quarta-feira, abril 25, 2018
Love Thy Body de Nancy Pearcey : destaques
Love Thy Body: Answering Hard Questions about Life and Sexuality (Nancy R. Pearcey)
- Seu destaque ou posição 4465-4468 | Adicionado: quinta-feira, 5 de abril de 2018 08:19:14
By contrast, Christianity assigns the human body a much richer dignity and value. Humans do not need freedom from the body to discover their true, authentic self. Rather we can celebrate our embodied existence as a good gift from God. Instead of escaping from the body, the goal is to live in harmony with it.
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Love Thy Body: Answering Hard Questions about Life and Sexuality (Nancy R. Pearcey)
- Seu destaque ou posição 4508-4510 | Adicionado: quinta-feira, 5 de abril de 2018 11:27:34
“If you abolish sex distinctions in law, you can abolish state recognition of biological family ties, and the state can regulate personal relationships and consolidate power as never before.”
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Love Thy Body: Answering Hard Questions about Life and Sexuality (Nancy R. Pearcey)
- Seu destaque ou posição 4520-4524 | Adicionado: quinta-feira, 5 de abril de 2018 11:29:45
Until now, the family was seen as natural and pre-political, with natural rights. That means it existed prior to the state, and the state merely recognized its rights. But if the law no longer recognizes natural sex, then it no longer recognizes natural families or natural parents, only legal parents. That means parents have no natural rights, only legal rights. You, as a mother or father, have only the rights the state chooses to grant you.
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Love Thy Body: Answering Hard Questions about Life and Sexuality (Nancy R. Pearcey)
- Seu destaque ou posição 964-968 | Adicionado: quarta-feira, 18 de abril de 2018 15:16:55
Princeton ethicist Peter Singer writes, “the life of a human organism begins at conception” but “the life of a person—. . .[a] being with some level of self-awareness—does not begin so early.”6 For Singer, simply being human has no moral significance.
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Love Thy Body: Answering Hard Questions about Life and Sexuality (Nancy R. Pearcey)
- Seu destaque ou posição 1060-1062 | Adicionado: quarta-feira, 18 de abril de 2018 16:56:27
They are matters of degree—quantitative differences. What we do not find is a clear qualitative transition point for the momentous transformation from a non-person to a person.
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Love Thy Body: Answering Hard Questions about Life and Sexuality (Nancy R. Pearcey)
- Seu destaque ou posição 1097-1100 | Adicionado: quarta-feira, 18 de abril de 2018 18:18:27
A Christian concept of personhood depends not on what I can do but on who I am—that I am created in the image of God, and that God has called me into existence and continues to know and love me. Human beings do not need to earn the right to be treated as creatures of great value. Our dignity is intrinsic, rooted in the fact that God made us, knows us, and loves
terça-feira, abril 21, 2015
Moreland e Lane Craig: Teorias da Verdade e Pós Modernismo.
segunda-feira, setembro 13, 2010
Zygmunt Bauman: Amor Líquido
A misteriosa fragilidade dos vínculos humanos, o sentimento de insegurança que ela inspira e os desejos conflitantes (estimulados por tal sentimento) de apertar os laços e ao mesmo tempo mantê-los frouxos, é o que este livro busca esclarecer, registrar e apreender.
(...)
Ou ainda que as relações, da mesma forma que os automóveis, devem passar por revisões regulares para termos certeza de que continuarão funcionando bem.
(...)
uma “rede” serve de matriz tanto para conectar quanto para desconectar; não é possível imaginá-la sem as duas possibilidades. Na rede, elas são escolhas igualmente legítimas, gozam do mesmo status e têm importância idêntica.
(...)
Estar em movimento, antes um privilégio e uma conquista, torna-se uma necessidade. Manter-se em alta velocidade, antes uma aventura estimulante, vira uma tarefa cansativa.
sábado, agosto 21, 2010
domingo, agosto 01, 2010
Paulo Brabo: 6 passos o que faria Jesus.
Paulo Brabo não plagiou o livro americano Em seus passos o que faria Jesus, o título do livro de Brabo não tem a famosa sentença o que faria Jesus agora, ele vai além, propõe um “novíssimo manual de conduta do seguidor de Jesus”, mas não um manual moralista de um jogo de causa e efeito, mas um manual mais afeito a Jesus de riscos e ganhos.
Na introdução o autor nos fala que “ seguindo esses seis passos muto simples você alcançará rejeição imeditada na terra e consagraçaão a médio prazo no céu. A pressa é sua”. Eis os seis passos propostos por Brabo:
- Viva a intolerância contra os religiosos
- Faça o que os outros não esperam
- Desfrute sem possuir
- Viva inteiramente inserido no seu mundo
- Permaneça disponível para o momento
- Sensualize a sua espiritualidade
Em viva a intolerância contra os religiosos, o autor relembra que Jesus foi absolutamente intolerante para com os religiosos de sua época, crítica a evolução do cristianismo para aquilo que Jesus mesmo condenou
Nenhuma manifestação do cristianismo institucional dosnossos dias difere, em qualquer sentido importante, da inclinação geral do parágrafo acima. Os olhos do Rei permanecem reclamando seus direitos, absolutamente convencidos da primazia da sua condição. Os religiosos cristãos chafurdam em seus merecimentos, e oram descaradamente para extrair alguma prosperidade dos inimigos de Cristo ou reduzi-los à servidão – o que for mais imediato ou der mais prazer (e é naturalmente graças aos cristãos que cremos que essas duas últimas coisas andam juntas) (p. 12)
Conclui, dizendo que o desconcertante é que Jesus, ao mesmo tempo, que não tolerava os religiosos, batendo de frente contra o monopólio da religião por estes, tolerava muito os pagãos. Assim:
O alvo da nossa intolerância deve seroutro, o alvo que foi também o de Jesus: os que passeiam pelo mundo crendo ter o aval inequívoco e a credencial indelével do VerdadeiroDeus. Aqueles que, nas palavras de Paulo, estão persuadidos de serem“guias dos cegos, luz dos que se encontram em trevas, instrutores de ignorantes, mestres de crianças, tendo na lei a forma da sabedoria e da verdade” – mas que “ensinam os outros sem ensinarem a si mesmos”. (p. 16)
No segundo passo Faça o que os outros não esperam, Paulo Brabo continua sua jornada em busca daquilo que Jesus realmente faria hoje, o inesperado. Que sejamos como ele, inclassificáveis, lisos como peixe.
Há cristãos que seguem o Primeiro Passo e demonstram uma saudável intolerância contra os religiosos; um número incrivelmente menor segue Jesus em ser inesperado como ele foi. Não há catecismo ou Escola Dominical que nos ensine a sermos desbocados, independentes,provocadores e desarmantes como Jesus. (p.22)
Acredito que o autor quer deixar claro que não adianta apenas você proclamar que vive um cristianismo livre da religião, sem intolerância, mas não pratica a sua fé cristã. Não conformidade com os padrões leva a uma paralisia de ação por parte de alguns, mas não parece que é isto Paulo Brabo defende.
Por outro lado, Brabo também se opõe ao crente fabricado em massa, que não pensa por si só, são formatados, inofensivos, dóceis e obtusos. A intolerância contra o monopólio da religião não pode significar passividade com o mundo. Não podemos ser uma “assembléia de bocós e não os subversivos que nossa vocação exigiria de nós”(p. 22).
O cristão não deve ter apenas sabedoria, deve ter também sagacidade. Ou melhor, a astúcia de uma serpente.
Para ser imprevisível é preciso ser esperto; para enxergar a armadilha sendo montada é preciso tarimba; para evitá-la é preciso jogo de cintura;para desarmar o seu adversário publicamente, sarcasmo e bom humor; para desmascarar o seu adversário diante dele mesmo, uma compassiva mas implacável inteligência verbal” (p. 23)
O terceiro passo é Desfrute sem possuir. Tendo falado sobre os aspectos religiosos e disposição de espírito, Brabo vai falar de dinheiro, a nossa verdadeira religião.
Os primeiros passos, embora imprevisíveis e portanto virtuosos, são essencialmente cosméticos e relativamente pouco exigentes. Tudo começa a se desequilibrar quando se fala em dinheiro, e Jesus demonstra não ignorar isso. Ele então fala em dinheiro o tempo todo. (p. 27)
continua, dizendo:
Provocativamente, como em tudo que fazia, Jesus acaba propondo que a esfera de Deus e seu imponderável domínio podem ser adequadamente comparados àquilo que associamos de forma mais imediata ao valor, ao desejo e à satisfação – não o sexo, não o amor, não o poder, mas o dinheiro (em que estão contidos os anteriores). A vida encontrada em Deus é apenas comparável à moeda que foi recuperada, à rês valiosa que se reencontrou: ao tesouro que por um lado vale todo investimento, por outro o requer. (p. 28)
A riqueza material para Jesus, segundo o autor, é uma contradição em termos, pois a única riqueza possível é a espiritual, contudo, Jesus está longe de um ascetismo, nos convida a desfrutar do material sem prendermo-nos a ele.
É um equilíbrio que nos parece paradoxal, mas Jesus no fim das contas está dizendo que o pobre e o frugal estão melhor equipados para desfrutar das boas coisas da vida – não em virtude de qualquer pureza inerente de coração, mas simplesmente porque a limitação da sua condição força-os a valorizar o momento, que é no fundo o quetodos tem. “Por mais empenhado que esteja, qual de vocês consegue adicionar meio metro à sua estatura?”
Para o rabi de Nazaré ser rico e ganancioso não é conduta especialmente corrupta ou perversa – está mais para o imbecil. Porque, ele ousa argumentar, correr atrás do material impede-nosjustamente de desfrutá-lo. (p. 29)
O dinheiro como idolatria é o alvo, abrir mão do que o dinheiro existe para epitomizar: a segurança e o poder. A ganância, segundo o autor, aparece no Novo Testamento como idolatria exatamente porque é essencialmente mentirosa –promete segurança e poder quando ambos são derramados sem qualquer critério ou pré-requisito por Deus.
É preciso não dobrar-se a Mamom, mas fazer uso descarado das riquezas a fim de fazer verdadeiros amigos (Lucas 16:9). É preciso usar o dinheiro sem ser usado por ele; extrair gozo do material sem ser desfigurado por ele. É preciso ser generoso como Deus, pobre como Jesus. Dar a César a ninharia que é de César, receber de Deus a abundância que é de Deus. (p. 31)
O quarto passo a seguir é o Viva inteiramente inserido no seu mundo, Paulo Brabo aqui retoma, primeiramente, o conceito da jornada do herói, que advém dos mitos culturais que os filmes hollywoodianos usam na maioria de seus filmes. Onde a familiaridade é inimiga do crescimento, para que o herói seja um verdadeiro herói numa história, deve se afastar de tudo aquilo que lhe é confortável e familiar e partir sozinho ou apoiado pelo mestre numa jornada para o crescimento individual. Seguindo nesta crença, acreditamos que aquele que deseja santidade deve ter como primeiro passo, o afastamento do mundo, de tudo que lhe for familiar.
Por definição a palavra santo quer dizer separado, singular, o santo não pode ter nada a ver com o mundo, contudo, as coisas não são assim tão simples em Jesus.
Pensando na narrativa em si, em busca de um antagonista para Jesus dentro dos Evangelhos, Brabo conclui:
Nos evangelhos, o antagonista de Jesus é João Batista. De todos que em algum momento da história se opõem a Jesus ele é o único que representa verdadeira autoridade; de todos que se atiram no caminho de Jesus querendo exercer sobre ele alguma infuência, é João Batista que, em seu recato, chega a corresponder – contrapor-se– a ele. (p. 36)
Em perfeita oposição a João, Jesus deixa claro que é sua proximidade do mundo, seu “não-afastamento”, a porção mais essencial da sua missão. Ele vence a tentação do deserto e segue percorrendo incessantemente as cidades, onde pode estar com as pessoas e submetê-las à sua mensagem, que é essencialmente sua própria pessoa. (p. 38)
João é o homem que se afasta do mundo para não deixar-se contaminar por ele. Jesus é o homem inteiramente inserido no mundo, inteiramente mergulhado nas complicações do dia-a-dia e nas preocupações e privilégios do homem comum.
Dos incontáveis paradoxos do cristianismo histórico, esse é mais um: historicamente, os cristãos ignoraram o exemplo de Cristo tornaram-se seguidores funcionais de João. O caminho de JoãoBatista é o caminho dos monges do deserto, das ordens religiosas, das rádios evangélicas; é o caminho do ascetismo, das regras estabelecida spara “fazermos diferença”; das abstenções, do recuo, do afastamento,da irrelevância, da exclusão e do preconceito.
O caminho de Jesus é o da inclusão, da presença, do abraço irrefletido e incondicional do mundo. É o caminho estreito que poucos trilham, a porta exigente pela qual poucos passam. (p. 39-40)
Brabo contrapõem duas posturas, uma de Jesus de inclusão social e outra de João de exclusão social, Jesus procura transformações de dentro para fora, seja no aspecto pessoal ou mesmo no social, ele não nos ensina ao alheiamento ao mundo, mas há sermos um sal dentro das entranhas do mundo em seus miolos.
Jesus propõe, inconcebivelmente, uma espécie de santidade que não é definida pela exclusão, mas pela generosidade e pela liberalidade da presença. É dele a horrenda idéia original de distribuir abraços gratuitos – gratuitos no sentido de serem dados a quem,essencialmente, não os merece. Essa sua ousadia derruba para sempre a primazia da surrada santidade distanciada epitomizada em João Batista. Jesus demonstra, em seu modo de vida, que um caminho superior ao de achar-se melhor do que os outros pela exclusão é amar os outros pela inclusão. (p.41)
Ou, como conclui o autor:
A santidade do senso comum exige que nos afastemos da normalidade da experiência do dia-a-dia em favor da singularidadeda vida religiosa. O Filho do Homem nos convida, assombrosamente,a fazermos o trajeto oposto.
No quinto passo, Permaneça disponível para o momento, Paulo Brabo vai nos falar sobre a ditadura do Carpe Diem, da valorização do consumo de coisas no tempo, da aquisição de memórias como sinônimo de felicidade, enfim, da capitalização do tempo. Em contrapontoa tudo isto, a valorização do real sentido do schabat:
o schabat, que representa uma completa reversão nas nossas expectativas convencionais sobre santidade: o schabat é demonstração de que para Deus existem menos lugares santos do que momentos santos.
O credo do carpe diem ou a idolatria do instante:
No credo do Carpe Diem, bem-aventurado é quem angaria no mais curto período a maior carteira de lembranças preciosas. Você já fez um cruzeiro pelo Caribe? Confere. Fez pós-graduação e mestrado? Confere. Já teve uma árvore e plantou um filho? Confere. Foi a um show de Antony and the Johnsons/ZecaPagodinho/André Rieu/Lagoinha? Confere. Já passou o final de ano no Club Mediterranée? Quê? Não? Você ainda não viveu, cara – e não vai aparentemente chegar a viver, a não ser que tenha o rosário de lembranças corretas para ostentar. (p.46)
Concluindo:
“Jesus desconhecia nossa ambição por divertimento e por dinheiro; desconhecia também – o que é muitas vezes mais curioso– nossa síndrome de salvador do mundo. Ele fazia o que fazia,aquilo que o momento exigia, e não aquilo que queria ou achava que devia fazer. Fora morrer, o Filho do Homem não tinha plano algum:nenhuma agenda, nenhum prazo e nenhum cronograma; nenhum relatório, nenhuma reunião periódica de avaliação de resultados, férias nenhumas. Ele deixava que o momento fuísse e exigisse implacavelmente a sua pauta. “Basta a cada dia o seu mal” era para Jesus apenas outro modo de dizer “não vos preocupeis com o dia de amanhã”. Ele não perdia o momento de vista, pela excelente razão de que não queria perder Deus de vista”. (p. 51).
O último passo no caminho proposto por Paulo Brabo é de Sensualize a sua espiritualidade. Ou, no dizer do autor, os últimos serãos os primeiros:
Em primeiro lugar, que a pessoa que se deparava com Jesus nos seus dias “mortais” não era impactada de qualquer modo direto ou natural pelo teor desses passos. São necessários observação e algum treinamento intelectual para abstrair-se a partir do que sabemos do comportamento de Jesus fórmulas gerais como “faça o que os outros não esperam” (segundo passo) e “viva inteiramente inserido no seu mundo” (quarto passo). E Jesus, como se sabe, impactou de forma transformadora gente que teve muito pouco tanto de uma coisa quanto de outra: pessoas pouco instruídas e pouco armadas de recursos intelectuais, muitas das quais estiveram com ele por pouco mais do que alguns minutos. (p. 56)
Paulo Brabo coloca que os passos apresentados por ele são abstrações, meras tentativas intelectuais de representar a realidade, como são uma forma de teologia, também os são limitados, contendo em si mesmo a semente da contradição- pois não há nenhum mérito no conhecimento intelectual e que o acesso ao favor de Deus não depende de modo algum dele. Para não ficar nesta limitação, Brabo acredita que se deve retomar o cerne do caráter de Deus nos evangelhos – Jesus tocou gente- devemos sensualizar nossa espiritualidade.
É preciso que passemos a procurar a espiritualidade no mundo sensorial, no mundo real, o mundo da experiência e dos sentidos. É preciso que passemos a ver nosso relacionamento com Deus e nossa participação no seu Reino como algo que diz respeito ao que é palpável e material, ao mundo da pele, da carne e do sangue. (p. 57)
A nossa espiritualidade não pode ser uma forma de disfarce que vivemos na carne, devemos aprender com Jesus que Deus se fez carne, aprender com ele como se vive e mostrar a sua desenvoltura. A carne, claro, é embaraçosa, somos sujeitos à doença, à fome, à solidão, etc. Para escapar deste fastio, usamos a espiritualidade para forjar uma demonização do nosso corpoe seus embaraços, e pregar que Deus só pode ser alcançado em esferas superiores da mente, fora da realidade, de preferência de olhos fechados e com privação de sentidos.
Jesus não ignorava os embaraços da doença, da fome, da dor, da solidão, da decrepitude, da morte, do ciclo digestivo; muitos desses atingiram-no em cheio na própria carne. Ao contrário de nós, no entanto, Jesus não buscava refúgio dessas coisas num mundo dos espíritos à prova de constrangimentos. Ele não caía na tentação da espiritualidade convencional e isso, aparentemente, é o que mais teimamos em não aprender com ele.
Jesus fazia o trajeto precisamente contrário ao nosso, avançando com galhardia em direção à experiência dos sentidos, tendo dedicado a maior parte de sua atividade neste mundo ao esforço de minimizar os constrangimentos produzidos em pessoas de carne pela fome, pela doença, pela dor, pela decrepitude, pela solidão. (p. 58)
Segundo o autor, pode parecer escandaloso, mas, Jesus estava primeiro tratando os corpos e depois os espíritos.
Nossa satânica fantasia como cristãos é passarmos pelo mundo à margem de todas essas coisas, desencarnados como fantasmas, vivendo momentos de espiritualidade em número suficiente para redimir os constrangimentos que nos impingem o corpo e os sentidos. Não queremos de modo algum enfrentar o terrível embaraço de que somos feitos de carne e osso. (p. 59)
Buscando escapar daquilo que a Bíblia não esconde em página alguma, que a carne essencialmente é animal, mesmos avançados na comunhão divina, somos animais tais quais uma barata. Paulo Brabo coloca duas grandes facções ou respostas para este escandâlo de que Deus se fez carne, judaica e romana-grega.
Na resposta romana-greca, o escandalo não era a expiação, nem a ressureição, o impensável era o corpo físico de Jesus ter sido redimido, já que a matéria na visão grega é decaída, e somente o espírito é puro e inefável.
Imbuídos dessa convicção, os atenienses ouviram muito interessados o discurso do Apóstolo no Areópago, até que Paulo mencionou a ressurreição do corpo – ponto em que perceberam que a doutrina daquele sujeito não merecia mais do que zombaria e desprezo.Aqueles esclarecidos atenienses, mais ou menos como nós, não criam que houvesse no corpo e na carne qualquer coisa com vocação à redenção ou à eternidade. (p. 61)
Já a resposta judaica para a encarnação, o escandâlo era ver Deus confinado aos limites de sua própria obra. E o que era pior, segundo o autor, era que este repudiava o ascetismo e abraçava o mundo dos sentidos com paixão.
A nossa resposta:
E que fazemos? Com recato estúpido, pecaminoso e contraproducente negamos hoje a carne de Jesus e a nossa. Os mesmos cristãos que recusam-se a admitir a possibilidade de descenderem do macaco não trazem à mente que Deus em Jesus conformou-se, disparatadamente, à condição de primata.
Queremos que as pessoas “conheçam Jesus” através da assimilação intelectual do nosso discurso, jamais pelo intercâmbio de caminhadas epelo choque custoso entre corpos. Não queremos de modo algum traficar com a carne, porque não queremos que Deus trafique através dela. Esquecemos, miseravelmente, que a natureza divina de Jesus não estava escondida na sua carne. Estava manifestada nela. (p. 62)
Somos constantemente ensinados sobre a importância de morrer e ressuscitar como Jesus, mas – ai de nós – não há quem nos ensine a encarnar.
BRABO, Paulo Em 6 Passos o que faria Jesus:Novíssimo manual de conduta do seguidor de Jesus São Paulo: Garimpo Editorial, 2009
domingo, junho 27, 2010
Erwin McManus: Segundo Movimento
A próxima seção do livro de Erwin McManus, Uma Força em Movimento, vai tratar do segundo movimento, ou seja, o movimento coletivo, sendo o primeiro estudado – o individual. A seção tem dois capítulos, num fala-se sobre a E-Moção e noutro, sobre a Arquitetura Cultural.
“As pessoas estão reunidas em função de um éthos que molda não apenas as ações, como também a mente e o coração. Deus enviou seu Filho para atrair os indivíduos para si, mas também o fez para transformar a cultura. E Jesus intercede para que sejamos um, assim como ele e o Pai são um”.
Capítulo 4.
E-MOÇÃO
O autor começa a detalhar o conceito de ethos a partir da emoção, como um sentimento coletivo moldurado de forma cultural dentro de uma comunidade. Como um estado mental corporativo intenso que se apresenta de modo subjetivo, um sentimento comum.
O poder do éthos é que os seres humanos, se tornam, no dizer do autor, como esponjas que absorvem tudo quanto está ao seu redor.(p. 115)
Sendo assim, o autor expõe que o objetivo final do cristianismo não deveria fazer dos cristãos apenas bons cidadãos, mas revolucionários pela causa de Jesus Cristo. No sentido, da propositura de uma ordem nova de relacionamento social pautado no evangelho e não um amoldamento moralista ao mundo atual.
Erwin McManus cita um exemplo ruim e confuso dessa revolução Thomas Jefferson. sobre ele há um parágrafo, no mínimo, problemático:
“É absurdo o argumento segundo o qual Jefferson era um deísta e, portanto, não teria uma cosmovisão cristã. Ele era um bom deísta cristão. Suas conclusões eram resultado de uma mente formada a partir de valores cristãos, de crenças cristãs e de uma cosmovisão cristã. Mesmo sua convicção de que todos têm o direito de optar pelo culto que melhor lhes aprouver segue o princípio de que o Deus Todo-poderoso criou as pessoas com uma mente livre” (p. 121)
Ao meu ver, o exemplo de Jefferson é mais de como o ethos cristão pode funcionar mesmo com aqueles que negam seu fundamento, do que o exemplo de um catalisador cultural cristão. Jefferson é mais uma esponja, do que uma torneira aqui. Neste aspecto, o próprio autor volta dizendo que, “Jefferson apelou para o poder do éthos como algo maior que a mais alta forma de autoridade institucional ou governamental” (p. 122)
O éthos, como padrão cultural emergente tem, então, o poder de formentar o momentum, que pode gerar e definir uma cultura, pensando nas igrejas, o problema é que muitas congregações há apenas a reprodução em menor escala do éthos corrompido da sociedade, não se busca qualquer estratégia ou mesmo algo que seja irrelevante, há apenas uma reprodução do imaginário social e cultural.
“Em toda disciplinma, seja nas intelectuais ou artisticas, a igreja deveria despertar a inveja das nações, algo como a maneira pela qual a cultura judaica conseguiu manter um éthos que nutriu o intelecto de alguns dos mais renomados cientistas do mundo e a capacidade artística de vários cineastas mais talentosos. O direito de nascença da igreja é o de ser a principal fonte de criatividade e potencial humano”.
Não há um dualismo dialético entre a ação humana e a glória de Deus, o éthos apostólico funde as duas correntes num fluxo redentório da humanidade, por meio da sua morte e ressureição, Jesus acionou um éthos capaz de ser aplicado em todas as expressões culturais deste planeta.
O autor termina o capítulo, lembrando…
“Não basta receber a luz: é preciso ser inflamado. Por muito tempo nos concentramos em assegurar que as pessoas acreditassem nas coisas certas, mas não ligamos para suas preocupações. Sei que isso pode parecer heresia, porém é mais importante mudar o alvo dos cuidados das pessoas do que as coisas que elas acreditam! Você pode crer sem se importar, mas não dá para se importar sem crer. Não podemos encher nossas igrejas com gente que mantém crenças bíblicas e preocupações mundanas. Quando despertamos o éthos apostólico, o coração de Deus começa a pulsar na igreja de Jesus Cristo. A fé cristã é uma experiência mobilizadora!” p. 125
capítulo CINCO
ARQUITETURA CULTURAL
O autor coloca que cada cultura tem uma formação própria que é tão espiritual quanto natural. A tarefa da liderança é auxiliar a igreja na formação, construção desta obra cultural revolucionária que é o éthos apostólico.
“Se as igrejas locais são, em essência, subculturas espirituais esperando para se transformar em revoluções culturais, então nós, como líderes espirituais, precisamos nos envolver em nosso ambiente como arquitetos culturais”. (p. 132)
Neste sentido, o autor busca as metáforas que simbolizam um certo padrão cultural ou uma cultura, tais como bandeiras nacionais, times de futebol, etc.
Neste sentido, a metáfora da igreja, da fé cristã é a cruz, ela vai além do memorial do sacríficio de Jesus e se torna um convite a cada cristão a negar-se a si mesmo e seguir a Cristo carregando a sua própria cruz. É uma metáfora, que brilhantemente resuma o autor, implica em sacrifício e serviço. Sendo esta metáfora reforçada no batismo
“O batismo é uma sepultura aquática. É outro memorial da morte, do sepultamento e da ressureição de Jesus Cristo. Toda pessoa que passa a fazer parte da comunidade cristã precisa declarar pessoalmente sua morte, seu sepultamento e sua ressureição de um modo peculiar e extraordinário. Todo seguidor de Jesus Cristo entra em sua sepultura para depois viver” p. 133
Erwin McManus: Mudança Teológica
"A transformação é um sinônimo de mudança. Se você não gosta de mudanças, é melhor não se tornar um cristão. A mudança é inevitável para quem pertence a Jesus. Nossa experiência cristã é, de maneira geral, uma experiência de mudança. Abrimos mão das coisas velhas para nos vestirmos das novas. Deixamos de nos conformar com o padrão deste mundo porque fomos transformados pela renovação de nossa mente"(p. 95)
"Temos a tendência de pensar apenas na necessidade de mudar o exterior. Nossas comunidades precisam mudar, nossa cidade precisa mudar, nossa nação precisa mudar, o mundo precisa mudar. Todo mundo precisa mudar, a não ser a igreja. A igreja está bem do jeito que ela é. Na verdade, ela se revela o último bastião de proteção contra a mudança pela preservação da tradição e do ritual, em vez de ser a catalisadora e a formentadora do Reino de Deus" p. 95
Neste ponto, a igreja deve ser, segundo o autor, expressão radical do compromisso de Deus com a mudanças estruturais no mundo hodierno. A igreja não deve seguire a mudança cultural, mas ser uma comunidade catalisadora e dinâmica que promove a mudança em um mundo que necessita desesperadamente de Deus de mudanças.
“Segundo a análise de Jesus, a Palavra de Deus foi transformada em um instrumento de morte, e não de vida. Seu alerta de que a palavra escrita é morta, mas o Espírito vivifica, explica e esclarece todas as ações de Jesus. Para ele, a Palavra de Deus era viva e ativa. Quando lida com um coração humilde, a Palavra de Deus gera uma interação dinâmica entre Deus e os homens” (p. 99)
“Em tudo o que é negociável, não devemos criar dificuldades para atrair aqueles que não conhecem a Deus. Os gentios seriam cristãos gentios. Eles não teriam de se converter ao judaísmo para só então se tornar cristãos. A base da decisão foi a aceitação dos gentios pelo Espírito Santo, derramado em seu coração. Em tudo que diz respeito ao estilo e às preferências, a igreja deve estar disposta a mudar por amor àqueles que estão perdidos. Já é muito dificil para um pecador ter de lidar com as realidades do arrependimento e da humildade; nã é necessário que a igreja estabeleça limites desnecessários entre Deus e o ser humando” p. 101
“A igreja é um paradoxo entre convicções imutáveis, fundamentadas na verdade divina, e a expressão encarnada de toda cultura e todas as pessoas que respondem positivamente à graça de Deus”
“Para a igreja, o momentum tem mais a ver com o tempo do que com a distância. Quando não mudamos, na verdade nos distanciamos do mundo que nos cerca. Quando nos prendemos ao passado, criamos um distanciamento entre nós e aquilo que Deus está realizando no presente” p. 105
domingo, janeiro 11, 2009
REPINTANDO A IGREJA
- 1. Salto
"As molas ajudam a entender o sentido das realidades mais profundas que orientam como vivemos nossa vida cotidiana. As molas não são Deus. Não são Jesus. Elas são afirmações e convicções acerca da fé que nos ajudam a expressar verbalmente a profundidade do nosso salto. Eu as chamaria de doutrinas da fé cristã"(p. 24)
Aqui começam os problemas com livro de Bell, ele quer flexibilizar tudo, doutrinas básicas e fundamentais também:
"A palavra trindade não se encontra em nenhum lugar da Bíblia, Jesus não usou essa palavra, tampouco os autores da Bíblia. Entretanto, ao longo do tempo, essa convicção, esse entendimento, essa doutrina, passou a ser essencial para que os seguidores de Jesus entedessem quem é Deus. TRata-se de uma mola, e as pessoas saltaram sem ela durante milhares de anos. Ela foi acrescentada posteriormente. Podemos destacá-la e examiná-la. Discuti-la, investigá-la, questioná-la. Ela é flexível e elástica" p. 25
Agora, fica mais complicado mesmo quando ele vai falar do nascimento virginal de Jesus Cristo:
"E se amanhã alguem encontrasse numa escavação a prova clara de que Jesus tinha um pai biologico verdadeiro, terreno, chamado Jaime, e os arqueologos encontrassem o tumulo de Jaime, recolhessem amostras de DNA e provassem sem sombra de duvida que o nascimento virginal foi, na verdade, só um pouco de mitologia que os autores do Evangelhos criaram como forma de apelar aos seguidores das religioes dionisiacas e as de Mithra, muito comuns e conhecidas no tempo de Jesus, seitas religiosas cujos deuses tinham um nascimento virginal? Mas e se, quando se estudasse a origem da palavra virgem, se descobrisse que essa palavra no evangelho de Mateus na verdade provém do livro de Isaías? E, em seguida, se se descobrisse que na lingua hebraica desse periodo a palavra virgem podia signficar varias coisas. E se se descobrisse que no primeiro seculo ser nascido de uma virgem tambem se referisse a uma criança mae engravidou na primeira vez que teve relação sexual? (p.29)
Respostas de Ben Witherington :
1. O culto de Mithra só surgiu apos o 1o seculo, e não foi importante para os autores do NT.
2. O culto não era baseado em uma pessoa real de carne o osso, que existiu, historicamente, ao contrário de Jesus.
- 2. Jugo
- 3. Verdadeiro
- 4. Borlas
"O tzitzit aparece pela primeira vez em Numeros 15, quando Deus diz a Moises: Façam borlas nas extremidades das suas roupas e ponham um cordão azul em cada uma delas, faça isso por todas as gerações. Quando virem essas borlas vocês se lembraramde todos os mandamentos do Senhor, para que lhes obedeçam e não se prostituam nem sigam as inclinações do seu coração e dos seus olhos. Assim vocês se lembrarão de obedecer a todos os meus mandamentos, e para o seu Deus vocês serão um povo consagrado.
Deus mandou que seu povo amarasse borlas nas extremidades de suas roupas para que constantemente todos eles vissem e se lembrassem de viver de maneira que ele os criara para viver.
A palavra hebraica para extremidades é kanaf.
A palavra borla ou franja é tzitzit.
Ate hoje muitos judeus usam um xale de oração para obedecer a esse texto. O xale de oraçao tambem aparece em varias passagens interessantes em toda a Bíblia (1Sm 24.4, Mt 6.6).
Uma das mais importantes está na predição de Malaquias acerca do Messias futuro "...o sol da justiça se levantará trazendo cura em suas asas" (4.2).
A palavra que Malaquias emprega para asas é kanaf- a mesma palavra que em Numeros se refere às extremidades das vestes, às quais deviam ser atadas às borlas. Por isso, surgiu a lenda de que, quando Messias viesse, haveria poderes de cura especiais em sua kanaf, nas borlas de seu xale de oração.
Acelerando o filme para a epoca de Jesus, vemos uma mulher que sofria de uma doença havia doze anos e ninguem a curava. Ela abre caminho no meio da multidão para chegar até Jesus e quando está perto dele, segura-lhe o manto. Lembre-se que Jesus era um rabino judeu que observava os ensinos da Torá e cumpria os mandamentos da Escritura palavra por palavra, inclusive passagens como Numeros 15, o que significa que Jesus devia estar usando um xale de oracao. Assim, quando a mulher segurou a ponta de seu manto, ela estava demonstrando que cria que Jesus era o Messias e que as borlas de seu manto tinham poder de cura. Ela cria que Jesus é aquele de quem Malaquias fala. (p. 122-124)
- 5. Poeira
"Em Cesaréia de Filipe ele lhes diz:"sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do Hades não poderão vence-la. na verdade, ele estava dizendo que aquelas pessoas- as pessoas que ficavam com os bodes- iam juntar-se ao movimento de Jesus, que não poderia ser detido. De que maneira voce, como discipulo, começaria a enteder esta declaração?" (p. 154)
- 6. Novo
"A verdadeira espiritualidade, portanto, não diz respeito a escapar deste mundo para outro lugar, onde ficaremos para sempre. O cristão nao é alguém que espera passar todas a eternidade lá no céu. O cristão é alguém que antecipa a vida eterna aqui, num novo céu que vem à terra.
O objetivo não é escapar deste mundo, mas fazer deste mundo o lugar em que Deus possa habitar. E Deus está recriando, nos transformando no povo que pode fazer essa obra" (p. 173)
- 7. Bom
"E Deus nao está apenas interessado em recuperar seu sonho original para criação. Ele quer ir mais adiante. Imagine tirar todo o pecado e a morte da Bíblia. Restaria um livro curto. Teria quatro capitulos para ser preciso: Genesis 1 e 2 e Apocalipse 21 e 22. Em Genesis 1 e 2, lemos sobre um jardim, em Apocalipse 21 e 22 sobre uma cidade. A cidade é mais avançada e mais complexa que o jardim., Se um jardim for cultivado, desenvolvido, administrado e cuidade, ele acabará se transformando numa cidade. Se não houvesse pecado nem morte, a criação progrediria porque Deus, não quer apenas recuperar essas coisas, Deus quer que elas progridam". (p. 185)
segunda-feira, dezembro 29, 2008
Simplesmente Cristão.
Simplesmente Cristão: Por que o Cristianismo faz Sentido
Ed. Ultimato, 2008.
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ADORAÇÃO
- "Viver como cristão significa morrer com Cristo e ressuscitar com ele. Como observamos, este é o significado do batismo, o ponto de partida da peregrinação cristã. A figura da peregrinação é util, uma vez que o batismo relembra a historia dos filhos de Israel saindo do Egito em direção a terra prometida. O mundo inteiro é agora a terra santa de Deus, ele irá regenerá-lo e renova-lo como meta final de todas as nossas andanças.
- Nossa peregrinação começa com a morte e ressureição de Jesus. Nosso objetivo é a renovação desta criação corrupta. Isso significa que a rota pelo deserto, o caminho de nossa peregrinação, inclui renúncia por um lado e redescoberta por outro" p. 234-35.
p. 248-249"Criados para a espiritualidade, nós mergulhamos na
introspecção. Criados
para a alegria, buscamos o prazer. Criados para a justiça,
buscamos a
vingança. Criados para os relacionamentos, buscamos traçar nosso
proprio
caminho. Criados para o que é belo, nos contentamos com a emoção. A nova
criação, no entanto, já começou. O sol já começou a brilhar. Os cristãos são
chamados a deixar para trás, no túmulo de Cristo, toda corrupção e
imperfeição,
do mundo presente. É tempo de assumirmos, pelo poder do
Espírito, nosso próprio
papel, nosso papel plenamente humano, como agentes,
arautos e administradores do
novo dia que está nascendo. Colocado de forma
simples, é isso que significa ser
cristão, é seguir a Jesus Cristo no novo
mundo que Deus tem colocado diante de
nós."A igreja com todos os seus defeitos, é a principal comunidade
daqueles que estão tentando seguir a Jesus. Aqueles que estão começando a
descobrir essas coisas certamente encontrarão ajuda, encorajamento e
sabedoria
numa igreja local. Como diríamos a alguém que está começando a
apreciar a
musica: não se contente em escutar, aprenda a tocar um
instrumento e participe
de uma orquestra
terça-feira, dezembro 16, 2008
Igreja Emergente: cristianismo clássico para novas gerações.
- As pessoas não irão à igreja, mas serão a igreja em missão conjunta.
- As pessoas não conseguirão ficar sem se alimentar profundamente das Escrituras por conta própria, para manter o coração tranquilo e a mente afiada, prontas para responder sobre a esperança que elas tem a todos que interagirem com elas - 1Pe 3:15-16
- Os pais que se vêem com igreja irão conduzir a familia segundo Dt 6:4-9, em vez de deixar essa tarefa apenas para a igreja
- As pessoas se portarão como embaixadoras de Jesus (2Co 5:20) e terão motivação para viver em santidade, concentradas no Reino, para que não desonrem o nome do Rei que elas representam.
- AS pessoas passarão a depender muito mais da oração para que a missão da igreja continue (Jo 15:5)
- As pessoas verão a igreja como uma familia e como uma comunidade em missão conjunta, e isso acontecerá de forma natural - At. 2:42-46
- As nossas estratégias e projetos ministériais passão das grandes produções e programações para o treinamento de pessoas, para que sirvam na missão - Ef. 4:11-12- e para colocar novamente em evidência o sacerdócio dos crentes -1Pe 2:5-9
- O evangelismo irá crescer de maneira drástica, já que a igreja interira estará sempre em missão- em nivel local ou global.
- Por causa da missão, nossas igrejas irão se preocupar, com naturalidade e afinco, com a justiça social , com os probres e necessitados deste mundo.
( p.122)
"Numa reunião de adoração projetada para ser orgânica e de fé clássica, a intenção é o que tema flua pelo evento através de várias experiências de adoração e de elementos de adoração.... O objetivo é sair do modelo voltado para o consumo e do tipo "sente-se e observe" para uma reunião mais clássica, participativa e orientada para a comunidade, que nos conduz a experimentar a Deus de um modo transcendente. Não apenas ter dados sobre ele (o que , na verdade, é muito importante), mas experiencia-lo também." (p.153).
Ensino e adoração multissensoriais.
"A palavra tornou-se tridimensional, é viva, respira, é capaz de ouvir, ver e tocar. A propria Palavra comeu, bebeu, sentiu o gosto, sentiu cheiros e emoções. As escrituras apresentam uma Palavra multissensorial, multidimensional, mas alguns evangelicos na igreja moderna reduziram Jesus a meras palavras e fatos que devem ser aprendidos" (p.156)
- Olfato - uso de incenso.
- TAto- Imposição de mãos, batismo, ceia.
- Paladar - Ceia
- Audição- Musica
- visão - aspecto visual da adoração.
"O perigo, claro, é focar em demasia a experiência e ensinar as pessoas a reagir apenas com os sentimentos e pelas emoções. O objetivo não é manipular as emoções das pessoas através das experiências ou da pregação ou do uso dos elementos multissensoriais. Precisamos de discernimento. Creio que quanto mais a igreja emergente empregar ensino e adoração multissensoriais, mais forte e mais profundo será o uso das Escrituras. Nós, líderes, precisamos nos certificar de que estamos usando as Escrituras para orientar e ensinar enquanto adoramos. Isso irá colocar Jesus cada vez mais no centro da nossa reunião de adoração, em vez de afastá-lo! (p. 160)
PREGAÇÃO TEOTEMÁTICA:"a pregação é uma excelente maneira de demonstrar às pessoas da cultura emergente não apenas que existe uma verdade num mundo relativista, mas que também existe uma Verdade que as ama como pessoas" (João 14:6) - p.222
pontos principais de uma pregação emergente
- Conte a historia de Deus e dos homens continuamente.
- Desconstrua, reconstrua e redefina os termos bíblicos.
- Permite que Deus ainda seja Deus
- Faça com que a pregação seja teocentrica e não antropocêntrica
- Não brinque com a inteligência das pessoas nem com o desejo que elas têm de profundidade espiritual. - as gerações emergentes estão famintas por um ensino mais profundo, e o nosso dever é respeitá-las o suficiente oferecendo o que desejam.
- Não temos de limitar os sermões ao padrão atual de vinte minutos.
- Use trechos bíblicos completos tanto do AT como do NT
- Ensine as raízes judaícas da fé
- Todas as pregações devem, de algum modo, ensinar sobre a vida no Reino como discipulo de Jesus.
- Pregue e ensine regularmente sobre Deus trino.
- Ensine com regularidade qual o significado de Jesus ser o unico caminho que leva a Deus.
- Trate periodicamente de assuntos sobre sexualidade humana.
- Redefina o casamento e familia para as novas gerações-inserindo nelas a visão bíblica.
- Ensine mais do que nunca sobre o inferno- "o nosso coração deve se quebrantar com essa realidade tão horrivel de uma eternidade longe de Deus, de tal forma que os ouvintes possam facilmente sentir nossa compaixão enquanto falamos sobre isso" (p.226)
