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segunda-feira, fevereiro 04, 2013

Como a graça transforma?




Evangelho na Vida: como a graça transforma a idolatria.

1João 5.21   Filhinhos, guardai-vos dos ídolos. Amém!
1.  
     No princípio, a Idolatria.


Os seres humanos foram criados para adorar e servir a Deus e governar sobre todas as coisas (Genesis 1:26-28)

Romanos 1:23-25:  E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis.  Pelo que também Deus os entregou às concupiscências do seu coração, à imundícia, para desonrarem o seu corpo entre si;  pois mudaram a verdade de Deus em mentira e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém!

Por causa do pecado, adoramos e servimos as coisas criadas, e assim, as coisas governam sobre nós. Quando buscamos nossa salvação, satisfação e segurança em qualquer coisa que não seja Deus. Fazemos de algo nosso deus, e começamos a servi-lo e adora-lo.

O nosso coração é uma fábrica de ídolos (Jr 2:13, Is 44:10-13, Sl 24:3-4, Rm 1:18-25, Gl 4:8-9)

Êxodo 20.3   Não terás outros deuses diante de mim.

Na raiz de todo pecado está a idolatria. Só podemos pecar contra os mandamentos se antes quebrarmos os dois primeiros, não adorar a Deus e começar a adorar a outra coisa.

2.       Identificando a idolatria.

Qual é seu maior pesadelo?  Do que você se orgulha?


Qualquer coisa, boa ou má, pode ser objeto de nossa idolatria: família, sucesso, ministério como também drogas, bebidas, poder.


Se você busca
Seu maior pesadelo
Seus amigos se sentem
Seu problema emocional
PODER (sucesso, vitória, influência)
HUMILHAÇÃO
USADAS
RAIVA
APROVAÇÃO (afirmação, amor, relacionamentos)
REJEIÇÃO
SUFOCADAS
COVARDIA
CONFORTO (privacidade, liberdade)
STRESS, QUESTIONAMENTOS
NEGLIGENCIADAS
TÉDIO
CONTROLE (segurança, certeza)
INCERTEZA
CONDENADAS
PREOCUPAÇÃO

3.  
     Destronando os ídolos.

Romanos 6.14   Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça.

a.     Arrependa-se de seus ídolos: identifique-os em sua vida, veja que não são o que prometem ser, que eles são perigosos e só te escravizam.

b.     Descanse e se alegre no Senhor:  olhe para obra salvadora de Jesus, busque a alegria, a satisfação e segurança verdadeira para sua vida.


Em momentos de raiva, covardia, tédio e preocupação lembre-se a presença de Jesus em você.

Medite esta semana em Mateus 18:21-35 e 26:36-46, João 15:9-17 e 17:13-26

quarta-feira, janeiro 11, 2012

John Piper: Fé na graça futura x orgulho.

No sexto capítulo de Graça Futura, Piper vai falar sobre o orgulho.  Para ele a humildade só pode subsistir na presença de Deus,  quando Deus é colocado em segundo plano, o homem assume o lugar.  O propósito do capítulo segundo o autor é:

declarar que o espírito arrogante é uma forma de incredulidade e que o modo de combater a incredulidade do orgulho consiste na fé na graça futura. Confiar em Deus e ser arrogante constituem opostos” p. 88

Para nos livrarmos disto temos que voltar ao desejo por Deus em nosso coração. Lembrando o que é fé, crer em Jesus significa ir a Jesus  a fim de buscar de tudo o que Deus é para nós nele. De outro lado, a incredulidade seria afastar-se de Deus, a fim de buscar  a satisfação em outras coisas.

Crer não é apenas uma aceitação mental mas também o desejo por Deus no coração. Piper usa as metáforas de beber e comer, de João 4.14 e 6.51, a busca da satisfação vital em Deus.

A incredulidade é afastar-se de Deus e de seu Filho para buscar satisfação em outras coisas. O orgulho é afastar-se de Deus para buscar a satisfação no seu próprio eu, a incredulidade do orgulho é muito forte, porque a autodeterminação e autoexaltação estão por trás dele. A pessoa busca sua autonomia ou independência, que é a essência do orgulho. A batalha contra o orgulho é uma batalha contra a incredulidade,  a favor da humildade, da fé na graça futura.

Em Jeremias 9.23, aparecem três inimigos de Deus: sabedoria, força e riqueza. Eles tentam em nosso coração serem fontes de satisfação. O conhecimento traz orgulho, mas o amor edifica –1Co. 8.1-.  Não há aqui uma apologia a ignorância, pelo contrário, Paulo sempre exaltou o povo a buscar conhecimento, mas esta faculdade foi nos dada para conhecermos a Deus e sabermos como o mundo se relaciona com Ele.

O apelo é contra a vanglória do conhecimento – veja 1Co 1,26,29,31, Rm 11.34,36-.

Quando nos vangloriamos da nossa sabedoria mostramos nosso afastamento de Deus para confiar em nós mesmos. Revelamos, com isso, que nossa satisfação não está primeiramente na sabedoria infinita, originária em Deus, mas em nossas capacidades derivadas e secundárias. Isso é uma falta de fé na graça futura- a promessa de Deus usar sua sabedoria infinita para continuar dominando o universo para o bem daqueles que esperam nele” p.90

Outro ponto é o poder, é a busca em tomar o crédito daquilo que Deus fez por nós, Piper aqui cita Dt. 8.11-17.  Quando vivemos pela graça futura, sabemos que os frutos são somente produtos da graça.

A seguir Piper coloca dois personagens que deixaram se iludir pelos ídolos do orgulho: sabedoria e poder. A história do rei da Assíria em Is.10.5 e Nabucodonosor em Dn. 4.30-37.

 

A maior tentação aqui pode ser mesmo o dinheiro, a riqueza é um grande símbolo de autossuficiência, controlamos os recursos, podemos satisfazer nossos desejos. O resultado é Os. 13.6, o que você confia para seu futuro (Jr. 49.4). Paulo dá a resposta bem clara em 1Co 4.7- “o que você tem que não tenha recebido? E se o recebeu, por que se orgulha, como se assim não fosse?”

Precisamos de uma confiança que tira os olhos dos recursos e descanse em Deus, isto é a graça futura

Para Piper, .o supremo orgulho é o ateísmo, porque no final das contas, o orgulhoso precisa se convencer que não há Deus. Porque a realidade de Deus é intrusa em todos os aspectos da vida, o orgulho não deixa nada se envolver conosco (Tg. 4.13-17). Devemos colocar diante de Deus todos os detalhes da nossa vida.

A coceira da autoconsideração deseja ardentemente o coçar da autoaprovação. isto é, se obtivermos nosso prazer do sentimento de autosatisfação, não estaremos satisfeitos até que outros vejam e aplaudam nossa autosatisfação” p. 95

O que irônico conforme diz Piper, é que a auto-suficiência que deveria nos livrar da necessidade de sermos considerados pelos outros, nos leva  a depender do aplauso alheio. Sempre haverá um vazio, uma insuficiência quando buscamos os recursos em nós mesmos.  Pensando em João 5.44, ele diz:

A coceira pela glória de outras pessoas torna a fé impossível. Porque fé ser satisfeito com tudo o que Deus é para nós em Jesus; e se você estiver inclinado a obter satisfação da coceita ao coçar o aplauso dos outros, você se afastará de Jesus. Mas se você se afastar do eu como fonte de satisfação (=arrependimento), e se for a Jesus para desfrutar de tudo o que Deus é por nós nele (=fé), então a coceira será substituída por uma fonte de água jorrando para a vida eterna (João 4.14)” p.95

A graça reconhece sempre a necessidade de ajuda. O orgulho não, a forma de combater isto é admitir a ansiedade, a vanglória ou, até mesmo, autocompaixão, e apreciar a promessa da graça futura, a fé se fundamenta na ajuda de Deus que tem cuidado de nós, conforme Jr.9.23,24

 

Comentários:

 

Para Agostinho, o ser humano é um ser sacro, ele é aquilo que ele adora. O livro de James K.A. Smith, Desiring The Kingdom, fala muito sobre este ponto:

O que fazemos (práticas) está intimamente ligada ao que desejamos (amor), de modo que isto determina se, como e que podemos saber

 

Seria legal ver meu resumo. Há um texto Amor e Liturgia: a inserção do corpo no culto de Igor Miguel em pdf, muito interessante também, sobre o mesmo livro, com idéias que tem a ver com que está sendo dito aqui:

O conceito hebraico de “amor”, não é uma virtude, ou apenas um sentimento, é um princípio ativo,uma excitação visceral, um desejo fundamental de unidade, de comunhão.  Amor neste sentido é algo com base “energética”, para adotar um termo da psicanálise, um pulsão dirigida ao gozo, à realização.  Que pode ser mediado e traduzido em diversas dimensões afetivas como o amor fraterno, a veneração idólatra, a atração erótica, o culto a Deus, o desejo do salmista pelos átrios do Senhor e assim por diante.   O amor é sempre dirigido a um ideal de “acolhimento”, de realização existencial, o que significa afinal de contas, que o amor não é  religiosamente neutro, ao contrário, ele é fundamentalmente o princípio da veneração.  O amor é sempre dirigido tendo em vista um fim (gr. telos), um propósito, que dê sentido à existência.  Este fim, em última instância, é sempre um paradigma de realização humana.  Por ser o amor teleológico, ele é inevitavelmente religioso.

Sobre o tema do orgulho vale a pena a leitura do capítulo O GRANDE PECADO de Cristianismo Puro e Simples  do C.S. Lewis, eis um trecho:

Chego agora à parte em que a moral cristã difere mais nitidamente de todas as outras morais. Existe um ví­cio do qual homem algum está livre, que causa repug­nância quando é notado nos outros, mas do qual, com a exceção dos cristãos, ninguém se acha culpado. Já ouvi quem admitisse ser mau humorado, ou não ser capaz de resistir a um rabo de saia ou à bebida, ou mesmo ser covarde. Mas acho que nunca ouvi um não-cristão se acusar desse vício. Ao mesmo tempo, é raríssimo encon­trar um não-cristão que tenha alguma tolerância com esse vício nas outras pessoas. Não existe nenhum outro defeito que torne alguém tão impopular, e mesmo as­sim não existe defeito mais difícil de ser detectado em nós mesmos. Quanto mais o temos, menos gostamos de vê-lo nos outros.

O vício de que estou falando é o orgulho ou a pre­sunção. A virtude oposta a ele, na moral cristã, é cha­mada de humildade. Você deve se lembrar de que, quan­do falávamos sobre a moralidade sexual, adverti que não era ela o centro da moral cristã. Bem, agora chegamos ao centro. De acordo com os mestres cristãos, o vício fun­damental, o mal supremo, é o orgulho. A devassidão, a ira, a cobiça, a embriaguez e tudo o mais não passam de ninharias comparadas com ele. E por causa do orgulho que o diabo se tornou o que é. O orgulho leva a todos os outros vícios; é o estado mental mais oposto a Deus que existe.

Parece que estou exagerando? Se você acha que sim, pense um pouco mais no assunto. Agora há pouco, ob­servei que, quanto mais orgulho uma pessoa tem, me­nos gosta de vê-lo nos outros. Se quer descobrir quão orgulhoso você é, a maneira mais fácil é perguntar-se: "Quanto me desagrada que os outros me tratem como inferior, ou não notem minha presença, ou interfiram nos meus negócios, ou me tratem com condescendência, ou se exibam na minha frente?" A questão é que o or­gulho de cada um está em competição direta com o orgu­lho de todos os outros. Se me sinto incomodado por­que outra pessoa fez mais sucesso na festa, é porque eu mesmo queria ser o grande sucesso. Dois bicudos não se beijam. O que quero deixar claro é que o orgulho é es­sencialmente competitivo — por sua própria natureza -, ao passo que os outros vícios só o são acidentalmente, por assim dizer. O prazer do orgulho não está em se ter algo, mas somente em se ter mais que a pessoa ao lado. Dizemos que uma pessoa é orgulhosa por ser rica, inte­ligente ou bonita, mas isso não é verdade. As pessoas são orgulhosas por serem mais ricas, mais inteligentes e mais bonitas que as outras. Se todos fossem igualmente ri­cos, inteligentes e bonitos, não haveria do que se orgu­lhar. É a comparação que torna uma pessoa orgulhosa: o prazer de estar acima do restante dos seres. Eliminado o elemento de competição, o orgulho se vai. E por isso que eu disse que o orgulho ê essencialmente competitivo de uma forma que os outros vícios não são. O impulso sexual pode levar dois homens a competir se ambos es­tão interessados na mesma moça. Mas a competição ali é acidental; eles poderiam, com a mesma facilidade, ter se interessado por moças diferentes. Um homem orgu­lhoso, porém, fará questão de tomar a sua garota, não por desejá-la, mas para provar para si mesmo que é me­lhor do que você. A cobiça pode levar os homens a com­petir entre si se não existe o suficiente para todos; mas o homem orgulhoso, mesmo que tenha mais do que ja­mais poderia precisar, vai tentar acumular mais ainda só para afirmar seu poder. Praticamente todos os males no mundo que as pessoas julgam ser causados pela cobi­ça ou pelo egoísmo são bem mais o resultado do orgulho. Veja a questão do dinheiro. A cobiça pode fazer com que o homem deseje ganhar dinheiro para comprar uma casa melhor, poder viajar nas férias e ter coisas mais apetitosas para comer e beber. Mas só até certo ponto. O que faz com que um homem que ganha 10.000 li­bras por ano fique ansioso para ganhar 20.000 libras? Não é a cobiça de mais prazer. A soma de 10.000 libras pode sustentar todos os luxos de que ele queira desfrutar. E o orgulho — o desejo de ser mais rico que os outros ricos e, mais do que isso, o desejo de poder. Pois, evi­dentemente, é do poder que o orgulho realmente gos­ta: nada faz o homem sentir-se tão superior aos outros quanto o fato de poder movê-los como soldadinhos de brinquedo. Por que uma moça bonita à caça de admi­radores espalha a infelicidade por onde quer que vá? Cer­tamente não é por causa de seu instinto sexual: esse tipo de moça é quase sempre sexualmente frígida. É o orgulho. O que faz um líder político ou uma nação inteira quererem expandir-se indefinidamente, exigindo tudo para si? De novo, o orgulho. Ele é competitivo pela pró­pria natureza: é por isso que se expande indefinidamen­te. Se sou um homem orgulhoso, enquanto existir al­guém mais poderoso do que eu, ou mais rico, ou mais es­perto, esse será meu rival e meu inimigo.

Os cristãos estão com a razão: o orgulho é a causa principal da infelicidade em todas as nações e em todas as famílias desde que o mundo foi criado. Os outros ví­cios podem, às vezes, até mesmo congregar as pessoas: pode haver uma boa camaradagem, risos e piadas entre gente bêbada ou entre devassos. O orgulho, porém, sem­pre significa a inimizade - é a inimizade. E não só ini­mizade entre os homens, mas também entre o homem e Deus.

segunda-feira, julho 19, 2010

Tim Keller: A Sedução do Sucesso.

No quarto capítulo de Counterfeit Gods, o pastor Timothy Keller vai tratar de um outro ídolo que o coração pode produzir como fonte de segurança, confiança e aprovação, o sucesso.

Partindo da história do general Naamã, narrada no livro de 2 Reis 5.

A idolatria do sucesso mais do que os outros ídolos, o sucesso pessoal e conquistas levam para um senso que nós somos bons, que nosso valor e segurança estão na nossa própria sabedoria, força e perfomance. Estar no topo naquilo que você faz, quer dizer que não tem ninguém como você. Você é supremo!

Um dos modos de enxergar que o sucesso se tornou uma idolatria é o modo como se encara os problemas da vida, pessoas bem sucedidas tendem a ficar mais chocadas e pertubadas com os fracassos. Porque há um falso sentido de segurança que advém das conquistas, como se elas poderiam nos livrar dos problemas da vida de um modo que só Deus é capaz de fazê-lo.

“Se o seu sucesso é mais do que apenas sucesso para você- se isto é a medida do seu valor e mérito- então, a relização em uma area limitada da sua vida vai fazer você acreditar que você é um expert em todas as áreas. Isto, claro, leva a todos os tipos de más decisões e escolhas. Esta visão distorcida de nós mesmos é parte da cegueira para que a realidade que a Bíblia sempre diz que acompanha a idolatria (Sl. 135:15-18, Ez 36:22-36)” p. 76

O sinal mais evidente de que o sucesso se tornou uma idolatria é quando nós não conseguimos nos manter auto confiantes a não ser que estejamos no topo do nosso campo escolhido. Hoje, vivemos numa cultura de competição,  a família que era um oásis na batalha, hoje é uma incumbadora de guerreiros.

Tim Keller chama Naamã de o bem-sucedido homem morto, ele era um dos homens mais bem sucedidos e poderosos de todo mundo. Como diz 2 Reis 5:1: “E Naamã, capitão do exército do rei da Síria, era um grande homem diante do seu SENHOR, e de muito respeito; porque por ele o SENHOR dera livramento aos sírios; e era este homem herói valoroso, porém leproso.”

A lepra é uma termo bíblico de significado amplo, ambrangendo doenças na pele que desfiguram suas vítimas, causando uma morte lenta, tem a ressonância que o cancer hoje. Naamã tinha tudo- riqueza, força atlética, clamor popular- contudo, embaixo disto tudo, ele estava, literalmente, caindo aos pedaços.

Sucesso, riqueza e poder supostamente pode fazer você num pessoa “por dentro”, admitido nos círculos sociais mais exclusivos. Contudo, a doença de Naamã, fez dele um alienado, todo seu sucesso era inútil, porque não poderiam impedir alienação social e seu desespero emocional. A história de Naamã funciona como uma parábola. Muitas pessoas procuram o sucesso como um caminho para se sentirem por dentro, acabam ficando de certa forma, estranhos, alheios. Acreditam que o sucesso trará a aprovação das pessoas e pessoal, contudo, a lepra de Naamã mostra que o sucesso não pode trazer a satisfação que procuramos.

 

Procurando nos lugares errados.

A mulher de Naamã e sua escrava disseram a ele sobre o grande profeta de Israel, desesperado pela sua condição, Naamã foi para lá em busca da sua cura.

sábado, julho 17, 2010

Tim Keller: Deuses Falsificados

Voltando a ler Counterfeit Gods do Tim Keller, no capítulo 3- intitulado de MONEY CHANGES EVERYTHING – O dinheiro muda tudo. A partir da história de Zaqueu, o autor coloca como o dinheiro pode ser um ídolo em nossa vida e qual  é a única maneira que ele pode deixar de sê-lo.

A partir de Lucas 16:13-15, Keller coloca que:

De acordo com a Bíblia, idólatras fazer três coisas com seus ídolos.  Eles amam eles, confiam neles e obedecem a eles. Os amantes do dinheiro são aqueles que acham a si mesmos fantasiando e em devaneios sobre novas formas de fazer dinheiro, novas coisas para comprar, e olham com inveja para aqueles que tem mais que eles. Os confiadores no dinheiro sentem que eles tem controle sobre suas vidas e estão seguros e salvos por causa da suas riquezas. Idolatria também nos faz “servos do dinheiro”. Tal como nós servimos nossos reis terrenos e juízes, também nós vendemos nossas almas aos nossos ídolos. Porque nós olhamos para eles atrás de nossa significância (amor) e segurança (confiança) que nós teríamos com eles, então nós levamos a nossa vida para servi-los, e essencialmente, obedece-los. (p. 57)

 

Sobre Zaqueu, tendo como base Lucas 19:3-7, a respeito da escalada na árvore de Zaqueu, Keller aponta que:

“Nós devemos apreciar a significãncia disto. Nas culturas tradicionais, não é liberdade e direito que importam, mas, honra e dignidade. Para qualquer homem crescido subir em cima de uma árvore era se expor ao ridículo. (p.59)

 

Zaqueu não se aproxima de Jesus com orgulho, mas com humildade. Ele se coloca diante de Cristo não com seus bens e sua dignidade na sociedade, ao invés, ele coloca tudo isto de lado,  ele se dispõe a se expor ao ridículo, tudo para ter uma visão de Jesus.

Keller coloca que quando Zaqueu viu que Jesus escolheu a pessoa menos virtuosa na multidão- ele mesmo- para um relacionamento pessoal, toda a sua compreenssão espiritual começou a transformar-se, ele começou a entender o que  a salvação de Deus é dada pela graça, não através de esforços morais ou perfomance. Esse entendimento foi um relâmpago na vida dele, ele deu boas vindas a Jesus com alegria.

Graça e dinheiro.

levantando-se Zaqueu, disse ao Senhor: Senhor, eis que eu dou aos pobres metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado. E disse-lhe Jesus: Hoje veio a salvação a esta casa, pois também este é filho de Abraão. Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido Lc. 19:8-10

 

Há duas promessas memoráveis aqui:

Primeiro, ele deu 50 por cento para os pobres, o que é bem além dos 10 por cento do dízimo. O coração dele foi afetado, desde de que ele soube que a salvação não vinha através da lei, mas da graça, ele não queria cumprir a letra da lei, mas ir além dela.

Keller relata que há muitos cristãos que perguntam a ele sobre o dízimo, falando que ele está previsto apenas no Velho Testamento e o Novo não diz nada a respeito. Eles perguntam para ele, em regra, o seguinte: “Você não acha que agora, no Novo Testamento, os crentes são exigidos absolutamente em dar 10 por cento, acredita?” Ele diz que balança a cabeça e diz que não, e eles mostram um certo alívio. Mas, então, rapidamente, Keller adiciona:”Eu vou dizer para você por que você não vê o dízimo claramente exposto no Novo Testamento. Pense. Nós temos recebido mais revelação de Deus, verdade e graça que os crentes do Velho Testamento, ou menos?”. Para esta pergunta, usualmente, os crentes ficam num silêncio desconfortável. então, o pastor Keller prossegue:"Somos mais devedores da graça do que eles eram antes, ou menos? Jesus apenas dizimou sua vida e seu sangue para nos salvar ou ele entregou tudo?”. Após isto, Timothy Keller conclui que o dízimo é um padrão mínimo para crente cristão, nós não podemos ofertar menos dos nossos ganhos do que aqueles que tinham muito menos entendimento do que Deus faria para salvá-los.

A segunda promessa de Zaqueu não tem muito a ver com caridade ou misericórdia, mas com justiça.  A lei mosaica obrigava a restituição em caso de trapaça, Lv. 5:16 e Nm 5:7, em torno de 20 por cento,mas, ele foi além deste patamar, se obrigando a restituir em 300 por cento.

Em resposta a estas promessas, Jesus diz que salvação chegou a esta casa, fique atento que Jesus não diz se você fizer isto mesmo, você será salvo.  A salvação de Deus não vem em resposta a uma vida transformada, é justamente o contrário que ocorre, a vida transformada é uma resposta para a salvação, ofertada livremente.

“Se a salvação fosse conseguida de alguma forma através de uma obediência a um código moral, então a questão de Zaqueu teria sido “Quanto DEVO dar?”. Contudo, estas promessas são respostas à generosa graça, então sua questão foi “Quanto POSSO dar?”.  (p. 63)

Agora, a segurança e identidade de Zaqueu estavam em Jesus, ele era o seu salvador e não mais o seu dinheiro. A graça de Deus transformou sua atitude para com sua riqueza.

 

 

A graça e os ídolos profundos.

 

O pecado dentro dos nossos corações afeta nossas motivações, nos levando a tornarmos idolátras. O dinheiro é apenas uma manifestação superficial de algo mais profundo que existe de cada um de nós, ou como Keller coloca um “ídolo de superfície”.

"Este é o porquê que os ídolos não podem ser lidados apenas com a simples eliminação dos ídolos de supefície tais como o dinheiro ou sexo. Nós podemos olhar para eles e dizer, “eu preciso dimunuir isto na minha vida. Eu não devo deixar isto me levar. Eu tenho que parar com isto”. Apelos diretos como estes não funcionam porque os ídolos profundos devem ser lidados no nível do coração. Há apenas uma única forma de transformar no nível do coração e isto é através da fé no evangelho” p. 66

 

A pobreza de Cristo

Keller nos leva a outro texto, 2 Coríntios 8 e 9, onde Paulo pede a igreja para dar aos pobres. Ele ressalta que Paulo não enfrenta o problema, da forma : eu sou apóstolo, façam isto. Ao invés disto, Paulo busca a genuidade do amor,

Porque já sabeis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre; para que pela sua pobreza enriquecêsseis 2Co. 8:9

Paulo não está exortando a igreja a deixar de ser gananciosa ou ser mais generosa, ele está recapitulando o evangelho.  Paulo está dizendo que Jesus deixou todo seu tesouro no paraíso, para ser seu tesouro- para um povo que era seu tesouro – 1Pe 2:9-10-. Quando você vê ele morrendo para fazer de você seu tesouro, ele está fazendo você dele.  O amor de Jesus nos dá um estatus memorável, um que o dinheiro não pode comprar. A fé no evangelho reestrutura nossas motivações, nossa compreensão de si mesmos, e identidade, nossa visão de mundo. Um comportamento complacente com regras sem uma completa mudança de coração será superficial e fugaz.

domingo, março 07, 2010

Timothy Keller: Deuses Falsificados.

Deuses Falsos: as promessas vazias do dinheiro, poder e sexo, e a única esperança que importa.
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Introdução: Uma fábrica de ídolos.
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Um Estranha Melancolia
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Depois de a crise econômica global começar no meio de 2008, ocorreram muitos trágicos suicídios após de pessoas formalmente ricas e bem conectadas socialmente, o chefe financeiro da Freddie Mac, uma corporação de empréstimos federal, enforcou-se no seu sótão, o chefe executivo da Sheldon Golden, a líder nos EUA, uma empresa poderosa, deu um tiro em si na frente de seu Jaguar. Um empresário Frances do ramo de investimentos, que investiu a riqueza de muitas famílias reais e proeminentes da Europa, que perdeu cerca de 1,4 bilhões de dólares de seus clientes no esquema de Bernard Maddof´s Ponzi, cortou os pulsos e morreu em seu escritório na Avenida Madison em Nova York. Um executivo sênior dinamarquês do HSBC, enforcou-se numa suíte de 500 libras a noite em Knightsbridge, em Londres
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Em 1830, Quando Alexis de Tocqueville anotou suas famosas observações sobre a America, ele notou uma “estranha melancolia que perseguia seus habitantes...em meio a abundância” . Americanos acreditam que a prosperidade pode preencher sua necessidade de felicidade, mas tal é esperança é ilusória, porque, como Tocqueville acrescentou, a incompletas alegrias deste mundo nunca vão satisfazer o coração humano. Esta estranha melancolia manifesta a si mesma em diversas formas, mas sempre deixa o mesmo desespero quando não se acha o que satisfaz.
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Há uma diferença entre sofrimento e desespero. Sofrimento é a dor para qual há fontes de consolação. Sofrimento vem da perca de algo bom em meio a outros, se você experimentou um revés na carreira, você encontra conforto na sua família para passar por isto. Desespero, contudo, é inconsolável, porque isso vem da perca da coisa absoluta. Quando você perde a coisa absoluta que é a fonte de esperança ou significado para sua vida, então não há fontes alternativas para se colocar no lugar. Isso arrebenta seu espírito.
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Qual é a causa desta estranha melancolia que permeia nossa sociedade mesmo em tempos de frenética atividade, e que se apresenta tão forte quanto a prosperidade míngua? De Tocqueville diz que isso vem pegar a alegria incompleta deste mundo e fazer dela sua vida inteira sobre isto. Esta é a definição de idolatria.
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Uma cultura cheia de ídolos.
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Para as pessoas contemporâneas a palavra idolatria parece algo de figuras primitivas de pessoas se ajoelham diante de estatuas. O livro bíblico de Atos no Novo Testamento contem uma vivida descrição das culturas do antigo mundo Greco-romano. Cada cidade adorava suas deidades favoritas e construíam santuários ao redor destas estatuas para adorar. Quando Paulo foi a Atenas ele viu isso esta cheia destas imagens (At. 17.16). O Parthenon de Atenas podia ser visto por todos na cidade, mas as outras deidades estavam representadas nos outros espaços públicos. Havia Afrodite, a deusa da beleza; Áries, o deus da guerra; Artemis, a deusa da fertilidade e riqueza, Vulcano, deus do fogo, metalurgia.
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Nossa sociedade contemporânea não é tão diferente fundamentalmente desta sociedade antiga. Cada cultura é dominada por seu próprio conjunto de ídolos. Cada uma tem seus sacerdotes, seus totens e seus rituais. Cada uma possui seus santuários- podendo ser prédios comerciais, spas, academias de ginástica, estúdios de televisão, estádios- onde os sacrifícios são feitos para procurar as bênçãos da boa vida e escapar do desastre. O que são os deuses da beleza, poder, dinheiro, e conquista senão as mesmas coisas que tem assumido proporções míticas em nossas vidas individuais hoje na nossa sociedade? Nós podemos não ajoelhar fisicamente perante a estátua de Afrodite, mas muitas jovens mulheres hoje estão caminhando para a depressão e disfunções alimentares por conta de uma obsessiva compulsão a respeito da imagem de seu corpo. Nós podemos não estar queimando incenso para Artemis, mas quando dinheiro e carreira chegam a proporções cósmicas, nós criamos um sacrifício de crianças, negligenciando família e comunidade para alcançar um lugar mais alto nos negócios e ganhar mais riqueza e prestigio.
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Depois que o governador de Nova York Eliot Spitzer destruiu sua carreira por causa de seu envolvimento com prostituição de alto-luxo, David Brooks notou que nossa cultura tem produzido lideres com grandes desequilíbrios pessoais. Eles possuem capacidades sociais para relações de ascensão vertical, com seus mentores e chefes, mas nenhuma genuína relação horizontal em seus relacionamentos com suas esposas, amigos e família. Inúmeros candidatos presidenciais dizem que estão disputando a eleição com o apoio de suas famílias, mesmo sabendo que passam a maior parte do tempo de suas vidas longe delas disputando votos em viagens longe de suas casas. Muitos dos seus filhos e suas esposas são estranhos a eles. Eles buscam a cura da dor. Eles entram, então, em casos amorosos ou tomam outras medidas desesperadas para medicar o vazio interno que há neles. Então estas famílias quebram ou são vitimas de escândalos ou ambos.
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Eles têm sacrificado tudo para o deus do sucesso, mas isso não é suficiente. Em tempos antigos, as deidades tinham uma sede de sangue que era muito difícil de ser saciada. E ainda é.
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Ídolos do coração.
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É muito difícil convencer a respeito deste caso na era da internet, da bolha de especulação imobiliária que perdurou durante 20 anos. Contudo, a grande crise econômica de 2008-2009, mostrou claramente para nos as conseqüências da cultura da ganância. Há tempos atrás, São Paulo escreveu que a avareza não era apenas um comportamento ruim. Avareza é idolatria, ele escreveu (Cl. 3:5). O dinheiro pode ter atributos divinos, ele ensinava, e nossa relação com ele pode se aproximar de uma relação de adoração e obediência.
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O dinheiro se torna um vicio espiritual, e como todos os vícios ele esconde suas reais proporções de suas vitimas. Nós podemos tomar mais e mais riscos para tentar continuar viciado e esconde-lo, mas um dia ele arrebenta nossas vidas e se demonstra. E então, nós começamos a se perguntar: Onde eu estava com a cabeça? Como pude ser tão cego? Por que agimos tão irracionalmente? Por que perdemos tão completamente a visão do que era certo?
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A resposta bíblica é que o coração humano é uma fabrica de ídolos.
Quando a maioria das pessoas pensa em ídolos, elas têm em mente, estatuas literalmente- ou algum pop star apontado pela TV. Ainda que exista adoração a ídolos como tradição em muitos lugares do mundo- com estatuas, rituais antigos. A adoração a ídolos internos, com o coração, é universal. Em Ez. 14:3, Deus diz a respeito dos anciões de Israel, “estes homens deram lugar nos seus corações aos seus ídolos”. Como nós, os anciões deveriam ter respondido a esta acusação, Idolos? Que ídolos? Eu não vi nenhum ídolo. Deus estava dizendo que o coração humano toma as coisas boas como uma carreira de sucesso, amor, posses materiais, ate família, e transforma estas coisas em ultimas coisas. Nossos corações deificam elas como se fossem o centro de nossas vidas, porque, nos pensamos, que elas pode dar a nos a significância e a segurança, proteção e satisfação, se nós conseguirmos elas.
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O tema central do Senhor dos Aneis é o anel do poder tenebroso do Lorde Sauron, que corrompe qualquer um que tenta usa-lo, não importa quão boa são suas intenções, o anel como diz o professor Tom Shippey é um amplificador psíquico, que toma o desejo fundamental do coração e o magnífica em proporções idolátricas. Alguns bons caracteres do livro querem livrar escravos, ou preservar a terra do seu povo, ou levar aos maus a justa punição. Todas estas coisas são bons objetivos, Mas o Anel fazem eles quererem fazer qualquer coisa para alcança-los, qualquer coisa mesmo. Ele transforma a boa coisa em um absoluto que supera qualquer outro valor ou crença. O usuário do anel se torna progressivamente escravizado e viciado nisto, num ídolo, que é algo que nós não podemos viver sem. Nos temos que te-lo, e ainda que isso nos leve a quebrar as regras que alguma vez honramos, que nos levem a causar dano aos outros ou a nós mesmos, em ordem de obte-lo. Idolos são vícios espirituais que levam a um mal terrível, no livro de Tolkien ou na vida real.
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Qualquer coisa pode ser um ídolo.
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Momentos culturais como o que estamos vivendo agora nos providencia uma oportunidade. Muitas pessoas estão agora mais abertas para os avisos da Bíblia sobre dinheiro, que ele pode se transformar em muito mais que só dinheiro. Ele se transforma em algo com poder de alterar uma vida, um deus formado culturalmente, um ídolo que quebra os corações de seus adoradores. As mas noticias é que nós estamos tão aficionados no problema da avareza, que nós tendemos a ver o problema como algo das pessoas ricas, e não nos atentamos para a verdade mais profunda. Qualquer coisa pode ser um ídolo, e tudo foi um ídolo.
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O mais famoso código moral do mundo é o decálogo, os dez mandamentos. O primeiro mandamento nos diz que “Eu sou o Senhor, teu Deus... e você não terá outros deuses diante de mim” (Ex. 20:3). Isto nos leva a uma questão natural- O que você quer dizer com outros deuses? A resposta vem imediatamente, “Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás...” (Ex. 20:4-5). Isso inclui tudo que existe no mundo! Maioria das pessoas sabe que nós podemos fazer do dinheiro, um deus. Muitas pessoas sabem que nos podemos criar um deus do sexo. Contudo, qualquer coisa na vida pode serivir como um ídolo, um Deus-alternativo, um Deus Falso. Eu recentemente ouvi uma historia sobre um oficial do exercito que buscava de forma tão exorbitante cumprir as disciplinas físicas e militares que acabou sua liderança. Isto levou a quebra de comunicação tão grave durante um combate que resultou em fatalidades. Eu conheci uma mulher que tinha experimentado períodos de pobreza quando ela era estava crescendo. Quando ela se tornou adulta, ela era tão ansiosa pela sua segurança financeira que ela abandonou toda perspectiva de relacionamentos em ordem de casar com alguém rico que ela não amava realmente. Isto levou a um divorcio prematuro e para todas os apertos econômicos que ela tinha temido tanto. Isso acontece com alguns dos jogadores da Major League Baseball, em uma busca para jogar não somente bem, mas num nível do Hall da Fama, eles tomam esteróides e outras drogas. Como resultado, seus corpos são corpos estão mais frágeis e sua reputação manchada quando buscam a qualquer custo ser mais que bons, estar entre os melhores. As muitas coisas sobre as quais estas pessoas estão construindo toda sua felicidade se transforma em pó em suas mãos por causa eles tem jogado toda sua significância ai. Em cada caso, uma boa coisa entre muitas se transforma numa causa, coisa suprema, então esta demanda um cancelamento de todos os outros valores competidores. Contudo, os deuses falsos são sempre desapontadores, e, então, cada vez mais destrutivas.
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É uma coisa errada querer tropas disciplinas, ou segurança financeira, ou capacidade atlética? Em absoluto. Mas estas historias apontam para um erro comum que as pessoas fazem quando eles escutam o conceito bíblico da idolatria. Nós pensamos que ídolos são coisas ruins, mas este quase nunca é o caso. Quanto maior o bem, mais esperamos que ele poderá satisfazer nossas mais profundas necessidades e esperanças. Tudo pode servir como um deus falsificado, especialmente as melhores coisas na vida.
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Como Criar um Deus.
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O que é um ídolo? É qualquer coisa mais importante que você tenha mais que Deus, tudo que absorve seu coração e imaginação mais que Deus, tudo que você procura para dar a você o que apenas Deus pode dar.
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Um deus falsificado é qualquer coisa tão centrla e essencial para sua vida, que, se você perder isto, sua vida fica sem qualquer razão de ser. Um idolo tem tanta posição de controle no seu coração que você pode gastar maior parte da sua paixão e energia, seus recursos financeiros e emocionais, nisto sem pestanejar. Isso pode ser familia ou crianças, uma carreira, fazer dinheiro, ou a busca de reconhecimento, ou visual melhor, ou posição social. Isso pode ser uma relação romântica, aprovação, competência e habilidade, segurança ou circunstâncias confortáveis, sua beleza ou seus miolos, uma grande causa política ou social, sua moralidade, sua virtude, ou até seu sucesso como ministro cristão. Quando seu significado na vida é consertar a vida de outra pessoa, nós chamamos isto de co-dependência, o que é realmente uma idolatria. Um ídolo é tudo quanto nós olhamos e dizemos em nosso coração, se eu tiver isto, então eu me sentirei com significado, minha vida tem sentido, e eu saberei que tenho valor, eu me sentirei cheio de signicado e seguro. Há muitas maneiras de descrever que tipo de relacionamento com alguma coisa é este, mas o melhor termor, é adoração.
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Os antigos pagãos não estavam fantasiosos quando eles retratavam virtualmente tudo como um deus, eles tinham deuses do sexo, deus do trabalho, deus do dinheiro, deus das nações- para o simples fato que tudo pode ser um deus que governa e serve como uma deidade no coração da pessoa ou na vida do povo. Por exemplo, beleza física é uma coisa agradável, mas se você deifica isto, se faz disto a coisa mais importante na vida da pessoa ou na vida da cultura, então você tem Afrodite, e não apenas beleza. Você tem pessoas, e uma cultura inteira, que agoniza constantemente sobre sua aparência, gastando quantidades absurdas de tempo e dinheiro nisto, e tolamente avaliando caráter com base nisto. Se alguma coisa se torna mais fundamental que Deus para sua felicidade, sentido na vida, e identidade, então isto é um ídolo.
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O conceito bíblico de idolatria é uma idéia extremamente sofisticada, integrando categorias intelectuais, sociais, psicologicas, culturais e espirituais. Há idolos pessoais, como um amor romântico e família, ou dinheiro, poder, ou realização, ou acesso a círculos sociais em particular, ou uma dependência emocional dos outros em você, ou saúde, ou forma física, ou beleza física. Muitos buscam em todas estas coisas pela esperança, sentido e satisfação que somente Deus pode dar.
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Há ídolos culturais, tais como o poderio militar, o progresso tecnológico, e a prosperidade econômica. Os ídolos de sociedades tradicionais incluem família, trabalho duro, dever e virtude moral, enquanto que na cultura ocidental estão a liberdade individual, auto-descobrimento, influência pessoal, e satisfação. Todas estas coisas podem tomar um tamanho desproporcional e poder na sociedade. Eles prometem para nós, a proteção, paz e feliciade se apenas nós basearmos nossas vidas neles.
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Como também podem existir ídolos intelectuais, também chamado de ideologias. ideologies. Por exemplo, os intelectuais europeus, no fim do sec. XIX e começo do sec. XX, se tornaram partidários da visão de Rosseau, acerca da inata bondade da natureza humana, que todos nossos problemas sociais são resultado de uma educação pobre e socialização. A 2a. Guerra Mundial abalou esta ilusão. Beatrice Webb, que muitos consideram a arquiteta do Estado de bem estar social moderno britânico, escreveu:
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Em algum lugar no meu diário -1890? - Eu escrevi: "eu tenho apostado tudo na essencial bondade da natureza humana.." agora, trinta e cinco anos depois eu percebi quão permanente é o mal que está no instintos e impulsos dos homens- quão pouco você pode contar em mudar alguma parte desse mal- por exemplo, o apelo da riqueza e do poder- em alguma transformação nesta máquina social... nenhuma quantidade de conhecimento ou ciência poderá ser útil a menos que nós podemos refrear este mau impulso. /
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Em 1920, em seu livro Outline of History, H.G. Wells louvou a crença no progresso humano. Em 1933, em seu The Shape of Thing to Come, chocado pela prepotência e violência das nações européias, Wells acreditava que a unica esperança para os intelectuais era apreender o controle e coordenar um programa compulsório educacional para levar paz, justiça e equidade. Em 1945, em In Mind at The End of of Its Tether, ele escreveu: Homo sapiens, como ele tem sido agradavel em chamar a si mesmo, está sendo destruído". O que aconteceu com Wells ou Webb? Eles tinham tomado uma verdade parcial e feito deisto uma verdade que englobava tudo, pela qual tudo poderia ser explicado e provido. Ao apostar tudo na bondade humana, eles colocaram isto no lugar de Deus.
Há também ídolos, que são valores absolutos inegociáveis, em cada campo vocacional. No mundo dos negócios, a auto-expressão é suprimida pelo valor último, o lucro. No mundo das artes, é ao contrário, a auto expressão é tudo. Tudo é sacrificado pela auto-expressão, e isto é realizado em nome de uma redenção. Isto, este seu pensamento, é o que a raça humana necessita acima de tudo. Há ídolos em todos os lugares.
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Amor, Confiança e Obediência
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a Bíblia usa três metáforas básicas para descrever como pessoas se relacionam com os ídolos de seus corações. Ela amam ídolos, confiam em ídolos, e obedecem seus ídolos.
A bíblia algumas vezes fala sobre ídolos usando uma metáfora matrimonial. Deus deveria ser nosso verdadeiro esposo, mas quando nós desejamos e nos deleitamos em outras coisas além de Deus, nós cometemos um adultério espiritual. Romance ou sucesso pode se tornar falsos amantes que prometem fazer-nos sentir-nos amados e valorizados. Idolos capturam nossa imaginação, e nós podemos localizar eles olhando para nossos sonhos em vigília. O que nós gostamos de imaginar? O que são nossos são nossos sonhos fundamentais? Nós olhamos para nossos ídolos para eles nos amar, para nos prover um valor e um sentido de beleza, significância, e mérito.
A Bíblia, algumas vezes, fala dos ídolos usando uma metáfora religiosa. Deus deveria ser nossos verdadeiro salvador, mas nós olhamos para o sucesso pessoal ou prosperidade financeira, e buscamos encontrar lá a salvação, paz e segurança que precisamos. Idolos nos dão um senso de estarmos no controle, e nós podemos localiza-los quando vemos nossos pesadelos. Do que temos mais medo? O que, se perdessemos, faria de nossa vida inválida, sem sentido? Nós fazemos sacrifícios para acalmar e agradar nossos deuses, em quem nós acreditamos que nos protegem. Nós procuramos em nossos ídolos, um provimento de confiança e segurança, que proteja a gente.
A Bíblia também fala de ídolos, usando uma metáfora política. Deus deveria ser nosso Senhor e Mestre,mas tudo quanto nós amamos e confiamos pode também servir assim. Qualquer coisa pode se tornar mais importante e inegociável para nós como Deus, isso vai se transformando num ídolo escravizador. Neste paradigma, nós podemos localizar idolos olhando para nossas mais inflexíveis emoções. O que nos faz raivosos incontroláveis, ansiosos, ou desanimados? O que nos tortura com culpa que não podemos mudar? Idolos controlam a gente, desde que nós sentimos que devemos tê-los em nossa vida ou sem eles, ela não terá sentido.
O que quer seja que nos controla é nosso senhor. A pessoa que busca poder é controlada pelo poder. A pessoa que busca aceitação é controlada pelas pessoas em que ela ou ele deseja agradar. Nós não controlamos a nós mesmos. Nós somos controlados pelo senhor de nossas vidas.
O que muitas pessoas chamam de problemas psicológicos são simples assuntos de idolatria. Perfeccionismo, wokaholic, indecisão crônica, a necessidade de controle da vida dos outros - todas estas ramificações fazem as boas coisas se tornarem idolos que controlam-nos quando tentamos alcançar eles. Idolos dominam nossas vidas.
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A oportunidade de desencanto.
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Como nós temos visto, há uma grande diferença entre desespero e sofrimento, já que desespero é um sofrimento insuportável. Na maioria dos casos, a diferença entre os dois, é a idolatria. Um homem de negócios coreiano matou a si mesmo depois de perder 370 milhões em investimento. "Quando indice da bolsa de ações baixou 1,000 pontos, ele parou de comer e foi beber por dias, e finalmente, decidiu se suicidar" sua esposa disse a um policial. No meio da crise financeira de 2008-2009, eu ouvi um homem chamado Bill contando que 3 anos antes de se tornar cristão, sua dependência mudou do dinheiro para seu relacionamento com Deus, Se a crise economica tivesse acontecido há mais de 3 anos atrás, eu não sei como lidaria com isto,como eu enfrentaria ela, como eu continuaria estar vivo. eu posso dizer honestamente, eu nunca fui feliz na minha vida.
Pensava como nós pensamos no mundo secular, idolos, deuses brilhantes de nossa era, tem o posto de uma confiança funcional em nossos corações. Com a economia global em frangalhos, muitos destes idolos que nos adoramos por anos tem arrebentado pessoas em torno de nós, esta é uma experiência de desencantamento. Nas velhas lendas, isso significa que o feitiço lançado pelo mau personagem foi quebrado, e há uma chance para escapar. Muitas vezes vem para nós como indíviduos, quando uma grande empreita, busca ou pessoa em que nós construimos nossas esperanças falha em entregar aquilo que nós pensamos que era certo. Isso muito raramente vem para uma sociedade inteira
O caminho a seguir, fora do desespero, é discernir os idolos dos nossos corações e da nossa cultura. Mas, isso não será suficiente, o unico caminho para livrar a nós mesmos da destrutiva influência dos deuses falsificados é voltar para o único verdadeiro. O Deus vivo, que revelou a si mesmo no Monte Sinais e na Cruz, é o unico Senhor quem, se você encontrar a ele, ele vai te completar, se você falhar, você pode confiar que ele verdadeira vai perdoar você.