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domingo, novembro 21, 2010

Brian D. McLaren: A igreja do outro lado

"A igreja, eles afirmam, é, por natureza, uma comunidade missional,- uma comunidade que existe por, em e para missões. A comunidade, no entanto, não é meramente utilitária, uma ferramenta para missões Não, a missão em si leva à criação de uma comunidade autêntica - também conhecida como Reino de Deus-, no Espírito de Jesus Cristo" p.60

domingo, agosto 29, 2010

Jim Belcher: Deep Church – um resumo cheio de pitacos.

Acabei de ler o livro Deep Church, do Jim Belcher, o livro foi escrito por um pastor que cresceu dentro do movimento emergente e busca criar uma terceira via possível entre os emergentes e os tradicionais. Concordo com a crítica de Kevin DeYoung, a terceira via parece mais uma igreja tradicional contextualizada, tal como a do mentor de Belcher- a Redeemer de Tim Keller.

O livro parte da definição da igreja emergente, e para Belcher o melhor jeito de fazer isto é definindo sobre o que o movimento se colocou contra. As coisas que estão protestando e suas razões. Neste sentido, a missão do movimento emergente parece ter sido desconstruir primeiro, e depois, reconstruir. Dentro da literatura emergente, há várias citações sobre desconstruir, mudança total, recalibração e dismantelar.

Os pontos a serem desconstruídos:

1. o cativeiro ao racionalismo iluminista.

2. a visão estreita da salvação

“o protesto emergente argumenta que a igreja tradicional tem focado muita atenção em como um indivíduo se torna salvo e não o suficiente em como ele ou ela vive como um cristão (…) A igreja está muito dependente na forma da salvação que está nas epístolas e não tem prestado muito atenção no ensino de Jesus sobre o Reino de Deus nos Evangelhos. Os criticos dizem que as boas novas são mais do que perdão dos pecados e um bilhete para o céu, é a aparição do reino de Deus” (loc. 397)

“De acordo com Dan Kimball, o termo a igreja emergente simplesmente significa igreja que estão focadas na missão de Jesus e pensando sobre o Reino dentro de nossa cultura emergente” (loc. 404)

3. crer antes de pertencer.

“a igreja emergente é critica a visão tradicional da igreja que a pessoa deve acreditar na teologia correta antes de ser bem vinda na igreja” (loc. 407)

4. adoração descontextualizada.

“outro protesto comum dos escritores emergentes é que a adoração na igreja tradicional não comunica mais com a cultura ao redor dela” (loc. 410)

5. pregação ineficaz

6. eclesiologia fraca.

7. tribalismo

(continua)

terça-feira, agosto 24, 2010

Kevin DeYoung Ted Kluck – Amamos a igreja

Outro livro que estou lendo nesta temporada de eclesiologia é o POR QUE AMAMOS A IGREJA publicado pela Mundo Cristão.

 

Gostei do livro pela franqueza que já estou vendo logo de cara, conheci DeYoung através da resenha do livro de Jim Belcher…então, continuo puxando os fios quem sabe eu teço algum conhecimento someday.

 

Eles tem um site oficial do livro http://www.welovethechurch.com/

domingo, agosto 22, 2010

RELEVANT Magazine - The End of the Emergent Movement?

RELEVANT Magazine - The End of the Emergent Movement?: "However, Kimball feels the discussion has shifted to a more insular examination of theology rather than emergent’s original missional focus. “After a while, some within it began focusing more on theology and even some core issues of theology—which is needed as theology is very important,” Kimball says. “But the whole central focus of evangelism to emerging generations was lost, in my opinion.”"

Seria o fim do movimento emergente. A busca agora por definições teologicas, ao invés, do aprofundamento em missões, parece mudar as intenções e propósitos da igreja emergente.

quarta-feira, julho 29, 2009

FRANK VIOLA e LEN SWEET : A Jesus Manifesto








Os cristãos fizeram do evangelho tantas coisas... tantas coisas além de Cristo. Jesus Cristo é o ponto gravitacional que une todas as coisas e dá a elas significado, realidade e sentido. Sem ele, todas as coisas perdem seu valor. Sem ele, todas as coisas são nada, nada além de pedaços deslocados flutuando ao redor do espaço. É até possível considerar uma verdade espiritual, valor, virtude ou dom, ainda que se esqueça a Cristo... que é a personificação e encarnação de toda verdade espiritual, valor, virtudes ou dons. Busque uma verdade, um valor, virtude ou um dom espiritual em si mesmo, e você vai encontrar algo morto.


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O que é o cristianismo? É Cristo. Nada mais. Nada menos. O cristianismo não é uma ideologia. O cristianismo não é uma filosofia . O cristianismo é a "boa notícia", onde a beleza, verdade e bondade são encontrados em uma pessoa. A comunidade bíblica é fundada e encontrada na ligação a esta pessoa. A conversão é mais do que uma mudança de rumo, é uma mudança na conexão.. Jesus utiliza uma antiga palavra hebraica shubh, ou o seu equivalente aramaico, a chamada para" arrependimento "não implica uma visão de Deus distância, mas entrar em um relacionamento em que Deus é o comando central da ligação humana.


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O centro e circunferência da vida cristã não é senão a pessoa de Cristo.O centro e circunferência da vida cristã não é senão a pessoa de Cristo.Conhecer Cristo é a vida eterna.E sabendo-o profundamente, profundamente, e, na realidade, bem como vivenciar seu inescrutável riqueza, é o principal exercício de nossas vidas, como foi durante os primeiros cristãos. Deus não é tanto sobre a fixação de que as coisas têm corrido mal em nossas vidas como encontrar-nos no nosso desespero e dando-nos Cristo.


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Ser um seguidor de Jesus não envolve tanta imitação tanto quanto envolve implantação e imparcialização. Encarnação – a noção de que Deus conecta a nós na forma de um nenê e no toque humano – é a doutrina mais chocante da religião Cristã. A encarnação tanto aconteceu de uma vez por todas quanto o está em andamento agora, assim que Ele “que foi e que há de vir” agora é e vive sua vida ressurreta em nós e através de nós. Encarnação não se aplica somente a Jesus; se aplica a cada um de nós. Lógico, não da mesma forma sacramental. Mas próximo. A nós foi dado o Espírito de Deus que faz Cristo real em nossas vidas. Nós formos feitos, como Pedro colocou, “participantes da natureza divina”. Como, então, diante de uma tão grande verdade, podemos pedir por brinquedos e doces? Como podemos nos perder por dons tão inferiores e clamar por coisas tão religiosas e espirituais? Nós fomos tocados do alto pelo fogo do Todo Poderoso com fogo divino. A vida que venceu a morte – a vida ressurreta do Filho de Deus. Como não podemos ser atingidos também?


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Cristãos não seguem um livro. Cristãos seguem uma pessoa, e esta biblioteca de livros divinamente inspirada que chamamos "A Bíblia Sagrada" é a melhor ferramenta a nos ajudar a seguir essa pessoa. . A palavra escrita é um mapa que nos leva a a Palavra Viva. Ou como o próprio Jesus disse, "Toda Escritura testifica de mim." A Bíblia não é o destino, é uma bússola que aponta para Cristo.


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A Bíblia não oferece um plano ou um projecto de vida. . A "boa notícia" não foi um novo conjunto de leis, ou um novo conjunto de injunções éticas, ou um novo e melhor plano. A "boa notícia" foi a história de uma vida da pessoa, o que se reflectiu no Credo dos Apostolos. O mistério da fé proclama esta narrativa: "Cristo já morreu, Cristo passou, Cristo virá novamente." O significado do Cristianismo não provém de fidelidade à doutrina teológica complexo, mas um amor apaixonado por uma maneira de viver no mundo que gira em torno de seguir Jesus, que ensinou que o amor é o que faz da vida um sucesso. . . . . Não riqueza ou de saúde ou qualquer outra coisa: mas o amor. . E Deus é amor.


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A vida cristã, então, não é uma busca individual. É uma jornada coletiva. Conhecer Cristo e fazê-lo conhecido não é um projeto individual. Aqueles que insistem em um vôo solo de vida será trazido à terra através de uma terrível queda. Pois Cristo e sua igreja são intimamente unidos e conectados. O que Deus uniu, que nenhuma pessoa separe. Nós fomos criados para vida com Deus; nossa única felicidade é encontrada na vida com Deus. E o próprio prazer de Deus e deleite é encontrado dessa mesma forma.

domingo, junho 28, 2009

LEONARD SWEET: A igreja na cultura emergente

SWEET, Leonard (editor) A igreja na Cultura Emergente: cinco pontos de vista Trad. Robinson Malkones São Paulo:Editora Vida, 2009.
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A VIDA DEPOIS DO PÓS-MODERNISMO POR ANDY CROUCH.


A eucaristia cristã, porém, coloca esse sistema de cabeça para baixo. O que oferecemos à mesa é a comida e a bebida mais simples que os seres humanos foram capazes de criar. (Em nossa cultura, o vinho é muitas vezes associado com o luxo, mas nos dias de Jesus era universal- e provavelmente não tão saboroso, pois a fermentação era tanto natural quanto necessária para evitar que liquido azedasse). Não nos sentamos à mesa para desfrutar de uma refeição sofisticada com todos os acessórios - Paulo repreendeu alguns membros da igreja em Corinto que pensavam que era uma boa idéia- não comemos o suficiente nem para nutrir nosso corpo. O pão e o calice da comunhão estão o mais longe possivel de um McLanche feliz. E mesmo assim, cresmos que o estamos comendo é o pão da vida e o que estamos bebendo é fruto da videira verdadeira. Se realmente experimentamos e vemos que o Senhor é bom, como nos levantamos da mesa da ceia e retornamos para uma vida de consumo frenético?
A eucaristia é o momento em que a igreja pratica o pós-consumismo. A mesa da ceia nivela todos com recursos economicos diversos- pobre e rico recebem a mesma porção. Ela faz desaparecer o nosso paladar cuidadosamente cultivado- não há cardápio, nem uma lista de opções, não há uma hierarquia de produtos do tipo bom, melhor, o melhor de todos! Em muitas igrejas que levam a ceia do Senhor muito a sério, não se diz propriamente tomar a ceia- a hostia é colocada em nossa língua. Participamos de um banquete, sem dinheiro e sem custo - Is 55.1- . A medida que as promessas da ceia se tornam mais reais para nós, vemos as promesssas do consumismo cada vez mais como nulidades sem substâncias, o que realmente são. p. 75,76
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"Os sacramentos - e a liturgia que os cerca em muitas tradições- oferecem-nos uma chance de nos desintoxicar do clamor por novidade da pós modernidade, eles são uma declaração espantosamente subversiva, quer para a modernidade, quer para a pos-modernidade, de que tudo o que importa no mundo, na realidade, já ocorreu" p. 79
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DEBAIXO DA ABÓBODA CELESTIAL DE ESTRELAS POR FREDERICA MATHEWES-GREEN.
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"Como devemos ler a Bíblia:" Reveja o contexto e os ouvintes originais. Aquela comunidade emergente ouviu e viu essa vida e foi exortada e transformada por ela em primeira mão. Quando eles escutavam e discutiam os eventos que se tornariam as Escrituras, tinham uma simples vantagem sobre nõs e uma vantagem mundana: as histórias eram contadas em seu idioma nativo. Enfurecemo-nos em grande confusão sobre ajustes finos de tradução, mas eles não preciram de tradução, eles escutaram as histórias no mesmo grego que usavam em casa e no mercado. Coisass que nos embaraçam eram claras para eles. SAbiam como pesar e valorizar as coisas que nos confundem, dois mil anos e metade do mundo de distância" p. 143
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Se Deus pretendia nos perdoar, por que foi necessário que Jesus viesse e morresse?
Porque a Queda e nossa permanente cumplicidade com o pecado haviam produzido um dano fundamental na natureza humana. embora não nascemos carregando a culpa de Adão, smos tão propensos que inevitavelmente iremos cair em pecado, obtendo assim a nossa própria escravidão da morte. Essa tendência é algo que compartilhamos, e que flui entre todos os humanos.
Como a encarnação lida com esse problema?
Imagine a natureza humana como uma realidade coletiva em vez de algo que os indivíduos possuem em pequenos pedaços. Quando Jesus se tornou humano, ele representou , ou personificou, todos nõs, todos que já viveram ou que viverão. Isso foi o que ele carregou até o Hades e retornou, isso foi o que ele ressuscitou dos mortos. Isso significa que todo ser humano que já viveu ou que irá viver, irá viver pela eternidade" p. 154
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Há dois problemas com as frases de Frederica, ela participa da crença ortodoxa que não houve a expiação substitutiva, que a encarnação é "todo o drama, do início ao fim, é que nos salva, e não apenas as três horas daquela sexta-feira" (p. 183)- não houve pagamento com o sangue de Cristo.
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Sua visão de inferno também é confusa- "não há nenhum canto separado na vida após a morte onde os demonios terão permissão para torturar humanos para sempre porque isso seria uma recompensa para o maligno. Ele não será recompensado, mas derrotado. Deus é amor, e não há trevas nele. Todos nõs viveremos para sempre na luz do amor de Deus" ..."aqueles que não aceitaram a cristo irão experimentar sua presença queimadora, trevas e ranger de dentes. Toda miséria desta vida e da próxima é devido a não conhecermos a Cristo"(p. 154)
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O MÉTODO, A MENSAGEM E A HISTÓRIA EM ANDAMENTO por BRIAN D. MCLAREN
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Brian apresenta 4 idéias norteadoras:
1. O evangelho como história- "tive de ser desproposicionalizado. Em vez de ver o evangelho como proposições, mecanismos, abstrações ou conceitos universais, comcei a ver o evangelho como uma narrativa, uma história, um relato do tipo certa vez havia um homem chamado José que era noivo de uma mulher chamada Maria" (p. 179)....Michael Horton comentando a assertiva de Brian, na mesma página, diz: "Esse argumento de que as Escrituras devem ser lidas principalmente como um mapa revelador da rendenção em vez de como uma fonte literária de idéias e morais atemporais tem sido enfatizado por teologos conservadores reformados tais como Gehardus Vos, Herman Ridderbos, Edmundo Clowney".
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2. Evangelho com sua muitas versões, muitas facetas, em muitas camadas e centrado em Cristo:
"A historia que contamos não nos chega apenas em uma versão, mas em muitas. Mateus nos dá uma versão, assim como Mc, Lc e Jo, e no livro de atos temos de ouvir as versões de Pe e EStevão com a de Paulo, A igreja tem continuado a oferecer muitas versões dessa hsitória desde então. Nenhuma versão é a história completa, e a história que se expande, aprofunda-se e ressoa que encontramos em sempre novas dimensões parece pulsar cada vez com mais significado, signifcado que não pode ser nunca contido, nem mesmo na mais longa e mais detalhada compilação sungular que pudermos obter. Por detrás de cda versão da história contada com certa configuração de apalvras, jaz a história em sua plenitude que pode ser transmitida verdadeiramente, mas nunca de forma exaustiva. Isso é o que eu quero dizer quando afirmo que a história tem muitas versões" p. 180
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3. Evangelho cumulativo: "a história de Jesus inclui e continua outras histórias, a prequela judaica da criação per verbum, da crise humana, do chamado de Abraão para ser abençoado e ser uma bênção global, a história do Exodo, do Reino, do exílio e do retorno, a história dos sacerdotes e profetas, dos poetas e sábios, a hist´ria da lei e da rebelião, do julgamento, do perdão e da promessa. A história de JEsus acumula todas essas histórias em seu interior" (p.183) ... a medida que lemos a história da igreja, percebemos que esse é o jeito que ela continua, até hoje. E assim o evangelho não é apenas sobre o que Jesus começou a fazer e a ensinar entre aproxidamente 5 a.C. e 29 d.C.; é também sobre a obra continua de Jesus desde então, e pensando agora no Apocalipse de João- a historia continuará até a consumação de todas as coisas. (p. 184)
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Michael Horton comentando esse aspecto diz: " suspeito que exista alguém que realmente possa crer que as 4 leis espirituais representam toda a verdade imutável e eterna do Evangelho, Com Brian, vejo as Escrituras como um drama arrebatador centrado em torno de Cristo.
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4. O Evangelho efetivo e catalítico: essa história realiza coisas, é poderosa, efetua, catalisa, salva. "A história inspira a ação nessa comunidade, ação efetuada com fé, esperança e amor" (p.185).
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"Em cada caso, a partir das muitas camadas e facetas do evangelho centrado em Cristo, novos recursos são extraídos e assim a própria mensagem muda ao lidar com essas novas situações, problemas e oportunidades de novos jeitos- porque a mensagem continua mudando a situação, o mundo, o contexto, todo o lugar onde ela é proclamada e praticada." p. 190
Erwin Rapahael mcManus sobre esta passagem, conclui que..."a pessoa de Jesus é muito mais potente do que a mensagem. O impacto que a mensagem tem sobre seu contexto é incremental quando comparado com o impacto que a pessoa de Jesus exerce sobre o contexto onde ele está presente. Com a mensagem, estamos sempre correndo perigo de vir somente com palavras. Com a pessoa de Cristo vêm tanto poder quanto presença"
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A INTERSECÇÃO GLOBAL por ERWIN RAPHAEL MCMANUS.
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"A igreja não foi criada para ser um balde, para salvar a água da correnteza. Ela não foi planejada para ser água colocada no balde. A igreja foi feita para sempre ser uma intricada parte do rio e para estar no mínimo no meio das águas turbulentas. A água jamais transbordará, não importa o quanto as correntezas tornem-se encapeladas" p. 214
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"A relevância tem a ver com a percepção de que temos a tendência de sacramentalizar a metodologia, as práticas e as tradições. TEmos a tendência de encontrar mais conforto nas superstições criadas nan nossa imaginação d que na simplicidade da fé para a qual Deus nos chama" p. 219
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"A questão verdadeira que a igreja enfrenta não é essencialmente sobre metodologia ou mesmo sobre a preservação da mensagem. A questão real é por que a igreja é tão pouco afetada pela presença transformadora do Deus vivo" p. 223
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As escrturas são mais do que apenas o nosso livro-texto, elas são o nosso portal para a presença de Deus, onde não apenas chegamos a conhecer sua mente e seu coração, mas também somos transformados para nos tornar cmo ele' p. 234
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" Todo seguidor de Jesus Cristo também pode conhecer algo mais - que Deus fala aquilo que vai além do entendimento natural embora não va além da compreensão humana. Deus é tanto misterioso quanto claro. O judaísmo e o cristianismo, ambos emergiram de uma convicção de que Deus fala e pode ser ouvido, compreendido e obedecido. O ato de Deus falar é a base da fé. A verdadeira religião não é a nossa busca desesperada para tornar Deus inteligível. É uma reação ao que Deus já falou. E as palavras de DEus são muiito mais do que apenas informação divina- elas são vida para o ouvinte. A criação começa com o ato d Deus falando. O tema recorrente de Genesis 1 é simplesmente : "E disse Deus...". O fim de todas as coisas criadas virá como resultado de Deus falar novamente" p. 227

domingo, junho 21, 2009

ROB BELL e DON GLODEN: Jesus quer Salvar os Cristãos

Trata de fé e medo, riqueza e pobreza, guerra e poder, segurança e terror, bíblias, bombas e incerteza. Trata dos impérios vazios e da verdade de sermos todos sacerdotes. Trata de opressão, ocupação e de o que acontece quando os cristãos apoiam e incentivam aquilo de que Jesus veio libertar as pessoas. Trata de o que significa ser parte da Igreja de Jesus Cristo em um mundo no qual pessoas jogam aviões contra prédios enquanto outras carregam veículos com as compras do supermercado.
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Em seu livro mais bíblico, Rob Bell e Don Golden repassam a história bíblica a partir da perspectiva do exodo e das promesas em suspensão...termo bastante útil para entendermos a vitória de Cristo na cruz e derrota dos cristãos hoje.
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PROMESSAS EM SUSPENSÃO- empregamos o tempo todo a expressão- por ser a chave fundamental para a interpretação do novo exodo. O NT é visto como um livro judeu sobre promessas judaicas cumpridas por um messias judeu que veio redimir toda a humanidade do pecado e da morte. /Esse modo de interpretar encerra a ideia de que as afirmações do NT dirigidas a seus ouvintes originais estavam envoltas no impacto emocional e intelectual que essas tinham sobre os judeus do sec. 1o. Na verdade, não se pode entender realmente PAulo ou os outros escritores do NT, a menos que se compreenda o peso emocional dessas promessas em suspensão" p. 90
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"Nós estamos a leste do Eden.
Tem alguma coisa errada.
Os alemães tem uma palavra para isso. é ursprache. Ursprache designa a lingua primitiva, original da família humana. A língua do paraíso que ainda ecoa nos recessos mais profundos da nossa consciência, dizendo-nos que as coisas estão fora de ordem em nosso interior, no fundo da alma da humanidade. Alguma coisa relacionada com o modo de nos relacionarmos uns com os outros que se perdeu. Alguma coisa não está certa com o mundo" p. 19
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Desde de Adão, passando por Caim e Lameque, " a história desenrola-se em trágica sucessão, a natureza arruinada, tóxica, presente no coração de alguns humanos, espalhou-se agora para o mundo inteiro...O que começou num jardim, agora afeta o globo terrestre...A palavra para essa condição é antirreino...Existe um Reino de Deus- a paz, shalom, o berm que Deus tem em mente para todas as coisas. E existe o que acontece quando sociedades, sistemas e impérios inteiros se opõem à vontade de Deus para o mundo" (p. 29)
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Os Dez Mandamentos são um novo modo de ser humano, um novo modo de viver e se mover no mundo, em aliança com o Deus que ouve o clamor dos oprimidos e os liberta. (p.40)
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Sobre a militarização e a transformação de Israel em Império por Salomão, 1Rs 10 e 11:
"o assunto principal da discussão para quem esta contando esta história não são os números, mas como as mulheres afetaram a Salomão. Elas o afastaram de DEus, e o coração já não era totalmente dedicado".
essa passagem forma um contraste significativo com que ficamos sabendo antes, envolvendo escravos e bases militares. Tratava-se então de males sistêmicos- mas agora descobrimos um outro tipo de maligno. Não um malogro sistêmico, mas a mudança de rumo do coração de um indivíduo.
Salomão quebra a aliança com Deus.
Isso remonta ao primeiro dos Dez mandamentos, aquele que fala em não se ter outros deuses . O Sinai fora uma aliança de casamento entre Deus e o povo, uma reunião do divino com o humano. Assim, o primeiro mandamento dizia que o povo não podia ter outros amantes. O ralcionamento não daria certo se fossem infiéis. As muitas mulheres de Salomão e sua infidelidade a Deus representam a infidelidade de todo o povo- que se desviara de Deus. Por mais calamitoso que pareça, o povo de Salomão fora avisado de que isso viria a acontecer
No passado, Móisés dissera que o rei não deveria adquirir muitos cavalos, nem fazer o povo voltar ao Egito para conseguir mais cavalos, pois o Senhor lhes disse: Jamais voltem por este caminho. Ele não deverá tomar para si muitas mulheres; se o fizer desviará seu coração. também não deveria acumular muita prata e muito ouro(Dt. 17:16-17)
Salomão adquiriu muitos cavalos? Confere
Tomou para si muitas mulhers? confere
Seu coração desviou-se? confere
O texto diz " o peso do ouro que se trazia a Salomão cada ano era de seiscentos e sessenta e seis talentos de ouro" (1 Rs 10:14) O que equivale a 25 toneladas de ouro.
Salomão acumulou muita prata e muito ouro? Confere
Esse número 666, o peso dos talentos de ouro? temos aqui um modo judaico de anunciar que algo é ruim, obscuro e contrário a Deus.
Pois em Jerusalém é possivel seguir por um dos dois caminhos.
E com Salomão, a história envereda por um desvio trágico
Ele voltou por este caminho.
Jerusalém é o novo Egito.
Salomão, o novo faraó.
e o Sinai foi esquecido" p. 48-9
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"Aprendemos com Salomão que sua riqueza e abundância, até mesmo por um processo natural, conduziram-no a ter como prioridade a preservação. Precisou destinar porção cada vez maior de seus recursos para proteger e garantir o que havia acumulado. Assim, construiu bases militares e adquiriu cavalos e carruagens e cavalos. O estabelecimento da preservação como prioridade lea a isso: a exercitos cada vez maiores, a grandes suprimentos de armas e demonstrações de força, que custam mais e mais dinheiro.
É preciso ser mantidos com mais e mais recursos. Gasta-se cada vez mais para preservar e proteger o que se acumula cada vez mais. E isso, claro, exige cada vezz mais recursos que, lógico, necessitam ser protegidos e preservados cada vez mais.
esse é o circulo vicioso da prioridade da preservação" p. 146-7
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Deus não tem nada contra comer, beber e possuir coisas. Mas, quando essas coisas são adquiridas à custa da satisfação das necessidades básicas dos outros, aí sim, os discursos apaixonados dos profetas entram em ação. (p. 53)
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Em Babilônia "o povo no exílio conscientiza-se de que o primeiro exôdo, o que se foi, não bastou. O primeiro exodo resumiu-se a um indício da redenção que Deus tinha em mente para a humanidade inteira.
Seus antepassados tinham sido libertos apenas para verem-se no cativeiro outra vez, primeiramente do próprio egoísmo e arrogância, e depois, do rei da Babilônia. Várias gerações mais tardes eram escravos de novo. os profetas concluíram que o exodo seguinte teria de ser maior, mais amplo, mais profundo, mais duradouro, mais permanente que o primeiro.
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O rei babilonico não era o unico problema. não mais que o faraó, o rei dos egipcios, fora o unico problema para os antepassados daquele povo.
Deus levara os antepassados deles para fora da nação-Estado do Egito, mas existe um tipo de Egito bem mais profundo, bem mais insidioso, capaz de perverter o coração e fazer que as pessoas firam, abusem e explorem uma às outras.
O verdadeiro problema, o opressor supremo, é algo residente no fundo de cada coração humano. o verdadeiro motivo da opressão daquela gente é a escravidão humana levando à violência, ao pecado, e à morte.
Há um Egito para o qual somos todos levados,
é dele que realmente precisamos de um exodo
Assim, quando Isaias fala desse novo exodo, não se refere apenas à liberação de um império opressor em particular, mas da libertação de tudo que oprime qualquer pessoa em qualquer parte do mundo" p 64-65
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"Junto aos rios da Babilonia, os profetas puseram-se a reimaginar a graça. Começaram a enxergar como seria para Israel ter paga a dívida por seus pecados. E o que viram foi uma graça reconciliadora tão grande, tão universal, capaz de abarcar todos os seres humanos em um modo novo em folha do divino e do humano se relacionarem"
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"Assim, quando os profetas falaram desse recasamento, insistiram em que algo fundamental na maneira do povo se relacionar com Deus teria de mudar (...) a primeira aliança, aquela do Sinai, era terrível. Envolvera tanto fogo, fumaça e trovão, que o povo pediu Moises, fale voce conosco, porque, se Deus falar conosco, morreremos. Jeremias declarou que o novo casamento será completamente diferent. Deus porá a verdade no intimo deles, e a escrevera nos seus corações
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No novo exodo, contudo, aquele em que tudo será diferente do que foi antes, a verdade será grava tão fundo na consciência das pessoas, que elas farão a coisa certa naturalmente" p. 70-71
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"Assim tão fundamental para a visão do futuro- e para a identidade do lider do novo exodo- era que esse lider fosse um filho de Davi, mas um novo filho de Davi que usasse o poder de modo puro e apropriado.
sem violência.
sem venda de armas.
sem construção de palácios por escravos.
Isaias o chama-o de Principe da Paz (Is 9: 6-7).
Isaias estabelece uma relação entre o salvador vindouro e o império fracassado de Salomão. A rainha de sabá usara as palvras exatas, justiça e retidão, na explicação que deu do motivo pelo qual salomão havia recebido tanta riqueza e poder.
é dessa expectativa, de um lider que use o poder de modo puro, que brotou uma palavra em particular para descrever o que viria, Isaías o chamou de servo." p. 77-78
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"o que começou como uma promessa para um grupo particular de pessoas ao lado de um rio em particular, transformou-se em uma esperança universal para toda a humanidade, qualquer que seja o reio ao lado do qual as pessoas se encontram.
é assim que as escrituras hebraicas, tambem chamadas de antigo testamento terminam.
com todas essas promessas em suspensão" p. 81
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Sobre o primeiro milagre de Jesus (João 2:1-12):
Jesus e o Sinai: "Os casamentos nas Escrituras tinham a ver com o Sinai, com a união do divino e o humano, com os ceus e a terra jutando-se. E é aqui, em uma festa comenorando a união de um homem com uma mulher, que Jesus providencia vinho suficiente para que o banquete possa durar muito, muito tempo"
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Sobre vinho e casamento - veja - Is 49,18;61,10;62,5 e Is 55,1 e 25,6.
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"O sinai também é uma cerimonia de casamento. E é aqui no Pentecoste que a igreja, a noiva de Cristo, assume seu lugar na história redentora e que uma quantidade enorme de pessoas junta-se ao movimento de Jesus. Lucas menciona até quantas. Isso também, como tantos outros detalhes que Lucas narra, diz respeito a outra coisa. Sambos qe, no Sinai, Moisés passou tanto tempo no alto do monte que as pessoas que ficaram irrequietas e construíram um bezerro de ouro para adorar no luar de Deus. Quando Moises descobriu o que estava acontecendo, ficou furioso e decretou a morte daqueles que haviam pecado, o que foi executado por um grupo de levitas em um ato sangrento de violência. Está escrito no relato de Exodo que foram 3 mil mortos naquele dia. E quantos Lc diz agora que foram acrescentados ao numero de discipulos nos primeiro dias da igreja?
3 mil.
Lucas quer que saibamos que o Sinai não foi esquecido. A aliança está viva. O que foi perdido está sendo recuperado. O divino e o humano estão unindo-se outra vez" p. 112
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Jesus e Jerusalém e o Templo: "Jesus segue para uma cidade literal, com ruas e casas de verdade e um templo real. Mas continua declarando que seu intento maior transcende a cidade terrena...Jesus deixa muito claro que o futuro, o resultado do que vem fazendo, levará a todos adorem em uma espécie de cidade e em uma espécie de templo maior, mais amplo e mais extenso que os templos a que estamos acostumados- um tipo de templo capaz de conter o mundo inteiro" p. 92
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"Batismo de Jesus: "Mateus relata que no batismo de Jesus, quando ele saiu da água, o Espírito de Deus desceu sobre ele como pomba. O que nos leva as linhas iniciais de Gn, onde está escrito que o Espírito de Deus pairava sobre as águas do caos, antes que a obra da criação começasse. A palavra pairava (rahap) é também usada para descrever o som produzido pelas asas de um pássaro.
Em Gn, Deus entra nas aguas primevas e, delas, inicia a obra da criação.
Mt deseja que vejamos que, por meio de Jesus, uma nova criação está nascendo (p.94) "
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"de Caim em diante, temos sido testemunhas de como a violência cresce até que toda a civilização se veja em apuros. a propensão humana para o derramamento de sangue acompanha-nos desde o início. Se o mal assume alguma forma de violência, então mais violência não resolverá nada" (p. 99).
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"O único modo de romper esse ciclo é se alguém o destruir. O verdadeiro líder de um novo exodo teria de resistir à tentação de usar o poder me forma de violência contra outro ser humano. Isaías chamou aquele que viria de servo sofredor" (p.100)"
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Sobre Romanos 6,6:
"chama a velha condição de corpo do pecado, que seria o lado obscuro da existência humana, o mal residente, o pecado e a morte existentes no cosmo ao qual os seres humanos estão sujeiros...Muitos leem a palavra corpo e na mesma hora pensam em nosso corpo individual, fisico. É natural para nós, portanto, presumir que Paulo esteja ensinando algo aqui sobre como ter uma vida moralmente boa, livre do pecado. Sim, em certo sentido, é sobre isso que esta falando.
Esse porém, não é seu assunto principal. Ele emprega a expressão corpo do pecado ou corpo da carne em um sentido judaico muito comunitário de aludir à realidade do modo pecaminoso de existir toda a humanidade. é o campo e a realidade da terrível coerção que o poderoso exerce sobre o fraco, quer usem tanques e bombas, quer façam uso do costume ensinado por Moisés. Está presente em toda parte em que se faz mau uso do poder
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Paulo ve sua insistencia na reversão aos costumes de Moises como uma forma de violencia. Sua oposição é aos rituais religiosos que substituem a liberdade, a liberação, trazida por Cristo. Quando as pessoas são manipuladas pela culpa e pelo medo, quando lhes é dito que, se não fizerem certas coisas, serão ilegitimas, julgadas, condenadas, mandadas para o inferno para sempre - isso é violencia. Não importa a linguagem espiritual utilizada ou as passagens biblicas citadas, é destrutivo. é mau uso do poder. Fundamental no caminho de Jesus é o serviço, o emprego afetuoso de qualquer poder que se tenha para o bem de outra pessoa..
Paulo retorna o tempo todo à sua convicção de que existem dois modos fundamentais de existencia: corpo do pecado e o corpo de Cristo. O caminho é o meio de transporte de um para o outro- o exodo supremo da humanidade" (p. 118-9)
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O eunuco viajava de carruagem, isto não está a toa no texto de Lucas, é um símbolo, a carruagem é um simbolo de império, mas aqui ela não está sendo usada mais para violência. Mas, para transportar alguém que ouviu o evangelho.
Mesmo na epoca de Jesus, essa tentação era constante, a de se iniciar de novo um império, banindo pela violência os ofensores romanos porque "continuam apegados à esperança distorcida de que Jesus reconstruirá o mesmo e velho sistema corrompido, só que, dessa vez, estarão no comando, ocupando posições no gabinete governamental"porque "continuam presos à armadilha da investura de poder patrocinada pela religião da velha aliança".
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Contudo, "em vez de erigir torres e forçar pessoas a construir armazéns de modo que alguns pudessem armazenar coisas enquanto outros trabalhavam como escravos, esse novo movimento é comando pela generosidade. pela compaixão. Pelo compartilhamento. O evangelho para aqueles primeiros crstãos é uma realidade economica. É holístico e afeta todas as areas de suas vidas. É uma alternativa à ganância e à coerção do império" p. 125
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Apocalipse
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"escreve usando um estilo literário subversivo chamado apocaliptico. Esse estilo vale-se de ampla gama de simbolos, imagens e de linguagem estilizada para transmitir verdades profundas sobre como o mundo funciona. João fala de uma besta, termo escolhido por ele para designar o sistema corrupto, destrutivo, de violência, e mal que se difundiu em nosso mundo (...) a marca - da besta- falva de todas as formas pelas quais os humanos usam mal o poder para acumular e estocar equanto outros humanos sofrem e passam fome. A marca era o antirreino" (p.154-5)
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Eucaristia
"A igreja é uma eucaristia viva porque os seguidores de Cristo são eucaristias vivas. O cristão é uma eucaristia viva, permitindo que seu corpo seja moído e que seu sangue seja vertido em prol da cura do mundo" p. 173
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Sobre 1Co 9,20-22
"Paulo não diz para com os fortes tornei-me forte. Ele só diz para com os fracos tornei-me fraco. Compreende que o poder da eucaristia vem da fraqueza, não da força, que ela contém. Mais tarde, Paulo escreve aos corintios: "Quem está fraco, que não me sinta fraco? (2Co 11,29). No seio da igreja, na alma da eucaristia, está a identificação com o sofrimento de outro ser humano" p.175
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"A igreja é o local onde a paz foi criada. Porque na eucaristia, no corpo e sangue de Jesus, tudo foi reconciliado com Deus. Paulo chama isso de novo homem. Eucaristia tem a ver com o novo homem. Pessoas que antes nada tinham em comum descobrem que a única coisa que agora têm em comum é a única coisa que importa" p. 177
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"Um novo homem desafia modismos, arranjos demográficos e a ultima pesquisa do mercado. (...) A igreja não é uma central de serviços e produtos religiosos, na qual as pessoas pagam uma taxa e recebem em troca um bem qualquer. A igreja não é uma organização que avalia seu grupo demográfico para descobrir qual a demanda do mercado em determinado momento, para em seguida ajustar sua estratégia e atender a um nicho consumidor especial" p. 179
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"Está escrito na cara ao hebreus que não deveríamos desistir de nos reunir porque precisamos considerar uns aos outros para nos incertivarmos ao amor e às boas obras. A expressão boas obras vem da palavra hebraica mitzvot, que faz referência a ações postas em prática para curar e consertar o mundo. é um conceito rico, cheio de significados da tradição judaica. Para o escritor de hebreus, a igreja reune-se para que assim o corpo estimule uns aos outros a viver de um modo particular de vida dia sim, dia não. As reunião são o fim, mas o começo. São o ponto de partida. Dão perspectiva às coisas, lembram, provocam, confortam, inspiram, desafiam, mas, no final, dizem respeito a eucaristia. Com as pessoas presentes nesse lugar, nesse momento, sendo equipadas para ser uma eucaristia" p.183
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"A eucaristia é o primogenito, a igreja liderando o caminho no exodo. Toda vez que tomamos parte da eucaristia, somos lembrados de que cada um de nós foi escravo e que Deus nos resgatou. A igreja deve agarrar-se à sua memória do exodo, oprque, se essa memoria for esquecida.
a igreja pode esquecer os pobres
e, se os pobres forem esquecidos
a igreja pode esquecer como era ser escravo
e isso seria esquecer a graça de Deus
e seria esquecer quem somos" p. 185
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A eucaristia não é justa
dar a quem não pode dar em troca, isso não é justo
servir a quem não tem como servir em troca, isso não é justo
expor-se e derramar-se diante de pessoas que talvez nunca lhe digam obrigado, isso não é justo.
Porque Deus não se ajusta a regras. Esse Deus define-se pela ação em favor do oprimido. Deus tem a ver com dar a boa dádiva. Jesus é a boa dádiva de Deus para a cura do mundo. A igreja é o corpo de Jesus, uma boa dádiva para a cura do mundo.
A igreja é uma organização que existe em benefício dos não membros.
Bênção que se estende até a nossos inimigos" p.188-9
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A autoridade que a igreja exerce na cultura não procede do quanto está certa ou é legal ou barulhenta, nem do quanto está convencida de sua superioridade doutrinária. (p. 184)
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Epílogo: Moído e Vertido
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"Jesus quer nos salvar de reduzirmos o evangelho a uma transação relacionada à remoção do pecado, mas não à reconciliação de cada particula individual da criação com seu Criador.
Jesus quer nos salvar do desespero sancionado pela religião, do tipo que não crê na possibilidade de o mundo ser melhoraddo, do tipo que ostensiva ou sutilmente ensina as pessoas ficarem quietas e comportadas, esperando algo grandioso acontecer um dia.
A Biblia cmeça com o sangue de Abel clamando da terra.
A Biblia termina com Deus enxugando cada lágrima." p.203
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"Talvez seja isso o que quer dizer quando afirma "façam isto em memória de mim" . A parte do façam isto é nossa vida. Abrir-nos para o mistério da ressureição, abrir-nos para libertação dos outros, permitir que o nosso corpo seja moído e nosso sangue seja vertido, descobrir nossa eucaristia.
Escutar. E ir.
Porque, quando fizermos isso em memória dele,
o mundo nunca mais será o mesmo.
nunca mais seremos os mesmos,
ora, isso, sim, é um manifesto" p. 205

terça-feira, dezembro 16, 2008

Igreja Emergente: cristianismo clássico para novas gerações.



Focos de uma igreja emergente.



  • As pessoas não irão à igreja, mas serão a igreja em missão conjunta.

  • As pessoas não conseguirão ficar sem se alimentar profundamente das Escrituras por conta própria, para manter o coração tranquilo e a mente afiada, prontas para responder sobre a esperança que elas tem a todos que interagirem com elas - 1Pe 3:15-16

  • Os pais que se vêem com igreja irão conduzir a familia segundo Dt 6:4-9, em vez de deixar essa tarefa apenas para a igreja

  • As pessoas se portarão como embaixadoras de Jesus (2Co 5:20) e terão motivação para viver em santidade, concentradas no Reino, para que não desonrem o nome do Rei que elas representam.

  • AS pessoas passarão a depender muito mais da oração para que a missão da igreja continue (Jo 15:5)

  • As pessoas verão a igreja como uma familia e como uma comunidade em missão conjunta, e isso acontecerá de forma natural - At. 2:42-46

  • As nossas estratégias e projetos ministériais passão das grandes produções e programações para o treinamento de pessoas, para que sirvam na missão - Ef. 4:11-12- e para colocar novamente em evidência o sacerdócio dos crentes -1Pe 2:5-9

  • O evangelismo irá crescer de maneira drástica, já que a igreja interira estará sempre em missão- em nivel local ou global.

  • Por causa da missão, nossas igrejas irão se preocupar, com naturalidade e afinco, com a justiça social , com os probres e necessitados deste mundo.

( p.122)



"Numa reunião de adoração projetada para ser orgânica e de fé clássica, a intenção é o que tema flua pelo evento através de várias experiências de adoração e de elementos de adoração.... O objetivo é sair do modelo voltado para o consumo e do tipo "sente-se e observe" para uma reunião mais clássica, participativa e orientada para a comunidade, que nos conduz a experimentar a Deus de um modo transcendente. Não apenas ter dados sobre ele (o que , na verdade, é muito importante), mas experiencia-lo também." (p.153).



Ensino e adoração multissensoriais.


"A palavra tornou-se tridimensional, é viva, respira, é capaz de ouvir, ver e tocar. A propria Palavra comeu, bebeu, sentiu o gosto, sentiu cheiros e emoções. As escrituras apresentam uma Palavra multissensorial, multidimensional, mas alguns evangelicos na igreja moderna reduziram Jesus a meras palavras e fatos que devem ser aprendidos" (p.156)




  1. Olfato - uso de incenso.


  2. TAto- Imposição de mãos, batismo, ceia.


  3. Paladar - Ceia


  4. Audição- Musica


  5. visão - aspecto visual da adoração.

"O perigo, claro, é focar em demasia a experiência e ensinar as pessoas a reagir apenas com os sentimentos e pelas emoções. O objetivo não é manipular as emoções das pessoas através das experiências ou da pregação ou do uso dos elementos multissensoriais. Precisamos de discernimento. Creio que quanto mais a igreja emergente empregar ensino e adoração multissensoriais, mais forte e mais profundo será o uso das Escrituras. Nós, líderes, precisamos nos certificar de que estamos usando as Escrituras para orientar e ensinar enquanto adoramos. Isso irá colocar Jesus cada vez mais no centro da nossa reunião de adoração, em vez de afastá-lo! (p. 160)

PREGAÇÃO TEOTEMÁTICA:
recontando a historia para moldar uma cosmovisão.

"a pregação é uma excelente maneira de demonstrar às pessoas da cultura emergente não apenas que existe uma verdade num mundo relativista, mas que também existe uma Verdade que as ama como pessoas" (João 14:6) - p.222

pontos principais de uma pregação emergente

  • Conte a historia de Deus e dos homens continuamente.
  • Desconstrua, reconstrua e redefina os termos bíblicos.
  • Permite que Deus ainda seja Deus
  • Faça com que a pregação seja teocentrica e não antropocêntrica
  • Não brinque com a inteligência das pessoas nem com o desejo que elas têm de profundidade espiritual. - as gerações emergentes estão famintas por um ensino mais profundo, e o nosso dever é respeitá-las o suficiente oferecendo o que desejam.
  • Não temos de limitar os sermões ao padrão atual de vinte minutos.
  • Use trechos bíblicos completos tanto do AT como do NT
  • Ensine as raízes judaícas da fé
  • Todas as pregações devem, de algum modo, ensinar sobre a vida no Reino como discipulo de Jesus.
  • Pregue e ensine regularmente sobre Deus trino.
  • Ensine com regularidade qual o significado de Jesus ser o unico caminho que leva a Deus.
  • Trate periodicamente de assuntos sobre sexualidade humana.
  • Redefina o casamento e familia para as novas gerações-inserindo nelas a visão bíblica.
  • Ensine mais do que nunca sobre o inferno- "o nosso coração deve se quebrantar com essa realidade tão horrivel de uma eternidade longe de Deus, de tal forma que os ouvintes possam facilmente sentir nossa compaixão enquanto falamos sobre isso" (p.226)