domingo, fevereiro 28, 2010

Once Upon a Marriage

4HOSEA AND GOMERUNFAILING LOVE
When the Lord began to speak through Hosea, the Lord said to him, "Go, take to yourself an adulterous wife and children of unfaithfulness, because the land is guilty of the vilest adultery in departing from the Lord." 3 So he married Gomer daughter of Diblaim, and she conceived and bore him a son. Hos 1:2-3
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THE MOST COMMON MARRIAGE MISCONCEPTION · WHAT I’M MISSING IS BETTER THAN WHAT I HAVE.…She said, 'I will go after my lovers, who give me my food and my water, my wool and my linen, my oil and my drink.' Hosea 2:5
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GOD’S RESPONSE TO SPIRITUAL ADULTERY · RIGHTEOUS ANGERShe has not acknowledged that I was the one who gave her the grain, the new wine and oil, who lavished on her the silver and gold… 9 "Therefore I will take away my grain when it ripens, and my new wine when it is ready. I will take back my wool and my linen, intended to cover her nakedness. 10 So now I will expose her lewdness before the eyes of her lovers; no one will take her out of my hands. Hosea 2:8-10·
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UNFAILING LOVE Therefore I am now going to allure her; I will lead her into the desert and speak tenderly to her. 15 There I will give her back her vineyards, and will make the Valley of Achor a door of hope. Hosea 2:14-15
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GOD’S MESSAGE FOR THE BETRAYED SPOUSE · FORGIVE AND LOVE AS YOU’VE BEEN FORGIVEN AND LOVED.The Lord said to me, "Go, show your love to your wife again, though she is loved by another and is an adulteress. Love her as the Lord loves the Israelites, though they turn to other gods…" Hosea 3:112 Sow for yourselves righteousness, reap the fruit of unfailing love, and break up your unplowed ground; for it is time to seek the Lord, until he comes and showers righteousness on you. Hosea 10:12
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TALK IT OVER
Share an example of a marriage you know of that has been a good illustration of God’s faithfulness. What can you learn from them?
How will you keep from practicing for divorce whether you’re married, unmarried, or divorced?
What are some ways you’ve been unfaithful to God? What will your next steps be to restore that relationship?Invite God to talk to you through this message. Talk it over with someone this week.
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Find more resources online at www.lifechurch.tv/talkitover.

Tim Keller: Oração centrada no Reino

Desenvolvimento de uma equipe de oração centrada no Reino.
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A oração centrada no Reino não é meramente instintiva, senão guiada pelo Espírito, não centrada no homem, mas em Deus, não é responsiva as necessidades particulares senão ao serviço do reino, não é sentimental, mas, baseada nas Escrituras, não é solitária, mas, comunitária, não é tímida mas atrevida , nem tampouco é uma passiva resignação senão uma ativa cooperação. A oração centra no reino é o clamor reverente dos filhos adotados de Deus capacitados pelo Espirito Santo em favor da gloria de Deus por meio de persistente pedir as nações como sua prometida herança.
Archie Parrish, Kingdom-centered Praying, MNA Conference 2000
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Estas são três qualidades de uma oração que opera na renovação.
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1.Se concentra na presença e no reino de Deus. Jack Miller nos explica a diferença entre oração de manutenção e reuniões de oração de frente de batalha. As reuniões de oração de manutenção são curtas, mecânicas e totalmente enfocadas nas necessidades físicas dentro da igreja. Contudo, as reuniões de oração de frente de batalha tem três características básicas: 1. Um pedido por graça para confessar os pecados e humilhar-se. 2. Uma compaixão e desejo pelo florescimento da igreja e o evangelismo dos perdidos, e 3. Um desejo fervoroso por conhecer a Deus, ver seu rosto e contemplar sua glória. Estas não são meras declarações. Alguém pode distinguir claramente quando está de frente de uma reunião deste tipo. Ainda mais, é interessante estudar as orações bíblicas pelo avivamento como as de Atos 4, Exodo 33, ou Neemias 1. Ali vemos claramente estes três elementos. Por exemplo, note-se que em Atos 4, os discípulos, cujas as vidas estavam debaixo de ameaças, não pediram por proteção por si mesmos ou suas famílias, senão por coragem para seguir pregando.
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2.É audaz e específica. Lloyd-Jones nota que os mais grandes homens eram audazes ao orar, muito específicos e tinham argumentos em suas bocas. Ao comentar a oração de Moises pela gloria de Deus em Exodo 33, escreve: “Os recomendo a leitura da biografia de homens que tem sido usado por Deus na igreja através dos séculos, especialmente em avivamentos. E verão esta mesma audácia santa, este argumento, raciocínio, elaborando a causa para Deus, reclamando suas promessas. Oh, este é o segredo da oração, penso as vezes. Thomas Goodwin usa um termo fabuloso. Diz, “Pleitei por Ele, demande por Ele. Não O dê descanso. Incomode-O, para ser possível, por Ele, em Suas promessas. Cita as Escrituras. E, como sabes, a Deus, é agradável que o queremos, como um pai gosta quando seu próprio filho obviamente tem estado escutando o que o pai tem está dizendo”.
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3.É predominantemente, corporativa.
Com isto, queremos dizer que simplesmente a oração deve ser constante, não esporádica e breve. Por que? É que pensamos que Deus que nos rastrear? Por que não pedir e aguardar simplesmente? A razão é que não temos sido tão impertinentes. As orações esporádicas e breves demonstram que não temos dado tempo a Ele. Mostra nossa falta de dependência, uma dependência completa nele, somente assim teremos levantado um altar onde Deus pode honrar com seu fogo. Devemos orar sem cessar, extensamente, duramente, e veremos que o mesmo processo é o trará a fazer o que pedimos: que nossos corações se derretam, que as barreiras se caiam, que a gloria de Deus desça.
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Recrutamento de companheiros de oração.
Os plantadores de igrejas que se dedicam a oração. Assim mesmo, buscam outros por quem quer orar e com quem quer orar. Para poder recrutar e manter uma equipe de oração, o plantador de igreja deve estar comprometido em comunicar a visão, pedir e responder.
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Manual para plantadores de Iglesias, p. 127-128

sábado, fevereiro 27, 2010

Tim Keller: Igreja Missional


Lesslie Newbigin foi um missionário britânico que foi a India na década de 50. Quando saiu da Inglaterra, a igreja ocidental, entretanto, se relacionava com a cultura, era o que se chamava de cristandade. As instituições da sociedade cristianizavam as pessoas por meio de estigmatizar toda outra conduta ou crença que não fora cristã. A igreja reunia as pessoas e as desafiava a um compromisso cristão pessoal.

Quando Newbigin chegou a India encontrou que as igrejas não apoiavam financeiramente as missões, nem levavam adiante a tarefa missionária (como se poderia dizer que faziam as igrejas ocidentais) sem que eram missionais em todo aspecto. Ao estar em uma cultura não cristã não poderiam simplesmente colocar em compromisso as pessoas cristianizadas. Antes, bem deveriam adaptar cada aspecto de sua vida eclesiástica: adoração, pregação, vida comunitária, discipulado a um mundo não cristão.

  1. Já que todas as visitantes a um culto de adoração não seriam cristãos, toda sua adoração e pregação se ajustava a eles.
  2. Como os membros da igreja deveriam viver suas vidas de acordo com valores radicalmente diferentes do resto da sociedade, o discipulado e o treinamento não somente os equipava para responder as perguntas e compartilhar a fé, como também que deviam conjugar os padrões de conduta pessoais e corporativos cristãos que colocariam em evidencia para a sociedade como é viver o Reino de Deus.

Quando Newbigin se jubilou do campo missionário na década de 1980, então, se encontrou com uma cultura ocidental que se havia convertido em muitas maneiras firmemente resistente ao evangelho como qualquer outra sociedade do mundo, contudo as igrejas não se haviam adaptado a esta nova situação.

Seguiam pregando em uma linguagem que somente as pessoas cristianizadas poderiam compreender.

Continuavam criando uma atmosfera que somente as pessoas tradicionais e conservadoras poderiam sentir-se confortável.

Seguiam discipulando as pessoas concentrando-se em suas habilidades individuais para conduzir suas vidas privadas – estudo bíblico, oração) e não para poder viver suas vidas com uma distinção cristã em um mundo secular, nas arenas publicas da política, artes, negócios e outras.

O esforço da Redeemer para ser missional.

Transação. Que é a Redeemer? Redeemer é um esforço imperfeito para ser uma igreja missional na cidade de Nova York. Com isto queremos dizer, em primeiro lugar, que não pensamos que nossos amigos céticos (do cristianismo) ao nosso redor são geralmente conservadores em seu modo de pensar. (Por sinal, não os são). Tampouco, pensamos que uma pessoa deve ser convencional, formal e conservadora para poder chegar a ser cristã. Portanto, em segundo lugar, queremos dizer que absolutamente todo o que fazemos deve ser missional, comprometido completamente em mostrar a beleza do evangelho ao mundo que nos rodeia.

Evidência: Redeemer recebe constantemente novas pessoas. Em cada parte e aspecto da igreja temos pessoas que ainda não crente ou que estão peregrinando espiritualmente, todavia, quem esta evangelizando? O interessante é que cada membro do pessoal da igreja esta envolvido na educação, treinamento, nutrição e apoio dos crentes. Nenhum membro de nosso pessoal tem a tarefa de ir e ganhar os perdidos. Como é então que há tantos interessados no evangelho vindo a nossa igreja, mais do que é visto em qualquer outra congregação? Se deve, em certo grau, que a igreja mesma tem um formato missional. Não quer dizer que todo que nos fazemos seja desenhado com a intenção de converter pessoas, senão que cada parte da igreja tem sido contextualizada e adaptada para ser um povo cristão que transpira o evangelho em cada serviço as pessoas de uma cultura não cristianizada que tem sensibilidades modernas e pos-modernas.

Elementos de uma igreja missional

  1. lideres que amam a cidade

a. uma atitude positiva faz a cidade. Não a condenamos, nem simplesmente a afirmamos tal como está. Não sentimos temor e nem tampouco somente sentimos lastimas por seus problemas. A amamos. Isto se transforma em uma relação recíproca. Os lideres devem humildemente aprender e respeitar a cidade de nova York e sua gente. Os lideres devem sentir-se entusiamados e enriquecidos pela cidade, não sentir-se sobrecarregados por ela.

b. um desejo de viver entre as pessoas que servem: 1. Fator comum, os lideres de igrejas pobres vivem em bairros melhores, os lideres de áreas afluentes vivem em bairros mais baratos. 2. Por que? Porque o residir nas comunidades onde devem ministrar envolvem sacrifícios e a necessidade de perder uma inconsciente sensação de superioridade – sobre o pobre como pela ignorância do rico-. 3. Dessa maneira os lideres não podem entender as pessoas que querem servir.

O evangelho re escreve a historia da cultura.

a. Conteúdo: 1. A principal dinâmica: devemos entrar e então re escrever a historia da cultura a luz do evangelho. Isto é diferente de assimilar-se ou confrontar a cultura. A. “entrar quer dizer ter uma simpatia bíblica pelas aspirações da cultura. Ou seja fazer uma imersão na literatura, arte, linguagem das pessoas e a cultura e ter o desejo de ressoar aquilo que é bom e valido, sem deixar de passar todo pela malha da Bíblia. B. então, e somente então, pode re escrever a historia. Com isto queremos dizer que mostramos como o evangelho de Cristo responde/completa as historias e aspirações melhor que tudo. 2. Quais são algumas das historias em nossa cultura pos moderna? A. liberdade da opressão, oposta a tradicional historia do bom filho. A distinção bíblica é que o evangelho provê a liberdade dos ídolos versus a escravidão religiosa ou irreligiosa a que alguém esta submetido. B. a abertura a todo em oposição ao tradicional nacionalismo. A distinção bíblica é que o evangelho nos capacita para receber abertamente a todos, invés de inclusivismo simplista, que é injusto ou exclusivo. C. Mais neste sentido: a verdade encarnada versus regimes de verdade ou não verdade. Identidade versus fraturação e o poder opressor. Exemplo: o desafio por definir o pecado biblicamente em termos de relações e escravidão, o que tem eco em nossa cultura circundante. B. Modo: 1. “Conversacional” versus retórico- grande antipatia pela verbosidade, ou pelo estilo muito eloqüente ou qualquer outra coisa que dê uma idéia de ser controlada ou forçada. 2. Irônico, gracioso versus sentimental ou cínico. 3. Pregação redentora-historica versus expositiva/ tópica. Nem moralista nem inspiradora.

Falar o vernáculo.

  1. Geral – Sempre espere ser ouvido. Fale com se toda a comunidade estivera presente, não somente por aqueles que tem nos assentos. Por que? 1. Porque os cidadãos da pos modernidade provam o cristianismo através de dezenas de mini-decisoes. Qurem ver primeiro como funciona. 2. Fale desta maneira e os cristãos sentirão a liberdade de incluir os eventos da igreja como parte de sua estratégia para fazer amigos. De outra maneira simplesmente, não os tomarão em conta.
  2. Específico: tenha em mente que todo isto deve fluir de um coração transformado pelo evangelho, de outra maneira será pura artimanha e jogo de mercado: 1. Evite a linguagem tribal: use linguagem simples e acessível em vez de eloqüência estilizada – a linguagem da oratória faz que as pessoas se sintam excluídas, e o vocabulário técnico- termos doutrinais/bíblicos sem explicações. 2. Evite a mentalidade internista, falando dos crentes como se fossem especialmente diferentes ou fazendo declarações cínicas sobre outras religiões ou outros estilos de cristianismo. 3. Evitar citar a Bíblia ou explicar tema como um tomo que qualquer pessoa inteligente deveria saber isto décor, tenha cuidado como repete citações de autoridades. 4. Constantemente antecipe e refrei-se em temas, objeções e reservas que os céticos ou aqueles que estão em uma peregrinação espiritual com o maior respeito e compreensão. Novamente o evangelho, se o evangelho esta afetando sua vida, você terá uma profunda compreensão por aqueles que estão lutando por crer. Nunca tenha uma pose de superioridade.
  3. Atitudes e sentimentos: 1. As pessoas tradicionais da classe media valorizam a privacidade, segurança, homogeneidade, estabilidade, sentimentalismo, espaço,ordem e controle. A cidade esta cheia de pessoas diversas, irônicas, e ultra progressistas que absolutamente não compartilham estes valores. Ainda assim, devemos gostar deles e aprecia-los. Necessitamos forjar uma saudável voz cristã irônica que seja gozosamente realista antes que sentimental, pomposa ou inspiracional, emocionalmente manipuladora. 2. Os cristãos expressam suas emoções de uma maneira que muitas vezes distanciam os não cristãos. Se devemos estar ombro a ombro com pessoas que se encontram em diferentes níveis em sua peregrinação devemos cuidar de não nos deixarmos levar por nossas emoções. Ou seremos como atletas deixando para trás os descapacitados físicos em uma corrida. Não seja autocomplacente na adoração.

Ministério contra intuitivo e de ações.

  1. As pessoas no mundo secular tem uma forte convicção de que religião é realmente poder social. Necessitam localizar cada igreja em algum lugar no espectro ideológico do liberalismo de esquerda ou no conservadorismo de direita.
  2. o evangelho faz que a igreja não pode ser encerrada em uma só categoria. 1. A justificação por meio da fé traz mudanças psicológicas profundas e poderosas, ainda que pecador, sou aceito. Isto converte as pessoas. Minhas cadeias caíram, meu coração é livre, me levanto e sigo a Ti. 2. Por outro lado, o evangelho da cruz e do reino traz mudanças profundas e poderosas no social também. Define os valores do mundo: poder, posição, reconhecimento, riqueza. O evangelho representa a vitoria por meio da debilidade, a riqueza na pobreza e o poder no serviço. Isto muda nossa atitude com o pobre, com as posições sociais, a riqueza ou as carreiras.
  3. uma igreja centrada no evangelho deve combinar diferentes paixões que não são vistas juntas em uma mesma igreja. Isto faz que a gente volte a visitarmos e tome nossa mensagem seriamente. Nas comunidades de valores tradicionais, uma igreja pode carecer destas combinações, contudo, ainda ter credibilidade. Este é o caso do campo missionário secular.

Comunidade de contracultura.

  1. Geral: A moralidade individual e o evangelismo pessoal não são testemunhos suficientes no campo missionário secular. A pulcra escrupulosidade e o evangelismo deixa o cristão indistinguível dos mormos, os testemunhas de Jeová, os mulçumanos,etc. 1. Os cristãos devem modelar uma forma totalmente alternativa de ser como sociedade através de mostrar praticamente uma maneira de vier em comunidade.
  2. Específicos: 1. Sexo: se deve modelar e viver uma vida de pureza sexual não baseada em ter mais vergonha e pudor que a cultura externa, senão em ter mais gozo, segurança e agrado com a sexualidade. 2. Dinheiro: uma comunidade de pessoas que tomam decisões em relação a sua carreira, gastos e economia, residência sobre a base do serviço antes que a comodidade ou prosperidade pessoal. Modelar uma generosidade radical sem cair no farisaísmo. 3. Poder: a. relações interculturais e interrraciais e compatilhar o poder. B. abertura e humildade para com quem diferimos profundamente.
  3. Relações interpessoais poderosas dentro da comunidade caracterizada pelo ceder de direitos, escutar o outro, perdoar, comprometer-se com a reconciliação e ter atitudes de servo.

Renovação cultural das vocações laicas.

  1. Geral: A diferença chave entre as igrejas missionais com as igrejas da cristandade está na ênfase do discipulado publico: elaborando os distintivos cristãos, contudo, simultaneamente participando ativamente na produção da cultura. Meta: não a participação com assimilação de valores, mas tampouco, separação e monasticismo. Em uma sociedade da cristandade não há necessidade de discutir acerca de como é um cristão ator, empresário, artista, escritor, jornalista, etc. A sociedade é considerada basicamente cristã. A ênfase da igreja esta dedicada ao compromisso pessoal.
  2. Especifico: 1. Retórica geral apóia aos cristãos que se dedicam a seu trabalho nos campos vocacionais seculares. 2. Estratégia tripla: a. a analise de uma teologia do reino: ídolos da cultura/sociedade- o que se pode aceitar da cultura, que se aceita, contudo, é reelaborado aquilo que se pesquisa. B. produzir juntos- conectar-se para poder produzir cultura, ajudar-se mutuamente para poder excelência. C. nutrir e apoiar temas particularmente pastorais no campo.

Consciência de reino global como igreja.
Geral: Durante a época da cristandade, as igrejas se definiam a si mesmas em contraposição com outras igrejas, não em relação ao mundo. Existia um sectarismo e territorialismo generalizado. Por outro lado, a unidade da igreja é um fator profundamente missional – Joao 17- . Quando for possível, devemos buscar mostrar ao mundo nossa unidade.
Específico: 1. Ao nível local, tratar de cooperar ao máximo com outras igrejas sem comprometer a integridade – as diferenças teológica são importantes. 2. Especialmente devemos ver a necessidade de escutar as igrejas emergentes da Africa, America Latina e Asia. Tem tanto para ensinarmos a eles e eles a nós. Os devemos tratar com deferência. Com? A. A educação teológica compartilhada. B. cooperação entre iguais no campo missionário, não um modelo americano de envio de missionários 3. Intensivo inicio de igrejas em todas as partes para poder criar corpos missionários conscientes de trabalhar pelo reino. É muito mais fácil iniciar uma nova igreja com as sete marcas da igreja missional que intentar renovar uma velha igreja. O modelo da cristandade iniciou poucas igrejas em nosso próprio país.

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Mark Driscoll : Igreja

A igreja local é a comunidade de crentes regenerados que confessam Jesus Cristo como Senhor. Em obediência às Escrituras eles se organizam sob liderança qualificada, reunem-se regularmente para pregação e adoração, observam os sacramentos bíblicos do batismo e da Santa Ceia, são unificados pelo Espírito, disciplinados para santidade, e espalhados para cumprir o Grande Mandamento e a Grande Comissão como missionários ao mundo para a glória de Deus e sua alegria.

- Mark Driscoll e Gary Breshears em Vintage Church

segunda-feira, fevereiro 15, 2010

Kant: Analítica dos Conceitos




A analítica dos conceitos é distinta da analítica dos princípios.




Princípios são aqueles pelos quais as categorias se aplicam. Os princípios vão dizer sobre o sujeito. Tudo que for objeto de juízo empírico objetivo te que ser matematizável. Condição para que se possa formular juízo empírico objetivo. o que está em S tem que ser quantificável.


O predicado que está na qualidade, vai dizer sobre o conteúdo do termo, dizendo que ele deva ter um grau.


A forma do juízo categórico vai dizer sobre a substância, lembrando que é uma relação, mas substância quer remeter a permanência no tempo. O princípio se constitui em toda mudança, a substância é permanentemente igual a uma constância.


Hipóteticos, leva-nos a causalidade regrando que toda alteração conforma-se à lei de conexão entre causa e efeito. É o dar-se conta de uma alteração no tempo. A lei não é uma descoberta empírica , mas uma construção que organiza. Causalidade é um sintético a priori.


Disjunção é a crença que todas as subtâncias estão em relação de reciprocidade supondo que há interação.


Possibilidade e impossibilidade é uma possibilidade temporal e não lógica. É o possível , o que concorda com as condições formais da experiência.


Existência e não existência: mostra-se como real , mas. não de modo necessário do ponto de vista das condições gerais da experiência.


Locke encontrou elementos a priori na experiência, mas tentou derivá-los da própria experiência. Contra o empirismo, há princípios anteriores à experiência. Contra o racionalismo, que esses conceitos são puramente formais.


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Categorias: são conceitos de um objeto em geral mediante os quais a sua intuição é considerada determinada no tocante a uma das funções lógicas dos juízos B128


Num juízo categórico, o sujeito dve ser pensado como substância com permanência no tempo, tem que ser quantificável e para qual se predicarão um grau.




Analitica dos Princípios


uso transcendental da razão- usar as categorias sem a experiência dos objetos.




uso transcendental do entendimento, implica intuição, logo, implica experiência sendo legítimo.




Categorias - regras de uso


doutrina da capacidade de julgar é como aplicamos as categorias aos multiplos da experiência.


Conteudo das categorias é que são relações, relações que usam síntesis.












Cícero: Imortalidade da Glória?


"Breve é a vida dada a nós pela natureza, mas a memória da vida a que se renunciou nobremente é duradoura...Deve-se, portanto, mandar erigir um monumento por esplêndido artífice e talhar nele uma inscrição; e apostrafando os soldados caídos- em seu louvor, quer os homens venham contemplar vosso monumento, quer venham a ouvir falar dele, nunca deverá a linguagem mais profunda da gratidão ficar silente. Assim, em troca do estado mortal da vida, vós tereis conquistado para nós mesmos a imortalidade"


Cícero, Filípicas, XIV, 12

MIRCEA ELIADE: Imagens e Símbolos


"Os sonhos, os devaneios, as imagens de suas nostalgias, de seus desejos, de seus entusiamos, etc, tantas forças que projetam o ser humano historicamente condicionado em um mundo espiritual infinitamente mais rico que o mundo fechado do seu momento histórico" p. 9

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"traduzir as imagens, em termos concretos é uma operação vazia de sentido: certamente as imagens englobam todas as alusões ao concreto descobertas por Freud, mas a realidade que elas tentam expresssar não se esgotam por tais referências ao concreto" p.11

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"a mais terrível crise histórica do mundo moderno. A 2a. Guerra Mundial e tudo que ela desencadeou, com ela e depois dela mostrou suficientemente que a extirpação dos mitos e símbolos é ilusória" p. 15

Conceito de Sociedade Civil


KOINOMIA- POLITIKE

koinou- que é comum aos homens, que se consideram livres e iguais.


politikos- o homem do estado.

polites- cidadão da polis.


Em Cicero, é traduzido por societas civilis, termos esquecido durante o império romano, é reintroduzido somente na idade média, no sec. XIII nas traduçóes das operas aristotélicas.


Em Arístoteles, o conceito define a estruturação da comunidade e o conjunto do seus cidadãos e sua participação rotativa no poder.

Não há uma equivalência total entre pólis e Estado, na primeira falta o conceito de soberania, que é um atributo da ficção moderna que é a pessoa jurídica do Estado. Para o grego, não há sentido em chamar a si mesmo de súdito da pólis.

Em Cícero, o conceito de sociedade civil quer designar o Império Romano. No fim da Idade Média, quer significar as sociedades pré-republicanas, as cidades européias livres do imperio. Até o fim do Sec. XVIII, quer significar essas diferentes estruturas.



Oikos - sociedade doméstica tem como função assegurar a reprodução econômica e biológica da sociedade. Pólis não é lugar do econômico, mas das decisões políticas.
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Para tanto, é fundamental atentar para a diferenciação entre os cidadãos que fazem parte da polis e outros que não fazem parte dessa sociedade civil, os escravos.
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para os gregos, o economico era um objeto do saber contigente. e o direito, a ordem, é o objeto de um saber não rigoroso, mas um saber prático baseado na prudência segundo Aristoteles.
Modernamente, os termos sociedade civil e Estado não são tomados como iguais. Não é Hegel quem estabelece essa diferença, mas a própria história que estava dividindo.
Contexto de surgimento conforme pensa Thomas Khun. Há uma separação progressiva das esferas: política, moral eeconomica.
Hegel passa a desenhar o conceito de sociedade civil burguesa. O burgo passa significar não o civil, mas uma espécie de sociedade com suas relações de dominação. Não se fala mais em comunidade de homens livres, mas dos indivíduos privados.
Declaração dos Direitos Humanos- Revolução Francesa- os homens e a universalização do status de cidadania. A liberdade passa a ser um atributo essencial do homem enquanto homem.
Código Civil Alemão- 1794 - O homem é chamado de pessoa, enquanto ele goza de certos direito na sociedade civil.
Kant- igualdade como desdobramento da liberdade- independência é a autarquica, é a auto -suficiência econômica do indivíduo. Assim, eles são co-legisladores.
O que não são capazes desse direito são membros participantes dessa sociedade enquanto protegidos.
Sociedade Civil enquanto sociedade civil burguesa, ela se diferencia do EStado, seprando a esfera política estatal da esfera economica privada.
Diferenciação entre os direitos do homem pára os direitos do cidadão. Direitos dos homens vem de que ele faz parte da sociedade, os direitos do cidadão vem que ele é parte do Estado.
O conceito de sociedade civil é um insurgimento contra o Estado absolutista em prol de um estado liberal. o estudo dessa nova sociedade visa recolocar ela e buscar seu papel dentro Estado.



Horácio: gerações


dammosa quid non imminuit dies? aetas parentum, peior auis, tulit. nos nequiores, mox daturos progeniem vitiosiorem

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"O que o tempo danoso não enfraquece? A geração dos pais , pior que os avós, gerou a nós mais vis, logo, que havemos de produzir uma progênie mais viciosa"

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Horácio

Paul Valery: Poema

Quando eu faço um poema, eu não quis dizere, eu quis fazer e foi a intenção de fazer que quis dizer o que eu disse
Paul Valery

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Dallas Willard: Conspiração Divina


Convém que estejamos cientes de, grosso modo, cinco dimensões da nossa vida eterna no Reino no Meio de Nós. Essas dimensões se distribuem mais ou menos na seguinte seqüência:

1. Confiança e em Jesus, o "Filho do homem", aquele que foi ungido para nos salvar. As passagens bíblicas relevantes para essa dimensão são Jo 3:15; Rm 10:9-10; e ICo 12:3. Essa confiança é uma realidade, e é ela mesma uma verdadeira manifestação da vida "das alturas", não das capacidades humanas normais. É, como diz Hb 11:1, "a convicção de faros que se não vêem". Qualquer um que verdadeiramente possui essa confiança tem absoluta certeza de estar "lá dentro".

2. Mas essa confiança na pessoa de Jesus naturalmente leva ao desejo de ser seu aprendiz na vida do reino de Deus. Só mesmo um processo histórico contínuo eivado de confusões e falsas motivações poderia nos trazer a esta situação corrente, na qual se considera que a fé em Jesus implica naturalmente ser discípulo dele. A condição de aprendiz de Jesus significa viver no seu mundo, ou seja, colocar em prática os seus ensinamentos (Jo 8:31). E isso gradualmente integra toda a nossa existência no glorioso mundo da vida eterna. Tornamo-nos "verdadeiramente [...] livres" (Jo 8:36).

3. A abundância de vida que se alcança quando se é discípulo de Jesus, "permanecendo na sua palavra", naturalmente conduz à obediência. O ensinamento que recebemos e a experiência de vivê-lo nos leva a amar a Jesus e ao Pai com a plenitude do nosso ser: o coração, a alma, o entendimento e a força (corporal). E assim aprendemos a amar essa obediência a ele, mesmo quando não compreendemos ou até mesmo quando não "gostamos" do que ele exige. "Se me amais", disse Jesus, "guardareis os meus mandamentos" (Jo 14:15). E: "Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele" (v. 21). O amor de Jesus nos sustenta ao longo da prática da disciplina e do treinamento que possibilita a obediência. Sem esse amor, não persistimos no aprendizado.

4. A obediência, com a vida de disciplina que exige, conduz à completa transformação interior do coração e da alma. E, num processo circular, essa mesma transformação sustenta a obediência. A condição permanente do discípulo passa então a ser a de "amor, alegria, paz, longanimidade [paciência], benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio" (Gl 5:22-23; comparar com 2Pe 1:2-11). E é amor autêntico até o nosso âmago mais profundo. Essas virtudes são chamadas de "fruto do Espírito", pois não são conseqüências diretas do nosso esforço, mas nos são incutidas à medida que passamos a admirar e imitar a Jesus, fazendo todo o necessário para aprender a obedecer a ele.

5. Por fim, vem o poder para fazer as obras do reino. Uma das declarações mais chocantes de Jesus, também encontrada no "discurso de formatura", foi esta: "Aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço, e outras maiores fará" (Jo 14:12). É normal que nos sintamos assombrados e incapazes diante dessa afirmação. Mas tenhamos em mente que o mundo em que vivemos precisa desesperadamente que essas obras sejam feitas. Não seria somente por exibicionismo ou para impressionar a nós mesmos e os outros. Mas, francamente, mesmo uma "obra" modesta já é mais do que a vida da maioria das pessoas pode sustentar. Se uma só das nossas orações vier a ser atendida, com efeitos publicamente visíveis, isso já poderia bastar para atolar alguns de nós em semanas de pretensa superioridade espiritual. Grande poder exige grande caráter para que seja uma bênção, não uma maldição, e esse caráter é algo que precisamos adquirir gradualmente.

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

Eugene Peterson: Salvação


Tanto em Êxodo quanto no evangelho de Marcos, fica claro que não contribuímos em nada para nossa salvação. No entanto, somos convidados a participar. Na primeira metade do evangelho, pessoas de todo tipo são atraídas para junto de Jesus, experimentando sua compaixão, as curas, o livramento, o chamado, a paz. Vemo-nos implicitamente incluídos. Na segunda metade do evangelho, essa experiência de participação pessoal se torna explícita.

No centro do evangelho de Marcos há uma ponte entre os anos na Galiléia em que se narra a vida de Jesus e as últimas semanas em Jerusalém, concentradas em sua morte. Na verdade, essa ponte é estratégica para nos guiar a uma participação na salvação coerente com a vida e a morte de Jesus descritas por Marcos com tanto cuidado. Creio ser evidente que Marcos não era um jornalista escrevendo boletins diários das atividades de Jesus no século I. Também não era um publicitário tentando nos envolver numa causa com ambições históricas. Seu evangelho é a teologia espiritual em ação, uma forma de escrever que nos leva a participar do texto.



Marcos 8:27—9:9 é a passagem que serve de ponte, no centro do relato, entre as várias evocações de vida na Galiléia, ocupando simetricamente um lado, e a viagem resoluta a Jerusalém e a morte, ocupando o outro.

A passagem de transição é constituída de duas histórias. A primeira, o chamado de Jesus à renúncia enquanto ele e seus discípulos se dirigem a Jerusalém, fornece a dimensão ascética da salvação (8:27—9:1). A segunda, a transfiguração de Jesus no monte Tabor, fornece a dimensão estética (9:2-9).


As histórias começam e terminam com declarações acerca da identidade de Jesus como Deus em nosso meio: primeiro Pedro afirmando: "Tu és o Cristo" (8:29); depois, a voz do céu dizendo: "Este é o meu Filho amado" (9:7). Numa extremidade, o testemunho humano e, na outra, a atestação divina.

Antes de considerarmos essas duas histórias, desejo enfatizar a necessidade de mantê-las no contexto e ligadas entre si. O contexto é a vida e a morte de Jesus, aquele que revela Deus. Jesus é o tema do evangelho de Marcos. Fora de contexto, essas duas histórias dão espaço para inúmeras interpretações equivocadas. Não podem ser consideradas isoladamente. Não oferecem uma teologia espiritual pronta para ser explorada em nossos próprios termos.

Além disso, elas são organicamente ligadas. Não devem ser separadas uma do outra. São um ritmo de duas batidas numa única vida de salvação, e não duas formas alternativas de existir na história, de participar da obra salvadora de Deus na história. As histórias reúnem os movimentos ascéticos e estéticos, o "não" e o "sim" que trabalham juntos no cerne da vida de salvação. A participação na salvação, conforme esta é revelada em Jesus, exige o emprego apropriado e diferenciado dessas duas palavras: "não" e "sim".

D. Martyn Lloyd-Jones: Expiação e Justificação

Sobre Romanos 3:25
Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus;
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Qual era o propósito disso? Por que Deus ordenou estas mortes sacrificiais? Qual era o propósito da morte sacrificial de animais no Velho Testamento? Elas nos ensinam quatro verdades da maior importância. A primeira é que seu objetivo era tornar Deus propício. Os sacrifícios de animais no Velho Testamento não tinham por objetivo afetar o homem; eram dirigidos a Deus. Não há sequer uma centelha de evidência em todo o Velho Testamento de que esses sacrifícios se destinavam a fazer algo às pessoas. Visavam, por assim dizer, afetar a Deus. Esse era todo o seu objetivo, todo o seu propósito. Sua intenção era tornar Deus propício.



O segundo princípio era assegurada pela expiação, ou seja, pelo cancelamento da culpa do pecador. Como já vimos, a expiação leva necessariamente à propiciação; e por meio da expiação que se obtem a propiciação. O pecado é riscado, é cancelado, e, portanto, vai-se a Deus, que agora foi tornado propício.


O terceiro princípio é que a propiciação era efetuada pela punição vicária da vítima, que substitui o ofensor em favor dele. O pecador, o ofensor, tomava um cordeiro ou um touro ou um bode, e punha as mãos sobre ele, com isso lançando simbolicamente seus pecados sobre o animal, e depois o animal era imolado. O animal sofria vicariamente, levava vicariamente a punição. O pecador colocava o animal em seu lugar e em seu favor. Esse é um princípio muito importante, e não se opderá compreender o ensino do Velho Testamento nos livros de Exodo e de Levítico, se não se compreender esse princípio- a punição vicária de uma vítima em lugar do ofensor e em favor do mesmo.


Em quarto lugar, o efeito das ofertas sacrificiais era o perdão do ofensor e sua restauração ao favor de Deus e à comunhão com Ele.
(...)


A pena decretada por Deus para o pecado é a morte. Portanto, nunca se pode tratar do pecado isoladamente, da morte. Sem derramento de sangue não há remissão de pecados" p.114-115
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sobre Romanos 3:27-31

Onde está logo a jactância? É excluída. Por qual lei? Das obras? Não; mas pela lei da fé.Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei. É porventura Deus somente dos judeus? E não o é também dos gentios? Também dos gentios, certamente,Visto que Deus é um só, que justifica pela fé a circuncisão, e por meio da fé a incircuncisão.Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma, antes estabelecemos a lei.
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"É o que de fato está sendo ensinado- que o plano da salvação em Cristo é simplesmente que Deus está agora nos pedindo que façamos algo que está ao nosso alcance; é apénas crer. Ele não mais exige de nós obras que não podemos praticar; agora pede simplesmente que creiamos em Seu Filho. Dizem esses mestres que Paulo chama a isso de lei da fé. A lei das obras não tem mais aplicação; agora a questão é cumprir a lei da fé, e isso é algo que podemos fazer" p. 146
(...)
Jamais a fé é algo isolado ou só. Nunca se deve divorciar a fé do seu objeto. A fé sempre está ligada a um objeto. O objeto da fé é o Senhor Jesus Cristo, Sua obra perfeita e Sua justiça perfeita; e contanto que vocês se lembrem disso, nunca errarão. Assim, não devemos jactar-nos da nossa fé; não é a fé como tal que nos salva. A fé é tão somente aquele canal, aquele instrumento, aquele elo que nos liga à justiça de Cristo que nos salva, e a fé simplesmente não a traz a nós. É a Sua justiça que nos salva pela fé, mediante a fé" p.149
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Tiago 2:24 x Romanos 3:28
"Tiago e Paulo, embora crentes na mesma verdade, tinham cada um um objetivo imediato diferente. Paulo estava preocupado em mostrar que as nossas obras, sob a Lei, de nada valem na salvação. A preocupação de Tiago era com uma coisa muito diferente. O problema que Tiago teve que enfrentar era que havia pessoas na Igreja Primitiva que falavam em fé de maneira completamente erronea. Ele coloca isso com clareza no vs 14 do capítulo dois: Meus irmãos, que aproveita se alguém disser quie tem fé, e não tiver as obras?" . Tiago estava lidando com um tipo de gente que dizia : Eu tenho, sou crente, e depois essas pessoas saíam dizendo, que, devido a terem fé e serem crentes , o que elas faziam não tinha importância, e que aquilo que salva o homem é ele dizer que é crente. Noutras palavras, havia na Igreja Primitiva o problema do fideísmo. Tiago estava lidando com homens que alegavam que tinham fé-= homens que empregavam a palavra fé, mas que com ela não queriam dizedr nada senão assentimento intelectual" p.150-151
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Romanos 3:31
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"Mais uma vez vemos ue o ensino hoje corrente, que afirma que sob a nova dispensação a lei do velho testamento foi abolida inteiramente e foi posta de lado- e que agora que somos confrontados por uma nova lei, a lei da fé, e que doravangte nada temos que fazer senão crer no Senhor Jesus Cristo- vemos que esse ensino é completamente errôneo" p. 174
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"que o apostolo quer dizer, afirmam eles, é que, por meio da nossa fé no Senhor Jesus Cristo, agora somos habilitados a cumprir a Lei. Cristo nos dá força e poder que nos capacitam a observar, honrar e cumprir a Lei, tendo vida virtuosa, a vida cristã. Isso significa estabelecer a Lei" p. 175
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"o apostolo não está considerando a santificação, porém tão somente a justificação Mas no momento em que se começa a falar sobre a vida cristã, sobre o comportamento cristão e sobre a vida virtuosa, está se falando da santificação. O ponto onde aquele ensino realmente chega afinal é que somos justificados porque somos santificados. Esse sempre foi, e ainda é, o ensino católico romano sobre a justificação. Segundo o catolicismo romano, o homem é justificado diante de DEus porque é capacitado a ter vida virtuosa pela graça e pela nova vida que ele recebeu no batismo,e, habilitado pela graça a viver essa vida virtuosa, ele mesmo se justifica" p. 175-6
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a justificação é essencialmente forense e declaratória. Ela é a declaração feita por Deus de que somos por Ele considerados justos por causa da justiça do Senhor Jesus Cristo. É uma declaração judicial, forense, feita por Deus de que, embora por assim dizer continuemos em nossos pecados, Ele nos considera justos; Ele nos dá a justiça de Cristo por meio da fé, e nos proclama justos, aceitos e retos a Seus santíssimos olhos" p.176
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Romanos 4:1-3
Que diremos, pois, ter alcançado Abraão, nosso pai segundo a carne? Porque, se Abraão foi justificado pelas obras, tem de que se gloriar, mas não diante de Deus. Pois, que diz a Escritura? Creu Abraão em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça.
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"Carne significa obras de alguma espécie, ou algo que diz respeito a nós, ou que é próprio de nós, em que tendemos a confiar para a nossa salvação, algo do que nos inclinamos a jactar-nos" p. 197
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Abraão era um homem religioso, era um homem temente a Deus, era um homem piedoso. Abraão tinha prazer em obedecer a Deus e em fazer o que Deus lhe dissesse, e foi porque ele era esse tipo de homem que Deus o tratou como o tratou. Seria isso justificação pela fé? SEria isso que Genesis 15:6 diz? Eles argumentam que é, e que esse continua sendo o metodo da salvação.; Se o homem tiver um sério conceito sobre a vida e se dispuser a agradar a Deus e a ter uma vida virtuosa e piedosa, será perdoado e não terá o que temer. E nessa sua intenção que Deus está interessado; e se Deus vir essa intenção, perdoará tal homem e o abençoará", p.199
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Sobre Romanos 4:4-8

Ora, àquele que faz qualquer obra não lhe é imputado o galardão segundo a graça, mas segundo a dívida. Mas, àquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça. Assim também Davi declara bem-aventurado o homem a quem Deus imputa a justiça sem as obras, dizendo: Bem-aventurados aqueles cujas maldades são perdoadas, E cujos pecados são cobertos. Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputa o pecado.
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"Abraão, vosso pai, exultou por ver o meu dia, e viu-o, e alegrou-se" (João 8:56). Foi o que o próprio Senhor Jesus Cristo disse. Portanto, quando vocês lerem a frase: Abraão creu em Deus e que fazia o que Deus lhe dizia. Vai além disso, Abraão creu no método de redenção que Deus planejou, como eu e vocês. Ele não viu isso claramente, mas o viu de longe (Hb 11:13). Agora já aconteceu, manifestou-se em sua plenitude. Mas Abraão o viu de longe, perto de dois mil anos antes de acontecer, como posteriormente se deu com Davi, exatamente da mesma maneira. Isto significa crer no plano divino de salvação. E isso consta no livro de Gênesis" p. 205
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"Nunca nos esqueçamos de que a justificação é forense, judicial. Não nos torna justos; declara que somos justos. E somos declarados justos porque a justiça de Jesus Cristo é posta em nossa conta" p.203
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"Há muitos que pensam que estão cultuando a Deus, quando na realidade estão simplesmente cultuando a si mesmos, prestando culto à sua bondade pessoal. Eles fizeram um deus que lhes é próprio, e quando são confrontados por Deus como Ele Se manifestou na Bíblia, O odeiam, não gostam dEle." p. 207
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"...trata de uma questão inteiramente forense, judicial. A justificação é uma afirmação feita por Deus de que agora Ele declara inocente essa pessoa, e que vai vestir-lhe a justiça de Cristo e vai considerá-la justa" p. 209
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"A ação é totalmente de Deus. É o que Ele faz com estes nossos pecados, que Ele põe sobre Cristo e os castiga nEle. É o que Ele faz com a justiça de Cristo, que Ele põe sobre nós. Tudo é feito para nós, e nós o recebemos passivamente de Deus" p. 214
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Sobre Romanos 4:13-17

Porque a promessa de que havia de ser herdeiro do mundo não foi feita pela lei a Abraão, ou à sua posteridade, mas pela justiça da fé. Porque, se os que são da lei são herdeiros, logo a fé é vã e a promessa é aniquilada. Porque a lei opera a ira. Porque onde não há lei também não há transgressão.
Portanto, é pela fé, para que seja segundo a graça, a fim de que a promessa seja firme a toda a posteridade, não somente à que é da lei, mas também à que é da fé que teve Abraão, o qual é pai de todos nós, (Como está escrito: Por pai de muitas nações te constituí) perante aquele no qual creu, a saber, Deus, o qual vivifica os mortos, e chama as coisas que não são como se já fossem.
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"A Lei sempre vem a nós e nos diz: "Se você fizer isto" ou "Você tem que fazer isto, e não deve fazer aquilo"- a Lei sempre se refere às nossas ações, à nossa conduta e ao nosso comportamento. A lei ordena algumas coisas e proibe outras. O princípio é que a preocupação e o interesse da lei visam sempre aos nossos feitos, às nossas obras, à nossa conduta, às nossas ações, ao nosso comportamento. Portanto, no momento em que você introduz a Lei, você retorna às obras, e a fé não é levada em conta. A lei é matéria de mandamentos, positivos e negativos, proibições, vetos e injunções. Assim, no momento em que você introduz a Lei, é que diz Paulo, a fé é banida, a fé é posta fora. A fé é algo que se opõe às obras" p.231
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"...a própria Lei de Deus que proíbe o pecado acaba nos levando a pecar. A razão disso não é que haja algo errado na Lei, mas que há algo terrivelmente errado em nós. Logo, se a promessa fosse em termos da Lei, essa nada produziria para nós, senão ira e condenação" p. 233
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"Na salvação, a glória que há é unicamente a de Deus; e, se você introduzir algo que não seja a fé, estará tirando parte de Sua glória. Se você começar a falar sobre as obras, e sobre a lei, o homem estará fazendo uma reivindicação, e você estará menosprezando a glória da graça de Deus (...) Se você gabar da sua fé, se você se gabar do fato de que você crê enquanto outros não crêem, já não será graça; e já não será para a glória de Deus, mas o crédito vai ser para sua crença" p. 237
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"O que lhes traz a bênção não é o fato de que tinham sido circuncidados, mas, sim, que andam nas pisadas daquela fé de nosso pai Abraão, que tivera na incircuncisão. O que importa não é a circuncisão, e sim o fato de que eles exercem a mesma fé que Abraão exercia" p. 238
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"A salvação, graças a Deus, é totalmente de Deus, é toda ela da graça de Deus. E é somente por essa razão que ela é certa e segura. A salvação final de vocês, e a minha, na glória, só é garantida por uma coisa: é pela graça e mediante a fé, e não pelas obras ou pela circuncisão ou pela Lei ou por qualquer coisa que haja no homem" p. 240
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sobre Romanos 4:18-19:
O qual, em esperança, creu contra a esperança, tanto que ele tornou-se pai de muitas nações, conforme o que lhe fora dito: Assim será a tua descendência.E não enfraquecendo na fé, não atentou para o seu próprio corpo já amortecido, pois era já de quase cem anos, nem tampouco para o amortecimento do ventre de Sara
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Lloyd-Jones lembra que a tradução aqui está equivocada: "os quatro manuscritos mais antigos do Novo Testamento não têm a negativa. Eles colocam a declaração de forma positiva. Todos eles dizem que ele considerou seu próprio corpo, mas que não foi enfraquecido na fé quando considerou seu próprio corpo e o amortecimento do ventre de Sara" (p. 257) A melhor tradução seria " sem ser enfraquecido na fé, ele considerou seu próprio corpo".
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"Aqui temos a resposta para isso. Abraão encarou os fatos, ele se lembrou da sua idade, como o apóstolo nos diz aqui; e também para idade de Sara. Ele viu os fatos como eles eram, viu-os em sua pior expressão; e, todavia, apesar de ter feito isso , não foi enfraquecido em sua fé"(...) "A fé não fica girando em torno dos problemas, sobrepuja-os. Vê-os, olha-os de frente, e depois passa por cima deles" p. 258
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Sobre Romanos 4:23-25

Assim isso lhe foi também imputado como justiça.Ora, não só por causa dele está escrito, que lhe fosse tomado em conta,Mas também por nós, a quem será tomado em conta, os que cremos naquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus nosso Senhor; O qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação.
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Em que consiste esta fé que justifica?
1o. é uma fé que crê em Deus e glorifica a Deus.
2o. esta fé crê em Deus particularmente em termos da ressurreição do Senhor Jesus Cristo.
3o. que por nossos pecados Cristo foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação.
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"A ressurreição é a proclamação do fato de que Deus está plena e completamente satisfeito com a obra realizada por Seu Filho na cruz" p.289
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"ele crê que o único meio de salvação é o que Deus providenciou; crê que Deus enviou Seu Filho, Seu Filho unigênito, do céu à terra como Jesus de Nazaré; crê que Ele o sujeitou a Lei; crê que o Filho cumpriu a Lei perfeitamente; crê que Deus lançou sobre Ele os nossos pecados e a nossa culpa, e que os puniu e lhes deu tratamento definitivo, para sempre; e crê que Deus está plenamente satisfeito" p. 291
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"Fé justificadora é aquela que capacita o homem a crer na palavra de Deus a despeito de tudo isto, a crer na Palavra de Deus a despeito de conhecer sua fraqueza, sua propensão para a queda, sua propensão para o fracasso- fé justificadora é isso." p. 294
D. Martyn Lloyd-Jones Romanos Expiação e Justificação:Exposição sobre Capítulos 3:30-4:25, Editora PES

terça-feira, fevereiro 02, 2010

John Piper: C.S. Lewis




The way Lewis deals with these two things—Joy and Truth—is so radically different from Liberal theology and emergent postmodern slipperiness that he is simply in another world—a world where I am totally at home, and where I find both my heart and my mind awakened and made more alive and perceptive and responsive and earnest and hopeful and amazed and passionate for the glory of God every time I turn to C. S. Lewis. It’s this combination of experiencing the stab of God-shaped joy and defending objective, absolute Truth, because of the absolute Reality of God, that sets Lewis apart as unparalleled in the modern world. To my knowledge, there is simply no one else who puts these two things together the way Lewis does

Timothy Keller: Filosofia de Ministério


Resumo: uma filosofia de ministério é mais especifica que os propósitos da igreja (o por quê da igreja), contudo, menos especifico que o programa de ministério da igreja (o o que da igreja), em suas metas e objetivos. Entao, ele descreve como uma igreja fará para alcançar, com o evangelho de Cristo, sua comunidade particular.
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Uma filosofia de ministério é mais especifica que os princípios bíblicos de uma igreja. Todas as igrejas deveriam compartilhar os mesmos conceitos dados pela Biblia: as marcas e deveres da igreja. Todas as igrejas são camadas para adorar a Deus, edificar os santos, testificar as nações, e assim por diante. Contudo, uma filosofia de ministério faz que a igreja seja distinguida de outras, descreve uma visão para determinada igreja que é própria desta congregação. Isto é algo mais especifico que a identidade denominacional. As igrejas metodistas podem ter umas filosofias de ministério dramaticamente diferentes e ainda assim, permanecer dentro de sua denominação.
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Por outro lado, uma filosofia de ministério é menos especifico que o programa de atividades ministeriais da igreja ou seus objetivos e metas, que podem ser determinadas para um, dois ou cinco anos. As metas e os objetivos são projetos que podem ser medidos dentro de um marco de tempo determinado, enquanto, que a filosfia de ministério descreve visões e modos de funcionamento mais amplos.
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Temos definido o que não é filosofia de ministério, não é uma mera declaração bíblica de propósitos, nem uma lista de programas, como tampouco metas ou objetivos. Agora, trataremos de expressar o que sim é a filosofia de ministério.
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Pensemos por instante em quatro perguntas: a quem, por quê, como e o quê de uma igreja.
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Em quem, define as crenças básicas e os compromissos teológicos da igreja. Uma igreja pode ter uma tradição teológica histórica, como a wesleyana ou luterana. A postura da igreja com as escrituras e a maneira que a interpreta determinará muitas de suas posturas teológicas e éticas. Isto inclui a própria compreensão que tem a igreja acerca do que a bíblia diz com respeito a natureza e identidade da igreja.
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A pergunta pelo por que define os propósitos da igreja. É a justificação pela existência da igreja. Se a pergunta pelo quem determina o compromisso da igreja pela infalibilidade da Bíblia, esta declara um numero de propósitos ou funções que Deus quer que a igreja tenha. Em outras palavras, quando entendemos quem somos, entendemos, assim, por que estamos aqui. Devemos evangelizar as nações, discipular e edificar os crentes, ofertar uma adoração aceitável, cuidar dos pobres e necessitados, entre outras coisas. Todas as igrejas compartilham estes propósitos comuns.
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A pergunta pelo como define a filosofia de ministério de uma igreja. Por exemplo, a Biblia nos manda adorar e define regras de adoração ( por exemplo: não adorar a uma imagem), contudo, nos brinda com uma ampla liberdade acerca de como adorar. Não nos diz qual estilo de musica, que nível de espontaneidade e demonstração de emoções podem ser usados nos cultos e muitos outros aspectos. O mesmo acontece com a pregação, com o ensino, o evangelismo, nosso companheirismo, vida em comum e a maneira que atendemos aos necessitados. O como se faz muito parecido com que somos.
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Quer dizer que o como nossa igreja opera está ligado aos nossos caprichos, baseando em nossos gostos e desejos? De maneira nenhuma. Os cosmos da igreja são definidos pelos por quês bíblicos. Devemos adorar, evangelizar, e ter companheirismo de forma que melhor se ajustem a possibilidade de expandir o reindo de Deus em nossa comunidade, em modos que cumpram com nossos propósitos de ensinar as nações a obedecerem a tudo que Jesus nos ordenou.
Finalmente, o quê define as metas e objetivos da igreja, seu programa ministerial atual. se incluem as descrições de tarefastanto para os laicos como para o quadro pastoral, a organização da igreja em departamentos, comitês ou grupos de tarefas e as politicas operacionais como os regulamentos.
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Ao vermos as quatro perguntas: quem, por quê, como e quê, vemos que todas se relacionam intrinsicamente. A pergunta pela filosofia do ministério pode er respondida ao perguntar: Como podemos alcançar melhor nossos propósitos bíblicos( o por que) de acordo com nossos compromissos teológicos ( o quem). Contudo, se continuarmos refletindo nestes temas, vemos que todos os por quês, como e o quê realmente continuam respondendo a pergunta Quem somos. Todos estes são componentes de sua identidade como igreja .
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Uma filosofia de ministério, então, responde a pergunta: Como podemos alcançar melhor nossos propósitos bíblicos de acordo com nossos compromissos teológicos?
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Existe um paralelo entre a identidade de um crente individual. Ainda que, um cristão possa saber quem é (justificado, adotado, redimido), e para quê está aqui( para ser um embaixador de Cristo,etc), contudo, deve fixar-se em seus dons específicos, seu chamado particular, para determinar como praticará seu compromisso cristão (1Co 12, Rm 12:8ss). Assim mesmo, cada igreja individual deve perguntar=se: qual é o chamado específico e particular de nossa igreja? A resposta cria uma identidade que dá forma ao carater da igreja e a faz única, ainda que, dentro de sua própria denominação.
Fonte: Manual del Plantador de Iglesias, p. 79-80