quinta-feira, dezembro 30, 2010

Vintage Church: Timeless Truths and Timely Methods (Mark Driscoll and Gerry Breshears)


 
The undeniable truth is that contextualization is not something done just by Christian missionaries in other nations, but it is something done by every Christian in every culture even if they don’t recognize it.
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Contextualization is about making the church as culturally accessible as possible without compromising the truth of Christian belief. In this, what is
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Relativists are willing to compromise Christian truth in the name of relating to lost people. This is a problem because they seek to change Jesus, wrongly believing he is not relevant to people and their lives. Conversely, relevantists know that Jesus 

Alexis de Tocqueville: Democracy In America, vol 1



Men are not corrupted by the exercise of power or debased by the habit of obedience, but by the exercise of a power which they believe to be illegal and by obedience to a rule which they consider to be usurped and oppressive.

It is natural that they should hasten to invoke the assistance of religion, for they must know that liberty cannot be established without morality, nor morality without faith; but they have seen religion in the ranks of their adversaries, and they inquire no further; some of them attack it openly, and the remainder are afraid to defend it.

domingo, dezembro 26, 2010

Papai Noel = Lei x Jesus = Graça

Timothy Keller: O propósito do Natal

1 João 1:1-4: O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram da Palavra da vida (Porque a vida foi manifestada, e nós a vimos, e testificamos dela, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai, e nos foi manifestada); O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo. Estas coisas vos escrevemos, para que o vosso gozo se cumpra.

O natal é sobre a palavra encarnação. Nós cantamos em cada ano em nossos cantos natalinos, especialmente no "Hark! The Herald Angels Sing.” Charles Wesley  escreveu ele e uma das linhas diz: Velada em carna a deidade é vista, glória a encarnada deidade".
Se você entender a palavra encarnação, você irá entender o que é Natal quer dizer. O credo dos apóstolos não usa a palavra encarnação, mas nos ensina a doutrina da encarnação quando ele diz, concebido pelo Espírito Santo, nascido da virgem Maria.
Onde nós devemos ir para entender o que é o Natal? Os primeiros dois versos do nosso texto nos dá o ensino do Natal, e os dois seguintes nos dão o propósito do Natal.
Vamos olhar os dois primeiros versos. Nós vemos aqui o ensino do Natal em duas coisas. Isto é francamente doutrinário, e ousado historicamente. Nós temos que entender isto antes que nos movamos sobre como isto muda as nossas vidas.
NATAL É FRANCAMENTE DOUTRINÁRIO.

O que eu quero dizer com francamente doutrinário?  Eu utilizei a palavra doutrinária de propósito, sei que é uma palavra negativa, sendo rígida e fechada. É parte de uma família de palavras com conotações negativas. Doutrina ou dogma conota ser estreito, ser rígido ou fechado. A palavra doutrina tem também este aspecto.
Doutrinador é ruim. É ruim por ser estreito. É ruim por ser fechado. É ruim por ser altivo. É ruim por não estar aberto a razão. É ruim por não ouvir os outros. Contudo, em nosso medo de sermos doutrinários, não somos francos- não somos honestos- sobre o fato que nós todos somos doutrinários. A doutrina é uma crença em que nós baseamos nossas vidas sobre, e isto é algo que nós lutamos por, nós insistimos. Em outras palavras, uma doutrina primeiro de tudo é uma posição de fé. Não é algo que podemos provar cientificamente. Não é algo que podemos provar empiricamente. Secundariamente, é algo que vivemos sobre, que nos comprometemos com, em que baseamos nossas vidas. E, por terceiro, é algo que empurramos, que contedemos com outras pessoas a respeito. Isto é uma doutrina. E mesmo que achamos que não somos doutrinadores, todos nós somos doutrinados.
Eu vou te dar um exemplo. Sr. A é um crente. Seu amigo, Sr. B não é. O Sr. A um dia se assenta com o Sr.B e diz, eu gostaria que você acreditasse que Jesus é Salvador e Senhor, me deixe convencer você. O Sr. B responde, ninguém pode saber algo definitivo sobre Deus. E também, você não deveria tentar perssuadir outras pessoas a enxergarem as coisas da sua forma. Isto não é certo.
Quando o Sr. B, diz que você não pode saber algo definitivo sobre Deus, o que é isto? Isto é uma posição de fé. Não é ciência. Não é empírico. É uma crença. E, segundo, quando ele diz que você não deveria tentar convencer as outras pessoas dizendo que sua sua realidade espiritual  é a correta, ele está tentando dizer neste momento para o Sr. A, voc~e deveria ver as coisas da minha forma. Em outras palavras, ele está dizendo, eu tenho uma abordagem relavista sobre a realidade espiritual, e você ter a mesma. Ele está fazendo exatamente aquilo que ele proibindo seu amigo de fazer.
Tanto o Sr. A e o Sr. B estão sendo doutrinários. Eles tem uma posição de fé não empírica. Eles apostam suas vidas nisto. O Sr. B tem apostado que seu destino eterno é uma idéia que ninguém pode saber nada definitivo sobre Deus. E eles estão contendendo sobre isto. Aqui está diferença. O Sr. A é abertamente doutrinário. Ele está sendo franco sobre sua doutrina. O Sr. B não, ele está em negação.
Vamos tentar não ser doutrinário. Contudo, não conseguimos evitar de sermos doutrinários. Todo mndo tem pressupostos de fé sobre Deus, sobre eternidade, sobre a natureza humana, sobre a verdade moral. Nós apostamos nossas vidas nelas e pressionados os outros sobre eles, e não não há nenhuma forma de evitarmos de sermos doutrinários.
O natal é francamente doutrinário. O texto diz que o invisível se tornou visível. O incorpóreo se tornou corpóreo. Em outras palavras, Deus se tornou humano. O absoluto se tornou particular. O ideal se tornou real. O divino tomou a natureza humana.
Esta não é somente uma doutrina muito específica, mas também é única. A doutrina sempre distingue você. Uma das razões  que nós temos medo de falar a respeito de doutrina é por que ela nos diferencia das outras pessoas. Aqui está o por que que a doutrina do Natal é única.
Por um lado, voce tem muitas religiões que dizem que Deus é tão iminente em todas as coisas que a encarnação é normal. Se você for um budista ou um hindú, por exemplo, Deus está iminente em tudo. Deus é uma fagulha divina em tudo, e então a encarnação é normal. Deus está encarnado em todos os tipos de pessoas e coisas. Cristão dizem que Jesus é o Deus-homem, e as pessoas desta família dizem, Claro. Por outro lado, a famíia das religiões tais como o islã ou judaísmo dizem que Deus é tão transcedente sobre todas as coisas, que a encarnação é impossível.  Jesus como um Deus-homem é uma blasfêmia.
Contudo, o Cristianismo é unico.  Isto não quer dizer que a encarnação é normal, contudo, também não quer dizer que ela é impossível. Isto diz que Deus é tão iminente que isto é posível, contudo ele é tão transcendente que a encarnação de Deus na pessoa de Jesus Cristo é um evento universal, altera a história, transforma vidas, paradigma. Cristandade tem uma visão absolutamente única sobre isto que a coloca a parte de tudo o mais.
 

O NATAL É VIGOROSAMENTE HISTÓRICO.

O Natal não é apenas francamente doutrinário, mas também vigorosamente histórico. Olhe para o que João fala sobre Jesus: “Nós o vemos. Nos o ouvimos. Nossos próprios olhos, nossos próprios ouvidos. Nós sentimos isto, sua vida eterna”.

Aqui ele está dizendo, que quando nós damos estes apontamentos sobre a passagem de Jesus sobre as águas, ou o ressurgir de Jesus dos mortos, ou Jesus falando estas palavras, não são lendas. Não são coisas que nós criamos. Não são maravilhosas parábolas espirituais. São coisas que nós vimos. Nós vimos ele fazendo isto. Nós ouvimos ele fazendo isto. Nós sentimos ele fazendo isto.

Em outras palavras, a doutrina do Natal é que Deus entrou na história na pessoa de Jesus. O presépio, a ressureição, a história de Jesus não é apenas uma estória. É verdade. Isto realmente aconteceu na história.

Isto vai completamente contra o que a média das pessoas acreditam. Uma pessoa diria que: estas são histórias maravilhosas, mas elas são como parábolas. Elas são lendas. Elas realmente não aconteceram.

Aqui está uma coisa nos aperta no Natal. 1Jo 1:1-2 está dizendo que estas coisas são mentiras colocadas no Novo Testamento ou são relatos de testemunhas, mas elas não podem ser lendas. Muitos estudiosos das literaturas clássicas têm nos dito que a ficção moderna escrevem suas histórias com detalhes para dar uma sensação de realismo, contudo as lendas antigas nunca foram escritas desta maneira.

Por exemplo, a história de Jesus andando sobre as águas em João 6 diz, “ Quando eles tinham remado três ou três e milhas de uma metade, viram Jesus aproximando do barco, andando sobre as águas " (V. 19). Você pode não ser um experto em literatura clássica, mas pense na Ilíada de Homero. Você pode imaginar Homero dizendo: “E Aquiles encontrou Heitor num combate homem a homem, e eles estavam a três milhas e meio dos muros de Tróia? Ele não poderia ter dito isto, porque nas lendas antigas eles não colocavam detlhaes que não ajudariam no plano ou no desenvolvimento do personagem. Então, quando um homem naquela época quando estava escrevendo uma lenda, ele não iria dizer, eles estavam a três milhas ou três milhas e meia fora. Isto não teria ocorrido a ele, a menos que ele estivesse escrevendo um relato de uma testemunha.

Quando João diz, Eu vi ele, eu senti ele, eu ouvi ele com meus próprios ouvidos, e vi ele com meus próprios olhos, todos poderiam saber imediatamente que ele estava se declarando uma testemunha. Então, cada leitor do Novo Testamento sabe que isto ou é uma mentira deliberadamente fabricada ou eles era relatos testemunhais verdadeiros, eles não poderiam ser lendas.

Se eles fossem mentirosos, eles seriam os mentirosos mais burros de todos os tempos. Aqui está porquê. Estes relatos foram escritos durante o tempo de vida de pessoas que estavam lá.  Se você vai escrever que 500 pessoas viram Jesus sair dos mortos no Vale de Cedron, você não poderia escrever isto quarenta ou cinquenta anos depois, como os evangelhos foram escritos. Você deveria escrever isto uns 100 anos depois, quando todo mundo que viveu no Vale de Cedron estivesse morto na época. Se você falsamente escreve que 500 pessoas viram Jesus no Vale de Cedron, e muitas pessoas ainda estão vivendo no Vale de Cedron que estavam vivas na época, você nunca poderia ter uma religião baseada neste fato. Mas isto pode ser baseado neste fato, porque quem escreveu estes relatos nunca foram contrariados.

O ponto do Natal é que Jesus realmente viveu, e ele realmente morreu. Isto aconteceu na história. Ele fez estas coisas. Ele disse estas coisas.

Você poderia pensar, qual é o grande probklema? Você está sendo doutrinário aqui. Não. As pessoas  dizem, eu gosto destes ensinos de Jesus. Eu gosto do sentido destas histórias. O significado destas histórias é para amarmos uns aos outros, servirmos uns aos outros. Eu gosto disto. Mas, não importa se estas coisas realmente aconteceram. Doutrina não é importante. O que importa é se você é uma boa pessoa.

 


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The great irony is, that is a doctrine, but they’re not being frank about it. It’s called the doctrine of justification
by works. When somebody says that, they’re saying it doesn’t matter that Jesus actually lived the life we
should have lived and died the death we should have died. All that matters is we can follow his teaching. That
is a doctrine that says, “I’m not so bad that I need someone to come and be good for me. I can be good. I’m not
so cut off from God and God is not so holy that there has to be punishment for sin. That doesn’t matter.”
The gospel is not that Jesus Christ comes to earth, tells us how to live, we live a good life, and then God owes
us blessing. The gospel is that Jesus Christ came to earth, lived the life we should have lived and died the death
we should have died, so when we believe in him, we are accepted and live a life of grateful joy for him.
In other words, if these things didn’t happen, we can’t be saved utterly by grace. If these things didn’t
happen—if they’re just parables—what you are saying is you believe the doctrine of salvation by works: that
if you try hard enough, God will accept you. See, you cannot avoid doctrine.

sábado, dezembro 25, 2010



"The disposition of one´s possesions signifies the disposition of one´s heart"

Joel Green in Keller´s Generous Justice. 

Malcolm Gladwell: What the Dog Saw



Em WHAT THE DOG SAW, Malcolm Gladwell, continua sua senda de não aceitar simples respostas e procura em seu livro responder perguntas que, talvez, não podem ser respondidas.  O livro pode ser considerado como uma continuação para os FORA-DE-SÉRIE. Tentando pensar, analisar e contar-narrar- as história incomuns ou comuns de pessoas que viram mais coisas que as outras ao seu lado.
WHAT THE DOG SAW is organized thematically into three categories:
Part One contains stories about what Gladwell calls "minor geniuses," people like Ron Popeil, the pitchman who by himself conceived, created, and sold the Showtime rotisserie oven to millions on TV, breaking every rule of the modern economy.
Part Two demonstrates theories, or ways of organizing experience. For example, "Million-Dollar Murray" explores the problem of homelessness — how to solve it, and whether solving it for the most extreme and costly cases makes sense as policy. In this particular piece, Gladwell looks at a controversial program that gives the chronic homeless the keys to their own apartments and access to special services while keeping less extreme cases on the street to manage on their own.
In Part Three, Gladwell examines the predictions we make about people. "How do we know whether someone is bad, or smart, or capable of doing something really well?"he asks. He writes about how educators evaluate young teachers, how the FBI profiles criminals, how job interviewers form snap judgments. He is candid in his skepticism about these methods but fascinated by the various attempts to measure talent or personality.
Malcolm Gladwell selected the essays in WHAT THE DOG SAW himself, choosing the stories and ideas that have continued to fascinate and provoke readers long after their publication in The New Yorker. The book is an invaluable gift for his existing fans, and the ideal introduction for new readers.

Na tentativa de narrar como comuns estas histórias há sempre perigos, como diz a crítica do NYT:
The problem with Gladwell’s generalizations about prediction is that he never zeroes in on the essence of a statistical problem and instead overinterprets some of its trappings. For example, in many cases of uncertainty, a decision maker has to act on an observation that may be either a signal from a target or noise from a distractor (a blip on a screen may be a missile or static; a blob on an X-ray may be a tumor or a harmless thickening). Improving the ability of your detection technology to discriminate signals from noise is always a good thing, because it lowers the chance you’ll mistake a target for a distractor or vice versa. But given the technology you have, there is an optimal threshold for a decision, which depends on the relative costs of missing a target and issuing a false alarm. By failing to identify this trade-off, Gladwell bamboozles his readers with pseudoparadoxes about the limitations of pictures and the downside of precise information.Another example of an inherent trade-off in decision-making is the one that pits the accuracy of predictive information against the cost and complexity of acquiring it. Gladwell notes that I.Q. scores, teaching certificates and performance in college athletics are imperfect predictors of professional success. This sets up a “we” who is “used to dealing with prediction problems by going back and looking for better predictors.” Instead, Gladwell argues, “teaching should be open to anyone with a pulse and a college degree — and teachers should be judged after they have started their jobs, not before.”
But this “solution” misses the whole point of assessment, which is not clairvoyance but cost-effectiveness. To hire teachers indiscriminately and judge them on the job is an example of “going back and looking for better predictors”: the first year of a career is being used to predict the remainder. It’s simply the predictor that’s most expensive (in dollars and poorly taught students) along the accuracy-­cost trade-off. Nor does the absurdity of this solution for professional athletics (should every college quarterback play in the N.F.L.?) give Gladwell doubts about his misleading analogy between hiring teachers (where the goal is to weed out the bottom 15 percent) and drafting quarterbacks (where the goal is to discover the sliver of a percentage point at the top).
The common thread in Gladwell’s writing is a kind of populism, which seeks to undermine the ideals of talent, intelligence and analytical prowess in favor of luck, opportunity, experience and intuition. For an apolitical writer like Gladwell, this has the advantage of appealing both to the Horatio Alger right and to the egalitarian left. Unfortunately he wildly overstates his empirical case. It is simply not true that a quarter­back’s rank in the draft is uncorrelated with his success in the pros, that cognitive skills don’t predict a teacher’s effectiveness, that intelligence scores are poorly related to job performance or (the major claim in “Outliers”) that above a minimum I.Q. of 120, higher intelligence does not bring greater intellectual achievements.
The reasoning in “Outliers,” which consists of cherry-picked anecdotes, post-hoc sophistry and false dichotomies, had me gnawing on my Kindle. Fortunately for “What the Dog Saw,” the essay format is a better showcase for Gladwell’s talents, because the constraints of length and editors yield a higher ratio of fact to fancy. Readers have much to learn from Gladwell the journalist and essayist. But when it comes to Gladwell the social scientist, they should watch out for those igon values.

quarta-feira, dezembro 15, 2010

CRISTOVÃO TEZZA: Um Erro Emocional



Acabei de ler UM ERRO EMOCIONAL, ao contrário da crítica que compara o livro a Esperando Godot, ele não é isso. Não é também um niilismo puro, é mais um remoer. O erro é apaixonar-se, mas sob a escrita de Tezza, sempre impecável nos vemos nos vários labirintos que a paixão nos conduz e sempre com becos sem saída.

Depois de O FILHO ETERNO, é uma obra menor que aquela, mas é maior que muitas outras que estão na prateleira hoje em dia.

Se você não leu O FILHO ETERNO,  ler UM ERRO EMOCIONAL pode ser uma boa estréia, agora se você já leu, fica de sobremesa.

domingo, dezembro 05, 2010

Tim Keller: Mudando o mundo através da Ceia do Senhor.

A ceia do Senhor constrói um espiritualidade pessoal, a comunidade da igreja e o caráter cristão. Através dela, Deus nos chama para ligar nossas crenças junto aos nossos relacionamentos, nossas práticas e nosso testemunho no mundo. Este artigo é adapto de uma sessão de treinamento de liderança na  Redeemer Presbyterian Church. Você fazer o download da gravação em audio desta sessão aqui.
DR. TIMOTHY KELLER

A ceia do Senhor constrói um espiritualidade pessoal, a comunidade da igreja e o caráter cristão. Através dela, Deus nos chama para ligar nossas crenças junto aos nossos relacionamentos, nossas práticas e nosso testemunho no mundo.

A ceia do Senhor e o crescimento espritual pessoal.

A maioria das pessoas pensam que o sacramento da Ceia do Senhor é um modo de ter uma experiência espritual individual de uma profunda conexão com Deus pela comunhão. Eles estão certos. Este é um dos poucos momentos na maioria dos cultos protestantes que as pessoa param de falar por um tempo e tem um tempo para refletir.

O abstrato, invisível conceito da morte propriciatória, vicária e substitutiva de Cristo por nós é traduzido dentro de um símbolo palpável- o pão e o vinho- que engaja nossos sentidos físicos de visão e toque, olfato e paladar. Tudo isto faz do sacrifício de Jesus algo mais real para nós, e neste momento que a maioria dos participantes acham interação pessoal com Deus é profudamente disponível e facilitada.


Nós acreditamos que Cristo está verdadeiramente presente quando nós comemos. Isto é claro, uma questão maior teológica. Presbiterianos tem historicamente tomado um estrada mediana em sua crença sobre a natureza do sacramento.

De um lado, a igreja católica romana, e mesmo Martinho Lutero, acreditam que o pão e o vinho literalmente se tornam o corpo e o sangue de Jesus durante a observância. Eles citam Jesus: "Hoc est corpus meum"- Este é o meu corpo, não "Este é um símbolo do meu corpo".  

De outro lado, Ulrich Zwingli ( um dos mais influentes reformadores protestantes) como também os anabatistas e os reformistas radicais acreditavam que o pão e o vinho eram símbolos, não o corpo e o sangue de fato de Cristo.


João Calvino, o maior fundador do que veria se chamar de igreja reformada e presbiteriana, tomou uma posição intermediária. Quando Jesus diz as palavras, este é o meu corpo, ele não está dizendo isto de maneira literal, já que seu corpo humano estava ali e ainda não havia sido quebrado. Então, ele deveria estar falando simbolicamente em algum sentido. Por outro lado, Calvino tomou seriamente o lugar central e o momento que o escritor do evangelho dá para o sacramento. Esta é uma refeição de pacto em que Jesus essencialmente constitui sua igreja como o novo povo de Deus e solenemente fala para eles continuarem aquilo. Outras referências no Novo Testamento, também sugerem esta leitura, João traz o efeito da refeição no ministério terreno em João 6:56, " Quem come minha carne e bebe meu sangue permanece em mim, e Eu nele". Isto era central na adoração da igreja primitiva.

Calvino e os presbiterianos depois dele tem pensado ( de uma forma mais maravilhosamente balanceada) que Jesus está espiritualmente presente na Ceia do Senhor de uma maneira única que é distinta e é mais completa que outros exercícios de oração ou louvor, juntos ou sozinho. Ele está realmente ali espiritualmente para encontrar você, mas o pão e o copo não são literalmente o corpo e o sangue. As igrejas católicas e ortodoxas pensam que estes elementos transmitem a vida de Cristo automaticamente, mesmo sem ouvir e fé (veja abaixo), enquanto Calvino sublinhou que esta presença acontece através da fé na palavra do evangelho de Jesus.

A Ceia do Senhor é um recurso inigualável para o crescimento espiritual pessoal em nosso relacionamento com Deus. Nós o encontramos nos sacramentos.

A CEIA DO SENHOR E A CONVERSÃO ESPIRITUAL.

A ceia do Senhor também tem sido chamada de uma ordenança de conversão.

Como participantes em nossa igreja sabem, o ministro que distribui os elementos é normalmente cuidadoso de convidar os cristãos batizados para participarem do pão e do vinho. A primeira Ceia do Senhor foi uma cerimônia de tomada de aliança, em que Jesus criou um novo povo e entrou num pacto junto com eles como seu Senhor. Os pactos antigos eram marcos por um sinal de juramento em que a maldição por desobedecer o pacto era deixada bem clara, mas Jesus nos mostrou que, desta vez, ele tomou a maldição da quebra o pacto sobre ele mesmo. Ele levou a taça da ira de Deus para que nós pudéssemos ter a taça da comunhão e bênção. Nós, que somos feitos seu povo pela sua graça agora estamos em um novo relacionamento comprometido com Ele e uns aos outros. 

Refeições também são um sinal de intimidade  e de comunidade. A refeição da Páscoa sempre foi celebrada  com a família, ainda, Jesus em sua primeira Páscoa come com seus discípulos! Por que? Ele está os transformando em sua família (cf. Mt. 12:48). A Ceia do Senhor, então, é uma refeição que cria e comemora uma comunidade comprometida.

Assim, a cada nova Santa Ceia é uma cerimônia de renovação do pacto. Devemos nos lembrar daquilo que Ele fez por nós, como Ele tomou a maldição da aliança, para que pudéssemos ter um relacionamento com Ele através da graça. Isto significa, então, que a Ceia do Senhor é um sacramento para aqueles que já são cristãos, que já estão em aliança com Ele.

Ao longo dos anos, eu tenho ouvido muitas pessoas que estão "fencing the table" desta forma, forçando a si mesmas perguntando: Bem, então, onde devo ficar? Será que sou um Cristão? Eu realmente acredito no evangelho que venho escutando como uma nova forma de viver aqui?" A pessoa mediana que começa a vir em nossa igreja tem algum fundo religioso, mas tem sidos espiritualmente céticos  ou pelo menos está a deriva há muitos anos. Ela ou ele é atraído por amigos em um pequeno grupo e/ou pelo culto, e este começa  com a exploração da fé cristã levada a sério. Esta exploração pode continuar por algum tempo. Então, num domingo em que a  Santa Ceia é servida, o convite está feito,  e toda a pesquisa é levada a mente de uma forma que não acontece num culto regular. É por isto que imprimimos uma oração de fé no boletim dominical, para ajudar as pessoas  a receber Jesus pela fé numa decisiva mudança de vida.


Note, apesar de ter dizer, "se este é dia que você entregou sua vida para Cristo, tome a Ele, e não o pão e o vinho". Eu sei que muitas pessoas dão sua vida para Cristo, em seguida, tomam o sacramento. Enquanto eles são crentes, eles estão errando um pouco, mas não estão severamente errados (veja a nota de rodapé 1- sobre as condições de adesão. "Nosso desejo que participem da Ceia do Senhor sendo formalmente comprometidos  com uma igreja em particular é uma peça tradicional e sábia de controle de qualidade").




 A CEIA DO SENHOR E A CONSTRUÇÃO DA COMUNIDADE.


Praticando a Ceia do Senhor tem ramificações além da melhora individual de nosso relacionamento pessoal com Jesus. Na verdade, ela une facetas  de nossas vidas que estão fragmentadas, que a cultura moderna ocidental tende a rachar.  A Ceia do Senhor edifica a comunidade, obrigando-nos a interligar  as nossas vidas individuais e corporativas.


A primeira Ceia do Senhor criou uma comunidade quando Jesus comeu na Páscoa junto com seus discípulos,  transformando-os em sua família. 



sexta-feira, dezembro 03, 2010

Walker Percy: Diagnostician of the Modern Malaise

Walker Percy: Diagnostician of the Modern Malaise: "What do you seek — God? you ask with a smile.
I hesitate to answer, since all other Americans have settled the matter for themselves and to give such an answer would amount to setting myself a goal which everyone else has reached — and therefore raising a question in which no one has the slightest interest…. For, as everyone knows, the polls report that 98% of Americans believe in God and the remaining 2% are atheists and agnostics — which leaves not a single percentage point for a seeker…. Have 98% of Americans already found what I seek or are they so sunk in everydayness that not even the possibility of a search has occurred to them?"

Brian McLaren: A igreja do outro lado.

“É muito melhor ter estruturas que primeiro encorajem que algo aconteça! Inveje as que têm muita coisa acontecendo e que por isso estão legitimamente preocupadas que as coisas saiam de controle! A questão na nova igreja não será como nossas estruturas poderão controlar, mas como poderão ser catalíticas” p. 151

“Mas agora percebo que a estrutura perfeita é qualquer uma que seja flexível o bastante para se tornar a melhor estrutura amanhã (…) Para mim está claro agora que do mesmo modo que nossos armários estão cheios de roupas que não servem mais, assim as nossas igrejas devem estar cheias de diagramas estruturais vencidos. Esses diagramas não foram fracasssos, eles cumpriram seus propósitos em seu tempo. Não deveríamos lamentar por não acertar da primeira vez do mesmo modo que não deveríamos lamentar por ter de substituir roupas velhas ou que não servem mais. Agora tudo isso parece bem óbvio, mas esse tipo de percepção acontece de modo incrivelmente difícil e lento para muitos de nós”. p.154