sexta-feira, novembro 09, 2007

MONTENEGRO - As aventuras do marechal que fez uma revolução nos céus do Brasil.


Nova leitura, logo após terminar dois neo-clássicos do discipulado cristão: Renovação do Coração do D. Willard e Discipulado Celestial do M. Wells, caiu nas minhas mãos o livro de Fernando Morais sobre o Marechal do Ar Casimiro Monteiro, fundador do ITA.

Eis a resenha do Correio Braziliense / Data: 28/11/2006
Um pioneiro dos ares

Tatiane Lopes
Pela primeira vez, o escritor Fernando Morais mudou de lado. Nos últimos livros, 'Olga', 'Chatô' e 'Cora­ções sujos', o jornalista explorou a história do Brasil, desde o tenen­tismo até o golpe de 1964; mas com uma visão externa dos fatos. Foi em seu oitavo livro, "Montene­gro - As aventuras do marechal que fez uma revolução nos céus do Brasil", que ele "pulou o balcão". Sob a ótica dos brigadeiros, inva­liu os meandros da Aeronáutica e de lá descobriu a riqueza de mais um grande personagem da histór­ia, Casimiro Montenegro. "Agora, estou lá dentro para contar a trajetória do visionário militar brasileiro que, em 1950, criou o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (lTA), um dos mais respeitados centros de produção de conhecimento do mundo". A bela obra será apresen­ada ao público hoje, a partir das 19h30, pelo projeto 'Sempre um Papo', onde o autor contará os detalhes sobre essa importante figura da aviação nacional.

Nas palavras de Fernando Mo­rais, Casimiro Montenegro "nos faz voltar a sentir orgulho de ser brasileiros". De um jovem tenente de olhos azuis, que, em 1930, ati­rava bombas sobre os quartéis de Minas Gerais, até sua morte, em 2000, aos 96 anos de idade, ele foi um revolucionário dos anos 1930 e um militar que preferia o bom senso à rigidez da caserna. "Eu nunca tinha ouvido falar no Montenegro. Morava fora do Brasil e, um dia depois de sua morte, um amigo me mandou um e-mail so­bre o fato, sugerindo que aquele homem poderia me render uma boa história. Quando retornei ao Brasil, por coincidência, conheci a viúva do marechal, dona Maria Antonieta", revela o jornalista.

Com um envelope entregue por Antonieta repleto de fotos e documentos, e depois com um vídeo amador, também feito pelos filhos, sobre a intimidade de Montenegro, Fernando se deu conta de que, a partir da vida do mare­chal, poderia mais uma vez, contar um episódio marcante na vida na­cional. Enfrentou as dificuldades dos companheiros de farda, que temiam que o livro pudesse criar polêmicas, mas teve a ajuda de fa­miliares, entre eles o primogênito de Montenegro, Fábio, que abriu as portas da família e dos amigos na Aeronáutica. "Uma das coisas que mais me aproximaram da vi­da do marechal foi um caderno de anotações escrito por ele depois que ficou cego. Foi como se tives­se feito uma entrevista ao vivo", conta Fernando Morais. Nas 328 páginas, estão trata­das a coragem e a obstinação, as batalhas e alianças com brigadeiros, ministros e até com os presiden­tes da República. Na avenfura de pilotar o avião do primeiro vôo do Serviço Postal Aéreo Militar, em­brião do Correio Aéreo Nacional, e passar meses preso pelos paulis­tas durante a Revolução Constitu­cionalista de 1932, o maior feito de Montenegro foi a criação do ITA, inspirado no Massachussets Institute of Technology (MIT), dos Estados Unidos. Fernando Morais revela a relação de Montenegro e­ Eduardo Gomes, patrono da FAB. De amigos, na assinatura do Ma­nifesto dos Brigadeiros, contra Vargas, passaram a inimigos, prin­cipalmente pelas divergências quanto à importância do ITA. Vida pessoal - Há também espaço para a vida pessoal.

Bastante assediado por onde passava, casou -se aos 50 anos com uma sobrinha 30 anos mais jovem. "Ele tinha uma vida saborosa, ficou solteiro durante muito tempo, mas encontrei bi­lhetinhos de mulheres que pe­diam: 'Montenegro, eu quero voar para o Brasil com você'," brinca o escritor.

Feliz com o resultado do livro e envolvido em vários outros projetos, Fernando Morais pre­para a biografia de Paulo Coelho, que deve ficar pronta até o segundo semestre do ano que vem. "Tenho enorme curiosidade so­bre a vida dele. Estou grudado no calcanhar do Paulo, fui à Europa, ao Egito e Oriente Médio, tudo para conhecer melhor a sua his­tória", antecipa o jornalista.

Um comentário:

Felipe disse...

Incrível!!!!!!!, comprei por curiosidade o livro e não me arrependo, expetacular,ele foi um genial, só tem a nos inspirar o patriotismo;simplesmente um gênio, administrador nato.
Recomendo muito