sábado, junho 25, 2011
Eugene H. Peterson: Memórias de um pastor 2
PASCOA - na salvação, Deus se torna pessoalmente presente a nós, na oração, respondemos nos tornando pessoalmente presentes para Deus. A salvação do exodo é um evento histórico, a oração cultiva a intimidade da salvação ... pastores, falam isto. Escutem todos os dias o que as pessoas tem a dizer, ajudem essa pessoas a entenderem que as historias que elas nos contam estão sendo entenebricidas na grande história contada no Sinai.
PENTECOSTE- festa da revelação da lei no Sinai, está ligada a história de Rute, como Deus fala a partir de historias comuns .., pastores, façam isto, escutem todos os dias o que as pessoas tem a dizer, ajudem essas pessoas a entenderem que as historias que elas nos contam estão entetecidas na grande história contada no Sinai.
NONO DE AB- o jejum em pesar pela destruição da cidade e do templo, assim parecia, pela perda até mesmo de Deus... pastores, façam isto. Não expliquem o sofrimento, não prometam que tudo logo vai passar. Não culpem as pessoas por seu sofrimento. Enfrente-o com elas. Seja o seu companheiro, paciente no sofrimento.
FESTA DOS TABERNACULOS- os anos de peregrinação no deserto são representados por tendas- tabernaculos- montadas em cima das casas e nos quintais. Pastores não façam o que as pessoas querem ou pedem de vocês. O mercado religioso está repleto de milagreiros, de gente produzindo respostas, e todos eles dizem ter credenciais outorgadas por Deus.... Dizer não é tão importante quanto dizer sim.
PURIM- o livramento do genocidio na Pérsia, é celebrado num festival gastronomico, de troca de presentes e risos, tem a ver com a história de Ester.... pastores, lembrem-se que vocês estão trabalhando com uma comunidade formada em Deus, lembrem-se sempre disso, e não com uma comunidade formada no medo, motivada pelo sucesso, pela satisfação das necessidades, deixam a história de Ester se tornar o texto que interpretará sua congregação
FONTE MEMÓRIAS DE UM PASTOR.
sexta-feira, junho 24, 2011
Eugene H. Peterson: Memórias de um pastor
"Muita gente tem dificuldade em crer que Jesus foi concebido no ventre virgem da Maria. Tínhamos dificuldade em acreditar que a igreja estivesse sendo concebida no ventre de uma catacumba que eramos nós. Contudo, não abrimos mão dessa história. Teria sido muito mais fácil imaginar uma igreja formada por um grupo de elite de homens e mulheres ávidos pela beleza da santidade, igreja tão magnificas quanto a curvilínea Tirza e tão terrível para as forças do mal quanto um exercito com bandeiras . Mas, se assim fosse, onde estaríamos? Não teríamos chance de participar dessa igreja" p. 143
quarta-feira, fevereiro 03, 2010
Eugene Peterson: Salvação

Marcos 8:27—9:9 é a passagem que serve de ponte, no centro do relato, entre as várias evocações de vida na Galiléia, ocupando simetricamente um lado, e a viagem resoluta a Jerusalém e a morte, ocupando o outro.
As histórias começam e terminam com declarações acerca da identidade de Jesus como Deus em nosso meio: primeiro Pedro afirmando: "Tu és o Cristo" (8:29); depois, a voz do céu dizendo: "Este é o meu Filho amado" (9:7). Numa extremidade, o testemunho humano e, na outra, a atestação divina.
segunda-feira, janeiro 25, 2010
Eugene Peterson: Trovão Inverso 2
segunda-feira, dezembro 14, 2009
EUGENE PETERSON: Fofoca

Eugente Peterson, Aprendendo a adorar com o Apocalispse de João, in Espiritualidade Subversiva, p.111
terça-feira, dezembro 08, 2009
Eugene Peterson: Espiritualidade Subversiva

Sobre McLuhan:
quarta-feira, dezembro 02, 2009
EUGENE PETERSON: Pregação

quarta-feira, agosto 12, 2009
EUGENE PETERSON: Trovão Inverso

sábado, janeiro 10, 2009
Vocação Espiritual do Pastor
Ed. Mundo Cristão
Dois movimentos de Jonas
Esse encantamento artificial da igreja é pornografia eclesiástica — tirando fotos ou pintando quadros de congregações que não têm mancha ou mácula, algo que só existe em umas poucas igrejas por alguns curtos anos. Estes quadros exibidos de maneira provocante não possuem relacionamentos pessoais. Os quadros atiçam a cobiça por domínio, gratificação e por uma espiritualidade impessoal e sem envolvimento. Minha própria imagem de uma congregação desejável era lapidada por tal pornografia um templo com uma torre alta e uma congregação banal. Fico espantado e alarmado que, mesmo tendo parado há muito de olhar as revistas e cartazes nas paredes da minha imaginação vocacional, ainda estou vulnerável à sedução.
O repúdio da paróquia ocorre mais repentinamente, muitas vezes pela imaginação de estruturas alternativas. Quantos de nós, no final de um longo dia de trabalho, sonhamos em começar um centro de retiro para ser freqüentado apenas por famintos e sedentos, ou em formar comunidades onde apenas pessoas muito motivadas podem entrar, ou em escapar para um seminário ou universidade onde as complexidades do pecado e os mistérios.
Ele faz isso de tal maneira que é quase impossível para nós recebermos crédito por ela, mas também de tal maneira que em algum lugar no caminho ficamos surpreendidos com as vitórias que ele realizou, no mar e na cidade, onde desempenhamos nosso estranho papel de Jonas. (p. 39)
sábado, setembro 15, 2007
Coma este livro!

O caráter autoral das Sagradas Escrituras foi estabelecido como pessoal nas figuras do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ele era pessoal e por isso era também relacional, o que significava que a leitura é também relacional, o que significava que a leitura e a audição das Escrituras exigia participação pessoal e relacional. Esse fato foi acompanhado pelo reconhecimento de que essas Escrituras, nas quais Deus estava revelando tudo o que Ele é, também incluíam tudo que nós somos: há uma participação pessoal e abrangente de ambos os lados, do autor e do leitor.
Eugene Peterson, Coma este livro, p. 28
Coma este livro!
O carater autoral das Sagradas Escrituras foi estabelecido como pessoal nas figuras do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ele era pessoal e por isso era também relacional, o que significava que a leitura é também relacional, o que significava que a leitura e a audição das Escrituras exigia participação pessoal e relacional. Esse fato foi acompanhado pelo reconhecimento de que essas Escrituras, nas quais Deus estava revelando tudo o que Ele é, também incluíam tudo que nós somos: há uma participação pessoal e abrangente de ambos os lados, do autor e do leitor.
Eugene Peterson, Coma este livro, p. 28
terça-feira, agosto 14, 2007
O Pastor Desnecessário
Necessários e as Escrituras
"Queremos viver a partir da revelação inteira, de tal forma que, mesmo que não tenhamos citações bíblicas para circunstâncias e perguntas específicas, saibamos que continuamos a viver de acordo com o que a Bíblia ensina"
"Um pastor necessário procura controlar as Escrituras, manejando-a para defender seus próprios interesses. Um pastor desnecessário encontra lugar onde habitar dentro das Escrituras e é moldado por elas" p. 61
Necessários e o Mistério
"Mistério não é a ausência de significado, mas a presença de mais significado que conseguimos compreender"
"Os pastores necessários agem dentro do que conhecem e controlam, sendo muito hábeis em apresentar explicações e solucionar problemas. Pastores desnecessários não precisam explicar todas as coisas, mas vivem maravilhados frente ao Deus do mistério, felizes por saber que há mais coisas para vir do que podem ver ou imaginar"
p. 64
PETERSON, Eugene et DAWN, Marwa O Pastor Desnecessário Ed. Textus
sexta-feira, agosto 10, 2007
Sabedoria

vivemos num ethos cristão que conhece sua perspectiva de salvação pela Bíblia e tem sua perspectiva do mundo pelas notícias de jornal. p. 74
se o ministério cristão se resume apenas ao trabalho de pastores e das pessoas que os auxiliam nos cultos noturnos e de fins de semana, não há muita integridade em orar "Venha o teu Reino, há?" p. 81
PETERSON, Eugene Diálogos de Sabedoria Ed. Vida
sábado, maio 12, 2007
Chega de Genérico

Quando nada do que podemos fazer resolve e quando nos vermos perdidos e de mãos vazias, estamos prontos para deixar Deus criar.
p. 81
O grande amor de Deus por nós e seus propósitos para conosco são concretizados nas bagunças das cozinha e do quintal, nas tempestades e nos pecados, no céu azul, no trabalho diário e nos sonhos de nossa vida comum. Deus trabalha conosco do jeito que somos, e não como devemos ser ou imaginamos que devemos ser. Deus lida conosco no lugar onde estamos, e não onde gostaríamos de estar.
p. 93
A Trindade não é uma tentativa de explicar ou definir Deus por meio de abstrações (ainda que, em parte, seja isso também), mas um testemunho de que Deus se revela pessoal, em relacionamentos pessoais. A conseqüência prática desse fato é que Deus nos resgatou das especulações dos metafísicos e nos trouxe ousadamente para uma comunidade de homens, mulheres e crianças chamados a ter essa vida comum de amor, uma vida extremamente pessoal, na qual experimentam a si mesmos em termos pessoais de amor, perdão, esperança e desejo.
Descobrimos, sob a imagem da Trindade, que não conhecemos Deus ao defini-lo, mas ao sermos amados por ele e ao correspondermos a esse amor. As conseqüências são pessoalmente reveladoras: outra pessoa não vem a me conhecer, nem eu a outrem, pela definição, explicação, categorização ou "psicologização", mas de modo relacional, ao aceitar e amar, dar e receber. Os aspectos pessoais e interpessoais oferecem as imagens centrais (Pai, Filho, Espírito Santo) tanto para conhecermos Deus quanto para sermos conhecidos por ele. Isso é viver, e não pensar sobre viver; é viver com alguém, e não desempenhar funções para alguém. p. 16
PETERSON, Eugene H. A Maldição do Cristo Genérico Editora Mundo Cristão
segunda-feira, maio 07, 2007
Maldição do Cristo genérico
Este livro é uma conversa sobre teologia espiritual. Escolhi o termo “conversa” porque ele denota o vaivém de vozes de pessoas empenhadas na tarefa de considerar, explorar, discutir e desfrutar não apenas o tema em questão, mas também a companhia umas das outras. A expressão “teologia espiritual” é um par de palavras que mantém a coesão daquilo que, com freqüência, é “desmembrado”. Representa o esforço da comunidade da igreja para manter o que pensamos a respeito de Deus (teologia) em ligação orgânica com a maneira como vivemos com Deus (espiritualidade).O crescimento meteórico do interesse pela espiritualidade nas últimas décadas deve-se, em grande parte, a uma profunda insatisfação com abordagens da vida aridamente racionalistas, constituídas de definições, explicações, esquemas e instruções (de psicólogos, pastores, teólogos ou planejadores), ou impessoalmente funcionais, compostas de slogans, objetivos, incentivos e programas (de anunciantes, palestrantes, consultores, líderes de igreja ou evangelistas). Mais cedo ou mais tarde, quase todos nós descobrimos um desejo profundo de viver de coração o que já sabemos com a mente e fazemos com as mãos.
Mas “a quem recorrer”? As instituições educacionais demonstram um interesse apenas secundário em lidar com nosso desejo ¾ oferecem-nos livros para ler e exames para nos aprovar, mas, fora isso, não nos dão muita atenção. Em nossos locais de trabalho, descobrimos mais que depressa que somos valorizados, principalmente (senão exclusivamente), em função de utilidade e lucratividade ¾ somos recompensados quando desempenhos bem nosso papel; do contrário, somos demitidos.
As instituições religiosas, que em outros tempos eram (e em outras culturas ainda são) os lugares mais óbvios para tratar das questões de Deus e da alma, causam decepção a um número cada vez maior de pessoas. Elas descobrem estar sendo cuidadosamente desenvolvidas como consumidoras num mercado que comercializa Deus como produto; ou se vêem tratadas como alunos aprendendo em ritmo irritantemente vagaroso, sendo preparados para provas finais sobre “a mobília do céu e a temperatura do inferno”.4
Por causa dessa pobreza espiritual que nos cerca, da falta de interesse em tratar daquilo que é de suma importância ¾ e está ausente tanto de escolas, empregos e vocações quanto de nossos lugares de culto ¾, a “espiritualidade” (usando um termo genérico) saiu das estruturas institucionais e se encontra um tanto dispersa. A espiritualidade está “no ar”. O lado bom é o fato de que os aspectos mais profundos e característicos da vida passaram a ser preocupações correntes; a fome e a sede pelo eterno e duradouro são amplamente reconhecidas e abertamente expressas; a recusa das pessoas em ser reduzidas a uma descrição de cargo e a resultados de avaliações é, hoje, uma realidade clara e definida.
No entanto, a dificuldade encontra-se na constatação de que, de uma forma ou de outra, todos estão convidados a criar a espiritualidade mais adequada para si mesmos. Da miscelânea de testemunhos de celebridades, gurus da mídia, fragmentos de êxtase e fantasias pessoais, inúmeras pessoas, com as melhores intenções do mundo, montam, “por conta própria”, identidades espirituais e modos de vida dotados de uma inclinação clara para vícios, relacionamentos rompidos, isolamento e violência.
Não há dúvida de que existe um interesse amplamente difundido de viver além dos papéis e funções atribuídos pela cultura. No entanto, grande parte dessa preocupação resulta numa espiritualidade moldada segundo parâmetros determinados por essa mesma cultura. Assim, parece-nos preferível usar o termo “teologia espiritual” para nos referirmos de modo específico à tentativa dos cristãos de tratar das experiências vividas e reveladas nas Sagradas Escrituras e da riqueza de conhecimentos e práticas de nossos antepassados ao aplicá-las ao nosso mundo contemporâneo, no qual a “fome e sede de justiça” são difusas e indistintas.
Os termos “teologia” e “espiritual” formam um ótimo par. “Teologia” é a atenção que dedicamos a Deus, nossa tentativa de conhecê-lo conforme é revelado nas Sagradas Escrituras e em Jesus Cristo. O adjetivo “espiritual” se refere à insistência de que toda revelação de Deus sobre si mesmo e suas obras pode ser vivida por homens e mulheres comuns em seus lares e locais de trabalho. O “espiritual” impede que a “teologia” se deteriore num simples e distante exercício de pensar, falar e escrever sobre Deus. A “teologia” evita que o “espiritual” se torne apenas a atividade emocional de pensar, falar e escrever sobre sentimentos e idéias individuais de Deus. Uma palavra necessita da outra, pois sabemos como é fácil desassociar o estudo sobre Deus (teologia) da maneira como vivemos; também sabemos como é fácil desvincular nosso desejo de viver com plenitude e satisfação (vida espiritual) daquilo que Deus é, de fato, e das maneiras como ele opera entre nós.
A teologia espiritual é a atenção que dedicamos à teologia prática que vivemos e sobre a qual oramos, pois se não orarmos, mais cedo ou mais tarde ela deixará de ser vivida de dentro para fora e em harmonia com o Senhor da vida. É nossa tentativa de viver aquilo que sabemos e cremos acerca de Deus. É o desenvolvimento da vida como adoração, ajoelhados perante Deus, o Pai; da vida como sacrifício, usando nossos pés para seguir Deus, o Filho; da vida como amor, envolvendo e sendo envolvidos pela comunidade de Deus, o Espírito.
A teologia espiritual não é uma área a mais que pode ser listada juntamente com as disciplinas da teologia sistemática, bíblica, prática e histórica; ela representa a convicção de que toda teologia, sem exceção, diz respeito ao Deus vivo, que nos torna criaturas vivas cujo propósito é viver para a sua glória. É o desenvolvimento da consciência e de percepções ao mesmo tempo alertas e responsivas em nosso local de trabalho e no local de culto; igualmente ativas quando trocamos as fraldas de um bebê em seu quarto e quando meditamos no meio de um bosque; necessárias tanto ao lermos os editoriais do jornal quanto ao fazermos a exegese de uma frase escrita em hebraico.
Alguns podem querer simplificar tudo mantendo o espiritual e descartando a teologia. Outros se contentarão em continuar com a teologia habitual e deixar de lado o espiritual. No entanto, a verdade é que vivemos apenas porque Deus vive e vivemos bem apenas quando o fazemos de modo coerente com a forma como Deus nos cria, salva e abençoa. A espiritualidade começa com a teologia (a revelação e compreensão acerca de Deus) e é norteada por ela. E a teologia nunca se encontra inteiramente separada de sua expressão no corpo de homens e mulheres aos quais Deus deu vida, sendo o desejo dele que todos vivam a vida de salvação na plenitude (espiritualidade).
segunda-feira, novembro 06, 2006
O Pastor que Deus usa
PETERSON, Eugene H. O Pastor que Deus usa Ed. Textus“parece-me que adotamos os modelos aplicados à produção para o crescimento e administração da igreja. Os lideres das denominações tendem a considerar promissores os pastores que planejam de modo semelhante ao dos homens de negócios que visam a saturar o mercado. Por conseguinte, temos enfatizado demais a imagem e as relações publicas, mas acredito que a necessidade mais premente é recuperar a percepção da complexidade e da profundidade da verdade bíblica” Timothy L. Smith in p. 273
“Os lideres religiosos ativos muitas vezes se transformam em defensores de Deus, como se fosse necessário tomar conta dEle. Pensamos que nossas ações determinam sua eficiência, e não enxergamos que esta é a posição de um pagão diante de um ídolo e na da criatura diante do Criador” p. 225
“Se João Batista tivesse escrito um livro, seria semelhante a Eclesiastes. Ele funciona como um banho e não como refeição. É limpeza, não alimento. Fala de arrependimento. De purificação. O pastor o lê para se limpar da ilusão, das idéias idolatras e dos sentimentos que enojam. O texto expõe e rejeita toda expectativa pretensiosa e presunçosa que tenha Deus como alvo e que passe pelo pastor” 188
“O sofrimento precisa nos abrir para os outros, não pode levar-nos a rejeição. O talmude diz-nos que Deus sofre com o homem. Por quê? Para fortalecer os laços entre a criação e o Criador. Deus escolhe sofrer para entender melhor o homem e ser mais bem-entendido por ele. Mas você insiste em sofrer sozinho. Este tipo de sofrimento faz com que se encolha e seja diminuído. Amigo, isto é quase cruel.” Elie Wiesel na p. 176
“A atenção de Deus é o pré-requisito de sua ira. O motivo dela se voltar contra o homem reside no fato dEle se importar com sua criação” Abraham J. Heschel p. 159
“A genealogia é uma ferramenta literária usada para estabelecer a transição de um exame microscópico da ação de Deus em um lugar especifico, entre pessoas singulares, para uma visão telescópica do enorme alcance dos caminhos divinos” p. 131A atitude pastoral de ouvir capacita a pessoa a reconhecer as correspondências entre o é denegrido e desvalorizado pelos outros como mundano e os padrões verdadeiros da redenção de Deus p. 110
“Compete à oração perseverante e paciente manter o amor ardente e a fé fervorosa entre o momento em que se apaixona e a consumação do amor, a promessa e o cumprimento, isto é: entre os limites definidos pela aliança” p. 72
“Com a salvação, somos capazes de receber uma serie de mandamentos que nos levam a relacionamentos vivos, completos e saudáveis com Deus e com outras pessoas” p. 41
"A Bíblia é o requisito básico para nosso ministério pastoral. Não há nada mais difícil do que lidar com relacionamentos pessoais. Pregar é muito mais fácil. Uma vez alguém fez uma pergunta a Gregório Nazianzeno e ele respondeu:"Seria bem melhor responder isso do púlpito!". È mais fácil tratar das necessidades humanas no invólucro sagrado do púlpito, do que enfrentá-las sozinho, no relacionamento íntimo de uma visita pastoral" Donald G. Miller, p. 20
Transpondo Muralhas: a vida de Davi
PETERSON, Eugene H. Transpondo Muralhas: Reflexões sobre a vida de Davi Ed. Habacuc, 2004.
“A coisa mais importante que uma pessoa pode fazer por outra é verificar o que existe de mais profundo no outro, despender tempo, e ter discernimento para ver o que há no interior do outro, quem a pessoa realmente é, e,então, reafirmar isso pelo reconhecimento e encorajamento” Martin Buber in p. 81
“O deserto ensinou Davi a ver beleza em toda parte. O deserto foi a escola que ensinou a Davi quanto à preciosidade da vida; por inicio das provações que ali viveu, Davi aprendeu a encontrou Deus em lugares onde antes jamais imaginaria. O deserto mergulhou Davi em belezas tão profundas que a pequenez de uma vingança pessoal se tornou impensável. O deserto treinou Davi em lealdade tão profunda que seria impossível a quebra de um juramento. O deserto mostrou a Davi a presença de Deus até mesmo numa lasca de rocha insignificante, para que nada, e evidentemente ninguém,viesse a ser tratado por ele com escárnio ou desdém” p. 109
“O deserto por si mesmo, nada faz acontecer, Davi e Saul estavam no deserto. Saul como perseguidor de Davi, obcecado em sua caçada, com a vida se resumindo a um desejo de matar. Entretanto, Davi corria para Deus e se encontrava em suas orações de refugio em Deus, maravilhado, tomado de gloria, desperto e aberto para o generoso amor de Deus, o Deus que nos faz bem com sua Palavra” p.112“As historias do deserto são narrativas referentes a tentação e provação. O deserto é lugar de provação, o lugar da tentação. O deserto é selvagem. Nada nele é, por natureza, domado e domesticado. Os recursos da civilização a que estamos acostumados não se encontram ali, e a vida se resume inteiramente a sobrevivência” p.106
Golias e Doegue, filisteus e amalequistas são explicitamente definidos como inimigos. Sabemos o que pretendem. Sabemos que neles não podemos confiar. Mas Abner e Joabe? Só porque eles acham que estão do nosso lado, achamos também que estejam. Mas essa conclusão não tem respaldo bíblico. Temos que estar atentos a Abner e Joabe. Pois os meios são importantes. A obra de Deus não pode ser realizada de outro modo senão pelos meios usados por Deus. Exploração de pessoas (Abner) e violência (Joabe) não são meios de Deus p.171
A extrema tentação pode ser uma traição.
Fazer coisa certa, mas sendo errônea a razão.
A força normal que foi dada ao pecado original.
Resultou , em nossas vidas, no pecado venial
T.S. Eliot
“Uzá ignorou (desafiou!) a orientação mosaica e substituiu-a pela ultima inovação tecnológica dos filisteus- uma carroça de bois, de preferência (1Sm 6). Uma carroça de bois bem projetada é inegavelmente mais eficiente para transportar a arca do que levitas. Mas também é impessoal- é a substituição de pessoas consagradas por uma maquina eficiente, o impessoal tomando lugar do pessoal. Uzá é o santo padroeiro daqueles que adotam a tecnologia sem qualquer analise, sem levar em conta a natureza do que é sagrado. Uzá estava encarregado (achava ele assim) de Deus e era sua intenção continuar no controle. A conseqüência desse tipo de vida é a morte, pois Deus não se deixa manejar. Não tomamos conta de Deus, é Deus quem toma conta de nós” p.195
Alexander Whyte sobre Mical: “aqueles que não ouvem, sempre menosprezam os que dançam” p.199
“Uma corrente com desvio de doutrina tem-se manifestado em nossos dias, dizendo que as orações de louvor têm preeminência sobre todas as outras. Isso não é verdade como também é altamente antibíblico. Na oração modelo que nos legou, Jesus nos preparou para pedirmos: no Pai Nosso, há seis petições e nenhum agradecimento” p. 205
“É preciso coragem, coragem imensa, para abandonar o controle, para abrir mão de nossa posição de prestígio tão recentemente conquistada, para largar nossos trabalhos e simplesmente sentar aos pés de Jesus” p. 213
“A história de Davi é uma história de evangelho, Deus fazendo por Davi o que Davi não poderia fazer por si mesmo. De um pecador salvo. É uma história que se completa com a de Jesus, que demonstra quem é Deus ao buscar o doente, o rejeitado e o perdido” p.266
“Em determinado dia, não temos a menor idéia do sentido de Deus para as nossas vidas e, no dia seguinte, já o temos. Pensávamos que Ele estivesse ausente, e Ele está bem presente. Porque nada foi dito, achamos que nada foi feito, mas muito se fez; só que de maneira sutil e silenciosa. É assim na ressurreição. E, muitas e muitas vezes, é assim na vida” p. 286

