O homem foi criado para conhecer a Deus. Então a pergunta é: vocês conhecem a Deus? Não estou perguntando se vocês crêem em Deus, ou se crêem em certas coisas sobre Ele. Ser um cristão significa ter a vida eterna, e como o Senhor Jesus disse em João 17:3: "E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste". Então o teste que devemos aplicar a nós mesmos não é perguntar se fizemos isto ou aquilo. Meu teste é um teste positivo: "Eu conheço a Deus? Jesus Cristo é real para mim?" Não estou perguntando se vocês sabem coisas a respeito de Deus, mas se conhecem a Deus, se se alegram em Deus, se Deus é o centro de suas vidas, a alma do seu viver, a fonte da sua maior alegria? Ele deve ser. Ele criou o homem para isso −para que habitasse em comunhão com Deus, e se regozijasse nEle, e andasse com Deus. Nós fomos criados para isso, e se não estamos vivendo assim, isso é pecado. Isso é a essência do pecado. Não temos o direito de não ser assim. Isso é pecado, em sua forma pior e mais profunda. A essência do pecado, em outras palavras, é que não vivemos inteiramente para a glória de Deus. Naturalmente, ao cometer certos pecados, agravamos a nossa culpa diante de Deus, mas vocês podem ser inocentes de qualquer dos pecados mais vis, e ainda assim serem culpado desse terrível pecado −de estarem satisfeitos com suas próprias vidas, de terem orgulho das suas realizações, e de olharem para os outros com superioridade, sentindo que são melhores do que eles. Não há coisa pior do que isso, porque vocês estão dizendo a si mesmos que de certa forma estão mais perto de Deus do que os outros, quando na verdade não estão. Se esta é sua atitude, vocês são como o fariseu no templo, que agradeceu a Deus por não ser como aquele outro homem −"esse publicano". O fariseu nunca tinha visto sua necessidade de perdão, e não há pecado mais terrível do que esse. Não sei de nada pior do que um homem que diz: "Saiba que nunca realmente senti que sou um pecador". Esse é o cúmulo do pecado, pois significa que essa pessoa nunca compreendeu a verdade sobre Deus e sobre si mesma. Leiam o argumento do apóstolo Paulo, e perceberão que sua lógica não é apenas inevitável, mas também irrespondível. "Não há um justo, nem um sequer". "Sabemos que tudo o que a lei diz, aos que estão debaixo da lei o diz, para que toda a boca esteja fechada e todo o mundo seja condenável diante de Deus". Se nunca reconheceram a própria culpa ou pecaminosidade diante de Deus, nunca vão ter alegria em Cristo. É impossível. Jesus não veio salvar justos, e sim pecadores. "Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes". Aí está o primeiro princípio −convicção de pecado. Meu amigo, se você não tem convicção de pecado, e se não reconhece que é indigno diante de Deus, que está condenado e que é um fracasso completo aos olhos de Deus, não preste atenção a mais nada até que tenha isto, até que chegue a essa compreensão, porque você nunca terá alegria, e nunca vai se livrar da sua depressão até que entenda isso. Convicção de pecado é um ponto preliminar essencial a uma verdadeira experiência de salvação.
Depressão Espiritual, cap. 2
terça-feira, agosto 18, 2015
D. Martyn Lloyd-Jones: Conhecer a Deus e pecado
segunda-feira, agosto 17, 2015
Jonathan Edwards: CARIDADE OU AMOR, A SUMA DE TODA VIRTUDE.
MENSAGEM 1: CARIDADE OU AMOR, A SUMA DE TODA VIRTUDE.
A primeira mensagem tem como objetivo demonstrar que toda a virtude salvífica que distingue os cristãos genuínos está sumariada no amor.
Sendo que todo amor cristão verdadeiro é o mesmo e um em seu princípio.
1. Sendo que todo ele procede do mesmo Espírito que influencia o coração
2. o amor cristão, seja para com Deus, seja para com o homem é operado no coração pela mesma obra do Espírito
3. quando Deus e o homem são amados com um amor realmente cristão, ambos são amados com base nos mesmos motivos.
1. O amor disporá o coração a todos os atos próprios de respeito seja para com Deus seja para o homem.
"O amor para com Deus nos disporá a andar humildemente com ele, pois aquele que ama a Deus se disporá a reconhecer a vasta distância entre Deus e ele. A essa pessoa será agradável exaltar a Deus, a pô-lo acima de tudo mais e a encurvar-se diante dele. O verdadeiro cristão se deleita em exaltar a Deus com seu próprio aviltamento, porquanto ele o ama. Ele está pronto a reconhecer que Deus é digno disto, e se deleita em lançar-se ao pó diante do Altíssimo, movido de sincero amor por ele" (p. 28)
2. a razão ensina que são infundadas e hipócritas todas as pretensas realizações ou virtudes que porventura existam sem amor.
As Escrituras nos ensinam que o amor é a suma de tudo que está contido na lei de Deus e de todos os deveres requeridos em sua Palavra.
1. as Escrituras ensinam isto a partir da lei e palavra de Deus, em geral.
2. as Escritura ensinam a mesma coisa de cada tábua da lei, em particular.
"Daí o amor parece ser a suma de toda a virtude e dever que Deus requer de nós, e, portanto, indubitavelmente deve ser a coisa mais essencial- a suma de toda a virtude que é essencial e distintiva no cristianismo real. Aquilo que é a suma de todo dever deve ser a suma de toda virtude real" p. 34
A veracidade da doutrina, como mostrada pelas Escrituras, transparece do que o apóstolo nos ensina, a saber, a fé que atua pelo amor (Gl 5:6)
1. que o verdadeiro amor é um ingrediente da fé genuína e viva, sendo o mais essencial e distintivo que existe nela.
2. todos os exercício do cristão do coração e as obras da vida emanam do amor
"As genuínas descobertas do caráter divino nos dispõem a amar a Deus como o bem supremo, elas unem o coração a Cristo, em amor, inclinam a alma a transbordar de amor para com o povo de Deus e para com a toda a humanidade. Quando as pessoas possuem uma verdadeira descoberta da excelência e suficiência de Cristo, o efeito é o amor. Quando experimentam uma convicção correta da verdade do evangelho, tal convicção é acompanhada do amor." (p.43)
quinta-feira, agosto 13, 2015
Filipenses 1:3-7: A Boa Obra de Deus em Nós.
FILIPENSES:1-3-7: 3 Dou graças ao meu Deus todas as vezes que me lembro de vós, 4 fazendo, sempre com alegria, oração por vós em todas as minhas súplicas, 5 pela vossa cooperação no evangelho desde o primeiro dia até agora. 6 Tendo por certo isto mesmo: que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao Dia de Jesus Cristo. 7 Como tenho por justo sentir isto de vós todos, porque vos retenho em meu coração, pois todos vós fostes participantes da minha graça, tanto nas minhas prisões como na minha defesa e confirmação do evangelho.
PASSADO
Paulo começa lembrando e agradecendo a Deus por tudo que Ele fez na igreja de Filipos, até o verso 5, a ênfase do apóstolo está nos fatos do passado, como Deus tem sido presente naquela comunidade.
PRESENTE E FUTURO.
O verso 6 é bem conhecido de todos e Paulo começa a falar tanto do passado mas também, principalmente, do futuro, do dia de Jesus Cristo.
Este versículo tem sido usado para uma desculpa de que crentes nominais poderiam se considerar salvos, uma vez que é impossível cair da graça.
Contudo, não é este o sentido do apóstolo. Ele busca entender que a obra de Deus começa na vida de uma pessoa, ela tende a ser concretizada até o dia da volta de Jesus.
"A Bíblia simplesmente diz que a salvação é inteira e completamente obra de Deus. Ela nos diz que o homem, em seu estado pecaminoso, é contra Deus, não deseja Deus e jamais voltaria para Deus. Nunca existiria uma igreja, nem tampouco haveria salvação, se Deus não tivesse começado a agir" LLOYD-JONES, p. 40
Não será com a nossa morte, pois ainda seria uma obra incompleta, pois nossas almas e corpos ainda precisariam passar pela ressurreição. A obra só será perfeita no dia mesmo da vinda de Jesus, onde todas as coisas serão restauradas.
Não é também uma questão de que se aceito a Jesus está tudo bem. Não basta uma confissão inicial para haver salvação. É necessário que a obra de Deus em nossa vida continue em nossa vida enquanto ela durar.
João 15.10 Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, do mesmo modo que eu tenho uardado os mandamentos de meu Pai e permaneço no seu amor.
Assim, meus amados, como sempre vocês obedeceram, não apenas em minha presença, porém muito mais agora na minha ausência, ponham em ação a salvação de vocês com temor e tremor, pois é Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele. Filipenses 2:12,13
Precisamos permanecer no amor de Deus afim de que sejamos nutridos pelo Senhor e que sua obra esteja completa até o dia da sua vinda. A obra começa e termina em Deus mas também precisamos trabalhá-la em nossa vida com temor e tremor. Sem apatia, certos que estamos cooperando com aquilo que Deus está fazendo em nossa vida.
Deve existir a perseverança humana aliada a preservação divina.
"Ficamos cientes de que há evidência de um novo ser, uma nova natureza, dentro de cada um de nós, e já não gostamos das coisas das quais gostávamos. Começamos a gostar da Biblia, começamos a orar e a frequentar as reuniões de oração, e é o Espírito Santo que realiza tudo isso. Ele nos cria de novo segundo o modelo e o estilo de Cristo. Essa é a boa obra que Deus começa em nós e continua em nós" LLOYD-JONES,p. 44
Não é uma obra nossa. Esta obra é uma de Deus na vida da pessoa. Mas, ela deve ser movida pela esperança de que um dia Jesus há de voltar.
A esperança é o grande impulso da vida cristã, afim de que suportemos ou deixemos de lado o nosso próprio eu, devemos esperar em nosso coração as grandes alegrias de Deus para a nossa vida. Ao contrário da alegria humana que é passageira, a divina é eterna.
Outro ponto quanto ao futuro é em relação ao futuro da igreja. Muitos vivem uma vida de temor pensando que a igreja é fruto de seus esforços, como se fora uma obra humana. É sempre bom lembrar que é Deus quem começou a sua igreja:
"O cristianismo é fruto da ação de Deus e da atividade de Deus. Não é idéia do homem, nem teoria do homem; não é elevação moral, não é nada que o homem possa fazer- é Deus, verdadeiramente do princípio ao fim. Somente a Ele seja a glória- a grande senha da Reforma Protestante" LLOYD-JONES, p. 42
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Filipenses
quinta-feira, agosto 06, 2015
Filpenses 1:1-5: Graça,paz e santidade em Jesus Cristo
FILIPENSES 1:1-5: Paulo e Timóteo, servos de Jesus Cristo, a todos os santos em Cristo Jesus que estão em Filipos, com os bispos e diáconos: 2 graça a vós e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e da do Senhor Jesus Cristo. 3 Dou graças ao meu Deus todas as vezes que me lembro de vós, 4 fazendo, sempre com alegria, oração por vós em todas as minhas súplicas, 5 pela vossa cooperação no evangelho desde o primeiro dia até agora. 6 Tendo por certo isto mesmo: que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao Dia de Jesus Cristo. 7 Como tenho por justo sentir isto de vós todos, porque vos retenho em meu coração, pois todos vós fostes participantes da minha graça, tanto nas minhas prisões como na minha defesa e confirmação do evangelho.
1. Graça e Paz
O cristão primeiro precisa conhecer a graça de Deus para depois poder experimentar a Paz de Deus.
A Graça de Deus é o favor imerecido de Deus a nosso respeito, é o presente de Deus para cada um de nós sem que haja qualquer mérito nosso em recebê-lo:
“Graça é o livre, imerecido favor de Deus, trabalhando poderosamente na mente e no coração para transformar vidas. Não há um exemplo mais claro disto que Paulo que a salvação é pela graça apenas, não através de nossa performance moral ou religiosa(...)Ninguém é tão bom que não precise da graça do evangelho, nem é tão ruim que não possa receber a graça do evangelho” (KELLER, Galatians for You, p. 28)
"A graça não seria graça se reagisse aos recursos existentes em nós. A graça é graça porque ressalta os recursos transbordantes da própria bondade de Deus. A graça é eterna porque é esse tempo gasto por Deus para derramar provisões inesgotáveis da sua bondade sobre nós. A graça é gratuita porque Deus não seria infinito e auto-suficiente se fosse constrangido por qualquer coisa fora dele mesmo" John Piper, Graça Futura, p. 84
A igreja de Filipos era partipante da graça de Deus porque Deus e Jesus concederam a ela este favor.
"Quando não merecemos nada senão a punição e inferno, quando não merecemos nada senão colher o fruto do que semeamos, quando não éramos nada senão filhos da ira. Deus, por seu amor eterno e sempiterno, e de acordo com o seu conhecimento e com sua sabedoria, olhou para nós com seu olhar de favor, de modo que agora estamos peculiarmente sob sua graça" Lloyd-Jones, A vida de Alegria, p. 29
A graça reconhece sempre a necessidade de ajuda. O orgulho não, a forma de combater isto é admitir a ansiedade, a vanglória ou, até mesmo, autocompaixão, e apreciar a promessa da graça futura, a fé se fundamenta na ajuda de Deus que tem cuidado de nós.
2. Santos em Cristo Jesus
Por isto, também Paulo diz que a carta é aos santos, mas não somente santos, santos em Cristo Jesus.
Quem são os santos?
Os santos não são os cristãos excepcionais, os santos são todos aqueles que participam da graça de Deus, que foram separados por Deus para fazerem parte da sua igreja.
Paulo ora a todos (v.4), ama a todos (v. 7), tem saudade de todos (v.8), espera com todos (v.25) e saúda a todos (4:21).
"Paulo está os vendo como são. não em si mesmos, mas como são em Cristo. Como tais eles são santos. Um santo é alguém que foi separado pelo Senhor, para glorificá-lo (...) um santo é uma pessoa a quem o Senhor mostrou seu grande favor e sobre quem, consequentemente, depositou uma grande responsabilidade" (HENDRIKSEN,p. 69)
Santidade sem graça é apenas legalismo ou moralismo.
É a pessoa acreditar que por seus próprios esforços se faz agradável a Deus. isto é rebaixar o próprio padrão de santidade pedido por Deus.
"O Espírito aplica ao coração do crente os méritos da morte de Cristo, e, ao plantar nesse coração a semente da fé, o habilita a abraçar o seu Senhor por meio de uma fé viva" (HENDRIKSEN, p. 69)
Jesus é tanto o começo como o modo como ficamos na fé.
terça-feira, agosto 04, 2015
Robert W. Thune: A vida centrada no Evangelho
A VIDA CENTRADA NO EVANGELHO de Robert W, Thune e Will Walker publicado pela Vida Nova é dos melhores guias de discipulado e introdução ao Evangelho que vi em português. Escrito 9 lições, ele aborda temas centrais do que seria realmente uma vida centrada no Evangelho.
Alguns trechos:
CRESCER NO EVANGELHO
"Crescer no evangelho significa enxergar mais da santidade de Deus e mais do meu pecado. E por causa daquilo que Jesus fez por nós na cruz, não precisamos ter medo de ver Deus como ele realmente é ou de admitir quão falhos realmente somos. Nossa esperança não está na nossa própria excelência, nem na vã expectativa que Deus vai abrir mão dos seus padrões e "baixar o nível". Pelo contrário, descansamos em Jesus como nosso perfeito Redentor, aquele que é nossa "justiça, santificação e redenção"(Cl 1:30)"".p.22
CRISTIANISMO DE DESEMPENHO.
"O cristianismo de desempenho é realmente uma minimização da santidade de Deus. A ideia de que podemos impressionar Deus com a nossa vida correta mostra que temos rebaixado seus padrões a muito menos do que eles realmente são. Em vez de ficarmos admirados com a medida infinita de sua santa perfeição, temos nos convencido de que, se nos esforçarmos bastante, podemos merecer o amor e a aprovação de Deus" p. 31
MARTINHO LUTERO E A JUSTIÇA PASSIVA:
"Chama-se justiça passiva porque não temos de labutar por ela ... Não é uma justiça pela qual trabalhamos, mas a justiça que recebemos pela fé. Essa justiça passiva é um mistério que alguém não conhece a Jesus não consegue entender. Aliás, nem os cristãos têm uma compreensão completa dela e raramente usufruem dela na vida diária ... Quando existe qualquer medo ou nossa consciência fica perturbada, isso é sinal de que perdemos de vista nossa justiça passiva e Cristo está oculto.
A pessoa que se afasta da justiça passiva não tem outra escolha senão viver pela justiça das obras. Se não depender da obra de Cristo, terá de depender de sua própria obra. Portanto, temos de ensinar e continuamente repetir a verdade dessa justiça passiva ou cristã para que os cristãos continuem a crer nela e jamais a confundam com a justiça das obras" Martinho Lutero na p. 36
BOA NOTÍCIA
"A boa notícia do evangelho não é o fato de que Deus dá muita importância para nós, mas, sim de que ele nos liberta para dar muita importância para Jesus."
p. 36
"Quando abraçamos o evangelho dessa forma, o padrão infinito da santidade de Deus já não mais nos amedronta ou intimida. Ele leva à adoração, porque Jesus o satisfez por nós. Nossa identidade está nele. A boa notícia do evangelho não é que Deus nos favorece por causa de quem somos, mas que ele nos favorece apesar de quem somos" p. 37
LEGALISMO E LICENCIOSIDADE.
"Os legalistas continuam a viver sob a lei, acreditando que a aprovação de Deus depende, em alguma medida, de sua conduta correta. Pessoas licenciosas dispensam a lei, acreditando que, uma vez que estão debaixo da graça, as regras de Deus não tem importância.(...) a lei nos impulsiona na direção do evangelho e o evangelho nos liberta para obedecer à lei" p. 41
LUTERO E A LEI
"A lei corretamente entendida e bem compreendida, não faz nada mais do que nos lembrar do nosso pecado e nos assassinar por meio dele, e nos faz sujeitos à ira eterna...A lei não é cumprida pelo próprio poder do homem, mas unicamente mediante Cristo, que derrama o Espírito Santo em nossos corações. Cumprir a lei....é fazer suas obras com prazer e amor..que são postos no coração do homem" p. 42
PECADO
"O pecado é uma condição, e não apenas um comportamento. Da mesma maneira, o verdadeiro arrependimento é um estilo de vida, e não apenas uma prática ocasional. O arrependimento não é algo que fazemos apenas uma vez (quando somos convertidos), ou apenas periodicamente (quando nos sentimos muito culpados). O arrependimento é contínuo, e o toque divino que nos mostra o nosso pecado é sinal do amor paternal de Deus por nós "Eu repreendo e castigo a todos quantos amo: sê pois zeloso e arrepende-se" (Ap. 3:19)" p. 51
PERDÃO
"O perdão tem um custo, pois significa cancelar uma dívida quando temos todo o direito de exigir seu pagamento. Significa absorver a dor, o prejuízo, a vergonha e o pesar do pecado de alguém contra nós. Significa desejar arrependimento e restauração. Mas é exatamente assim que Deus, em Jesus Cristo,tem agido em relação a nós. E por meio do evangelho, o Espírito Santo nos capacita a fazer o mesmo em relação aos outros" p. 58
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