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quarta-feira, setembro 09, 2020

Sobre/viver Casamento (1Pedro 3:1-7)

SOBRE/VIVER CASAMENTO

Semelhantemente, vós, mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos; para que também, se alguns não obedecem à palavra, pelo porte de suas mulheres sejam ganhos sem palavra;
Considerando a vossa vida casta, em temor.
O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura dos vestidos;
Mas o homem encoberto no coração; no incorruptível traje de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus.
Porque assim se adornavam também antigamente as santas mulheres que esperavam em Deus, e estavam sujeitas aos seus próprios maridos;
Como Sara obedecia a Abraão, chamando-lhe senhor; da qual vós sois filhas, fazendo o bem, e não temendo nenhum espanto.
Igualmente vós, maridos, coabitai com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais fraco; como sendo vós os seus co-herdeiros da graça da vida; para que não sejam impedidas as vossas orações.

1 Pedro 3:1-7

 

Homens x Mulheres

A perspectiva bíblica sobre homens e mulheres tem tanto uma visão de igualdade a respeito da salvação e do relacionamento com Deus (Gl 3:28)  como também uma visão de complementariedade que vemos aqui na submissão da mulher para com o homem (1Pe 3:1), lembrando sempre que há uma ordenança geral de sujeição para os crentes sejam homens ou mulheres (Ef 5:21).

Mulheres cristãs se submetem a seus maridos, e particularmente a maridos não cristãos, não porque sejam de alguma forma inferior, pois elas são os eleitas de Deus. Em vez disso, elas se submetem por causa do Senhor, com o propósito específico de ganhar maridos ao Senhor por seu exemplo altruísta. A expressão-chave, da mesma forma, é aplicada ao marido, bem como a esposa (3: 7). Ambos seguem Jesus, o Servo sofredor. Embora o marido não desempenhe o mesmo papel em relação a sua esposa como sua esposa o faz, existe uma identidade fundamental de atitude: ambos são servos de Deus, procurando servir outros pelo amor de Deus.  (KAREN H. JOBES)

 

Em seu livro SEIS METÁFORAS DO CASAMENTO FELIZ, Pr. Carlos McCord nos ensina que:

 

Mulher – REPRESENTANTE PARTICULAR DAS DECISÕES: A submissão é um acordo voluntário  da parte da esposa perante Deus para apoiar o marido em publico e executar as decisões como planejadas anteriormente pelo casal em sua intimidade.

 

HOMEM- REPRESENTANTE PÚBLICO DAS DECISÕES: Assume a responsabilidade perante o mundo. Assumir  é um acordo voluntario da parte do marido  em assumir  toda a responsabilidade publica  pelas decisões tomadas pelo casal.

 

 

Veja o quadro abaixo do livro:

 

·         A submissão não é inferioridade.

·         A submissão não é subserviência

·         A submissão não é status de gênero

É uma falsa interpretação das Escrituras dizer que a mulher deve sujeitar-se ao marido, mesmo quando ele está errado e mesmo quando exige da esposa aquilo que fere sua consciência iluminada pela verdade de Deus. É um mau uso da Bíblia exigir que a mulher peque contra Deus para se sujeitar a seu marido. O princípio bíblico nesses casos é claro: … Antes, importa obedecer a Deus que aos homens (At 5.29). É uma distorção da verdade evocar o comportamento infeliz de Abraão e Sara no Egito para justificar a obediência servil da esposa ao marido. Não podemos aceitar essa tendência machista, que distorce a verdade, fere a dignidade da mulher, empalidece o casamento, enfraquece a família e conspira contra a igreja de Deus. Fujamos dos extremos. Eles são uma distorção da verdade e uma caricatura do verdadeiro cristianismo (HERNADES DIAS LOPES)

Uma das grandes calamidades dos nossos dias é a epidemia do abuso sofrido pelas esposas. Há muitos pecados que consigo entender, mas não entendo como um homem pode bater numa mulher. Que jamais alguém diga sobre você que permite que sua raiva numa briga doméstica o leve ao ponto de bater na sua esposa. Isso é absolutamente inconcebível. Mulheres que apanharam do marido já me procuraram sem saber o que fazer, e eu lhes disse que deviam chamar a polícia imediatamente. O lugar de um homem desse tipo é a cadeia, onde ele não tem como bater em mulheres e crianças. (R C SPROUL)

 

SABEDORIA ESPIRITUAL DAS MULHERES

1 Tm 2:9-15

No mesmo sentido de Paulo, Pedro diz que mais do que a beleza ou uma imposição, a sabedoria e o bom senso deve ser marcas de uma mulher espiritual.

Mesmo hoje, vemos que há uma pressão sobre a vida das mulheres para que sejam conhecidas não por seus pensamentos ou sabedoria, mas por seus corpos ou pelas coisas que possui.

o homem escondido no coração” é a natureza interior da mulher, sua verdadeira personalidade. Não é visível em si, mas se revela mediante palavras e ações que refletem posturas do íntimo.

Há uma contraposição entre ouro que aparece mas é corruptível e a mansidão invisível e incorruptível.

 

 

O exemplo de Sara  (3:6)

Mas Pedro diz: delas sois filhas, os verdadeiros membros da família espiritual de Sara, o que indica que Pedro vê a igreja – e não aqueles que descendiam fisicamente de Abraão e Sara- como a verdadeira descendência de Abraão e, desse modo, o verdadeiro povo de Deus. Ser filha de Sara é ser coerdeira das promesas e da honra dadas a ela e a Abraão.  A condição para ser filha de Sara é assim declarada: se fizerdes o bem sem nenhum temor (...) Uma mulher com um espírito gentil e tranquilo que continua esperando em Deus não ficará apavorada com as circunstancias nem com um marido incrédulo ou desobediente” (GRUDEM, 143)

 

 

E QUANTO AOS ESPOSOS?

Maridos, da mesma forma ... O caminho da vida cristã não é diferente para o marido e para a esposa. Ambos são chamados a seguir a Cristo com amor humilde e compassivo, aceitando rejeições com graça perdoadora (3: 8–9). Desde o o papel do marido é diferente, a forma de seu serviço é diferente. A esposa é chamada a ser submissa ao marido; a marido é chamado para honrar sua esposa. Essa honra inclui compreensão atenciosa.

 

- DICAS PARA UM CASAMENTO SAUDÁVEL!

 

1.       Se ambos estão sob a autoridade de Deus, você pode ter unidade entre você e a unção de Deus sobre você.

2.       Vocês terão pensamentos independentes e discordarão, o que pode torná-los melhores juntos, se vocês aprenderem uns com os outros.

3.       Se você buscar influenciar, mas não controlar um ao outro, tomará decisões mais sábias e terá uma perspectiva melhor.

4.       Honrar um ao outro inclui aprender e adiar um ao outro nas áreas de sabedoria, de modo que juntos sejam melhores do que qualquer um de vocês poderia estar sozinho.

5.       Nenhum problema é tão importante quanto o seu relacionamento, portanto, você deve valorizar o relacionamento acima dos problemas para permanecer unido.

6.       Você deve sempre trabalhar pela unidade e contra a divisão.

7.       Um cônjuge dominador prejudica o casamento, portanto, honrem um ao outro.

8.       Há uma taxa de sucesso de 100% para casais que obedecem à Palavra de Deus porque Deus derrama graça em suas vidas e responde a suas orações.

 

"Se eu tiver a expectativa de que meu casamento preencha o vazio espiritual do tamanho de Deus em meu coração, não serei capaz de servir ao meu cônjuge. Somente Deus pode preencher esse espaço que é do tamanho dele. Enquanto Deus não ocupar o devido lugar em minha vida, estarei sempre me queixando de que meu cônjuge não me ama, não me respeita e não me apoia como deveria" (Timothy Keller, Significado do Casamento, p. 89)

 

 


domingo, junho 03, 2012

O que não é e o que é casamento?

Efésios 5.25-33: Vós, maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela,  para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra,  para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.   Assim devem os maridos amar a sua própria mulher como a seu próprio corpo. Quem ama a sua mulher ama-se a si mesmo.    Porque nunca ninguém aborreceu a sua própria carne; antes, a alimenta e sustenta, como também o Senhor à igreja;  porque somos membros do seu corpo.  Por isso, deixará o homem seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher; e serão dois numa carne. Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja Assim também vós, cada um em particular ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher reverencie o marido.


1. O conceito mercearia de casamento.

Hoje em dia, existem duas idéias aparentemente contraditórias que falam para nós o que seria um casamento, ambas estão baseadas na concepção narcisista de que o casamento tem como finalidade: a felicidade pessoal.

1o- Alma Gêmea: existe um conceito hoje que existe para cada um de nós, a pessoa certa. Aquela que irá completar a gente, trazer felicidade para a nossa vida. Então, tudo que precisamos é achar a pessoa certa que tem as qualidades e personalidade que procuramos além de ser bonita e com um pouco de dinheiro.

2o. Tudo é uma questão de ser feliz: o casamento já foi visto como uma etapa importante da vida comunitária da pessoa, hoje é apenas tido como mais um bem pessoal, que vai completar a vida do indivíduo. Então, se por um lado, buscamos a pessoa ideal para nos completar, por outro lado, há uma flexibilidade do compromisso. É o que se chama romance de mercearia.

O romance de mercearia é aquele que funciona de acordo com as leis do mercado, se você é consumidor de uma mercearia, ela oferece produtos e um atendimento que você considera adequado, contudo, surgiu uma nova com os mesmos produtos e serviços mas, com um custo menor, você muda de comércio.

É o que acontece hoje com os casamentos que buscam somente uma satisfação pessoal. O esposo ou esposa olha para o cônjuge e calcula as satisfações recebidas e o custo que está sendo. Se ele encontra outra pessoa que ofereça as satisfações sem o mesmo custo, ele logo estará mudando de relacionamento em troca de ser feliz.

Essa perspectiva moderna ignora que há um mistério no casamento para sua permanência e que jamais se pode encontrar a alma gêmea ou felicidade no casamento.

2. Mistério do casamento.

No verso 33, Paulo fala do segredo do casamento. Maridos buscam respeito de suas esposas e Esposas buscam respeito de seus homens. Emerson Eggerichs coloca bem claro isto:

"Quando o marido se sente desrespeitado é especialmente dificil para ele amar a esposa. Quando a esposa não se sente amada é especialmente dificil para ela respeitar o marido" p. 25



Homens e mulheres são seres diferentes, que se complementam fazendo uma só carne, assim como Jesus se fez um com sua igreja. Um exemplo existem dois conceitos de roupa para usar: para os homens, isto significa roupa limpa, para as mulheres, isto quer dizer roupa nova.

A mulher precisa saber que a pior coisa que ela pode fazer contra o seu marido é desrespeita-lo. Para saber que um casamento não está saudável, este é um sintoma bem claro: quando a esposa começa a contradizer o esposo publicamente.

Por outro lado, cabe ao esposo amar a sua esposa, do mesmo modo que Cristo amou a igreja, a falta de amor é o que mais machuca uma esposa. Do mesmo modo, sabemos que um casamento não está saudável quando um esposo começa a desejar outras mulheres.

Quando não atentamos para esse detalhe isto gera um ciclo, o marido chega em casa em busca da esposa, mas não é amável com ela. Recebe dela uma comportamento frio que ele encara como desrespeitoso. Aí o ciclo doentio continua, corroendo o casamento.

O marido precisa saber que sua esposa quer: 
que você esteja perto
que você se abra para ela.
que você ouça ela.
que você diga sinto muito

A esposa precisa saber que seu esposo:
valorize o desejo dele
valorize a liderança dele.
valorize a capacidade de realizar
valorize o desejo de prover e proteger

Carlos McCord, em seu livro Seis Metáforas de um Casamento Feliz, chama isto de mãos unidas. A mão direita é face pública do casamento, masculina e a mão esquerda, a parte íntima do casamento, privada. 

"O que funciona é executar de forma conjunta as decisões que tomamos em nossa privacidade, visando o maior sucesso do amor"p. 87


3. Como ser feliz e casado?

Descobrimos até agora o que não é um casamento e o que é. Mas, como chegar até lá? Se não podemos alcançar felicidade no casamento e não existe a pessoa que vai realizar a nossa vida. 

Casamento não traz felicidade, somente duas pessoas cheias do Espírito Santo, então, já felizes podem proporcionar um casamento feliz. O casamento deve ser visto como uma mistura de felicidades.

Vamos lembrar que respeito - submissão - e amor são frutos do Espírito Santo, somente com as nossas vidas ligadas em Cristo podemos oferecer estas coisas para o nosso cônjuge.  Carlos McCord lembra que:

"Portanto, receber nosso casamento como um presente de Deus é a única maneira de fazer com que nosso casamento continue a ser o que de fato deve ser"  p. 157

Enquanto estivermos focados em nós mesmos, não podemos ser felizes. 

"Paulo não cria uma represa contra o rio do prazer, ele cria um canal para ele. Ele diz: "maridos e esposas, reconheçam que no casamento vocês se tornaram uma só carne. Se vocês viverem para seu prazer particular à custo do seu cônjuge, vocês vão viver contra si mesmos e destruir seu prazer. Mas se vocês se dedicarem de  todo seu coração ao prazer santo do seu cônjuge, vocês estarão vivendo para seu prazer também e vivenciando o casamento de acordo com a imagem de Cristo e sua igreja". É isto o que Deus para o casamento: expor a glória de Cristo ao buscar seu prazer no prazer santo do seu amado"  John Piper, Plena Satisfação em Deus,  p. 69

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Silencio de Adão

Silêncio de Adao

Larry Crabb, Don Hudson e Al Andrews

Editora Vida Nova


1ª. Parte: Algo sério está errado: o sonho se perdeu.

2ª. Parte: Algo vital está faltando: os problemas da comunidade masculina.

3ª. Parte: Algo poderoso está disponível: uma geração de mentores.


Cap. 1 Uma visão para os homens.

Os autores critica a troca religiosa por um deus conveniente, de utilidade imediata, ao invés de uma comunhão plena e solitária com Deus, nesse ponto os autores diz que: “o pecado mais duradouro na historia de Israel foi cometido pelo rei Jeroboao (veja 1 Reis 12, especialmente os vs. 26-33), que facilitou o culto das pessoas reduzindo Deus a uma divindade local, visível; e ele o fez simplesmente para promover suas próprias ambições. E funcionou. Ele conseguiu um grande numero de adeptos e reinou em Israel por vinte e dois anos” (pág. 34)

Os autores propõe que o livro seja um ponto de retorno aos caminhos antigos, “o que de fato precisamos é e reforma, aquela obra de Deus marcada por repetidos ciclos de quebrantamento, arrependimento, perseverança e gozo. Precisamos que Deus nos de poder para adentrarmos ao mistério dos relacionamentos num nível de conexão vitalizadora que o entusiasmo e os lemas jamais podem produzir. Precisamos abandonar-nos a Cristo de uma forma que libere tudo que o Espírito colocou dentro de nós” (pág. 42).



Cap. 2 Homens viris e homens pouco viris.

A masculinidade é definida “como uma energia – um impulso natural dentro do coração de todo homem, um poder e um ímpeto de mover-se na vida de um modo particular” p. 47


Há três espécies de homens não-autenticos:

Controlador- impessoalmente poderoso.

“o homem pouco viril controla as conversas, ele manipula a família e os amigos; arranja sua vida de modo a evitar qualquer coisa que não esteja certo de poder enfrentar”


Destrutivo- ou perigoso.

“suas palavras e ações prejudicam as pessoas, embora os colegas possam sentir-se encorajados e desafiados por algum tempo. Os membros de sua família sentem os danos mais cedo e mais profundamente mas, geralmente, estão apavorados demais para admitir isso, mesmo para si próprios” (p. 48)


Egoísta – comprometido, acima de tudo, a sentir-se de certa maneira sobre si mesmo.

“ a despeito da bondade e de uma generosidade por vezes extravagante, um compromisso final com seu proprio bem-estar claramente no frigir dos ovos” p. 49.


Impotência.

"Os homens pouco viris são atormentadospela possibilidade de acontecer algo que não consigam resolver, algo que exija que eles entrem em território desconhecido, onde sua adequação não foi provada, onde seus talentos comprovados podem ser inúteis" (p. 50) Para esconder a sua impotência, os homens impotentes encontram algo que possam controlar, algo que possam operar bem, e evitam aquilo que temem(...) Os homens impotentes passam a vida controlando algum resultado e iludindo-se em pensar que isso importa" (p.51).


Zangados

Quando o homem não está experimentando o gozo que somente a liberação de energia masculina pode criar, ele é atraído parao prazer do poder. Os homens destrutivos não são viris: estão loucos com a energia da masculinidade distorcida; estão cheios de julgamento vingativo contra todos, menos com eles próprios" (p.53)



"Quando a energia masculina não é liberada, quando é suprimida ou distorcida, os homens: 1.sentem-se impotentes- por isso compensam, dedicando-se a controlar alguma coisa. tornam-se homens agressivos. . Experimentam fúria e se convencem de que a vingança lhes é devida. Tornam-se homens abusivos. 3. Vivem com um terror para o qual não há solução ou escape, apenas alívio. Eles atenuam o terror com prazer físico e tornam-se homens viciados" p.54


Capítulo 3- Teologia da Receita.

Neste capítulo Larry Crabb et all, volta a bater na teoria causalista da chamada teologia da receita, faça isso e obtenha aquilo. A solução não será tão simplista assim:

"O centro da teologia transcendental é Deus, Seu caráter e propósitos. O centro da teologia da receita é o homem, suas necessidades e bem-estar"
(p. 60)

"Hoje os dois maiores tópicos dentro da teologia da receita são: solucionar problemas (o chamado para a cura) e cumprir responsabilidades (o chamado à obediência)" (p. 64)

"Precisamos retornar a uma teologia transcendente que nos capacite a adentrar a escuridão, onde Deus faz a Sua obra mais profunda. Precisamos aprender o que significa entregamo-nos a Deus e a nos relacionarmos poderosamente com os outros. issso exigirá que entremos na esfera escura do mistério" p. 67


Capítulo 4. Adentrando a Escuridão.

À procura de uma solução mais profunda e duradoura, os autores nos convidam a vasculhar nossos porões mais secretos e ir atrás das reais motivações para entender o que nós somos, qual a nossa real masculinidade. Pra sermos homens de verdade, temos que evitar as soluções facéis da teologia da receita e ir caminhar na escuridão, e lá buscar discernir a real voz da masculinidade.


Capítulo 5. De Caos em Caos

Os autores definem o caos como "aquela escuridão que paira sobre nós todas as vezes que conversamos com nossas esposas, trabalhamos em nosso emprego, pagamos nossas contas e tentamos enxergar sentido em nossas vidas" e também, como a mesma escuridão "que entra na vida de todo mundo- intrometeu-se no mundo desse homem, e ele se voltou para algo que ajudava, algo que parecia natural-" (p.83)


Os autores fazem um panorama de algumas histórias da criação- grega e babilônica- dizem que esta se caracteriza pela lascívia e ira. Sob a história hebraica-cristã traçam algumas diferenciações:

"O cristianismo começa com Deus, não com o homem. Somos feitos à Sua imagem. Ele é o nosso ponto de referência". (p. 89)

"Adão e Eva deviam cultivar e guardar o jardim; isto é, eles foram chamados para proteger e nutrir. Força, o oposto de violência, esta no homem para guardar os relacionamentos, não para destruí-los. Intimidade, o oposto de lascívia, está no homem para nutrir as pessoas, não para usá-las em seus desejos egoístas"
(p.90).

Na mesma página, os autores concluem tal insight brilhantemente:
"Quando o homem adentra o mistério da vida com fúria e lascívia, ele vive como os pagãos vivem. Acha que não há esperança em Deus. Deus está ausente. Deus está calado. O homem não sabe o que fazer com a confusão de sua vida, portanto ele busca a fúria e a lascívia"


Capítulo 6. Um Chamado a ser lembrado.
A função da lembrança daquilo que Deus quer para nós, o que é masculinidade no projeto divino, a lembrança desse propósito eterno é a raiz que liberta para uma hombridade real. Sobre a função da lembrança, os autores relembram que "somos aqueles que se lembram. Somos criados para nos lembrar das palavras de Deus e da obra de Deus. Os homens são chamados a se lembrar de Deus contando fielmente aos outros quem Ele é e o que tem feito" (p. 97).

Capítulo 7. Ele estava lá e se calou.



segunda-feira, julho 02, 2007

Outro Casamento.


"O compromisso conjugal não é um atalho para o prazer indolor, mas um passo na direção da coragem para o autoconhecimento, da transformação e do crescimento pessoal, no intercâmbio de forças e fraquezas, em que um faz o outro melhor, muitas vezes às custas de atrito e faísca, pois somente o ferro com ferro se afia. Costumo dizer que durante a vida de solteiro nos estragamos, e o casamento é a principal resposta terapêutica de Deus. Quem não quer crescer, vencer limites emocionais, rescrever sua história, exorcizar seus demônios, fica solteiro e pula de paixão em paixão, em relações que são eternas enquanto duram. Isso sem falar na saúde das futuras gerações e no equilíbrio sistêmico possível apenas a uma sociedade que saiba valorizar a família" p. 45

Ed Rene Kivitz, Outra Espiritualidade.