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segunda-feira, outubro 25, 2010

A lógica ilógica das pesquisas

De novo, vamos retornar ao passado para tentar entender o que poderá acontecer no domingo.

Em 2006, as pesquisas neste momento já apontavam a vitória de Lula que acabaria com 60 x 39


Ibope (votos válidos)24-25.out.066238---
Ibope (votos totais)24-25.out.06583534-
Sensus (votos válidos)23-25.out.0663,236,8---
Sensus (votos totais)23-25.out.0657,533,53,35,9-



Em 2002, o cenário mais próximo da eleição atual, as pesquisas deste momento naquela época davam a certeza da vitória de Lula também,  o resultado final foi 61 x 39


Vox Populi (votos válidos)23-24/out/026436---
Vox Populi (votos totais)23-24/out/02583246-
CNT/Sensus (votos válidos)22-24/out/0265,134,9---
CNT/Sensus (votos totais)22-24/out/0257,831--11,4
Datafolha (votos válidos)23/out/026634---
Datafolha (votos totais)23/out/02593164-



Hoje, com a "pesquisa" do Vox Populi, dizendo que Dilma tem  49 x Serra com 38, Sensus com 46,8 x41,8, Ibope com 51 x 40, Datafolha com 50 x 40.

O cenário é bem diferente das duas últimas eleições, há uma real possibilidade de Dilma não alcançar os 50% do eleitorado, sendo assim, seu crescimento partindo do 1o. turno estacionou em menos de 3%.  O prognóstico hoje é que ela termine a eleição entre 48 % dos votos, 

É improvável que Serra esteja realmente na casa do 38%, estes números estariam abaixo do bolsão tucano das últimas eleições, acredito que Serra deve terminar com cerca de 44 % dos votos.

Em votos válidos, isto significaria 52,1 para Dilma e 47,8 para Serra, números bem distantes dos atuais, próximos da tendência vista da divisão 2x1 dos votos de Marina Silva, que o Datafolha captou na primeira pesquisa.

Mesmo com a derrota de Serra, o que isto significaria de bem para o Brasil, demonstra que o Lulismo perdeu força, já que ficaria bem aquém dos números conseguidos por Lula em suas eleições e muito mais longe da "popularidade" do Governo Lula.

A partir desta projeção é possível entender a doidice de Gilberto Carvalho e Dilma em busca de dossiês nesta reta final de campanha, o caso Paulo Preto e privatização não geraram votos que foi esperado. E para Serra, será a maior votação de sua carreira presidencial.

Abre possiblidades para 2014, com a queda do poder político do lulismo, resta a oposição desbancar a sediementação dos 47 por cento no 1o. turno na próxima eleição.

Mas tudo isto é mera possiblidade.

Acredito que as próximas pesquisas vão demonstrar uma queda de Dilma  para 48  e uma certa estacionada de Serra estaciona nos 42.

Ela não conseguirá mais repetir os 56 do Ibope em setembro e muito menos o 57 do Datafolha em agosto. Já Serra segue para alcançar seu topo nas pesquisas, os 45 de agosto registrado pelo Datafolha.


Para a eleição do menos pior não ficar triste, é bom lembrar que se meu palpite estiver certo a diferença entre ambos 2,3 % dos votos válidos, ou seja, nada como uma surpreendente virada em Minas Gerais e um distanciamento maior em S Paulo para dar a vitória ao candidato tucano.

Isto é possível? Se Dilma continuar a atacar o governo paulista e prosseguir como os petistas daqui, ela conseguirá. Se Aécio conseguir os mesmos votos que teve para Anastasia, Serra já pode comemorar.

segunda-feira, outubro 04, 2010

Onda verde ou onda evangélica.

Praticamente, acertei o resultado final da eleição para presidente, no dia 28 de setembro no post Aprender com o passado? e no E não é que o PT conseguiu de novo, pensando o retrospecto anterior e o avanço de Marina e do voto evangélico em oposição a candidatura Dilma, cravei os seguintes percentuais:



Num exercício de futurologia, vou cravar os seguintes números para domingo:

Dilma 47% dos votos válidos

Serra 32% dos votos válidos.

Marina 20% dos votos válidos.



O que grande parte da mídia não está enxergando é que houve uma virada evangélica nestas eleições, no Rio, ela significou tantos votos para Marina, que ela saiu-se muito bem por lá, num estado de grande população evangélica.

Não acredito que foram as propostas que levaram Marina a ter a quantidade de votos que teve, mesmo por que elas não ficaram tão bem explicadas assim, sua visão de futuro, sua coerência, ficou apenas na promessa de discutir propostas que não vieram. Marina não teve votos por causa do PV, o partido sem ela é nada, é apenas uma roupagem obamiana, ela teve os votos que teve, cresceu do jeito que cresceu por ser membra da Assembléia de Deus, e assim identificada como oposto a proposta de Dilma que realmente choca a população: aborto, e outras coisas do PNDH-3, que nem sabemos qual a posição do PV quanto as outras questões.

Hoje, muito mais do Fernando Gabeira, Serra precisa de outro personagem carioca em suas caravanas: Silas Malafaia. A campanha tucana parece começar a enxergar este cenário político brasileiro, quando muda seu slogan para Serra é do Bem!

E no resto do Brasil, Serra precisa aliar seu discurso com a verdadeira onda, a onda evangélica. Nisto, o papel da CGADB, pode ser fundamental.



O resultado oficial ficou, incrivelmente próximo do que aferi: