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quinta-feira, janeiro 31, 2013

Os Guinness: O Chamado ( caps. 1-6)

Pequeno resumo de pontos do livro O CHAMADO de Os Guinness.


O livro foi escrito para responder o que é o chamado.

"O chamado é a verdade que Deus nos conclama a si mesmo de tal forma decisiva que tudo que somos, tudo que fazemos e tudo que possuímos é investido nessa devoção especial, nesse dinamismo vivido como resposta à sua conclamação e seu serviço" p.13


Todo o livro pode ser encarado é um desenvolvimento desta sentença.

No capítulo 2, ele fala do desejo que vem do chamado, de se realizar algo. E coloca algumas perspectivas.

1. senso de necessidade.
2. o desejo é um problema em si que deve ser negado.
3. desejo como eros em busca de um alvo
4. desejo como agape que busca a realização do outro.

Somente em Deus, nosso desejo encontra seu lar e sua realização e realidade, Jesus é o imã de toda história da humanidade.

Capítulo 3 fala da pergunta persistente sobre quem somos. 

"A noção de chamado, ou vocação, é vital para cada um de nós porque toca a busca moderna de base para a identidade individual e compreensão do próprio ser humano" p.28

Como responder?
1. identidade realizada dentro de um papel social: responsabilidade social.
2. identidade realizada como coragem de ser: individualismo em oposição ao grupo, precisa ser criada pela pessoa.
3. identidade como algo que está em nós,  somos constituídos para ser, predeterminados.

A identidade se baseia na resposta ao chamado de Deus:
contra a primeira posição, somos chamados por Deus, e não constrangidos.
contra a segunda, não estamos dependendo apenas de nós mesmos, precisamos de Deus que nos chama.
contra terceira, ao invés de constituídos para ser que enfatiza que a vida é fatídica e predeterminada, somos chamados para a liberdade e o futuro.

"Incertos de nós mesmos, temos a certeza de Deus" p.33

O capítulo 4, começa a tecer considerações sobre o chamado de Deus, em todo mundo, em todo lugar e todas as coisas.

As características do chamado:

1. Simples e direto.
2. Chamar é nomear, trazer a existência, criar. A questão vai além ser que somos, é nos tornar aquilo que ainda não somos mas fomos chamados por Deus para ser.
3. O chamado é quase sinônimo de salvação, é um chamado para sermos seguidores de Jesus.
4. Tem um sentido vital que floresce na Reforma.

"Ser discípulo de Jesus é ser alguém chamado para ser seguidor do Caminho" p.39

Chamado primário e secundário.

Nosso chamado primário é sermos seguidores de Jesus.
O secundário, considerando que Deus é soberano, é que de todos, em todo lugar e em tudo, devemos pensar, falar, viver e agir inteiramente para Ele.

A distorção católica consiste na ênfase do primeiro chamado em detrimento ao segundo.  A vida contemplativa é vista como superior a vida ativa. Surge o dualismo entre aquilo que é sagrado/profano,  perfeito/permitido, contemplativo/ativo ou primeira/segunda.Se tudo provém da fé e é para a Glória de Deus, não há que se falar em coisas superiores ou inferiores.

O capítulo 5, Dele, por meio dele e para ele, continua falando da relação entre a fé a vida ativa através do chamado. 

A distorção protestante é uma forma secular de dualismo, onde se valoriza a vida ativa às custas da vida contemplativa, o chamado secundário em detrimento do primário. Somente pela vida ativa, se consideraria um crente exercendo seu chamado.  A vocação e o chamado servem para tudo, até para as atividades ilícitas.

A correção precisa que se volte Aquele que chama  e uma restauração da primazia do chamado primário.

‎"Tome cuidado com qualquer coisa que compete com a lealdade a Jesus Cristo. O maior competidor da devoção a Jesus é o serviço para ele...o alvo único do chamado de Deus é a satisfação de Deus, não um chamado para fazer algo para ele" Oswald Chambers, na pag. 50.

A paixão de pertencer a Deus concentra a energia de todos que atendem a seu chamado, pois o chamado é algo integral, que envolve todo o ser humano e não o reparte em um dualismo estéril seja católico seja protestante, como entendido por Guinness.

No capítulo 6, Faça o que você é,  Guinness continua a falar das características e classificações dentro do chamado.

O amor é a expressão do chamado, precisamos conhecer o desenho único e singular que Deus nos fez, qual seu plano para nós. 

"Na verdade Deus nos chama para sermos nós mesmos e fazer o que somos. Mas só somos verdadeiramente nós mesmos e podemos realmente fazer o que somos quando obedecemos o chamado de Deus. Desenvolver os dons que são nossos para os outros assim não é egoísta, mas serviço em perfeita liberdade" p.57

A vocação e chamado devem ser considerados como sinônimos, diferencia-los levaria a distorção católica.

Chamado individual x coletivo:
O primeiro diz respeito ao que fazemos como indivíduos, e o segundo, é a resposta que abraçamos juntos. Os primeiros devem complementar os segundos.

"Qualquer pessoa que cite seu chamado individual como base para rejeitar o chamado corporativo da igreja está se iludindo" p.58

Chamado especial x ordinário.

"Um chamado especial se refere a tarefas e missões colocadas sobre um indivíduo através de uma comunicação direta, específica e sobrenatural da parte de Deus. O chamado ordinário é o senso de propósito de vida e tarefa para a vida que o crente tem em resposta ao chamado primário de Deus" p.59

Não há caso de chamado especial no Novo Testamento segundo Guinness, os casos bíblicos são dos profetas, que tinham o chamado especial para fazer o povo voltar ao chamado ordinário de Deus.

Chamado Central x Periférico.

O chamado central está ligado ao chamado primário e o periférico a formas de sustento para o central.

Clareza x Mistério.

temos um senso de clareza de nossa vida, e ao mesmo tempo, o chamado permanece um mistério para nós, pois não temos um chamado especial no sentido que Guinness coloca. O segredo da nossa vida é decifrar este chamado no decorrer dela.







quarta-feira, outubro 27, 2010

Os Guiness: Globalização




Sermão proferido na conferência da Lausanne em Cape Town 2010.


Os Guinness speaks of globalization as the greatest challenge and great opportunity for the church since the apostles. He provides an overview of Evangelical responses and suggests three global tasks for the church.