sexta-feira, fevereiro 21, 2020

E. STANLEY JONES: O QUE ELES SÃO EM SI MESMOS (1)


CRISTO NO MONTE

PARTE DOIS 
O NOVO TIPO DE HUMANIDADE.

capítulo 3 - O que eles são em si mesmos -1 



Num primeiro pensamento, perfeição como o alvo da vida parece muito individualista e coisa de outro mundo- os dois pecados teológicos mortais, de acordo com o homem moderno. Tomado fora de contexto, isto é verdade, mas em seu contexto, isto não é verdadeiro.

Jesus estava se dirigindo a um grupo. Enquanto, o "vós" no "seja vós perfeitos" refere-se a eles como indivíduos mas também se refere a eles como um grupo - um grupo que representava a nova humanidade. Tanto o novo homem como a nova sociedade deviam ser perfeitos. Se Jesus tinha apresentado este ideal de perfeição nos versos iniciais do Sermão, isto teria surgido diante dos homens de modo abrupto, como elevado, tão grande como o Monte Evereste- e seria pouco convincente. Ao invés disto, ele gradualmente abriu um tipo de vida tão belo e tão atraente que quando ele chegou no clímax, não haveria nada mais a dizer que:"Seja vós perfeitos, como o Pai nos céus é perfeito" . Qualquer coisa a menos seria um anti-clímax. 

Nos quarenta e cinco versos vivos (Mt 5:3-47), ele despeja dentro do alvo da perfeição tal cuidado, humanidade, e este conteúdo terreno que o alvo, quando colocado, não está além dos limites desta vida, mas sim, firmemente fundado nesta vida e era aquilo que devemos lavrar nas relações humanas. A chave para este verso, "Então, seja vós perfeitos" é a palavra "então". Ela aponta para trás, não meramente para o versículos precedentes como alguns pensam, mas para o todo daquilo que Ele estava dizendo. Isto reúne e coloca no versículo quarenta e oito, todo o conteúdo  dos quarenta e cinco versículos anteriores e faz destes o conteúdo da perfeição. Destes versos, encontramos aqui vinte e sete marcas da vida perfeita, e estas marcas mostram quão profundamente social e, ainda assim, quão profundamente individual é este ideal.

A vida perfeita consiste em ser pobre de espírito, em chorar, em ser manso, em ter forme e sede pela justiça, em ser misericordioso, puro de coração, em ser pacificador, perseguido pelo bem da justiça e ainda se alegrar e ser excessivamente feliz, em ser sal da terra e luz do mundo, ter uma justiça que excede, em ser desprovido de raiva com o irmão, usar nenhuma palavra insolente, permitindo que ninguém tenha algo contra alguém, ter um espírito para a concórdia rápida, sem armazenar pensamentos luxuriosos, ser incansável contra aquilo que ofenda o maior, ter relações corretas na vida do lar, ser verdadeiro em palavra e atitude, virar a outra face , dar o capa também, andar a segunda milha, dar a quem pede e não desviar daqueles que te emprestam,amar mesmo seus inimigos, orar por aqueles que perseguem - então vocês serão filhos do seu Pai e você será perfeito como o Pai no céu é perfeito.

Não há nenhuma destas vinte e sete marcas da vida perfeita que é irrelevante ou insignificante e nenhuma que não seja completamente essencial  para a vida perfeita. Jesus não é apenas maravilhoso no que coloca aqui, mas também naquilo que deixou de fora. Alguém tem sugerido que praticamente tudo que que Jesus ensinou poderia ser encontrado no Talmude. "Sim", é a resposta, "e muito mais além disso". O Talmude contém tesouros em meio a desperdícios. Mas, Jesus acerta o essencial e sempre o essencial. A mente dele era um filtro. Nunca se perdia para um assunto acessório, nem tomou atalhos ou perdeu o ponto. Isto vai vir a luz, eu acredito, quando olhamos mais especificamente para estas vinte e sete marcas.

A apresentação da vida perfeita por Jesus se divide em cinco porções maiores:

1. O QUE OS CRENTES SÃO EM SI MESMOS (AS BEM-AVENTURANÇAS) (vs 2-12)
2. O QUE ELES SÃO PARA O MUNDO (SAL, LUZ) (vs. 13-16)
3. O QUE ELES SÃO PARA O PASSADO( AO INVÉS DE DESTRUIR, ELES CUMPREM) (vs. 17-20)
4. O QUE ELES SÃO EM SEUS RELACIONAMENTOS ÍNTIMOS COM OS OUTROS (vs. 21-47)
5. QUE ELES DEVEM SER PERFEITOS COMO PAI É PERFEITO (vs. 48)

Jesus começa com aquilo que eles devem ser neles mesmos. Ele começa no centro. Ele insiste que o homem não pode viver na circunferência a menos que eles estejam vivos no centro. A tentativa moderna é ter quantidade de vida na circunferência apesar da qualidade de vida no centro. Jesus sabia que isto terminaria em futilidade, cinismo e total futilidade.  Quando ele faz novas todas as coisas, antes de tudo, ele coloca suas mãos sob o coração humano. Ele sabia que "vocês não podem criar a idade de ouro a partir dos instintos de chumbo" . Ele falou sobre o que eles deveriam ser (vs 2-13), antes dele falar sobre o que eles fazem ou não fazem (resto do Sermão). Ele começa dizendo: "Bem-aventurados" são vocês que em si mesmos determinam a vida para vocês. Vocês são seu próprio paraíso e vocês são seu próprio inferno.  Ele sabia que o " inferno, por vezes, irrompe no homem como se fosse uma combustão espontânea" e que o céu é um estado da mente antes que isso pode ser um lugar. Ele veio, então, não para colocar o homem no céu, mas, para colocar o céu dentro do homem; não para tirar o homem do inferno, mas, para colocar o inferno fora do homem. Se "conduta são três quartos de uma vida", então o caráter é o todo, pois o "caráter é destino". 

Para descrever o estado daqueles que estão bem alinhados por dentro, ele usa uma palavra que está cheia de significado "bem-aventurado". Esta palavra é "makarios", uma palavra que Aristóteles usou para bênção divina em contraste com a felicidade humana. A palavra ordinária para a felicidade humana era eudamoni, mas, ela passou  a ter um significado como de fraco. Já que nós participantes da perfeição que Deus tem, então somos partícipes da alegria que é divina. A primeira nota do ensino de Buda é Sofrimento, a primeira nota que Jesus coloca é Alegria. Mas, esta alegria não é dependente dos acontecimentos. Suas fontes estão dentro. "Bem-aventurados são". Então,  esta nota de alegria não é uma nota barata de jazz, fácil e superficial. Ela soa as profundezas antes de atingir as alturas. Mas, a palavra bem aventurado é mais do que feliz, ela literalmente significad, não sujeito aos fatos, imortal. Ela apresenta um tipo de vida que se levanta acima do mecanismo fatídico da vida terrena para uma liberdade moral e espiritual. Então, os dois significados são tomados juntos que poderiam dar o significado de abençoado, que é, "ser imortal e feliz".

As Beatitudes são nove em número e elas estão separadas em três grupos de três cada um. O primeiro grupo começa com "Bem-aventurados são os pobres de espírito pois deles é o reino dos céus". Muitos acham que o significado de pobre de espírito foi  tirada do Antigo Testametno  como o pobre remanescente em busca da redenção de Israel, alguns tomam a frase como sinônima de humildade e alguns, como Tertuliano, criam o termo como "pedintes em espírito".  Nenhum destes, me parece, soar sua profundidade. Eles me parecem superficiais. Esperaríamos Jesus soar uma nota mais radical desde o começo. Ele faz. Uma palavra que Lucas usa para pobre é "ani"- um pobre por circunstâncias, mas a palavra usada aqui é, na verdade, um pobre por escolha. A palavra, então, mais próxima de seu sentido original seria um "renunciante em espírito".

Há apenas duas grandes filosofias de vida. Nietzsche resumiu uma delas quando disse:" Afirme-se a si mesmo. Cuide de nada exceto a si mesmo. O único vício é a fraqueza, e a única virtude é a força. Seja forte, seja um super-homem. O mundo vai te pertencer se você puder ter ele". Aqui é o culto da auto-expressão. Aqui é o Darwinismo como uma filosofia de vida. O método de sobrevivência em uma natureza inferior é transformado no método da sobrevivência entre os homens. Em Nietzsche, este culto da auto-expressão é cruel. Em outros, ele é refinado, mas eles sempre apontam para um sentido final que o que importar é buscar os próprios interesses, seja isso uma auto-afirmação insensível ou uma auto-cultura refinada. Jesus permanece como extremo oposto a isto, e diz que o caminho para encontrar a vida é perder a vida, que o caminho da auto-realização é pelo caminho da auto-renúncia.  Ele diz: se qualquer um quiser vir após mim, deve negar a si mesmo (literalmente, se rejeitar a si mesmo) e tomar sua cruz e o seguir. Não há dois caminhos que poderiam ser mais opostos. Nietzsche morreu num hospício e o mundo o seguiu até a beira do inferno na última guerra como uma consequência natural desta atitude de auto-afirmação. Sua gênese é o egoísmo, seu êxodo é o suicídio. 

Jesus dá um golpe na atitude de auto-afirmação  desde o começo. Ele diz que este "self" deve ser renunciado. Em Marcos 9:43, ele diz" que melhor entrar na vida eterna, mutilado e no versículo 47 " que é melhor para nós entrar no reino de Deus com apenas um olho". Aqui a vida  e o reino de Deus são usados de maneira sinônimas. Esta primeira beatitude poderia, então, ser lida da seguinte maneira: "Imortais e felizes são aqueles que renunciaram em espírito para eles é vida". Eles encontraram vida em deixando isso seguir. Esta é outra forma  de colocar este verso que, para mim, é central no ensino de Cristo. Aquele que buscar salvar sua vida a perderá, mas aquele que perder sua vida a encontrará. 

É muito interessante notar que Walter Lippmann, em seu "Preface to Morals", depois de deixar Deus ir, com uma pontada, girando melacolicamente para um humanismo, nos dá o que ele chama de alta religião. Sua alta religião é esta: aprender não a querer nada da vida que a vida  não contém, mas limitar o desejo de alguém até que ele se harmonize com a realidade; encarar a vida num espírito de desinteresse". Nós buscamos por conforto, por sucesso, por vida eterna. A alta religião  é a regeneração destes desejos". É muito notável que Hinduísmo e Budismo, Lippmann e Jesus todos convergem para uma coisa, a dizer, a renúncia do desejo. Lippmann diz:  "limitar desejos", Hinduísmo diz: Abrir mão dos desejos para separar a existência, Budismo diz: "Cortar na raiz do desejo mesmo pela vida", Jesus diz: "abençoados os que renunciam em espírito". Lippmann  poderia limitar os desejos, então num mundo que é claro desapontar-se, você não estaria desapontado se você não buscasse por muito; hinduísmo poderia te livrar do desejo em separar a personalidade  ao adentrar para o sem desejo Brahma; o budismo livraria os homens da tristeza cortando a raiz do sofrimento, a saber, o desejo pela vida em si, alcançando o nirvana, que é um estado de apagar a vela. Jesus libertaria do desejo no nível do self ao trocar isto por um desejo maior que o amor a si mesmo, nos trazendo dentro de um reino de valores maiores.

Lippmann termina numa desilusão para o mundo, o hinduísmo termina em uma perda do mundo e da personalidade num impessoal Brahma, budismo acaba em na extinção do mundo e da personalidade, Jesus termina num reino de valores positivos que encontra a vida de um e de um novo mundo, o reino de Deus na terra. Com a exceção de Jesus, que termina numa completude final, cada um desses termina num vazio final. 

Jesus pede a única possessão que temos: nós mesmos. Auto-renúncia é mais profunda que uma renúncia do mundo, porque um poderia abrir mão do mundo mas não de si mesmo. Eu tenho visto muitos sadhu que são pobres em coisas materiais, mas não pobres em espírito, pois se você cruzar com eles, eles poderia voltar até você em raiva. Nenhum homem é livre até ele  ser livre no centro. Quando ele anda aqui, ele é livre de vez. Quando o self é renunciado, então alguém permanece totalmente desiludido, à parte, procurando por nada. Ele antecipa os sofrimentos, as bofetadas, as rasteiras, as separações, os desapontamentos da vida por sua aceitação nesta grande renúncia. Esta é a estratégia suprema do retiro.  Você pode então dizer para a vida: "O que você pode fazer comigo? Eu não quero nada!" Você pode dizer para a morte: "O que você pode fazer para mim? Eu já estou morto". Então é um homem verdadeiramente livre. No banho da renúncia , ele lavou sua alma de diversos clamores, desejos conflituosos.  Pedindo por nada,  se nada vier até ele, é tudo puro ganho. Então a vida se torna uma constante surpresa. 

A filosofia grega tenetou fazer um homem invulnerável, mas aqui sempre havia um tendão de Aquiles exposo quando a vida se machucava. O evangelho começa na cruz, então um homem escolhe ser completamente vulnerável, ele fere a si mesmo até a morte. Então, ele é imune às feridas. Não se pode derrotar um homem que já aceitou a derrota; não se pode quebrar o quebrantado, não pode matar um homem que escolheu morrer, ele agora é imortal. Buda viu que o fim da vida era morte e isto pararia ali, Jesus viu que o começo da vida era morte, e não parou mas foi para uma manhã de páscoa.

Eu vi um muito infeliz e raivoso pássaro batendo por horas contra uma janela, lutando com o seu reflexo. Então, ele, de repente, parou, ouviu e pareceu ouvir um chamado das portasm deixando de lutar com si mesmo e voou longe. Depois de um tempo, eu o ouvi cantando num jardim. Jesus vem ao homem que está lutando consigo e com os outros, cheio de choques e confusão, e em palavras, "Imortal e feliz é o homem que renunciou em espírito" dá a eles o chamado para a vida completa. Eles ouvem, deixam a si mesmos para entrar numa vida mais ampla e então, no jardim do paraíso restaurado, eu escuto eles cantarem. 

Deissmann diz do costume em voga que no tempo de São Paulo, a manumissão de um escravo através do rito solene de sua compra  por um e depois contra todo o mundo para sair...templo livre, vender ele para o deus, e recebido do templo, o dinheiro da compra que o escravo tinha depositado previamente ali a partir de suas economias. O escravo então se tornava propriedade do deus, mas contra o mundo ele era um homem livre ( Saint Paul, p. 141). Isto é algo que Jesus quis dizer quando perguntou aos homens, que escravizaram a si mesmos, para venderem-se a Deus, então contra todo o mundo, ficarem como homens livres. 

O empreendimento do homem moderno é encontrar um ajuste. Mas, normalmente ajustam a si mesmo completamente para o universo material que  se tornam mais uma peça, e no fim se tornam um pedaço de um mero mecanismo. As primeiras palavras de Jesus, foi para sairmos deste ajuste num  nível, encontrar um ajuste maior num nível maior. Ali encontrará a vida real. O fim da renúncia em espírito não é renúncia, mas receptividade: Deles é o reino dos céus ou deles é a vida. A auto-renúncia termina na auto-realização.

Tudo pertence  ao homem que busca nada. Tendo nada, ele possui todas as coisas na vida, incluindo a vida em si. Nada vai ser negado para o homem que nega a si mesmo. Tenho escolher ser totalmente sollitário, ele agora toma posse do fato social do universo, o reino de Deus. Religião é o que o homem faz em sua solidão, diz Whitehead. Eu poderia dizer, ao invés, que a real religião começa quando um homem decide ser mais solitário, decide se retirar completamente, não quer nada do mundo do homem ou da matéria.  Ele tem Deus. Isto é suficiente. Agora, ele está pronto para voltar para o mundo. Ele é limpo dos desejos, e com um novo motivo. Este desapego é necessário para um novo anexo. Asceticismo é aqui afim de um asceticismo e ambos em busca de uma nova aceitação do mundo. A vida mais completa e plena vem de uma vida completamente vazia, uma manhã de páscoa vem do Calvário.

"Out of the deep a shadow,
Then a spark;
Out of the cloud a silence,
Then a lark;
Out of the heart a rapture,
Then a pain;
Out of the dead cold ashes
Life again!"
But this attitude of renunciation needs correction.
The fact is that every virtue needs
correction by its opposite virtue. In the tropical
forests of the East Indies is a flower which if
taken by itself smells putrid, but mingled with
the other scents of the forest smells pleasant.
Many a virtue taken by itself smells bad! We
have seen good people who were anything but
attractive, for their virtues were uncorrected
by opposite virtues. Eenunciation in spirit ends
in barren asceticism unless it is corrected and
supplemented by world-participation. Jesus, in
his amazing balance, provided that each of the
virtues laid down in the Beatitudes was to be
corrected by its opposite virtue. But lie went
further than that, for virtues may thus cancel
each other instead of combining in a higher
third. He saw that they combined into a higher
virtue which, summed up the best in each. Hence
the Beatitudes go together, not in pairs, but in
groups of three. This reminds us of Hegel's dictum
that thought moves through three stages:

thesis, antithesis, and synthesis. We find these

quarta-feira, fevereiro 19, 2020

E. STANLEY JONES: O ALVO DA VIDA HUMANA


Capítulo 2



O ALVO DA VIDA HUMANA.



A maioria de nós olha para o Sermão do Monte como uma série de exortações éticas desconectas ou, no melhor dos casos, pobremente conectadas. Isto, parece para mim, perder seu ponto e seu propósito. Ele tem um centro, e o Sermão todo gira em torno deste centro, então, ele é todo coordenado. O centro é a afirmação surpreendente: “Sede perfeitos, como o vosso Pai Celestial é perfeito”. Em torno disto como ideia central, o Sermão gira como um pivô.



O Sermão naturalmente desagua em seis grandes divisões:



I.                    O ALVO DA VIDA: Ser perfeito ou completo como o Pai nos Céus é perfeito e completo ( 5:48)

a.      As vinte e sete marcas desta vida perfeita (5:1-47)



II.                  Um diagnostico da razão pela qual o homem não alcança ou não se move em direção a este objetivo: Personalidade Dividida (6:1-6)



III.               A oferta divina de uma moral adequada e reforço espiritual para que os homens prossigam neste objetivo: o Espírito Santo para eles quando o pedem (7:7-11) ]



IV.               Depois fazer a oferta divina, ele reúne e enfatiza em duas sentenças nossa parte para alcançarmos este alvo.  Para os outros, devemos fazer como gostaríamos que fizessem para nós (7:12); para nós mesmos, devemos perder a nós mesmos quando entramos pela porta estreita (7:13).



V.                 O teste para saber se estamos nos movendo em direção ao alvo? Ou, se esta Vida Divina está operando em nós: pelos seus frutos (7:15-23).



VI.               O valor de sobrevivência desta nova vida e falta de valor de sobrevivência de uma vida vivida de qualquer outra forma: a casa fundada na rocha e a casa fundada na areia (7:24-27).





Precisamos, e precisamos desesperadamente, de uma redefinição do que é o objetivo da vida. Se estivermos aptos par ter uma adequada filosofia de vida, devemos estar certos sobre o que desejamos acima de tudo. Devemos ver o alvo se quisermos trilhar o caminho para ele com algum grau de confiança. Mas, o alvo da vida na Cristandade é muito nebuloso e incerto. É geralmente é dado como certo que o alvo é chegar no céu. Nossos hinos expressam nossos anseios mais profundos.  Dirija através deles e note a proporção deles que terminam no ultimo verso com alguma menção sobre o céu. Um hindu, funcionário do governo de alta reputação, certa vez, observou diante de um público muito inteligente: “Agora, os hindus depois de elaborar seu destino através de muitos renascimentos tem como seu primeiro alvo a união com o Divino. Vocês, cristãos, depois desta vida tem o céu concedido a você como recompensa por seguir a Cristo.  Por favor, amplie suas medidas”. Eu me achei contorcendo internamente sobre sua declaração do que se toma por certo como o alvo cristão. Isto me parece barato e moralmente mau colocar como nosso alvo de vida, o céu dado em recompensa por um serviço fiel, juntamente com o majestoso sistema de karma em que o homem trabalha seu destino através de incontáveis renascimentos como resultado do que ele fez e é.

Contudo, contorcidos como podemos, explicado como podemos, não deixa de ser verdade que o céu concedido e o inferno imposto estão no campo da mente da Cristandade como o objetivo final. Eu não quero pretender afirmar que toda a Cristandade afirma esta visão, mas eu acredito que nas mentes da maioria, esta visão tem lugar. Eu digo “na mente da Cristandade”, para quando eu volto para o Novo Testamento para encontrar o que é seu objetivo, e vejo algo distinto. Seu objetivo é que o homem seja perfeito como o Pai nos céus é perfeito. Esta não é uma declaração isolada contida no Sermão do Monte. Ela é o tema do Novo Testamento.

A não ser pelo livro das Revelações, que deixamos de lado por um instante, o Novo Testamento fala trinta e três vezes sobre a perfeição como alvo. Ele menciona o céu, doze vezes como um lugar que o homem vai depois daqui. Não estou incluindo nesta conta, o reino dos céus, que, claramente, não deve ser identificado com céu como um lugar, já que em uma de suas frases, ao menos, se diz que o reino dos céus está entre vós. Mas, em nenhuma das doze vezes é dita que o paraíso é o alvo da vida. O céu é estabelecido como a estrutura para algo mais importante em seu centro, que a coisa central é a perfeição de caráter como o Pai dos céus é perfeito. O céu é um subproduto do ser aperfeiçoado. Volte aos trinta e três lugares onde a perfeição é mencionada e encontrará que isto não é marginal e incidental, mas central e enfático. Veja alguns exemplos: “E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado, até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo”.(Ef. 4:11-13). Aqui, o fim do trabalho do apostolo, do profeta, do evangelista, do pastor  e do ensinador é produzir um homem perfeito- perfeito,  não sem qualquer padrão, mas na medida  da estatura da plenitude de Cristo. No Sermão do Monte, sermos perfeitos como o Pai é perfeito  e aqui sermos perfeitos de acordo com a estatura de Cristo, mas como são um, o alvo é o mesmo. Jesus em outro lugar colocou o alvo nestas palavras: “O discípulo não é superior a seu mestre, mas todo o que for perfeito será como o seu mestre”. (Lucas 6:40)

Paulo diz novamente: “Não que eu já tenha obtido tudo isso ou tenha sido aperfeiçoado, mas prossigo para alcançá-lo, pois para isso também fui alcançado por Cristo Jesus. Irmãos, não penso que eu mesmo já o tenha alcançado, mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus”. (Fp 3:12-14). Qual seria este prêmio? O prêmio evidentemente era que ele seja perfeito e por nada menos que sito que ele estava correndo ou  confiando em Cristo. De novo: “A quem anunciamos, admoestando a todo o homem, e ensinando a todo o homem em toda a sabedoria; para que apresentemos todo o homem perfeito em Jesus Cristo; E para isto também trabalho, combatendo segundo a sua eficácia, que opera em mim poderosamente”(Colossenses 1:28,29). O fim do trabalho de Paulo  não era que seus convertidos obtivessem o céu, mas que cada homem pudesse ser perfeito. Quando Jesus diz para o jovem rico, Jesus respondeu: "Se você quer ser perfeito, vá, venda os seus bens e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro no céu. Depois, venha e siga-me". (Mateus 19:21)  Ele não quis dizer que a venda de tudo o faria perfeito, mas  que isso eliminaria os obstáculos  e o colocaria seus pés no caminho da perfeição.

O ideal da perfeição da personalidade humana disposto no Novo Testamento até o livro de Apocalipse foi escrito. Ele foi descrito num período de perseguição e cristãos viam o céu como uma libertação.  Desde então, a ênfase tem sido mudada e céu e inferno agora tomam conta do campo. É mais barato e mais fácil. Não quero dizer que no Livro do Apocalipse não há uma nota de redenção de um caráter moral. Existe sim. Mas, os homens acharam mais fácil tomar a estrutura de um céu lá fora que é retratado do que o fato de uma perfeição interna de caráter que é o centro deste céu. A ênfase do Novo Testamento deve ser restaurada.  Porque se o alvo do cristão é nada menos que a perfeição moral e espiritual individual do caráter então eu posso endireitar meus ombros  e olhar para o mundo cheio de pessoas pensativas diretamente nos ohos, pois meu objetivo não é moralmente barato e nem ruim. Ele é um alvo que posso moralmente respeitar  com todo o meu coração.  Não sei nada melhor.

 Além disso, este objetivo na vida esta alinhado com o desenvolvimento que acontece  na natureza, que parece, nas palavras de Tagore, "levanta as mãos  fortemente  rumo à  perfeição ".

Entretanto, a palavra  perfeição nos deixa um pouco envergonhados. Parecendo  ser algo muito fechado e terminado.  Talvez a concepção de uma vida completa deveria nos fazer menos hesitante que a vida perfeita.  Mas, para ter a concepção do Novo Testamento devemos saber o que é  a vida completa.

O objetivo  final de cada sistemas poderia ser os colocados aqui:

Judaísmo : permanecer  na Casa do Senhor para sempre, assim Jeová o recompensara.


Hinduismo: deve se emergir no Impessoal, mesmo em Brahma, o impessoal. 

budismo:  deve estar na fronteira  entre o Ser e o Nao-Ser mesmo o Nirvana  é  um Ser e Não-Ser.


Islã : deve ter o paraíso de prazer que o próprio  Allah, o todo poderoso  deseja.

Gregos: deve estar entre  os deuses e ser feliz, mesmo porque os deuses são brilhantes e sensualmente felizes.

Humanismo: deve deixar de existir, mesmo porque  todas as coisas devem findar em dissolução.

Cristo: deve ser perfeita como o pai no Deus é perfeito.

Este alvo que Cristo coloca diante de nós é  o  único que não precisamos  nossa desculpar.  Ele diz para o humanista que ele deve ir além do humanismo em sua afirmação dos valores humanos.  Ele afirma que o homem busca perfeição . Isso faz do humanismo com sua pequena  visão do destino final do homem parecer não-humanismo. Isso coloca valor e dignidade e sentido dentro da personalidade  humana.  Um Deus completo e um homem completo devem estar no mesmo universo. Seu alvo não é  uma negação mas uma poderosa afirmação.  O essencial deve ser perfeito. O  Oriente não é  apenas um cinismo do mundo, é  uma personalidade  cínica.  Seu comportamento não é  apenas ficar livre do mundo mas também ficar livre da personalidade seja no Nirvana ou seja no Brahma.  Assim, o mundo é  nada e os valores morais não tem um significado final para qual eles possam pertencer e isso será descartado  na versão final. Por outro lado, o evangelho afirma o mundo e afirma a moralidade porque ele afirma a personalidade.  Jesus disse: "quem quiser salvar sua própria vida  perder-la-à mas quem perder por amor do meu nome, salva-la-à". A personalidade  é  finalmente afirmada, ela salva viva. Budismo  salva se estiver morta. Hinduismo salva ela na perda de sua identidade em Deus.  Somente o evangelho a salva quando viva.

Mais do que isso,  se somos para sermos perfeitos como o Pai nos céus é perfeito, então as mesmas leis morais que governam o agir de Deus deve governar o nosso. Em outras palavras, as leis morais não estão enraizadas na mudança de costumes dos homens, mas elas estão fincadas na própria natureza do Divino.  Isto nos dá um universo moral estável e isto significa que as distinções morais tem um significado último.  Elas não são lunáticas, para Deus não são lunáticas. Elas são confiáveis e ordenadas. Eu posso ter um respeito moral por um Deus que vai agir em tudo que ele requer do homem. O universo é, então, todo uma peça disto é um universo e não um multiverso.

"Tudo que Deus requer de mim, 
Eu sei que Ele em si mesmo é"

Aqui está a diferença essencial entre o evangelho e os outros modos de vida; Hinduísmo e Budismo baseiam suas éticas na lei do karma, que é independente de Deus; o Islã baseia sua moralidade na vontade de Deus, Cristo baseia isto na natureza e essência de Deus. Estas leis morais são a própria expressão de seu ser e pede ao homem nada que ele mesmo não praticou. Emerson coloca nestas palavras: 

"Não seja meu olhar onde os querubins e os serafins não podem ver,
Mas, nada pode ser bom nele que seja mal em mim"

Um pensativo editor hindu resumiu isto  para mim desta maneira: "Hinduismo é Deus sem moralidade. Budismo é moralidade sem Deus. Cristianismo é Deus com moralidade". 

Isto tem sido sugerido que o Sermão do Monte veio de fontes budistas, mas isto negligencia a essencial diferença entre dois conceitos de moralidade, um que está baseado numa lei impessoal do karma, que não tem qualquer conhecimento de qualquer Deus,  e outro que baseia na natureza e essência própria de Deus. Além disso, em um, a personalidade é finalmente perdida e noutro, a personalidade é afirmada e aperfeiçoada como Deus é perfeito.  As diferenças são muito maiores que as concordâncias.
Muitos que pensaram sobre a perfeição cristã como Wesley, em busca de trazer a perfeição para dentro das fronteiras desta vida, ensinaram que a perfeição falada no Sermão do Monte diz respeito a perfeição em amor e não no caráter ou na conduta. Certamente, a perfeição falada aqui inclui perfeição no amor como seu começo e base e isto pode ser encontrado com as fronteiras desta vida, mas se isto é tudo, então a perfeição não é perfeita o suficiente. Para haver a perfeição no amor, por vezes, é reivindicado junto uma grande imperfeição no caráter e na conduta. Não, a perfeição mencionada mencionada aqui é muito mais abrangente pois devemos ser perfeitos como o Pai nos céus é perfeito, não, claro, na infinitude e quantidade, mas certamente na qualidade. Isto visualiza algo que, enquanto isto começa nesta vida, não pode ser confinada ou pode ser completada com as fronteiras desta vida, mas deixa aberto a possibilidade de eras de crescimento e desenvolvimento.  Um céu em que  de eras de crescimento em perfeição deve  ser um céu que vale a pena. 

Se a perfeição e não o prazer é objetivo, então este universo tem de ser um universo de disciplina, de dor, mesmo de dureza. Eu preciso deste tipo de escola se minha graduação signifca que "Genius é desenvolvido na solitude, mas o caráter é feito na corrente da vida" em meio a bufês e bençãos. Eu aceito o curriculum desta escola, porque acredito que sairá um caráter. Uma das grandes necessidades da vida religiosa moderna na Cristandade é disciplina.  Ela tem sido, de todo, muito barata e fácil. O alvo da perfeição deveria ser colocar esta muito necessária disciplina dentro da vida cristã. 

Seja vós, então, perfeitos como o Pai nos céus é perfeito, que alvo para a vida humana! que profundidade e dignidade e sentido que isto coloca dentro da vida! "Eu sou um girino  de um arcanjo" clamou alguém. Mas, eu sou mais: eu sou o embrião  do homem que é para ser perfeito como o Pai é perfeito. Logo, nada vai me parar. Não posso demorar pelo esquecimento. Ó, pequenez, não ponha cãibra, as mãos em mim, porque fui feito para a grandeza; carne, não me prenda, pois estou indo para um alto destino. Ó mundo, me ensina, mas não me enreda, pois o perfeito me chama. E eu devo ir.

E. STANLEY JONES: O HOMEM NO MONTE

tradução livre de
CHRIST OF THE MOUNT de 
E. STANLEY JONES

Capítulo 1: O homem no monte.

Chamamos isto de o Sermão do Monte. Ao chamá-lo assim acabamos cometendo uma injustiça e diminuímos seu tom. Num sermão, tomamos um texto e expomos ele. Não há nada disso aqui. Este não é um sermão apenas, é um retrato, um retrato de Jesus em si mesmo e do Pai e de como homem-deve-ser. Verdade, que ele não coloca como um retrato de si mesmo, mas enquanto desenha as linhas na figura do Pai e do como homem deve ser descobrimos que ele mergulha seu pincel nas profundezas de sua própria vida e experiência e, assim, gradualmente vemos sua face adorada, a interpretação tanto de Deus como do homem. Não temos aqui linhas de algum código, mas traços de Um Personagem.

Jesus é a simplificação de Deus. Todas as grandes descobertas são simplificações.  O pensar move-se do complicado para o simples. "O fato curioso permanece" diz o Professor Vaughan"que na ciência e na filosofia a hipótese mais interminável e pesada vem primeiro, especialmente para uma mente ensinada e a hipótese simples e adequada aparece por último".  Todos os sistemas religiosos e filosóficos da Grécia, Índia e China se completaram e alcançaram seu topo antes do tempo da vinda de Cristo.  Um é profundamente  impressionado com a perspicácia do homem que escreveu as Upanishads, mas ele também profundamente influenciado pelas complicações, meandros e labirintos do seu pensamento sobre Deus. Eles sofrem de uma sobrecarga mental. Os homens,  provavelmente, nunca irão de novo tão longe atrás de um complicado uso de palavras na busca do divino como aquelas colocadas em sânscrito. Eles foram os melhores em palavras. O que era necessário era a Palavra Melhor. Então, a Grande Simplificação tomou lugar. A Palavra se fez carne.

Jesus é chamado de a Palavra porque a palavra é a expressão do pensamento oculto. A menos, que coloque meu pensamento em palavras, ninguém entender nada. Aqui é Deus, nós sentimos sua presença, mas seu Espírito permanece oculto. Queremos conhecer como ele é sem onipotência, nem em onisciência e nem em onipresença; a revelação disto poderia fazer pouco ou nenhum bem, mas devemos saber seu caráter, por aquilo que ele é em seu caráte, nós, suas crianças, devemos. Então, o Pensamento Oculto- Deus- se torna a Palavra Revelada: Cristo.

Minhas palavras são da encarnação, da prole, do filho, do meu pensamento. Então, a Palavra, Jesus, é o Filho do Pensamento, Deus. Como vemos acima através das palavras de um homem entendemos seu pensamento, então vemos através de Jesus para conhecer a Deus como ele é.  Deus é como aquilo que vemos em Jesus. E se ele é, então ele é um bom Deus e confiável. Não pedir nada melhor. Streeter coloca desta forma: "Suponha que seu filho venha até você e pergunte: É Deus sábio como Einstein? Você provavelmente riria. Mas, a criança deveria dizer: É Deus tão bom como Jesus? Você deveria estar hábil para dizer que Deus é melhor que qualquer homem, mas no seu coração do corações você provavelmente dirá ( para si e não para a criança) que a questão real é, É Deus tão bom como Jesus?".  Isto não é um exagero, a dúvida moderna não é concernente a Jesus, mas sim a Deus. "Eu não entendo Deus, mas a personagem de Jesus é uma das coisas que mantém meu mundo em pé, diz um homem brilhante em nossas Conferências de Mesa Redonda. Um doutor da Europa  protestou quando eu escrevi esta sentença: "se o Coração que está por trás do Universo é como este gentil coração que se quebra na cruz, ele pode ter meu coração sem qualificação" dizendo,"eu concordo com você quando você diz que esta vida vivida de acordo com Jesus é a melhor e mais fina que podemos conhecer, mas porquê você escreveu coração com C maiúsculo, como se o ser horrível por trás do universo tivesse um coração?" Esta dúvida do doutor não era em relação a Jesus mas a respeito de Deus. Mas Jesus disse e mostrou que eles eram um - "Eu e o Pai somos um".Assim como a palavra e o pensamento são um, então Jesus e o Pai são um.

Em outro lugar, Jesus disse: "O Pai é maior do que eu". Estas declarações não são contraditórias? Não, não necessariamente, pois enquanto o pensamento e a palavra são um, não obstante o pensamento é maior que a palavra. Toda expressão do pensamento por palavras significa uma limitação do pensamento. Você deve olhar ao redor para ver se pode encontrar uma palavra que vai adequadamente expressar um pensamento. Então Deus, expressado na Palavra, é limitado  pela própria natureza do caso. O Pai - o Deus inexpressado, é maior que o Filho- o expressado Deus. E ainda assim são um.


As palavras do homem são, para aqueles de fora dele, o caminho para seu pensamento. Então, Jesus, a Palavra, é o caminho para o Pensamento, Deus. Mas,  minhas palavras não são uma terceira coisa que fica entre você e meu pensamento, elas são meus pensamentos projetados para você, meu pensamento se tornando disponível. Se você tomar minhas palavras, você toma meu próprio pensamento, Jesus não é uma terceira pessoa que fica entre eu e Deus. Ao invés disso, ele é Deus projetado para mim, Deus se tornando disponível. Ele é um mediador no sentido que ele medeia Deus para mim, então, quando tomo posse dele eu tomo posso do próprio ser de Deus.

Esta Palavra não é uma Palavra soletrada, esta é uma Palavra vivida para fora. Ele é, de fato, o discurso da eternidade traduzido na linguagem do tempo, mas a linguagem é a Vida. O método de Deus é um Homem. Jesus é Deus falando para o homem na rua. Ele é Deus encontrando a mim em meu ambiente, o ambiente humano. Ele é Deus mostrando o seu caráter no lugar onde os caracteres são formados. Ele é a vida humana de Deus. Ele é aquela parte de Deus que podemos enxergar. E se o resto de Deus é como isto que podemos ver, então está tudo bem, Deus significa o bem e ele deseja que nos também nos encontremos bem. 

Contudo, a Vida era verdadeiramente humano. Ele encontrou a vida como um ser humano. Ele não pediu nenhum poder para sua batalha moral que não esteja disponível para nós.  Ele fez milagres, mas apenas para os outros e em resposta a uma necessidade humana. Seu caráter foi uma conquista.  Tudo que ele deixou diante dos homens em palavras ditas no Monte aconteceram em sua própria alma. Elas eram possíveis de serem vividas, pois ele as viveu. "Ficamos felizes em ler sobre o Homem que praticou tudo que pregou" escreveram alguns estudantes hindus que receberam bíblias de presente em sua graduação. Ele fez. 

O Sermão do Monte é possível, por causa do Homem que primeiro falou estas palavras as praticou, então, a prática delas produzem um caráter tão belo, tão simétrico, tão atraente, apenas como a vida deveria ser, ele é tão inescapável no campo moral como a gravidade é para a física. 

As palavras do Sermão deve ser interpretadas na luz desta Face. Ele coloca um novo conteúdo em palavras antigas pela ilustração de sua própria vida. Ao interpretar o Sermão do Monte, geralmente, aplicamos métodos de criticismo histórico e isto nos dá as palavras com o seu significado como do Antigo Testamento ou num panorama contemporâneo. Talvez nós ganharíamos muito mais deste método, mas talvez nós também estamos perdendo o ponto central e reduzindo o todo a um eco de um ditado disperso vindo do passado. Seus ouvintes não se sentiram assim sobre isto, eles foram atingidos  com novidade que foi posta, como Baying: "Eles estavam espantados com seu ensino: pois colocaram que ele ensinava com autoridade e não como seus escribas".

Você pode apontar dizeres paralelos no passado, e ainda quando você faz isso, você perde a coisa central que era o aroma que estava sob estas palavras, o contágio de sua Pessoa moral, o senso de profundidade que vinha do fato que ele falava e ilustrava as palavras. Ele não estava apresentando um novo conjunto de leis, mas demandando uma nova lealdade para sua pessoa. A lealdade para sua pessoa era para ser expressada em cuidar das coisas que ele incorporava. Ele era a encarnação do Sermão do Monte, e para ser leal a ele significa ser leal ao seu caminho de vida. "Para o bem da justiça  era uma palavra do passado, para o meu bem era a nova palavra; "Para o bem da justiça era o cumprimento da lei, para o meu bem, era o cumprimento da Vida. A coisa surpreendente é que ele usa ambos e os faz sinônimos (Mt 5:10,11), e assim, alega, incidentalmente, que ele era a encarnação da justiça do universo. A nova lei era a Vida. Isto levanta a bondade do legalismo e a baseia no amor.

A diferença essencial entre o Farisaísmo e o ensinamento de Jesus está aqui: "Um era sobre devoção para uma ideia da Lei, o outro era devoção para a Pessoa - o Evangelho". No primeiro, um poderia sentir que ele estava completo e poderia ficar no templo dando graças a Deus porque ele não era outra pessoa; mas o outro nunca poderia sentir que alcançou, porque o amor sempre abre outras portas novas. Um produzia o perfeito fariseu e o outro produz o perfeito amante. "Se religião é a respeito de amar uma pessoa não pode haver limite para o dever e não pode haver nenhuma questão de mérito" diz Findlay, e ele aponta seu dedo para esta verdade essencial. Existe um exagero no Sermão do Monte que assusta e choca a mente legalista. Não vê limite do serviço, a primeira milha não é o bastante, ele vai duas; o casaco não é suficiente, ele vai dar a capa também; amar os amigos não é suficiente, ele vai amar os inimigos também. Venha com isto para a mente legalista e isto será impossível ou um absurdo, venha com isto para a mente do amante e nada diferente disto é possível. A atitude do que ama não é uma nascida do dever, mas do privilégio. Aqui está a chave para o Sermão do Monte. Erramos ele completamente se olhamos para ele como um gráfico do dever cristão, ao invés disso, aqui está um gráfico da liberdade cristã que nos leva além, fazer aquilo que o amor impele e não meramente aquilo que o dever compele. O fato é que isto não é lei sobretudo, mas uma lira que tocamos com os dedos do amor em devoção feliz. Esta felicidade, essa piedade alegre é a expressão de um amor e não uma compressão de um dever advindo da lei.

Coloque o Homem, que fala essas palavras num contexto e olhe apenas para seus dizeres e elas se tornam elevadas como as montanhas do Himalaia e também impossíveis. Mas,  coloque um toque caloroso da sua revigorante amizade dentro disso,  e qualquer coisa, tudo se torna possível, porque estas coisas não podem ser realizadas vindas de um princípio unitário, mas de um plano cooperativo.

Eu disse acima que Jesus era a grande simplificação de Deus. Ele também é a simplificação do dever. "Ame e faça o que gosta", ele diz em essência. E as coisas que você vai gostar são justamente estas coisas "impossíveis" que ele deixou aqui no Sermão.

Mas, ele não é apenas a simplificação de Deus e do dever, Ele também é a simplificação das palavras. As palavras nunca foram reduzidas ao máximo de sua essência como aqui. Elas também são tão reduzidas que parecem que cessam sua função como palavras e se tornam fatos. De alguém, é dito que suas palavras eram meia-batalhas. Segure firme estas palavras e você vai encontrar o segura da Palavra. O Sermão do Monte é o Homem no Monte. 

Contudo, esta Palavra é uma Palavra que se desdobra. "Eu tenho ainda muitas coisas  para dizer para você, mas você ainda não pode aguentar elas agora". Ele está dizendo coisas para cada geração como se elas estivessem prontas para ouvir e responder. Não temos ainda interpretado completamente o Interprete. Nos dias do Novo Testamento era dito que quando as pessoas o ouviam, "elas estavam além da medida surpreendidas, dizendo, Ele tem feito as coisas todas bem, ele faz o surdo ouvir, o mudo falar". Sim, graças a Deus, ele fez as coisas bem , mas esta interpretação também é muito limitada. "Todas as coisas bem" significa mais do que fazer o surdo ouvir e mudo falar. Agora podemos ver que Ele colocou diante de nós, um ideal perfeito do viver humano, dando-nos uma filosofia de vida, encontrou o pecado, sofrendo e morrendo na cruz, ressuscitou, redimiu e leva as eras e deixa aberto os portões da plena vida para todos os homens. Talvez, as era por vir vão dizer que tentamos interpretar a Ele de um modo muito limitado e pequeno.

Este livro não vem com nenhum ar de finalidade na interpretação destas palavras de Jesus. Seu propósito só pode ser conquistado se isto amplia nossa visão de Cristo. Porque Ele é a Palavra final de Deus e está revelada a nós.



terça-feira, fevereiro 11, 2020

atos 20

Semana 20 Atos 20: 1-38 Adeus a Éfeso

Introdução: Este capítulo conta como Paulo deixou Éfeso, onde ele havia morado por aproximadamente três anos. De particular interesse na “despedida do Anciãos efésios ”nas vv.17-38, porque a) é o único discurso ou endereço em Atos
que é entregue a uma audiência cristã eb) é o único discurso ou
especificamente aos líderes cristãos originais - anciãos ou bispos (v.17
e 28). Isso, portanto, mostra-nos quais foram as “palavras de encorajamento” que
Paulo costumava fortalecer igrejas jovens e novos líderes.
1. vv.1-16. Para onde Paulo estava indo quando partiu de Éfeso?
Por que ele seguiu uma rota tão indireta? Como foram esses
dificuldades realmente uma vantagem para Paulo e a igreja? o que
você aprende com você mesmo (cf. Gn 50, 20)?
Para onde ele estava indo?
Por cerca de três anos, Paulo fez de Éfeso a base para sua igreja evangelística e
ministério de plantação na Ásia Menor. Mas Lucas nos mostra que Paulo não pretendia
fique lá. Em 19:21 nos dizem que Paulo planejava voltar a Jerusalém e,
depois disso, vá para Roma. 16:16 também nos mostra que Jerusalém era seu objetivo, mas cedo
o capítulo 20 mostra que sua viagem a ele era continuamente interrompida e desviada
em desvios e atrasos. Por quê?
Por que ele seguiu uma rota tão indireta?
a) Primeiro, vemos que ele pretendia que fosse um pouco indireto, porque ele
queria combinar uma visita típica às igrejas da Macedônia e Grécia com
sua viagem para casa. v.2 nos diz “ele partiu para a Macedônia”, o que obviamente não é o
caminho mais direto para Jerusalém! Ele poderia ter ido direto para a costa da Ásia Menor
e navegou para casa. Mas ele pretendia ir para a Grécia e navegar para casa a partir daí
(v.3-ele estava prestes a navegar para a Síria) para poder visitar as igrejas que havia plantado.
O que isso nos mostra? Novamente nos mostra que o ministério de encorajamento é
absolutamente crucial, especialmente para os novos crentes. (Lembre-se do ministério de
Barnabus nos capítulos anteriores.) Novamente, temos a palavra grega paraklesis
(“Encorajamento”) usado duas vezes - Paulo encoraja os efésios (v.1) e depois vai
através de todas as igrejas fornecendo “muitas palavras de encorajamento”. Então aqui nós
aprendemos que o incentivo é um ministério tão importante que devemos deixar
nós mesmos somos muito incomodados para fornecê-lo. Tem uma prioridade.
b) Mas no caminho ele encontrou oposição e perigo, o que transformou a viagem em um
mais longo do que ele havia planejado. Ele chegou à Grécia e ficou por três meses,mas soube de uma conspiração contra ele. Como resultado, ele foi forçado a voltar
através da Macedônia, uma rota terrestre muito mais longa até seu destino (v.3). Depois na v.16
nos disseram que ele pretendia voltar para Éfeso, mas ele novamente teve seus planos
interrompido por uma trama relatada. Assim, ao final de tudo isso, “ele estava com pressa de
chegar a Jerusalém ”.
Que vantagem foram essas dificuldades?
Certamente esses perigos foram muito angustiantes para Paulo e também muito frustrantes,
desde que seus planos e horários foram interrompidos continuamente. No entanto, do nosso
perspectiva, podemos ver várias maneiras pelas quais Deus usou todos os atrasos. a)
Geralmente, isso significa que as igrejas receberam muito mais "palavras de encorajamento"
de Paulo do que ele havia planejado (v.2) para dar a eles. Por exemplo, o magistral
“Adeus aos anciãos efésios” que ocupam a última parte deste capítulo
nunca foram entregues se os planos de Paulo se mantivessem. Deus simplesmente sabia que esses
as pessoas precisavam mais de Paulo do que ele próprio pensara. b) Particularmente, o
a cura milagrosa de Eutychus (v.7-12, veja abaixo) nunca teria ocorrido se
Paulo não havia retornado pela Macedônia. c) A maioria dos comentaristas acredita que
Paulo escreveu o livro de Romanos enquanto estava na Grécia nesta viagem. (Vejo
F.F. Bruce, pp.404-405 para algumas das evidências.) Então, talvez possamos atribuir
nossa posse desse importante trabalho aos atrasos que deram a Paulo tempo para
escrever.
Em Gênesis, os irmãos de José o venderam como escravo no Egito e, como resultado, ele
levantou-se para ser um grande líder que salvou sua família e a nação. Quando ele
confronta-os, ele diz: "você quis dizer isso para o mal, mas Deus fez isso para o bem".
(Gn 50: 20). Que afirmação! Não atenua a má intenção e a pecaminosidade
de suas ações, mas insiste que os propósitos amorosos de Deus não podem ser frustrados pelo
eles. Do mesmo modo, os inimigos de Paulo foram usados ​​por Deus para o bem. este
Paulo não poderia ter sido algo que Paulo podia ver do seu ponto de vista na época,
mas podemos ver do nosso. Quando nossos planos de vida dão errado, nós
lembra das palavras de José e da vida de Paulo?
2. vv.7-12. Por que a história de Luke é tão detalhada? Como os detalhes nos dizem
sobre o que aconteceu com Eutychus? Que evidência há de que Lucas
está descrevendo uma ressurreição, não uma ressuscitação? O que aprendemos
aqui sobre adoração cristã primitiva?
Por que essa conta é tão detalhada?
Este é um relato de testemunha ocular, porque temos aqui uma "passagem de nós" (v.7)
indicando que Lucas estava presente. Como resultado, ele pinta uma imagem muito detalhada de
o que aconteceu.
Como os detalhes nos dizem o que aconteceu?
Primeiro, somos informados de que Eutychus era uma neanias (v.9), que é um termo geral para
jovem, mas o v.12 o chama de pais que geralmente é usado por alguém de 10 a 15 anos.
Segundo, somos informados o suficiente sobre as condições da reunião para explicar como ele
adormeceu.
Houve uma reunião noturna, ainda à meia-noite (v.7), e foi
uma longa reunião, na qual Paulo perseguiu “sem parar” v.9 - uma atitude incomumente sincera
descrição de um pecado ministerial comum! Lucas também menciona que havia
“Muitas” lâmpadas de óleo entrando naquele aposento, criando uma atmosfera abafada. O fato
que Eutychus estava sentado no parapeito da janela indica que ele estava
lutando contra a tendência de adormecer e se mudou para a janela para conseguir
ar fresco. Como confirmação dessa percepção, vemos que ele “estava afundando em um
sono profundo ”, uma forma verbal que é progressiva, mostrando que foi um processo demorado.
Ele adormeceu e caiu no chão a partir do terceiro andar, e quando eles correram
até ele, para buscá-lo, ele estava morto (v.9). Paulo desceu e imediatamente
jogou seu corpo no corpo do garoto e o abraçou e disse: "não tema! Ele é
vivo! ”(v.10). É uma visão muito emocionante.
Que evidência temos de que Lucas foi um milagre e não uma ressuscitação?
a) Primeiro, Lucas diz que quando ele foi apanhado, ele estava morto. O NEB
traduções diz que ele foi “apanhado como morto”, porque os tradutores pensam que
isso não foi um milagre. Mas o texto grego simplesmente não diz isso. Diz que ele estava
morto. b) Segundo, Lucas, um médico, foi testemunha ocular do evento, e ele
declara-o morto. c) Terceiro, a ação de Paulo com o menino é fortemente
remanescente de Eliseu ressuscitar o garoto morto em II Reis 4: 32-33. Os paralelos são
óbvio. Muitos acreditam que as referências à prostração de Paulo sobre Eutíquo
descrever a ressuscitação boca a boca, mas Eliseu fez a mesma ação física,
e foi uma ressurreição, não uma ressuscitação. d) Por último, devemos perguntar por que Lucas
registraria um mero erro e ressuscitação? Este é outro dos milagres
que Lucas fornece para nos mostrar que Paulo era o instrumento de Deus.
O que aprendemos sobre a adoração cristã primitiva?
a) Esta é a primeira referência que temos que os cristãos se reúnem semanalmente no domingo
(“O primeiro dia da semana” v.7) para adoração, não no sábado como os judeus. Se nós
maravilha - por que nos encontrar na noite de domingo? - devemos lembrar que naquele período pré-cristão
domingo de cultura não era um "dia de folga", e como muitos dos primeiros cristãos
escravos e servos, eles não estariam livres para se encontrar de manhã. b)
Segundo, naquele dia eles “quebraram o pão”, o que significava que ambos comiam juntos,
e, nesse contexto, celebrou a Ceia do Senhor. (Ver Atos 2: 42 - onde “quebrar
o pão ”é claramente um ato de adoração cristã.) c) Terceiro, vemos que a pregação
fazia parte do serviço. À primeira vista, parece que foi um
sermão enormemente longo - ele falou até a luz do dia (v.11)! Mas John Stott aponta
que a palavra traduzida como "falou" nas v.7 e 9 é a palavra dialegomai - para "diálogo"
ou discutir. E, portanto, além do ensino, teria havido muito
mais como um “estudo bíblico” no qual havia perguntas e respostas e compartilhamento
de insights e experiências. Mas a palavra na v.11 para o discurso de Paulo é homileo
(de onde vem a palavra antiga "homilia" ou "sermão"). Este foi um sustentado
sermão.
As implicações disso são importantes. Devemos combinar a Palavra e
Sacramento da Ceia do Senhor juntos em adoração. Algumas pessoas insistem que isso
significa que devemos ter comunhão toda vez que pregamos a Palavra. Mas isso é um
passagem descritiva, não uma passagem que estabelece diretrizes e regras.
No entanto, devemos concordar com um equilíbrio. As igrejas "altas" enfatizam tradicionalmente  sacramento e menosprezar a “homilia” ou a pregação - as igrejas “baixas” fazem isso
ao contrário. Aqui vemos a igreja primitiva combinada.
3. Compare as versões 17 e 28. O que aprendemos sobre como os primeiros
igreja foi governada a partir desses versículos?
Primeiro, aprendemos a forma de ministério em equipe do governo da igreja primitiva. A igreja em
Éfeso era liderado por uma equipe de líderes, não por um único ministro ou
executivo. Estes são os "anciãos" e "superintendentes" - palavras plurais, é claro. John
Stott (que é episcopal) deduz disso que “não há mandado bíblico
seja para a banda de um homem (um pastor tocando todos os instrumentos do
orquestra) ou para uma estrutura hierárquica ou piramidal na igreja local (uma única
pastor empoleirado no ápice da pirâmide). Nem sequer está claro que cada um dos
os anciãos estavam encarregados de uma igreja doméstica individual. É melhor diluí-los como um
equipe, algumas talvez com a visão de igrejas domésticas, mas outras com especialistas
ministérios de acordo com seus dons, e todos compartilhando o cuidado pastoral da igreja de Cristo.
rebanho. Hoje precisamos recuperar esse conceito de equipe pastoral na igreja.
Segundo, aprendemos a forma não hierárquica do governo da igreja primitiva. Lá
são três palavras importantes que todos se referem igualmente aos líderes dos efésios
igreja - a palavra presbyteroi (v.17), episkopoi (v.28) e poimenoi (v.28). A palavra
presbyteroi, do qual a palavra "presbiteriano" vem, significa "anciãos" - maduros
e sábio. A tradução da NVI da palavra "episkopoi" na v.28 é "superintendentes" -
supervisores em autoridade. Mas a palavra "superintendentes" mascara a importação do
frase. "Episkopoi", de onde vem a palavra episcopal, significa "bispos".
Por fim, a palavra poimenas, traduzida como "pastor", significa "pastor". Agora
O que isto significa? Significa que nesta igreja os bispos, os presbíteros e os
pastores eram todos do mesmo grupo. Não há conceito de anciãos que se sentam como uma espécie de
conselho de supervisão, mas que não pastorina pessoas. Nem existe o conceito de um
pastor que é pago pelos anciãos para fazer todo o seu ministério. Também não há
indicação de que os bispos eram de “posição mais alta” do que os pastores de posição mais alta
do que idosos.
Devemos tomar cuidado para não usar esta única passagem para rejeitar e condenar todos
formas contemporâneas de governo da igreja. De fato, esta passagem mostra que o
A igreja efésica operava de maneira diferente em algum grau do que a presbiteriana,
Igrejas episcopal e católica. Devemos lembrar que esta é uma descrição
passagem, não uma passagem tentando estabelecer todas as diretrizes para o governo da igreja.
Talvez outras igrejas tivessem outras abordagens ao governo. Mas nós podemos aprender
princípios gerais importantes. a) Deve haver ministério em equipe na igreja. b)
Não devemos pagar cerca de uma ou duas pessoas para pastorear. c)
O governo e a disciplina na igreja não devem pertencer a um indivíduo autocrático.
líder.
4. vv.18-36. Faça uma lista dos deveres específicos que Paulo recomenda
Os líderes cristãos devem fazer: a) exemplo, e / ou b) direção.
Por exemplo:
Primeiro, ele pregou (v.20). Isso é primário - as pessoas precisam da verdade, e ele
comunicou a eles.
Segundo, ele pregou tudo o que seria útil para você (v.20). Ele não apenas
pregar o que o excitou ou intrigou - mas ele escolheu e preparou todos os seus
ensinando às necessidades pessoais das pessoas. Isso não significa que ele apenas deu
eles o que eles queriam, mas sim o que eles precisavam.
Terceiro, ele ensinou essa verdade de duas maneiras: "ambos--"
a) Publicamente em ambientes de grandes grupos, cultos e assim por diante.
b) De casa em casa, provavelmente tanto em ambientes domésticos informais quanto
“Igrejas domésticas”, que são como nossos pequenos grupos.
Quarto, ele pregou para judeus e gentios, procurando não negligenciar ninguém
grupo, mas incluir todos na comunidade do rei.
Quinto, ele “se formou nas maiores” - arrependimento e fé (v.21), sobre graça e
reino (v.24-25).
Sexto, por outro lado, ele não “hesitou em declarar a você toda a vontade de
Deus ”(v.27). Isso não pode significar "tudo o que Deus sabe" ou mesmo "tudo no
Bíblia". (Lembre-se de que ele escolheu o que era útil - v.20). Mas juntamente com o
termo “não hesite” e “sou inocente do seu sangue”, vemos que Paulo quer dizer que ele
não se conteve com as coisas difíceis e os aspectos difíceis do
evangelho, bem como as bênçãos e recompensas gloriosas. Ele não revestiu doces o que
o evangelho requerido.

Por direção:
Primeiro, ele diz a eles para vigiarem a si mesmos (v.28). Ele sabiamente coloca isso em primeiro lugar.
Eles não podem guardar e nutrir a vida espiritual de outras pessoas se não o fizerem primeiro.
com eles mesmos!
Segundo, ele diz para eles vigiarem ... todo o rebanho ”. A palavra "vigiar"
ea caracterização da igreja como um “rebanho” aponta para o trabalho crucial da
pastor para proteger as ovelhas indefesas dos predadores. No contexto de todas as
ênfase no ensino da Palavra de Deus com precisão e coragem (v.28) e
útil e praticamente (v.20), Paulo deve se preocupar com os "lobos" que são
falsos mestres, que “distorcem a verdade” (v.30). Então eles estão sendo orientados a guardar
a doutrina da igreja. Lembre-se - isso significa que eles devem ver que a Bíblia
é ensinado com precisão e utilidade. (Deve ser possível ser preciso e
inútil)
Terceiro, ele diz para eles serem pastores da igreja ... que ele comprou com seus próprios
sangue. [Aliás, este é um dos lugares mais diretos e impressionantes da Bíblia
onde Jesus é chamado de "Deus" - porque a igreja foi comprada com o sangue de Deus.]
Essa direção pode ser parafraseada, “valorize e valorize as ovelhas”. Isso significa que eles
não são simplesmente distribuir informações boas e corretas, mas cuidar com ternura e
pessoal para o povo, lembrando seu valor para Jesus. Afinal - se ele estivesse
disposto a dar do seu sangue sacrificialmente, por que você não pode dar a eles do seu tempo
e energia sacrificialmente
5. vv.18-36. Faça uma lista dos traços de caráter específicos que Paulo
insta os líderes cristãos a terem, a) exemplo e / ou b)
direção.
Por exemplo:
Primeiro, ele não é covarde. Observe como duas vezes ele diz que não "hesita" em
ministrar a palavra (v.20 e v.27). Ele sabe que está destinado à morte, mas ele
não se importa (v.24).
Segundo, ele não é arrogante. Ele fala diretamente de sua "humildade", mas depois elabora
sobre o que ele quer dizer quando diz que ministrou “com lágrimas” (v.19 e v.31). Isto é
impressionante - seu povo sabia que ele não os “advertiu” e os ensinou porque ele era um
"Conheça tudo", mas porque ele os amava apaixonadamente e estava disposto a
sacrifique tudo em seu benefício.
Terceiro, ele não é ganancioso. (v.33-34) Estava claro para todos que ele não estava no ministério
para o dinheiro. Ele também foi um exemplo de generosidade positiva para com os outros (v.35).
Por direção:
Ele os instrui a crescer através da Palavra de Deus. Ele diz para eles crescerem
a palavra da graça que é capaz de edificá-lo (v.32). Este é um notável
descrição do evangelho, o ensino apostólico. Quando vamos à Bíblia, vemos
a) trata-se da graça como tema central eb) tem vitalidade para crescer e construir
nós espiritualmente.
Considere que essas características podem ser aplicadas a qualquer pessoa que esteja "liderando"
ou cuidar de mais alguém na comunidade cristã. Eles são
requisitos em qualquer nível. Você precisa deles se estiver tentando ajudar um
novo cristão crescer, ou apoiar uma pessoa que está sofrendo, ou liderar
um pequeno grupo - e também se você está liderando uma igreja inteira. Como está
você está fazendo com eles?