Mostrando postagens com marcador Homilética. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Homilética. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, março 03, 2010

ANDY STANLEY: Comunicação que Transforma


Trechos do novo livro de Andy Stanley em co-autoria com Lane Jones, Comunicação que Transforma publicado pela Editora Vida.
"Toda jornada tem curvas e viradas. E tem, também, marcadores de quilometragem que indicam onde as curvas e as viradas irão ocorrer. São os pontos de transição, de EU para NÓS, e de NÓS para DEUS, e assim por diante, no mapa da mensagem. No sermão, chamamos essas marcas de transições, quando passamos de um aspecto da mensagem para outro aspecto" p. 70
.
Você precisará desenvolver uma conversa com o seu povo. Precisará puxar uma cadeira e sentar-se com a congregação como se fdsse com cada pessoa, para conversar sobre os diversos temas cobertos pela mensagem" p.79
.
"O princípio bíblico que você extraiu das Escrituras. Se, a essa altura da exposição, você não consegue articular o ponto, pelo menos já sabe onde é que precisa de tração. A questão do por que precisam saber é a motivação." p.87
.
"é ensinar as pessoas a viverem uma vida que reflita os valores, os princípios e a verdade da Bíblia. Em suma, meu alvo é a transformação. Quereo que as pessoas façam algo diferente, e não apenas ouçam". p.100
.
"No fim do dia, minha vontade é que as pessoas da minha congregação confiem em Deus em cada área de sua vida, família, finanças, carreira, relacionamentos, tudo. Essa espécie de confiança é desenvolvida quando agimos consoante o que sabemos. Atos de obediência permitem que a fé interaja com a fidelidade de Deus. É nesse cruzamento que vemos a operação de Deus. Quando vemos Deus operando, nossa fé só tem a crescer" p.104
.
Andy Stanley defende a idéia que mensagem deve conter apenas um único ponto.
"Qando me refiro, estou falando de uma de três coisas: uma aplicação, um insight ou um princípio. Com isso, toda mensagem terá uma idéia central, aplicação, entendimento ou princípio, algutinando todas as partes" p.109
.
"...a razão por que tantas igrejas estão meio vazias aos domingos é que um grande grupo de pessoas dediciu não vir. Por quê? O pregador não lhes deu razão para voltar. Há smepre muitos pontos, mas nenhum que motive a volta para ouvir mais no domingo seguinte" p.123
.
Criando um Mapa, no desenvolvimento do único ponto que a mensagem está baseado, há um mapa sugerido pelo autor que conduzirá a jornada da pregação:
"Nesta abordagem, o comunicador apresenta uma situação ou um problema, que ele mesmo tenha enfrentado ou esteja enfrentando (EU). Depois, encontra o terrenos comum com a experiência das pessoas que o ouvem (NÓS). Faz, então, uma transição para o texto, a fim de descobrir o que Deus diz a respeito da questão ou do ponto de tensão apresentado (DEUS). Daí, o comunicador desafia os ouvintes a agirem em conformidade com a palavra ouvida (VOCÊS). Finalmente, conclui com diversas declarações antecipatórias das consequências da obediência, na comunidade, na igreja ou no mundo, se todos assumirem tal verdade específica (NÓS)" p.126
.
EU - ORIENTAÇÃO
NÓS- IDENTIFICAÇÃO
DEUS- ILUMINAÇÃO
VOCÊS- APLICAÇÃO
NÓS- INSPIRAÇÃO
.
Sobre o nós, Andy Stanley diz "as escrituras foram dadas para que a totalidade do corpo de que somos membros possa brilhar como farol de esperança na vizinhança, na comunidade, no trabalho. Imagine o que Nós poderemos fazer juntos" p.137
.
Internalizar a mensagem
.
"Quando puder contar o sermão, em vez de prega-lo, você estará pronto para comunicar. Contudo, tal não ocorrerá até que mensagem tenha sido internalizada a ponto de você ser capaz de fornecer, de cor, uma versão de cinco minutos" p.141
.
"Temos de nos lembrar de que o alvo não é o de expor tudo que tivermos nas anotações. É o de conduzir os ouvintes numa viagem, leva-los de um marco de quilometragem a outro, até chegarmos ao destino" p.143

quarta-feira, dezembro 30, 2009


"Se o culto de domingo, o sermão aponta primeiramente para o evangelismo isto vai aoborrecer os crentes. Se aponta somente para o ensinamento vai aborrecer e confundir os não crentes. Contudo, se apontar para louvar a Deus que salva por graça vai instruir o santo e desafiar o pecador"

Timothy Keller.

quarta-feira, dezembro 02, 2009

EUGENE PETERSON: Pregação


"Sem a pregação, por mais esplêndido que seja o trono e por maior que seja o número dos anciões e das criaturas, não há certeza de que eu me incluo, e, como consequência, vem desespero suficiente para levar uma pessoa ao pranto. Não basta enxergar o trono glorioso, ouvir os cânticos maravilhosos e entender como são vastas as inclusões. Se não descubro que eu me incluo, não conseguirei louvar, minhas ração será o choro. Se não consigo me ver entre os que jogam a coroa para o alto e gritam de alegria, despreocupados, minha única atitude será curvar a cabeça e chorar"


Eugene Peterson, Trovão Inverso, p. 98

segunda-feira, outubro 19, 2009

SIDNEY GREIDANUS: Pregando Cristo a partir do Antigo Testamento 4

.
Lutero.
.





Sola Scriptura


.


"Os ensinamentos dos pais são úteis somente para conduzir-nos às Escrituras como eles foram conduzidos, mas depois devemos manter-nos somente nas Escrituras" p. 133

.




A Sola Scriptura liberta a Escritura da sujeição da tradição eclesiástica e declara que a Escritura é a autoridade final na interpretação.

.




Lei e evangelho.

.

Para Lutero, o principal papel do Antigo Testamento para os cristãos é negativo: torna as pessoas conscientes de sua total incapacidade de obedecer perfeitamente às leis de Deus, a fim de merecer salvação. (p. 137)

.




A lei revela a doença, o evangelho ministra o remédio.

.


" é um mau costume tratar os evangelhos e as epístolas como se fossem livros de lei, dos quais devemos ensinar o que os homens devem fazer, apresentando as obras de Cristo como nada mais que exemplos ou ilustrações ....Cuidado para não transformar Cristo em Moisés, como se ele nada mais tivesse para nós além de preceitos e exemplos, como outros santos... Devemos subir muito mais alto que isso, embora esse tipo melhor de pregação tenha sido pouco praticado nesses muitos anos. A coisa principal e fundamental no evangelho é esta: antes de se tomar Cristo como exemplo, é necessário reconhecê-lo e aceitá-lo como o dom de Deus para você, de forma que , quando o vir ou ouvir em qualquer de suas obras ou sofrimentos, você não duvide, mas creia que ele , o próprio Cristo, com essa obra ou esse seu sofrimento, é verdadeiramente seu, para que você dependa com tanta confiança como se a obra tivesse sido feita por você...Veja, isso é entender o evangelho de modo certo, ou sej, a infinita graça de Deus...Esse é o poderoso fogo do amor de Deus para conosco, mediante o qual ele torna confiante, feliz e contente a nossa consciência . Isso é pregar a fé cristã. Isso é que faz da nossa pregãção um evangelho, ou seja, boas-novas, felizes, de conforto e alegria"

( Lutero, Chuch Postil, in p. 139)


.

"Lutero pregou o evangelho da graça de Deus, ou seja, Jesus Cristo é dom de Deus - sola gratia-, um presente que só podemos receber pela fé - sola fide-. Ele insiste também em Sola Scriptura, ou sea, as Escrituras são a única ( ou final) norma para a vida e a pregação, libertando-as, assim, do domínio da tradição da igreja, para que elas interpretem a si mesmas" p. 145

.



Calvino

.

"Lutero se preocupava principalmente com a questão da salvação e focalizava a justificação pela fé em Cristo. Consequentemente, encontrar Cristo no Antigo Testamento tornou-se prioridade para Lutero. Calvino, embora afirmasse a justificação pela fé em Cristo, tem um ponto de vista mais amplo, que é a soberania e a glória de Deus. Essa perspectiva mais ampla capacita Calvino a se satisfazer com as mensagens bíblicas sobre Deus, a história da redenção e aliança de Deus , sem necessariamente focalizar essas mensagens em Jesus Cristo" p. 148

"Ao comentar as palavras de Jesus "Examinai as Escrituras... e são elas mesmas que testificam de mim (Jo. 5:39), Calvino escreve: "Devemos ler as Escrituras com o intuito de encontrar Cristo nelas. Quem se desviar desse objetivo, embora se canse durante toda a vida no esforço de aprender jamais alcançará o conhecimento da verdade, pois que sabedoria pode haver sem a sabedoria de Deus?" p. 154
.
O evangelho não suplantou toda a lei de forma a trazer outra espécie de salvação. Pelo contrário, ele confirmou e satisfez tudo que a lei havia prometido, dado substância às sombras. Ao comentar Mateus 5.21, Calvino declara: "não devemos imaginar Cristo como um novo legislador que acrescente qualquer coisa à justiça eterna do Pai. Devemos ouvi-lo como fiel expositor, para que saibamos qual a natureza da lei, qual o seu objetivo e qual a sua extensão" p. 155
.
O terceiro uso da lei
.
"Que seria não somente revelar nosso pecado ou restringir os atos de pecado na sociedade. "O terceiro e principal uso, que pertence mais intimamente ao propósito da lei, encontra seu lugar entre os crentes em cujo coração o Espírito de Deus já vive e reina... Eles já tiram proveito da lei nas duas maneiras. Aqui está o melhor instrumento para que aprendam mais completamente a cda dia a natureza e vontade do Senhor a que aspiram, e confirmá-los no seu entendimento dela... Por outro lado, porque não precisamos apenas do ensino como também da exortação, o servo de Deus também se imbuirá do benefício da lei: pela frequente meditação nela para ser despertado à obediência, ser fortalecido nela e ser trazido de volta do caminho escorregadio da transgressão"" p. 136
.
Salmo 2:7
.
Na verdade, Davi podia com todo acerto ser chamado de filho de Deus em razão de sua dignidade real.. Davi foi gerado por Deus quando sua escolha para ser rei foi claramente manifestada.
.
Cristo está presente no Antigo Testamento como Logos eterno, como promessa e como tipo.
.
Promessa e cumprimento.
Calvino procura o cumprimento progressivo da profecia. as principais possibilidades de cumprimento são: primeiramente, cumprimento nos tempos do Antigo Testamento, segundo, na vinda de Cristo, terceiro, na igreja contemporânea e, finalmente, na segunda vida de Cristo. (p. 166)
.
.
Spurgeon
.
O grande objetivo do ministério cristão é a glória de Deus. Quer as almas se converteam, quer não, se Jesus Cristo for fielmente pregado, o pregador não terá trabalhado em vão, pois é um aroma suave a Deus como também aos que perecem e aos que são salvos. Contudo, como regra, Deus nos enviou para pregar, a fim de que mediante o evangelho de Jesus Cristo os filhos dos homens possam se reconciliar com ele" p. 177
.
As jornadas de Israel do Egito para a Canaã são alegoria de nossa peregrinação cristã da escravidão do pecado (egito) para a libertação por meio de Cristo (páscoa) e conversão ( passar o mar vermelho), para as dificuldades e tentações e os triunfos (deserto) até a vida cristã vitoriosa( canaã)" p. 183
.
.
Capítulo 5- Princípios do Novo Testamento para a pregação de Cristo a partir do Antigo Testamento.
.
Perigo do Cristomonismo.
.
"A ênfase cristocêntrica da pregação luterana...tem sido distorcida de modo tão desproporcional, ainda que não intencionalmente, que, para o povo sentado nos bancos da igreja, o evangelho essencial, a revelação e ato redentor de Deus em Cristo, perderam-se. Aceitar a Cristo como Salvador pessoal aparentemente tem pouco ou nada a ver com Deus" p. 206
.
A pregação de Jesus tem como objetivo a glória de seu Pai.
.
"Os escritores do Novo Testamento não pensavam em apresentar Cristo como uma alternativa para Deus, como um objeto de culto cristão suficiente em si mesmo... A adoração que pára nele e não passa por ele indo até Deus, o tudo em todos, no final fica aquém do culto cristão" p. 208
.
John Piper: "O grande desígnio e a intenção do ofício de pregador cristão é restaurar o trono e o domínio de Deus na alma dos homens. É isso o que as pessoas levam consigo da adoração nos dias atuais? Um sentido de Deus, uma nota de graça soberana, um tema da glória panorâmica, o grande objeto do ser infinito de Deus? Elas entram por uma hora por semana... na atmosfera da santidade de Deus que deixa seu aroma sobre a vida delas durante toda a semana? Os escritores do Novo Testamento, assim como o próprio Jesus, nos ensinam claramente que a pregação centrada em Cristo tem de ter com alvo a glória de Deus "p. 209
.
A influência dos métodos judaicos de interpretação
Peshat- um tipo literalista de exegese ...o significado natural do texto é aplicado à vida das pessoas - em particular na aplicação da legislação deuterômica"
Targun uma paráfrase ou tradução explicativa
Midrash- uma exposição de uma passagem cuja finalidade é destacar a relevância do texto sagrado para o presente momento
Pesher - uma interpretação mais centrada do que midrash, refere-se à exposição de textos que vê neles cumprimento escatológico na era atual.
Tipologia - interpretação que vê correspondência etnre pessoas e acontecimentos do passado e do futuro (ou presente).
Alegoria- uma forma mais extrema de midrash que considera o texto como uma espécie de código ou cifra que deve ser decodificado para se chegar ao significado mais profundo.
os únicos exemplos claros são de 1Coríntios 10:1-4, Galátas 4:22-31 e, provavelmente, 2Coríntios 3:7-18
.
Mateus 1:17
Devemos saber que 14 é o valor numérico do nome Davi no hebraico, ou seja, DVD. Mateus começa traçando a linha da história redentora com Abraão e o número 14 na linha de gerações é o próprio grande rei Davi. Mas três coisas vêm abaixo aqui: o próprio numero 14 - Jeconias, o cativo 1Cr 3.17- se encontra em exílio na Babilônia. O reino pode ter acabado, mas pelo menos a casa de Davi está viva. Mais gerações vão e vem e, novamente, chegamos a outro número 14, outro Davi, Jesus , que se chama o Cristo (1.15). .(p.219).
.
"A tipologia do Novo Testamento é assim essencialmente o traçar dos constantes princípios da operação de Deus através da História, revelando um ritmo recorrente na História passada que é assumido mais plena e perfeitamente nos acontecimentos do Evangelho" p.244
.
Complexidade na tipologia
Sobre Romanos 5:2 - "Na confusão universal causada por ele, Adão é, para Paulo, um typos, uma apresentação anterior, pela qual Deus intima o futuro Adão, ou seja, Cristo, em sua obra universal de salvação...O termo typos pode ser a forma vazia que faz uma impressão oposta sobre outro material. Paulo pode adotar o termo, conhecido por ele já no sentido de um molde original, como uso técnico consoante com o significado básico" p. 245
.
Sobre Hebreus- "a tipologia é uma relação comparativa que é arranjada qualitativamente em vez de quantitativamente. O tipo não é essencialmente uma versão em miniatura do antítipo, mas uma prefiguração em diferente estágio da história redentora que indica a estrutura ou os fatores essenciais- skia-parabole- eikon- da realidade futura" p. 252
.
.
Capítulo 6: O método cristocêntrico
.
"Devemos ler as escrituras com o propósito expresso de encontrar Cristo nelas. Aquele que se desviar desse objetivo, embora possa se afadigar a vida inteira no aprendizado, jamais alcançará o conhecimento da verdade, pois que sabedoria podemos encontrar sem a sabedoria de Deus?
Calvino, Comentário de João 5:9, na p.259
.
Toda pregação bíblica deve começar com a exegese histórico-gramatical do texto, com tudo que isso inclui...Qualquer que seja a mensagem legítima para os ouvintes de hoje, deverá surgir de seu significado original e permanecer fiel a ele (p.260)
.
A fim de descobrir o significado original e histórico de uma passagem o pregador tem que fazer justiça a três fios entrelaçados do texto: o literário, o histórico e teocêntrico... A mensagem original do autor e a necessidade de seus ouvintes são relacionadas como uma flecha e um alvo. A necessidade de Israel naquele tempo era o alvo que o escritor do Antigo Testamento procurava atingir com sua mensagem...
.
Entender a mensagem no contexto do cânon e da história redentora...um sermão cristão sobre um texto do Antigo testamento necessariamente irá na direção do Novo Testamento. Isso é óbvio quando o texto contém uma promessa que é cumprida em Cristo: o pregador não pode parar na promessa, mas, naturalmente, irá prosseguir com o sermão até o seu cumprimento. O mesmo ocorre quando o texto contém um tipo que é cumprido em Cristo: o sermão vai do tipo para o antítipo. Isso também acontece quando o texto relata um tema que é mais desenvolvido no Novo Testamento, no sermão, o pregador vai do tema do AT para seu desenvolvimento mais completo no NT. (p. 263)
.
Essencial para a pregação expositiva...O tratamento do texto de tal modo que seu significado real e essencial, conforme existia na mente daquele autor bíblico em particular e conforme existe à luz do contexto geral de todo Escritura, fique claro e seja aplicado às necessidades dos leitores do dias atuais. A pregação expositiva requer três movimentos básicos: 1. determinar o significado original, 2. o significado do contexto de todo o canon e 3. a aplicação desse significado para os nossos ouvintes atuais. (p.264)

domingo, julho 19, 2009

SIDNEY GREIDANUS: Pregando Cristo a partir do Antigo Testamento - 2


Capítulo 2- A necessidade de pregar Cristo a partir do Antigo Testamento.


.

.

A tentação da pregação centrada no homem.

"Note que no primeiro ponto a luta particular de Jacó se transforma na luta de toda pessoa- é o erro da generalização, ou universalização. Note, além disso, que a luta física de Jacó é transformada em nossa luta espiritual com Deus - esse é o erro da espiritualização- Note que no segundo ponto, a transformação de Jacó é substituida pelo nosso chamado para a transformação- esse é o erro da moralização-. p.52

.

.

"Deve-se enfatizar que nenhum sermão torna-se Palavra de Deus para a igreja cristã se estiver falando apenas do AT sem estar ligado ao Novo. Em todo sermão surge do texto do AT, deve haver referência ao resultado no Nt da palvra do AT" p. 59

.

.

Os autores do NT repetem vez apos vez as conexões: as promessas do AT são cumpridas no novo, os tipos do AT encontram seu cumprimento nos antítipos do Novo, os temas do AT, tais como reino de DEus, aliança, redenção, conquanto ainda passando por dramáticas transformações, continuam no NT. Todos esses elos demonstram a unidade entre os dois testamentos. Todos esses elos são baseados, afinal, no fato de que a história redentora de DEus é uma só peça" p. 65

.

.

O antigo testamento deve ser interpretado da perspectiva do novo.

"o fato da progressão na história da salvação exige um ouvir sempre renovado da palavra do Senhor falada num momento anterior da história da salvação. Esse ouvir deverá ser novo porque é ouvir dentro do contexto dos acontecimentos e das circunstâncias na história que ocorreram depois" p. 69

.

.

Marcos.

"Kingsbury pergunta sobre o motivo pelo qual Marcos situa sua historia do ministerio terreno de Jesus dentro de um contexto da historia que corte do tempo a profecia do AT até o final dos tempos. Ele responde porque...quer propor a afirmação de que era exatamente o ministerio de Jesus o eixo central para toda a atividade de Deus com a humanidade "p. 77

.

.

Mateus

o significado de Jesus está profundamente arraigado na historia de Israel no AT, tão profundamente que as bençãos prometidas para Israel no AT só encontram cumprimento nele. Ele é israel, a personificação representativa do verdadeiro Israel , como tambem seu rei" p. 78

.

.

se o AT realmente evidencia Cristo, então só somos pregadores fiéis quando fazemos justiça a essa dimensão em nossa interpretação e pregação do AT

.

.

um Cristo sem AT- teríamos um Cristo afastado do amplo pano de fundo do sofrimento humano e da ação redentora de Deus, o pano de fundo da justiça de DEus e de sua ira, seu amor e sua santidade p. 82

.

.

O NT o saudo a Jesus como Messias e Filho de homem, descrevendo-o como servo sofredor, contudo, em nenhum explica o significado desses termos...sem o conhecimento do AT, na verdade, é impossivel entender o significado da obra de nosso Senhor, como os escritores do NT o viam" p. 83

.

.

domingo, julho 12, 2009

SIDNEY GREIDANUS: Pregando Cristo a partir do Antigo Testamento.



Capitulo 1- PREGAR A CRISTO E PREGAR O ANTIGO TESTAMENTO


"A igreja do Novo Testamento pregava o nascimento, o ministério, a morte e a ressureição e a exaltação de Jesus de Nazaré como cumprimento das antigas promessas de aliança com Deus, sua presença hoje no Espírito e seu iminente retorno. Em suma, pregar Cristo significava pregar Cristo encarnado dentro do contexto do pleno escopo da história da salvação" p. 18
.
.
"pregar Cristo como sendo pretar sermões que integrem de modo autêntico a mensagem do texto com o climax da revelação de DEus na pessoa, na obra e no ensino de Jesus Cristo, conforme relevado no Novo Testamento" p. 24
.
.
Sobre a necessidade de pregar a partir do Antigo Testamento.
.
"Como um pastor cristão pode esperar alimentar o rebanho numa dieta espiritual equilibrada se negligencia, completamente, os 39 livros das Escrituras Sagradas dos quais Cristo e todos os autores do Novo Testamento receberam seu próprio alimento espiritual" p. 30
.
.
"Como os gnósticos, Marcion tinha uma visão dualista do universo, em que o mundo material é mau e o espiritual, bom. Um bom Deus - puro Espirito- não poderia ter criado este mundo material. p. 34
.
.
Bultmann acreditava que : "Para a fé cristã, o Antigo Testamento não é mais a revelação como foi antigamente, e ainda é, para os judeus. Para a pessoa que se encontra dentro da igreja, a historia de Israel é um capitulo fechado....a historia de Israel não é nossa história e, no tocante a Deus ter mostrado sua graça nessa historia, essa graça nao foi intencionada para nós...para nós a historia de Israel não é a história da revelação. Os acontecimentos que tinham significado para Israel, que eram a Palavra de Deus nada mais significam para nós... Para a fé cristã, o Antigo Testamento não é, no verdadeiro sentido, Palavra de Deus" p.37
.
.
"apesar dessas grandes dificuldades, há muitas razões para os pastores pregarem a partir do Antigo Testamento: 1. o AT faz parte do canon cristão. 2. ele revela a historia da redenção que conduz a Cristo 3. ele proclama verdades que não são encontradas no NT. 4. ele nos ajuda a entender o NT 5. ele evita uma compreensão errada do NT e 6. ele oferece uma compreensão mais completa de Cristo" p. 41
.
.
"Só no AT é que aprendemos que Deus criou os seres humanos à sua imagem e semelhança para ter comunhão com ele e uns com os outros, com um mandado de desenvolver e cuidar da terra. Só no AT é que recebenmos um retrato da queda humana no pecado, resultando em morte, divisão e inimizade entre a semente da milher e a semente da serpente. Só no AT é que ouvimos sobre a eleição de Abraão e de Israel como ponto de partida para a restauração de seu reino sobre a terra. Só no AT é que encontramos detalhes sobre a aliançã de Deus com Israel, as dez palavras da aliança- O Decalogo- as bençãos e as maldições. Só no AT é que ouvimos falar sobre a vinda do Messias e sobre o Dia do Senhor" p. 44
.
.
"O AT mangém o evangelho fiel à História. É a defesa mais segura contra assimilação de filosofias e ideologias estranhas, contra uma fuga para uma piedade sentimental e puramente fora da realidade deste mundo, e contra aquele individualismo degradante que tão facilmente nos assedia" p. 48

quinta-feira, janeiro 01, 2009

Pregando Cristo


“A pregação centrada em Cristo é muito mais específica do que a pregação centrada em Deus”.
.

Das recentes palestras sobre “Pregando Cristo a partir das narrativas de Gênesis”.

.
No início de meu ministério, preguei uma série de sermões em Eclesiastes. Um sermão após outro, um pregador aposentado me dizia: “Eu apreciei seu sermão, Sid, mas eu me pergunto: “Será que um rabino poderia ter pregado seu sermão em uma sinagoga?” Esta imagem ficou gravada nitidamente em minha cabeça. O meu sermão era distintivamente cristão? Eu tinha pregado Cristo?Hoje reconheço que mesmo com um doutorado em interpretação bí­blica e pregação, eu não sabia como pregar a Cristo com integridade a partir de Eclesiastes, e eu nem estava muito preocupado em como fazê-lo. Minha maior tarefa, eu penso, era fazer justiça ao texto escolhido, e evitar distorcer as Escrituras. Não seria su­ficiente pregar sermões centrados em Deus? Cristo, afinal, é Deus. Mas pesquisas e reflexões poste­riores me convenceram que a “prega­ção centrada em Cristo” é muito mais específica do que a “pregação centrada em Deus”. De acordo com o Novo Testamento, pregar a Cristo não é o mesmo que pregar a Deus de maneira geral, mas significa pregar Cristo encarnado, Jesus de Nazaré, como o clímax da revelação própria de Deus. Como João explica, “Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou” (Jo 1.18).
.

A Necessidade de se Pregar Cristo
.

A necessidade de se pregar Cristo é claramente comunicada no Novo Tes­tamento. Em primeiro lugar, Jesus or­denou que seus discípulos pregassem sobre ele. Após sua ressurreição, Jesus ordenou a seus discípulos: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado” (Mt 28.19-20).Em segundo lugar, devemos pregar Jesus Cristo porque ele é o caminho da salvação. Jesus disse para Nicodemus: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). De fato, Jesus disse que ele é o único caminho da salvação. “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6; cf. Jo 17.3; At 4.12). Em terceiro lugar, deveríamos pregar explicitamente a mensagem de Jesus Cristo em nossa cultura pós­cristã. Na antiga cultura cristã, pregadores podiam pressupor que os seus ouvintes indistintamente iriam fazer conexões entre a mensagem do sermão e Jesus. Mas ninguém pode partir dessa hipótese em uma cultura pós-cristã. Se de alguma maneira as pessoas ainda pensam em alcançar a Deus, elas são inclinadas a pensar que existem muitos caminhos para ele. Os cristãos seguem um caminho, os judeus seguem outro, e os mulçumanos, ainda outro. No final das contas, todos se encontram no mesmo topo da montanha. Mas, se a Bíblia está correta, existe apenas um caminho até Deus: Jesus Cristo. Portanto, é crucial que em cada sermão nós explicitamente preguemos Jesus Cristo.
.

O Significado de “Pregar Cristo”

.

Mas o que significa “pregar Cristo?” O entendimento mais comum de “pregar Cristo” é pregar a pessoa e a obra de Cristo - a obra é costumeiramente en­tendida como o trabalho ungido de Je­sus. Esta definição ampla é baseada no Novo Testamento. Embora Paulo te­nha dito: “Nós pregamos Cristo cruci­ficado” (1Co 1.23), suas cartas deixam claro sua igual preocupação em pregar o Cristo ressurreto (1Co 15.4), em pregar “Jesus Cristo como Senhor” (2Co 4.5), e pregar a Segunda Vinda de Jesus (1Ts 3.13-18). Mas mesmo esta definição da pregação da pessoa e/ou a obra de Jesus Cristo é muito limitada para que possamos pregar Cristo em todos os sermões com integridade. Muitos textos de sabedoria do Antigo Testamento não podem ser legitimamente ligados a pessoa ou obra de Jesus. Deveríamos acrescentar à nossa definição de “pregar Cristo” um elemento a mais: o ensino de Jesus. Em seu mandado missionário, o próprio Jesus nos ordenou que passássemos adiante seus ensinamentos: “Fazei discípulos de todas as nações..., ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado” (Mt 28.20). João reiteirou a importância do ensino de Jesus: “Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus; o que per­manece na doutrina, esse tem tanto o Pai como o Filho” (2Jo 9). Portanto, quando pensamos em pregar Cristo, deveríamos incluir o ensino de Cristo a respeito de tópicos tais como Deus, o reino de Deus, o próprio Jesus e sua missão, salvação, a lei de Deus, e nossa responsabilidade e missão. Em conformidade com isso, sugiro a seguinte definição: “Pregar Cristo a partir do Antigo Testamento significa pregar sermões que autenticamente integram a mensagem do texto com o clímax da revelação de Deus na pessoa, obra, e/ou ensino de Jesus Cristo como são revelados no Novo Testamento”.[1]Quando o texto contém uma pro­messa sobre o Messias que está por vir, os pregadores podem fazer este movimento de modo direto. Eles automaticamente relacionam a promessa com o cumprimento. Por exemplo, quando pregamos em Isaías 61, “O Espírito do SENHOR Deus está sobre mim,” não nos atemos apenas ao significado do texto para os ouvintes de Isaías, mas prosseguir adiante até o seu cumprimento em Jesus (Lc 4) e seu significado para os ouvintes contemporâneos. Do mesmo modo, quando pregamos que Deus redimiu Israel da escravidão do Egito, não deveríamos nos ater apenas à mensagem para Israel, mas deveríamos prosseguir adiante na história da redenção até o ato redentivo final de Deus em Jesus e em sua mensagem para a igreja aqui e agora.
.

Os caminhos para a pregação de Cristo a partir do Antigo Testamento
.

Estudando tanto o Novo Testamento quanto a história da pregação, cheguei a conclusão de que existem sete caminhos legítimos para relacionar o Antigo Testamento a Jesus. Eles são: (1) a progressão histórico-redentiva, (2) promessa-cumprimento, (3) tipologia, (4) analogia, (5) temas longitudinais, (6) referências neotestamentárias, e (7) contraste.[2]Se o texto pregado é o relato da criação de Gênesis 1.1-2.3, as opções estão limitadas porque o relato descreve o estado anterior a queda. Além disso, os pregadores podem chegar a Jesus através das referências do Novo Testamento: João 1.1-5 faz menção a Gênesis 1 e fala de Jesus como a Palavra de Deus pela qual todas as coisas foram criadas. João continua no verso 14, “A palavra se fez carne,” o que pode ser relacionado com Filipenses 2.6-7, onde Paulo fala de Cristo Jesus, “o qual, sendo o próprio Deus ... esvaziou-se a si mesmo tomando a forma de servo”.Se o texto bíblico fala sobre os eventos posteriores à queda como, por exemplo, a narrativa de Abel e Caim em Gênesis 4, os pregadores podem chegar até Cristo por uma variedade de caminhos:
.

Pelo caminho da progressão histórico-redentiva, traçando a batalha entre a semente da serpente e a semente da mulher, a partir de Caim versus Abel, do Egito versus Israel, indo para Canaã versus Israel, para Herodes versus Jesus, para Satanás versus Jesus, para o Mundo versus a igreja, até a derrota final de Satanás (Ap 20.10) e a vitória de Cristo.
.

Pelo caminho da tipologia Abel-Cristo: Abel, a semente da mulher que foi morto pela semente da serpente, é um “tipo” de Jesus Cristo, a Semente da mulher que seria morto por Satanás.
.

Pelo caminho da analogia: assim como Deus assegurou a Israel que ele preservaria o seu povo da aliança na história humana (veja Gn 4.25-26), Jesus assegura sua igreja que “as portas do inferno não pre­valecerão sobre ela” (Mt 16.18).
Traçando o tema longitudinal da semente da mulher a partir de Sete, a “semente” que substituiu o martirizado Abel (4.25), até Noé, Abraão, Isaque, Jacó, Judá, Davi, e finalmente até Jesus Cristo, a Semente da mulher.
Usando referências neotestamentárias como Hebreus 12.24 ou João 3.11-13 como uma ponte para Cristo.
Para os textos de sabedoria do Antigo Testamento a opção pela analogia combinada com as referências neotestamentárias pode ser uma abordagem frutífera se o pregador identificar um ensino similar de Jesus, o rabi que pensava em parábolas como um homem sábio do passado. Por exemplo, ao pregar sobre “Não te fatigues para seres rico... Pois, certamente, a riqueza fará para si asas, como a águia que voa pelos céus” (Pv 23.4-5), é possível usar analogia para se chegar ao ensino similar de Jesus, “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam” (Mt 6.19). Ou, pregando em Eclesiastes com os seus freqüentes refrões sobre a vaidade, um pregador pode usar a opção do contraste: em razão da ressurreição de Jesus, a vida humana não é vaidade. Isto pode ser baseado pelas palavras finais de Paulo em seu capítulo sobre a ressurreição: “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão” (1Co 15.58). O fato é que no contexto histórico-redentivo mais amplo é possível se fazer justiça à mensagem original do texto da pregação, e pregar a pessoa, obra e ensino de Jesus, sem distorcer as Escrituras. A pregação cristrocêntrica não se opõe à pregação teocêntrica. Se feita corretamente, a pregação cristrocêntrica expõe o verdadeiro coração de Deus.
.

[1] Esta definição é de meu livro, Preaching Christ from the Old Testament (Grand Rapids: Eerdrmans, 1999), p.10.[2] Para uma explicação detalhada disto veja Preaching Christ from the Old Testament., 203-77
.

.

Dr. Sidney Greidanus

Professor de Pregação no Calvin Theological Seminary em Grand Rapids, Michigan.Este artigo, traduzido por Adrien Bausells, foi extraído da revista Forum (primavera de 2003, p. 3-4), publicada pelo Calvin Theological Seminary.

domingo, novembro 19, 2006

Pregação Cristocêntrica

CHAPELL, Bryan Pregação Cristocêntrica Ed. Cultura Cristã

“O
teste das três horas da madrugada requer que você imagine sua esposa, seu pai ou membro da igreja, acordando-o de um sono profundo com esta simples pergunta:”Sobre o que é o sermão de hoje, pastor?”. Se você for incapaz de dar uma resposta incisiva, saberá que o sermão provavelmente está incompleto. Pensamentos que você não consegue juntar às três da madrugada por certo não serão apreendidos pelos utros a qualquer hora” p. 41


“Seminaristas tropeçam em suas primeiras experiências de pregação ao tentar concentrar tudo o que estão aprendendo em único sermão” p. 43

FOCO DA CONDIÇÃO DECAÍDA
“Nossa esperança reside na certeza de que toda a Escritura tem um Foco da Condição Decaída (FCD). Deus se recusa a abandonar seus filhos, frágeis e pecadores, sem guia ou defesa num mundo antagônico ao bem-estar espiritual deles. Nenhum texto foi escrito e destinado às pessoas do passado somente. Deus pretende em cada texto da Escritura dar-nos a paciência e o incentivo de que hoje necessitamos. O FCD é a condição humana recíproca que os crentes contemporâneos compartilham com aqueles ou aquele a quem o texto foi escrito que requer a graça da passagem” p. 44

o pregador que afirma somente a conclusão a que o comentarista chega, está tentando pregar por procuração” p.73



“Agora, que eu e todo aquele que fala a palavra de Cristo, livremente nos orgulhemos de que nossa boca é a boca de Cristo. Estou verdadeiramente certo de que minha palavra não é minha, mas a palavra de Cristo. Assim deve ser a minha boca a boca daquele que a exprime”
Martinho Lutero, p.101


“A maioria dos textos homiléticos alude aos seis amigos fieis dos repórteres, que intuitivamente empregamos na obtenção dos fatos: o quê, quem, quando, onde, por quê e como.” p.113.


Você não pode exortar sua congregação a fazer tudo quanto a Biblia requer da sua parte como se ela pudesse cumprir essas exigências por sua própria conta, mas apenas como conseqüência do poder salvador da cruz e da morada, do poder santificador e da presença de Cristo na pessoa do Espirito Santo. Toda pregação edificante, para ser cristã, precisa levar plenamente em consideração a graça de Deus na salvação e na santificação
Jay Adams na p.291

“A tipologia conforme se relaciona com a pessoa e a obra de Cristo, é o estudo das correspondências entre pessoas, eventos e coisas que primeiro aparecem no Antigo Testamento pela primeira vez para preparar ou expressar de modo mais completo as verdades de salvação do Novo Testamento” p. 297

“Cada aspecto, cada ato e esperança da vida cristã encontram seu motivo, força e causa em Cristo, ou, então não são de Cristo. As verdades da Escritura que não antecipam ou não culminam no ministério de Cristo precisam, ao menos, ser pregadas como uma conseqüência da sua obra, ou nós as arrancamos do contexto que as identifica como a mensagem cristã” p. 303

IDENTIFICANDO MENSAGENS NÃO-REDENTIVAS


1. Os fatais SEJA
“Exortam os crentes a ser alguma coisa para que sejam abençoados (...) O que não conseguem perceber é a erosão da esperança que causam semanalmente pela pregação de mensagens bíblicas na origem, porém biblicamente incompletas” p. 305


2. Mensagens para SER COMO

“Mensagens que exortam a ser como, que concentram a atenção dos ouvintes sobre um personagem bíblico, à medida que o pregador os exorta a serem como aquela pessoa ou como alguém aspecto da sua personalidade (...) Simplesmente dizer às pessoas que imitem a piedade de outros sem lembra-luz que qualquer coisa mais que conformidade exterior precisa vir de Deus, leva-as ou a desesperar-se da transformação espiritual ou a negar sua necessidade” p. 306


3. Mensagens para SER BOM.

“Pregação evangélica que infere que somos salvos pela graça, mas apoiada por nossa obediência, não apenas solapa a obra de Deus na santificação, mas ela, em ultima analise, lança duvida sobre a natureza de Deus, tornando duvidosa a própria salvação”307



4. Mensagens que Dizem às pessoas para DISCIPLINAR-SE

“Tais mensagens não estão simplesmente advogando comportamento moral, mas estão de maneira característica incentivando os crentes a exercitar essas disciplinas de modo mais regular, sincero, amplo e metódico, o que pretensamente irá elevá-los a planos mais altos de aprovação”. (p. 307)
“Nenhum grau de diligencia humana é capaz de compensar o Senhor por tudo o que n[os verdadeiramente lhe devemos, mera insistência sobre as disciplinas apenas torna aquelas mais honestas quanto aos seus méritos menos seguras de sua condição. Recompensas imaginárias valem muito pouco numa economia em que santidade absoluta permanece a única moeda corrente aceitável” p. 308

A PARTE ESSENCIAL DA PREGAÇÃO CRISTOCÊNTRICA.

“Mensagens para ser não são erradas em si mesmas; são erradas por si mesmas. As pessoas não são aptas a fazer ou ser o que Deus exige, sem a obra de Cristo nelas, por elas, e por meio delas. Apenas recriminar o erro e martelar a devoção podem convencer os outros de sua impropriedade ou torná-los auto-suficientes, mas essas mensagens também conservam remota a verdadeira piedade. Assim, instrução no procedimento bíblico sem a verdade redentora, somente causa ferimentos, e ainda que seja oferecida como um antídoto do pecado, tal pregação ou promove farisaísmo ou leva ao desespero. Os pregadores cristocêntricos não aceitam nenhuma dessas alternativas. Os padrões santos que penetram o coração sempre que as pessoas reconhecem a profundidade de suas obrigações divinas, tornam-se lenitivo para a alma, quando pregamos seu cumprimento em Cristo e sua capacitação por seu Espírito” p. 309
“O intento das escrituras caracteriza-nos a todos como seres feitos à semelhança de queijos suíços cheios de furos que os esforços humanos não podem preencher.”p. 316

HISTÓRIA REDENTORA

A unidade da historia redentora implica a natureza cristocêntrica de cada texto histórico. A historia redentora é a historia de Cristo. Ele permanece no seu centro, e não menos no seu inicio e seu fim...A Escritura desvenda o tema e a amplitude de sua historiografia logo no começo, Gn 3.15 Van´t Veer diz,`coloca todos os eventos subseqüentes sob a luz da tremenda batalha entre Cristo nascido no mundo e Satanas, o príncipe deste mundo, e isso situa todos os acontecimentos à luz da vitória completa que a semente da mulher alcançará. À vista disso, torna-se imperativo que nem uma única pessoa fique isolada desta historia e se mantenha a parte dessa grande batalha. O lugar de ambos oponentes e colaboradores só pode ser determinado cristo logicamente. Apenas no que concerne aos que receberam seu lugar e tarefa no desenvolvimento desta história é que aparecem na historiografia da Escritura. Desse ponto de vista, os fatos são selecionados e registrados
Sidney Greidanus na p. 317


A GRAÇA

“A graça não auxilia meramente condutas justas, ela socorre na apreensão do infalível amor de Deus que torna possível a retidão humana. Se obediência é apenas uma postura defensiva que nossos ouvintes assumem para desviar a ira divina ou lisonjear o favor divino, então, santidade humana nada é senão um eufemismo de egoísmo. Autoproteção e autopromoção são lamentáveis substitutos de glorificar a Deus e goza-lo sempre, porém, as primeiras alternativas são resultante definitivos de vidas devotadas a Deus por temor servil e medo abjeto” p. 328

CULPA CANCELADA PELA MUDANÇA DE COMPORTAMENTO GERA LEGALISMO/MORALISMO
CULPA CANCELADA PELA CRUZ, PRODUZ ATITUDE RECONHECIDA E ARREPENDIMENTO.

A cura da alma começa com a mensagem de que Deus graciosamente aceita nossas obras que lhe são oferecidas em gratidão por nossa salvação, porém nossa aceitação e santificação jamais resultam de qualquer coisa, senão graça” p.332

Amor a Deus transborda no desejo de agrada-lo cuidando daqueles a quem ele ama. Orgulho e juízo critico se desvanecem. Os cristãos se unem com os necessitados precisamente porque a graça lhes assegura que podem dispor de recursos para agir desta forma. Somente a pregação cristocêntrica produzirá essa confiança frutífera”p. 334


“Reverência às verdades da graça precisa preceder o serviço quanto às obrigações morais, ou as ações se tornarão irrelevantes e equivocadas. As mãos dos crentes devem permanecer vazias de si mesmas, tanto antes quanto depois da conversão, se queremos experimentar a plenitude da graça” p. 336

segunda-feira, novembro 13, 2006

Eu Creio na Pregação

STOTT, John Eu Creio na Pregação Editora Vida

“Um único meio e um modo de cura nos foi dado(...) e este é o ensino da Palavra. Esse é o melhor dos instrumentos, esse é a melhor dieta e clima; esse serve no lugar dos remédios, serve no lugar da cauterização e da cirurgia, quer haja necessidade cortar, quer de amputar, esse único método deve ser usado; e sem ele, nada mais surtirá efeito” Clyde Fant, p. 21

“Simplesmente ensinava, pregava e citava por escrito a Palavra de Deus; fora disso, eu nada fazia. Enquanto eu descançava ou bebia cerveja de Wittenberg com Filipe e Amsdorf, a Palavra enfraquecia tão grandemente o papado que nunca um príncipe nem um imperador infligia tantos dandos sobre ele, eu nada fazia. A Palavra realizou tudo” Martin Lutero na p. 26


“O pregador deve ter certeza que Cristo entra na congregação mediante aquelas palavras que proclama das Escrituras” Dietrich Bonhoeffer na p. 45

“É uma crença fundamental da religião cristã que cremos naquilo que cremos não porque seres humanos o inventaram, mas porque Deus o revelou” p. 59


“É da autoridade de um Evangelho com autoridade dentro de uma personalidade humilde que o mundo necessita principalmente, e que falta na pregação dos presentes tempos” P.T. Forsyth , março/1907, na p.61


“O segredo essencial não é dominar certas técnicas, mas ser dominado por determinadas convicções” p.97


“Deus tem falado (...) É o alicerce de toda pregação cristã. Nunca devemos ter presunção de ocupar um púlpito a não ser que creiamos nesse Deus. Como ousaríamos falar, se Deus não falou? Por nós mesmos, nada temos para dizer. Dirigir-nos a uma congregação sem nenhuma certeza de que estamos levando uma mensagem divina seria o máximo da arrogância e da estultícia” p. 101


“A inspiração não é ditado. Em vez disso, colocou sua Palavra na mente e na boca humana, de tal maneira que os pensamentos que concebiam e as palavras que falavam eram simultânea e completamente humanas e divinas” p. 103


“A Bíblia é a Palavra de Deus escrita, a Palavra de Deus através das palavras dos homens, falada por meio da boca humana e escrita por meio de mãos humanas” p. 103


“O pregador é tanto um mordomo fiel dos mistérios de Deus (1Co 4:1,2) quanto um arauto fervoroso das boas-novas do Todo Poderoso” p. 106


“a nova criação de Deus (a igreja) é tão dependente da sua Palavra quanto é a sua criação antiga (o Universo)” p.116


“Deus fazia o bem-estar do seu povo depender consistentemente de escutarem a sua voz, de crer nas suas promessas e de obedecer aos seus mandamentos” p. 119

“O ministério da Palavra e do sacramento é um único ministério, pois a Palavra proclama e os sacramentos dramatizam as promessas de Deus. No entanto, a Palavra é primária, visto que, sem ela, o sinal fica obscuro quanto ao significado, até mesmo mudo” p. 120


“O declínio da vida e da atividade espiritual das igrejas é geralmente acompanhado por um tipo de pregação formal, sem vida e infrutífera, e isso parcialmente como causa e parcialmente como efeito. Em contrapartida, os grandes reaviva mentos da historia cristã usualmente remontam à obra do púlpito, e, no decurso do seu progresso, tem desenvolvido e tornado possível um alto nível de pregação” E.C. Dargan na p. 121


“Esse é o alicerce do ministério da pregação. Deus é luz, tem agido, tem falado e tem feito com que suas ações e suas palavras tenham sido preservadas por escrito” p. 141