quarta-feira, abril 11, 2007
quinta-feira, novembro 16, 2006
A Bíblia que Jesus Lia
Fé não é o apego a um santuário, mas uma peregrinação infindável do coração. Espera audaciosa, cânticos ardentes, planos ousados, um ímpeto inundando o coração, invadindo a mente – tudo isso é o impulso que nos leva [a amar aquele] que toca o nosso coração como um sino.
Abraham Heschel, p.45
“Ao colocarmos a raiva diante de Deus, colocamos tanto o nosso inimigo injusto quanto nós mesmos, com o nosso ser vingativo, face a face com um Deus que ama e faz justiça. Escondido nos recônditos escuros de nosso coração e alimentado pelo sistema das trevas, o ódio cresce e tenta infestar tudo com sua vontade infernal de exclusão. A luz da justiça e do amor de Deus, entretanto, o ódio mirra e a semente para o milagre do perdão é plantada”
Miroslav Volf p.134
“A única sabedoria que podemos ter esperança de adquirir é a sabedoria da humildade. A humildade é infinita”
T.S.Eliot p. 148
“A justiça é essencial para os profetas porque a reputação de Deus depende do fato de conseguir impor sua justiça ao mundo. Como um sino dobrando em outro mundo, os profetas anunciam que, não importa a aparência das coisas agora, só o bem, e não o mal, tem futuro”. P.186
“Os obcecados pelo Apocalipse perguntaram a respeito do reino de Deus, o futuro absoluto, à luz da situação presente do homem e do mundo. É por isso que estavam tão preocupados com a data exata da sua chegada. Jesus toma o caminho exatamente oposto: pergunta sobre a situação presente do homem e do mundo à luz do iminente advento do reino futuro de Deus. É por isso que não está preocupado com o tempo nem com a forma da vinda do reino de Deus”
Hans Kung, p. 179
“A situação de uma pessoa imersa nas palavras dos profetas é a de alguém exposto a um bombardeio incessante de indiferença, e a pessoa precisa de um crânio de pedra para permanecer insensível a esses ataques”
Abraham Heschel, p.163
segunda-feira, novembro 06, 2006
O Pastor que Deus usa
“parece-me que adotamos os modelos aplicados à produção para o crescimento e administração da igreja. Os lideres das denominações tendem a considerar promissores os pastores que planejam de modo semelhante ao dos homens de negócios que visam a saturar o mercado. Por conseguinte, temos enfatizado demais a imagem e as relações publicas, mas acredito que a necessidade mais premente é recuperar a percepção da complexidade e da profundidade da verdade bíblica” Timothy L. Smith in p. 273
“Os lideres religiosos ativos muitas vezes se transformam em defensores de Deus, como se fosse necessário tomar conta dEle. Pensamos que nossas ações determinam sua eficiência, e não enxergamos que esta é a posição de um pagão diante de um ídolo e na da criatura diante do Criador” p. 225
“Se João Batista tivesse escrito um livro, seria semelhante a Eclesiastes. Ele funciona como um banho e não como refeição. É limpeza, não alimento. Fala de arrependimento. De purificação. O pastor o lê para se limpar da ilusão, das idéias idolatras e dos sentimentos que enojam. O texto expõe e rejeita toda expectativa pretensiosa e presunçosa que tenha Deus como alvo e que passe pelo pastor” 188
“O sofrimento precisa nos abrir para os outros, não pode levar-nos a rejeição. O talmude diz-nos que Deus sofre com o homem. Por quê? Para fortalecer os laços entre a criação e o Criador. Deus escolhe sofrer para entender melhor o homem e ser mais bem-entendido por ele. Mas você insiste em sofrer sozinho. Este tipo de sofrimento faz com que se encolha e seja diminuído. Amigo, isto é quase cruel.” Elie Wiesel na p. 176
“A atenção de Deus é o pré-requisito de sua ira. O motivo dela se voltar contra o homem reside no fato dEle se importar com sua criação” Abraham J. Heschel p. 159
A atitude pastoral de ouvir capacita a pessoa a reconhecer as correspondências entre o é denegrido e desvalorizado pelos outros como mundano e os padrões verdadeiros da redenção de Deus p. 110
“Compete à oração perseverante e paciente manter o amor ardente e a fé fervorosa entre o momento em que se apaixona e a consumação do amor, a promessa e o cumprimento, isto é: entre os limites definidos pela aliança” p. 72
“Com a salvação, somos capazes de receber uma serie de mandamentos que nos levam a relacionamentos vivos, completos e saudáveis com Deus e com outras pessoas” p. 41
"A Bíblia é o requisito básico para nosso ministério pastoral. Não há nada mais difícil do que lidar com relacionamentos pessoais. Pregar é muito mais fácil. Uma vez alguém fez uma pergunta a Gregório Nazianzeno e ele respondeu:"Seria bem melhor responder isso do púlpito!". È mais fácil tratar das necessidades humanas no invólucro sagrado do púlpito, do que enfrentá-las sozinho, no relacionamento íntimo de uma visita pastoral" Donald G. Miller, p. 20