A CENTRALIDADE DO EVANGELHO.
Dr. Timothy Keller
Fonte:
http://redeemercitytocity.com/content/com.redeemer.digitalContentArchive.LibraryItem/23/The_Centrality_of_the_Gospel.pdf
O evangelho é o elemento central
na vida cristã e continuamente renova o crente e a igreja. Delineados neste
artigo estão quatorze maneiras nas quais o evangelho impacta o crente e oito
modos que nutre a igreja.
Princípio
Em Gálatas 2:14, Paulo coloca um
princípio poderoso. Ele lida com o orgulho racial e a covardia de Pedro,
declarando que ele não está vivendo “de acordo com a verdade do evangelho”. A
partir disto, nós vemos que a vida cristã é um processo de renovar cada
dimensão da nossa vida- espiritual, psicológica, corporativa, social- pensando,
esperando e vivendo as linhas das ramificações do evangelho. O evangelho é para
ser aplicado em cada área do pensamento, do sentimento, relacionamento,
trabalho e comportamento. As implicações e aplicações de Gálatas 2:14 são
vastas.
Parte 1: Implicações e aplicações.
1ª. Implicação: O poder do evangelho.
Primeiro, Paulo está mostrando
para nós que levando a verdade do evangelho para cada área da nossa vida é o
jeito de ser transformado pelo poder de Deus. O evangelho é descrito na Bíblia
em termos mais surpreendentes. Anjos anseiam em olhar para isto todo o tempo
(1Pe 1:12). Ele simplesmente não nos
traz poder, mas é o poder de Deus em si mesmo, como Paulo diz, “Eu não me
envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para salvação” (Rm 1:16). E
também é a benção de Deus com benefícios que qualquer um pode ter se chegar
perto (1 Co 9:23). Ele é até chamado de própria luz da glória de Deus em si
mesmo: “eles não podem ver a luz da gloria de Deus na face de Jesus Cristo”
(2Co 4:4,6).
Depois que o evangelho nos
regenerou e nos convertemos, ele é o instrumento para todo o crescimento
contínuo e progresso espiritual: “Que já chegou a vós, como também está em todo
o mundo; e já vai frutificando, como também entre vós, desde o dia em que ouvistes
e conhecestes a graça de Deus em verdade” (Cl. 1:6). Aqui nós aprendemos muitas
coisas: 1. O evangelho é uma coisa viva (cf. Rm 1:16), como a semente ou a
arvore que traz mais e mais nova vida- frutificando e crescendo. 2. O evangelho
é “plantado” em nós, de modo que apenas frutificamos quando entendemos sua
grandeza e implicações profundas- compreendendo a graça de Deus em toda a sua
verdade. 3. O evangelho continua a crescer em nós e nos renovar através de
nossas vidas- como tem feito desde quando o ouvimos. Este texto nos ajuda a
evitar tanto uma abordagem exclusivamente racionalista ou uma mística para a
renovação. Por um lado, o evangelho tem um conteúdo- esta é sua profunda
doutrina. Esta é verdade, e especificamente, é a verdade sobre a graça de Deus.
Mas, por outro lado, esta verdade é um poder vivo que continuamente expande sua
influência em nossas vidas, assim como uma cultura ou uma árvore que crescem,
espalham e dominam cada vez mais uma área com suas raízes e frutos.
Implicação 2 – A suficiência do evangelho.
Segundo, Paulo está mostrando que
na nossa vida cristã nós nunca “vamos além do evangelho” para algo mais
avançado. O evangelho não é o primeiro passo numa escada de verdades, mas, é
mais parecido com um centro num círculo de verdade. O evangelho não é apenas o
ABC, mas, o A a Z do cristianismo. O evangelho não é o mínimo necessário
requerido para entrar no reino, mas o caminho em que fazemos todo progresso no
reino.
Não somos apenas justificados
pelo evangelho e, então, nos santificamos pela obediência; ao invés disto, o
evangelho é o caminho pelo qual crescemos (Gl 3:1-3) e somos renovados (Cl
1:6). É a solução para cada problema, a chave para cada porta fechada, o poder
para nos fazer romper cada barreira (Rm 1:16-17). É muito comum na igreja
pensar da seguinte forma: “O evangelho é para os não cristãos. Alguém precisa
dele para ser salvo. Mas, uma vez salvo, você cresce através de trabalho e
obediência”. Mas, Colossenses 1:6 mostra que isto é um engano. Ambas a
confissão e “trabalho duro” não são decorrentes ou coerentes com o evangelho,
não irão lhes santificar- vão estrangulá-los. Todos os problemas vêm de um
fracasso em aplicar o evangelho. Assim, quando Paulo deixou os efésios, ele
entregou para eles “à palavra de sua graça, que pode edifica-los” (At. 20:32).
O problema principal na vida
cristã, então, é que não temos pensado as profundas implicações do evangelho,
nós não temos “usados” o evangelho em
todas as partes da nossa vida. Richard Lovelace diz que os problemas que a
maioria das pessoas possui são apenas uma falha de serem orientadas pelo
evangelho- um fracasso de compreender e acreditar nele e através dele 1. Lutero diz, “(a verdade do
evangelho) é também o principal artigo de toda a doutrina cristã... Mais
necessário é, portanto, que nós devemos saber este artigo bem, ensina-lo aos
outros, e colocar ele dentro de nossas cabeças continuamente” 2. O evangelho não é fácil
compreendido. Paulo diz que o evangelho faz seu trabalho de renovação em nós
apenas quando nós entendemos isto em toda a sua verdade. Todos nós em algum
grau vivemos em torno da verdade do evangelho em nós apenas como nós entendemos
isto em toda a sua verdade. Todos nós vivemos em algum grau em torno da verdade
do evangelho mas não “pegamos” isto. Então, a chave para uma renovação
espiritual continua e profunda e um avivamento é uma contínua redescoberta do
evangelho. A descoberta de uma nova implicação ou aplicação do evangelho- vendo mais de sua
verdade- é um importante estagio de qualquer renovação. Esta é a verdade seja
para um individuo ou para uma igreja.
APLICAÇÕES.
Os dois “ladrões” do evangelho.
Desde que Paulo usa a metáfora do
“estar em linha com o evangelho”, nós podemos considerar que a renovação do
evangelho ocorre quando nós guardamos de andar fora da linha seja para a
direita, ou seja, para esquerda. Uma chave para pensar as implicações do
evangelho é considerar o evangelho como um terceiro caminho entre os dois
enganos opostos. Contudo, nós precisamos entender que o evangelho não é um
compromisso de meio-termo entre estes dois polos- isto produz não algo no meio,
mas algo diferente de ambos.
““ Tertuliano, um escritor
cristão do segundo e terceiro século, diz” Assim como Cristo foi crucificado
entre dois ladroes, também esta doutrina da justificação também está
crucificada entre dois erros opostos”. Ele quer dizer que aqui estão dois
caminhos básicos falsos de pensamento, cada um deles rouba o poder e a
distinção do evangelho de nós nos empurrando para um lado ou outro da linha do
evangelho. Este dois enganos são muito poderosos, porque eles representam a
tendência natural do coração e da mente humana.
(O evangelho é revelado por Deus
(Rm 1:17) - uma mente humana sem ajuda
não pode concebê-lo). Os ladroes podem ser chamados de moralismo ou legalismo
por um lado e de hedonismo ou relativismo por outro lado. Outra forma de
colocarmos isto: o evangelho se opõe tanto a religião quanto a irreligião (veja
Mt. 21:31; 22:10). Por um lado, moralismo/religião salientam a verdade sem a
graça, por isto diz que nós devemos obedecer a verdade para sermos salvos. Por
outro lado, relativismo/irreligião salientam a graça sem verdade, por isto diz
que todos nós fomos aceitos por Deus (se é que existe um Deus) e nós temos que
decidir o que é a verdade para nós. Ambas as verdades sem graça não são
realmente verdade, e “graça” sem verdade não é realmente graça. Jesus era
“cheio de graça e verdade”(Jo. 1:14).
Qualquer religião ou filosofia de vida que não enfatiza isto ou perde uma ou
outra destas verdades caiem num legalismo ou em licenciosidade, e em cada
caminho, a alegria, o poder e a libertação do evangelho são roubadas.
O ladrão do moralismo/religião. Como o moralismo/religião roubam a
alegria e o poder?
Moralismo é a visão que vocês são
aceitos (por Deus, pelo mundo, pelos outros, para si mesmo) através de suas
conquistas. Moralistas não precisam ser religiosos, mas, geralmente, os são.
Quando eles são, sua religião é bem conservadora e cheia de regras. Algumas
vezes, moralistas tem uma visão de Deus como muito santo e justo. Esta visão
levara a: a. se auto odiar (porque eles não podem viver de acordo com os
padrões) ou b. se auto incharem (porque eles pensam que vivem acima dos
padrões). Isto é irônico que os complexos de inferioridade e superioridade
possuem a mesma raiz. Se o moralista vai
terminar presunçoso e superior ou esmagado e culpado apenas depende em quão
alto os padrões estão e em sua vantagem natural tais como família,
inteligência, aparência, força de vontade. Pessoas moralistas podem ser
profundamente religiosas- mas aqui não há uma alegria ou um poder que
transforma.
O ladrão do relativismo/irreligião. Como o relativismo rouba a alegria
e o poder?
Relativistas são usualmente
irreligiosos, ou também eles preferem o que se chama de uma religião liberal.
Na superfície, eles são mais felizes e tolerantes que as pessoas moralistas e
religiosas. Embora, possam ser altamente idealistas em algumas áreas ( tal como
a politica), eles acreditam que a necessidade de cada determina o que é certo e
errado para si mesmos. Eles não estão convencidos que Deus é juto e deve punir
os pecadores. Suas crenças em Deus tendem a desenha-Lo como amoroso ou uma
força impessoal. Eles talvez falem de grandes lutas a respeito do amor de Deus,
mas já que eles não pensam a si mesmos como pecadores. O amor de Deus pela
humanidade não custa nada para Ele. Se Deus nos aceita, é porque Ele é tão
acolhedor ou porque não somos assim tão maus. O conceito do evangelho do amor
de Deus é muito mais rico e profundo e,
ainda mais, eletrizante.
O que as pessoas religiosas e as irreligiosas têm em comum?
Eles parecem ser tão diferentes,
mas do ponto de vista do evangelho, eles são realmente os mesmos.
Ambos são caminhos de evitar
Jesus como salvador e manter o controle de suas próprias vidas.
Pessoas irreligiosas procurando
serem seus próprios salvadores e senhores através do orgulho mundano. (“Ninguém
pode me dizer como viver ou o que fazer; eu determino o que é certo e errado
para mim!”). Contudo, pessoas morais e religiosas buscam serem seus próprios
salvadores e senhores através do orgulho religioso. (“Eu sou mais moral e
espiritual que as outras pessoas, então Deus deve isto para mim, deve escutar
minhas orações e me levar para o céu. Deus não pode apenas deixar acontecer
comigo- ele me deve uma vida feliz. Eu tenho merecido isto!”). As pessoas
irreligiosas rejeitam Jesus inteiramente; as pessoas religiosas usam Jesus como
um exemplo, ou um ajudador ou um professor- mas como um Salvador. Em seu
romance “Wise Blood”, o personagem principal de Flannery O´Connor, Hazel pensa
”este é o jeito de evitar a Jesus é evitar o pecado”. Estes dois modos
diferentes fazem a mesma coisa- a pessoa controla a própria vida. (Uma nota
aqui: Ironicamente, moralistas, apesar de toda a ênfase em seus padrões
tradicionais, são no fim, centrados em si mesmos e individualistas, porque eles
têm consertados a si mesmo como seus próprios salvadores. Relativistas, apesar
de toda a ênfase em liberdade e aceitação, são no fim moralistas, porque eles
ainda têm que viver preenchendo seus próprios padrões ou se tornam
desesperados. E, muitas vezes, eles ficam bem orgulhosos em suas mentes abertas
e julgam os outros que não são).
Ambos estão baseados em visões distorcidas do Deus real.
A pessoa irreligiosa perde a
visão da lei e da santidade de Deus, e a pessoa religiosa perde de vista o amor
e a graça de Deus; no fim ambos perdem o evangelho inteiramente. Para o
evangelho é que na cruz Jesus cumpriu a lei de Deus por amor a nós. Sem um entendimento completo da obra de
Cristo, a realidade da santidade de Deus ira fazer sua graça irreal, ou a
realidade do amor de Deus ira fazer sua santidade irreal. Apenas o evangelho-
que nós erámos tão pecadores que nós precisávamos ser salvos totalmente pela
graça – nos permite ver Deus como Ele realmente é. O evangelho nos mostra um
Deus muito mais santo que o legalista pode suportar (ele teve que morrer porque
nós não poderíamos satisfazer suas demandas santas), e ainda mais
misericordioso que um humanista pode conceber (ele teve que morrer porque ele
amava a nós).
Eles ambos negam nosso pecado- e,
assim, perdem a alegria e o poder da graça.
Isto é obvio as pessoas
relativistas e irreligiosas negam a profundidade do pecado e, assim, a mensagem
“Deus ama você” não tem poder para eles. Contudo, apesar das pessoas religiosas
poderem ser extremamente penitentes e arrependidas por seus pecados, eles
enxergam o pecado como uma simples falha em viver de acordo com os padrões
pelos quais eles salvam a si mesmos. Eles não enxergam o pecado como uma auto
justificação profunda e egoísmo através
do qual eles estão tentando viver suas vidas independentes de Deus. Então,
quando eles vão a Jesus por perdão, estão apenas indo como um jeito para
encobrir as falhas em seu projeto de auto salvação. E quando as pessoas dizem, “Eu sei que Deus é
perdão, mas eu não posso perdoar a mim mesmo”, isto significa que eles rejeitam
a graça de Deus e insistem em serem dignos do seu favor. Desse modo, as pessoas
religiosa com baixa auto-estima estão
neste estado, na verdade, porque não conseguem a profundidade do pecado. Eles
apenas o veem como uma quebra da lei, mas não como rebelião e auto-salvação.
Um jeito todo novo de ver Deus.
Os cristãos adotaram todo um novo
sistema de abordagem de Deus. Eles podem ter passado pelas duas fases religiosa
e irreligiosa no passado, mas eles passaram a ver que as razoes tanto de sua
irreligião como de sua religião são essencialmente as mesmas, e essencialmente
erradas! Cristãos passam a ver que o cristianismo não é fundamentalmente um
convite para ser mais religioso. Um
crente passa a diz, “Apesar de eu ter falhado em obedecer à lei moral, o
problema mais profundo era que eu estava tentando obedecer ela”. Mas, até meus
esforços para obedecer eram maneiras de procurar ser meu próprio salvador. Nesta
mentalidade, mesmo se obedeço ou peço por perdão, eu realmente estou resistindo
ao evangelho e colocando a mim mesmo como um salvador. Para ter o evangelho é
preciso sair da auto-justificação e contar com o registro de Jesus para um
relacionamento com Deus. O irreligioso não se arrepende de todo, e o religioso
só se arrepende dos pecados; cristãos também se arrependem de sua justiça. Esta
é a distinção entre estes três grupos- cristãos, moralistas (religiosos) e pragmáticos
(irreligiosos).
SUMÁRIO
Sem um conhecimento do nosso
pecado extremo, o pagamento da cruz parece trivial e não eletrifica ou
transforma a nós. Contudo, sem um conhecimento da vida e morte completamente
satisfatória de Cristo, o conhecimento do pecado nos quebra ou nos mova para
negação ou repressão disto. Jogue fora seja o conhecimento do pecado ou o
conhecimento da graça e a vida das pessoas não muda. Eles serão ou esmagados pela
lei moral ou correr disto com raiva. Então, o evangelho é não que vamos de
sermos irreligiosos para sermos religiosos, contudo, o que nós entendemos que
nossas razões tanto para nossa religiosidade ou para a nossa irreligiosidade
são essencialmente as mesmas e essencialmente erradas. Nós estamos procurando serem nossos próprios
salvadores e, então, guardar o controle de nossas próprias vidas. Quando nós
confiamos em Cristo como nosso redentor, nós saímos da confiança em nossa
própria determinação ou autonegação, seja o hedonismo ou moralismo, para a
nossa salvação.
UM MODO NOVO DE VER A VIDA.
Paulo nos mostra, então, que nós
não devemos simplesmente perguntar em
cada área da vida, “Qual é o jeito moral de agir?”, mas, sim, “Qual é jeito que isto está de acordo (em
linha) com o evangelho?”. O evangelho deve ser continuamente pensado para nos
impedir de movermos para as nossas direções habituais moralistas ou
individualistas. Temos que levar tudo de acordo com o evangelho.
O exemplo do racismo.
Desde que Paulo aplicou o
evangelho ao racismo, vamos usar isto como um exemplo.
A abordagem moralista para raça. Moralistas tendem a ser muito
orgulhosos para sua cultura. Eles facilmente caem num imperialismo cultural e
tentar atribuir uma significância espiritual para suas normas culturais, para
se sentirem moralmente superiores as outras pessoas. Isto acontece porque as
pessoas moralistas são muito inseguras, já que eles tomam a lei eterna
seriamente e sabem bem no fundo que não podem guardar ela. Por isto, eles usam
as diferenças culturais para reforçar seu senso de justiça.
A abordagem relativista para raça. O erro oposto do imperialismo
cultural é o relativismo cultural. Esta abordagem diz, “sim, pessoas
tradicionais são racistas porque elas acreditam numa verdade absoluta. Mas, a
verdade é relativa. Cada cultura é bela em si mesma. Cada cultura deve ser
aceita em seus próprios termos”.
A abordagem do evangelho para
raça. Cristãos sabem que a intolerância não deriva tanto da crença na verdade
como uma falta de crença na graça. O evangelho nos leva: a. sermos de alguma
forma críticos de todas as culturas, incluindo a nossa própria (desde que isto
é verdadeiro), contudo, b. percebemos que nós podemos nos sentir moralmente
superiores a ninguém, afinal de contas, nós somos salvos pela graça somente, e
então um vizinho não cristão talvez seja mais moral e esperto que eu. Isto dá
ao cristão uma postura radicalmente distinta daquela do moralista ou do
relativista.
Nota: os relativistas (como
mencionado acima) são, em última análise, moralistas e, portanto, elas podem
ser respeitosas apenas com outras pessoas que acreditam que tudo é relativo!
Contudo, os cristãos não podem se sentir moralmente superiores aos
relativistas.
PARTE 2: A CHAVE PARA TUDO.
O evangelho é o modo que tudo é
renovado e transformado por Cristo- seja um coração, um relacionamento, uma
igreja ou uma comunidade. Esta é a chave para toda doutrina e para a nossa
visão de nossas vidas no mundo. Então, todos os nossos problemas vem de uma
falta de orientação do evangelho.
Colocando positivamente, o evangelho transforma nossos corações, pensamentos e
abordagens para absolutamente tudo.
A. O EVANGELHO E O INDIVÍDUO.
1.
Abordagem ao desanimo. Quando uma pessoa está
deprimida, o moralista diz, “você está quebrando as regras- arrependa-se”. Por
outro lado, o relativista diz, ”você precisa amar e aceitar a si mesmo”. Sem o
evangelho, superficialidades serão abordadas ao invés do coração. O moralista
vai trabalhar no comportamento e o relativista vai trabalhar nas emoções em si
mesmas. Contudo, (assumindo que aqui não há uma base fisiológica para a
depressão) o evangelho nos levam a examinar a nós mesmos e dizer, “algo em minha vida se
tornou mais importante que Deus, um pseudo-salvador, uma forma de obras de
justiça”. O evangelho nos leva ao arrependimento, não meramente colocando nossa
vontade contra assuntos superficiais.
2. Abordagem ao mundo físico. Alguns moralistas são indiferentes ao mundo físico
e veja isto como não importante. Outros moralistas são francamente medrosos do
prazer físico, e uma vez que eles estão procurando ganhar sua salvação, eles
preferem focar nos pecados de uma natureza física como uma falha para
disciplinar sexo e os outros apetites. Estes são mais fáceis de evitar que os
pecados do espirito tal como o orgulho. Então, os moralistas preferem enxergar
os pecados do corpo como piores que os outros tipos. O legalismo que resulta
usualmente leva para um desgosto do prazer. Por outro lado, o relativista é,
muitas vezes, um hedonista, alguém que é controlado por prazer e faça disto um
ídolo. O evangelho nos leva para ver que Deus criou tanto o corpo como a lama
e, então, irá redimir tanto o corpo como a alma, embora sob o pecado, o corpo e
a alma estão quebrados. Assim, o evangelho nos leva para desfrutar o físico (e
lugar contra o quebrantamento físico, tais como doença e pobreza), ainda para
ser moderados no uso das coisas materiais.
3.
Abordagem para o amor e
relacionamentos. Moralismo, muitas vezes, torna os relacionamentos em um jogo de
culpa. Isto é porque um moralista é traumatizado pelo criticismo que é muito
severo e mantém uma autoimagem como uma boa pessoa por culpar os outros. Por
outro lado, moralismo pode usar a busca do amor como um jeito de ganhar nossa
salvação e nos convencer que somos pessoas dignas. Isto, quase sempre, cria o
que é chamado de co-dependencia- uma forma de auto-salvação através da
necessidade das pessoas ou da necessidade das pessoas de você (isto é, salvar a
si mesmo salvando os outros). Por um lado, muito relativismo reduz amor a uma
parceira negociada para um beneficio mutuo. Você se relaciona apenas enquanto
não custa nada para você. Então a escolha sem o evangelho é para o egoísmo em
usar os outros ou para o egoísmo de deixar você ser usado pelos outros. Mas, o
evangelho nos leva para nenhum dos dois lados. Nós sacrificamos e comprometemos
a nós mesmos, mas não de uma necessidade de convencer a nós mesmos ou os outros
que nós somos aceitáveis. Nós podemos amar a pessoa o suficiente para
confrontar quando isto é preciso, e ainda, ficamos com a pessoa mesmo quando
isto não beneficia a nós.
4. Abordagem para o sofrimento. Moralismo emprega a abordagem dos amigos de Jó,
deixando a culpa em nós mesmos. Você simplesmente assume, “eu devo ser mau para
estar sofrendo”. Debaixo da culpa, então, aqui está sempre a raiva para com
Deus. Por quê? Porque os moralistas acreditam que Deus deve isto a eles. Todo o
ponto do moralismo é colocar Deus em seu débito. Porque você tem sido tão
moral, que você sente que não merece realmente sofrimento. Moralismo deixa você
em lágrimas, em um nível em que você pense, “o que eu fiz para merecer isto?”,
contudo, em outro nível, você pense, “eu provavelmente fiz alguma coisa para
merecer isto!”. Quando o moralista sofre, então, ele ou ela devem sentir mal
com Deus (porque eu tenho tido uma desempenho boa) ou mal consigo (porque eu
não tenho tido uma boa desempenho) ou ambos. Por outro lado, o relativista/pragmático
sente justificado em evitar o sofrimento a todo custo – mentir, enganar, e
quebrar promessas estão certos. Contudo, quando o sofrimento chega, o pragmático
coloca a culpa na porta de Deus, dizendo que ele deve ser ou injusto ou
impotente. A cruz nos mostra, contudo, que Deus nos redime através do
sofrimento. Deus sofreu não para que nós pudéssemos não sofrer, mas que em
nosso sofrimento poderíamos ser como ele. Uma vez que tanto o moralista quanto
o pragmático ignoram a cruz, eles serão tanto confusos quanto devastados pelo
sofrimento.
5.
Abordagem
para a sexualidade. O relativista vê o sexo como um apetite meramente biológico e
físico. O moralista tende a enxergar sexo como sujo ou, ao menos, um impulso
perigoso que leva constantemente a pecar. Mas, o evangelho mostra a nós que a
sexualidade é refletir a auto entrega de Cristo. Ele deu a si mesmo
completamente sem condições, então nós não podemos procurar intimidade enquanto
nos seguramos no controle da nossa vida. Se nós damos a nós mesmos sexualmente, nós estamos dando a nós
mesmos legalmente, socialmente, pessoalmente- totalmente. Sexo é para acontecer
apenas dentro de um total comprometimento, o relacionamento permanente do
casamento.
6.
Abordagem
para a família de alguém. Moralismo pode fazer de você um escravo das expectativas dos
pais, enquanto que o relativismo enxerga nenhuma necessidade para lealdade
familiar ou em guardar promessas e pactos se eles não encontrarem minhas
necessidades. O evangelho liberta você de buscar a aprovação dos pais como um
absoluto ou uma salvação psicológica, por isto aponta para como Deus se tornou
nosso perfeito Pai. Então, você será nem tão dependente ou, também, nem tão
hostil em relação aos seus pais.
7.
Abordagem
ao auto controle. Moralistas nos falam para controlar nossas paixões por medo de
punição. Esta é uma abordagem baseada na volição. Relativismo nos diz para
expressarmos a nós mesmos e encontrar disto o que funciona para nós. Esta é uma
abordagem baseada na emoção. O evangelho nos fala que a livre, incondicional
graça de Deus nos ensina dizer não para nossas paixões (Tito 2:12) se nós
atentarmos a isto. Esta é uma abordagem da pessoa por completo, começando com a
verdade que desce para dentro do coração.
8. Abordagem para testificar. O pragmático poderia negar a
legitimidade do evangelismo por completo. A pessoa moralista acredita em
proselitismo, porque “nós somos corretos e eles são errados”. Tal proselitismo
é quase sempre ofensivo. Contudo, o evangelho produz uma diferente constelação de fatores em nós.
Primeiro, nós somos compelidos a partilhar o evangelho a partir da generosidade
e do amor, não da culpa. Segundo, nós estamos livres do medo de sermos ridicularizados
ou feridos pelos outros, desde que nós já temos o favor da graça de Deus.
Terceiro, nós aprendemos humildade em nossas relações com os outros, porque nós
sabemos que somos salvos pela graça somente, não por causa de nosso caráter ou
inteligência superiores. Quarto, nós somos esperançosos a respeito de qualquer
pessoa, mesmo os “casos difíceis”, porque nós mesmos fomos salvos apenas pela
graça, não porque nós erámos pessoas que pareciam ser dispostas a serem
cristãs. Quinto, nós somos corteses e cuidados com as pessoas. Não temos que
empurrar ou coagir elas, pois apenas a graça de Deus abre os corações, não
nossa eloquência ou persistência ou mesmo a abertura delas. Todos estes fatores
criam não somente um evangelista ganhador, mas um excelente próximo num
sociedade multicultural.
9. Abordagem para com a autoridade humana. Moralistas
tenderão a obedecer às autoridades humanas (família, tribo, governo, costumes
culturais) muito, já que eles colocam
tanto peso em sua autoimagem de serem morais e decentes. Relativistas obedecerão
à autoridade humana também muitíssimo, desde que, eles não tenham nenhuma outra
grande autoridade pela qual eles possam julgar sua cultura, ou também muito
pouco (eles talvez obedeçam apenas quando eles sabem que não pegos). Isto
significa tanto o autoritarismo como a anarquia. Contudo, o evangelho dá a você
tanto um padrão para se opuser a autoridade humano- se ela contradizer o
evangelho- como um incentivo para a obediência às autoridades civis vinda do
coração, mesmo quando você pode ser pego com desobediência.
10. Abordagem para a dignidade humana. Moralistas,
muitas vezes, tem uma visão bem pequena da natureza humana- eles geralmente
enxergam o pecado humano e a depravação. Relativistas, por outro lado, não tem
boas bases para tratar as pessoas com dignidade. Rotineiramente, eles não
possuem crenças religiosas sobre o que os seres humanos são. (se as pessoas são
apenas uma casualidade produzida pela evolução, como nós podemos saber que elas
são mais valiosas que uma rocha?). Entretanto, o evangelho nos mostra que cada
ser humano está infinitamente caído (perdido em pecado) e infinitamente
exaltado (na imagem de Deus). Então, nós tratamos cada ser humano como precioso, ainda assim,
perigoso!
11. Abordagem para culpa.
Quando você diz, “eu não posso perdoar a mim mesmo”, isto quer dizer que algum
padrão ou condição ou pessoa é mais central para sua identidade que a graça de
Deus. Se você não pode perdoar a si mesmo, isto é porque você tem falhado com
seu real deus, com sua real justiça e isto está deixando você preso. O deus falso do moralista é usualmente um
deus de sua imaginação que é santo e exigente, mas não gracioso. O falso deus
do relativista é geralmente alguma conquista ou um relacionamento. Deus é
apenas Deus que pode perdoar- nenhum outro deus pode.
12. Abordagem para a autoimagem. Sem o evangelho, nossa
autoimagem é baseada em como vivemos de acordo com alguns padrões- sejam nossos ou sejam impostos por outras
pessoas sobre você. Se você vive de acordo com estes padrões, você será uma
pessoa confiante, mas não humilde. Se você não vive de acordo com eles, então
você será humilde, mas não confiante. Apenas o evangelho pode fazer de você, ao
mesmo tempo, grandemente corajoso e totalmente sensível e humilde. Para você
que é tanto perfeito quanto pecador!
13. Abordagem para alegria e humor. Moralistas passam longe da
alegria e do humor- porque o sistema do legalismo força você a tomar a si mesmo
(sua imagem, sua aparência, sua reputação) muito seriamente. Relativismo, por
outro lado, tenderá ao cinismo conforme a vida vai. O cinismo cresce como uma
falta de esperança para o mundo: no fim, o mal irá triunfar- não há julgamento
ou justiça divina. Contudo, se nós somos salvos pela graça apenas, então o
próprio fato de sermos cristãos é uma fonte constante de um prazer maravilhoso
para nós. Não há nada que seja um fato imposto sobre as nossas vidas, nenhum “é
claro” sobre as nossas vidas. É um milagre que somos cristãos, e nós temos
esperança. Então, o evangelho que cria uma humildade corajosa pode nos dá um
profundo senso de humor. Nós não precisamos tomar a nós mesmos seriamente, e
nós estamos cheios de esperança para o mundo.
14. Abordagem para uma vida correta. Jonathan Edwards ensina que a
“verdadeira virtude” é possível apenas para aqueles que experimentaram a graça
do evangelho. Qualquer pessoa que está tentando merecer sua própria salvação
faz “a coisa certa” buscando entrar no paraíso, ou para que se sentir melhor em
sua autoestima, ou para qualquer outra razão de auto interesse. Contudo, as
pessoas que sabem que já são totalmente aceitas fazem a coisa certa para
deliciar da justiça por si mesma. Apenas no evangelho você pode obedecer a Deus
por amor a Deus e não para que Deus lhe dê algo. Somente no evangelho você ama
as pessoas por amor a elas (não a você), faz boas coisas por elas mesmas (não
por você), e obedece a Deus por amor a ele (e não por você). Só o evangelho faz
de fazer a coisa certa uma alegria e um prazer, não um fardo ou meio para um
fim.
B. O EVANGELHO E A IGREJA.
1. Abordagem para o ministério no mundo. Moralismo tende a colocar
toda a ênfase na alma humana individual. Religiosos moralistas insistirão em
converter os outros para sua fé e igreja, mas, ignorarão as necessidades da
comunidade circunvizinha. Por outro lado, “liberalismo” vai tender a enfatizar
apenas uma melhoria das condições sociais e minimizar a necessidade por
arrependimento e conversão. O evangelho leva a amar, que por sua vez nos move a
dar para o nosso próximo qualquer coisa que ele precise- conversão ou um copo
de agua gelada, evangelismo e preocupação social.
2. Abordagem para adoração. Moralismo conduz a um tipo sisudo e
sombrio de adoração que pode ser longo em dignidade, mas é curto em alegria.
Uma compreensão superficial da aceitação sem um senso da santidade de Deus, por
outro lado, pode levar a uma adoração vazia e casual. (Enquanto isto, um
sentimento nem do amor de Deus e nem de sua santidade nos encaminha para um
culto de adoração que parece mais um reunião de comitê!) Contudo, o evangelho
nos conduz para ver que Deus é tanto transcendente quanto imanente. Sua
imanência nos dá seu conforto transcendente, enquanto que sua transcendência
nos dá sua maravilhosa imanência. O evangelho nos leva tanto ao assombro quanto
para intimidade na adoração, porque Aquele que é santo agora é nosso Pai.
3. Abordagem para os pobres. O pragmático tende a desprezar a fé dos
pobres e ver eles como vitimas indefesas precisando de conselhos. Isto nasce da
descrença na graça comum de Deus para todos. Ironicamente, a mente secular
também rejeita a realidade do pecado e, portanto, qualquer um que for pobre tem
de ser alguém oprimido, uma vítima sem ajuda. Moralistas, por outro lado, tende
a desprezar o pobre como fracassados ou fracos. Eles os veem como culpados por
sua situação. Contudo, o evangelho nos conduz a sermos a. humildes, sem uma
superioridade moral, sabendo que somos falidos espiritualmente, mas que fomos
salvos por livre generosidade de Cristo, b. gracioso, mas não muito preocupado sobre o
merecimento, desde que nós não merecíamos ao graça de Cristo, e c. respeitoso
dos crentes pobres como irmãos e irmãos com quem pode aprender. É apenas o evangelho
que pode levar as pessoas a um respeito humilde e solidariedade para com o
pobre.
4. Abordagem para as diferenças doutrinárias. O “já” do novo
testamento nos faz corajosos em nossa proclamação. Nós podemos estar
definitivamente certos em sua maioria das doutrinas centrais que suportam o
evangelho. Mas, o “ainda não” requer caridade e humildade nas crenças não
essenciais. Isto é, nós devemos ser moderados a respeito do que nós ensinamos
exceto quando isto fala da cruz, da graça e do pecado. Em nossas visões,
especialmente nossas opiniões sobre assuntos que os cristãos não concordam, nós
devemos ser menos inflexíveis e triunfalistas (acreditando que nós entendemos
tudo). Isto também significa que nosso discernimento do chamado e da vontade de
Deus para nós e para os outros não deve propagado com uma segurança presunçosa
que nosso pensamento não pode estar errado. (Diferente dos pragmáticos, nós
precisamos estar prontos a morrer por nossa fé no evangelho; diferente dos
moralistas, nós precisamos guardar em mente que nem toda crença de alguém é
digna de ser lutada até a morte).
5. Abordagem para santidade. O “já” do evangelho quer dizer que nós
não devemos tolerar o pecado. Com a presença do reino, não somos feitos
“participantes da natureza divina” (2Pe 1:4). O evangelho nos traz a confiança
que qualquer pessoa pode ser transformada, qualquer habito escravizado pode ser
derrotado. Mas o “ainda não” do evangelho significa que nosso pecado permanece
em nós e não será nunca eliminado até o reino chegue por completo. Então nós
devemos evitar respostas padronizadas, e nós devemos esperar correções rápidas.
Diferentemente do moralista, nós precisamos ser pacientes com o crescimento
lento ou os lapsos e estarmos atentos para complexidade da transformação e do crescimento
na graça. Ao contrário dos pragmáticos e cínicos, nós devemos insistir que uma
mudança milagrosa é possível.
6. Abordagem para os milagres. O “já” do reino significa que o poder
para os milagres e a cura está disponível. Jesus demonstrou o reino curando os
doentes e ressuscitando os mortos. Mas o “ainda não” do evangelho significa que
a natureza ( nós, inclusive) estamos ainda sujeitos a queda (Rm. 8:22-23) e que
a doença e a morte continuam inevitáveis até que sua final consumação. Não
podemos esperar milagres e liberdade dos sofrimentos serem coisas normais na
vida cristã, que nós iriamos passar nossos dias sem dor. Ao contrario dos
moralistas, nós sabemos que Deus pode curar e fazer milagres; diferentemente
dos pragmáticos, nós não temos como objetivo pressionar a Deus para uma
eliminação do sofrimento.
7. Abordagem para a saúde da igreja. O “já” do reino quer dizer que a
igreja é agora a comunidade do poder do reino. É, então, capaz de poderosamente
transformar sua comunidade. Evangelismo que multiplica “o numero daqueles que
estão sendo salvos diariamente” (At 2:47) é possível! Uma comunidade amorosa
que destrói “o muro de divisão da hostilidade” (Ef. 2:14) entre as diferentes
raças e classes é possível! Contudo, o “ainda não” do reino significa que Jesus
não tem ainda apresentado sua noiva, a igreja, “como uma igreja radiante sem
ruga ou sem mácula” (Ef. 5:27). Nós não devemos então ser críticos duros de
congregações imperfeitas nem pular impacientemente de igreja em igreja quando
percebermos rugas. O errado não será erradicado completamente da igreja ainda.
O “ainda não” do reino também nos aponta para evitarmos uma imposição
sobremaneira severa da disciplina da igreja e outros jeitos para trazer fazer
uma igreja perfeita hoje.
8. Abordagem para mudança social. Nós não podemos esquecer que Cristo
mesmo agora está governando em certo sentido sobre a história (Ef. 1:22-23). O
“já” da graça nos indica que cristãos podem esperar usar o poder de Deus para
mudar as condições sociais e as comunidades. Mas, o “ainda não” do pecado
significa que haverá “guerras e rumores de guerras”. Egoísmo, crueldade,
terrorismo e opressão continuarão. Cristãos não guardam ilusões sobre politica
nem esperam condições utópicas. O “ainda não” nos diz que cristãos não confiarão
em qualquer agenda politica ou social para trazer justiça aqui na terra. Então,
o evangelho nos protege de um super pessimismo do fundamentalismo (moralismo)
sobre a mudança social e também de um super otimismo do liberalismo
(pragmatismo).
SUMÁRIO.
Todos os problemas, pessoais ou
sociais advêm de uma falha em aplicar o evangelho de uma forma radical, um erro
em ficar “em linha (de acordo) com a verdade do evangelho” (Gl 2:14). Todas as
patologias na igreja e toda sua ineficiência vem do fracasso de deixar o
evangelho ser expresso em um modo radical. Se o evangelho é exposto e aplicado
em sua completude em qualquer igreja, esta igreja começará a ver de um modo
único. Pessoas acharão nele, tanto uma convicção moral quanto compaixão e
flexibilidade.
Copyright © 2000 by Timothy Keller, © 2009 by Redeemer
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Notas.
1. Veja Richard Lovelace, Dynamics
of Spiritual Life: An Evangelical Theology of Renewal (Downers Grove, Ill:
Inter-Varsity Press, 1979), p. 211: “Muito do que temos interpretado como um
defeito de santificação no povo da igreja é realmente uma conseqüência de sua
perda de rumo em relação à justificação ".
2. Martin Luther, A Commentary on St.
Paul’s Epistle to the Galatians (London: James Duncan, 1830), Chapter 2,
Verse 4, 5.