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segunda-feira, junho 13, 2011

WATCHMEN NEE: A vida cristã normal

Logo no primeiro capítulo Nee lança as bases de sua fé, para ele a vida cristã normal é Vivo não mais eu, mas Cristo vive a Sua vida em mim.

Deus nos revela claramente, na Sua Palavra, que so­mente há uma resposta para cada necessidade humana — Seu Filho, Jesus Cristo. Em toda a Sua ação a nosso res­peito, Deus usa o critério de nos tirar do caminho, pondo Cristo, o Substituto, em nosso lugar. O Filho de Deus morreu em nosso lugar, para obter o nosso perdão; Ele vive em vez de nós, para alcançar o nosso livramento. Podemos falar, pois, de duas substituições — uma Substi­tuição na Cruz, que assegura o nosso perdão, e uma Substituição interior que assegura a nossa vitória.. Ajudar-nos-á grandemente, e evitará muita confusão, conservar constantemente perante nós este fato: Deus responderá a todos os nossos problemas de uma só forma: mostrando-nos mais do Seu Filho.

Isto posto, Nee parte para  o  estudo dos primeiros oito capítulos de Romanos,  sendo que na primeira seção que vai até 5.11, considera-se a questão dos pecados que eu tenho cometido diante de Deus, que são muitos e que podem ser enumerados, enquanto que, na segunda(5.12-8.39), trata-se do pecado como princípio que opera em mim. De tal modo que existe dentro de mim uma inclinação para pecar, um poder interior que leva ao pecado. Quan­do aquele poder anda solto, eu cometo pecados. Posso procurar e receber o perdão, depois, porém, peco outra vez. E, assim, a vida continua num círculo vicioso de pe­car e ser perdoado e depois pecar outra vez. Aprecio o fato bendito do perdão de Deus, mas eu desejo algo mais do que isso: preciso de livramento. Preciso de perdão pa­ra o que tenho feito, mas preciso também de ser liberta­do daquilo que sou.




Para estes dois problemas, apresentam-se dois aspectos da salvação: em primeiro lugar, perdão dos pecados, e em segundo lugar, libertação dos pecados.  Para Nee, o sangue de Jesus  está ligado aquilo que fizemos, enquanto que a cruz está ligada a nossa natureza. O Sangue purifica os nossos pecados, enquanto que a Cruz atinge a raiz da nossa capacidade de pecar.


Todos pecaram - Rm 3.23

Nee fala da queda, o pecado entrou pela desobediência- Rm 5.19-. Criando uma separação entre Deus e o homem, há um afastando para todos- Rm 3.9-. Isto leva a um sentimento de culpa- de afastamento e  separação de Deus. 



O pecado entra na forma de desobediência, para criar, em primeiro lugar, separação entre Deus e o ho mem, do que resulta ser este afastado de Deus. Deus já não pode ter comunhão com ele, por agora existir algo que a impede, e que, através de toda a Escritura, é co nhecido como "pecado". Desta forma, é Deus que, pri meiramente, diz: "Todos... estão debaixo do pecado" (Rm 3.9). Em segundo lugar, o pecado, que daí em dian te constitui barreira à comunhão do homem com Deus, comunica-lhe um sentimento de culpa — de afastamento e separação de Deus. Agora, é o próprio homem que, mediante a sua consciência despertada, diz: "Pequei" (Lc 15.18). E ainda não é tudo, porque o pecado oferece também a Satanás uma possibilidade de acusação diante de Deus, enquanto o nosso sentimento de culpa lhe dá ocasião para nos acusar nos nossos corações; assim, pois, em terceiro lugar, é o "acusador dos irmãos" (Ap 12.10), que agora diz: "Tu pecaste".
As Escrituras mostram como o Sangue de Cristo opera eficazmente nestes três aspectos, em relação a Deus, em relação ao homem, e em relação a Satanás,

O Sangue é para expiação e, em primeiro lugar, rela ciona-se com a nossa posição diante de Deus. Precisamos de perdão dos nossos pecados cometidos para que não caiamos sob julgamento; e eles nos são perdoados, não porque Deus não os leva a sério, mas porque Ele vê o Sangue. O Sangue é, pois, primariamente, não para nós, mas para Deus.

segunda-feira, setembro 13, 2010

Gregg A. Ten Elshof: I Told Me So: Self-Deception and the Christian Life

Um livro cristão sobre o auto-engano, um tema que era tão caro a Calvino. O livro coloca que o auto-engano é um fenômeno social, numa sociedade viciada em autenticidade e também, é um excelente amigo em tempos de necessisdade.

O livro auto-engano não é um livro de auto-ajuda, mas um guia que nos ajuda a encarar as verdades em nossa vida e o lugar da Verdade nela. (continua)

Self-deception is a major part of what defeats spiritual formation in Christ. In self-deception the individual or group refuses to acknowledge factors in their life of which they are dimly conscious, or even know to be the case, but are unprepared to deal with: to openly admit and take steps to change. As a result, those factors continue to govern their actions and shape their thoughts and emotions. (loc. 19-22)

Each of these beliefs offers me a certain kind of satisfaction. A discovery to the effect that I was in error about any of them would be pretty upsetting. If I discovered that the seeming depth of my friendships was a sham, I would be significantly disappointed.Loc. 109-10


The beliefs I have about myself and others do not need to be true to bring me satisfaction. I only need to believe them. Sustaining depth of friendship is hard work - as is growing in Christ

Loc. 114-15
The apostle Paul explains in his letter to the Galatians how self-deception enables those who are nothing to think that they are something (Galatians 6:3),Loc. 128-29
Aquinas picks up the theme and suggests that "ignorance is sometimes directly and intrinsically voluntary, as when one freely chooses to be ignorant so that he may sin more freely.Loc. 135-36
elevated authenticity to a place of primary importance in their understanding of the virtuesLoc. 167-68
Being true to oneself became a - or, in some cases, the - chief good. Self-deception, then, was given a promotion in the ranking of vices.Loc. 169
But my point is that the elevation of "authenticity" as a virtue carries with it a promotion for self-deception among the vices. So, to the degree that we value authenticity, we will be averse to the suggestion that we are self-deceived.Loc. 192-94
I'm convinced that I've got false beliefs, but each of my beliefs, when I consider it, seems true to me.Loc. 237

Rather than trying to work up behavior consistent with what we think we believe, we should be begging with the man who wanted desperately for Jesus to free his son from the demon that possessed him, "I believe; help my unbelief!" (Mark 9:24).

Loc. 276-77

So the possibility of self-deception rears its head whenever there is a kind of felt pressure associated with believing something.Loc. 277-78
But with very few exceptions, no one has any trouble acting out their beliefs. You do act in accordance with your beliefs.

So believing what is false is not essential to having been a victim of deception. One might fall prey to deception and nevertheless believe whats true - perhaps by sheer luck!




domingo, agosto 01, 2010

Paulo Brabo: 6 passos o que faria Jesus.

Paulo Brabo não plagiou o livro americano Em seus passos o que faria Jesus, o título do livro de Brabo não tem a famosa sentença o que faria Jesus agora, ele vai além, propõe um “novíssimo manual de conduta do seguidor de Jesus”, mas não um manual moralista de um jogo de causa e efeito, mas um manual mais afeito a Jesus de riscos e ganhos.

Na introdução o autor nos fala que “ seguindo esses seis passos muto simples você alcançará rejeição imeditada na terra e consagraçaão a médio prazo no céu. A pressa é sua”. Eis os seis passos propostos por Brabo:

 

  1. Viva a intolerância contra os religiosos
  2. Faça o que os outros não esperam
  3. Desfrute sem possuir
  4. Viva inteiramente inserido no seu mundo
  5. Permaneça disponível para o momento
  6. Sensualize a sua espiritualidade

Em  viva a intolerância contra os religiosos, o autor relembra que Jesus foi absolutamente intolerante para com os religiosos de sua época, crítica a evolução do cristianismo para aquilo que Jesus mesmo condenou

Nenhuma manifestação do cristianismo institucional dosnossos dias difere, em qualquer sentido importante, da inclinação geral do parágrafo acima. Os olhos do Rei permanecem reclamando seus direitos, absolutamente convencidos da primazia da sua condição. Os religiosos cristãos chafurdam em seus merecimentos, e oram descaradamente para extrair alguma prosperidade dos inimigos de Cristo ou reduzi-los à servidão – o que for mais imediato ou der mais prazer (e é naturalmente graças aos cristãos que cremos que essas duas últimas coisas andam juntas) (p. 12)

Conclui, dizendo que o desconcertante é que Jesus, ao mesmo tempo, que não tolerava os religiosos, batendo de frente contra o monopólio da religião por estes, tolerava muito os pagãos. Assim:

O alvo da nossa intolerância deve seroutro, o alvo que foi também o de Jesus: os que passeiam pelo mundo crendo ter o aval inequívoco e a credencial indelével do VerdadeiroDeus. Aqueles que, nas palavras de Paulo, estão persuadidos de serem“guias dos cegos, luz dos que se encontram em trevas, instrutores de ignorantes, mestres de crianças, tendo na lei a forma da sabedoria e da verdade” – mas que “ensinam os outros sem ensinarem a si mesmos”. (p. 16)

No segundo passo Faça o que os outros não esperam, Paulo Brabo continua sua jornada em busca daquilo que Jesus realmente faria hoje, o inesperado. Que sejamos como ele, inclassificáveis, lisos como peixe.

 

Há cristãos que seguem o Primeiro Passo e demonstram uma saudável intolerância contra os religiosos; um número incrivelmente menor segue Jesus em ser inesperado como ele foi. Não há catecismo ou Escola Dominical que nos ensine a sermos desbocados, independentes,provocadores e desarmantes como Jesus. (p.22)

Acredito que o autor quer deixar claro que não adianta apenas você proclamar que vive um cristianismo livre da religião, sem intolerância, mas não pratica a sua fé cristã. Não conformidade com os padrões leva a uma paralisia de ação por parte  de alguns, mas não parece que é isto Paulo Brabo defende.

Por outro lado, Brabo também se opõe ao crente fabricado em massa, que não pensa por si só, são formatados, inofensivos, dóceis e obtusos. A intolerância contra o monopólio da religião não pode significar passividade com o mundo. Não podemos ser uma “assembléia de bocós e não os subversivos que nossa vocação exigiria de nós”(p. 22).

O cristão não deve ter apenas sabedoria, deve ter também sagacidade. Ou melhor, a astúcia de uma serpente.

Para ser imprevisível é preciso ser esperto; para enxergar a armadilha sendo montada é preciso tarimba; para evitá-la é preciso jogo de cintura;para desarmar o seu adversário publicamente, sarcasmo e bom humor; para desmascarar o seu adversário diante dele mesmo, uma compassiva mas implacável inteligência verbal” (p. 23)

 

O terceiro passo é Desfrute sem possuir. Tendo falado sobre os aspectos religiosos e disposição de espírito, Brabo vai falar de dinheiro, a nossa verdadeira religião.

Os primeiros passos, embora imprevisíveis e portanto virtuosos, são essencialmente cosméticos e relativamente pouco exigentes. Tudo começa a se desequilibrar quando se fala em dinheiro, e Jesus demonstra não ignorar isso. Ele então fala em dinheiro o tempo todo. (p. 27)

continua, dizendo:

Provocativamente, como em tudo que fazia, Jesus acaba propondo que a esfera de Deus e seu imponderável domínio podem ser adequadamente comparados àquilo que associamos de forma mais imediata ao valor, ao desejo e à satisfação – não o sexo, não o amor, não o poder, mas o dinheiro (em que estão contidos os anteriores). A vida encontrada em Deus é apenas comparável à moeda que foi recuperada, à rês valiosa que se reencontrou: ao tesouro que por um lado vale todo investimento, por outro o requer. (p. 28)

A riqueza material para Jesus, segundo o autor, é uma contradição em termos, pois a única riqueza possível é a espiritual, contudo, Jesus está longe de um ascetismo, nos convida a desfrutar do material sem prendermo-nos a ele.

É um equilíbrio que nos parece paradoxal, mas Jesus no fim das contas está dizendo que o pobre e o frugal estão melhor equipados para desfrutar das boas coisas da vida – não em virtude de qualquer pureza inerente de coração, mas simplesmente porque a limitação da sua condição força-os a valorizar o momento, que é no fundo o quetodos tem. “Por mais empenhado que esteja, qual de vocês consegue adicionar meio metro à sua estatura?”

Para o rabi de Nazaré ser rico e ganancioso não é conduta especialmente corrupta ou perversa – está mais para o imbecil. Porque, ele ousa argumentar, correr atrás do material impede-nosjustamente de desfrutá-lo. (p. 29)

O dinheiro como idolatria é o alvo, abrir mão do que o dinheiro existe para epitomizar: a segurança e o poder. A ganância, segundo o autor, aparece no Novo Testamento como idolatria exatamente porque é essencialmente mentirosa –promete segurança e poder quando ambos são derramados sem qualquer critério ou pré-requisito por Deus.

É preciso não dobrar-se a Mamom, mas fazer uso descarado das riquezas a fim de fazer verdadeiros amigos (Lucas 16:9). É preciso usar o dinheiro sem ser usado por ele; extrair gozo do material sem ser desfigurado por ele. É preciso ser generoso como Deus, pobre como Jesus. Dar a César a ninharia que é de César, receber de Deus a abundância que é de Deus. (p. 31)

O quarto passo a seguir é o Viva inteiramente inserido no seu mundo, Paulo Brabo aqui retoma, primeiramente, o conceito da jornada do herói, que advém dos mitos culturais  que os filmes hollywoodianos usam na maioria de seus filmes. Onde a familiaridade é inimiga do crescimento, para que o herói seja um verdadeiro herói numa história,  deve se afastar de tudo aquilo que lhe é confortável e familiar e partir sozinho ou apoiado pelo mestre numa jornada para o crescimento individual. Seguindo nesta crença, acreditamos que aquele que deseja santidade deve ter como primeiro passo, o afastamento do mundo, de tudo que lhe for familiar.

Por definição a palavra santo quer dizer separado, singular, o santo não pode ter nada a ver com o mundo, contudo, as coisas não são assim tão simples em Jesus.

Pensando na narrativa em si, em busca de um antagonista para Jesus dentro dos Evangelhos, Brabo conclui:

Nos evangelhos, o antagonista de Jesus é João Batista. De todos que em algum momento da história se opõem a Jesus ele é o único que representa verdadeira autoridade; de todos que se atiram no caminho de Jesus querendo exercer sobre ele alguma infuência, é João Batista que, em seu recato, chega a corresponder – contrapor-se– a ele. (p. 36)

 

Em perfeita oposição a João, Jesus deixa claro que é sua proximidade do mundo, seu “não-afastamento”, a porção mais essencial da sua missão. Ele vence a tentação do deserto e segue percorrendo incessantemente as cidades, onde pode estar com as pessoas e submetê-las à sua mensagem, que é essencialmente sua própria pessoa. (p. 38)

 

João é o homem que se afasta do mundo para não deixar-se contaminar por ele. Jesus é o homem inteiramente inserido no mundo, inteiramente mergulhado nas complicações do dia-a-dia e nas preocupações e privilégios do homem comum.

Dos incontáveis paradoxos do cristianismo histórico, esse é mais um: historicamente, os cristãos ignoraram o exemplo de Cristo tornaram-se seguidores funcionais de João. O caminho de JoãoBatista é o caminho dos monges do deserto, das ordens religiosas, das rádios evangélicas; é o caminho do ascetismo, das regras estabelecida spara “fazermos diferença”; das abstenções, do recuo, do afastamento,da irrelevância, da exclusão e do preconceito.

O caminho de Jesus é o da inclusão, da presença, do abraço irrefletido e incondicional do mundo. É o caminho estreito que poucos trilham, a porta exigente pela qual poucos passam. (p. 39-40)

Brabo contrapõem duas posturas, uma de Jesus de inclusão social e outra de João de exclusão social, Jesus procura transformações de dentro para fora, seja no aspecto pessoal ou mesmo no social, ele  não nos ensina ao alheiamento ao mundo, mas há sermos um sal dentro das entranhas do mundo em seus miolos.

Jesus propõe, inconcebivelmente, uma espécie de santidade que não é definida pela exclusão, mas pela generosidade e pela liberalidade da presença. É dele a horrenda idéia original de distribuir abraços gratuitos – gratuitos no sentido de serem dados a quem,essencialmente, não os merece. Essa sua ousadia derruba para sempre a primazia da surrada santidade distanciada epitomizada em João Batista. Jesus demonstra, em seu modo de vida, que um caminho superior ao de achar-se melhor do que os outros pela exclusão é amar os outros pela inclusão. (p.41)

Ou, como conclui o autor:

A santidade do senso comum exige que nos afastemos da normalidade da experiência do dia-a-dia em favor da singularidadeda vida religiosa. O Filho do Homem nos convida, assombrosamente,a fazermos o trajeto oposto.

No quinto passo, Permaneça disponível para o momento, Paulo Brabo vai nos falar sobre a ditadura do Carpe Diem, da valorização do  consumo de coisas no tempo, da aquisição de memórias como sinônimo de felicidade, enfim, da capitalização do tempo.  Em contrapontoa tudo isto, a valorização do real sentido do schabat:

o schabat, que representa uma completa reversão nas nossas expectativas convencionais sobre santidade: o schabat é demonstração de que para Deus existem menos lugares santos do que momentos santos.

O credo do carpe diem ou a idolatria do instante:

No credo do Carpe Diem, bem-aventurado é quem angaria no mais curto período a maior carteira de lembranças preciosas. Você já fez um cruzeiro pelo Caribe? Confere. Fez pós-graduação e mestrado? Confere. Já teve uma árvore e plantou um filho? Confere. Foi a um show de Antony and the Johnsons/ZecaPagodinho/André Rieu/Lagoinha? Confere.  Já passou o final de ano no Club Mediterranée? Quê? Não? Você ainda não viveu, cara – e não vai aparentemente chegar a viver, a não ser que tenha o rosário de lembranças corretas para ostentar. (p.46)

Concluindo:

“Jesus desconhecia nossa ambição por divertimento e por dinheiro; desconhecia também – o que é muitas vezes mais curioso– nossa síndrome de salvador do mundo. Ele fazia o que fazia,aquilo que o momento exigia, e não aquilo que queria ou achava que devia fazer. Fora morrer, o Filho do Homem não tinha plano algum:nenhuma agenda, nenhum prazo e nenhum cronograma; nenhum relatório, nenhuma reunião periódica de avaliação de resultados, férias nenhumas. Ele deixava que o momento fuísse e exigisse implacavelmente a sua pauta. “Basta a cada dia o seu mal” era para Jesus apenas outro modo de dizer “não vos preocupeis com o dia de amanhã”. Ele não perdia o momento de vista, pela excelente razão de que não queria perder Deus de vista”. (p. 51).

O último passo no caminho proposto por Paulo Brabo é de Sensualize a sua espiritualidade.  Ou, no dizer do autor, os últimos serãos os primeiros:

Em primeiro lugar, que a pessoa que se deparava com Jesus nos seus dias “mortais” não era impactada de qualquer modo direto ou natural pelo teor desses passos. São necessários observação e algum treinamento intelectual para abstrair-se a partir do que sabemos do comportamento de Jesus fórmulas gerais como “faça o que os outros não esperam” (segundo passo) e “viva inteiramente inserido no seu mundo” (quarto passo). E Jesus, como se sabe, impactou de forma transformadora gente que teve muito pouco tanto de uma coisa quanto de outra: pessoas pouco instruídas e pouco armadas de recursos intelectuais, muitas das quais estiveram com ele por pouco mais do que alguns minutos. (p. 56)

Paulo Brabo coloca que os passos apresentados por ele são abstrações, meras tentativas intelectuais de representar a realidade, como são uma forma de teologia, também os são limitados, contendo em si mesmo a semente da contradição- pois não há nenhum mérito no conhecimento intelectual e que o acesso ao favor de Deus não depende de modo algum dele. Para não ficar nesta limitação, Brabo acredita que se deve retomar o cerne do caráter de Deus nos evangelhos – Jesus tocou gente- devemos sensualizar nossa espiritualidade.

É preciso que passemos a procurar a espiritualidade no mundo sensorial, no mundo real, o mundo da experiência e dos sentidos. É preciso que passemos a ver nosso relacionamento com Deus e nossa participação no seu Reino como algo que diz respeito ao que é palpável e material, ao mundo da pele, da carne e do sangue. (p. 57)

A nossa espiritualidade não pode ser uma forma de disfarce que vivemos na carne, devemos aprender com Jesus que Deus se fez carne, aprender com ele como se vive e mostrar a sua desenvoltura. A carne, claro, é embaraçosa, somos sujeitos à doença, à fome, à solidão, etc. Para escapar deste fastio, usamos a espiritualidade para forjar uma demonização do nosso corpoe seus embaraços, e pregar que Deus só pode ser alcançado em esferas superiores da mente, fora da realidade, de preferência de olhos fechados e com privação de sentidos.

Jesus não ignorava os embaraços da doença, da fome, da dor, da solidão, da decrepitude, da morte, do ciclo digestivo; muitos desses atingiram-no em cheio na própria carne. Ao contrário de nós, no entanto, Jesus não buscava refúgio dessas coisas num mundo dos espíritos à prova de constrangimentos. Ele não caía na tentação da espiritualidade convencional e isso, aparentemente, é o que mais teimamos em não aprender com ele.

Jesus fazia o trajeto precisamente contrário ao nosso, avançando com galhardia em direção à experiência dos sentidos, tendo dedicado a maior parte de sua atividade neste mundo ao esforço de minimizar os constrangimentos produzidos em pessoas de carne pela fome, pela doença, pela dor, pela decrepitude, pela solidão. (p. 58)

Segundo o autor, pode parecer escandaloso, mas, Jesus estava primeiro tratando os corpos e depois os espíritos.

Nossa satânica fantasia como cristãos é passarmos pelo mundo à margem de todas essas coisas, desencarnados como fantasmas, vivendo momentos de espiritualidade em número suficiente para redimir os constrangimentos que nos impingem o corpo e os sentidos. Não queremos de modo algum enfrentar o terrível embaraço de que somos feitos de carne e osso. (p. 59)

Buscando escapar daquilo que a Bíblia não esconde em página alguma, que a carne essencialmente é animal, mesmos avançados na comunhão divina, somos animais tais quais uma barata. Paulo Brabo coloca duas grandes facções ou respostas para este escandâlo de que Deus se fez carne, judaica e romana-grega.

Na resposta romana-greca, o escandalo não era a expiação, nem a ressureição, o impensável era o corpo físico de Jesus ter sido redimido, já que a matéria na visão grega é decaída, e somente o espírito é puro e  inefável.

Imbuídos dessa convicção, os atenienses ouviram muito interessados o discurso do Apóstolo no Areópago, até que Paulo mencionou a ressurreição do corpo – ponto em que perceberam que a doutrina daquele sujeito não merecia mais do que zombaria e desprezo.Aqueles esclarecidos atenienses, mais ou menos como nós, não criam que houvesse no corpo e na carne qualquer coisa com vocação à redenção ou à eternidade. (p. 61)

Já a resposta judaica para a encarnação, o escandâlo era ver Deus confinado aos limites de sua própria obra. E o que era pior, segundo o autor, era que este repudiava o ascetismo e abraçava o mundo dos sentidos com paixão.

A nossa resposta:

E que fazemos? Com recato estúpido, pecaminoso e contraproducente negamos hoje a carne de Jesus e a nossa. Os mesmos cristãos que recusam-se a admitir a possibilidade de descenderem do macaco não trazem à mente que Deus em Jesus conformou-se, disparatadamente, à condição de primata.

Queremos que as pessoas “conheçam Jesus” através da assimilação intelectual do nosso discurso, jamais pelo intercâmbio de caminhadas epelo choque custoso entre corpos. Não queremos de modo algum traficar com a carne, porque não queremos que Deus trafique através dela. Esquecemos, miseravelmente, que a natureza divina de Jesus não estava escondida na sua carne. Estava manifestada nela. (p. 62)

Somos constantemente ensinados sobre a importância de morrer  e ressuscitar como Jesus, mas – ai de nós – não há quem nos ensine a encarnar.

BRABO,  Paulo  Em 6 Passos o que faria Jesus:Novíssimo manual de conduta do seguidor de Jesus São Paulo: Garimpo Editorial, 2009

sábado, julho 17, 2010

Tim Keller: Deuses Falsificados

Voltando a ler Counterfeit Gods do Tim Keller, no capítulo 3- intitulado de MONEY CHANGES EVERYTHING – O dinheiro muda tudo. A partir da história de Zaqueu, o autor coloca como o dinheiro pode ser um ídolo em nossa vida e qual  é a única maneira que ele pode deixar de sê-lo.

A partir de Lucas 16:13-15, Keller coloca que:

De acordo com a Bíblia, idólatras fazer três coisas com seus ídolos.  Eles amam eles, confiam neles e obedecem a eles. Os amantes do dinheiro são aqueles que acham a si mesmos fantasiando e em devaneios sobre novas formas de fazer dinheiro, novas coisas para comprar, e olham com inveja para aqueles que tem mais que eles. Os confiadores no dinheiro sentem que eles tem controle sobre suas vidas e estão seguros e salvos por causa da suas riquezas. Idolatria também nos faz “servos do dinheiro”. Tal como nós servimos nossos reis terrenos e juízes, também nós vendemos nossas almas aos nossos ídolos. Porque nós olhamos para eles atrás de nossa significância (amor) e segurança (confiança) que nós teríamos com eles, então nós levamos a nossa vida para servi-los, e essencialmente, obedece-los. (p. 57)

 

Sobre Zaqueu, tendo como base Lucas 19:3-7, a respeito da escalada na árvore de Zaqueu, Keller aponta que:

“Nós devemos apreciar a significãncia disto. Nas culturas tradicionais, não é liberdade e direito que importam, mas, honra e dignidade. Para qualquer homem crescido subir em cima de uma árvore era se expor ao ridículo. (p.59)

 

Zaqueu não se aproxima de Jesus com orgulho, mas com humildade. Ele se coloca diante de Cristo não com seus bens e sua dignidade na sociedade, ao invés, ele coloca tudo isto de lado,  ele se dispõe a se expor ao ridículo, tudo para ter uma visão de Jesus.

Keller coloca que quando Zaqueu viu que Jesus escolheu a pessoa menos virtuosa na multidão- ele mesmo- para um relacionamento pessoal, toda a sua compreenssão espiritual começou a transformar-se, ele começou a entender o que  a salvação de Deus é dada pela graça, não através de esforços morais ou perfomance. Esse entendimento foi um relâmpago na vida dele, ele deu boas vindas a Jesus com alegria.

Graça e dinheiro.

levantando-se Zaqueu, disse ao Senhor: Senhor, eis que eu dou aos pobres metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado. E disse-lhe Jesus: Hoje veio a salvação a esta casa, pois também este é filho de Abraão. Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido Lc. 19:8-10

 

Há duas promessas memoráveis aqui:

Primeiro, ele deu 50 por cento para os pobres, o que é bem além dos 10 por cento do dízimo. O coração dele foi afetado, desde de que ele soube que a salvação não vinha através da lei, mas da graça, ele não queria cumprir a letra da lei, mas ir além dela.

Keller relata que há muitos cristãos que perguntam a ele sobre o dízimo, falando que ele está previsto apenas no Velho Testamento e o Novo não diz nada a respeito. Eles perguntam para ele, em regra, o seguinte: “Você não acha que agora, no Novo Testamento, os crentes são exigidos absolutamente em dar 10 por cento, acredita?” Ele diz que balança a cabeça e diz que não, e eles mostram um certo alívio. Mas, então, rapidamente, Keller adiciona:”Eu vou dizer para você por que você não vê o dízimo claramente exposto no Novo Testamento. Pense. Nós temos recebido mais revelação de Deus, verdade e graça que os crentes do Velho Testamento, ou menos?”. Para esta pergunta, usualmente, os crentes ficam num silêncio desconfortável. então, o pastor Keller prossegue:"Somos mais devedores da graça do que eles eram antes, ou menos? Jesus apenas dizimou sua vida e seu sangue para nos salvar ou ele entregou tudo?”. Após isto, Timothy Keller conclui que o dízimo é um padrão mínimo para crente cristão, nós não podemos ofertar menos dos nossos ganhos do que aqueles que tinham muito menos entendimento do que Deus faria para salvá-los.

A segunda promessa de Zaqueu não tem muito a ver com caridade ou misericórdia, mas com justiça.  A lei mosaica obrigava a restituição em caso de trapaça, Lv. 5:16 e Nm 5:7, em torno de 20 por cento,mas, ele foi além deste patamar, se obrigando a restituir em 300 por cento.

Em resposta a estas promessas, Jesus diz que salvação chegou a esta casa, fique atento que Jesus não diz se você fizer isto mesmo, você será salvo.  A salvação de Deus não vem em resposta a uma vida transformada, é justamente o contrário que ocorre, a vida transformada é uma resposta para a salvação, ofertada livremente.

“Se a salvação fosse conseguida de alguma forma através de uma obediência a um código moral, então a questão de Zaqueu teria sido “Quanto DEVO dar?”. Contudo, estas promessas são respostas à generosa graça, então sua questão foi “Quanto POSSO dar?”.  (p. 63)

Agora, a segurança e identidade de Zaqueu estavam em Jesus, ele era o seu salvador e não mais o seu dinheiro. A graça de Deus transformou sua atitude para com sua riqueza.

 

 

A graça e os ídolos profundos.

 

O pecado dentro dos nossos corações afeta nossas motivações, nos levando a tornarmos idolátras. O dinheiro é apenas uma manifestação superficial de algo mais profundo que existe de cada um de nós, ou como Keller coloca um “ídolo de superfície”.

"Este é o porquê que os ídolos não podem ser lidados apenas com a simples eliminação dos ídolos de supefície tais como o dinheiro ou sexo. Nós podemos olhar para eles e dizer, “eu preciso dimunuir isto na minha vida. Eu não devo deixar isto me levar. Eu tenho que parar com isto”. Apelos diretos como estes não funcionam porque os ídolos profundos devem ser lidados no nível do coração. Há apenas uma única forma de transformar no nível do coração e isto é através da fé no evangelho” p. 66

 

A pobreza de Cristo

Keller nos leva a outro texto, 2 Coríntios 8 e 9, onde Paulo pede a igreja para dar aos pobres. Ele ressalta que Paulo não enfrenta o problema, da forma : eu sou apóstolo, façam isto. Ao invés disto, Paulo busca a genuidade do amor,

Porque já sabeis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre; para que pela sua pobreza enriquecêsseis 2Co. 8:9

Paulo não está exortando a igreja a deixar de ser gananciosa ou ser mais generosa, ele está recapitulando o evangelho.  Paulo está dizendo que Jesus deixou todo seu tesouro no paraíso, para ser seu tesouro- para um povo que era seu tesouro – 1Pe 2:9-10-. Quando você vê ele morrendo para fazer de você seu tesouro, ele está fazendo você dele.  O amor de Jesus nos dá um estatus memorável, um que o dinheiro não pode comprar. A fé no evangelho reestrutura nossas motivações, nossa compreensão de si mesmos, e identidade, nossa visão de mundo. Um comportamento complacente com regras sem uma completa mudança de coração será superficial e fugaz.

terça-feira, março 30, 2010

BRIAN MCLAREN: Fé que é Real


"na solidão, no entanto, eu me lembro de todos esses eus fora de sincronia; e nós somos reconstituídos em um eu mais sólido...e esse eu reconstituído é a pessoa que pode chegar em casa, para se encontrar com Deus" p. 57


"A minha fé é a minha própria criação - uma visão de mundo, um paradigma, um mapa para a vida, um conjunto de princípios orientadores- que estou juntando e rejuntando a partir do que leio, de quem conheço e respeito, do que experimento, e assim por diante. A minha fé não é perfeita, nem estática. A minha condição de ser finito faz com que ela seja incompleta, inexata em muitos lugares, desproporcional, com necessidade contínua de correções de percurso" p. 71


"Fé significa acreditar que a dúvida é apenas um estágio, uma disposição de ânimo rancorosa que irá passar e que, no tempo certo, pela graça de Deus, será superada e vocês serão velhos amigos de novo, de um jeito novo e mais profundo" p. 74


Brian D. McLaren Em Busca de Uma Fé que É Real Editora Palavra.

sábado, março 20, 2010

Lloyd-Jones: Os Filhos de Deus


Sobre Romanos 8:5-8

Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito. Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz. Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus
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"O cristão é alguém que está vivo dentro os mortos, vivo para Deus, casado com o Senhor Jesus Cristo, que ressuscitou dentre os mortos e está vivo para todo o sempre, e, portanto, os cristãos, casados com Ele e unidos a Ele, também estão vivos para todo o sempre. ESse é o argumento. Ou, como Paulo o expressa em Efésios 2:1: E vos vivificou, estando vós mortos". Vocês foram ressuscitados da morte com Cristo, estão vivos com Cristo, estão assentados com Cristo neste momento nos lugares celestiais. Ou, como diz Pedro: Vocês foram feitos praticipantes da natureza divina (2Pedro 1:4). Essa é a situação do cristão. Ele tem nova vida, nova disposição, novo poder, nova energia- é vida proveniente de Cristo e vida em Cristo" p. 55
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Sobre Romanos 8:9-11
Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele. E, se Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito vive por causa da justiça.E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita.
"Ter o Espírito de Cristo significa que o Espírito Santo está habitando em você, que você não está mais na carne, mas no Espírito, que você nasceu de novo, é um novo homem, uma nova criação. O teste final e supremo é a sua relação com o Filho de Deus, o Senhor Jesus Cristo- a sua relação com Ele, o seu conceito sobre Ele e a sua atitude para com Ele." p. 95
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Fonte: D. Martyn Lloyd-Jones Romanos: Os Filhos de Deus Exposição sobre Capítulo 8:5-17 Editora PES

quarta-feira, março 03, 2010

CAIO FÁBIO: Tentações

Quando se confia na Graça e no amor de Deus por nós, toda tentação perde seu poder; e se descansarmos na certeza de que Jesus já foi também tentado por nós, conhecendo cada uma de nossas fraquezas ou tendências, mais vicária e transferível, pela fé, será a vitória de Jesus em nosso favor. Se houver confiança e descanso, é claro!
Desse modo, descansando é que se vence a tentação, confiando na fidelidade e na imutabilidade do amor de Deus. Pois só assim recebemos o poder de resistir, ou de suportar a tentação; posto que desse ponto em diante as tentações deixam de ser "sobre-humanas", e se tornam apenas humanas; e, portanto, reduzidas ao nosso próprio nível, deixando de ser um poder irresistível.
(...)
O príncipe deste mundo se alimenta do que "ele tem em nós"!
Assim, como há muita cobiça e outras loucuras em todos nós...! o melhor a fazer é confiar Naquele em quem o tal "príncipe" nunca teve NADA: Jesus.
Parece coisa boba, mas não é!
Quem desejar, pratique; e verá como as tentações não suportam a confiança e o descanso na Graça; e isso em silêncio que nem ora contra... mas apenas ora em gratidão!
O grande problema é aprender isto como confiança, e não como "teoria". E mais: aprender a ser grato e natural com Deus mesmo em tais horas críticas. Quando a gente aprende isto, ela, a tentação, ao chegar... começa a perder o poder; posto que se alimenta de nossas importâncias; e sobretudo de nossa justiça-própria, de nossa necessidade de dar explicações a nós mesmos e aos céus; e, sobretudo, do medo de estar sendo tentado!

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Dallas Willard: Conspiração Divina


Convém que estejamos cientes de, grosso modo, cinco dimensões da nossa vida eterna no Reino no Meio de Nós. Essas dimensões se distribuem mais ou menos na seguinte seqüência:

1. Confiança e fé em Jesus, o "Filho do homem", aquele que foi ungido para nos salvar. As passagens bíblicas relevantes para essa dimensão são Jo 3:15; Rm 10:9-10; e ICo 12:3. Essa confiança é uma realidade, e é ela mesma uma verdadeira manifestação da vida "das alturas", não das capacidades humanas normais. É, como diz Hb 11:1, "a convicção de faros que se não vêem". Qualquer um que verdadeiramente possui essa confiança tem absoluta certeza de estar "lá dentro".

2. Mas essa confiança na pessoa de Jesus naturalmente leva ao desejo de ser seu aprendiz na vida do reino de Deus. Só mesmo um processo histórico contínuo eivado de confusões e falsas motivações poderia nos trazer a esta situação corrente, na qual se considera que a fé em Jesus implica naturalmente ser discípulo dele. A condição de aprendiz de Jesus significa viver no seu mundo, ou seja, colocar em prática os seus ensinamentos (Jo 8:31). E isso gradualmente integra toda a nossa existência no glorioso mundo da vida eterna. Tornamo-nos "verdadeiramente [...] livres" (Jo 8:36).

3. A abundância de vida que se alcança quando se é discípulo de Jesus, "permanecendo na sua palavra", naturalmente conduz à obediência. O ensinamento que recebemos e a experiência de vivê-lo nos leva a amar a Jesus e ao Pai com a plenitude do nosso ser: o coração, a alma, o entendimento e a força (corporal). E assim aprendemos a amar essa obediência a ele, mesmo quando não compreendemos ou até mesmo quando não "gostamos" do que ele exige. "Se me amais", disse Jesus, "guardareis os meus mandamentos" (Jo 14:15). E: "Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele" (v. 21). O amor de Jesus nos sustenta ao longo da prática da disciplina e do treinamento que possibilita a obediência. Sem esse amor, não persistimos no aprendizado.

4. A obediência, com a vida de disciplina que exige, conduz à completa transformação interior do coração e da alma. E, num processo circular, essa mesma transformação sustenta a obediência. A condição permanente do discípulo passa então a ser a de "amor, alegria, paz, longanimidade [paciência], benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio" (Gl 5:22-23; comparar com 2Pe 1:2-11). E é amor autêntico até o nosso âmago mais profundo. Essas virtudes são chamadas de "fruto do Espírito", pois não são conseqüências diretas do nosso esforço, mas nos são incutidas à medida que passamos a admirar e imitar a Jesus, fazendo todo o necessário para aprender a obedecer a ele.

5. Por fim, vem o poder para fazer as obras do reino. Uma das declarações mais chocantes de Jesus, também encontrada no "discurso de formatura", foi esta: "Aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço, e outras maiores fará" (Jo 14:12). É normal que nos sintamos assombrados e incapazes diante dessa afirmação. Mas tenhamos em mente que o mundo em que vivemos precisa desesperadamente que essas obras sejam feitas. Não seria somente por exibicionismo ou para impressionar a nós mesmos e os outros. Mas, francamente, mesmo uma "obra" modesta já é mais do que a vida da maioria das pessoas pode sustentar. Se uma só das nossas orações vier a ser atendida, com efeitos publicamente visíveis, isso já poderia bastar para atolar alguns de nós em semanas de pretensa superioridade espiritual. Grande poder exige grande caráter para que seja uma bênção, não uma maldição, e esse caráter é algo que precisamos adquirir gradualmente.

sábado, janeiro 23, 2010

Thomas Merton: A Vida


“A vida consiste em aprender a viver de maneira autônoma, espontânea e fluida: para isso é preciso reconhecer quem se é – estar familiarizado e à vontade consigo mesmo. Isso significa, basicamente, aprender quem somos e o que temos para oferecer ao mundo contemporâneo; depois, aprender como tornar essa oferta válida.”

Love and Living, de Thomas Merton Editado por Naomi Burton Stone e Patrick Hart, OCSO
(Harcourt, Inc., Orlando, Florida) 1979, p. 3No Brasil: Amor e Vida, (Martins Fontes Editora, São Paulo), 2.004, p. 3

sexta-feira, janeiro 01, 2010

Francis Schaeffer: Arte


"Todos nós estamos envolvidos diariamente com as obras de arte, mesmo que não sejamos artistas profissionais ou amadores . Nós lemos livros, ouvimos música, olhamos para os cartazes, admiramos arranjos florais. A arte, como estou usando a palavra, não inclui apenas a arte "elevada" - isto é, pintura, escultura, poesia, música clássica -, mas também as expressões mais populares - o romance, o teatro, o cinema e a música popular. Na verdade, há um sentido muito real de que a vida cristã deve ser a nossa maior obra de arte. Mesmo para o grande artista, a obra mais importante da arte é sua vida." (Francis Schaeffer, Arte e a Bíblia, 49)

domingo, dezembro 20, 2009

ED RENE KIVITZ: Vencendo a injustiça


"Não só o preguiçoso é tolo. Aquele que exagera na medida do esforço para ganhar dinheiro, também é tolo. O Eclesiastes diz que é tolice, algo como correr atrás do vento, obter dois punhados com esforço exagerado se é possível viver com tranquilidade tendo apenas um punhado" p. 74


Ed Rene Kivitz , Livro mais mal humorado da Bíblia

terça-feira, dezembro 15, 2009

C.S. Lewis: Cartas de um diabo a seu aprendiz


"É engraçado como os mortais sempre nos imaginam enfiando idéias em suas cabeças, quando, na verdade, somos peritos em deixar coisas de fora"
Carta 4








Uma vez que você o persuada a considerar o Mundo uma finalidade e a fé um meio, você quase terá vencido o seu homem, já que é muito difícil perceber a pequena diferença entre uma finalidade mundana e o que ele está perseguindo. Uma vez providenciado para que encontros, panfletos, políticas, movimentos, causas e cruzadas comecem a ter muito mais importância para ele do que as orações, ordenanças e a caridade, ele é nosso e quanto mais religioso (nestes termos) ele for, mais seguramente nosso ele se tornará. Eu poderia mostrar a você uma gaiola cheia desse tipo de almas aqui embaixo.

Carta 7



Daí decorre que praticamente todos os vícios tem suas raízes no Futuro. A Gratidão olha para o Passado e o amor enfoca o Presente; mas o medo, a avareza, a luxúria e a ambição sempre estão olhando para frente. Não pense na luxúria e sensualidade como exceções. Quando o prazer presente chega, o pecado (que é unicamente o que nos interessa) já havia acontecido. O prazer é apenas a parte do processo que detestamos, e se pudéssemos, certamente o excluiríamos do processo; ele é exatamente a parte proporcionada pelo Inimigo, e é sempre experimentado no Presente. O pecado que nós conseguimos produzir, encarou o futuro.
Carta 15


a busca por uma igreja que combine com ele faz do homem, um crítico, quando, na verdade, o Inimigo quer que ele seja apenas um aprendiz

carta 16


Primeiro, fazemos d´Ele (Jesus) um simples mestre, e depois escondemos a própria semelhança que existe entre Seus ensinamentos e aqueles de todos os outros grandes mestres morais. Pois não devemos permitir que os homens percebam que todos os grandes moralistas sã enviados pelo Inimigo - não para informar os homens, e sim para relembrá-los , para estabelecere aquelas obviedades morais primordiais, opondo-se ao contínuo obscurecimento que fazemos delas"

carta 23


sábado, agosto 08, 2009

Richard Foster: Dízimo


"O dízimo simplesmente não é um conceito radical o bastante para incorporar a indiferença por riquezas que marca a vida no Reino de Deus. Jesus Cristo é o Senhor de todos os nosso bens, não apenas de dez por cento. É possível obedecer a lei do dízimo sem lidar com o pecado da avareza, sentir que nosso pagamento mensal obedece à nova lei de Jesus e jamais cria raízes na cobiça e na ganância. É possível dar o dízimo e, ao mesmo tempo, oprimir os pobres e necessitados...

(p. 81)


"O aspecto mais traiçoeiro do ministério da contribuição é a falsa sensação de poder que ele proporciona....Uma importante sensação gerada pelo dinheiro é a de poder, temos nas mãos o futuro deste projeto ou daquela causa, e os outros sabem disso. Pior ainda, nós sabemos disso. O orgulho espiritual ergue sua horrenda cabeça no omento em que começamos a pensar que estamos no comando e acender os holofotes. O processo degenerativo continua até que vejamos nascer outro pseudo-salvador" p. 190

sexta-feira, dezembro 19, 2008

O Deus Pródigo


The prodigal God - Timothy J. Keller- Dutton, 2008.


Prod-i-gal : adjetive - 1. recklessly extravagant 2. having spent everything



A Parabola. Lucas 15 1-3 e 11-32


1Ora, chegavam-se a ele todos os publicanos e pecadores para o ouvir. E os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo: Este recebe pecadores, e come com eles. Então ele lhes propôs esta parábola:


11Disse-lhe mais: Certo homem tinha dois filhos. O mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me toca. Repartiu-lhes, pois, os seus haveres. Poucos dias depois, o filho mais moço ajuntando tudo, partiu para um país distante, e ali desperdiçou os seus bens, vivendo dissolutamente. E, havendo ele dissipado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a passar necessidades.
Então foi encontrar-se a um dos cidadãos daquele país, o qual o mandou para os seus campos a apascentar porcos. E desejava encher o estômago com as alfarrobas que os porcos comiam; e ninguém lhe dava nada. Caindo, porém, em si, disse: Quantos empregados de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome! Levantar-me-ei, irei ter com meu pai e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus empregados.
Levantou-se, pois, e foi para seu pai. Estando ele ainda longe, seu pai o viu, encheu-se de compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou. Disse-lhe o filho: Pai, pequei conta o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho.
Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, e vesti-lha, e ponde-lhe um anel no dedo e alparcas nos pés; trazei também o bezerro, cevado e matai-o; comamos, e regozijemo-nos, porque este meu filho estava morto, e reviveu; tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a regozijar-se.
Ora, o seu filho mais velho estava no campo; e quando voltava, ao aproximar-se de casa, ouviu a música e as danças; e chegando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo. Respondeu-lhe este: Chegou teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo. Mas ele se indignou e não queria entrar. Saiu então o pai e instava com ele.
Ele, porém, respondeu ao pai: Eis que há tantos anos te sirvo, e nunca transgredi um mandamento teu; contudo nunca me deste um cabrito para eu me regozijar com os meus amigos; vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou os teus bens com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado. Replicou-lhe o pai: Filho, tu sempre estás comigo, e tudo o que é meu é teu; era justo, porém, regozijarmo-nos e alegramo-nos, porque este teu irmão estava morto, e reviveu; tinha-se perdido, e foi achado.





UM - As pessoas em volta de Jesus

dOIS tIPOS DE pESSOAS

Havia dois tipos de pessoas ouvindo a parabola, os coletores de impostos e pecadores que correspondem ao filho mais novo, que não observam nem leis morais da Bíblia muito menos regras de pureza seguidas pelos judeus religiosos. Estavam envolvidos na vida selvagem, como o irmão mais novo, eles deixaram o lar, deixando as tradições morais de seus familiares e o respeito da sociedade. O segundo grupo de ouvintes eram os Fariseus e professores da lei, que estão representados na figura do irmão mais velho. Eles asseguram a tradição moral e religiosa.
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Por muito tempo, o texto foi usado apenas para mostrar como um pai livremente recebe de volta seu filho mais novo penitente, imaginamos os ouvintes de Jesus com lágrimas nos olhos comovidos com a parábola sobre o amor incondicional do pai, a historia não é sobre isto, fala muito mais sobre as pessoas religiosas que fazem tudo que Biblia manda, Jesus quer mostrar a eles sua cegueira, sua justiça-própria e como estas coisas estão destruindo as pessoas em volta deles.
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O proposito de Jesus não era lagrimas, mas balançar os paradigmas dos seus ouvintes, através da parabola Jesus aborda os conceitos de Deus, pecado e salvação. Sua historia revela a a destruição auto-centrada do irmão mais novo, como também condena o a vida moralista do irmão mais velho. Jesus está dizendo que ambos, irreligioso e religioso são caminhos de morte.
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É dificil de acreditar hoje, mas quando o cristianismo surgiu no mundo, ele não foi chamado de religião. Era uma não-religião. Imagine que os vizinhos dos primeiros cristãos perguntavam sobre a fé deles, como: Onde está seu templo?
Os cristãos responderiam que não tinham templos.
Mas e os sacerdotes? Onde vocês fazem os sacrificios?
Os cristãos responderiam que não havia mais sacrificios, e que Jesus em si mesmo era o templo acima de todos os templos, o sacerdote sobre todos sacerdotes, e o sacrificio acima de todos os sacrificios.
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Ninguém antes havia ouvido isto. Então, os romanos os chamaram de ateístas, porque a realidade espiritual do cristianismo era unica, não poderia ser classificada junto com as outras religiões.
DOIS - Os Dois Filhos Perdidos.
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A parabola seria melhor intitulada de A Parabola dos Dois Filhos Perdidos, o primeiro ato fala do mais novo perdido e o segundo, sobre o mais velho perdido.
O FILHO MAIS NOVO PERDIDO
O primeiro ato começa com um pedido chocante, o filho mais novo pede ao pai, sua parte na herança. Os ouvintes originais devem ter ficados chocados com este pedido. Naqueles dias quando um pai morria, o filho mais velho recebia o dobro da porção dos outros filhos, neste caso, com dois filhos, o mais velho recebe 2/3 e o mais novo 1/3.
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Contudo, a divisão da herança só ocorreria quando o pai morresse. O filho mais novo pede sua agora sua herança, num sinal de profundo desrespeito. Pedir isso enquanto o pai esta vivo é desejar que o pai morra. O filho mais novo estava dizendo, essencialmente, que quer as coisas do pai, mas não o pai. O seu relacionamento com pai tinha sido de desfrutar sua riqueza, e agora ele estava cheio do relacionamento. Ele queria dar o fora.
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A resposta do pai támbém foi surpreendente, jamais um pai do oriente medio naquele tempo faria isto, ele apenas expulsaria o filho todo arrebentado. Contudo, ele não faz isto, ele simplesmente "repartiu-lhes, pois, os seus haveres".
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Para entender o significado disto, nós devemos entender que a palavra grega aqui traduzida como haveres, foi bios . que significa vida. A riqueza do seu pai consistiria primeira na sua fazenda, e tomar um terço dela, seria ter que vender grande parte dela. No nosso mundo urbanizado, não entendemos a relação destas pessoas com sua terra. Perder uma parte de sua terra, era como perder uma parte de si mesmo e do sua posição na comunidade.
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Plano do irmão mais novo.
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Ele vai a um pais distante, e gasta tudo na sua vida fora de controle. Então, ele literalemente cai na lama com os porcos, ele volta a si e visualiza um plano. Primeiro, ele diz para si mesmo, que se ele retornar para a casa do seu pai e admitir que estava errado e pedir seu perdão. E depois , ele iria pedir para ser como um dos empregados do pai.
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Este é um pedido muito especifico, os escravos trabalhavam na propriedade e viviam ali. Contudo, os jornaleiros (empregados). Contudo, empregados havia varios que viviam nas vilas locais e ganhavam salario. Muitos comentadores acreditam que a estrategia do filho era algo assim: o filho mais novo desonrou a familia, e assim, toda a comunidade. Ele estava morto para eles, como o pai descreve. Os rabinos pensavam que quando voce violava os padrões de uma comunidade, desculpas nao eram suficientes- voce também deveria fazer uma restituição. O filho então, intendia dizer: Pai, eu sei que não tenho direito de voltar para casa, mas se for do seu agrado, me contrate como empregado, e assim ganharei um salario, entao poderei pagar de volta o meu debito. Este era seu plano.
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Contudo, quando chega a propriedade, seu pai sai correndo ao seu encontro, e não deixa que ele diz seu plano, manda vesti-lo com as melhores roupas.
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A melhor roupa da casa seria a propria roupa do pai, é um sinal inequivoco da restauração familiar. O pai estava dizendo que não iria esperar até que ele pagasse toda a conta, voce nao vai ter que merecer entrar de volta na familia, eu simplesmente estou te tomando de volta, eu estou cobrindo sua pobreza e nudez com as roupas do meu oficio e honra.
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Ele também ordena aos seus servos que preparem um banquete de celebração, com bezerro cevado. Naquela sociedade, a maioria das refeições não incluiam carne, por ser um prato muito caro. Ainda mais um bezerro cevado, ai a noticia correu toda a região, chegando ao irmão mais velho.
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O ato 1 deixa algumas lições:
O Deus de amor e perdão pode perdoar e restaurar qualquer e todo tipo de pecado, não importa quem voce seja ou o que voce tenha feito. o filho mais novo sabia que na casa do pai havia fartura, mas também descobriu que havia graça em fartura.
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Demonstra a prodigialidade da graça de Deus, mostra que o pai sai ao encontro do filho não porque apenas ele tinha a chance de limpa-lo e evidenciar a mudança de coração do filho, mas antes mesmo do filho dizer seu discurso de arrependimento. Nada, nem mesmo uma contrição, faz nos merecer o favor de Deus, o pai de amor e de aceitação é totalmente livre.
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Contudo a historia não termina aqui...
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O IRMÃO MAIS VELHO PERDIDO.
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Chegando, ficou lá fora. Permaneceu lá, num ato de publica reprovação ao comportamento do Pai. Ele força o pai a sair, e falar com ele.
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Por que ele está tão nervoso? Ele estava realmente bravo por causa do custo da festa, ele diz que nem um cabrito havia sido dado para ele, muito mais um bezerro cevado. O que ele disse foi:
"eu tenho trabalhado para caramba aqui para você, e mereço o que possuo. Meu irmão não fez nada para merecer qualquer coisa, de fato, ele mereceu somente sua expulsão, e ainda você gasta com ele, que justiça tem nisto? Eu tenho te servido direitinho, voce deveria ter me consultado antes de fazer qualquer coisa.
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A furia era tanta, que não houve um endereçamento respeitoso ao pai, como era comum naquela cultura, ainda mais em publico. Ha uma omissão proposital aí.
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Finalmente, como o pai responde ao insulto, Tim Keller translitera:
Meu filho, apesar de voce ter me insultado publicamente, eu ainda quero que voce entre na festa. Eu nao quero tirar nenhuma propriedade de voce. Eu quero que voce vença seu orgulho e venha festejar. A escolha é sua. Voce vem, ou não?
A resposta para esse convite emerge quando ele é tomado no capitulo 16 de Lucas.
TRÊS - Redefinindo Pecado

Dois modos de encontrar felicidade

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A conformidade moral e auto-descoberta. Cada uma age como uma lente para colorir como voce vê toda a vida, ou como um paradigma moldando seu entendimento sobre tudo. Cada uma é um caminho em busca de significância pessoal e valor, catalogando as doenças do mundo, e determinando o que é certo e errado.

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O irmão mais velho ilustra o caminho da conformidade moral. Os fariseus no tempo de Jesus acreditavam nisto, enquanto eles eram o povo escolhido de Deus, eles poderiam manter seu lugar na bênção divina e receber a salvação final através da estrita obediência. Há inumeras variações desta visão, mas todas elas acreditam que somente se consegue felicidade e o mundo vai bem se buscarmos uma vida de correção moral. Nos podemos cair algumas vezes, claro, mas então nos seremaos julgados pela disposição e intensidade de nossa reparação. Nesta visão, mesmo os fracassados podem ser mesurados.

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O irmão mais novo representa o caminho da auto-descoberta. Na cultura antiga patriarcal, alguns tomavam esta rota, mas aqui eles iam mais longe do que hoje. O paradigma sustenta que os individuos devem ser livres para perseguir seus proprios objetivos e auto-crescimento a despeito de costume ou convenções. Nesta visão, o mundo pode ser um lugar muito melhor se a tradição, preconceito, autoridade hierarquica, e outras barreiras para a liberdade pessoal forem enfraquecidas ou removidas.

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Nossa sociedade ocidental está dividida entre estes dois modelos que se você dificilmente descobrirá um outro caminho de vida. Se voce critica ou distancia-se de um, todos vão dizer que você assumiu o outro.

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É claro que há aqueles que conseguem por problemas de personalidade, viver os dois padrões: são externamente parecidos com irmãos mais velhos, mas vivem uma vida secreta de comportamento do irmão mais novos.

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Os dois filhos perdidos

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No ato 1, Jesus nos dá uma descrição de pecado que todos conhecem. O filho mais novo humilhou sua familia, e viveu uma vida de auto-indulgência e dissoluta. Ele está totalmente fora de controle, alienado do pai, que representa Deus na sociedade.

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No ato 2, o foco está no irmão mais velho, ele é um cara que corre para obedecer o pai, e, então, os mandamentos de Deus. Ele está sobre controle, é um homem disciplinado. Então, há dois filhos, um "mal" conforme os padrões convencionais, e um "bom". Entretanto, ambos estão alienados do pai.

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Jesus não deixa a historia acabar aí, simplesmente, com o amante de prostitutas entrando e o mais velho ficando de fora. Indo além, Ele explica a razão da não entrada:

O irmão mais velho nunca desobedeceu o pai.

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O irmão mais velho não está perdendo o amor do Pai apesar da sua bondade, mas por causa dela. Não foram seus pecados que criaram uma barreira entre ele e seu pai, mas o orgulho que ele tinha na sua perfomance moral. Não é seu andar errado, mas seu andar direitinho que o mantem distante de compartilhar o banquete do pai.

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No fundo, ambos são muito parecidos, buscam criar suas proprias decisões, e controlar sua riqueza por si sós. Ambos ressentem a autoridade do pai e querem caminhos de cair fora dela. Cada um deles procura uma posição em que poderão dizer ao pai o que ele deve fazer. Cada um, em outras palavras, rebelia- mas um sendo malvado e outro sendo bonzinho-. Ambos estão alienados do coração do pai, ambos são dois filhos perdidos.

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Nenhum dos filhos amava o pai em si mesmo. Ambos estão usando o pai para seu interesse proprio, isso significa rebelião contra Deus e alienação Dele seja por quebrar seus mandamentos ou seja por guarda-los diligentemente.

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Um profundo entendimento do Pecado.

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A definição que Jesus dá na parabola vai muito além do que quebrar as leis de Deus. Nós podemos evitar Jesus como salvador na guarda de todas as leis morais. Se nós fizemos assim, então temos direitos e então, Deus nos deve respostas às orações, e um bilhete pro céu quando morrer.

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Quase todo mundo define pecado como a quebra das leis. Jesus, entretanto, mostra-nos que aquele homem que não violou nenhum dos pecados da lista pode estar tão equivocado quanto o homem que violou a lista inteira. Por que? Porque pecado não é simplesmente quebrar as regras, mas se colocar a si mesmo no lugar de Deus como Salvador, Senhor e Juiz. Ha dois caminhos para fazer isto, um é quebrando as leis morais e o outro é guardando-as muito bem.

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Ambos errados, ambos amados.

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O Evangelho é uma verdade completamente distinta. O evangelho de Jesus não é religião ou irreligião, moralidade ou imoralidade, moralismo ou relativismo, conservadorismo ou liberalismo. Neste aspecto, ambos estão errados, ambos são amados, e chamados para reconhecer isto e mudar.

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Jesus disse que os humildes estão dentro, e os orgulhosos estão fora- Lc 18:14-.

QUATRO - REDEFININDO PERDIÇÃO.

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Jesus, as vezes, falava do pecado e da salvação na metaforas de ser achado e estar perdido. O capitulo 15 de Lucas contem 3 parabolas a respeito dos lideres religiosos. A primeira é sobre a ovelha perdida, a segunda sobre a mulher que perdeu uma de suas moedas. Em outro lugar, Jesus sumariza seu ministério como bucar e salvar quem estava perdido- Lucas 19.10.
Na parabola, ha duas formas de estar perdido.
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Irmãos mais velhos acreditam que se eles vivem uma vida boa, eles terão que alcançar uma vida boa, que Deus lhes deve isto enquanto eles lutam duramente para manter seus padrões de vida.
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O que acontece quando as coisas vão mal para um irmão mais velho? Se eles acham que estão a vida certinha, e tudo vai mal, eles ficar com raiva de Deus. Porque eles não merecem isto, depois de tanto trabalho para ser uma pessoa decente.
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A vida boa que eles vivem não para o deleite das coisas boas, mas é um calculo para controlar seu ambiente.
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Também vemos que eles possuem um forte senso da sua superioridade, ele aponta sempre como é muito mais bonzinho que o outro que vive com prostitutas. Sua linguagem corre para o desdém- "este seu filho"- ele não considera mais seu irmão como irmão.
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Os irmãos mais velhos baseiam sua imagens proprias em ser trabalhadores, moralistas, ou membros de algum grupo de elite, ou serem extremamente expertos ou sagazes. Isto inevitavelmente leva a sentirem superiores aos outros que não tem as mesmas qualidades. RAcismo e classiciscmo são apenas versões diferentes deste projeto de auto-salvação. Um caminho que ocasionalmente levará, em nivel pessoal, a julgamentos espirituais e a incapacidade de perdoar, pois não se pode perdoar se você se sente superior a tal pessoa.
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Escravidão e Vazio.
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Outro sinal de um irmão mais velho é a falta de gozo. Sua vida é apenas dever, não há alegria ou amor, não há recompensa apenas na felicidade de ser agradável ao seu pai.
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A obediência do irmão mais velho é escravidão, é uma pura complacência com a letra da lei.
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Irmãos mais velhos podem até fazer bem aos outros, mas não tenho em vista a alegria das coisas em si mesmas ou amor as pessoas ou o prazer de deus. Eles não alimentam o faminto ou vestem o pobre realmente, eles fazem isto por eles mesmos.
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Como também, irmãos mais velhos estão sob uma grande pressão para aparecer, até mesmo para eles mesmos.
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Outro sinal do irmão mais velho, é a falta de segurança no amor de Deus, ele diz que nunca houve festa para ele, não há dança ou festa em relacionamento com Deus como pai, enquanto ele tenta conquistar sua salvação controlando Deus através de seus atos, ele nunca estará seguro que realizou o suficiente.
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Porque eles acontecem? Toda vez algo dá errado na vida dele ou uma oração não é respondida, ele pensa que é porque alguma coisa não está certa em sua vida. Assim, as criticas dos outros não apenas o machuca, mas o estraçalha. Tudo isto porque o amor de Deus é tido como abstrato, e tem realmente um poder bem pequeno na vida dele, e assim, ele precisa da aprovação dos outros para ter qualquer valor. Aí, advém, uma culpa que nunca é resolvida. Quando ele realiza algo errado, sua consciência o atormenta, mesmo depois de arrepender-se.
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Contudo, o sintoma mais claro da falta de segurança é a seca vida de oração. Irmãos mais velhos podem ser diligentes na oração, mas não há ali nenhum maravilhamento, espanto, intimidade, ou deleite em seus papos com Deus.
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Quando mais profundo o amor no relacionamento, mais a conversa caminha para um nivel pessoal, e assim em afirmação e louvor. Os irmãos mais velhos pode ser disciplinados para observar os horarios regulares de oração, mas suas oração são sempre pedidos e uma recitação de necessidades, não há uma alegria ali. De fato, eles não tem oração particulares, a não ser que as coisas não estejam indo bem.
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Quem precisa saber disto?
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Os irmãos mais velhos do mundo precisam desesperadamente se verem neste espelho. jesus buscou primeiramente os farisesus com a parabola, mostrando a eles onde estavão e que precisavam mudar. Como dissemos , o irmão mais novo sabia que tava perdido, mas o mais velho não. Por isto, a perdidão dos irmãos mais velhos é tão perigosa. Eles não vão a Deus e imploram para serem curados da sua condição, eles não veem nada de errado com eles, isso pode ser fatal.
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cinco -O VERDADEIRO IRMÃO MAIS VELHO
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O que nós precisamos...
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Como podemos escapar dos dois caminhos perdidos?
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A primeira coisa que precisamos é do amor inicial de Deus, note que o pai vai ao encontro dos dois filhos e expressa amor por eles, a fim de traze-lo para ele.
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Se analisarmos bem, o apelo de Jesus para o irmão mais velho faz lembrar-nos que ali Jesus estava falando com um grupo de fariseus, estendendo seu amor por eles, clamando por eles, mesmo sabendo que eles iriam mata-lo logo em seguida.
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Nos nunca iremos encontrar a Deus, se Ele nao nos procurar antes. Mas, devemos lembrar que Ele possui maneiras diferentes de nos encontrar, algumas vezes, ele pula sobre nos dramaticamente como o pai sobre o irmão mais novo, outras vezes, ele argumenta tranquilamente e pacientemente como com o irmão mais velho.
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Nós também aprendemos que o arrependimento deve ser mais profundo que um simples lamento por pecados individuais. Quando o irmão mais novo volta, ele tem consigo uma longa lista de coisas erradas que ele fez, e pelas quais ele quer demonstrar remorso. Quando nos pensamos em arrependimento, nos pensamos, " se voce quer ficar certo com Deus, voce deve ter sua lista de pecados e dizer para Ele que sente muito sobre cada item".
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Arrependimento não é menos que isso, mas é muito mais que isso, porque o metodo da lista não é suficiente para caracterizar a situação do irmão mais velho. Ele está perdido, mesmo sem itens na lista, lembre-se que ele diz nunca desobedeceu o pai, e o pai não disse na parabola que ele estava mentindo.
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Quando um fariseu peca e se arrepende, ele procura punir a si mesmo, porque remorso e lamento é parte do seu projeto de auto-salvação, seu arrependimento nunca vai fundo o suficiente para chegar ao problema real.
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O ORGULHO em seus bons atos, mais do que o remorso por seus maus atos, é o que impede de participar da festa da salvação. O problema é o mdoo como ele usa a moral para colocar Deus e os outros em debito com ele, assim podendo controla-los para ter aquilo que deseja.
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Seu problema espiritual é sua sua insegurança radical que advem de baseiar sua auto image em conquistas e perfomances, entao ele tem que se levantar moralmente sempre colocando os utros para baixo e achando faltas.
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O problema dele são suas abominaveis boas obras.
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Precisamos aprender nos arrepender do pecado escondido por debaixo de todos os pecados e toda a nossa justiça- o percado de procurar ser o nosso proprio Salvador e Senhor. Nos deveos admitir que nos temos colocado nossa esperança e confiança em outras coisas além de Deus, e isto está presente nas coisas ruins e boas que fazemos, procuramos ficar por perto ou controlando Deus para continuar segurando essas coisas para a gente.
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Quando descobrimos isto, descobrimos o que signifca Evangelho e novo nascimento.
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De quem precisamos...
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Nas três parabolas do cap. 15 de Lucas, há coisas perdidas que no final sao encontradas- a ovelha, a moeda e o filho. Contudo, há uma diferença na ultima, ao contrário das duas primeiras, aqui ninguém vai atrás do que estava perdido, ninguém sai.
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Por muito tempo, leitores tem chegado a uma conclusão equivocada de que a restauração do irmão mais novo não envolveu nenhuma expiação, nenhum custo. Eles apontam que o filho mais novo quis fazer a reparação, mas o pai não o deixou, ele simplesmente o aceitou de volta de graça. Daí, eles concluem que amor e perdão devem sempre ser de graça e incondicional.
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Isto é muita simplificação. O perdão é de graça e incondicional para o que faz o mal, mas custa alguma coisa para quem da o perdão.
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O perdão do irmão mais novo não custou nada para ele, mas teve uma enorme despesa para o irmão mais velho. O pai não poderia reinstala-lo na familia a não ser sob os custos do irmão mais velho. Não há outro jeito.
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Mas, Jesus não coloca um verdadeiro irmão mais velho na historia. Deixa-nos desejando querer ter um, qual tipo seria. Não precisariamos apenas de um que vai para outro país em busca do seu irmão, mas temos um que veio do céu para terra em busca de nós. Um que não paga apenas uma quantidade finita de grana para nos reestabelecer, um que paga com o preço infinito de sua vida para nos levar a familia de Deus.
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Não como voltarmos a familia sem que haja algum irmão mais velho que pague o preço. E a verdade que nos temos um: que pagou na cruz sobre o custo de si mesmo, nossa divida, em nsso lugar.
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Jesus foi tirado de suas roupas e deixado nu e sem dignidade para que vos pudessemos ser vestidos com a dignidade e sermos colocados aonde não merecemos. Na cruz Jesus foi tratado como estranho para que nos pudessemos ser comprados para dentro da familia de Deus livremente pela graça. Nao havia outro meio do Pai celestial trazer-nos para ele, a não ser pelos custos do nosso verdadeiro irmão mais velho.
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Como esse amor opera dentr do nosso coração, para nos movermos da raiva e medo para amor, alegria e gratidão? Aqui esta como, precisamos ser movidos pela visão do que custou para sermos trazidos para casa. A diferença chave entre um fariseu e um crente em Jesus está nas motivações internas do coração.
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Aparentemente, as escolhas parecem estar em dois grupos: um seraia seguir os desejos do coração e outro reprimir os desejos e viver os deveres morais, mas o amor sacrificial de Jesus na cruz muda isto. Quando nos vemos a beleza do que ele fez por nos, isso atrai o nosso coração para ele. Nos entendemos o amor, a grandeza, a consolação, e a honra que tanto procuramos está nele. Também o medo é eliminado. Se o Senhor do universo ama nos o suficiente para experienciar tudo isso por nós, o que podemos temer?
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William Cowper escreveu:
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  • "To see the law by Christ fulfilled,
  • and hear his pardoning voice,
  • changes a slave into a child
  • and duty into a choice"
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Nos nunca deixaremos de ser irmãos mais novos ou mais velhos até que descobramos nossa necessaide, de descansar na fé, e olhar com maravilhamento para o trabalho do nosso irmão mais velho de verdade, Jesus Cristo.
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SEIS- REDEFININDO ESPERANÇA
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È importante lermos a historia não somente em termos individuais, mas sabendo que ele recontou na parabola a historia de toda a raça humana, e prometeu nada menos que esperança para todo mundo.
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Lar é um conceito de profunda influencia sobre a vida humana. Os sentimentos fortes que rondam em seu interior, revelam uma profunda ansiedade em nos por um lugar que podemos nos sentir encaixados, e quem sabe, poderemos lá, encontrar a nos mesmos.
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A memoria do lar pode provocar certos cheiros, sons e visões. Mas eles podem despertar aquela tragedia que eles nao nos completam. Muitas pessoas se sentem tristes com o Natal ou Ano Novo, eles preparam as festas achando que tudo vai finalmente se encaixar, que vai haver felicidade, conforto e amor, mas, no fim, sao esmagados com o peso das suas expectativas impossiveis.
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C. S. Lewis chamou de doença do lar espiritual, em seu Peso de Gloria, há trecho a respeito:
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  • Ao falar desse anelo por essa nossa pátria distante, que encontramos mesmo agora dentro de nós, sinto certa timidez. Estou quase cometendo uma indiscrição. Estou tentando escancarar o inconsolável segredo de cada um: o segredo que dói tanto que nos vingamos dele chamando-o de nostalgia, romantismo e adolescência; o segredo que nos invade com tanta doçura que, quando numa conversa íntima torna-se iminente a sua alusão, ficamos embaraçados e fingimos rir de nós mesmos; o segredo que não podemos ocultar e do qual não podemos falar, embora desejemos fazer ambas as coisas. Não podemos falar dele por tratar-se de um desejo por algo que na verdade nunca surgiu em nossa experiência. Não podemos escondê-lo porque a nossa experiência sugere-o constantemente, e traímo-nos como os apaixonados na alusão ao nome do seu amor. O recurso mais comum é chamá-lo beleza e dar o caso como que por encerrado. Wordsworth adotou o expediente de identificá-lo com certos momentos do seu passado. Mas tudo isso é muito falso! Se Wordsworth tivesse voltado àqueles momentos passados, não teria encontrado a coisa em si, apenas o lembrete dela; aquilo de que se lembrava seria em si uma lembrança. Os livros ou a música em que nos parecia morar a beleza vão trair-nos se neles confiarmos; ela não estava neles, apenas nos vinha por intermédio deles, e o que nos vinha era uma grande saudade. Tudo isso — a beleza, a memória do nosso passado — são belas imagens do que realmente desejamos. Mas quando confundidos com a coisa em si, transformam-se em ídolos mudos e despedaçam o coração de quem os adora. Porque eles não são a coisa propriamente dita; são apenas o aroma de uma flor que não encontramos, o eco de uma melodia que não ouvimos, notícias de um país que nunca visitamos. Você pensa que estou tentando elaborar uma fórmula mágica? Talvez. Mas lembre-se dos contos de fadas. A magia tanto serve para encantar como para quebrar encantamentos. E você e eu precisamos da mais poderosa das magias que se possa encontrar, para livrar-nos do encantamento maligno do mundanismo sob o qual vivemos há quase cem anos. Quase toda a educação procura silenciar essa voz tímida e persistente dentro de nós: quase todas as filosofias dos nossos tempos foram elaboradas para convencer-nos de que o bem do homem encontra-se nesta terra. Contudo, é curioso como certas filosofias de progresso ou evolução criativa acabem por atestar, relutantemente, que o nosso verdadeiro alvo esteja em outro lugar. Note a maneira como pretendem convencê-lo de que a terra é seu lar. Começam tentando persuadi-lo de que a terra pode transformar-se em céu, driblando assim a nossa sensação de exílio. Depois dizem que esse feliz acontecimento situa-se num futuro ainda muito distante, driblando assim o nosso conhecimento de que nossa pátria não está presente, aqui e agora. Finalmente, para que o nosso anseio por alguma coisa transtemporal não nos acorde, estragando tudo, valem-se da retórica à disposição, para conservar bem distante da nossa mente o pensamento de que, ainda que a felicidade que nos prometem pudesse ser uma realidade na terra, cada geração, inclusive a última de todas, a perderia na morte, e toda sua história seria nada, deixaria até de ser história, para todo o sempre
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Nos todos somos exilados, sempre esperando por um lar. Nos estamos sempre em viagem, nunca chegando. As casas e familias que atualmente moramos são apenas hoteis durante o caminho, mas elas não são o lar. O lar continua a evadir-se de nós.
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O jardim do Eden foi o lugar moldado para ser o nosso lar: não havia lá doença, decadência e falta de amor. Tudo porque havia a presença de Deus. Lá era o nosso lar original, o verdadeiro lugar para qual fomos criados.
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Contudo, a parabola de Jesus ensina que quando estamos no lar devemos viver sob a autoridade do pai, quando nos alienamos desta. Foi isto que aconteceu no Eden, por isso, perdemos o nosso lar.
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A Biblia diz que ficamos exilados espirituais desde então. Isto é, vivemos num mundo que não encontramos algo que possa ser encaixado aos nossos mais profundos desejos, ficamos sujeitos a doenças, idade e morte. Todas as nossas relações estão sujeitadas ao tempo, elas se esfarelam em nossas mãos.
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A dificuldade do retorno
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A Biblia mostra que ha muitas barreiras quando resolvemos voltar para o lar.
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Durante o exilio babilonico, os profetas de israel predizeram um grande retorno e uma volta atraves da graça de Deus. Eventualmente o povo de Israel tinha permissão para deixar Babilonia e retorna para sua terra natal. Somenete uma minoria dos judeus voltou para a Palestina, e continuaram lá sob o dominio da Persia. Então uma potencia mundial depois da outra os dominaram, Grecia, Siria e finalmente Roma.
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Pôrque sempre ha uma falha nos retornos para o lar? Por causa da condição humana da queda, que sempre mirra no egoismo, orgulho e pecado. Somos oprimidos por conflitos que acontecem dentr do nosso coração. Precisamos de uma mudança radical na nossa propria natureza.
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A segunda razão é separação externa, de acordo com a Biblia nos vivemos num mundo decaido. a ordem natural esta quebrada. Nos não fomos feitos para viver num mundo assim, onde as consequencias são morte e decadência, incluindo a de nós mesmos. O mundo que hoje existe não foi planejado para nós.
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Durante o tempo de Jesus, apesar do retorno de Babilonia, muitos consideravam que ainda estavam no exilio. Injustiça e opressão, perda e aflição ainda dominavam a vida nacional. O retorno final ao lar ainda nao havia chegado. Muitos começaram a orar a Deus por isto, mas conceberam como se fosse algo nacional, uma libertação politica de Israel. Que aconteceria atraves do Messias, o rei que iria redimir a Israel, gostariam de uma grande figura militar e de força politica. Ele iria vir ao seu povo, que o reconheceria e receberia a ele, e os levaria a uma vitoria.
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Quando Jesus apareceu, e declarou que ele estava trazendo o reino de Deus - Mc 1:15- . A multidão de pessoas começaram amontoar-se ao redor dele e ouvir, mas nada do que ele estava dizendo se encaixava nas expectativas dela.
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Ele permaneceu sempre fora da redes de poder politico e economico da epoca (ver Mateus 8:20). Ao final de sua vida, foi crucificado fora da cidade, como um sibolo de rejeição da comunidade, de exilio. E como ele disse= Meu deus, Meu Deus, porque me abandonastes? - Mt 27.46- um tremendo lamento de desamparo.
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Jesus não tirou uma nação da opressão politica, ele nos salvou do pecado, do mal, da morte em si mesma. Ele veio para trazer a raça humana um lar. Contudo, ele não veio em força, mas em fraqueza. Ele veio para experimentar o exilio que nós merecemos. Ele foi tirado da presença do Pai. Ele tomou sobre si toda a maldição da rebelião humana, a falta de lar cosmica, por isto, nos podemos ser bem vindos em nosso verdadeiro lar.
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A Festa no Fim da História.
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Por ter pago nossas penalidades, Jesus encontrou a vitoria sobre as forças da morte, da decandencia, e da desordem que afasta o mundo de ser o nosso lar. Contudo, um dia vamos voltar para fazer esta vitoria completa. Conforme Isaías 35:
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Ao final da historia, haverá um banquete, o banquete nupcial do Cordeiro - Ap. 19-. A festa acontecerá em Nova Jerusalem, a cidade de Deus que vira do Ceu e encherá a terra- Ap. 21 e 22-. A presença de Deus será tanta, que a arvore da vida agora podera curar as nações - Ap. 22:2-. Ao final da historia, toda a terra será o jardim de Deus outra vez. A morte, decadencia e sofrimento acabarão. AS nações não estarão mais em guerra.
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Jesus irá fazer o mundo nosso perfeito lar de novo. Nos nao viveremos mais a leste do Edem, sempre caminhando e nunca chegando. Nos chegaremos, e o pai vai nos encontrar e nos abraçar, e seremos conduzidos para o banquete.
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sete- O BANQUETE DO PAI
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sE nós acreditamos no Evangelho, descansamos na obra de Jesus, e recebemos uma nova identidade e relacionamento com Deus, o que nos resta então? Como vamos viver nossa vida transformada?
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As refeições são deixadas como modelos para vivermos a nossa vida, dela tiramos 4 lições sobre como devemos viver as nossas vidas a partir da mudança de vida que Jesus fez.
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1. Salvação é experiencial
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Um banquete é um lugar onde nossos apetites e sentidos- visão, olfato, audição e paladar- sao completados. Em João 2, nos vemos que Jesus estava num casamento e o vinho acabou muito cedo. Os noivos e o mestre de cerimonias estava sobre o perigo de uma humilhação social. Entrentanto, em seu primeiro milagre, JEsus transformou talhas de agua em vinho. Maravilhosamente, João chama o milagre de um sinal, um simbolo do que se trataria o ministerio de Jesus. Por que este seria seu ato inaugural? Por que Jesus converteu a agua em vinho para que a festa continuasse?
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A resposta é porque ele é o real Mestre do Banquete, o Senhor do Banquete. Como nós ja vimos, ele tomou sobre si a penalidade do nosso pecado, em nosso lugar. Teologos cristãos tem falado sobre os aspectos legais da salvação de Jesus. Jesus assegura o veredito de não culpado para nós. Contudo, a salvação não é apenas legal e objetiva, ela também é subjetiva e experiencial. A biblia insiste no uso de uma linguagem sensorial quando fala da salvação. Ela nos chama para provar e ver que o Senhor é bom, nao apenas para acreditar e concordar com isto. Em seu famoso sermão, "Uma divina e sobrenatural luz", Jonathan Edwards diz:
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  • Aqui está uma diferença entre acreditar que Deus é santo e gracioso, e ter um novo sentido no coração do amor e da beleza desta santidade e graça. A diferença entre acreditar que Deus é gracioso e saborear que Deus é gracioso é como a diferença entre ter uma fé racional que o mel é doce e ter um sensação atual da doçura".
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2. Salvação é material
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Uma refeição é uma experiencia fisica. Jesus deixou uma refeição, a Ceia do SEnhor, para ser lembrado por ela, e a meta final da historia é também uma refeição, a boda do Cordeiro.
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O livro de Genesis nos conta que quando Deus criou este mundo ele olhou sobre a criação material e disse que ela era boa. Ele amou e cuido deste mundo material. O fato da ressureição de Jesue e a promessa de novas terras e ceus mostram claramente que ele se importa com isto. O mundo não é um simples teatro para as narrativas de conversões individuais, para ser descartado no fim e todo mundo vai pro céu. Não, o ultimo proposito de Jesus náo é somente a salvação individual e o perdão dos pecados, mas também uma renovação deste mundo, o fim da doença, pobreza, injustiça, violencia, sofrimento e morte. O climax da historia da não é uma desencarnação, mas um banquete.
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Platão dizia que o mundo material não é importante, importante é o espiritual. Contudo, Jesus não foi salvo so em seu espirito, mas ressuscitou num corpo. Deus fez ambos, corpo e alma, e vai redimir ambos. Tudo no ministerio de Jesus aponta para este fato. Jesus nao somente pregou a Palavra, mas tambem curou doentes, alimentou famintos, e cuidou das necessidades do pobre.
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Em Mateus 25, Jesus descreve o dia do julgamento. Muitos estarão diante dele e dirão Senhor, mas Jesus dirá que eles nao serviram aos que tinham necessidade e por isto não os conhece.- Mateus 25:34-40-. Não há contradição entre isto e a parabola do Filho Prodigo. Ele nao diz que agentes sociais estarão no céu. Mais que isto, ele diz que um sinal inevitavel de que voce sabe que é um pecador salvo pela graça, é uma consciencia msocial e uma vida cheia de atos em favor de servir aos pobres. Irmaos mais novos sao muito egoistas e irmaos mais velhos sao muito cheio de justiça propria para se importa em servir aos pobres.
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Cristianismo é talvez a fé mais materialista que existe., Jesus e seus milagres nao sao violações da ordem natural, mas restauração. Deus nao criou um mundo com cegueira, lepra e fome. Os milagres de Jesus apontam que algum dia estas corrupções serão abolidas. Entretanto, os cristãos podem desde já, construir e apontar para mundo.
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3. Salvação é individual
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O alimento gera crescimento através da nutrição. A ceia do SEnhor, repreesnta o crescimento que está acontecendo na graça de Deus. Para sobreviver e crescer, individuos tem que comer e beber regularmente. Isto é o que devemos fazer com o Evangelho da graça de Deus, nos devemos pessoalmente nos apropriarmos dele.
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Religião opera no principio de "eu obedeço, logo eu sou aceito por Deus". O principio basica de operação do evangelho é " eu sou aceito por DEus atraves da obra de Jesus Cristo, então eu obedeço". Como ja vimso, acreditar no evangelho é como a pessoa primeiro cria sua conexão com Deus e uma nova identidade.
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Martinho Lutero teve um insight brilhante, ele dizia que religião era como um modo de proceder proprio-automatico do coração humano, depois que voce se converte ao evangelho, seu coração vai tentar reaver os principios da religião, a menos que você deliberadamente converta-o sempre para o modo do evangelho.
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Nos habitualmente e institivamente olhamos para outras coisas além de Deus e sua graça para nossa justificação, esperança, significância e segurança. Nos acreditamos no evangelho num ponto, mas nos niveis mais profundos, não. Nõs precisamos nos alimentar do evangelho, faze-lo parte de nos mesmos.
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Como isso acontece?
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Isso funciona de muitos modo, se voce deseja ser mais generoso com seu dinheiro, isso nao vai acontecer simplesmente pressionando sua vontade. Ao invés, voce deve refletir sobre as coisas que o fazem não ser uma pessoa doadora. Para muito de nós, ter muito dinheiro é caminho apra ter a aprovação e respeito dos outros, e um jeito de sentir-se no controle da vida. Dinheiro nao se torna apenas uma coisa, mas uma coisa que nosso coração coloca esperança e confiança sobre. Olhe como São Paulo lida com a questão, ele não pressiona ninguem a doar, ele relembra o evangelho- 2Co 8.9
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O evangelho nao é apenas um ABC da vida cristã, ele é o A a Z. /Nossos problemas surgem muito porque nao retornamos ao evangelho para trabalhar e viver a vida. Por isto, Lutero dizia que a verdade do Evangelho é o principal artigo de toda doutrina cristã....A coisa mais necessaria é nos sabermos esta verdade muito bem, ensina-la aos outros, e bater ela para dentro das cabeças deles o tempo todo".
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Martinho Lutero dizia que nos somos salvos pela graça sozinha, e nao por nossas obras, mas a fé não fica sozinha". Nada do que fazemos pode merecer o favor e graça de Deus, nos podemos apenas acreditar que Deus nos deu isso em Jesus Cristo e receber pela fé. Mas se nos verdadeiramente acreditamos e confiamos que este que sacrificialmente nos serviu, então isso nos transforma em pessoas que sacrificialmente serve a Deus e aos nossos proximos. Se nós dizemos eu acredito em Jesus mas isso nao afeta nosso modo de vida, a resposta não estará que falta trabalhar mais ou que precisamos de mais fé, a resposta é que não entendemos o que o evangelho fala.
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4. Salvação é Comunitária
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Banquete é comunitario por natureza. Nenhuma reunião, casamento, encontro é completo sem uma refeição.
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Não podemos nossa vida cristã sem cristãos ao nosso lado.
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C.S. Lewis em seu livro Quatro Amore diz sobre a Amizade:
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  • Em cada um de meus amigos existe algo que somente um outro amigo pode trazer plenamente à tona. Por mim mesmo não sou grande o bastante para fazer com que o homem total entre em atividade. Quero outras luzes além da minha para mostrar todas as suas facetas. Agora que Carlos morreu, jamais verei de novo a reação de Ronaldo a uma brincadeira especial de Carolina. Longe de ter mais de Ronaldo, de tê-lo “ para mim mesmo ” agora que Carlos se ausentou, tenho menos de Ronaldo. Assim sendo, a verdadeira Amizade é o menos ciumento dos amores. Dois amigos ficam contentes quando chega um terceiro e três quando o quarto se reúne a eles, basta que o recém-chegado tenha as necessárias qualificações para tornar- se um verdadeiro amigo. Eles podem dizer, como as almas abençoadas dizem em Dante: “Está chegando alguém que vai ampliar o nosso amor ”. Pois neste tipo de amor “dividir não é remover”. A escassez de almas afins (para não mencionar as considerações práticas sobre o tamanho dos aposentos e a audibilidade das vozes) naturalmente estabelece limites para a ampliação do circulo; mas dentro desses limites possuímos cada amigo mais e não menos, à medida que aumenta o número daqueles com quem o partilhamos. A Amizade manifesta nisto uma gloriosa “proximidade por semelhança” ao próprio céu onde a multidão dos benditos (que homem algum pode contar) aumenta a fruição que cada um tem de Deus. Pois cada alma, vendo-o à sua maneira, sem dúvida comunica a todos os restantes essa visão singular.
    Essa a razão, conforme um velho autor, por que os serafins na visão de Isaías clamam: “Santo, Santo, Santo” uns para os outros ( Isaías 6: 3). Quanto mais então dividirmos o Pão Celestial entre nós, tanto mais teremos..
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Jesus nos diz que o caminho sensual do irmão mais novo e o caminho etico do irmão mais velho são caminhos de morte. Ele também nos mostra que há um outro caminho: através dele. E para entrar neste e ter a vida baseada em sua salvação trará finalmente para a ultima festa e banquete quando chegar o fim da historia. Nos podemos provar hoje parte deste banquete: na oração, no serviço para os outros, em mudanças dentro da nossa natureza interna através do evangelho, e através de uma relação curadora que Cristo nos da agora. Contudo, isto é apenas um aperitivo do que virá.

"O SENHOR dos Exércitos dará neste monte a todos os povos um banquete de coisas gordurosas, uma festa com vinhos velhos, pratos gordurosos com tutanos e vinhos velhos bem clarificados. destruirá neste monte a coberta que envolve todos os povos e o véu que está posto sobre todas as nações. Tragará a morte para sempre, e, assim, enxugará o SENHOR Deus as lágrimas de todos os rostos, e tirará de toda a terra o opróbrio do seu povo, porque o SENHOR falou.
"
Isaias 25:6-8