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domingo, agosto 22, 2021

O SEGREDO DA VIDA AO PÉ DA CRUZ

 

VIDA MUDADA PELA CRUZ

 

O SEGREDO DA VIDA AO PÉ DA CRUZ

C J Mahaney

 

 

Conserva o modelo das sãs palavras que de mim tens ouvido, na fé e no amor que há em Cristo Jesus. Guarda o bom depósito pelo Espírito Santo que habita em nós.

2 Timóteo 1:13,14

 

Jesus morreu para que os pecadores pudessem ser perdoados e assim serem reconciliados com Deus.

Efeitos:

Libertar-se da forma legalista de pensar  e viver que destrói essa alegria

Abandonar os efeitos paralisantes da culpa e da condenação

Não mais fundamentar nossa fé nas nossas emoções e nas nossas circunstâncias

Crescer em gratidão, alegria e santidade.

 

A morte de Cristo na cruz deve ser o central em nossa vida:

LEGALISMO: é a pretensão de alcançar o perdão de Deus e sua aceitação por meio daquilo que fazemos.

 Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus,
sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus,
ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus;
para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus.

Romanos 3:23-26

Diferenciação entre justificação x santificação.

 

CULPA E CONDENAÇÃO: nossos pecados estão expiados na cruz de Cristo –

Mas, por isso, alcancei misericórdia, para que em mim, que sou o principal, Jesus Cristo mostrasse toda a sua longanimidade, para exemplo dos que haviam de crer nele para a vida eterna.

1 Timóteo 1:16

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

terça-feira, abril 08, 2014

Gálatas 1:1-9: O EVANGELHO É ÚNICO

O EVANGELHO É ÚNICO

Gálatas 1:1-9: Paulo, apóstolo (não da parte dos homens, nem por homem algum, mas por Jesus Cristo, e por Deus Pai, que o ressuscitou dentre os mortos), E todos os irmãos que estão comigo, às igrejas da Galácia: Graça e paz da parte de Deus Pai e do nosso Senhor Jesus Cristo, O qual se deu a si mesmo por nossos pecados, para nos livrar do presente século mau, segundo a vontade de Deus nosso Pai, Ao qual seja dada glória para todo o sempre. Amém. Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho; O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema.

Paulo está espantado  porque os novos cristãos da Galácia deixaram o evangelho para viver um outro evangelho.  Qual seria este outro evangelho?

Existia lá alguns que estavam pervertendo o evangelho, um grupo de ensinadores que estavam obrigando os cristãos gentios a guardarem os costumes judaicos da lei mosaica- como leis de dieta, circuncisão e outras leis cerimoniais.
1.   
O

1. A AUTORIDADE DE PAULO.

Qual era a autoridade de Paulo? Paulo se declara como um apostolo, um apostolo era um homem que foi enviado com autoridade divina.  Ele deixa bem claro isto dizendo que não foi por homens. Ele está afirmando que foi chamado por Deus, diretamente pelo Jesus ressuscitado como está em Atos 9:1-19.

Nos versículos 8 e 9, Paulo diz que foi enviado com uma mensagem divina em particular, o evangelho.  E este é o padrão, para dizer se uma doutrina é falsa ou correta. “Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema”. Mesmo um apostolo não pode revisar ou adicionar nada a mensagem de Cristo. O que ele está dizendo é que não foi resultado do seu estudo, pesquisa ou reflexão, mas é uma mensagem revelada por Deus.

A grande questão levantada em torno do Apostolado de Paulo era a necessidade de ter conhecido Jesus e sua ressurreição, como vimos em Atos 1:21-22 na ocasião da escolha de Matias para o lugar de Judas, o Iscariote, junto aos doze:


É necessário, pois, que, dos homens que conviveram conosco todo o tempo em que o Senhor Jesus entrou e saiu dentre nós,  Começando desde o batismo de João até ao dia em que de entre nós foi recebido em cima, um deles se faça conosco testemunha da sua ressurreição.

Mas Paulo se encaixa perfeitamente nessa condição e pode ser concebido como o 13o. apóstolo, porque:

Não sou eu apóstolo? Não sou livre? Não vi eu a Jesus Cristo Senhor nosso? Não sois vós a minha obra no Senhor?  1 Coríntios 9:1

John Stott coloca os seguintes argumentos:

"Se Paulo não fosse um apóstolo de Jesus Cristo, então as pessoas poderiam rejeitar o seu evangelho- e sem dúvida o fariam. Mas já que o que ele transmitia era mensagem de Cristo, ele não podia suportar tal rejeição. Por isso ele defendia a sua autoridade apostólica, a fim de defender sua mensagem"  (p. 16)

"a opinião bíblica assinala que os apóstolos derivaram sua autoridade de Deus através de Cristo. A autoridade apostólica é autoridade divina. Não é humana, nem eclesiástica. E, sendo divina, temos de nos submeter a ela" (p. 18)



2. O QUE É O EVANGELHO?

2.       
O qual se deu a si mesmo por nossos pecados, para nos livrar do presente século mau, segundo a vontade de Deus nosso Pai,  Gálatas 1:4


Quem nós éramos:  Sem ajuda e perdidos. Isto é o que o versículo 4 quer nos dizer. Outras religiões ensinam, mas não resgatam.  As pessoas podem até pensar que um cristão é alguém que segue o ensino e exemplo de Jesus. Mas Paulo diz que isto é impossível, afinal, você não resgata pessoas a menos que elas estejam em uma situação que não podem se ajudar.
Imagine uma pessoa se afogando, você não pode ajudar ela jogando um manual de como nadar, você não joga um livro, joga uma corda. Não existe nada em nós que pode nos ajudar a salvar-nos. Isto se chama depravação total.

O que Jesus fez: Como Jesus nos resgatou? Ele deu a si mesmo por nossos pecados. Ele se sacrificou em nosso lugar, nos substituiu. Isto é que faz o evangelho tão diferente de tudo o mais, a morte de Cristo foi apenas um sacrifício, foi um sacrifício substitutivo. 
Ele não nos deu apenas uma segunda chance, dando a nós a oportunidade de vivermos com Deus, Ele fez tudo que nós precisávamos fazer, mas não poderíamos fazer. 
Se a morte de Jesus realmente pagou os nossos pecados em nosso fazer, nós nunca mais podemos cair em condenação porque Deus não tomaria dois pagamentos pelo mesmo pecado, Jesus fez tudo que nós deveríamos fazer em nosso lugar, então quando Ele se torna o nosso salvador, nos estamos totalmente livres da penalidade ou da condenação.

O que o Pai fez:  Deus aceitou a obra de Jesus em nosso favor, levantando Ele da morte e nos dando graça e paz que Cristo conquistou para nós.

Por que Deus fez isto:  tudo isto foi feito pela graça de Deus, segundo sua vontade (vs.4).  A gente não pediu para ser salvo,  mas Deus por sua graça planejou e Cristo veio e conquistou o resgate que nunca poderíamos achar por nós mesmos.

Tudo foi realizado pela vontade de Deus, por pura graça.  Esta é a razão de que a gloria é somente para Deus como está no verso 5.  Se nós contribuíssemos com o nosso resgate ou se Deus tivesse visto algo que merecia ser resgatado, ou útil ao seu propósito divino, ou mesmo se nós fossemos resgatados pelo nosso próprio entendimento, então haveria alguma parcela nossa neste resgate.

Mas, o evangelho bíblico é claro, a salvação, do começo ao fim, é Deus trabalhando. É o seu chamado, seu plano, sua ação e sua obra. E é Deus que é digno de toda a glória.



"A obra de Cristo é uma obra acabada; e o evangelho de Cristo é o evangelho da graça livre. A salvação é só pela graça, só pela fé, sem mistura alguma de obras ou méritos humanos. Ela é totalmente devida à vocação graciosa de Deus, e não a qualquer obra de nossa parte" (John Stott, p. 23)

Esta humilhante verdade está no centro do Evangelho. Nossos corações adoram fabricar glória para nós.  Nós sempre encontramos mensagens de auto-salvação que são muito atraentes ) guarde estas regras e você vai receber as bênçãos espirituais).

Nós estávamos numa posição sem esperança que a nossa necessidade por um resgate não tem nada a ver com a gente. Deus em Jesus nos deu um resgate que nos leva mais além de qualquer falsa salvação que o coração pode gostar de buscar.

3. O OUTRO EVANGELHO

3.   Qualquer mudança na graça do Evangelho gera um outro evangelho.  Deus nos chamou, não fomos nós que o chamamos. A ordem do Evangelho é que Deus nos aceita, aí nos o seguimos. Os sistemas religiosos dizem que devemos dar algo a Deus e, assim, Deus nos aceita.  Qualquer ensino que adiciona algo a Cristo como o que nos leva a sermos aceitos por Deus é outro evangelho.

O evangelho está baseado em dois fatos:

1.       Nós somos tão pecadores que não podemos contribuir com a nossa salvação.
2.       Nós somos salvos pela fé na obra de Jesus e nada mais.

Algumas formas erradas de entender isto:

1.       Quando achamos que o tamanho da nossa crença nos faz aceitos por Deus.
2.       Quando achamos que sendo bons e vivendo uma boa vida somos aceitos por Deus.
3.       Quando achamos que certos comportamentos nos fazem aceitos por Deus.

"

4. CONSEQUÊNCIAS DO VERDADEIRO E DO FALSO EVANGELHO.
Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.  Gálatas 1:8

Paulo está nos dizendo que a autoridade apostólica é derivada da autoridade do evangelho, somos julgados pelas Escrituras e não por nossas emoções ou pensamentos.
Quando modificamos o evangelho, estamos:

Abandonando aquele que nos chamou (vs. 6): um entendimento equivocado da doutrina do evangelho leva a uma compreensão errada da pessoa de Jesus.

  Num Evangelho que não é mais evangelho ( vs. 7):  a mensagem do evangelho é que somos salvos pela graça de Deus e nada mais que isto.

Trazendo condenação (vs.8-9): o senso de condenação e maldição sempre estará presente quando nos afastamos do verdadeiro evangelho, quando buscamos outros meios para a nossa salvação.

John Stott coloca dois fatores para sabermos que estamos lidando com um verdadeiro evangelho:

1. a substância do evangelho:  é o evangelho da graça, do favor livre e imerecido de Deus.

2. a fonte do evangelho:  o verdadeiro evangelho é o evangelho dos apóstolos de Jesus Cristo, é o do Novo Testamento.

O presente século mau ainda pode influenciar os cristãos a se afastarem do evangelho verdadeiro.

FONTES:

GUTHRIE, Donald Gálatas: introdução e  comentário Vida Nova, 1999
KELLER, Timothy  Galatians for You  The Good Book Company, 2013.
STOTT, John  A mensagem de Gálatas ABU, 1997.

domingo, agosto 08, 2010

D. Martin Lloyd-Jones: Romanos 8:14

Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus.

Romanos 8:14

Há o começo de um novo ponto aqui que se estenderá até o vs. 17.  O grande tema deste capítulo é a segurança do cristão, conforme Lloyd-Jones.

“A mensagem do capítulo é a segurança e certeza da salvação, ou, como prefiro expressá-lo, a certeza absolura da perseverança final de todos quantos foram justificados em Cristo Jesus pela fé” p.201

O tema, então, é a certeza absoluta da salvação final, completa e total do cristão, incluindo até mesmo o seu corpo. Este tema teve início no capítulo 5, quando Paulo introduz a doutrina cardinal da união do cristão com Cristo, como ele estivera em Adão, agora está em Cristo.

O homem que está em Cristo, não tem mais condenação- Rm. 8:1-. Não está mais debaixo da lei no sentido da condenação, mas debaixo da graça. A final, completa e total libertação do pecado é garantida pela habitação do Espírito em nós.

“Se o Espírito de Cristo não está em nós, não somos dele, mas, se Ele está em nós, somos dEle, e, como o apóstolo nos demonstrou em detalhe, o Espírito realiza e continuará realizando a nossa santificação”. p. 202

 

O comentarista nota que há um processo no pensamento paulino, primeiro, ele nos fala que a mortificação das obras do corpo é guiada pelo Espírito, é Ele que nos leva a fazer isto. E desse mesmo modo, Paulo chega a sua declaração, que somos filhos de  Deus. Ninguém a não ser o cristão, mortifica as obras da carne, ninguém senão o cristão submete-se ao Espírito Santo. esta é a prova positiva que somos conduzidos pelo Espirito Santo, e assim, filhos de Deus.

O tema da filiação liga-se a certeza e segurança da salvação e não a santificação. É um erro, a interpretação popular que diz que o capítulo 6 fala da santificação, o 7 do cristão incompleto e o 8 da santificação completa. Segundo Lloyd-Jones, a santificação aqui é subsidiária, porque a santificação nunca pode ser considerada com um fim em si mesma.

Dizem eles: Aqui estou eu, um  cristão, mas estou sendo derrotado, e maior de todas as perguntas é: como posso ficar livre da minha vida de fracassos como cristão? Como posso obter  vitória e viver a vida vitoriosa? Essa é a abordagem. Por isso a questão da santificação se torna maior e mais importante. Todavia a maior preocupação do apóstolo é que saibamos e compreendemos que somos filhos de Deus, que nos regozigemos e louvemos a Deus e clamemos Abba Pai, que nos libertemos do espírito de escravidão. Seu desejo é que estejemos tão certos e seguros disso que, não importa o que nos sobrevenha de fora, permaneceremos plenamente confiantes em que somos herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo, se com Ele sofremos, também com Ele seremos glorificados” p. 204

 

Glorificação vindoura.

Segundo o comentarista, o interesse de Paulo aqui está na glorificação vindoura, e não na santificação. O que interessa é a glorificação final que inclui o nosso corpo, pois este é o objetivo final e não a santificação.

A proposição que somos filhos de Deus está ligada à segurança, nega e desmente o atual ensino popular que fala muito sobre a paternidade universal de Deus e sobre a fraternidade universal do homem- e assim, a salvação universal, que apregoa que toda a humanidade será salva, até mesmo os anjos decaídos e o próprio diabo.

A Bíblia divide a humanidade toda num ou noutro destes dois grupos: ou somos povo de Deus, ou não somos povo de Deus. Somos salvos ou perdidos, estamos vivendo ou perecendo (…) Ou somos filhos de Deus e temos olhos postos na glória futura, ou a ira de Deus permanece sobre nós. Nesta vida e neste mundo o nosso destino eterno é decidido. Somos confrontados por estas duas possibilidades. Este é o tema mais importante da Bíblia. Somos chamados para fugir ou separar-nos de um mundo condenado, a fugir da ira vindoura, a sair, a separar-nos, como pessoas pertencentes a Deus. (…) Somente são filhos de Deus aqueles, e tão-somente aqueles, que são guiados pelo Espírito de Deus, diz o apóstolo. E, como veremos, toda a substância da idéia de adoção torna isso absolutamente essencial. Não há nenhum sentido na doutrina da adoção, a não ser que o nosso postulado básico e fundamental seja que todo homem é por natureza filho da ira, como Paulo diz em Efésios 2:2” (p. 207)

O comentarista traça um paralelo entre o texto e Galatas 4, sobre a diferença entre a criança e ser filho. que a posição neo testamentária é distinta do antigo testamento e devemos ter consciência disto.

Outro ponto levantado é a filiação de Adão, a ele pertencemos por natureza, e assim, somos filhos da ira.

“O Senhor Jesus  é o unico Filho de Deus, Seu Filho unigênito, Ele está só, nessa posição; Ele é único, o Filho unigênito do Pai, único filho de Deus de Deus gerado. É completamente antíbíblico dizer que todos os seres humanos são filhos de Deus” p. 211

Sendo assim, a adoção é o ato de Deus pelo qual Ele nos recebe e nos inclui em Sua família. A adoção deve ser entendida como um ato legal, gerido pela lei. Segundo o pregador, não é idêntica à justificação,aproxima-se a ela. Porque quando Deus diz legalmente, em termos forenses,  que considera uma pessoa justificada em Cristo, ele também adota aquela pessoa como membro da sua família santa. A adoção deve, então, ser pensada como um grande ato legal de Deus para conosco.

Foi Deus quem nos adotou, o cristão não é só alguém que foi adotado, podemos dizer conforme Lloyd-Jones, que houve uma mudança com ele, aconteceu o novo nascimento. A adoção por Cristo não é somente algo externo, já que estamos nEle- 1Jo 3:9, 2Pe 1:4-.

“Ele assumiu nossa natureza, e nessa natureza estamos nEle, e assim, dessa maneira extraordinária, somos participantes da natureza divina, meditante a humanidade de Cristo e nossa união com Ele. Somos membros do Seu corpo. Por isso não estacamos ao chegarmos a adoção, regozijamo-nos no fato de que, com resultado do novo nascimento, somos nascidos de Deus, somos participantes da natureza divina” p. 212

D. Martin Lloyd- Jones: Rm 8:12-13

De maneira que, irmãos, somos devedores, não à carne para viver segundo a carne. Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis. 

Romanos 8:12-13

 

“Devemos tratar primeiro da palavra ‘corpo’, q qual significa o nosso corpo físico, a nossa estrutura física, como no versículo dez. Não significa carne. Até o grande dr. John Owen perde o rumo neste ponto e trata o termo como significando carne, e não corpo. Mas o apóstolo, que tinha falado tanto sobre a carne, fala aqui deliberadamente sobre o corpo. Ele tinha feito isso nos versículos 10 e 11, como também no versículo doze do capítulo seis. Ele se refere ao corpo físico, no qual o pecado ainda permanece, porém que um dia será ressuscitado incorruptível e glorificado, vindo a ser semelhante ao corpo glorificado do nosso bendito Senhor e Salvador” p. 179

O corpo não é inerentemente pecaminoso, o homem foi feito perfeito em corpo, alma e espírito, este é o ensino do Novo Testamento.  Quando o homem pecou, a totalidade dele caiu, a sua alma, corpo e espírito se tornaram pecaminosos. No novo nascimento, o espírito já está liberto, contudo, o corpo ainda não,sendo este ainda sede e instrumento do pecado e da corrupção.  Como está escrito em 1Co 9:27. O pecado residual existente em nós está sempre tentando a levar os instintos naturais em direções más, tenta induzir-nos a todo “apetite desordenado” – Cl 3:5.

Como devemos proceder a mortificação?

Lloyd-Jones estabelece que há dois falsos modos de fazê-lo:

1. método católico-romano, que seria o monasticismo-se você quiser ser um cristão espiritual, deve sair do mundo e entrar em um mosteiro ou convento, tomar certos votos, e assim, dedicar-se inteiramente a vida cristã.

2. o legalismo, ou seria também conhecido como um falso puritanismo, um modo de viver imposto a nós com grande rigor, um estilo de vida que deprezava os prazeres e vivia dias laboriosos, uma religião sem alegria.

O método certo, o apóstolo expõe claramente: “Se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo”- O Espírito é mencionado porque sua obra e presença constituem a singular e peculiar marca do verdadeiro cristianismo. É isto que diferencia o cristianismo do moralismo, do legalismo e do falso puritanismo. "

“o cristão nunca deve queixar-se de falata de capacidade e de poder. Um cristão dizer, Não posso fazer isso, é negar as Escrituras. O homem em quem reside o Espírito Santo nunca deve proferir tais palavras, é negar a verdade a respeito dele próprio.” p. 184

O crente não vive habitualmente no pecado, porque Cristo vive nele, e maligno não pode tocá-lo, não só não pode controlá-lo, nem sequer pode tocá-lo, diz Lloyd-Jones. O cristão é de Deus, e o maligno nem pode tocar nele, pode aterroriza-lo, mas não pode tocá-lo, e muito menos, controlá-lo.

Na prática, conforme o pregador galês,  temos que entender espiritualmente nossa situação, porque muitos dos nossos problemas advém da incompreensão de quem somos em Deus. Temos que compreender que se pesa sobre nós a culpa de algum pecado, entristecemos o Espírito Santo que habita o nosso corpo. Toda vez que pecamos, o que importa não é tanto que pecamos e ficamos em condições miseráveis, mas o principal é que entristecemos o Espírito Santo de Deus. Quantas vezes nós pensamos nisto??? Lloyd-Jones nota que algumas pessoas o procuram preocupadas com essa questão, sempre falando de si mesmas- o meu fracasso. Estou sempre caindo neste ponto, só falam delas mesmas, não falam da sua relação com o Espírito Santo, e assim, elas não percebem que a maior dificuldade na sua vida pecaminosa é que com isso ela está entristecendo o Espírito Santo. No momento em que a pessoa verifica isto, procura o verdadeiro tratamento.

“O nosso maior problema é que estamos sempre olhando para nos mesmos e para o mundo. Se pensarmos em nós mesmos cada vez mais como peregrinos da eternidade (que é o que somos), toda a nossa perspectiva será transformada. Paulo expõe isso aqui, no versículo onze: mantenham os olhos fixos nisso, diz ele praticamente, fiquem de olho na meta”. (p. 187)

quarta-feira, agosto 04, 2010

Lloyd-Jones: Romanos 8:11

 

E, se o Espírito daquele que dos mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo Jesus há de vivificar também os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita.

Romanos 8:11

 

Ao penetrarmos o signficado deste versículo, somos de novo compelidos a começar partindo de duas negativas, porque muitos o interpretam mal. Há aqueles que dizem  que o apóstolo está ensinando  aqui uma espécie de  ressureição moral para a nova vida. Até mesmo o extraordinário João Calvino disse isso! Disse ele que esta passagem nos fala sobre “A operação contínua do Espírito pela qual Ele mortifica os restos da carne e renova em nós uma vida celestial” , uma espécie de ressureição moral. Rejeito esta interpretação pela seguinte razão: se o ensino fosse essse, o apóstolo estaria fazendo  repetição desnecessária. Ele já tinha tido o que Calvino diz nos versículos 5 e 8 deste capítulo. Há, certamente, uma ressureição moral. É esse também o sentido das palavras, “o espírito vive”, no versículo 10.

(…)

Outra razão, e mais forte, para rejeitar a interpretação de Calvino é que, se o sentido fosse o que ele propõe, não haveria relevância na declaração, “aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo”. O argumento do apóstolo é que o que Deus fez a Cristo, Ele vai fazer a nós.  Ora, não houve nenhuma ressureição moral no caso do Senhor Jesus Cristo, porque nEle nunca houve  morte  moral. No entanto, aquilo a que Paulo se  refere é algo que aconteceu com o Filho de Deus. Portanto, não pode ter  referência alguma a espécie  de ressureição moral. (p. 114-115).

(…)

Temos aqui uma clara, inequivoca e incontestável referência à ressureição física do Senhor Jesus Cristo, no corpo e da sepultura. Essa é a chave de tudo. É disso que o apóstolo está falando. Notem que ele afirma o fato duas vezes, como que para assegurar que não o entendemos mal (…) Mas, em segundo lugar, notemos que as duas frases que falam do Espírito habitando em nós, clara e obviamente apontam para o nosso corpo físico(…) O Espírito Santo habita em nosso corpo como Paulo diz repetidamente aqui. Portanto, a referência é a algo que vai acontecer com os nossos corpos. (p. 116).

 

É porque o Espírito Santo habita em mim, por eu ser cristão, que eu posso estar absolutamente certo e seguro da ressureição e da glorificação final deste meu corpo mortal. (p.119)

 

É essencial dar ênfase à ressureição do corpo. Os que não crêem na ressureição literal e física do corpo de Cristo, ou do nosso corpo, não somente negam as Escrituras, mas também ignoram ou omitem um dos aspectos mais gloriosos da salvação cristã. Se o meu corpo no futuro não fosse redimido e glorificado, Cristo teria falhado neste ponto. O nosso corpo, como é, está sujeito a moléstias, sujeito à morte, é o lugar em que o pecado habita e onde o diabo está constantemente nos tentando e nos experimentando, tudo por causa do peado  e da queda; e se não fossemos chegar a um estágio e a um ponto em que estes males já não pertencessem ao corpo, eu digo que a obra realizada pelo Senhor seria incompleta. (p.122)

 

Não passaremos a eternidade como espíritos desencarnados. Lá estaremos com o mesmo corpo essencial, mas glorificado. Sua identidade permanecerá, e será preservada, mas será gloriosa. Os efeitos e as más consequências do pecado e da Queda terão sido inteiramente removidos e cancelados. Haverá até “novos céus e nova terra” (2Pe 3:13). Este velho mundo terá sido renovado e glorificado de semelhante maneira, e eu e vocês, povo cristão, andaremos por ele e habitaremos nele com o nosso bendito Senhor. (p. 125)

Você sabe que coisa alguma jamais terá permissão para feri-lo realmente, porque você é filho de Deus, porque Deus é seu Pai. Anteriormente, estivemos examinando e considerando-o que é verdade a nosso respeito pelo fato de que Deus é nosso Pai- o que Ele faz por nós, etc. (p. 318)

 

 

 

 

 

ROMANOS: OS FILHOS DE DEUS - EXPOSIÇÃO SOBRE CAPÍTULO 8:5-17  EDITORA PES.

sábado, março 20, 2010

Lloyd-Jones: Os Filhos de Deus


Sobre Romanos 8:5-8

Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito. Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz. Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus
.
"O cristão é alguém que está vivo dentro os mortos, vivo para Deus, casado com o Senhor Jesus Cristo, que ressuscitou dentre os mortos e está vivo para todo o sempre, e, portanto, os cristãos, casados com Ele e unidos a Ele, também estão vivos para todo o sempre. ESse é o argumento. Ou, como Paulo o expressa em Efésios 2:1: E vos vivificou, estando vós mortos". Vocês foram ressuscitados da morte com Cristo, estão vivos com Cristo, estão assentados com Cristo neste momento nos lugares celestiais. Ou, como diz Pedro: Vocês foram feitos praticipantes da natureza divina (2Pedro 1:4). Essa é a situação do cristão. Ele tem nova vida, nova disposição, novo poder, nova energia- é vida proveniente de Cristo e vida em Cristo" p. 55
.
Sobre Romanos 8:9-11
Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele. E, se Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito vive por causa da justiça.E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita.
"Ter o Espírito de Cristo significa que o Espírito Santo está habitando em você, que você não está mais na carne, mas no Espírito, que você nasceu de novo, é um novo homem, uma nova criação. O teste final e supremo é a sua relação com o Filho de Deus, o Senhor Jesus Cristo- a sua relação com Ele, o seu conceito sobre Ele e a sua atitude para com Ele." p. 95
.


Fonte: D. Martyn Lloyd-Jones Romanos: Os Filhos de Deus Exposição sobre Capítulo 8:5-17 Editora PES

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

A igreja da Palavra e do Poder

Como conciliar as tradições reformadas com as pentecostais, num ambiente onde uma não exclua a outra. Este é o desafio proposto pelo livro a Igreja da Palavra e do Poder de Douglas Banister.
A partir da experiência da igreja local e do próprio autor, o livro busca conciliar essas riquezas e vivenciá-las da maneira mais plena possível em sua igreja.
Os legados são apresentados assim:
tradicional:
  • pregação expositiva
  • ênfase na autoridade e na suficiência das Escrituras.
  • confirmação realista de que o Reino de Deus ainda não está completo aqui
  • crença de que o crescimento espiritual é um processo
  • crença que a Palavra deve ser estudada em comunidade



renovado:

  • ênfase no poder
  • confirmação cheia de esperança de que o Reino está aqui em parte
  • crença de que Deus fala hoje
  • crença de que o Espírito deve ser experimentado em comunidade.
As igrejas de Palavra e do Poder buscam reunir o melhor de ambos os mundos: o renovado e o tradicional.
o LEGADO TRADICIONAL
Pregação Expositiva


1.A pregação expositiva é centrada em Deus

2. A pregação expositiva concentra-se no texto
"Para avaliar um bom sermão expositivo, basta saber o seguinto: O que mais causou impacto nos ouvintes: a própria Escritura? ou foi a emoção, as ilustrações ou histórias do pregador? Se foram elas, o poder do sermão se perdeu. Os melhores sermões expositivos deixam o ouvinte pensando nas palavras da própria passagem, como se Cristo as houvesse proferido de novo" p. 73-74
3. a pregação expositiva incliua-se para a aplicação
.
"A tarefa principal da igreja, lembra D. Martin Lloyd-Jones é pregar e proclamar a Palavra, mostrar a verdadeira necessidade do homem e o único remédio, a única cura para ele" p.77
.
"As igrejas da Palavra e do poder têm uma história mais do que fatos para contar. A pregação bíblica e o estudo das Escrituras que comunicam à proxima geração vão convocar o povo de Deus a considerar um novo roteiro para sua vida, um roteiro cujo autor é um Pai amoroso, escrito com o sangue do seu Filho" p. 177
  • Grupos Pequenos
"os membros do grupo podem partilhar de modo e em que medida o texto exerceu impacto sobre eles e pedir apoio para por aquelas verdades em prática na vida diária. Poucas coisas são um incentivo melhor para a santidade do que saber que seu grupo pequeno vai questioná-lo na noite seguinte de quarta-feira, por exemplo
As igrejas da Palavra e do poder colocam grande prioridade na pregação da Palavra. Mas a pregação por si só não é suficiente. Jesus deixou o modelo dos grupos pequenos como meio melhor de fazer discipulos. As igrejas da Palavra e do poder são impulsionadas pelos grupos pequenos, reunindo seu povo para o estudo da Palavra" p. 85
"Os grupos pequenos são organismos vivos. Crescem e amadurecem. Um bom grupo pequeno precisa crescer em sua capacidade de ministrar a Palavra. um bom grupo pequeno também precisa crescer em sua capacidade de praticar os dons espirituais" (p. 111)
"O grupo pequeno é um lugar seguro para a prática dos dons espirituais. Erros podem ser cometidos, mas qualquer prejuízo é mais facil de controlar em um grupo pequeno. É mais fácil recuperar, crescer e receber correção em um ambiente onde você sabe que é amado e aceito" p. 147

  • Cinco tijolos do legado tradicional
1. pregação expositiva
2. autoridade das Escrituras
3. mistério do Reino
4. Crescimento espiritual como processo
5. renovação espiritual por meio de grupos pequenos


Legado dos Renovados
  • Oração é essencial.
1.precisamos oferecer às pessoas uma teologia prática, experimental
Esclarecer as dúvidas sobre os dons do Espírito Santo.


2. Identificar e estabelecer e mobilizar intercessores.


3. Precisamos liberar o tempo dos pastores para que façam da oração uma prioridade de vida.

4.Abertura de espaço oportuno para os dons de línguas em em meio à congregação.
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"A oração de cura nos liberta para avançar em nossa peregrinação espiritual. momentos de oração geralmente revelam áreas do caráter que precisam estar apoiadas no estudo das Escrituras, na disciplina e na prestação de contas mútuas. É muito importante não abandonar as pessoas depois que o Espírito tenha poderosamente se envolvido com elas. Relacionamentos de amor ajudam as pessoas a avançar para além da cura e estabelecer hábitos espirituais eficientes que os protegerão de feridas da alma no futuro" p. 195

  • Reino de Deus já está aqui.
"O Reino de Deus pertence à Era Futura. Mas a Era Futura se sobrepôs a esta Era. Podemos experimentar sua influência poderosa e assim ser libertos desta Era sem viver mais em conformidade com Ela. Esse novo poder transformador é poder da Era Futura; é realmente o poder do Reino de Deus. O Reino de DEus é futuro, mas não é apenas futuro. Como o poder da Era Futura, o Reino de Deus invadiu esta Era perversa para que os homens possam conhecer algumas da bênçãos, embora ainda estejam na Era do mal" George Eldon Ladd na p. 95
  • Deus fala hoje
Palavra de sabedoria e palavra de conhecimento
Profecia

uma boa definição de profecia é dizer algo que Deus traz de modo espontâneo à mente (p. 99)

"Os profetas do Antigo Testamento falavam com a autoridade das Escrituras. Os do Novo Testamento, não. Na verdade, Paulo exige que as profecias sejam julgadas pelos outros crentes presentes (I Co 14.29). Você é capaz de imaginar alguém julgando um profeta do Antigo Testamento como Jeremias ou Isaías? Mas Paulo chega ao ponto de desobedecer uma profecia (At 21.4,5) (...) As palavras proféticas são convicções da parte de Deus impressas em nossa mente que partilhamos uns com os outros para edificação. Podem referir-se ao futuro, mas nem sempre." (p.100)

"O Espírito que habita em nós não é mudo ... Simplesmente não posso crer que duas pessoas tão intimamente relacionadas não falariam uma com a outra. Como poderia haver relacionamento pessoal com Deus sem comunicação individual" Dallas Willard na p. 120
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"Longe de afastar-se da Palavra, a profecia inspirada pelo Espírito Santo glorifica a Palavra, revelando os lugares em que o bálsamo das Escrituras precisa ser aplicado" p. 125
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Precisamos destacar as Escrituras e não as palavras proféticas como meio principal de crescimento e orientação espiritual e também aprender a ouvir a voz de Deus por meio das Escrituras.
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O autor estabelece algumas instruções em relação ao dom profético:
  • a. Esta profecia edifica aqueles a quem se dirige?
"A profecia do Novo Testamento é principalmente para edificação, encorajamento e consolação (ICo 14,3). Profecias inspiradas pelo Espírito vão edificar as pessoas que as ouve" (p.129)
  • b. Esta profecia concorda com as Escrituras?
  • c. Todos concordam que esta profecia veio de Deus
  • d. A pessoa que está com a profecia a apresentou com humildade.
"As Escrituras nunca são maculadas pela influência humana do autor bíblico. As palavras proféticas sempre são e devem ser transmitidas com humildade" p. 130
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Línguas e interpretação de línguas


Há três formas bíblicas segundo o autor:
1. Atos 2 mostra que o dom de línguas pode ser a capacidade de proclamar o evangelho em uma língua desconhecida à pessoa que fala.
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2. Que espécie de falar em línguas Paulo praticava fora da igreja: a melhor explicação é que se referia à oração em línguas em particular. Paulo chama esse tipo de oração de falar à Deus (1Co 14, 2) e diz que quem fala em língua a si mesmo se edifica (1Co 14,4); ele incentiva as pessoas a usar esse dom em particular (1 Co 14,5).
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3. O terceiro uso das línguas é uma mensagem pública enunciada em línguas e interpretada por alguém que tenha o dom de interpretação. Quando essa mensagem pública de línguas é corretamente interpretada, serve de palavra profética para a assembléia. Paulo é irredutível quando diz que não se deve falar em línguas sem interpretação: "Se alguém falar em língua, faça-se isso por dois, ou quando muito três, e cada um por sua vez, e haja um que interprete.Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus." (1Co 14, 27-28)

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O autor defende que nem todos falaram em línguas, pois "a Bíblia ensina claramente que nem todos falam em línguas. Paulo termina 1Coríntios 12 fazendo uma série de perguntas retoricas: Tem todos o dom de realizar milagres? Falam todos em línguas? Todos interpretam? vs. 29,30. A resposta que ele claramente espera é não"pag. 136

O culto é participativo

1. Há atenção cuidadosa a forma de adorar

2. Cada igreja determina o equilíbrio adequado entre hinos e corinhos.

3. criam um ambiente de adoração em que há liberdade para cultuar o Senhor de maneiras expressivas ou não.

4. Aceitam as artes

Tudo é uma questão de amor.
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Voce terá de determinar o que edifica mais a sua congregação. Lembre-se o propósito de cada dom espiritual é a edificação do corpo. Se um dom não edifica, Deus não está nele.

segunda-feira, dezembro 22, 2008

Perspectivas da Nova Perspectiva




Romanos 3:21-22


"A resposta, é claro, é que para Paulo há uma conexão íntima entre a justificação gratuita por Deus de pecadores pela morte de Jesus e com base na fé, porum lado, e a criação de Deus, por outro lado, de uma nova família composta por judeus e gentios igualmente. Nós bem que podemos entender que os Reformadores,enfrentando o urgente desafio de um Catolicismo Romano profundamente corrupto,desejassem, corretamente, enfatizar o primeiro ao invés do segundo. Mas ao compartilhar seu princípio fundamental de “Sola Scriptura” nós nos comprometemos a salientar o que está lá no texto, sílaba por sílaba, mesmo que eles não o tenham feito.

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E para Paulo aquela pequena letra e é uma indicação crucial e explicativa de para onde seu verdadeiro argumento estava indo. Seu ponto é simplesmente isto: quese Deus justificasse pessoas em uma base qualquer diferente da fé, então ele seriaafinal Deus dos judeus apenas, e não dos gentios igualmente. E a menos que estejamos preparados para pensar sobre a razão de tal ponto ser assim e captar o fato de que isto é para onde o parágrafo está indo – em outras palavras, a menos que vejamos que Romanos 3:21-31 como está registrado, sílaba por sílaba, no texto da escritura inspirada, esteja indo em direção a este ponto, o qual é fortemente apoiado por todo o capítulo 4, e que este ponto não é uma questão secundária, uma “implicação extra” de um evangelho que é sobre algo muito diferente – então o princípio formal de toda a teologia inspirada na reforma terá sido sacrificado no altarde nossas próprias tradições." (pag.3)


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"Para Paulo, o que ele quer dizer com “evangelho” não é, a despeito do nosso uso atual, a descrição de um modo de salvação; não é umadescrição de como reordenar sua espiritualidade privada; não é uma ordo salutis. O “evangelho” não é, em especial, idêntico à doutrina da justificação. O “evangelho”não é em si mesmo a mesma coisa que a revelação da justiça de Deus; tal revelação tem lugar dentro do evangelho, de modo que quando o evangelho é anunciado ajustiça de Deus é, de fato, manifestada; mas o “evangelho” em si mesmo se refere à proclamação de que Jesus, o Messias crucificado e ressuscitado, é o verdadeiro e único Senhor do mundo.

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Reparem em como isso funciona em Romanos, e novamente devemos prestar atenção ao que a escritura diz ao invés do que nossas tradições teriam preferido que o texto dissesse. Paulo descreve seu evangelho em 1:3-4; então, em 1:16-17, ele explica a razão pela qual ele não se envergonha de seu evangelho, porque nele a justiça de Deus se revela. Aqueles dentre nós que cresceram na tradição da Reforma foram ensinados muitas vezes, implícita se não explicitamente, (a) que 1:16-17 é a primeira afirmação da justificação pela fé, que então se torna o tema principal da carta, (b) que a justificação pela fé é o que Paulo quer dizer por “evangelho” e (c)que 1:3-4 é uma afirmação retirada de uma fórmula de credo primitiva colocada naquele ponto por outras razões que não centrais nem ao pensamento de Paulo nem à mensagem da carta. Eu me lembro bem da luta que tive, intelectual e espiritualmente,no meio da década de 1970, quando percebi que cada um desses três pontos tinha deser desafiado em nome de uma exegese cuidadosa, fiel e acurada daquilo que Paulo de fato escreveu. Meu compromisso contínuo de ler 1:3-4 como a descrição introdutória de Paulo do próprio evangelho, 1:16-17 como uma descrição da revelação da própria justiça de Deus, que por sua vez resulta na justificação pela fé mas é também algo muito maior, e a conseqüente diferenciação entre “evangelho” e “justificação pela fé”,sem diminuir ou desmentir esta última – tal compromisso contínuo tem se justificado,se posso dizer assim, por tantos outros insights teológicos e exegéticos derivados diretamente dele que eu nem posso sonhar em voltar atrás. “Solus Christus”: o próprio Messias, não uma verdade sobre mim mesmo, nem mesmo sobre minha salvação, é o centro do evangelho de Paulo". (pag. 7)

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N.T. Wright PAULO EM DIFERENTES PERSPECTIVAS 3/1/2005 p.3 doc. pdf disponível em http://www.ntwrightpage.com/port/DiferentesPerspectivas.pdf

sábado, setembro 29, 2007

Cristianismo Verdadeiro

"as Escrituras não descrevem a adoração e o serviço dos espíritos glorificados no céu como uma investigação fria e intelectual. A adoração e serviço por elas descritos são de gratidão e amor. Eles, por certo, seriam, então o empenho de gratidão e de amor. Eles, por certo, seriam então o empenho humilde- dos que receberam a promessade participar da herança dos santos no reino da luz (cl. 1:12)- de unirem seus corações nesses louvores eternos aqui sobre a terra" (p.52)

"o grande alvo e propósito de toda a revelação, e especialmente o objetivo do Evangelho, é o de nos resgatar de nosso orgulho e egoísmo naturais com suas conseqüências fatais. Seu propósito, portanto, é o de nos dar uma idéia justa e equilibrada de nossa fraqueza e depravação. Isto resulta em nossa humildade não finginda, com a qual deixamos a nós mesmos de lado e damos glória a Deus" (p. 87)



W. Wilberforce, Cristianismo Verdadeiro, Ed. Palavra, p.52

segunda-feira, agosto 13, 2007

Paulo, o Espírito e o Povo de Deus


"Clamar Abba a Deus por intermédio do Espírito do Filho de Deus significa que nossa relação de total confiança em Deus perdida na queda, foi restaurada pelo Filho: podemos confiar nele para todas as coisas"
Gordon Fee

terça-feira, julho 17, 2007

Universalismo em Paulo.

Segundo Paulo, portanto, igreja e mundo estão vinculados por um elo de solidariedade. a igreja, como criação já redimida, não pode jactar-se de uma escatologia realizada para si mesma em oposição ao mundo. Ela está inserida, como uma comunidade de esperança, no contexto do mundo e de suas estruturas de poder (...) enquanto qualquer parcela da criação de Deus sofrer, eles estarão impedidos de participar da glória escatológica.

importa que os cristãos fazem e quão autenticamente demonstram a mentalidade de Cristo e os valores do reinado de Deus em suas vidas cotidianas. Ele está incumbido de ampliar neste mundo, o domínio do vindouro mundo divino (...) É impossível crer no triunfo vindouro de Deus sem que se milite pelo Reino de Deus aqui e agora e sem uma ética que se empenhe e lute para acercar a criação de Deus da realização da promessa de Deus em Cristo" p. 191



"A igreja é chamada a ser a comunidade de pessoas que glorificam a Deus anunciando sua natureza e suas obras e tornando manifestas a reconciliação e a redenção que ele operou através da morte, ressurreição e reinado de Cristo ( 1Co 5:18-20)" p. 211


"A igreja não é metaterrenal. Ela se envolve com o mundo, o que significa que é missionária. As pessoas cristãs são conclamadas a praticar um estilo de vida messiânico dentro da igreja, mas também a exercer um impacto revolucionário sobre os valores do mundo.(...) a igreja é igreja no mundo e para o mundo, o que significa que ela tem uma vocação e missão ativa para com a ordem criada e suas instituições. A igreja é aquela comunidade de pessoas que estão engajadas em criar novas relações entre si e na sociedade mais ampla e, ao fazê-lo, testemunham o senhorio de Cristo. Ele não é um Senhor particular ou individual, mas sempre, como SEnhor da igreja, também Senhor do mundo" p. 212

" a igreja é uma realidade proléptica, o sinal do raiar da nova era em meio à antiga e, assim, a vanguarda do novo mundo de Deus. Ela age, simultaneamente como penhor da firme esperança da transformação do mundo quando do triunfo último de Deus e se empenha, em todas as suas atividades, no sentido de preparar o mundo para seu destino vindouro. A igreja sabe, que a aparência deste mundo passa e que o tempo se abrevia". p.213

David J. Bosch, Missão Transformadora