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Se você busca
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Seu maior pesadelo
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Seus amigos se sentem
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Seu problema emocional
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PODER (sucesso,
vitória, influência)
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HUMILHAÇÃO
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USADAS
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RAIVA
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APROVAÇÃO
(afirmação, amor, relacionamentos)
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REJEIÇÃO
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SUFOCADAS
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COVARDIA
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CONFORTO
(privacidade, liberdade)
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STRESS,
QUESTIONAMENTOS
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NEGLIGENCIADAS
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TÉDIO
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CONTROLE
(segurança, certeza)
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INCERTEZA
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CONDENADAS
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PREOCUPAÇÃO
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segunda-feira, fevereiro 04, 2013
Como a graça transforma?
quarta-feira, janeiro 11, 2012
John Piper: Fé na graça futura x orgulho.
No sexto capítulo de Graça Futura, Piper vai falar sobre o orgulho. Para ele a humildade só pode subsistir na presença de Deus, quando Deus é colocado em segundo plano, o homem assume o lugar. O propósito do capítulo segundo o autor é:
“declarar que o espírito arrogante é uma forma de incredulidade e que o modo de combater a incredulidade do orgulho consiste na fé na graça futura. Confiar em Deus e ser arrogante constituem opostos” p. 88
Para nos livrarmos disto temos que voltar ao desejo por Deus em nosso coração. Lembrando o que é fé, crer em Jesus significa ir a Jesus a fim de buscar de tudo o que Deus é para nós nele. De outro lado, a incredulidade seria afastar-se de Deus, a fim de buscar a satisfação em outras coisas.
Crer não é apenas uma aceitação mental mas também o desejo por Deus no coração. Piper usa as metáforas de beber e comer, de João 4.14 e 6.51, a busca da satisfação vital em Deus.
A incredulidade é afastar-se de Deus e de seu Filho para buscar satisfação em outras coisas. O orgulho é afastar-se de Deus para buscar a satisfação no seu próprio eu, a incredulidade do orgulho é muito forte, porque a autodeterminação e autoexaltação estão por trás dele. A pessoa busca sua autonomia ou independência, que é a essência do orgulho. A batalha contra o orgulho é uma batalha contra a incredulidade, a favor da humildade, da fé na graça futura.
Em Jeremias 9.23, aparecem três inimigos de Deus: sabedoria, força e riqueza. Eles tentam em nosso coração serem fontes de satisfação. O conhecimento traz orgulho, mas o amor edifica –1Co. 8.1-. Não há aqui uma apologia a ignorância, pelo contrário, Paulo sempre exaltou o povo a buscar conhecimento, mas esta faculdade foi nos dada para conhecermos a Deus e sabermos como o mundo se relaciona com Ele.
O apelo é contra a vanglória do conhecimento – veja 1Co 1,26,29,31, Rm 11.34,36-.
“Quando nos vangloriamos da nossa sabedoria mostramos nosso afastamento de Deus para confiar em nós mesmos. Revelamos, com isso, que nossa satisfação não está primeiramente na sabedoria infinita, originária em Deus, mas em nossas capacidades derivadas e secundárias. Isso é uma falta de fé na graça futura- a promessa de Deus usar sua sabedoria infinita para continuar dominando o universo para o bem daqueles que esperam nele” p.90
Outro ponto é o poder, é a busca em tomar o crédito daquilo que Deus fez por nós, Piper aqui cita Dt. 8.11-17. Quando vivemos pela graça futura, sabemos que os frutos são somente produtos da graça.
A seguir Piper coloca dois personagens que deixaram se iludir pelos ídolos do orgulho: sabedoria e poder. A história do rei da Assíria em Is.10.5 e Nabucodonosor em Dn. 4.30-37.
A maior tentação aqui pode ser mesmo o dinheiro, a riqueza é um grande símbolo de autossuficiência, controlamos os recursos, podemos satisfazer nossos desejos. O resultado é Os. 13.6, o que você confia para seu futuro (Jr. 49.4). Paulo dá a resposta bem clara em 1Co 4.7- “o que você tem que não tenha recebido? E se o recebeu, por que se orgulha, como se assim não fosse?”
Precisamos de uma confiança que tira os olhos dos recursos e descanse em Deus, isto é a graça futura
Para Piper, .o supremo orgulho é o ateísmo, porque no final das contas, o orgulhoso precisa se convencer que não há Deus. Porque a realidade de Deus é intrusa em todos os aspectos da vida, o orgulho não deixa nada se envolver conosco (Tg. 4.13-17). Devemos colocar diante de Deus todos os detalhes da nossa vida.
“A coceira da autoconsideração deseja ardentemente o coçar da autoaprovação. isto é, se obtivermos nosso prazer do sentimento de autosatisfação, não estaremos satisfeitos até que outros vejam e aplaudam nossa autosatisfação” p. 95
O que irônico conforme diz Piper, é que a auto-suficiência que deveria nos livrar da necessidade de sermos considerados pelos outros, nos leva a depender do aplauso alheio. Sempre haverá um vazio, uma insuficiência quando buscamos os recursos em nós mesmos. Pensando em João 5.44, ele diz:
“A coceira pela glória de outras pessoas torna a fé impossível. Porque fé ser satisfeito com tudo o que Deus é para nós em Jesus; e se você estiver inclinado a obter satisfação da coceita ao coçar o aplauso dos outros, você se afastará de Jesus. Mas se você se afastar do eu como fonte de satisfação (=arrependimento), e se for a Jesus para desfrutar de tudo o que Deus é por nós nele (=fé), então a coceira será substituída por uma fonte de água jorrando para a vida eterna (João 4.14)” p.95
A graça reconhece sempre a necessidade de ajuda. O orgulho não, a forma de combater isto é admitir a ansiedade, a vanglória ou, até mesmo, autocompaixão, e apreciar a promessa da graça futura, a fé se fundamenta na ajuda de Deus que tem cuidado de nós, conforme Jr.9.23,24
Comentários:
Para Agostinho, o ser humano é um ser sacro, ele é aquilo que ele adora. O livro de James K.A. Smith, Desiring The Kingdom, fala muito sobre este ponto:
O que fazemos (práticas) está intimamente ligada ao que desejamos (amor), de modo que isto determina se, como e que podemos saber
Seria legal ver meu resumo. Há um texto Amor e Liturgia: a inserção do corpo no culto de Igor Miguel em pdf, muito interessante também, sobre o mesmo livro, com idéias que tem a ver com que está sendo dito aqui:
O conceito hebraico de “amor”, não é uma virtude, ou apenas um sentimento, é um princípio ativo,uma excitação visceral, um desejo fundamental de unidade, de comunhão. Amor neste sentido é algo com base “energética”, para adotar um termo da psicanálise, um pulsão dirigida ao gozo, à realização. Que pode ser mediado e traduzido em diversas dimensões afetivas como o amor fraterno, a veneração idólatra, a atração erótica, o culto a Deus, o desejo do salmista pelos átrios do Senhor e assim por diante. O amor é sempre dirigido a um ideal de “acolhimento”, de realização existencial, o que significa afinal de contas, que o amor não é religiosamente neutro, ao contrário, ele é fundamentalmente o princípio da veneração. O amor é sempre dirigido tendo em vista um fim (gr. telos), um propósito, que dê sentido à existência. Este fim, em última instância, é sempre um paradigma de realização humana. Por ser o amor teleológico, ele é inevitavelmente religioso.
Sobre o tema do orgulho vale a pena a leitura do capítulo O GRANDE PECADO de Cristianismo Puro e Simples do C.S. Lewis, eis um trecho:
Chego agora à parte em que a moral cristã difere mais nitidamente de todas as outras morais. Existe um vício do qual homem algum está livre, que causa repugnância quando é notado nos outros, mas do qual, com a exceção dos cristãos, ninguém se acha culpado. Já ouvi quem admitisse ser mau humorado, ou não ser capaz de resistir a um rabo de saia ou à bebida, ou mesmo ser covarde. Mas acho que nunca ouvi um não-cristão se acusar desse vício. Ao mesmo tempo, é raríssimo encontrar um não-cristão que tenha alguma tolerância com esse vício nas outras pessoas. Não existe nenhum outro defeito que torne alguém tão impopular, e mesmo assim não existe defeito mais difícil de ser detectado em nós mesmos. Quanto mais o temos, menos gostamos de vê-lo nos outros.
O vício de que estou falando é o orgulho ou a presunção. A virtude oposta a ele, na moral cristã, é chamada de humildade. Você deve se lembrar de que, quando falávamos sobre a moralidade sexual, adverti que não era ela o centro da moral cristã. Bem, agora chegamos ao centro. De acordo com os mestres cristãos, o vício fundamental, o mal supremo, é o orgulho. A devassidão, a ira, a cobiça, a embriaguez e tudo o mais não passam de ninharias comparadas com ele. E por causa do orgulho que o diabo se tornou o que é. O orgulho leva a todos os outros vícios; é o estado mental mais oposto a Deus que existe.
Parece que estou exagerando? Se você acha que sim, pense um pouco mais no assunto. Agora há pouco, observei que, quanto mais orgulho uma pessoa tem, menos gosta de vê-lo nos outros. Se quer descobrir quão orgulhoso você é, a maneira mais fácil é perguntar-se: "Quanto me desagrada que os outros me tratem como inferior, ou não notem minha presença, ou interfiram nos meus negócios, ou me tratem com condescendência, ou se exibam na minha frente?" A questão é que o orgulho de cada um está em competição direta com o orgulho de todos os outros. Se me sinto incomodado porque outra pessoa fez mais sucesso na festa, é porque eu mesmo queria ser o grande sucesso. Dois bicudos não se beijam. O que quero deixar claro é que o orgulho é essencialmente competitivo — por sua própria natureza -, ao passo que os outros vícios só o são acidentalmente, por assim dizer. O prazer do orgulho não está em se ter algo, mas somente em se ter mais que a pessoa ao lado. Dizemos que uma pessoa é orgulhosa por ser rica, inteligente ou bonita, mas isso não é verdade. As pessoas são orgulhosas por serem mais ricas, mais inteligentes e mais bonitas que as outras. Se todos fossem igualmente ricos, inteligentes e bonitos, não haveria do que se orgulhar. É a comparação que torna uma pessoa orgulhosa: o prazer de estar acima do restante dos seres. Eliminado o elemento de competição, o orgulho se vai. E por isso que eu disse que o orgulho ê essencialmente competitivo de uma forma que os outros vícios não são. O impulso sexual pode levar dois homens a competir se ambos estão interessados na mesma moça. Mas a competição ali é acidental; eles poderiam, com a mesma facilidade, ter se interessado por moças diferentes. Um homem orgulhoso, porém, fará questão de tomar a sua garota, não por desejá-la, mas para provar para si mesmo que é melhor do que você. A cobiça pode levar os homens a competir entre si se não existe o suficiente para todos; mas o homem orgulhoso, mesmo que tenha mais do que jamais poderia precisar, vai tentar acumular mais ainda só para afirmar seu poder. Praticamente todos os males no mundo que as pessoas julgam ser causados pela cobiça ou pelo egoísmo são bem mais o resultado do orgulho. Veja a questão do dinheiro. A cobiça pode fazer com que o homem deseje ganhar dinheiro para comprar uma casa melhor, poder viajar nas férias e ter coisas mais apetitosas para comer e beber. Mas só até certo ponto. O que faz com que um homem que ganha 10.000 libras por ano fique ansioso para ganhar 20.000 libras? Não é a cobiça de mais prazer. A soma de 10.000 libras pode sustentar todos os luxos de que ele queira desfrutar. E o orgulho — o desejo de ser mais rico que os outros ricos e, mais do que isso, o desejo de poder. Pois, evidentemente, é do poder que o orgulho realmente gosta: nada faz o homem sentir-se tão superior aos outros quanto o fato de poder movê-los como soldadinhos de brinquedo. Por que uma moça bonita à caça de admiradores espalha a infelicidade por onde quer que vá? Certamente não é por causa de seu instinto sexual: esse tipo de moça é quase sempre sexualmente frígida. É o orgulho. O que faz um líder político ou uma nação inteira quererem expandir-se indefinidamente, exigindo tudo para si? De novo, o orgulho. Ele é competitivo pela própria natureza: é por isso que se expande indefinidamente. Se sou um homem orgulhoso, enquanto existir alguém mais poderoso do que eu, ou mais rico, ou mais esperto, esse será meu rival e meu inimigo.
Os cristãos estão com a razão: o orgulho é a causa principal da infelicidade em todas as nações e em todas as famílias desde que o mundo foi criado. Os outros vícios podem, às vezes, até mesmo congregar as pessoas: pode haver uma boa camaradagem, risos e piadas entre gente bêbada ou entre devassos. O orgulho, porém, sempre significa a inimizade - é a inimizade. E não só inimizade entre os homens, mas também entre o homem e Deus.
segunda-feira, julho 19, 2010
Tim Keller: A Sedução do Sucesso.
No quarto capítulo de Counterfeit Gods, o pastor Timothy Keller vai tratar de um outro ídolo que o coração pode produzir como fonte de segurança, confiança e aprovação, o sucesso.
Partindo da história do general Naamã, narrada no livro de 2 Reis 5.
A idolatria do sucesso mais do que os outros ídolos, o sucesso pessoal e conquistas levam para um senso que nós somos bons, que nosso valor e segurança estão na nossa própria sabedoria, força e perfomance. Estar no topo naquilo que você faz, quer dizer que não tem ninguém como você. Você é supremo!
Um dos modos de enxergar que o sucesso se tornou uma idolatria é o modo como se encara os problemas da vida, pessoas bem sucedidas tendem a ficar mais chocadas e pertubadas com os fracassos. Porque há um falso sentido de segurança que advém das conquistas, como se elas poderiam nos livrar dos problemas da vida de um modo que só Deus é capaz de fazê-lo.
“Se o seu sucesso é mais do que apenas sucesso para você- se isto é a medida do seu valor e mérito- então, a relização em uma area limitada da sua vida vai fazer você acreditar que você é um expert em todas as áreas. Isto, claro, leva a todos os tipos de más decisões e escolhas. Esta visão distorcida de nós mesmos é parte da cegueira para que a realidade que a Bíblia sempre diz que acompanha a idolatria (Sl. 135:15-18, Ez 36:22-36)” p. 76
O sinal mais evidente de que o sucesso se tornou uma idolatria é quando nós não conseguimos nos manter auto confiantes a não ser que estejamos no topo do nosso campo escolhido. Hoje, vivemos numa cultura de competição, a família que era um oásis na batalha, hoje é uma incumbadora de guerreiros.
Tim Keller chama Naamã de o bem-sucedido homem morto, ele era um dos homens mais bem sucedidos e poderosos de todo mundo. Como diz 2 Reis 5:1: “E Naamã, capitão do exército do rei da Síria, era um grande homem diante do seu SENHOR, e de muito respeito; porque por ele o SENHOR dera livramento aos sírios; e era este homem herói valoroso, porém leproso.”
A lepra é uma termo bíblico de significado amplo, ambrangendo doenças na pele que desfiguram suas vítimas, causando uma morte lenta, tem a ressonância que o cancer hoje. Naamã tinha tudo- riqueza, força atlética, clamor popular- contudo, embaixo disto tudo, ele estava, literalmente, caindo aos pedaços.
Sucesso, riqueza e poder supostamente pode fazer você num pessoa “por dentro”, admitido nos círculos sociais mais exclusivos. Contudo, a doença de Naamã, fez dele um alienado, todo seu sucesso era inútil, porque não poderiam impedir alienação social e seu desespero emocional. A história de Naamã funciona como uma parábola. Muitas pessoas procuram o sucesso como um caminho para se sentirem por dentro, acabam ficando de certa forma, estranhos, alheios. Acreditam que o sucesso trará a aprovação das pessoas e pessoal, contudo, a lepra de Naamã mostra que o sucesso não pode trazer a satisfação que procuramos.
Procurando nos lugares errados.
A mulher de Naamã e sua escrava disseram a ele sobre o grande profeta de Israel, desesperado pela sua condição, Naamã foi para lá em busca da sua cura.
sábado, julho 17, 2010
Tim Keller: Deuses Falsificados
Voltando a ler Counterfeit Gods do Tim Keller, no capítulo 3- intitulado de MONEY CHANGES EVERYTHING – O dinheiro muda tudo. A partir da história de Zaqueu, o autor coloca como o dinheiro pode ser um ídolo em nossa vida e qual é a única maneira que ele pode deixar de sê-lo.
A partir de Lucas 16:13-15, Keller coloca que:
De acordo com a Bíblia, idólatras fazer três coisas com seus ídolos. Eles amam eles, confiam neles e obedecem a eles. Os amantes do dinheiro são aqueles que acham a si mesmos fantasiando e em devaneios sobre novas formas de fazer dinheiro, novas coisas para comprar, e olham com inveja para aqueles que tem mais que eles. Os confiadores no dinheiro sentem que eles tem controle sobre suas vidas e estão seguros e salvos por causa da suas riquezas. Idolatria também nos faz “servos do dinheiro”. Tal como nós servimos nossos reis terrenos e juízes, também nós vendemos nossas almas aos nossos ídolos. Porque nós olhamos para eles atrás de nossa significância (amor) e segurança (confiança) que nós teríamos com eles, então nós levamos a nossa vida para servi-los, e essencialmente, obedece-los. (p. 57)
Sobre Zaqueu, tendo como base Lucas 19:3-7, a respeito da escalada na árvore de Zaqueu, Keller aponta que:
“Nós devemos apreciar a significãncia disto. Nas culturas tradicionais, não é liberdade e direito que importam, mas, honra e dignidade. Para qualquer homem crescido subir em cima de uma árvore era se expor ao ridículo. (p.59)
Zaqueu não se aproxima de Jesus com orgulho, mas com humildade. Ele se coloca diante de Cristo não com seus bens e sua dignidade na sociedade, ao invés, ele coloca tudo isto de lado, ele se dispõe a se expor ao ridículo, tudo para ter uma visão de Jesus.
Keller coloca que quando Zaqueu viu que Jesus escolheu a pessoa menos virtuosa na multidão- ele mesmo- para um relacionamento pessoal, toda a sua compreenssão espiritual começou a transformar-se, ele começou a entender o que a salvação de Deus é dada pela graça, não através de esforços morais ou perfomance. Esse entendimento foi um relâmpago na vida dele, ele deu boas vindas a Jesus com alegria.
Graça e dinheiro.
levantando-se Zaqueu, disse ao Senhor: Senhor, eis que eu dou aos pobres metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado. E disse-lhe Jesus: Hoje veio a salvação a esta casa, pois também este é filho de Abraão. Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido Lc. 19:8-10
Há duas promessas memoráveis aqui:
Primeiro, ele deu 50 por cento para os pobres, o que é bem além dos 10 por cento do dízimo. O coração dele foi afetado, desde de que ele soube que a salvação não vinha através da lei, mas da graça, ele não queria cumprir a letra da lei, mas ir além dela.
Keller relata que há muitos cristãos que perguntam a ele sobre o dízimo, falando que ele está previsto apenas no Velho Testamento e o Novo não diz nada a respeito. Eles perguntam para ele, em regra, o seguinte: “Você não acha que agora, no Novo Testamento, os crentes são exigidos absolutamente em dar 10 por cento, acredita?” Ele diz que balança a cabeça e diz que não, e eles mostram um certo alívio. Mas, então, rapidamente, Keller adiciona:”Eu vou dizer para você por que você não vê o dízimo claramente exposto no Novo Testamento. Pense. Nós temos recebido mais revelação de Deus, verdade e graça que os crentes do Velho Testamento, ou menos?”. Para esta pergunta, usualmente, os crentes ficam num silêncio desconfortável. então, o pastor Keller prossegue:"Somos mais devedores da graça do que eles eram antes, ou menos? Jesus apenas dizimou sua vida e seu sangue para nos salvar ou ele entregou tudo?”. Após isto, Timothy Keller conclui que o dízimo é um padrão mínimo para crente cristão, nós não podemos ofertar menos dos nossos ganhos do que aqueles que tinham muito menos entendimento do que Deus faria para salvá-los.
A segunda promessa de Zaqueu não tem muito a ver com caridade ou misericórdia, mas com justiça. A lei mosaica obrigava a restituição em caso de trapaça, Lv. 5:16 e Nm 5:7, em torno de 20 por cento,mas, ele foi além deste patamar, se obrigando a restituir em 300 por cento.
Em resposta a estas promessas, Jesus diz que salvação chegou a esta casa, fique atento que Jesus não diz se você fizer isto mesmo, você será salvo. A salvação de Deus não vem em resposta a uma vida transformada, é justamente o contrário que ocorre, a vida transformada é uma resposta para a salvação, ofertada livremente.
“Se a salvação fosse conseguida de alguma forma através de uma obediência a um código moral, então a questão de Zaqueu teria sido “Quanto DEVO dar?”. Contudo, estas promessas são respostas à generosa graça, então sua questão foi “Quanto POSSO dar?”. (p. 63)
Agora, a segurança e identidade de Zaqueu estavam em Jesus, ele era o seu salvador e não mais o seu dinheiro. A graça de Deus transformou sua atitude para com sua riqueza.
A graça e os ídolos profundos.
O pecado dentro dos nossos corações afeta nossas motivações, nos levando a tornarmos idolátras. O dinheiro é apenas uma manifestação superficial de algo mais profundo que existe de cada um de nós, ou como Keller coloca um “ídolo de superfície”.
"Este é o porquê que os ídolos não podem ser lidados apenas com a simples eliminação dos ídolos de supefície tais como o dinheiro ou sexo. Nós podemos olhar para eles e dizer, “eu preciso dimunuir isto na minha vida. Eu não devo deixar isto me levar. Eu tenho que parar com isto”. Apelos diretos como estes não funcionam porque os ídolos profundos devem ser lidados no nível do coração. Há apenas uma única forma de transformar no nível do coração e isto é através da fé no evangelho” p. 66
A pobreza de Cristo
Keller nos leva a outro texto, 2 Coríntios 8 e 9, onde Paulo pede a igreja para dar aos pobres. Ele ressalta que Paulo não enfrenta o problema, da forma : eu sou apóstolo, façam isto. Ao invés disto, Paulo busca a genuidade do amor,
Porque já sabeis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre; para que pela sua pobreza enriquecêsseis 2Co. 8:9
Paulo não está exortando a igreja a deixar de ser gananciosa ou ser mais generosa, ele está recapitulando o evangelho. Paulo está dizendo que Jesus deixou todo seu tesouro no paraíso, para ser seu tesouro- para um povo que era seu tesouro – 1Pe 2:9-10-. Quando você vê ele morrendo para fazer de você seu tesouro, ele está fazendo você dele. O amor de Jesus nos dá um estatus memorável, um que o dinheiro não pode comprar. A fé no evangelho reestrutura nossas motivações, nossa compreensão de si mesmos, e identidade, nossa visão de mundo. Um comportamento complacente com regras sem uma completa mudança de coração será superficial e fugaz.
domingo, março 07, 2010
Timothy Keller: Deuses Falsificados.
Um Estranha Melancolia
Depois de a crise econômica global começar no meio de 2008, ocorreram muitos trágicos suicídios após de pessoas formalmente ricas e bem conectadas socialmente, o chefe financeiro da Freddie Mac, uma corporação de empréstimos federal, enforcou-se no seu sótão, o chefe executivo da Sheldon Golden, a líder nos EUA, uma empresa poderosa, deu um tiro em si na frente de seu Jaguar. Um empresário Frances do ramo de investimentos, que investiu a riqueza de muitas famílias reais e proeminentes da Europa, que perdeu cerca de 1,4 bilhões de dólares de seus clientes no esquema de Bernard Maddof´s Ponzi, cortou os pulsos e morreu em seu escritório na Avenida Madison em Nova York. Um executivo sênior dinamarquês do HSBC, enforcou-se numa suíte de 500 libras a noite em Knightsbridge, em Londres
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Quando a maioria das pessoas pensa em ídolos, elas têm em mente, estatuas literalmente- ou algum pop star apontado pela TV. Ainda que exista adoração a ídolos como tradição em muitos lugares do mundo- com estatuas, rituais antigos. A adoração a ídolos internos, com o coração, é universal. Em Ez. 14:3, Deus diz a respeito dos anciões de Israel, “estes homens deram lugar nos seus corações aos seus ídolos”. Como nós, os anciões deveriam ter respondido a esta acusação, Idolos? Que ídolos? Eu não vi nenhum ídolo. Deus estava dizendo que o coração humano toma as coisas boas como uma carreira de sucesso, amor, posses materiais, ate família, e transforma estas coisas em ultimas coisas. Nossos corações deificam elas como se fossem o centro de nossas vidas, porque, nos pensamos, que elas pode dar a nos a significância e a segurança, proteção e satisfação, se nós conseguirmos elas.
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