sexta-feira, janeiro 09, 2015

Finally, there are a number of very obviously Messianic Psalms that give us particularly rich views of Christ. They include the following: the enthroned Messiah (Ps 2, 110), the rejected Messiah (Ps 118), the betrayed Messiah (Ps 69, 109), the dying and rising Messiah (Ps 22, 16), the heavenly bridegroom of his people (Ps 45), and the triumphant Messiah (Ps 68, 72).383 These are opportunities to simply consider the greatness and beauty of Jesus, to adore and rest in him.


Simply Jesus: A New Vision of Who He Was, What He Did, and Why He Matters (Wright, N. T.)

Timothy Keller: Prayer: Experiencing Awe and Intimacy with God



Prayer: Experiencing Awe and Intimacy with God de Tim Keller



Tim Keller hoje é um dos mais influentes líderes e pensadores evangélicos de nosso tempo. Depois de escrever sobre diversos assuntos, ele escreveu um livro sobre oração. 

O livro pode ser visto como uma resposta aos críticos mais tradicionais reformados que criticam sua aproximação com autores contemplativos.

Algumas notas:

"Cristo não é parte da alegria do céu: toda a alegria do universo é uma parte de Cristo"

"Talvez oramos pela vinda do reino de Deus, mas se não desfrutamos de Deus com todo o nosso ser, não honramos a Ele como Senhor"

"Deus é a única pessoa de quem não podemos esconder ada. Diante dele, você  inevitavelmente vê a si mesmo numa nova, única luz. Oração, então, leva a um auto-conhecimento que é impossível de encontrar em outro lugar"

"É necessário para nós reconhece que há um misticismo inteligente na vida da fé...da vida de união e comunhão com o exaltado e sempre presente Redentor. Ele comunga com seu povo e seu povo comuga com ele num amor consciente recíproco. A vida da verdadeira fé não pode ser um assento metálico frio. Deve ter a paixão e o calor do amor e da comunhão, porque a comunhão com Deus é a coração e o ápice da verdadeira religião."

"Se você não é feliz, humilde e fiel em privado diante Deus, então o que você quer aparecer para fora não combina com quem você realmente é"

"Nós devemos primeiro ouvir a Palavra, e então o Espírito Santo trabalha em nossos corações: ele trabalha nos corações de quem ele quer, como ele quer, mas nunca sem a Palavra"

"A Bíblia não nos apresenta uma arte de oração, ela apresenta o Deus da oração"

"Em nosso estado natural, oramos para Deus para ter coisas"


"As boas coisas que não pedimos são usualmente interpretadas por nossos corações como frutos de nossa própria sabedoria e diligência. Dons de Deus que não são percebidos como tais são mortais para alma porque eles reforçam a ilusão da auto-suficiência  que leva a uma confiança exagerada e nos põe a falência"

"Orar em nome Jesus significa que vamos a Deus em oração confiança conscientemente em Cristo para a nossa salvação e aceitação e não descansando em nossa própria credibilidade ou histórico. Isto é essencialmente, redefinir nossa relação com Deus na obra salvífica de Jesus uma e outra vez. Isto também significa reconhecer a nossa posição como crianças de Deus, independentemente do nosso estado interior. Deus, o nosso Pai está comprometido com o bem da criança como qualquer pai deveria estar"

"Toda oração é de alguma forma impura. Nunca é feita com os motivos próprios do coração ou com a linguagem digna de seu objeto. Ela é recebida e respondida por Deus, contudo, apenas pela graça"

"O real arrependimento deve ter dois componentes: admitir e rejeitar"


Imagine an eight-year-old boy playing with a toy truck and then it breaks. He is disconsolate and cries out to his parents to fix it. Yet as he’s crying, his father says to him, “A distant relative you’ve never met has just died and left you one hundred million dollars.” What will the child’s reaction be? He will just cry louder until his truck is fixed. He does not have enough cognitive capacity to realize his true condition and be consoled. In the same way, Christians lack the spiritual capacity to realize all we have in Jesus.

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if we aim to move beyond seeing only the danger of sin—its consequences—and find ways to convince our hearts of the grievousness of sin—how it dishonors and grieves the one to whom we owe everything. If we think just of the danger and then confess, we will find that our repentance is self-oriented and we will end up returning to the same character flaws and patterns of wrongdoing again and again.
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We feel that if God is completely in control then our actions don’t matter—or vice versa. But think how practical this is. If we believed that God was in charge and our actions meant nothing, it would lead to discouraged passivity. If on the other hand we really believed that our actions changed God’s plan—it would lead to paralyzing fear. If both are true, however, we have the greatest incentive for diligent effort, and yet we can always sense God’s everlasting arms under us. In the end, we can’t frustrate God’s good plans for us (cf. Jer 29:11).==========
Q. 98. What is prayer? A. Prayer is an offering up of our desires unto God, for things agreeable to his will, in the name of Christ, with confession of our sins, and thankful acknowledgement of his mercies.==========
“we should lay before God, as part of our prayer, the reasons why we think that what we ask for is the best thing.”==========



Modelo de Oração==========
Morning Prayer (25 minutes) APPROACHING GOD Ask him for his presence and help as you read and pray. Choose from one of these scriptural invocations: Psalm 16:8; 27:4, 9–10; 40:16–19; 63:1–3; 84:5–7; 103:1–2; 139:7–10; Isaiah 57:15; Matthew 11:28–30; John 4:23; Ephesians 1:17–19; 3:16–20. BIBLE READING AND MEDITATION (Keep in mind that no one can do all of the following in any one session of meditation and prayer.) To study the passage: Read it three or four times. Then make a list of everything it says about God (Father, Son, and Holy Spirit); list anything that it tells you about yourself; and finally, list any examples to be followed, commands to be obeyed (or things that need to be avoided), and promises to claim. When this is all done, choose the verse and truth that is most striking and helpful to you. Paraphrase the thought or verse in your own words. To meditate on the passage: Write down answers to the following questions: What does this text show me about God for which I should praise or thank him? What does the text show me about my sin that I should confess and repent of? What false attitudes, behavior, emotions, or idols come alive in me whenever I forget this truth? What does the text show me about a need that I have? What do I need to do or become in light of this? How shall I petition God for it? How is Jesus Christ or the grace that I have in him crucial to helping me overcome the sin I have confessed or to answering the need I have? Finally: How would this change my life if I took it seriously—if this truth were fully alive and effective in my inward being? Also, why might God be showing this to me now? What is going on in my life that he would be bringing this to my attention today? PRAYER Pray each of the meditations—adoration, confession, petition, and thanksgiving for Jesus and his salvation. Pray for your needs and pressing concerns. Take a final moment just to enjoy him and his presence.

Jen Pollock Michel: Teach Us To Want


O livro Teach Us to Want de Jen Pollock Michel foi eleito o melhor livro do ano pela revista Christianity Today, veja aqui

O livro fala sobre como podemos mudar nossos desejos para desejar a Deus mais do que as outras coisas. Numa análise bem simplista, eu diria que é um livro devocional sobre os problemas filosóficos que James K.A. Smith traz em seus livros.

Qual é o ponto de partida de ambos? Somos aquilo que desejamos. Então, qualquer transformação deve passar por uma transformação do desejo. Se o filósofo analisa o rito e como se dá processo do desejo-imaginação-performance, aqui a autora está mais focada numa transformação através da oração, especialmente, o Pai Nosso.

Pensando assim, o pecado se caracteriza como uma forma de adultério espiritual, que revela que o desejo está no centro da nossa formação e transformação espiritual.

O homem são homo liturgicus, nós orientamos nossas vidas não de acordo com um sistema de crenças ou uma cosmovisão, mas de acordo com os nossos desejos. Cada decisão, grande ou pequena, é um algo direcionado por valor, conscientemente ou não, estamos em busca daquilo que amamos e valorizamos, somos criaturas teleológicas.

He is the I Am who I Am, not the I Am who they wish. (p. 104)

A oração é o caminho para admitir a mudança que não podemos fazer por nós mesmos. A oração é o ato corajoso de levar nossos desejos diante de Deus. A oração é  lugar onde em nome de Jesus encontramos a santidade de Deus como toda a nossa humanidade.

O desejo que se torna corrupto emerge de um coração que pede. eu quero isto e devo ter isto e merecer isto.


This transformation that occurred in Jacob is the change God intends for each of us. Holiness will re-form us: it will reshape the way that we view ourselves as well as the way that we view God. It will change the way that we pray because it will revise our personal desires. It will even change the ways that we most fundamentally understand our identity: “Your name is Jacob; no longer shall your name be called Jacob, but Israel shall be your name” (Genesis 35:10). But in the midst of the metamorphosis of desire, we can yet cling to the confidence that God issues the invitation to ask. (p. 154)

A santidade vem da confissão porque falando alto nosso pecado para outra pessoa é um passo para começar odiar aquilo. Deus é santo, e eu não. A confissão é entender isto.


Forgive us our sins. We confess, agreeing with God on the brokenness and shame and suffering that sin visits upon us, others and, most of all, him. And then we allow Jesus to take it, to shoulder it, to bear it on our behalf. From there we travel light—and walk confidently into greater joy. (p. 171)

quinta-feira, novembro 06, 2014

Andy Crouch: Culture Making




Este é um resumo do livro Culture Making: Recovering Our Creative Calling de Andy Crouch, o livro está dividido em três partes: Cultura, Evangelho e Chamado. 

1. Cultura.


Andy Crouch começa dizendo que cultura será tratada como tendências,  modas e gestos que atraem a atenção coletiva. Ele busca se conectar a cultura a partir do nascimento, da história e do relato da criação bíblica como horizontes possíveis.

"Cultura não é apenas o que os seres humanos  fazem do mundo, também não é apenas como os seres humanos encontram sentido no mundo, é de fato parte do mundo que cada novo ser humano tem que fazer alguma coisa com" (p. 25)

Neste sentido a cultura não é uma opção, é incondicional a cada um de nós.


Na segunda parte, Crouch fala dos mundos culturais. 

"Cultura requer um público: um grupo de pessoas que te sido suficientemente afetadas por um bem cultural que seus horizontes de possibilidade e impossibilidade foram de fato alterados, e sua própria criatividade cultural tem sido estimulada pela existência desses bens" (p. 38)

Culture Making?

"Os criadores de cultura são pessoas (plural de algo no mundo- nunca é uma coisa solitária. Apenas os artefatos que deixam a solidão do estúdio e da imaginação de seus inventores podem mover os horizontes da possibilidade e se tornarem matéria prima para mais criação cultural" (p. 40)

Se a criação cultural exige pessoas, ela vai acontecer em esferas e em escalas dentro de cada esfera cultural. Quanto maior a escala em cada esfera, mais as pessoas serão necessárias para criar e menor será o impacto residual, pois é algo mais comum. 

Para ele, "não existe tal coisa como A Cultura, qualquer tentativa de falar sobre Cultura, especialmente em termos de transformar cultura é engano e enganosa. A criação cultural real , não significa a transformação cultural, começa com a decisão sobre em que mundo cultural - ou melhor, mundos- nós tentaremos fazer algo" (p. 49)

Na terceira parte, Crouch fala sobre a relação entre cosmovisão e cultura:

"O que é privilegiado acima de tudo no mundo da cosmovisão é análise. A cosmovisão é um conceito trazido do mundo da filosofia, e no mundo da filosofia, o filósofo é rei. Talvez inevitavelmente, as pessoas com grande dons analíticos e filosóficos olharam para o evidente problema da disfunção cristã e propõe não um profundo programa de encarnação mas mais pensamento como solução. E depois que tivermos feito um monte de pensamento, como exatamente o mundo muda? Bem, então um milagre acontece.
Cosmovisões são importantes. Elas espreitam sobre dois importantes questões diagnósticas - O que a cultura assume como o modo de mundo? O que a cultura assume como o mundo deveria ser? Não há dúvida que estes valores e crenças ocultas tem uma parte importante nas escolhas humanas sobre o que a cultura deveria produzir. De fato, você poderia dizer que o segundo sentido dessa frase - o que os seres humanos deveriam fazer com o mundo- o sentido ou significado do que fazemos no mundo- é tudo que a cosmovisão é do modo como Walsh e Middleton descrevem ela.
Mas, a cosmovisão quando ela significa um conjunto de preposições filosóficas é muito limitadora como modo de analisarmos a cultura.(...) O perigo de reduzir cultura para cosmovisão é que poderíamos perder a coisa mais distintiva sobre cultura, que é os bens culturais que tem uma vida em si mesmos. Eles remodelam o mundo de formas imprevisíveis. " (p. 63-64)

Na quarta parte, Crouch fala sobre cultivo e criação.  Sendo que o único modo de mudar cultura é produzir mais dela. Porque a cultura é uma acumulação de coisas muito tangíveis- as coisas que as pessoas fazer no mundo. E também porque há um senso de plenitude das culturas humanas, nenhuma cultura se sente incompleta ou fina.  Então, se quisermos mudar a cultura, devemos criar algo novo, algo que irá persuadir nossos vizinhos  a colocarem de lado parte dos bens culturais em troca de nossa nova proposta. 


"Não podemos criar cultura sem cultura. E isso significa criação com cultivo- ter cuidado de boas coisas que a cultura tem já dado a nós. A primeira responsabilidade dos criadores de cultura não é fazer algo novo mas se tornar fluente naquilo que são responsáveis. Antes que possamos ser criadores de cultura, devemos ser guardiões de cultura. (...)  Cultivo é uma palavra menos atraente de alguma forma, eu acho, que criação. Criação apela para nossa insaciedade moderna mas também a simples jornada humana em busca do novo e do inesperado. Cultivo tem a forma de uma outra geração, desde que as economias pós-industriais pode deixar o cultivo literal de campos e jardins para uma pequena minoria de fazendeiros e jardineiros."(p. 74-75)

A criatividade cultural requer uma maturidade cultural.

Na quinta seção da primeira parte, Crouch vai falar sobre GESTOS E POSTURAS. O autor abre este capítulo sobre como os cristãos têm se relacionado com a cultura. Ao longo do tempo, os cristãos tem diferentes posturas em relação a cultura. 

A postura é aquilo que aprendemos inconscientemente, é natural. Posturas são formas dominantes de nos relacionarmos com o mundo, enquanto os gestos são posições temporárias que temos em relação a cultura. 

A cópia cultural pode ser tanto uma boa como uma má postura. É boa porque honra as coisas boas de nossa cultura. Mas, quando copiar se torna a nossa postura, ficamos passivos, e muita coisa que não queremos vem junto. 

Crouch dá o exemplo do consumo,  se ele se torna uma postura, deixamos que a cultura saiba melhor nossos anseios e desejos mais profundos, que tenham uma solução confortável com os nossos horizontes culturais, e que possamos pagar por isso no final.


SEGUNDA PARTE: EVANGELHO.




"Cultura é o plano original de Deus para a humanidade- e dom original de Deus para a humanidade, tanto dever como graça. Cultura é a cena da rebelião humana contra seu Criador, a cena do julgamento- mas também, a cena da misericórdia. Em Babel, as nações tentaram se isolar de Deus através de uma cidade, onde a cultura ficou numa situação crítica- mas começando com Abraão,  Deus forma uma nação que irá demonstrar a bondade e a fidelidade da dependência em Deus, Jesus em si mesmo, um descendente de Abraão, é tanto um cultivador da cultura,  desfrutando dela e afirmando o que era bom nela, como um criador de cultura, oferecendo dramaticamente novos bens culturais que mudariam os horizontes do possível e do impossível para judeus e gentios. Ele foi esmagado pela cultura, experimentando o peso completo de sua perdidão na cruz- mas sua ressurreição começa uma lenta e inexorável redenção da cultura, ofertando o pagamento para a esperança que a história da cultura não termine em morte, mas um novo começo. Na visão mais alta deste novo começo, a Cidade é central, conduzindo os melhores frutos do amor e do trabalho humano para eternidade" (p.175-176)


Toda cultura define os horizontes, mas o evangelho sempre se coloca como inconformado com estes horizontes, mudando as possibilidades e as impossibilidades. A impossibilidade do evangelho ser uma criação humana o coloca como algo potente culturalmente e sempre relevante, o evangelho sempre desafia cada cultura humana com novos horizontes.

CHAMADO.


Não podemos mudar o mundo, a transformação cultural sempre será em escalas, a partir da produção de novos bens culturais que caracterização o poder cultural.

A criação cultural não deve estar baseada  em nossas habilidades, em privilégios, mas na resposta graciosa de que fomos resgatados do pior de nossas  culturas. Uma maneira é sempre levar poder para os impotentes. 

Toda a criação cultural é local, e todo novo bem cultural começa com um grupo pequeno, sempre uma mudança começa pequena. Porque apenas um pequeno grupo pode sustentar a atenção, energia e perseverança para criar algo que mova os horizontes da possibilidade- Aí, a necessidade de as mudanças serem sempre comunitárias.

As comunidades são as formas que Deus intervem para oferecer um diferente e novo horizonte, ser cristão é estar dividindo as nossas vida porque os unicos bens culturais que valem a pena são aqueles criados quando alguém ama a alguém.

"Se Deus está trabalhando em toda esfera e escala da cultura humana, então esta abundância sobrenatural estão potencialmente presentes quando nós tomamos o risco de criar um novo bem cultural" (p. 254)

quinta-feira, outubro 09, 2014

Romanos 7:7-25: A Guerra com o pecado

ROMANOS 7:7-25: 7.7   Que diremos, pois? É a lei pecado? De modo nenhum! Mas eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás.  7.8   Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, despertou em mim toda a concupiscência: porquanto, sem a lei, estava morto o pecado. 7.9   E eu, nalgum tempo, vivia sem lei, mas, vindo o mandamento, reviveu o pecado, e eu morri;  7.10   e o mandamento que era para vida, achei eu que me era para morte.  7.11   Porque o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, me enganou e, por ele, me matou.  7.12   Assim, a lei é santa; e o mandamento, santo, justo e bom. 7.13   Logo, tornou-se-me o bom em morte? De modo nenhum! Mas o pecado, para que se mostrasse pecado, operou em mim a morte pelo bem, a fim de que pelo mandamento o pecado se fizesse excessivamente maligno.  7.14   Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado.  7.15   Porque o que faço, não o aprovo, pois o que quero, isso não faço; mas o que aborreço, isso faço.  7.16   E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa.  7.17   De maneira que, agora, já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. 7.18   Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e, com efeito, o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. 7.19   Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço. 7.20   Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim. 7.21   Acho, então, esta lei em mim: que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo. 7.22   Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus. 7.23   Mas vejo nos meus membros outra lei que batalha contra a lei do meu entendimento e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros.  7.24   Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte? 7.25   Dou graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. Assim que eu mesmo, com o entendimento, sirvo à lei de Deus, mas, com a carne, à lei do pecado.



A lei e o pecado

7.7   Que diremos, pois? É a lei pecado? De modo nenhum! Mas eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás.  7.8   Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, despertou em mim toda a concupiscência: porquanto, sem a lei, estava morto o pecado. 7.13   Logo, tornou-se-me o bom em morte? De modo nenhum! Mas o pecado, para que se mostrasse pecado, operou em mim a morte pelo bem, a fim de que pelo mandamento o pecado se fizesse excessivamente maligno.

O proposito da lei é nos mostrar algo: 

a. O que ela é?
b. O que ela faz?

O proposito principal da lei é nos mostra o caráter do pecado."porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás.(7b). isto significa que o conceito da cobiça é retirado da lei e sem este padrão, Paulo não poderia entender que isto é pecado.


Segundo, a lei também revela o pecado em nós. "sem a lei, estava morto o pecado" (vs. 8). Este texto indica que quando o mandamento de Deus vem até nós, nos mostra o quão pecadores somos. No verso 13, Paulo volta ao assunto dizendo que "Mas o pecado, para que se mostrasse pecado, operou em mim a morte pelo bem, a fim de que pelo mandamento o pecado se fizesse excessivamente maligno." Paulo está descrevendo uma situação em que ele quanto mas tenta evitar a cobiça, mais acaba cobiçando. No fim, o pecado fica cada vez pior.

A lei não pode nos salvar, mas pode e deve nos mostrar o que precisamos para sermos salvos. A menos que a lei faça este trabalho, não teremos qualquer desejo por Cristo. Ficaremos em negação sobre a profundeza e natureza do nosso pecado. Em outras palavras, precisamos da lei para nos convencer do pecado, antes que possamos ver a nossa necessidade ou ter um desejo pela graça de Deus em Cristo.


Como a lei se relaciona com o nosso coração.

7.8   Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, despertou em mim toda a concupiscência: porquanto, sem a lei, estava morto o pecado. 7.9   E eu, nalgum tempo, vivia sem lei, mas, vindo o mandamento, reviveu o pecado, e eu morri; 

Existe a perversidade que é o desejo de fazer algo porque é proibido. É a alegria em fazer o mal. 


"Nenhum de nós, contudo, obedece à lei, ao contrário, nos precipitamos precisamente naquela direção contra a qual a lei nos adverte. E esta não tem nada a nos oferecer senão a morte. É indispensável, pois, que façamos esta distinção entre a natureza da lei e a nossa própria impiedade. Segue-se disto que é acidental que a lei inflija em nós uma ferida mortal, algo como uma doença incurável que aumenta e piora à medida que o remédio curativo é aplicado" (João Calvino, Romanos, p. 239)


Quando uma pessoa mente ou rouba ou é impura ou cruel, há sempre um algo mais profundo para cada pecado. O grande motivo para o pecado é fazer-se de Deus, tentar imitar sua onipotência. Temos um desejo de estarmos no controle do mundo e de nossas vidas.

Ele não tem entendimento de santidade, do que significa o amor supremo de Deus, o que significa amar seu próximo 


3. vv.8-9 What do you think Paul meant when he said, “I was alive apart from the
law?” What do you think he meant when he says “the commandment came, 
sin revived and I died?” 
His “once” indicates that he is referring to a past experience. There has been a lot of
discussion about the meaning of, “I was alive apart from the law.” It is impossible that
a Jewish boy from a devout family would have been “apart from the law” in the sense
that he did not know it or try to obey it. There would have been no time in his
unconverted life in which he would have been unrelated to the law. Almost certainly,
“apart from the law” meant he had not ever seen the law’s real and essential demands.
He had not realized what the law really required. He saw a plethora of rules — but not
the basic force or thrust of the law as a whole. He had no understanding of holiness, of
what it meant to love God supremely, of what it meant to love his neighbor as himself.

Thus he was “apart” from the law.

Não existe nada de errado com a lei, mas precisamos entender para que serve a lei. O proposito principal da lei é mostrar o caráter do pecado, sem o padrão da lei não poderíamos entender o que é o pecado.

A lei também revela o pecado em nós. A lei não apenas nos mostra o que é o pecado, mas mostra como ele está presente em nós.  A lei não pode nos salvar, mas pode e devem mostrar o que precisamos para sermos salvos.

Como o pecado usa a lei.

A perversidade é o desejo de fazer alguma coisa por nenhuma outra razão que não seja a proibição daquilo. É a alegria em fazer o mal por si mesmo.

A causa do pecado consiste no desejo corrupto de nossa carne.

Paulo não está pensando em atos somente, mas o pecado como um princípio e um poder que age na natureza humana.

Quando veio o mandamento, morri (vs 9)

Quando entendemos o mandamento, descobrimos que estamos mortos sem Deus, condenados.