seu testemunho acerca de Jesus do próprio Senhor. Como vemos em Gálatas:

Gl 1.18-24:  Depois, passados três anos, fui a Jerusalém para ver a Pedro e fiquei com ele quinze dias. 1.19   E não vi a nenhum outro dos apóstolos, senão a Tiago, irmão do Senhor. 1.20   Ora, acerca do que vos escrevo, eis que diante de Deus testifico que não minto. 1.21 Depois, fui para as partes da Síria e da Cilícia. 1.22   E não era conhecido de vista das igrejas da Judeia, que estavam em Cristo; 1.23   mas somente tinham ouvido dizer: Aquele que já nos perseguiu anuncia, agora, a fé que, antes, destruía. 1.24   E glorificavam a Deus a respeito de mim.

O EVANGELHO DE DEUS (Rm 1:2-4).

"O recado que Paulo tem para entregar é o “Evangelho de Deus”; é transmitir aos homens a inaudita, boa e alegre verdade de Deus! Justamente de Deus! Não se trata de mensagem religiosa, ou de notícia ou instrução sobre a divindade ou a divinização do homem, mas da mensagem de um Deus totalmente diferente do qual o homem, como tal, nunca virá a ter conhecimento, ou ter parte, mas de quem, por isso mesmo, vem a salvação; não é algo a ser entendido diretamente, uma coisa a ser compreendida, de uma vez, entre as demais coisas, mas é a Palavra sempre nova que precisa ser percebida sempre de novo, com temor e tremor; é a Palavra sempre reiterada, da origem de todas as coisas." (KARL BARTH, COMENTÁRIO DE ROMANOS,p. 28)

O Evangelho não é uma construção do apóstolo Paulo, mas é algo que ele recebeu de Deus. O Evangelho também não são bons avisos, mas são as boas novas daquilo que Deus fez por nós em Jesus Cristo.

O versículo 2 fala que foi prometido pelos seus profetas nas Sagradas Escrituras. Toda a Bíblia fala a respeito de Jesus.  O Evangelho não é um conceito, mas é uma pessoa.



Jesus é o verdadeiro Adão, que passou no teste do Jardim.


Jesus é o verdadeiro Abel, cujo sangue verteu para a salvação.
Jesus é o verdadeiro Abraão, que respondeu ao chamado de Deus, deixando seu lar, para fazer um novo povo.
Jesus é o verdadeiro Isaque, que foi sacrificado por seu Pai, e agora sabemos que Deus nos ama.
Jesus é o verdadeiro Jacó, que foi ferido por Deus para que possamos ser abençoados.
Jesus é o verdadeiro José, que está à direita do Rei e intercede por nós que o lançamos a morte


O conteúdo do Evangelho é o Filho de Deus.

Totalmente homem (nascido da descendência de Davi (vs.3))

Aquele que cumpre as promessas das Escrituras. 

2Sm 7:11-16:   desde o dia em que mandei que houvesse juízes sobre o meu povo Israel. A ti, porém, te dei descanso de todos os teus inimigos; também o SENHOR te faz saber que o SENHOR te fará casa. 12   Quando teus dias forem completos, e vieres a dormir com teus pais, então, farei levantar depois de ti a tua semente, que procederá de ti, e estabelecerei o seu reino. 13   Este edificará uma casa ao meu nome, e confirmarei o trono do seu reino para sempre. 14   Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho; e, se vier a transgredir, castigá-lo-ei com vara de homens e com açoites de filhos de homens. 15   Mas a minha benignidade se não apartará dele, como a tirei de Saul, a quem tirei de diante de ti. 16   Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será firme para sempre.

Totalmente Deus ( "declarado com poder para ser Filho de Deus pela ressurreição da morte" (vs.4)

Paulo aqui não está dizendo que Jesus apenas se fez Deus após levantar da tumba. Ao invés disso, Ele está dizendo que a tumba vazia é uma grande declaração de quem Jesus é. Sua ressurreição remove toda a dúvida sobre que Ele é o Filho de Deus.  E sua ascensão demonstra que agora Ele está junto ao Pai (Ef 1:19-22) com poder.


Por isto, Ele é o nosso Senhor, que governa sobre tudo.

A OBEDIÊNCIA PELA FÉ. (Rm 1:5)


Paulo diz que recebeu o apostolado e a graça através de Jesus, para a obediência da fé. Na versão NVI, o texto está mais claro:

Por meio dele e por causa do seu nome, recebemos graça e apostolado para chamar dentre todas as nações um povo para a obediência que vem pela fé (Rm 1:5).

A obediência a Deus vem da fé, é uma consequência da fé salvífica e não uma segunda condição para a salvação. 

 A verdadeira fé em nossos corações leva a uma obediência verdadeira em nossas vidas. Por que? Porque o evangelho é uma declaração que Jesus é o rei prometido, o Filho de Deus ressuscitado e cheio de poder, que agora nos convida a desfrutar das bênçãos do seu reinado.  

A fé verdadeira é uma fé no rei divino para quem nós devemos nossa obediência e de quem somos servos agora. Uma obediência alegre flui de uma confiança verdadeira neste rei. 

PORQUE PAULO ENVIOU A ROMA ESTA CARTA? (1: 6-13)

Há quatro características que Paulo fala a respeito da igreja de Roma que servem para qualquer igreja:

1. Chamados para pertencer a Jesus Cristo.
2. Amados por Deus.
3. Chamados para ser santos.
4. Desfrutar da graça e da paz.

Nos versos 8 a 13, vemos que Paulo nunca esteve com esta igreja.  Mas, ele quer encorajar esta igreja e ser encorajado por ela. 

Os versículos 11 e 12 mostram que a obediência pela fé leva a humildade para servir e ser servido pelas pessoas. No verso 11, vemos que os dons servem para fortalecer as outras pessoas na fé. E no verso 12, devemos permitir que os outros a usarem seus dons para nos ajudar.

"Nunca devemos deixar nossos encontros na igreja, gastando um tempo cercado por pessoas amadas, pessoas diferenciadas pela fé, sem que sejamos encorajados" (Keller, p. 16)
A COLHEITA (Rm 1:13-15)

 Paulo fala de sua dívida em pregar o Evangelho que recebeu de Deus, que deve ser falado tanto para os que estão dentro ou fora da igreja.


Existem duas maneiras de alguém se endividar. A primeira é emprestando dinheiro de alguém; a segunda é quando alguém nos dá dinheiro para uma terceira pessoa. Por exemplo, se eu pegasse R$ 1.000,00 emprestados de você, eu seria seu devedor até que lhe restituísse o dinheiro. Da mesma forma, se um amigo seu me desse R$1.000,00 para lhe entregar, eu estaria em dívida com você até que entregasse o dinheiro ao destinatário. No primeiro caso, eu estaria endividado por tomar emprestado; no segundo, seria o seu amigo que, ao confiar-me os R$ 1.000,00, me poria em dívida com você.
É no segundo sentido que Paulo está endividado. Ele não emprestou nada dos romanos que tenha de devolver. Mas Jesus Cristo lhe confiou o evangelho para ser passado a eles. Várias vezes em suas cartas ele fala de como o evangelho "lhe foi confiado", de como foi "encarregado" de anunciá-lo.2 É verdade que essa metáfora tem mais a ver com mordomia (ou administração) do que com dívida, mas a idéia é a mesma. Foi Jesus Cristo quem fez de Paulo um devedor ao confiar-lhe o evangelho. Agora Paulo tinha uma dívida para com os romanos. Como apóstolo dos gentios, ele tinha uma dívida particular para com o mundo gentílico, tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes . Não se sabe ao certo como se deveria entender essa classificação. Pode ser que os dois pares de palavras indiquem contraste dentro de um mesmo grupo, ou então que o primeiro aponte para diferenças de nacionalidade, cultura e linguagem, enquanto o segundo seria uma alusão a diferenças de inteligência e educação. De qualquer maneira, essas duas expressões, juntas, cobrem a totalidade do mundo dos gentios. Foi movido por esse senso de dívida para com eles que Paulo escreveu: Por isso estou disposto a pregar o evangelho também a vocês que estão em Roma (JOHN STOTT, A MENSAGEM DE ROMANOS,p. 28)
A OFENSA DO EVANGELHO (Rm 1:16)

A palavra traduzida por vergonha por também significar no original ofensa. Seria o Evangelho ofensivo?

1. O evangelho por nos falar que a nossa salvação é livre e imerecida, é realmente um insulto. Ele nos fala que nós estamos tão falidos espiritualmente que a única forma de sermos salvos é pela graça. Isto ofende pessoas moralistas e religiosas que pensam que sua decência dá a eles uma vantagem em relação a pessoas imorais.

2. O evangelho também é um insulto quando nos fala que Jesus morreu por nós. Nós diz que estávamos tão perdidos que apenas a morte do Filho de Deus poderia nos salvar. Isto ofende a crença moderna da auto-estima que acredita que as pessoas têm uma bondade inata.

3. O evangelho, ao dizer para nós que tentar ser espiritual ou bonzinho não será o suficiente. Ele insiste que nenhuma pessoa boa será salva, a não ser que aqueles que venham a Deus através de Jesus. Isto ofende a crença moderna que a pessoa pode encontrar Deus em qualquer lugar do seu próprio jeito. Não gostamos de perder nossa autonomia.

4. O evangelho nos diz que a nossa salvação foi conquistada pelo sofrimento e serviço de Jesus, não por conquista ou destruição. E que seguir a Ele significa que vamos sofrer e servir com Ele. Isto ofende as pessoas que querem salvação para ter uma vida fácil, isto também ofende as pessoas que querem que suas vidas estejam seguras e confortáveis.

Ainda assim, Paulo não tem vergonha deste evangelho que nos envergonha. 

Porque Ele é o poder de Deus:  o evangelho não são só palavras, mas palavras com poder. A mensagem do evangelho é sobre o que Deus fez e fará por nós. É o poder que pode transformar e mudar as coisas em nossas vidas.

O poder de Deus é visto na sua habilidade de transformar completamente as mentes e os corações. É poderoso porque nenhum outro poder na terra pode nos salvar, nos reconciliar com Deus e garantir um lugar no reino de Deus para sempre.

O que é requerido é crer, este poder está oferecido para todos que crerem. Apenas a fé é o verdadeiro canal para o poder de Deus. Esta oferecido para todos, mas só pode ser experimentado para quem crer.

A JUSTIÇA REVELADA (Rm 1:17)

O que faz o Evangelho tão poderoso? É porque nele está revelada a justiça de Deus, aquilo que Jesus conquistou para a humanidade. 


A justiça de Deus pode ser referida para o caráter justo de Deus que nos é revelado pelo Evangelho, por aquilo que Jesus fez e faz por nós. 


"a justiça de Deus" é a iniciativa justa tomada por Deus ao justificar os pecadores consigo mesmo, concedendo-lhes uma justiça que não lhes pertence, mas que vem do próprio Deus. "A justiça de Deus" é a justificação justa do injusto, sua maneira justa de declarar justo o injusto, através da qual ele demonstra sua  justiça e, ao mesmo tempo, nos confere justiça. Ele o fez através de Cristo, o justo, que morreu pelos injustos, como Paulo explica mais adiante. E ele o faz pela fé quando confiamos nele, clamando a ele por misericórdia" (JOHN STOTT, A Mensagem de Romanos, p. 31)
Esta justiça vem para nós através da fé, e uma fé do começo até o fim.  A justiça, a retidão é apenas recebida através da fé.  

Algumas pessoas pensam que Jesus morreu para nos perdoar apenas. Isto é verdade, mas não é tudo. Agora, que fomos perdoados temos que sair da cadeia e viver uma vida digna por nós mesmos. Contudo, no Evangelho nós descobrimos que Jesus tomou sobre si toda a nossa vida, dependemos dele para viver ela.

Como não viver pela fé? 
Quando tentamos viver sendo o nosso próprio salvador.

1. Quando pessoas licenciosas rejeitam a religião e Deus, sua rebelião é realmente uma recusa em acreditar no evangelho - a mensagem que nós somos tão pecadores, que apenas Jesus pode ser o nosso salvador.

2. Quando pessoas moralistas tomam a religião e o moralismo e  se tomar ou ansiosas (porque não conseguem viver de acordo com as regras que estabeleceram ) ou orgulhosas (porque acham que conseguem).  A ansiedade ou o orgulho é uma amostra que recusam o evangelho.

3. Quando o crente peca, isto sempre envolve um esquecimento de que não podem salvar a si mesmos. Busca em outra coisa aquilo que apenas Deus pode dar.



O evangelho sempre nos causa ofensa, porque ele nos revela que temos uma necessidade que não podemos completar. Nós precisamos lembrar que ele é o poder de Deus. Nós precisamos lembrar que ele revela a justiça de Deus. Isto é o que fundamentalmente reverte nossa atitude em compartilhar o evangelho. O oposto de ser envergonhado é disposição e vontade. Nos tornamos dispostos quando nós sabemos a verdade, o poder e a maravilha do evangelho tão profundamente que nós anunciamos isto não porque nós devemos fazer, ou porque nós nos sentimos que teríamos que fazer, mas porque nós queremos e amamos fazer para a glória do nome Dele. (KELLER, p. 23)



BIBLIOGRAFIA

ROMANS 1-7 FOR YOU de TIMOTHY KELLER

A MENSAGEM DE ROMANOS de JOHN STOTT





domingo, junho 22, 2014

AMOR: O Valor da Comunhão

Tiago 2:8-13 : Todavia, se cumprirdes, conforme a Escritura, a lei real: Amarás a teu próximo como a ti mesmo, bem fazeis. Mas, se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado, e sois redargüidos pela lei como transgressores. Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos.Porque aquele que disse: Não cometerás adultério, também disse: Não matarás. Se tu pois não cometeres adultério, mas matares, estás feito transgressor da lei. Assim falai, e assim procedei, como devendo ser julgados pela lei da liberdade. Porque o juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia; e a misericórdia triunfa do juízo.


AMAR- ADORAR -SERVIR - VIVER


O que amamos é o que adoramos. O que adoramos é que servimos. Vivemos para servir aquilo que adoramos/amamos.

QUAL É O SEU MAIO PESADELO?


A resposta a esta pergunta dirá qual é o seu amor?

SE O CENTRO DO AMOR FOR EU.


Será uma fonte limitada pelos meus interesses, minhas vontades, meus desejos, meus amigos.

TIAGO 2.9   Mas, se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado e sois redarguidos pela Lei como transgressores.

O que leva a acepção de pessoas é que a fonte do nosso amor.

O AMOR DE DEUS É

SACRIFICIAL: Portanto recebei-vos uns aos outros, como também Cristo nos recebeu para glória de Deus. Romanos 15:7
MISERICORDIOSO: Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Romanos 5:8
GRACIOSO: E a graça de nosso Senhor superabundou com a fé e amor que há em Jesus Cristo. 1 Timóteo 1:14


se o centro do amor for DEUS

O que governará a minha vida são os interesses, os desejos e a vontade de Deus.

A misericórdia triunfará sobre o juízo. (Tg 2:13b)

Lembrar da história do Bom Samaritano (Lc 10:30-37).

Quem ajuda quem? Amamos porque somos amados.



quarta-feira, junho 11, 2014

Um Povo Formado.


Vou começar uma série de postagens a respeito do livro CREATURE OF THE WORD: the Jesus-Centered Church escrito por Matt Chandler, Josh Patterson e Eric Geiger fala sobre um modelo de igreja centrado no Evangelho, em Jesus. Há um site feito para discutir e propagar o livro:

 http://www.creatureoftheword.com/.

Capítulo 1: UM POVO FORMADO

Existe um grande intervalo entre entender o evangelho e entender o que o evangelho significa para a igreja. Talvez, isto aconteça porque nós tendemos a pensar o evangelho como uma mensagem individual que causa uma transformação individual - isto é parcialmente verdade. Mas, o evangelho é muito mais do que isto. O evangelho também forma a igreja.  As Escrituras dizem que Jesus deu a si mesmo para a igreja (Ef 5:25), comprando a igreja com seu próprio sangue (At 20:28) para nos redimir de e toda a maldade e purificar para si mesmo um povo particularmente seu, dedicado à prática de boas obras (Tt 2:14). O Evangelho precisa ser visto em sua perspectiva total.

O evangelho cria não apenas pessoas individualmente, mas um povo, coletivamente. O evangelho não apenas individual e cósmico, é também profundamente corporativo. Com seus dons individuais, recursos e níveis de fé, os primeiros cristãos construíram-se uns aos outros para a maturidade. Eles encorajavam um ao outro, abençoavam um ao outro, repreendiam um ao outro, disciplinavam um ao outro, ensinavam um ao outro no evangelho. Repetidamente em Atos, o crescimento da igreja é atribuído ao fato de que a a palavra de Deus se espalhava e prevalecia (At 6:7, 13:49, 19:20).

O evangelho

Ele está centrado na pessoa e obra de Jesus. É o próprio Jesus. O evangelho é a obra de reconciliação de Deus em Cristo- através da vida, morte e ressurreição de Cristo. Deus está fazendo nova todas as coisas tanto pessoalmente para aqueles que se arrependem e creem e cosmicamente enquanto Ele redime a cultura e a criação da sujeição à futilidade (p. 8).

Criada pela Palavra.

O título do livro vem de uma citação de Martinho Lutero:

"A igreja nasceu pela palavra da promessa através da fé, e por esta mesma palavra é alimentada e preservada. Isto é dizer que é a promessa de Deus que faz a igreja e não a igreja que cria a promessa de Deus. Portanto a Palavra de Deus é incomparavelmente superior a igreja, e nesta Palavra a igreja, se torna Criatura, tendo a nada a decretar, ordenar ou a fazer, mas apenas ser decretada, ordenada e feita". 

Deus criou a igreja através da proclamação do evangelho da palavra revelada, Jesus Cristo. Sem a Palavra de Deus, não haveria igreja.  

A igreja agora atua pelo poder do Espírito Santo e da graça manifesta de Jesus. Foi liberta da culpa e da vergonha pela imputação da justiça e da condenação na morte de Jesus. Então não precisamos mais temer a rejeição ou a ira de Deus como fatores motivadores da nossa santidade, mas sim, o deleite em sermos amados e salvos por um Pai gracioso. 

"Nós podemos nos aproximar de seu trono com confiança - não confiando em nós mesmos mas em Cristo, que cumpriu todos os requisitos da lei por nós. E isto é porque a igreja prospera, amadurecendo pelo poder do Espírito de Deus na e através da Palavra enquanto Ele coloca isto profundamente na vida do seu Corpo. A igreja é viva e plena quando ela é sustentada pelo sacrifício e ressurreição de Cristo e tem de voltar a esta preciosa realidade, de novo e de novo, sempre que se encontra" (p. 17)

Nossa motivação para obedecer os mandamentos das Escrituras pode se tornar um deleite quando vemos que as razões sempre nos levam para perto do amor e da provisão de Deus para nós em Cristo.


"A igreja que entende onde está seu poder é um lugar onde individuos são transformados e fortalecidos para se juntar a família corporativa de Deus e participar do plano de Deus para reconciliar todas as coisas a Si mesmo". (p.21)

A salvação  e a transformação individual leva a uma identidade corporativa que é então usada por Deus para redimir, restaurar e reconciliar todas as coisas no céu e na terra trazendo a paz através do sangue da Cruz. 

A igreja que é centrada em Jesus, se parece mais e mais com Jesus, já que Ele é o perfeito profeta, sacerdote e rei, a igreja também exercerá estes papeis.






terça-feira, junho 03, 2014

10 paradigmas de Stanley Hauerwas


Stanley Hauerwas começa seu livro COMMUNITY OF CHARACTER: TOWARD A CONSTRUCTIVE SOCIAL ETHIC colocando dez pontos fundamentais para a criação de uma comunidade cristã:

1. A significância social do Evangelho requer o reconhecimento da estrutura narrativa das convicções cristãs para a vida da igreja.

A ética cristã social geralmente toma a forma de princípios e políticas que não estão claramente baseadas ou garantidas pelas convicções centrais da fé. Ainda assim, a base de qualquer ética cristã social deveria ser a afirmação que Deus chamou e formou um povo para servir a Ele através de Israel e da obra de Cristo. A apropriação da significância critica desta última depende do reconhecimento da narrativa como categoria básica para a ética social.


2. Cada ética social envolve uma narrativa, seja ela concernente a formulação dos princípios básicos para a organização social ou/e políticas concretas alternativas.

A perda da narrativa como categoria central para ética social tem resultado num fracasso em ver que todos os caminhos dos assuntos da ética social são identificados- por exemplo, a relação do pessoal com a ética social, o significado e o status do individual em relação à comunidade, a liberdade versus a igualdade, a interrelação do amor e da justiça- são mais um reflexo de uma política filosófica que eles são categorias cruciais para uma analise da ética social da comunidade. A forma e a substância da comunidade depende da narrativa e então, o que conta como uma ética social é a correlação do conteúdo desta narrativa.

3. A habilidade em prover um relato adequado de nossa existência é o teste primário da veracidade de uma ética social.

Nenhuma sociedade pode ser justa ou boa se for construída em falsidade. A primeira tarefa da ética social, então, não é fazer o mundo melhor ou mais justo, mas ajudar o povo cristão em sua comunidade a formar sua comunidade de maneira consistente com sua convicção que a história de Cristo é um relato verdadeiro de nossa existência. Por isto, ?H.R. Niebuhr defendia que apenas sabemos o que está acontecendo é que poderíamos saber  o que devemos fazer, e cristãos acreditam que nós aprendemos mais precisamente o que está acontecendo na cruz e na ressurreição de Cristo.

4. Comunidades são formadas por uma narrativa verdadeira devem prover as habilidades para transformar os fatos em destino para que o inesperado, especialmente venha na forma de estranhos, que podem ser bem vindos como dons.

Nós vivemos num mundo de poderes que não são a nossa criação e nós nos tornamos determinados por eles quando nós perdemos a habilidade de reconhecer e nominar eles. A história cristã nos ensina a considerar verdadeiramente mais como um dom do que como uma posse e isto requer que nós estejamos dispostos a encarar tanto as possibilidades como as ameaças que os estranhos representam.  Tal comprometimento é uma condição necessária para prevenir que nossa história venha dos nossos fatos.

5. A primeira tarefa social da igreja é ser ela mesma - isto é, um povo que tem sido formado por uma história que provê a eles as habilidades para viver os perigos da sua existência, confiando na promessa de Deus de redenção.

A igreja é um povo numa jornada que insiste em viver consistentemente com a convicção de que Deus é Senhor da história. Eles, então, se recusam a descansar na violência para proteger sua sobrevivência. O fato que  a primeira tarefa da igreja é ser a si mesma não e uma rejeição do mundo ou uma ética de retirada, mas uma lembrança que os cristão devem servir o mundo em seus próprios termos, de outra forma, o mundo não teria meios para conhecer a si mesmo como mundo.

6. A ética social cristã pode apenas ser feita da perspectiva daqueles que não buscam controlar a história nacional ou mundial mas aqueles que estão contentes em viver sem o controle.

Para fazer ética da perspectiva daqueles que estão sem controle significa que os cristãos devem encontrar os modos de deixar claro tanto para o oprimido como o opressor que a cruz determina o significado da história. Cristãos deve, então, prover alternativas imaginativas para a política social como eles tem se libertado das necessidades daqueles que poderiam controlar o mundo em nome da segurança. Por estar sem controle significa que cristãos podem arriscar confiar nos dons porque eles não tem razão nenhuma em negar o caráter contingente da nossa existência.

7. A ética cristã social depende do desenvolvimento de uma liderança na igreja que pode confiar e depender da diversidade de dons que existe na comunidade.

A autoridade necessária para a liderança na igreja deve derivar do nosso desejo dos cristãos de arriscar a falar a verdade e ouvir a verdade daqueles que estão no comando. Nas sociedades que tem medo da verdade,, a liderança depende da habilidade de prover segurança ao invés da habilidade de deixar a diversidade da comunidade servir como modo de viver verdadeiro. Apenas na última forma de comunidade pode sustentar os erros dos líderes conhecendo-o sem que isto cesse seu exercício de autoridade.


8. Para a igreja ser, ao invés de ter, uma ética social significa que nós devemos recapturar a significância social do viver em comum, como os atos de bondade, amizade e a formação das famílias.

A confiança é impossível em comunidade que sempre olham para os outros como um desafio ou ameaça para sua existência. Um dos mais profundos comprometimentos de uma comunidade é prover um contexto que nos encoraja a confiar e a depender um do outro. Particularmente significante é a determinação da comunidade a se abrir para uma nova vida em que é destinada a desafiar e também cuidar na história.

9. Em nossa tentativa de controlar nossa sociedade, os cristãos nos EUA tem  aceitado rapidamente o liberalismo como uma estratégia social para a história cristã.

Liberalismo, em suas muitas formas e versões, pressupõe que a sociedade pode ser organizada sem qualquer narrativa que seja comumente segurada como verdadeira. Como resultado isto nos tenta a acreditar que a liberdade e a racionalidade são independentes da narrativa-  por exemplo, nós somos livres à medida que nós não temos história. Liberalismo, então, é particularmente pernicioso na medida que nos previne de entender profundamente como nós somos capturados por seu relato de existência.

10. A igreja não existe para prover um ethos para a democracia ou qualquer outra forma de organização social, mas fica como uma alternativa politica para toda nação, testemunhando o tipo de vida social possível para  aqueles que foram formados pela história de Cristo.

Por vezes, o chamado da igreja por justiça sem querer reforça as declarações liberais sobre liberdade em nome do evangelho. A primeira tarefa da igreja é nos ajudar a ter uma perspectiva crítica destas narrativas que são capturam nossa visão e vida. Ao fazer isto, a igreja pode ajudar a prover um paradigma de relações sociais que de outra forma seria impossível.


Fonte: páginas 9-11






domingo, junho 01, 2014

Pecado como um predador (Gn 4:2-16)


Gênesis 4:2-16 : E deu à luz mais a seu irmão Abel; e Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra. E aconteceu ao cabo de dias que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao Senhor. E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas, e da sua gordura; e atentou o Senhor para Abel e para a sua oferta. Mas para Caim e para a sua oferta não atentou. E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o semblante. E o Senhor disse a Caim: Por que te iraste? E por que descaiu o teu semblante? Se bem fizeres, não é certo que serás aceito? E se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar. E falou Caim com o seu irmão Abel; e sucedeu que, estando eles no campo, se levantou Caim contra o seu irmão Abel, e o matou. E disse o Senhor a Caim: Onde está Abel, teu irmão? E ele disse: Não sei; sou eu guardador do meu irmão? E disse Deus: Que fizeste? A voz do sangue do teu irmão clama a mim desde a terra. E agora maldito és tu desde a terra, que abriu a sua boca para receber da tua mão o sangue do teu irmão. Quando lavrares a terra, não te dará mais a sua força; fugitivo e vagabundo serás na terra. Então disse Caim ao Senhor: É maior a minha maldade que a que possa ser perdoada. Eis que hoje me lanças da face da terra, e da tua face me esconderei; e serei fugitivo e vagabundo na terra, e será que todo aquele que me achar, me matará. O Senhor, porém, disse-lhe: Portanto qualquer que matar a Caim, sete vezes será castigado. E pôs o Senhor um sinal em Caim, para que o não ferisse qualquer que o achasse. E saiu Caim de diante da face do Senhor, e habitou na terra de Node, do lado oriental do Éden. 


1. O QUE HÁ DE ERRADO CONOSCO?

Se bem fizeres, não é certo que serás aceito? E se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar. Gênesis 4:7

O que está errado com os seres humanos? Por que vemos tanta violência? Por que temos tanta maldade?

O que está de errado com a raça humana é o pecado. Não vemos o pecado em nossa vida, nós subestimamos o poder dele sobre a vida ou tentamos controlá-lo. 

O pecado jaz a porta - A palavra jaz devem da palavra hebraica "rabbas" quer dizer agachar-se sobre as quatro patas dobradas, como um animal reclinado. É uma palavra usada para quando gatunos como leopardo e leão, quando estão escondidos para realizar uma emboscada. 

O pecado é tido como uma besta escondida, agachada que parece menor do que  e menos violenta do que é. Mas, é um monstro aguardando a presa para atacar.  

O pecado é maior que nós vemos.

Deus está dizendo que não vemos o tamanho do pecado que existe dentro de nós. O tempo todo subestimamos ou tentamos controlar esse pecado. 

No caso de Abel e Caim,  o problema com a oferta que é uma oferta de dedicação (minhah), não se trata de uma oferta para perdão de pecados, mas uma oferta  de presente como aquele que Jacó deu a Esaú em Gn. 32:13.

Hoje, uma oferta de dedicação é o anel de casamento. É um símbolo de dedicação de um esposo para sua esposa, para simbolizar a oferta do seu coração.  Quando viemos para adorar a Deus, e damos nosso louvor, nossa oferta e se não damos nosso coração é como se fosse uma barganha.

Não como Caim, que era do maligno, e matou a seu irmão. E por que causa o matou? Porque as suas obras eram más e as de seu irmão justas. 1 João 3:12

O problema é o coração, não a oferta em si.  O pecado é quando buscamos apenas o que queremos, e Deus é apenas usado para garantir isto. Escolhemos nós mesmos e nossos desejos e não Deus, quando a vida não vai do jeito que queremos nos revoltamos com Deus por não dar aquilo que queremos. É como se o nosso coração dissesse que somos Deus, e não Deus. 

Quando vemos coisas horrendas como Holocausto? Pensamos estas não são pessoas comuns, são monstros. Mas,  são pessoas normais que fizeram coisas terríveis. No coração de todos nós há um monstro. 

Por exemplo, nossos piores pecados sempre nos parecem menores que nos outros, nossa inveja é sempre menor que as dos outros, nossa luxúria sempre é menor, nossa raiva é sempre menor. O pecado se esconde.  O pecado vem até nós e diz eu só vou ficar aqui no cantinho, pode viver sua vida, eu sou tão pequeno que não vou atrapalhar você. 

O pecado é mais poderoso que nós pensamos.

Quando pecamos, o pecado acaba sendo o nosso desejo. Eles tomam o nosso coração e nos devoram.  Quando mentimos, teremos que mentir de novo. O pecado tem um poder de vício, sempre precisamos de mais para termos menos felicidade.

O pecado é como um fogo num cômodo da casa, você acha que se fechar a porta aquele fogo ficará ali sem crescer. Sempre achamos que podemos controlar o pecado e poder dele sobre a nossa vida. Mas, o que começa com uma inveja pode terminar com um homicídio. 

2. ESPERANÇA PARA O PECADO.

O Senhor disse a Caim: "Por que você está furioso? Por que se transtornou o seu rosto? Gênesis 4:6

Deus vem ao nosso encontro para dizer que há algo que podemos fazer a respeito. O problema do pecado não está em Abel, mas dentro do coração de Caim.  O problema não é o que fizeram com a gente, mas é a resposta que demos ao que foi feito conosco.

O arrependimento é a única forma de nos salvar, precisamos enxergar, dominar o que está acontecendo em nosso coração. Não diminuir e nem esconder o pecado, mas arrepender-se. 

Quando Caim mata Abel, Deus pergunta onde está seu irmão? Deus está buscando informações? Não. Deus está buscando arrependimento. Mas, ele se nega mais uma vez a enxergar a destruição que o pecado causou em sua vida.  Deus diz que o sangue do irmão está clamando do chão, porque o nosso Deus é Deus de amor e reconciliação.

a Jesus, mediador de uma nova aliança, e ao sangue aspergido, que fala melhor do que o sangue de Abel.  Hebreus 12:24

Deus hoje nos leva um sangue derramado.  O sangue do verdadeiro Abel, Jesus Cristo que chora por justiça, aquele que era perfeito que foi morto por nossos pecados. Este sangue foi derramado não para a nossa condenação, mas para a nossa justiça e para nos salvar.

Ele pagou por nossos pecados, se nos arrependermos temos um sangue que foi derramado para perdoar os nossos pecados, para purificar o nosso coração. Quando enxergamos os pecados da nossa vida e a grandeza deles poderemos enxergar realmente a grandeza e a vida que há no sangue derramado de Jesus.