quinta-feira, julho 02, 2015

O Nascimento de Sansão



Juízes 13:1-25Os israelitas voltaram a fazer o que o Senhor reprova, e por isso o Senhor os entregou nas mãos dos filisteus durante quarenta anos. Certo homem de Zorá, chamado Manoá, do clã da tribo de Dã, tinha mulher estéril. Certo dia o anjo do Senhor apareceu a ela e lhe disse:  "Você é estéril, não tem filhos, mas engravidará e dará à luz um filho. Todavia, tenha cuidado, não beba vinho nem outra bebida fermentada, e não coma nada impuro; e não se passará navalha na cabeça do filho que você vai ter, porque o menino será nazireu, consagrado a Deus desde o nascimento; ele iniciará a libertação de Israel das mãos dos filisteus". Então a mulher foi contar tudo ao seu marido: "Um homem de Deus veio falar comigo. Era como um anjo de Deus, de aparência impressionante. Não lhe perguntei de onde tinha vindo, e ele não me disse o seu nome, mas ele me assegurou: ‘Você engravidará e dará à luz um filho. Todavia, não beba vinho nem outra bebida fermentada, e não coma nada impuro, porque o menino será nazireu, consagrado a Deus, desde o nascimento até o dia da sua morte’ ". Então Manoá orou ao Senhor: "Senhor, eu te imploro que o homem de Deus que enviaste volte para nos instruir sobre o que fazer com o menino que vai nascer". Deus ouviu a oração de Manoá, e o anjo de Deus veio novamente falar com a mulher quando ela estava sentada no campo; Manoá, seu marido, não estava com ela. Mas ela foi correndo contar ao marido: "O homem que me apareceu outro dia está aqui! " Manoá levantou-se e seguiu a mulher. Quando se aproximou do homem, perguntou: "És tu o que falaste com a minha mulher? " "Sim", disse ele. "Quando as suas palavras se cumprirem", Manoá perguntou, "como devemos criar o menino? O que ele deverá fazer? " O Anjo do Senhor respondeu: "Sua mulher terá que seguir tudo o que eu lhe ordenei. Ela não poderá comer nenhum produto da videira, nem vinho ou bebida fermentada, nem comer nada impuro. Terá que obedecer a tudo o que lhe ordenei". Manoá disse ao Anjo do Senhor: "Gostaríamos que ficasses conosco; queremos oferecer-te um cabrito". O anjo do Senhor respondeu: "Se eu ficar, não comerei nada. Mas, se você preparar um holocausto, ofereça-o ao Senhor". Manoá não sabia que ele era o anjo do Senhor. Então Manoá perguntou ao anjo do Senhor: "Qual é o teu nome, para que te prestemos homenagem quando se cumprir a tua palavra? " Ele respondeu: "Por que pergunta o meu nome? Meu nome está além do entendimento". Então Manoá apanhou um cabrito e a oferta de cereal, e os ofereceu ao Senhor sobre uma rocha. E o Senhor fez algo estranho enquanto Manoá e sua mulher observavam: Quando a chama do altar subiu ao céu, o Anjo do Senhor subiu na chama. Vendo isso, Manoá e à sua mulher prostraram-se, rosto em terra. Como o Anjo do Senhor não voltou a manifestar-se a Manoá e à sua mulher, Manoá percebeu que era o Anjo do Senhor. "Sem dúvida vamos morrer! " disse ele à mulher, "pois vimos a Deus! " Mas a sua mulher respondeu: "Se o Senhor tivesse a intenção de nos matar, não teria aceitado o holocausto e a oferta de cereal das nossas mãos, nem nos teria mostrado todas essas coisas, nem nos teria revelado o que agora nos revelou". A mulher deu à luz um menino e pôs-lhe o nome de Sansão. Ele cresceu, e o Senhor o abençoou, e o Espírito do Senhor começou a agir nele quando ele se achava em Maané-Dã, entre Zorá e Estaol.



POR QUE OS OLHOS IMPORTAM?
Os israelitas voltaram a fazer o que o Senhor reprova, e por isso o Senhor os entregou nas mãos dos filisteus durante quarenta anos Juízes 13:1

Mais uma vez, ficamos sabendo que os israelitas fizeram o que era mal aos olhos do Senhor e, também, o resultado disso, foi a opressão e a escravidão. O pecado sempre nos leva a escravidão - Rm 6:12.

Certo homem de Zorá, chamado Manoá, do clã da tribo de Dã, tinha mulher estéril. Juízes 13:2
A partir do versículo 2 e seguintes, Deus começa a preparar um resgatador para salvar o povo. Não há indicação desta vez que Israel estava arrependida ou clamando. Em todos os ciclos anteriores, há uma oração e arrependimento por parte do povo (3:9; 3:15; 6:7; 10:10). 

Nos versos 1-7 do capítulo 10 também não há uma indicação de uma oração ou um arrependimento pela parte do povo, mas há a descrição do ciclo de apostasia-avivamento. 

O termo "mal aos olhos de Senhor" começamos a ver em 2:11 e continua a se repetir em todo o livro. Isto se coloca num contraste claro com o último verso de Juízes 21:25:

Naqueles dias não havia rei em Israel; porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos Juízes 21:25



O Escritor está nos falando que aos olhos das pessoas, as coisas não pareciam mal algum. Em outras palavras, em sua percepção, a maioria ou todo seu comportamento era perfeitamente aceitável. Eles não pensavam que estavam fazendo o mal por que era mal. Isto nos ensina duas coisas sobre o pecado:

1. Definição de pecado:

O termo "os olhos do Senhor" está em contraste com "seus próprios olhos", isto nos ensina que o pecado não consiste numa violação da nossa consciência apenas ou nossos padrões pessoais ou sociais, mas é violar a vontade de Deus. Isto vai contra a mentalidade moderna de que cada um pode definir o que é certo e errado, ou em outras palavras, meus próprios olhos, meus sentimentos, minhas percepções que devem decidir aquilo que está correto ou não. 

O pecado deve ser definido como uma violação a vontade de Deus para nós. Aquilo que Deus enxerga como pecado é pecado, independente do que sentimos ou de que nossos experts dizem. 

2. Engano do pecado.

Isto também nos lembra quão facilmente podemos nos auto-enganar. Os israelitas racionalizaram e assentiram com o pecado, então eles estão numa etapa de negação. Eles achavam que não havia nada de errado com que estavam fazendo. Há uma profunda negação do conhecimento de Deus, rejeitando sua vontade.  

Muitas vezes, não sabemos onde estas racionalizações estão, mas devemos lembrar que o coração de todo pecado é idolatria e ídolos não são coisas ruins apenas, coisas boas podem se tornar as esperanças e amores de muita gente.  E um ídolo é por natureza enganoso. Isto  nos fala sobre sermos sensíveis e cuidadosos quando colocamos alguma coisa ou alguém no lugar de Deus em nossos corações. 

Devemos estar sempre nos avaliando através de uma reflexão bíblica e vendo se não estamos mascarando pecados como materialismo, preocupação, orgulho e amargura. 


E assim na consciência de nossa ignorância, fatuidade, penúria, fraqueza, enfim, de nossa própria depravação e corrupção, reconhecemos que em nenhuma outra parte, senão no Senhor, se situam a verdadeira luz da sabedoria, a sólida virtude, a plena abundância de tudo que é bom, a pureza da justiça, e daí somos por nossos próprios males instigados à consideração das excelências de Deus. Nem podemos aspirar a ele com seriedade antes que tenhamos começado a descontentar-nos de nós mesmos. Pois quem dos homens há que em si prazerosamente não descanse,quem na verdade assim não descanse, por quanto tempo é a si mesmo desconhecido, isto é, por quanto tempo está contente com seus dotes e ignorante ou esquecido de sua miséria? Conseqüentemente, pelo conhecimento de si mesmo cada um é não apenas aguilhoado a buscar a Deus, mas até como que conduzido pela mão a achá-lo ( CALVINO, Institutas, )

VOCÊ TERÁ UM FILHO


E havia um homem de Zorá, da tribo de Dã, cujo nome era Manoá; e sua mulher, sendo estéril, não tinha filhos. E o anjo do Senhor apareceu a esta mulher, e disse-lhe: Eis que agora és estéril, e nunca tens concebido; porém conceberás, e terás um filho. Agora, pois, guarda-te de beber vinho, ou bebida forte, ou comer coisa imunda. Porque eis que tu conceberás e terás um filho sobre cuja cabeça não passará navalha; porquanto o menino será nazireu de Deus desde o ventre; e ele começará a livrar a Israel da mão dos filisteus. Juízes 13:2-5
Deus começa a salvar o seu povo. Sansão é o único juiz escolhido antes de nascer. Manoá era estéril e anjo do Senhor aparece para ela, dizendo que ela iria conceber um filho. Ela deveria não beber vinho e nem consumir nenhum alimento impuro. Não poderia cortar o cabelo do filho, porque ele foi escolhido para ser nazireu.

O voto de nazireu está no livro de Números 6:1-21, e contém três estipulações básicas: um nazireu não poderia cortar seu cabelo durante o período do voto, não poderia beber ou produzir vinho  e nem entrar em contato com qualquer corpo morto.

O propósito do voto era pedir para Deus uma ajuda especial durante um tempo de crise. Era um sinal de que estava se buscando a Deus com grande intensidade e concentração.  Não cortar o cabelo e não consumir vinho era formas de mostrar que vocês estava se dedicando a um objetivo. Não tocar em corpo morto, era um sinal de que estava se adotando regras rígidas de pureza cerimonial, pois os sacerdotes tinham esta regra porque trabalhavam na casa de Deus, estavam na presença de Deus. O voto, então, significa que o nazireu está vivendo diante da presença de Deus todos os dias.

Em Nm 6, é claro que o voto é voluntário e feito durante um certo período de tempo. Mas, Sansão nasceu no voto, seus pais votaram por ele, e ele deveria ser um nazireu pelo resto de sua vida. Sua mãe não poderia tomar vinho ou comer algo impuro, porque Sansão já estava dentro dela. 


O DEUS DO IMPOSSÍVEL


Então a mulher entrou, e falou a seu marido, dizendo: Um homem de Deus veio a mim, cuja aparência era semelhante a de um anjo de Deus, terribilíssima; e não lhe perguntei donde era, nem ele me disse o seu nome. Porém disse-me: Eis que tu conceberás e terás um filho; agora pois, não bebas vinho, nem bebida forte, e não comas coisa imunda; porque o menino será nazireu de Deus, desde o ventre até ao dia da sua morte Juízes 13:6,7
Este nascimento de uma estéril aponta para um Deus que está além das possibilidades humanas e naturais. 

A mãe de Sansão mostrou uma completa fé em Deus e sua capacidade de ir além do possível.  Ela acreditou na palavra daquele anjo. Tanto que fala com seu marido com convicção. 

Ela também foi obediente, ela aceitou o voto de nazirado para si. 


ALGO MELHOR QUE REGRAS.


Então Manoá orou ao Senhor, e disse: Ah! Senhor meu, rogo-te que o homem de Deus, que enviaste, ainda venha para nós outra vez e nos ensine o que devemos fazer ao menino que há de nascer. E Deus ouviu a voz de Manoá; e o anjo de Deus veio outra vez à mulher, e ela estava no campo, porém não estava com ela seu marido Manoá. Apressou-se, pois, a mulher, e correu, e noticiou-o a seu marido, e disse-lhe: Eis que aquele homem que veio a mim o outro dia me apareceu. Então Manoá levantou-se, e seguiu a sua mulher, e foi àquele homem, e disse-lhe: És tu aquele homem que falou a esta mulher? E disse: Eu sou. Então disse Manoá: Cumpram-se as tuas palavras; mas qual será o modo de viver e o serviço do menino? E disse o anjo do Senhor a Manoá: De tudo quanto eu disse à mulher se guardará ela. De tudo quanto procede da videira não comerá, nem vinho nem bebida forte beberá, nem coisa imunda comerá; tudo quanto lhe tenho ordenado guardará. Então Manoá disse ao anjo do Senhor: Ora deixa que te detenhamos, e te preparemos um cabrito. Porém o anjo do Senhor disse a Manoá: Ainda que me detenhas, não comerei de teu pão; e se fizeres holocausto o oferecerás ao Senhor. Porque não sabia Manoá que era o anjo do Senhor. E disse Manoá ao anjo do Senhor: Qual é o teu nome, para que, quando se cumprir a tua palavra, te honremos? E o anjo do Senhor lhe disse: Por que perguntas assim pelo meu nome, visto que é maravilhoso? Então Manoá tomou um cabrito e uma oferta de alimentos, e os ofereceu sobre uma penha ao Senhor: e houve-se o anjo maravilhosamente, observando-o Manoá e sua mulher. E sucedeu que, subindo a chama do altar para o céu, o anjo do Senhor subiu na chama do altar; o que vendo Manoá e sua mulher, caíram em terra sobre seus rostos. E nunca mais apareceu o anjo do Senhor a Manoá, nem a sua mulher; então compreendeu Manoá que era o anjo do Senhor. E disse Manoá à sua mulher: Certamente morreremos, porquanto temos visto a Deus. Porém sua mulher lhe disse: Se o Senhor nos quisesse matar, não aceitaria da nossa mão o holocausto e a oferta de alimentos, nem nos mostraria tudo isto, nem nos deixaria ouvir tais coisas neste tempo. Juízes 13:8-23


O pai de Sansão também  mostrou fé. Ele pede a Deus que o anjo volte a visitar aquela casa, para ensinar como deve crescer o menino.  Este pedido não é uma falta de fé, mas uma fé ainda maior que pede a Deus ajuda para ensinar um menino que ainda nem nasceu.

Deus envia o anjo novamente,  e agora, aparece a mulher que chama o esposo e passa as instruções de como será. 

Ainda influenciada pela cultura pagã, Manoá tenta oferecer comida para o mensageiro como também essa busca em saber o nome do anjo. Ela busca tentar controlar Deus com suas perguntas e gestos. Aí, o anjo sobe na chama do altar que estava o cabrito, e eles entendem que realmente era o anjo do Senhor, que não poderia ser manipulado ou controlado, mas que deveria ser reverenciado.


"Pensamos que precisamos de regras, mas precisamos conhecer Deus. Deus não e não quer nos dar um livro guia para cada tropeço e volta, cada dúvida e decisão na nossa vida. Ele nos dá algo muito melhor- ele nos dá a si mesmo" (Tim Keller, p. 132).
Keller lê esta passagem como os pais tentando buscar regras para viverem uma vida de acordo com aquilo que Deus quer ao invés de buscar o próprio Deus, de o adorá-lo. Ele nos lembra que o Novo Testamento existem muitas poucas regras porque agora nós temos acesso a Deus pelo Espírito Santo que nos guia, nós temos a mente de Cristo.


Bem-aventurados os que não viram, e ainda, como Manoá, ter acreditado. Bons homens são mais cuidadosos e desejosos de saber o dever de ser feito por eles, do que saber os eventos que lhes dizem respeito: dever é nosso, eventos pertencem a Deus. Deus guiará os de seu conselho, que desejam conhecer seu dever, e se aplicam a ele para ensiná-los. Pais piedosos, especialmente, vai implorar ajuda divina. O anjo repete as instruções que ele tinha antes dado. Há necessidade de muito cuidado para o direito de pedir tanto de nós mesmos e nossos filhos, para que possamos ser devidamente separado do mundo, e os sacrifícios de vida ao Senhor. (MATTHEW HENRI, COMENTÁRIO CONCISO)


O NOME SANSÃO

Depois teve esta mulher um filho, a quem pôs o nome de Sansão; e o menino cresceu, e o Senhor o abençoou. E o Espírito do SENHOR começou a incitá-lo de quando em quando para o campo de Maané-Dã, entre Zorá e Estaol. Juízes 13:24,25

O nome de Sansão significa pequeno sol. O sol é considerado um deus pelos cananeus, é uma pista da mistura que havia no pensamento do povo israelita, afinal, a mãe dá um nome pagão ao libertador do paganismo. 


Ainda assim, Deus trabalha com pessoas fracas, e Sansão é abençoado por Deus e o Espírito do Senhor começa a trabalhar em sua vida. Sansão tem toda a vantagem espiritual e bençãos. Ele é o último juiz deste livro, a última grande esperança de Israel. 

quinta-feira, junho 25, 2015

JEFTÉ: O Líder Bandido.



Juízes 10:6-18Então tornaram os filhos de Israel a fazer o que era mau aos olhos do Senhor, e serviram aos baalins, e a Astarote, e aos deuses da Síria, e aos deuses de Sidom, e aos deuses de Moabe, e aos deuses dos filhos de Amom, e aos deuses dos filisteus; e deixaram ao Senhor, e não o serviram. E a ira do Senhor se acendeu contra Israel; e vendeu-os nas mãos dos filisteus, e nas mãos dos filhos de Amom. E naquele mesmo ano oprimiram e vexaram aos filhos de Israel; dezoito anos oprimiram a todos os filhos de Israel que estavam além do Jordão, na terra dos amorreus, que está em Gileade. Até os filhos de Amom passaram o Jordão, para pelejar também contra Judá, e contra Benjamim, e contra a casa de Efraim; de modo que Israel ficou muito angustiado. Então os filhos de Israel clamaram ao Senhor, dizendo: Contra ti havemos pecado, visto que deixamos a nosso Deus, e servimos aos baalins. Porém o Senhor disse aos filhos de Israel: Porventura dos egípcios, e dos amorreus, e dos filhos de Amom, e dos filisteus, E dos sidônios, e dos amalequitas, e dos maonitas, que vos oprimiam, quando a mim clamastes, não vos livrei das suas mãos? Contudo vós me deixastes a mim, e servistes a outros deuses; pelo que não vos livrarei mais. Ide, e clamai aos deuses que escolhestes; que eles vos livrem no tempo do vosso aperto. Mas os filhos de Israel disseram ao Senhor: Pecamos; faze-nos conforme a tudo quanto te parecer bem aos teus olhos; tão-somente te rogamos que nos livres nesta vez. E tiraram os deuses alheios do meio de si, e serviram ao Senhor; então se angustiou a sua alma por causa da desgraça de Israel. E os filhos de Amom se reuniram e se acamparam em Gileade; e também os de Israel se congregaram, e se acamparam em Mizpá. Então o povo e os príncipes de Gileade disseram uns aos outros: Quem será o homem que começará a pelejar contra os filhos de Amom? Ele será por cabeça de todos os moradores de Gileade.


Como era o relacionamento de Israel com os deuses dos povos que os escravizavam?

Os Baals e os Astoretes eram deuses nativos dos cananeus. Mas, os deuses de Aram (nordeste) e Sidom (norte) ou Amom e Moabe (leste) e os filisteus (sul) pertenciam as pessoas de fora de Canaã que foram para lá e oprimiram os israelitas.  Otniel ajudou contra o rei de Aram (3:10), Eúde lutou contra os moabitas e amonitas (3:12), Samgar contra os filisteus (3:31) e Débora contra os cananeus (5:23). Em outras palavras, toda vez que Israel adorava ídolos de uma nação, esta nação acabava por oprimir eles. Nesta passagem, vemos no verso 6 que eles estavam servindo aos deuses do amonitas e aos deuses dos filisteus e,assim, como consequência, foram parar na mão deles (vs.7).  A idolatria leva a escravidão. No verso 11, Deus nomeia sete nações que estão oprimindo o povo em paralelo aos sete ídolos do verso 6. 

É interessante notar que não apenas a idolatria leva a escravidão, mas a escravidão também leva a idolatria. Poderíamos até pensar que uma vez que uma nação estava oprimindo e escravizando Israel, eles estariam odiando os deuses daquela nação. Mas, enquanto os amonitas oprimiam Israel em 3:13, aqui está Israel servindo seus deuses, que leva a uma maior escravidão ainda. Apesar da dor e da miséria, Israel continua a adorar os mesmos ídolos que os levaram a esta situação.

Por que a palavra vendeu-os?

Esta é uma palavra forte. Foi usada em 2:14, 3:8, 4:2 como também aqui. Quando você vende um animal para alguém, isto significa que o novo dono pode fazer o que ele quiser. Quando vemos como Deus vendeu Israel antes, sabemos que isto não significa que Ele abandonou-os ou apagou suas promessas para eles. Isto significa que ele parou de proteger eles de alguma forma. Ele deixou as coisas que estavam servindo dominarem eles.

Romanos 1:24-25 traz uma passagem paralela fascinante. Aqui Paulo fala sobre idolatria. Ele fala sobre as pessoas que adoraram e serviram a criatura ao invés do Criador (vs. 25). Qual o resultado disso? Então Deus deixou eles com os desejos do coração. A palavra desejos em grego é epithumia, uma palavra que significa um desejo exagerado incontrolável. Deixar significa aqui que Deus permitiu que estas coisas escravizassem as pessoas. A idolatria e a escravidão andam juntas.

O que isto nos ensina?

Deus diz que se você quer viver por dinheiro, ao invés de mim, então o dinheiro irá governar sua vida. Vai controlar seu coração e emoções. Se você quer viver por popularidade ao invés de Deus, a aprovação das pessoas vai governar e controlar você. 

Por que Deus responde bruscamente ao seu clamor no verso 11? O que isto nos ensina sobre arrependimento? Existe uma contradição entre o versos 13 e 16?

Deus não perdoa imediatamente eles e começa a responder sua oração.Deus responde que não irá responder a eles, que eles devem clamar aos deuses que eles têm adorado.

O clamor aqui pode ser de reconhecimento, mas isto não quer dizer arrependimento. Deus responde:


Ide, e clamai aos deuses que escolhestes; que eles vos livrem no tempo do vosso aperto. Juízes 10:14


Deus quer um arrependimento de verdade, mais do que um lamento pelas consequências do pecado. Eles estava tratando Deus como se ele fosse um dos seus ídolos. Isto seria uma mudança idólatra da idolatria. Eles estavam tentando manipular Deus para se livrar da situação que estavam.

Existe uma contradição entre os versos 13 e 16?

Contudo vós me deixastes a mim, e servistes a outros deuses; pelo que não vos livrarei mais. Juízes 10:13

E tiraram os deuses alheios do meio de si, e serviram ao Senhor; então se angustiou a sua alma por causa da desgraça de Israel. Juízes 10:16

No verso 13, Deus diz que não irá salvar mais eles porque eles estavam servindo a outros deuses. Eles haviam quebrado sua aliança com Deus e seus mandamentos, e assim, mesmo agora, ão estavam verdadeiramente  arrependidos.  Então, Deus diz que é um Deus justo e que deveria punir a eles. 


Então, no verso 16, ficamos sabendo que os israelitas começaram a se arrepender, Deus que não iria salvá-los, agora os salvará. Isto é uma contradição?

De um lado, muitas pessoas dizem que isto é uma contradição, e assim, haveria um erro na Bíblia. Mas, estas duas declarações estão muito próximas para imaginarmos que houve um lapso do escritor. Quem diz sim, considera que Deus faz ameaças e depois muda de ideia.  A solução aqui é não irei salvar enquanto vocês permanecerem na idolatria. Contudo, o verso 13 não coloca nenhuma condição alternativa. 

O relacionamento de Deus com Israel é tanto condicional como incondicional. Ele não tira seu favor sob Israel, mas o povo deve ser obediente.  

Numa tentativa fácil de resolver este conflito podemos dizer que as bençãos de Deus são condicionais, a menos que vivemos de acordo com os princípios bílicos, podemos ter o favor de Deus. A outra maneira de pensar é que as bênçãos de Deus são incondicionais, mesmo quando estamos no pecado, Deus é tão misericordioso que nos aceita mesmo assim. Ambos os caminhos são perigosos. A primeira aproximação impugna o poder do amor e da graça de Deus e a segunda impugna a santidade e a justiça de Deus. O Antigo Testamento não resolve a questão. Apenas quando nós temos a cruz de Jesus Cristo nós podemos enxergar Deus como tanto justo como amoroso. Nela, o amor de Deus encontra a exigência da lei.


O que estes versos nos ensinam sobre avivamento espiritual? Como podemos aprender sobre arrependimento nos versos 15 e 16?

Precisamos entender que cada ciclo de avivamento tem coisas em comum com os outros e também coisas que lhe são únicas. Isto nos avisa para não pensarmos que podemos manter a vitalidade espiritual apenas repetindo as mesmas ações e rituais do passado. Mas, alguns passos podem ser discernidos.

Primeiro, existe um tipo de problema. Algumas vezes vem em nossas vidas para nos lembrar que somos fracos e não estamos no controle. Para os israelitas, isto é sempre a opressão por um povo estrangeiro. 

Segundo,  existe uma oração renovada. Esta passagem em particular nos mostra que a oração não pode ser um evento de um momento apenas. Deve continuar e deve incluir um senso de luta com Deus. A oração precisa ser consistente e contínua.

Terceiro, há uma luta através do arrependimento real, que vem através de um profundo arrependimento e convicção do pecado. 

Quarto,  Deus levanta um líder, Deus levanta certas pessoas para nos liderar num reavivamento espiritual, precisamos de uma comunidade para uma vitalidade espiritual.

O que podemos aprender com o arrependimento real?

Há um lamento real sobre o pecado, ao invés de apenas as consequências. Há também um lamento sobre os motivos idolátricos, não apenas uma mudança de comportamento.

JEFTÉ: O LÍDER BANDIDO



Era então Jefté, o gileadita, homem valoroso, porém filho de uma prostituta; mas Gileade gerara a Jefté. Também a mulher de Gileade lhe deu filhos, e, sendo os filhos desta mulher já grandes, expulsaram a Jefté, e lhe disseram: Não herdarás na casa de nosso pai, porque és filho de outra mulher. Então Jefté fugiu de diante de seus irmãos, e habitou na terra de Tobe; e homens levianos se ajuntaram a Jefté, e saíam com ele. E aconteceu que, depois de algum tempo, os filhos de Amom pelejaram contra Israel. E sucedeu que, como os filhos de Amom pelejassem contra Israel, foram os anciãos de Gileade buscar a Jefté na terra de Tobe. E disseram a Jefté: Vem, e sê o nosso chefe; para que combatamos contra os filhos de Amom. Porém Jefté disse aos anciãos de Gileade: Porventura não me odiastes a mim, e não me expulsastes da casa de meu pai? Por que, pois, agora viestes a mim, quando estais em aperto? E disseram os anciãos de Gileade a Jefté: Por isso tornamos a ti, para que venhas conosco, e combatas contra os filhos de Amom; e nos sejas por chefe sobre todos os moradores de Gileade. Então Jefté disse aos anciãos de Gileade: Se me levardes de volta para combater contra os filhos de Amom, e o Senhor mos der diante de mim, então eu vos serei por chefe? E disseram os anciãos de Gileade a Jefté: O Senhor será testemunha entre nós, e assim o faremos conforme a tua palavra. Assim Jefté foi com os anciãos de Gileade, e o povo o pôs por chefe e príncipe sobre si; e Jefté falou todas as suas palavras perante o Senhor em Mizpá. Juízes 11:1-11



Jefté é alguém sem as credenciais daquilo que poderíamos esperar de um grande líder. Ele era filho ilegítimo de uma prostituta, que foi expulso de casa por seus meio-irmãos. Ele vem de um ambiente familiar bem disfuncional.  Então, ele é atraído por um bando de homens vivem dissolutamente. Em outras palavras, Jefté vai para o crime organizado, numa vida de crime. Ele é um fora-da-lei. E, ainda assim, Deus o levanta como um salvador.

É importante ver que Jefté não é simplesmente preparado para ser um salvador apesar de sua rejeição e marginalidade, mas através disto. Por causa de seu sofrimento, ele se torna um guerreiro poderoso, um homem de recursos. E, nos versos 4-11, vemos que a dureza da vida fez dele um grande líder.

De novo, vemos um padrão da salvação de Deus. Quase todos os juízes são pessoas que estão socialmente à margem. Jefté era desprezado e rejeitado por seu povo, eles o odiavam e o expulsavam.  Mas, Jefté é uma sombra de Jesus, que foi desprezado e rejeitado.

Jesus também nos salvou não apesar de ser rejeitado ou marginalizado mas através disso. Deus nos salva através de sua derrota e fraqueza. 

Alguns comentaristas enxergam uma semelhança entre o diálogo de Deus com o povo (10:10-16) e o dos líderes de Gileade com Jefté (11:4-11). 

Como problemas terríveis nos ajudam a ajudar?


  • Problemas podem fazer de você mais simpático aos outros. Quem está quebrado, dificilmente será insensível. 
  • Problemas podem eliminar a auto-comiseração, uma vida dura e difícil pode fazer você ser mais grato por aquilo que você tem. Auto-piedade leva você a não entender as dores dos outros e mais centralizado em si mesmo.
  • Problemas podem ensinar você métodos e maneiras para lidar com a vida que podemos ajudar aos outros.
  • Algumas vezes, problemas em nosso passado pode nos dar confiança e esperança em situações escuras. 

O rei de Amom justifica seu ataque aos israelitas insistindo que a terra agora que eles vivem pertenceu antigamente aos amonitas.  Jefté usa três argumentos para refutar o rei em sua carta. 

E enviou Jefté mensageiros ao rei dos filhos de Amom, dizendo: Que há entre mim e ti, que vieste a mim a pelejar contra a minha terra? E disse o rei dos filhos de Amom aos mensageiros de Jefté: É porque, saindo Israel do Egito, tomou a minha terra, desde Arnom até Jaboque, e ainda até ao Jordão: Restitui-ma agora, em paz. Porém Jefté prosseguiu ainda em enviar mensageiros ao rei dos filhos de Amom, Dizendo-lhe: Assim diz Jefté: Israel não tomou, nem a terra dos moabitas, nem a terra dos filhos de Amom. Porque, subindo Israel do Egito, andou pelo deserto até ao Mar Vermelho, e chegou até Cades. E Israel enviou mensageiros ao rei dos edomitas, dizendo: Rogo-te que me deixes passar pela tua terra. Porém o rei dos edomitas não lhe deu ouvidos; enviou também ao rei dos moabitas, o qual igualmente não consentiu; e assim Israel ficou em Cades. Depois andou pelo deserto e rodeou a terra dos edomitas e a terra dos moabitas, e veio do nascente do sol à terra dos moabitas, e alojou-se além de Arnom; porém não entrou nos limites dos moabitas, porque Arnom é limite dos moabitas. Mas Israel enviou mensageiros a Siom, rei dos amorreus, rei de Hesbom; e disse-lhe Israel: Deixa-nos, peço-te, passar pela tua terra até ao meu lugar. Porém Siom não confiou em Israel para este passar nos seus limites; antes Siom ajuntou todo o seu povo, e se acamparam em Jasa, e combateu contra Israel. E o Senhor Deus de Israel deu a Siom, com todo o seu povo, na mão de Israel, que os feriu; e Israel tomou por herança toda a terra dos amorreus que habitavam naquela região. E por herança tomaram todos os limites dos amorreus, desde Arnom até Jaboque, e desde o deserto até ao Jordão. Assim o Senhor Deus de Israel desapossou os amorreus de diante do seu povo de Israel; e os possuirias tu? Não possuirias tu aquilo que Quemós, teu deus, desapossasse de diante de ti? Assim possuiremos nós todos quantos o Senhor nosso Deus desapossar de diante de nós. Agora, pois, és tu ainda melhor do que Balaque, filho de Zipor, rei dos moabitas? Porventura contendeu ele em algum tempo com Israel, ou pelejou alguma vez contra ele? Enquanto Israel habitou trezentos anos em Hesbom e nas suas vilas, e em Aroer e nas suas vilas, em todas as cidades que estão ao longo de Arnom, por que o não recuperastes naquele tempo? Tampouco pequei eu contra ti! Porém tu usas mal comigo em pelejar contra mim; o Senhor, que é juiz julgue hoje entre os filhos de Israel e entre os filhos de Amom. Porém o rei dos filhos de Amom não deu ouvidos às palavras que Jefté lhe enviou. Juízes 11:12-28

O primeiro é histórico, ele diz que quando Israel veio do Egito, os amonitas e moabitas viviam na terra a leste do Arnon. Eles pediram permissão para passar pela terra, mas eles recusaram. Então, eles viajaram pela terra em questão, norte do Arnon até Jaboque. Eram os amoritas e ao rei Siom que viviam lá.  Quando eles pediram para passar pela terra dos amorreus, Siom os atacou, mas Israel os venceu. Eles conquistaram a terra. Então, Jetté está dizendo que  a terra nunca foi dos amonitas.

O segundo argumento é teológico (vs.23-24). Aqui, Jefté dizendo que Deus deu a terra dos amorreus, quando os capacitou a derrotá-los. Claro que os amonitas iriam reclamar a mesma coisa se o deus lhes desse a vitória. 

O terceiro é de um precedente legal (vs. 25-27). Jefté relembra que o rei de Moabe naquele tempo não pensou que precisava atacar Israel na terra do norte de Arnom. Certamente, ele tinha razão suficiente para desalojar os recém-chegados a Canaã, mas não viu isto uma necessidade. Ele não desafiou seu direito a terra. Então, porque os amonitas fariam isto? Se o desejo era mesmo de retificar uma injustiça (vs.13), por que Balaque, rei dos Moabitas não fez de outra forma? Finalmente, Jefté resume num argumento mais forte, que o povo estava ali há 300 anos. Isto provaria que o povo não estava defraudando a ninguém, quem está sendo injusto eram os amonitas.

Então o Espírito do Senhor veio sobre Jefté, e atravessou ele por Gileade e Manassés, passando por Mizpá de Gileade, e de Mizpá de Gileade passou até aos filhos de Amom. E Jefté fez um voto ao Senhor, e disse: Se totalmente deres os filhos de Amom na minha mão,  Aquilo que, saindo da porta de minha casa, me vier ao encontro, voltando eu dos filhos de Amom em paz, isso será do Senhor, e o oferecerei em holocausto. Assim Jefté passou aos filhos de Amom, a combater contra eles; e o Senhor os deu na sua mão. E os feriu com grande mortandade, desde Aroer até chegar a Minite, vinte cidades, e até Abel-Queramim; assim foram subjugados os filhos de Amom diante dos filhos de Israel Vindo, pois, Jefté a Mizpá, à sua casa, eis que a sua filha lhe saiu ao encontro com adufes e com danças; e era ela a única filha; não tinha ele outro filho nem filha. E aconteceu que, quando a viu, rasgou as suas vestes, e disse: Ah! filha minha, muito me abateste, e estás entre os que me turbam! Porque eu abri a minha boca ao Senhor, e não tornarei atrás. E ela lhe disse: Meu pai, tu deste a palavra ao Senhor, faze de mim conforme o que prometeste; pois o Senhor te vingou dos teus inimigos, os filhos de Amom. Disse mais a seu pai: Concede-me isto: Deixa-me por dois meses que vá, e desça pelos montes, e chore a minha virgindade, eu e as minhas companheiras. E disse ele: Vai. E deixou-a ir por dois meses; então foi ela com as suas companheiras, e chorou a sua virgindade pelos montes. E sucedeu que, ao fim de dois meses, tornou ela para seu pai, o qual cumpriu nela o seu voto que tinha feito; e ela não conheceu homem; e daí veio o costume de Israel, Que as filhas de Israel iam de ano em ano lamentar, por quatro dias, a filha de Jefté, o gileadita. Juízes 11:29-40


Muitos interpretam achando que Jefté havia prometido um sacrifício de animal.  Há três razões para isto ser uma interpretação equivocada: Primeiro, é dificil acreditar que haveria animais dentro da casa. Segundo, se fosse um animal, seria dito numa forma neutra. Terceiro, se tivesse prometido um animal, então quando visse sua filha, não ficaria chocado ao ver ela.  Ele havia prometido fazer um sacrifício humano para Deus se obtivesse a vitória. Ele obviamente esperava encontrar um servo ou outra pessoa, menos sua filha.

Em Dt. 12:32, vemos que o sacrifício humano é detestável e algo que Deus odeia. Não há dúvida sobre a vontade de Deus. Mas, por que ele fez isso? Primeiro, isto significa que Jefté era um homem sem sensibilidade para a violência. A cultura em volta dele era violenta. ele viveu num mundo violento e isto permaneceu em suas crenças. Hoje, muitos vêem a Cristo, mas continuam com certas crenças sem serem alteradas sobre sexo ou dinheiro, por exemplo - Ef. 4:22-24. 

Segundo, Jefté não apenas era infectado pela cultura de violência pagã, mas continuou infectado pela entendimento numa salvação por obras pagã. O sacrifício humano era como os pagãos pagavam o favor divino, eles faziam o sacrifícios para dizer quão impressionados e maravilhados estavam com o poder dos ídolos. Mas, o Deus da Bíblia quer apenas um sacrifício humano - o reconhecimento de seu senhorio sobre toda a área da vida como lemos em Rm 12:1.   Jefté ainda pensava que Deus era alguém que poderia ser impressionado ou controlado através de presentes extravagantes.

Por que Jefté manteve a promessa. Talvez, porque ele não tinha nenhum conceito do Deus da graça. Ele via a Deus basicamente como os deuses pagãos, um ser cujo favor pode ser conquistado através de sacrifícios.  Ele não confia em Deus totalmente, ele acredita que se voltasse atrás poderia perder o favor de Deus.

O que esta história nos ensina hoje?

Primeiro, devemos tomar cuidado com nossas palavras, nossas promessas, nossa língua. Muitas coisas que dizemos pode trazer prejuízos que jamais poderemos pagar. 

Segundo, mesmo quando estamos sendo usados por Deus, devemos ficar vigilantes, porque não somos gigantes espirituais. Devemos ficar atentos se não estamos usando mal aquilo que Deus tem colocado em nossa vida, nossos dons espirituais, por exemplo. Não devemos medir nossa maturidade espiritual a partir de nossos dons espirituais.

Outras lições que podemos ver também: somos mais afetados pela nossa cultura do que pela Bíblia, mais do que pensamos a nossa cultura em volta nos afeta e por vezes, ignoramos ensinos bíblicos por ideais bem mundanos. Existem pontos cegos em nós. 

Há também a nossa incapacidade de acreditar num Deus gracioso, no Edém, a serpente nos fez desacreditar num Deus que buscava os nossos melhores interesses, desde então, sempre nos sentimos que devemos controlar Deus, que não podemos confiar nele. 


Fonte

Judges for You- Timothy Keller



quarta-feira, junho 17, 2015

Deus não está morto



Comentários ao filme e algumas defesas.

GIDEÃO E ABIMELEQUE: Governando como Reis

Após a vitória de Gideão, as coisas não seguiram o curso normal do livro de Juízes, onde haveria um período onde sob o governo do juiz remidor, o povo de Israel estaria vivendo em paz durante seu tempo de vida.

Efraim é uma das tribos mais fortes de Israel, e Gideão foi chamado para ajudar eles com os midianitas (7:24-25). 



Então os homens de Efraim lhe disseram: Que é isto que nos fizeste, que não nos chamaste, quando foste pelejar contra os midianitas? E contenderam com ele fortemente. Juízes 8:1

Contudo, os homens de Efraim não estavam contentes com Gideão. Eles eram fortes e poderosos e agora eram obrigados a marchar sob o comando de um homem da tribo mais fraca, a tribo de Manassés.

A frustração deles vem de terem perdido a glória da vitória. Isto revela duas verdades, primeiro, que Deus estava certo ao dizer que Israel iria se vangloriar contra Ele e glorificar a si mesma na vitória e, segundo, que Efraim não respeitaria o juiz escolhido por Deus.

Porém ele lhes disse: Que mais fiz eu agora do que vós? Não são porventura os rabiscos de Efraim melhores do que a vindima de Abiezer? Deus vos deu na vossa mão os príncipes dos midianitas, Orebe e Zeebe; que mais pude eu fazer do que vós? Então a sua ira se abrandou para com ele, quando falou esta palavra Juízes 8:2,3
A resposta de Gideão é bem respeitosa e diplomática, mostra quão maiores eles são do que ele e lembra que já capturam dois líderes midianitas.

Neste ponto, talvez gostaríamos de exaltar Gideão por sua humildade e sabedoria, mas, logo vamos saber quais são seus objetivos.

E, como Gideão veio ao Jordão, passou com os trezentos homens que com ele estavam, já cansados, mas ainda perseguindo. E disse aos homens de Sucote: Dai, peço-vos, alguns pedaços de pão ao povo, que segue as minhas pisadas; porque estão cansados, e eu vou ao encalço de Zeba e Salmuna, reis dos midianitas. Porém os príncipes de Sucote disseram: Estão já, Zeba e Salmuna, em tua mão, para que demos pão ao teu exército? Então disse Gideão: Pois quando o Senhor der na minha mão a Zeba e a Salmuna, trilharei a vossa carne com os espinhos do deserto, e com os abrolhos. E dali subiu a Penuel, e falou-lhes da mesma maneira; e os homens de Penuel lhe responderam como os homens de Sucote lhe haviam respondido. Por isso também falou aos homens de Penuel, dizendo: Quando eu voltar em paz, derribarei esta torre. Juízes 8:4-9

Cansado da batalha, Gideão pede às pessoas de Sucote que alimentem seus homens. Mas, eles se recusam a ajudar. Como os de Efraim, eles mostram uma completa falta de gratidão para com Gideão por ter derrotado seus inimigos. Os moradores tem medo que Zeba e Samuna, líderes midianitas, reagrupem seu exército e destruam as cidades que ajudaram a Gideão e seus combatentes. A mesma resposta, Gideão vai receber de Penuel. 

Mas, Gideão responde de maneira muito diferente para Sucote e Penuel do que Efraim. Para, Sucote diz que vai arrancar a carne do povo e para Penuel, diz que vai destruir a torre. 

Esta diferenciação revela que a diplomacia de Gideão com Efraim não é porque ele não queria atacar a ela, mas porque não podia. Apesar de Deus ter deixado claro que sua vitória foi um milagre e não por causa de qualquer mérito de Gideão, ele mesmo esqueceu-se da lição dos 300.  

Gideão sentiu que merecia admiração e honra por aquilo que havia feito. A raiva de Gideão contra os povos de Sucote e Penuel mostra que ele esperava receber glória por suas conquistas, Quando Sucote e Penuel duvidaram dele, ele deveria ter dito: eu sei que é duro acreditar que os venceremos, mas Deus em sua graça nos usando para vencer a batalha, não confiando em nossa força, mas confiando na força do Senhor, contudo, ao invés disso, Gideão diz, como ousam duvidar de mim, eu vou mostrar meu poder quando eu voltar, vocês vão aprender a me respeitar.

Estavam, pois, Zeba e Salmuna em Carcor, e os seus exércitos com eles, uns quinze mil homens, todos os que restaram do exército dos filhos do oriente; e os que caíram foram cento e vinte mil homens, que puxavam da espada. E subiu Gideão pelo caminho dos que habitavam em tendas, para o oriente de Nobá e Jogbeá; e feriu aquele exército, porquanto o exército estava descuidado. E fugiram Zeba e Salmuna; porém ele os perseguiu, e tomou presos a ambos os reis dos midianitas, a Zeba e a Salmuna, e afugentou a todo o exército. Voltando, pois, Gideão, filho de Joás, da peleja, antes do nascer do sol, Tomou preso a um moço dos homens de Sucote, e lhe fez perguntas; o qual lhe deu por escrito os nomes dos príncipes de Sucote, e dos seus anciãos, setenta e sete homens. Então veio aos homens de Sucote, e disse: Vede aqui a Zeba e a Salmuna, a respeito dos quais desprezivelmente me escarnecestes, dizendo: Estão já, Zeba e Salmuna, na tua mão, para que demos pão aos teus homens, já cansados? E tomou os anciãos daquela cidade, e os espinhos do deserto, e os abrolhos; e com eles ensinou aos homens de Sucote. E derrubou a torre de Penuel, e matou os homens da cidade. Depois perguntou a Zeba e a Salmuna: Que homens eram os que matastes em Tabor? E disseram: Como és tu, assim eram eles; cada um parecia filho de rei. Então disse ele: Meus irmãos eram, filhos de minha mãe; vive o Senhor, que, se os tivésseis deixado com vida, eu não vos mataria. E disse a Jeter, seu primogênito: Levanta-te, mata-os. Porém o moço não puxou da sua espada, porque temia; porquanto ainda era jovem. Então disseram Zeba e Salmuna: Levanta-te, e acomete-nos; porque, qual o homem, tal a sua valentia. Levantou-se, pois, Gideão, e matou a Zeba e a Salmuna, e tomou os ornamentos que estavam nos pescoços dos seus camelos. Juízes 8:10-21


Gideão captura os líderes midianitas e volta para Sucote para cumprir sua palavra, descobre o nome dos anciãos do lugar e os pune com espinhos e abrolhos do deserto. Enquanto que em Penuel, as coisas vão ainda piores, ele derriba a torre e mata os homens da cidade.

Os versículos 18 e 19 mostram que os midianitas mataram os próprios irmãos de Gideão, ele agora ao invés de ser motivado pela vontade de Deus é motivado por um desejo de vingança pessoal pela honra de sua própria família. É por isto que no versículo, ele designa Jeter, seu filho, um garoto, para matá-los, afim de humilhar estes reis. No fim, ele mesmo mata os dois e toma os ornamentos que estavam nos camelos deles. Não há menção de um período de paz aqui.


O PERIGO DO SUCESSO.

A necessidade de Gideão por respeito e honra e sua raiva violenta quando ele não tem aquilo que ele acha que merece- nos mostra que o sucesso na batalha foi a pior coisa que poderia ter acontecido com ele. Ele ficou viciado e dependente do sucesso.

Existe um grande perigo espiritual envolvido quando recebemos qualquer bênção. Sucesso, pode facilmente, causar em nós o esquecimento da graça de Deus.  Uma vitória dada por Deus pode facilmente ser usada para confirmar a crença que, de fato, nós merecemos sermos abençoados por aquilo que somos e devemos receber louvor e glória por este sucesso. ficamos superiores e orgulhosos.


De volta ao verso 7:15, ali Gideão reconhecia sua própria fraqueza e entendia que a vitória apenas poderia vir pela graça, ele adorava e exaltava a Deus. Ele não faz mais isto, ele agora adora o sucesso, ele esqueceu quem o chamou, equipou, assegurou e venceu a batalha por ele. Nós, também, facilmente nos esquecemos de tudo sobre a nossa salvação e que nossas obras são presentes da graça, não vem do nosso próprio sucesso.


REI GIDEÃO?

Então os homens de Israel disseram a Gideão: Domina sobre nós, tanto tu, como teu filho e o filho de teu filho; porquanto nos livraste da mão dos midianitas. Porém Gideão lhes disse: Sobre vós eu não dominarei, nem tampouco meu filho sobre vós dominará; o Senhor sobre vós dominará. E disse-lhes mais Gideão: Uma petição vos farei: Dá-me, cada um de vós, os pendentes do seu despojo (porque tinham pendentes de ouro, porquanto eram ismaelitas). E disseram eles: De boa vontade os daremos. E estenderam uma capa, e cada um deles deitou ali um pendente do seu despojo. E foi o peso dos pendentes de ouro, que pediu, mil e setecentos siclos de ouro, afora os ornamentos, e as cadeias, e as vestes de púrpura que traziam os reis dos midianitas, e afora as coleiras que os camelos traziam ao pescoço. E fez Gideão dele um éfode, e colocou-o na sua cidade, em Ofra; e todo o Israel prostituiu-se ali após ele; e foi por tropeço a Gideão e à sua casa. Juízes 8:22-27

Agora, Israel pede que Gideão seja rei, a razão é que ele venceu os midianitas.  Israel está rejeitando o método de Deus, um juiz é ungido por ele, para lidar com as situações de crise e trazer o povo de volta para debaixo do domínio do Senhor. 

Gideão entende o que está acontecendo, que o povo quer ser governado por homens e não por Deus. Com um rei, eles não precisariam ir atrás de Deus para sua salvação. O desejo por um rei é esforço para auto-salvação. Eles não precisavam de um rei para obedecer, eles precisavam obedecer ao Rei que eles tinham!

Este verso 23 é a última vez que Gideão se lembra de quem Deus. Tragicamente, eles contradiz tudo isto quando começa a querer para si a posição e a honra que só pertencem a um rei.  Ele pede por uma recompensa financeira no verso 24, se torna um homem muito rico (8:25,26) e, então, ele:


E fez Gideão dele um éfode, e colocou-o na sua cidade, em Ofra; e todo o Israel prostituiu-se ali após ele; e foi por tropeço a Gideão e à sua casa. Juízes 8:27
O éfode era usado pelo sumo sacerdote no tabernáculo, como sinal de que Deus estava presente entre seu povo. Quando Gideão faz uma cópia do éfode, ele está colocando sua cidade natal como uma cidade rival para adoração. Ele está encorajando as pessoas a virem até ele para serem guiadas,  a verem sua cidade natal como o lugar onde Deus pode ser encontrado. Gideão está usando Deus para consolidar sua posição ao invés de usar sua posição para servir e ser usado por Deus como os juízes anteriores.

Assim foram abatidos os midianitas diante dos filhos de Israel, e nunca mais levantaram a sua cabeça; e sossegou a terra quarenta anos nos dias de Gideão. E foi Jerubaal, filho de Joás, e habitou em sua casa. E teve Gideão setenta filhos, que procederam dele, porque tinha muitas mulheres. E sua concubina, que estava em Siquém, lhe deu à luz também um filho; e pôs-lhe por nome Abimeleque  Juízes 8:28-31

O efeito disto é que Israel se prostitui após ele, houve uma paz de 40 anos, mas uma paz comprometida, sem adoração e sem obediência. 

Gideão continuou a agir como um rei, teve filhos com muitas mulheres, e um com uma concubina, a qual deu o nome de Abimeleque, que significa: meu pai é rei!

Muitas vezes, assumimos essa idolatria de Gideão, dizemos que o rei apenas é Deus, mas queremos que as pessoas olhem para nós, busquem em nós a sua salvação. Fazemos um éfode para nós mesmos.  Precisamos ser precisados. 

Quão maravilhoso é ver aquele que julga o que está na sombra e vê como ele usa sua posição. Diferente de Gideão, ele tem todo direito de ser servido como rei. Ele é o verdadeiro tabernáculo, o grande lugar de adoração de Deus na terra. Ainda assim, Jesus resiste a tentação de reina em poder sobre as nações porque ele não veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida em resgaste de muitos. Eles nos resgatou das nossas relações de auto-promoção e das nossas respostas raivosas diante do fracasso. Ele usou sua posição como filho de Deus para nos dar liberdade da necessidade de respeito.


ABIMELEQUE


E Abimeleque, filho de Jerubaal, foi a Siquém, aos irmãos de sua mãe, e falou-lhes e a toda a geração da casa do pai de sua mãe, dizendo: Falai, peço-vos, aos ouvidos de todos os cidadãos de Siquém: Qual é melhor para vós, que setenta homens, todos os filhos de Jerubaal, dominem sobre vós, ou que um homem sobre vós domine? Lembrai-vos também de que sou osso vosso e carne vossa. Então os irmãos de sua mãe falaram acerca dele perante os ouvidos de todos os cidadãos de Siquém todas aquelas palavras; e o coração deles se inclinou a seguir Abimeleque, porque disseram: É nosso irmão. E deram-lhe setenta peças de prata, da casa de Baal-Berite; e com elas alugou Abimeleque uns homens ociosos e levianos, que o seguiram. E veio à casa de seu pai, a Ofra, e matou a seus irmãos, os filhos de Jerubaal, setenta homens, sobre uma pedra. Porém Jotão, filho menor de Jerubaal, ficou, porque se tinha escondido. Juízes 9:1-5


Como a história de Abimeleque é diferente de todos que vieram antes dele. 

Até este capítulo, há um ciclo familiar no livro de Juízes, primeiro, as pessoas caem no pecado, elas clamam a Deus por ajuda e Deus levanta um juiz para salvar ou resgatar o povo. Mas, agora nós temos uma outra história.

Abimeleque é trazido para a liderança porque é filho de Gideão. Ele reina não com base numa revelação de Deus, mas sua autoridade é puro exercício de poder. E, enfim, é preciso notar que o nome do Senhor não é citado na narrativa desde de 8:34 até 10:6.


Gideão viveu como os reis do oriente, cheio de mulheres e concubinas. Isto sempre é destrutivo para a vida das mulheres e dos filhos. Abimeleque significa "meu pai é rei". Isto pode significar que Gideão está bem orgulhoso de seu poder ou gostaria de ser tratado como um rei. Abimeleque é alguém nascido bastardo, de um status inferior socialmente, com certeza, pode ter crescido com ressentimento e desejoso de poder e respeito.

Se Gideão matou outros israelitas como nenhum havia feito antes, Abimeleque piorou, matando seus próprios irmãos. 



A PARÁBOLA DAS ÁRVORES.

E, dizendo-o a Jotão, foi e pôs-se no cume do monte de Gerizim, e levantou a sua voz, e clamou e disse-lhes: Ouvi-me, cidadãos de Siquém, e Deus vos ouvirá a vós; Foram uma vez as árvores a ungir para si um rei, e disseram à oliveira: Reina tu sobre nós. Porém a oliveira lhes disse: Deixaria eu a minha gordura, que Deus e os homens em mim prezam, e iria pairar sobre as árvores? Então disseram as árvores à figueira: Vem tu, e reina sobre nós. Porém a figueira lhes disse: Deixaria eu a minha doçura, o meu bom fruto, e iria pairar sobre as árvores? Então disseram as árvores à videira: Vem tu, e reina sobre nós. Porém a videira lhes disse: Deixaria eu o meu mosto, que alegra a Deus e aos homens, e iria pairar sobre as árvores? Então todas as árvores disseram ao espinheiro: Vem tu, e reina sobre nós. E disse o espinheiro às árvores: Se, na verdade, me ungis por rei sobre vós, vinde, e confiai-vos debaixo da minha sombra; mas, se não, saia fogo do espinheiro que consuma os cedros do Líbano. Agora, pois, se é que em verdade e sinceridade agistes, fazendo rei a Abimeleque, e se bem fizestes para com Jerubaal e para com a sua casa, e se com ele usastes conforme ao merecimento das suas mãos (Porque meu pai pelejou por vós, e desprezou a sua vida, e vos livrou da mão dos midianitas; Porém vós hoje vos levantastes contra a casa de meu pai, e matastes a seus filhos, setenta homens, sobre uma pedra; e a Abimeleque, filho da sua serva, fizestes reinar sobre os cidadãos de Siquém, porque é vosso irmão); Pois, se em verdade e sinceridade usastes com Jerubaal e com a sua casa hoje, alegrai-vos com Abimeleque, e também ele se alegre convosco. Mas, se não, saia fogo de Abimeleque, e consuma aos cidadãos de Siquém, e a casa de Milo; e saia fogo dos cidadãos de Siquém, e da casa de Milo, que consuma a Abimeleque. Então partiu Jotão, e fugiu e foi para Beer; e ali habitou por medo de Abimeleque, seu irmão. Juízes 9:7-21
As árvores estão procurando um rei, a oliveira, a figueira e a vinha todas produzem produtos valiosos. Oleo, figos e vinho são fundamentos da economia palestina. Se qualquer uma delas fosse o rei, com certeza, estariam qualificadas. Mas, então, surge o espinheiro que não provê nada de útil para ninguém. Primeiro, é muito curto para prover lenha para calor, quando pega fogo alastra para outras árvores destruindo-as. Quem cuida das árvores sempre arranca os espinheiros que estão crescendo perto de plantas valiosas. Então, o reinado de um espinheiro levará ao desastre. Apenas  o fogo pode ser o fruto de tal planta.


Jotão está dizendo que seus pecados irão encontrá-lo. O mal sempre destrói a si mesmo. A quebra da lei divina sempre leva ao desastre. As ações de Gideão distorceram o coração de Abimeleque. 



TOLA E JAIR: DEUS RESGATA O POVO NOVAMENTE.
E depois de Abimeleque, se levantou, para livrar a Israel, Tola, filho de Puá, filho de Dodo, homem de Issacar; e habitava em Samir, na montanha de Efraim. E julgou a Israel vinte e três anos; e morreu, e foi sepultado em Samir. E depois dele se levantou Jair, gileadita, e julgou a Israel vinte e dois anos. E tinha este trinta filhos, que cavalgavam sobre trinta jumentos; e tinham trinta cidades, a que chamaram Havote-Jair, até ao dia de hoje; as quais estão na terra de Gileade. E morreu Jair, e foi sepultado em Camom. Juízes 10:1-5
Estes versos não falam muito sobre Tola e Jair. Tola foi levantado para ajudar Israel e liderar o povo é a mesma linguagem usada para Débora em  4:4-5. 

O povo tem abandonado completamente Deus, seu nome não é mencionada na narrativa no capítulo 9. Deus envia mais uma vez o livramento e dá 45 anos de paz sobre estes dois homens. 

Deus permitiu que eles fossem "queimados" por seus pecados, Tola e Jair abriram um espaço para que o povo de Israel se arrependesse. 


BIBLIOGRAFIA

JUDGES FOR YOU - Timothy Keller