sexta-feira, março 25, 2016

Hermann Hesse: Demiam


Mas cada homem não é apenas ele mesmo; é também um ponto único, singularíssimo, sempre importante e peculiar, no qual os fenômenos do mundo se cruzam daquela forma uma só vez e nunca mais. Assim, a história de cada homem é essencial, eterna e divina, e cada homem, ao viver em alguma parte e cumprir os ditames da Natureza, é algo maravilhoso e digno de toda a atenção. Em cada um dos seres humanos o espírito adquiriu forma, em cada um deles a criatura padece, em cada qual é crucificado um Redentor.

The Imperfect Pastor

The Great Master Gardener, the Father of our Lord Jesus Christ, in a wonderful providence with his own hand, planted me here, where by his grace, in this part of his vineyard, I grow; and here I will abide till the great master of the vineyard think fit to transplant me.


The Imperfect Pastor: Discovering Joy in Our Limitations through a Daily Apprenticeship with Jesus (Zack Eswine)

A História do Cordeiro.

A História do Cordeiro.

Êxodo 12:1-13: E falou o Senhor a Moisés e a Arão na terra do Egito, dizendo: Este mesmo mês vos será o princípio dos meses; este vos será o primeiro dos meses do ano. Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês tome cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada família. Mas se a família for pequena para um cordeiro, então tome um só com seu vizinho perto de sua casa, conforme o número das almas; cada um conforme ao seu comer, fareis a conta conforme ao cordeiro. O cordeiro, ou cabrito, será sem mácula, um macho de um ano, o qual tomareis das ovelhas ou das cabras. E o guardareis até ao décimo quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o sacrificará à tarde. E tomarão do sangue, e pô-lo-ão em ambas as ombreiras, e na verga da porta, nas casas em que o comerem. E naquela noite comerão a carne assada no fogo, com pães ázimos; com ervas amargosas a comerão. Não comereis dele cru, nem cozido em água, senão assado no fogo, a sua cabeça com os seus pés e com a sua fressura. E nada dele deixareis até amanhã; mas o que dele ficar até amanhã, queimareis no fogo. Assim pois o comereis: Os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés, e o vosso cajado na mão; e o comereis apressadamente; esta é a páscoa do Senhor. E eu passarei pela terra do Egito esta noite, e ferirei todo o primogênito na terra do Egito, desde os homens até aos animais; e em todos os deuses do Egito farei juízos. Eu sou o Senhor. E aquele sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga de mortandade, quando eu ferir a terra do Egito.


Para os judeus, o centro está na páscoa e para os cristãos, está na ceia. O centro é o sangue derramado para vítima inocente, a substituição.

1. Oferta do Cordeiro.

E eu passarei pela terra do Egito esta noite, e ferirei todo o primogênito na terra do Egito, desde os homens até aos animais; e em todos os deuses do Egito farei juízos. Eu sou o Senhor.  Êxodo 12:12

Porque o Senhor passará para ferir aos egípcios, porém quando vir o sangue na verga da porta, e em ambas as ombreiras, o Senhor passará aquela porta, e não deixará o destruidor entrar em vossas casas, para vos ferir. Êxodo 12:23


Deus pediu para Faraó para libertar os israelitas do Egito por diversas vezes. Este será o ataque final de Deus para libertação de seu povo.

Quando violamos o proposito de Deus para a vida, deixamos forças destrutivas tomarem conta da vida.

O destruidor virá, o que Deus quer dizer é que naquela noite o julgamento virá sobre o povo, seria um dia do julgamento temporário, preliminar.

Há somente um modo de se proteger da força mais terrivel do universo, um cordeiro.

Há uma historia do cordeiro na Bíblia que começa com Abraão e Isaque.

Porque todo o primogênito é meu; desde o dia em que tenho ferido a todo o primogênito na terra do Egito, santifiquei para mim todo o primogênito em Israel, desde o homem até ao animal: meus serão; Eu sou o Senhor. Números 3:13

Para a toda a família na face da terra existe um débito de pecado,  quando Deus pede o primogênito para Abraão, ele sabe que Deus tem o direito sobre seu filho.

O perdão significa que recusamos devolver aquilo que nos ofendeu, nós mesmos pagamos o debito que ficou.

Abraão sabia que devia a Deus tudo que tinha e que estava em débito com Deus.

Princípio Igualitário:

Então tomai um molho de hissopo, e molhai-o no sangue que estiver na bacia, e passai-o na verga da porta, e em ambas as ombreiras, do sangue que estiver na bacia; porém nenhum de vós saia da porta da sua casa até à manhã.  Êxodo 12:22

O destruidor nao vira apenas para os egipcios, ele não respeita nacionalidades ou famílias.  Deus está dizendo que do ponto de vista espiritual, moral os judeus não são melhores que os egípcios. Se tentarem ir para fora da casa e se salvar por si mesmo, não haverá salvação.


Princípio da Substituição:

Em toda a casa do Egito, ou havia um cordeiro morto ou um primogênito morto.  O cordeiro tomou sobre si o que o filho merecia, ele foi o substituto. O cordeiro pagou as dívidas da família no lugar do primogênito. Todo judeu olhava para a mesa, e pensava que a unica razão pela qual não estava morto era porque o cordeiro estava morto.

Sabemos que há uma dívida, que não vivemos como deveríamos viver.  Um débito que não conseguimos pagar. Então, precisamos de alguém que vai em nosso favor.


Quando colocamos os dois princípios juntos, percebemos que precisamos de uma páscoa ainda maior, de um cordeiro melhor, de uma salvação ainda maior.

Na páscoa com Jesus, não há um cordeiro na mesa, mas o cordeiro está na mesa com eles. O verdadeiro cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo e nos leva para uma terra.

Esta é a resposta para a Abraão, a razão pela qual Isaque não precisa morrer, é porque Deus deu seu próprio filho.


1. não deixe seu individualismo obscurecer o que as culturas ensinam, que há um débito que precisa ser pago.

2. Ele deve estar no nosso lugar, para que possamos ser perdoados.

quarta-feira, março 23, 2016

Thomas Chalmers: O expulsivo poder de uma afeição


O PODER EXPULSIVO DE UMA NOVA AFEIÇÃO
Thomas Chalmers.

Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.
1 João 2:15


Há duas maneiras em que a prática moralista pode tentar modificar o coração humano em seu amor do mundo – seja por uma demonstração da vaidade mundana, de modo que o coração busca prevalecer sobre ela simplesmente retirando sua consideração sobre um objeto que não é tão digno dela, ou, estabelecendo um novo objeto, mesmo que seja Deus, mais digno de sua fixação, então este coração irá prevalecer não renunciando a uma velha afeição, que nada trará sucesso, mas deve trocar uma velha afeição por uma nova.

Meu propósito é mostrar, que da constituição de nossa natureza, o método antigo é todo incompetente e ineficaz e que o ultimo método vai sozinho ser capaz de resgatar e recuperar o coração da velha afeição que domina sobre ele.  Depois de conseguir este propósito, eu devo tentar fazer algumas observações praticas.

Amor pode ser considerado em duas diferentes condições.

A primeira é, quando seu objeto está distante, e então, isto faz do amor um estado de desejo.

A segunda é, quando seu objeto está em posse, e então, isto se torna amor em um estado de indulgencia. Debaixo do impulso do desejo, o homem sente-se instado 
 a perseguir em algum caminho ou em busca da atividade atrás de sua gratificação. As faculdades de sua mente estão postas neste tarefa ocuposa. No sentido constante de um grande e envolvente interesse, sua atenção será chamada dos muitos devaneios que ela poderia ter vagado, e os poderes do seu corpo é forçado para longe da indolência que em outra coisa poderia ter definhado, e esse tempo está repleto de ocupação, que por algum objeto de ambição interessado e devotado, poderia ter levado a sucessivas horas de cansaço e desgosto - e, embora, a esperança nem sempre animam, e o sucesso nem sempre coroa esta carreira de esforço, ainda que em meio desta grande variedade e com a alternância de decepções ocasionais, é a maquinaria  de todo homem mantida em uma espécie de jogo agradável e que sustém neste tom e temperamento que são mais agradáveis a ele.


Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.
1 João 2:15

quinta-feira, março 10, 2016

Sinclair B. Ferguson: The Whole Christ: Legalism, Antinomianism, and Gospel Assurance—Why the Marrow Controversy Still Matters


O livro de Sinclair Ferguson toma como ponto de partida a Controvérsia Marrow (1718-1723), que começou quando o livro Marrow of Modern Divinity  de Edward Fisher foi republicado.

Os pontos da controvérsia tinham relação com a pregação do evangelho, a natureza da fé e da graça, o lugar da moral etc. A questão central da controvérsia era se  uma pessoa deve primeiro abandonar seus pecados para vir a Cristo.

Os que concordavam com Fisher entendiam que este abandono se colocaria como um precursor para a fé, e, deste modo, se oporia à livre oferta do evangelho. Por outro lado, seus opositores diziam que o evangelho só deveria ser oferecido àqueles que estivessem demonstrando evidências de estarem entre os alcançados por Deus.

Assim, como a controvérsia foi além da questão suscitada, o livro também vai além traçando as semelhanças entre o antinomismo e o legalismo e a diferença dos dois em relação ao evangelho.

Trechos:

Sobre a Tentação de Adão e Eva: 

O evangelho é designado para nos liberta desta mentira (da Serpente), por isto revela o que está por trás da vinda de Cristo e sua morte por nós é o amor do Pai que nos deu tudo que ele tinha: primeiro, seu filho que morre por nós, e, depois, seu Espírito para viver conosco... Aqui está a única cura genuína para o legalismo. É o mesmo remédio que o evangelho prescreve para o antinomismo: entender e provar a união com Jesus Cristo. Isto nos leva a um novo amor e obediência para com a lei de Deus. (pos. 418)


O ARMINIANISMO ( que Cristo morreu para tornar a salvação possível para todos)
0 AMIRALDISMO ( que Cristo morreu condicionalmente por todos, que deve realmente acreditar)


SOBRE A DISCORDÂNCIA DA CONTROVÉRSIA, FERGUSON CONCORDA POIS:

Primeiro, que em Jesus Cristo existe plenitude de graça para todos que virem até Ele. 
Segundo,  isto preserva a ênfase do Novo Testamento não apenas na riqueza da graça de Cristo mas também na liberdade da graça em Cristo.
Terceiro, 

"A falácia aqui? Há um sútil movimento em ver o abandono do pecado como um fruto da graça que está enraizado na eleição, fazendo do abandono do pecado o necessário precursor para experimentar a graça. O arrependimento, que é o fruto da graça, se torna, então, a qualificação da graça" (pos. 819)


Onde os benefícios de Cristo são visto de maneira abstrata de Cristo em si, há uma perca na sua pessoa e obra na pregação e nos livros que são publicados para alimentar a pregação. Isto é acompanhado por uma valorização de nossa experiência da salvação ao invés de ver a graça, majestade e glória do Senhor Jesus Cristo"  (pos. 863)


Esta separação dos benefícios do evangelho de Cristo, que é o evangelho, é também a mãe de muitas variedades de cristianismo de multíplos estágios em que a pessoa pode desfrutar alguma coisa, mas não tudo, de algumas bênçãos"

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Primeiro, devemos entender que enquanto Cristo fica fora de nós, e estamos separados dele, tudo que ele sofreu e fez pela salvação da raça humana permanece inútil e não tem valor para nós (pos. 904)

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...o Pai não nos ama porque somos pecadores, mas ele nos ama mesmo nós sendo pecadores. Ele  nos ama porque Cristo morreu por nós. E é por causa de seu amor que Cristo morreu por nós!... (pos. 1619)

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ANTINOMISMO 


The Antinomian principle, That it is needless for a man, perfectly justified by faith, to endeavour to keep the law and do good works, is a glaring evidence that legality is so engrained in man’s corrupt nature, that until a man truly come to Christ, by faith, the legal disposition will still be reigning in him; let him turn himself into what shape, or be of what principles he will in religion; though he run into Antinomianism, he will carry along with him his legal spirit, which will always be a slavish and unholy spirit.









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