quinta-feira, agosto 01, 2019

1Co 3:1-17

PESSOAS DA CARNE 1Co 3:1-4
não vos pude falar como a espirituais (1 Co 3:1) A igreja de Corinto estava reprovando Paulo porque ele não deu uma instrução avançada em sabedoria. Paulo diz que eles não eram espirituais como se achavam. Mas carnais,  eles se consideravam maduros, mas ainda eram crianças.
Porque ainda sois carnais; pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissensões, não sois porventura carnais, e não andais segundo os homens? (3:3) INVEJA (ZELOS) a mesma palavra para zelo religioso (Fp 3:6, Gl 1:14) e o mesmo uso que Rm 10:2. Os corintos motivados pelo zelo religioso, fazendo injustiça. Paulo está colocando uma nova escala de valores para a igreja medir a verdade de sua fé.  Os corintos estavam julgando e agindo de  acordo com esta era, as facções são consequência disto – 3:4.
A COMUNIDADE E SEUS LIDERES 1Co 3:5-23
A igreja pertence a Deus, Deus a trouxe a existência e Deus irá julgá-la. Os instrumentos humanos que Deus tem usado para crescer a igreja são meramente servos do proposito maior de Deus. Então, é tolice escolher lados e colocar um líder contra outro. Aqueles que constroem com arrogância e falsa sabedoria estão comprometendo a integridade e santidade do plano de Deus de trazer o evangelho para o mundo, assim, caminhando para o juízo e ira de Deus.
Igreja como campo de Deus (3:5-9), como edifício de Deus (3:10-15) e como templo de Deus (3:16-17)
Paulo e Apolo estão nas mãos de Deus (3:5-9) Nenhum dos dois fez nada por si mesmo (3:7a), seus esforços não estão desvinculados da direção e empoderamento de Deus. A semente só vem a vida graças ao poder misterioso de Deus – (3:6,7). Os esforços de diferentes servos são colaborativos (3:8). A ideia fica mais clara quando Paulo os chama de cooperadores (synergoi) – sinergismo aqui é trabalhar junto debaixo da autoridade de Deus – Is 5:1-7
Nossa construção será testada com fogo (3:10-15) Quando Paulo nos diz que somos edifício de Deus, devemos nos ater a urgência de construir a igreja com integridade.  O fogo aqui tanto é o juízo de Deus  final como também as adversidades da vida que irão testar a solidez da comunidade.  Mesmo o trabalho de Paulo é dado pela graça (3:10), seu trabalho deve ser visto como a manifestação da graça de Deus para a igreja, nosso trabalho deve refletir isto!!! A fundação de todo trabalho é Jesus Cristo (3:11, 1:23,2:2), devemos reconhecer que Jesus crucificado é a fundação da igreja.
O dia (3:13) se refere ao dia do Senhor: Rm 2:5, 13:12,Fp 1:6,10, 1Ts 5:2 – Am 5:18,20 Ml 4:1.
Os seis elementos de construção estão arranjados em uma ordem decrescente de valor (3:12) A ideia é aquilo que permanece e aquilo que será destruído.
A recompensa não significa a negação da justificação pela fé, mas há também a ideia que Deus irá julgar as obras das pessoas – 2Co 5:10, Rm 2:6-10.
Igreja como templo de Deus 3:16-17
X templo de apolo

quarta-feira, julho 03, 2019


1 Coríntios 2:6-16

Entretanto, falamos de sabedoria entre os maduros, mas não da sabedoria desta era ou dos poderosos desta era, que estão sendo reduzidos a nada. Pelo contrário, falamos da sabedoria de Deus, do mistério que estava oculto, o qual Deus preordenou, antes do princípio das eras, para a nossa glória. Nenhum dos poderosos desta era o entendeu, pois, se o tivessem entendido, não teriam crucificado o Senhor da glória. Todavia, como está escrito: "Olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que o amam"; mas Deus o revelou a nós por meio do Espírito. O Espírito sonda todas as coisas, até mesmo as coisas mais profundas de Deus. Pois, quem dentre os homens conhece as coisas do homem, a não ser o espírito do homem que nele está? Da mesma forma, ninguém conhece as coisas de Deus, a não ser o Espírito de Deus. Nós, porém, não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito procedente de Deus, para que entendamos as coisas que Deus nos tem dado gratuitamente. Delas também falamos, não com palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas com palavras ensinadas pelo Espírito, interpretando verdades espirituais para os que são espirituais. Quem não tem o Espírito não aceita as coisas que vêm do Espírito de Deus, pois lhe são loucura; e não é capaz de entendê-las, porque elas são discernidas espiritualmente. Mas quem é espiritual discerne todas as coisas, e ele mesmo por ninguém é discernido; pois "quem conheceu a mente do Senhor para que possa instruí-lo? " Nós, porém, temos a mente de Cristo.



Comentário:

Após insistir que prega somente a cruz e que outra mensagem seria apenas trocar o poder de Deus por sabedoria humana. Paulo começa a falar de uma sabedoria secreta para o maduro. Aparentemente parece que está contradizendo o que acabou de afirmar.

A melhor explicação para este trecho é que Paulo está num modo irônico, usando alguns dos vocábulos religiosos dos coríntios para vencer eles no seu próprio jogo e ao mesmo tempo mostrar quão ridículo é esse jogo. Ele toma a linguagem problemática de Corinto dos entusiastas da sabedoria e fala de um conhecimento secreto que afinal está revelado para todos que ouvem. Esta sabedoria secreta não é nada além da cruz.

A ironia é a mais perigosa das armas retoricas porque emprega alguns giros semânticos que devem estar relacionados com o contexto do público e da intenção irônica do autor. Devemos ler as pistas corretamente nesta passagem, devemos começar ancorando nossa interpretação em cinco observações fundamentais, segundo Richard B. Hays:

1.       Paulo já definiu explicitamente o conteúdo da verdadeira sabedoria divina (1:22-24).o conteúdo da sabedoria de Deus é precisamente a cruz.

2.       Logo, o discurso em 2:6-16 deve ser lido como irônico, é uma inversão daquilo que estava falando em 1:18 a 2:5.

3.       As categorias positivas que Paulo usa para explicar esta sabedoria não filosóficas mas possuem caráter apocalíptico: “esta era”, “mistério escondido”, “decretado antes das eras”, “glória”, “revelada” e adiante. Então, a ênfase permanece na iniciativa revelatória de Deus e não nas capacidades humanas do conhecer.

4.       As distinções realizadas na passagem sobre quem conhece e quem não conhece o mistério não são entre dois tipos de cristãos, ao invés disso, são distinções entre crentes que receberam o Espírito de Deus e aqueles que pertencem a era antiga, que ainda não receberam.

5.       O significado de maturidade espiritual é definido com uma inversão irônica final (3:1-4). A sabedoria autentica é caracterizada pela unidade e humildade e não por um conhecimento especial ou capacidade retórica.

1Co 2:6

Outros exemplos de ironia são Fp 3:2-6 e 2Co 11:1-12:10 assim como em 1Co 2:6-3:4, Paulo usa os termos dos seus oponentes.

Há duas palavras chaves aqui neste texto: sophia (sabedoria) e teleioi (maduro), este termo que aparece frequentemente nos escritos de Filo de Alexandria para descrever aquele que alcançou um avançado estagio de insight espiritual e perfeição. Presumivelmente, os corintos entusiastas da sabedoria descreviam a si mesmos desta forma, em contraste com os nepioi, os infantes ou novos na escalada espiritual. 

Para Paulo, ser maduro espiritual está definido em termos concernentes a construção da comunidade (1Co 14:20), em termos de submissão à vontade de Deus para o serviço da comunidade (Rm 12:2) e seguir o exemplo de Jesus (Fp 3:15, Cl 1:28, Ef 4:13).



Paulo acrescente que a sabedoria que ele ensina “ não da sabedoria desta era ou dos poderosos desta era, que estão sendo reduzidos a nada”( 1Co 2:6). Em outras palavras, a sabedoria pertence a nova criação não a antiga, aqui há uma linguagem apocalíptica. A verdadeira sabedoria divina é uma sabedoria escatológica que pertence a nova era inaugurada pela cruz. Esta sabedoria não é alcançável através da especulação filosófica ou disciplinas ascéticas ou quaisquer outros esforços humanos, ao invés disso, é a sabedoria de Deus revelada através da morte de Jesus e da pregação do evangelho (1:23-24). Os poderosos desta era são os portadores de poder neste mundo: o sábio, o poderoso, aquele de nascimento nobre, que acha a cruz incompreensível (1:26-28). Eles esta reduzidos a nada, este é o mesmo verbo de 1:28.



1Co 2:7-9

Continuando para desenvolver as dimensões apocalípticas da sabedoria divina, Paulo indica em 2:7-9 que a sabedoria da cruz foi preordenada antes das eras mas escondida dos poderosos desta era. Logo, a pregação de Paulo da cruz é uma forma de mistério (4:1, Rm 16:25,Cl 1:26-27, Ef 1:9-10) para aqueles que apenas conseguem ver as estruturas de poder do século presente.  Isto não tem nada a ver com as religiões helenistas de mistério.



Não há nada nesta passagem que diga que “poderosos desta era” esteja relacionado com poderes demoníacos. A ligação está com 1:26-28.



2:9

A citação presente em 2:9 levanta algumas questões: Paulo estaria citando Is 64:4 (65:16) ou de uma fonte apócrifa, Origen, dizia no sec III, que era uma citação do Apocalipse de Elias.

O sentido do texto é que o modo como Deus está trazendo salvação para o mundo é através  da cruz que foi escondida para todo entendimento humano, mas Deus tinha “preparado” este plano muito antes da fundação do mundo aqueles que Ele ama. A igreja de corinto talvez esperasse para aqueles que conhecem, ao invés, de amar aqui. Paulo relaciona Deus primeiramente com o amor do que com o conhecimento ou sabedoria.



2:10-13

A sabedoria escondida de Deus (Cristo crucificado) é revelada para nós pelo Espírito de Deus. Como conhecemos este mistério?

segunda-feira, julho 01, 2019

1 Coríntios 2:6-16


1 Coríntios 2:6-16
Entretanto, falamos de sabedoria entre os maduros, mas não da sabedoria desta era ou dos poderosos desta era, que estão sendo reduzidos a nada. Pelo contrário, falamos da sabedoria de Deus, do mistério que estava oculto, o qual Deus preordenou, antes do princípio das eras, para a nossa glória. Nenhum dos poderosos desta era o entendeu, pois, se o tivessem entendido, não teriam crucificado o Senhor da glória. Todavia, como está escrito: "Olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que o amam"; mas Deus o revelou a nós por meio do Espírito. O Espírito sonda todas as coisas, até mesmo as coisas mais profundas de Deus. Pois, quem dentre os homens conhece as coisas do homem, a não ser o espírito do homem que nele está? Da mesma forma, ninguém conhece as coisas de Deus, a não ser o Espírito de Deus. Nós, porém, não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito procedente de Deus, para que entendamos as coisas que Deus nos tem dado gratuitamente. Delas também falamos, não com palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas com palavras ensinadas pelo Espírito, interpretando verdades espirituais para os que são espirituais. Quem não tem o Espírito não aceita as coisas que vêm do Espírito de Deus, pois lhe são loucura; e não é capaz de entendê-las, porque elas são discernidas espiritualmente. Mas quem é espiritual discerne todas as coisas, e ele mesmo por ninguém é discernido; pois "quem conheceu a mente do Senhor para que possa instruí-lo? " Nós, porém, temos a mente de Cristo.

Comentário:
Após insistir que prega somente a cruz e que outra mensagem seria apenas trocar o poder de Deus por sabedoria humana. Paulo começa a falar de uma sabedoria secreta para o maduro. Aparentemente parece que está contradizendo o que acabou de afirmar.
A melhor explicação para este trecho é que Paulo está num modo irônico, usando alguns dos vocábulos religiosos dos coríntios para vencer eles no seu próprio jogo e ao mesmo tempo mostrar quão ridículo é esse jogo. Ele toma a linguagem problemática de Corinto dos entusiastas da sabedoria e fala de um conhecimento secreto que afinal está revelado para todos que ouvem. Esta sabedoria secreta não é nada além da cruz.
A ironia é a mais perigosa das armas retoricas porque emprega alguns giros semânticos que devem estar relacionados com o contexto do público e da intenção irônica do autor. Devemos ler as pistas corretamente nesta passagem, devemos começar ancorando nossa interpretação em cinco observações fundamentais, segundo Richard B. Hays:
1.       Paulo já definiu explicitamente o conteúdo da verdadeira sabedoria divina (1:22-24).o conteúdo da sabedoria de Deus é precisamente a cruz.
2.       Logo, o discurso em 2:6-16 deve ser lido como irônico, é uma inversão daquilo que estava falando em 1:18 a 2:5.
3.       As categorias positivas que Paulo usa para explicar esta sabedoria não filosóficas mas possuem caráter apocalíptico: “esta era”, “mistério escondido”, “decretado antes das eras”, “glória”, “revelada” e adiante. Então, a ênfase permanece na iniciativa revelatória de Deus e não nas capacidades humanas do conhecer.
4.       As distinções realizadas na passagem sobre quem conhece e quem não conhece o mistério não são entre dois tipos de cristãos, ao invés disso, são distinções entre crentes que receberam o Espírito de Deus e aqueles que pertencem a era antiga, que ainda não receberam.
5.       O significado de maturidade espiritual é definido com uma inversão irônica final (3:1-4). A sabedoria autentica é caracterizada pela unidade e humildade e não por um conhecimento especial ou capacidade retórica.

1Co 2:6
Outros exemplos de ironia são Fp 3:2-6 e 2Co 11:1-12:10 assim como em 1Co 2:6-3:4, Paulo usa os termos dos seus oponentes.
Há duas palavras chaves aqui neste texto: sophia (sabedoria) e teleioi (maduro), este termo que aparece frequentemente nos escritos de Filo de Alexandria para descrever aquele que alcançou um avançado estagio de insight espiritual e perfeição. Presumivelmente, os corintos entusiastas da sabedoria descreviam a si mesmos desta forma, em contraste com os nepioi, os infantes ou novos na escalada espiritual. 
Para Paulo, ser maduro espiritual está definido em termos concernentes a construção da comunidade (1Co 14:20), em termos de submissão à vontade de Deus para o serviço da comunidade (Rm 12:2) e seguir o exemplo de Jesus (Fp 3:15, Cl 1:28, Ef 4:13).

Paulo acrescente que a sabedoria que ele ensina “ não da sabedoria desta era ou dos poderosos desta era, que estão sendo reduzidos a nada”( 1Co 2:6). Em outras palavras, a sabedoria pertence a nova criação não a antiga, aqui há uma linguagem apocalíptica. A verdadeira sabedoria divina é uma sabedoria escatológica que pertence a nova era inaugurada pela cruz. Esta sabedoria não é alcançável através da especulação filosófica ou disciplinas ascéticas ou quaisquer outros esforços humanos, ao invés disso, é a sabedoria de Deus revelada através da morte de Jesus e da pregação do evangelho (1:23-24). Os poderosos desta era são os portadores de poder neste mundo: o sábio, o poderoso, aquele de nascimento nobre, que acha a cruz incompreensível (1:26-28). Eles esta reduzidos a nada, este é o mesmo verbo de 1:28.


1Co 2:7-9

Continuando para desenvolver as dimensões apocalípticas da sabedoria divina, Paulo indica em 2:7-9 que a sabedoria da cruz foi preordenada antes das eras mas escondida dos poderosos desta era. Logo, a pregação de Paulo da cruz é uma forma de mistério (4:1, Rm 16:25,Cl 1:26-27, Ef 1:9-10) para aqueles que apenas conseguem ver as estruturas de poder do século presente.  Isto não tem nada a ver com as religiões helenistas de mistério. 

quinta-feira, junho 27, 2019

1Co 2:1-5 PREGANDO A CRUZ

1Co 2:1-5
PREGANDO A CRUZ

Eu mesmo, irmãos, quando estive entre vocês, não fui com discurso eloqüente nem com muita sabedoria para lhes proclamar o mistério de Deus.
Pois decidi nada saber entre vocês, a não ser Jesus Cristo, e este, crucificado.
E foi com fraqueza, temor e com muito tremor que estive entre vocês.
Minha mensagem e minha pregação não consistiram de palavras persuasivas de sabedoria, mas consistiram de demonstração do poder do Espírito,
para que a fé que vocês têm não se baseasse na sabedoria humana, mas no poder de Deus.

1 Coríntios 2:1-5


Eu mesmo, irmãos, quando estive entre vocês, não fui com discurso eloqüente nem com muita sabedoria para lhes proclamar o mistério de Deus.
Pois decidi nada saber entre vocês, a não ser Jesus Cristo, e este, crucificado.
E foi com fraqueza, temor e com muito tremor que estive entre vocês.
Minha mensagem e minha pregação não consistiram de palavras persuasivas de sabedoria, mas consistiram de demonstração do poder do Espírito,
para que a fé que vocês têm não se baseasse na sabedoria humana, mas no poder de Deus.

1 Coríntios 2:1-5
 1Co 2:1


Eu mesmo, irmãos, quando estive entre vocês, não fui com discurso eloqüente nem com muita sabedoria para lhes proclamar o mistério de Deus.
Pois decidi nada saber entre vocês, a não ser Jesus Cristo, e este, crucificado.
E foi com fraqueza, temor e com muito tremor que estive entre vocês.
Minha mensagem e minha pregação não consistiram de palavras persuasivas de sabedoria, mas consistiram de demonstração do poder do Espírito,
para que a fé que vocês têm não se baseasse na sabedoria humana, mas no poder de Deus.

1 Coríntios 2:1-5
Paulo aponta para sua própria pregação missionária, que não foi retórica nem de uma sabedoria intricada. Ele proclamou o testemunho de Deus, ou melhor, o mistério de Deus. A fé dos corintos não advém de um refinado discurso, mas, da narrativa direta da morte de Jesus como um evento salvifíco(Gl 3:1). 

Do ponto de vista apocaliptico, a cruz marca a intervenção de Deus na história para destruir a era antiga e trazer um novo começo.


1Co 2:2

A palavra crucificado é a mesma de 1:23, demonstra algo que aconteceu no passado que ainda tem efeito. A cruz não foi cancelada com a ressurreição. Para conhecer o Cristo ressuscitado precisamos conhecer como o crucificado.

1Co 2:3-5

Alguns rivais o consideravam Paulo como uma figura inexpressiva (2Co 10:10)- fraco e desprezível (1Co 1:27-28).  Paulo não era um orador dinâmico cheio de retórica pessoalmente. Sua pregação era a cruz somente. A eficácia de sua pregação estava somente no poder de Deus (2:4 cf. 2Co 12:12, Gl 3:5)

Paulo confronta a jactância humana  (Rm 12:3)

Todo peso da pregação  deve recair sobre o que Deus fez, não como devemos responder a Ele. A única referencia a fé está em (2:5), que insiste que a fé repousa no poder de Deus. 

O significado da sabedoria é controlado pelo Cristo crucificado.

A palavra da cruz cria um mundo contracultural para aqueles que são chamados: porque Deus confundiu a sabedoria deste mundo e mostrou que era tolice. Cristãos devem ver o mundo distintamente e viver na luz da sabedoria de Deus

A composição social da igreja deve ser um sinal da eleição de Deus do tolo, do fraco, do baixo e do desprezível.




Paulo se inclui entre as coisas fracas do mundo que Deus está usando. Ele veio para Corinto "em
fraqueza ”(não doença ou doença, como a palavra às vezes significa), 20 sem influência mundana e
sem poder econômico ou riqueza. Seu “medo e… tremor” não eram uma questão de timidez ou
covardia, no entanto. Ele reconheceu a grandiosidade de Deus e de sua responsabilidade de fazer o trabalho
Deus deu a ele para fazer. (Veja Sal. 2:11, onde os reis das nações foram ordenados a servir ao Senhor com
reverência e regozijo em sua admiração, reconhecendo sua poderosa presença. Veja também 2 Tim. 1: 7, “Deus não
nos dê um espírito de timidez, mas um espírito de poder, de amor e de autodisciplina. ”)
Paulo se recusou a usar o tipo de palavras sábias e persuasivas que caracterizavam os filósofos gregos.
e oradores porque ele sabia que “como a palavra da cruz (1:18), os dons do Espírito são
incompreensível para a mente moldada pelo mundo (2: 4). É precisamente o trabalho do Espírito revelar
o que este mundo não pode compreender em seus próprios termos, ou seja, que o poder de Deus para a salvação é encontrado
na crucificação do Senhor da glória (2: 8-10; 2: 2; 1: 23-24). ”21 Paulo também entendeu que, quando o
Espírito dá poder para testemunhar (Atos 1: 8), a testemunha não é apenas palavras, mas milagres, sinais e maravilhas
que demonstram o poder do Espírito (Atos 2: 32–33; 4: 29–31; 5:12; 8: 5–6; 14: 3; Romanos 15:19; 1Ts 1: 5;
2:13; Hebr. 2: 4). Estas demonstrações, incluindo o batismo no Espírito Santo com a evidência inicial
de falar em línguas, dar prova inegável visível do desejo de Deus para salvar, curar, restaurar e dar novas
direção para nossas vidas.
Deus ainda quer que nossa fé descanse no poder do Espírito Santo, ao invés de depender de humanos
sabedoria. Quando olhamos para a sabedoria dos sábios e filósofos deste mundo, vemos muitos deles
contradizendo um ao outro. Seus argumentos inteligentes são dilacerados por outros argumentos inteligentes. Nenhum deles
conhece todos os fatos ou toda a verdade. Todos eles ignoram ou suprimem tudo o que discorda de seus próprios
pensando. Todos eles estão indo pelas ruas sem saída. Mas ainda podemos receber o batismo no Espírito Santo
e sair no mesmo poder e dons poderosos do Espírito Santo que Paulo e os apóstolos experimentaram.
Quando o evangelho é pregado no poder e demonstração do Espírito, as vidas são mudadas: as pessoas são
libertados da escravidão do pecado e de Satanás, batizados no Espírito Santo, e se tornam fiéis seguidores do
Senhor, ao aprender a obedecer a Seus padrões justos (Mt 28: 19-20).

 (Stanley Horton, I e II Corinthians, Logion Press Commentary, p 21)


Eu mesmo, irmãos, quando estive entre vocês, não fui com discurso eloqüente nem com muita sabedoria para lhes proclamar o mistério de Deus.
Pois decidi nada saber entre vocês, a não ser Jesus Cristo, e este, crucificado.
E foi com fraqueza, temor e com muito tremor que estive entre vocês.
Minha mensagem e minha pregação não consistiram de palavras persuasivas de sabedoria, mas consistiram de demonstração do poder do Espírito,
para que a fé que vocês têm não se baseasse na sabedoria humana, mas no poder de Deus.

1 Coríntios 2:1-5Paulo