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quinta-feira, maio 19, 2016

Edmund Clowney: A Igreja

Edmund Clowney - A IGREJA - Serie Teologia Cristã

A ideia básica de Clowney é a da igreja como assembléia reunida por Cristo.

Algumas citações:

PRIMEIROS DISCÍPULOS

“Discipulos são aprendizes: são aqueles que ele recebeu do Pai e aos quais o Mestre ensina os mistérios do reino. Eles observam seus atos atentamente e deram testemunho de seus sinais do reino. Eles o conheciam não somete por uma íntima associação, mas pela revelação do pai” p. 43

SERVIÇO DA IGREJA E SEUS OBJETIVOS

“O serviço da igreja tem três objetivos: servir a Deus em adoração, serviço mútuo em nutrição, servir ao mundo em missão” p. 61

 
UNIDADE EM AMOR NA IGREJA

“O amor que responde ao amor de Deus nos levará tanto a amar uns aos outros quanto a amar aquele de quem esse amor provém. Se alguém alega amar a Deus e não ama seu irmão, é mentiroso ( 1Jo 4:20). Ninguém deve se dirigir a Deus em culto se não estiver em paz com seu irmão. Essa pessoa deve deixar sua oferta no altar e tentar reconciliar-se com seu irmão (Mt 5:24)” p. 75


MARCA DA IGREJA

"A grande marca da igreja está na mensagem que ela proclama: o evangelho da salvação do pecado e da morte eterna por meio da cruz e da ressurreição de Jesus Cristo, que é o único caminho, a única verdade e a única vida" p. 99


"A esmagadora glória de Deus, revelada no evangelho, é a glória de sua graça. Não é o poder transcendente, sabedoria e justiça de Deus que exige nossa adoração, mas principalmente seu amor e sua misericórdia. Os hinos de louvor da igreja são um louvor que nem mesmo os anjos podem prestar, pois somente a igreja conhece o amor divino que muda o destino de pecadores perdidos e lhes dá a filiação com o amado" p. 113 


 NUTRIÇÃO DA IGREJA

"A nutrição objetiva o crescimento em sabedoria: saber como tomar decisões diárias na presença de Deus e na sabedoria do Espírito, com o objetivo de praticar  aquilo que agrada a Deus: aprender seu caminho quando  dirige o carro, quando ouve as notícias, quando trabalha no escritório ou quando conversa com a família durante o jantar (Rm 12:2). Paulo enfatiza  a importância de se aproveitar as oportunidades para aumentar o progresso do evangelho (Ef. 5:15)" p. 136 


REALIZAÇÃO CULTURAL.
"A renovação espiritual do evangelho liberta o homem e a mulher para viver, e para o uso dos ricos dons de Deus em atividades culturais. A Reforma mudou a compreensão do trabalho e abriu as alegrias da música, da arte, da ciência e da indústria às pessoas comuns, que tinham sido ignoradas pela elite renascentista. Mas, ao mesmo tempo, a nova compreensão do evangelho deu tanto foco quanto um propósito para a vida. A realização cultural não é o objetivo final da vida" p. 163 



sexta-feira, maio 18, 2012

Como ler a Bíblia lendo Jesus.

Este texto busca ser uma ajuda para ler a bíblia como uma escritura cristã, há mais livros e autores que aprofundam este assunto, você pode e deve consultá-los:

Pregação Cristocêntrica - Brian Chappel.
Pregando Cristo a partir do Antigo Testamento - Sidney Greiadnus
Preaching Christ in All Scripture- Edmund Clowney
Deuses Falsos - Timothy Keller

Antes de entender como funciona esta leitura, deve-se ter uma clareza da noção do evangelho versus religião (ou moralismo). O Evangelho é Deus em busca do homem para salva-lo e redimi-lo. A religião é o homem que busca Deus através de seus esforços. Então, podemos que existem dois modos de como podemos encarar a leitura da Bíblia.

Estas simples idéias já definem os nossos pressupostos de como leremos a Bíblia, se entendemos a vida cristã como a religião define, estamos em busca de princípios para viver e assim, alcançar a Deus. Agora, se temos uma clara noção do evangelho, notamos que a Bíblia não fala de nós, mas de como Deus nos buscou e encontrou, então, o personagem principal é Jesus Cristo.

Por isto também, o evangelho é um evento histórico de boa nova, algo que já aconteceu em nosso favor pela obra perfeita e redentora de Cristo e não é uma coisa que precisamos construir com nossos esforços. 

Assim, se lemos a bíblia como o famoso manual do fabricante com as regras que Deus deu para alcançar a Ele perdemos toda a obra de Cristo em nosso favor. Jesus é seu modelo, seu mestre, seu chefe mas nunca será seu salvador, seu redentor, enfim, seu amor e vida.



1. Evitando uma leitura moralista.

O grande erro que podemos cometer ao ler e interpretar um texto bíblico é não enxergar a presença de Jesus Cristo nele, isto fica claro como ensina Bryan Chapell de quatro modos dos fatais SEJA, FAÇA, MUDE e DISCIPLINE-SE:

“Mensagens que exortam a ser como, que concentram a atenção dos ouvintes sobre um personagem bíblico, à medida que o pregador os exorta a serem como aquela pessoa ou como alguém aspecto da sua personalidade (...) Simplesmente dizer às pessoas que imitem a piedade de outros sem lembra-luz que qualquer coisa mais que conformidade exterior precisa vir de Deus, leva-as ou a desesperar-se da transformação espiritual ou a negar sua necessidade” p. 306
A carne nunca melhora, mensagens que começam com esforço próprio começam na nossa natureza carnal do eu. A culpa cancelada por esforço ou mudança de comportamento gera somente legalismo e orgulho.




2. Lendo  toda a Escritura sob a luz do Evangelho.


Devemos buscar uma leitura da bíblia sagrada, seja do primeiro e do segundo testamento a luz da obra e vida de Jesus Cristo. 


Como ensina Greidanus:



"A igreja do Novo Testamento pregava o nascimento, o ministério, a morte e a ressureição e a exaltação de Jesus de Nazaré como cumprimento das antigas promessas de aliança com Deus, sua presença hoje no Espírito e seu iminente retorno. Em suma, pregar Cristo significava pregar Cristo encarnado dentro do contexto do pleno escopo da história da salvação" Pregando Cristo a partir do Antigo Testamento,  p. 18

Citando Calvino, que ensina que:

"Devemos ler as escrituras com o propósito expresso de encontrar Cristo nelas. Aquele que se desviar desse objetivo, embora possa se afadigar a vida inteira no aprendizado, jamais alcançará o conhecimento da verdade, pois que sabedoria podemos encontrar sem a sabedoria de Deus? p. 259

Encontrar Cristo é ir além do método moralista, é buscar a boa nova no texto e revelar Cristo em todo texto.

O método moralista/religioso se concentra assim:

1. História.
2. Princípio Moral
3. SEJA: faça, seja, mude ou discipline-se

Uma aproximação cristocêntrica leva o texto até Cristo, e promove a boa nova, começa-se também com uma exegese gramatical histórica do texto, ou seja, entende-se o seu contexto histórico da escrita e sua  interpretação para os ouvintes atuais.

1. história
2. princípio moral.
3. incapacidade humana.
4. história de Jesus diante daquele princípio
5. vitória em Jesus para aquele princípio.

Ou como ensina Greidanus:

um sermão cristão sobre um texto do Antigo testamento necessariamente irá na direção do Novo Testamento. Isso é óbvio quando o texto contém uma promessa que é cumprida em Cristo: o pregador não pode parar na promessa, mas, naturalmente, irá prosseguir com o sermão até o seu cumprimento. O mesmo ocorre quando o texto contém um tipo que é cumprido em Cristo: o sermão vai do tipo para o antítipo. Isso também acontece quando o texto relata um tema que é mais desenvolvido no Novo Testamento, no sermão, o pregador vai do tema do AT para seu desenvolvimento mais completo no NT p.263



Jesus é o grande herói da Bíblia e não eu ou você, como Timothy Keller coloca:

Jesus é o verdadeiro e melhor Adão, que passou pelo teste no jardim e cuja obediência é imputada a nós.Jesus é o verdadeiro e melhor Abel que, apesar de inocentemente morto, possui o sangue que clama, não para nossa condenação, mas pela absolvição.Jesus é o verdadeiro e melhor Abraão que respondeu ao chamado de Deus para deixar todo o conforto ea família e saiu para o vazio sem saber para onde ia, para criar um novo povo de Deus.Jesus é o verdadeiro e melhor Isaque, que foi não somente oferecido pelo Seu Pai no monte, mas foi verdadeiramente sacrificado por nós. E quando Deus disse a Abraão: "Agora eu sei que você me ama, porque você não poupou o seu filho, teu único filho a quem você ama de mim," agora podemos olhar para Deus levando Seu Filho até a montanha e sacrificá-lo e dizer: "Agora sabemos que nos ama, porque você não poupou o seu filho, teu único filho, a quem você ama de nós."Jesus é o verdadeiro e melhor Jacó que lutou e sofreu o golpe de justiça que merecemos, por isso, como Jacó, só recebêssemos as feridas da graça para nos despertar e disciplinar.Jesus é o verdadeiro e melhor José que, na mão direita do rei, perdoa àqueles que o venderam e traíram e usa seu novo poder para salvá-los.Jesus é o verdadeiro e melhor Moisés que se põe na brecha entre o povo e Deus e que é mediador de uma nova aliança.Jesus é a verdadeira e melhor Rocha de Moisés que, golpeada com a vara da justiça de Deus, agora nos dá água no deserto.Jesus é o verdadeiro e melhor Jó, sofredor verdadeiramente inocente, que então intercede e salva os seus tolos amigos.Jesus é o verdadeiro e melhor Davi, cuja vitória torna-se a vitória do Seu povo, apesar deles nunca terem movido uma única pedra para conquistá-la.Jesus é a verdadeira e melhor Ester que não apenas arriscou deixar um palácio terreno, mas perdeu o definitivo e divino, que não apenas arriscou sua vida, mas deu sua vida para salvar seu povo.Jesus é o verdadeiro e melhor Jonas que foi expulso na tempestade, para que nós pudéssemos ser trazidos para dentroJesus é a verdadeira Rocha de Moisés, o verdadeiro Cordeiro pascal, inocente, perfeito, desamparado, sacrificado para que o anjo da morte vai passar sobre nós. Ele é o verdadeiro templo, o verdadeiro profeta, o verdadeiro sacerdote, o verdadeiro rei, o verdadeiro sacrifício, o verdadeiro cordeiro, a verdadeira luz, o verdadeiro pão.A Bíblia não é realmente sobre você - é sobre ele.

domingo, outubro 10, 2010

Edmund Clowney: Quando Deus desceu Gn. 28:10-22


No capítulo 5 do livro Preaching Christ in All Scripture, Ed Clowney vai comentar a passagem da escada de Jacó. Ele está correndo a fúria assassina do seu irmão, Esaú, apesar da profecia Isaque preparou para dar a bênção da primogenitura para Esaú. Sob a direção de sua mãe, Jacó enganou seu pai e recebeu a bênção destinada a Esaú, este o ameaçou de morte, assim Jacó partiu para Haram, terra do seu tio Labão.

A Escada de Deus: a intervenção de Deus confirma sua aliança.

Jacó desejava receber a benção do Senhor. Ele não estava, contudo, numa peregrinação em busca do Senhor. Ao invés disto, ele estava a caminho de deixar a terra da promessa. A bênção de Isaque tinha dado a ele falava das ricas colheitas da terra, como também sobre ele governar sobre seus irmãos. Mas, o que dizer sobre esta bênção quando ele está deixando a terra da promessa de Deus?

A maioria das pessoas acreditam que a religião como a busca do homem por Deus. Na realidade, as religiões proporcionar meios de fuga de Deus. Ele pode ser promovido a um Deus superior, de modo que religião tribal pode adorar espíritos das árvores ou dos leopardos. O Deus da Bíblia, porém, é o Deus que nos procura. Deus que toma a iniciativa. Ele se revelou a Jacó. Ele chamou a Adão e Eva no jardim, a Noé antes do dilúvio, e Abraão na grande cidade de Ur. Agora, ele chamou a Jacó, para dar-lhe a sua promessa.

Na visão dada por Deus, Jacó viu o céu aberto. Um escada foi colocada na terra e o topo alcançava o céu. A escada não é aquela do pintor de casa, a palavra hebraica usada em Gn. 28:12, supõe uma estrutura de pedra, como o aterro de uma rodovia. Uma escada desta magnitude requeria uma grande massa de alvenaria para suportá-la. Nós podemos talvez supor que esta escada se parece com os zigurates que os arqueologistas acharam na Mesopotania. Como na Torre de Babel, é dito lá que os construtores planejaram que ela fosse alcançar o céu- Gn.11:4- Deus desceu em julgamento sobre a torre do orgulho do homem, contudo no sonho de Jacó, Deus desce em graça. Os anjos descendo e subindo revelam uma comunicação aberta entre o céu e a terra.

O clímax da visão é que Deus desceu a escada para ficar diante de Jacó. Deus parou não apenas no topo da escada, mas veio ao encontro de Jacó. Nós sabemos isto a partir da segunda aparição de Deus para Jacó em Betel. Onde diz “Deus se retirou dele, elevando-se do lugar onde lhe falara” Gn. 35.13. De acordo com o texto bíblico, Deus desceu para ficar ao lado de Jacó.

Diante de Jacó, o Senhor assegura a ele o propósito de sua aparição. Ele é o Deus do passado, do futuro e do presente. Ele é Senhor do passado, Deus dos pais, Abraão e Isaque. Ele é o senhor do futuro, está confirmando suas promessas. Ele é o Senhor do presente, por que ele diz:

Perto dele estava o SENHOR e lhe disse: Eu sou o SENHOR, Deus de Abraão, teu pai, e Deus de Isaque. A terra em que agora estás deitado, eu ta darei, a ti e à tua descendência.A tua descendência será como o pó da terra; estender-te-ás para o Ocidente e para o Oriente, para o Norte e para o Sul. Em ti e na tua descendência serão abençoadas todas as famílias da terra. Eis que eu estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei voltar a esta terra, porque te não desampararei, até cumprir eu aquilo que te hei referi Gn. 28:13-15

As promessas de Deus para nós não são menos seguras, Jesus vai estar conosco através da presença do Espírito Santo. Ao contrário de alguns evangelhos de sucesso, porém, o Senhor não nos promete riqueza terrena ou enormes terras. Ele nos ensina a orar pelo nosso pão diário, não para a riqueza terrena. E as bênçãos de Jesus incluem perseguição para o louvor do Senhor.

A Casa de Deus: A presença de Deus efetiva a aliança.

Apesar de Jacó ter visto a Deus numa visão, a realidade da promessa não o deixou com dúvidas. Esta terra em que ele estava era a terra da promessa. Betel, a casa de Deus, era a porta dos céus. Esta escada não é outra Babel, mas uma casa e cidade de Deus. Deus irá, de fato, estabelecer Jerusalém como a sua morada entre os povos. Como o escritor dos Hebreus observou, aqueles que, como Jacó, acreditaram, desejavam uma cidade melhor, celestial Hb. 11:13-16.

Pela manhã, Jacó não se viu cercado por uma propriedade, mas estava em Betel, a casa de Deus, o portão dos céus. Betel permanece entre a maldição de Babel e a bênção do Pentecoste.

O Senhor de Betel.

Jesus iluminou a significância desta passagem para nós quando ele aludiu a ela no chamado de Natanael. João recorda que o chamado de Jesus para seus primeiros discípulos, Ele encontrou Felipe, e disse: me segue. Felipe era de Betsaida, uma cidade no lago da Galiléia, Filipe seguiu a Jesus, e encontrou Natanael, que também era de Betsaida, as palavras de Felipe foram: havemos achado aquele de quem Moisés escreveu na lei, e os profetas: Jesus de Nazaré, filho de José – Jo. 1,45

Natanael não ficou impressionou, retorquiu dizendo se poderia vir algo bom de Nazaré. Ao que Felipe replicou, venha e veja. Jesus reconhecia que Jacó tinha praticado engano. O nome de Jacó é próximo da palavra “calcanhar” em hebraico, descreve Jacó como puxador de calcanhar, tentando suplantar Esau, mesmo em seu nascimento. Deus tinha dado o nome de Israel para Jacó, aqui temos um descendente de Jacó mais merecedor deste nome.

Natanael ficou surpreso e perguntou a Jesus: Como você me conhece?

A resposta de Jesus poderia parecer talvez comum: Antes de Felipe te chamar, quando você estava debaixo da figueira, eu vi você.

Contudo, a reação de Natanael foi extraordinária: Rabi, você é filho de Deus. Você é o rei de Israel.

quarta-feira, setembro 22, 2010

Edmund Clowney: See What It Costs (Gn. 22: 1-9)

 

Começando com a parábola do Filho Pródigo, Edmund Clowney passa a demonstrar exemplos do seu método hermenêutico e homilético nos 13 capítulos restantes, aqui vou postar alguns idéias que ele têm, não esgotando o assunto e a exposição, do livro Preaching Christ in All Scripture.

 

4.  Veja o que isto custa- Gn 22: 1-9.

Deus havia feito uma promessa a Abraão, de ser o genitor de um grande povo escolhido por Ele.  Clowney atenta para um detalhe interessante na história, o Deus que será visto. Começando com o próprio nome "Moriá" já sugere que algo será "visto". Nesta montanha,  o custo da bênção de Deus será visto. Abraão vai ver o custo da experiência de fé. Há, também na história, outro detalhe, que  Deus vai mostrar o custo que só ele pode pagar: o custo da graça. Abraão vai ver que Deus é o Salvador.

Para Abraão, o custo é tudo. Tudo o que Deus prometeu caminha ao lado dele, seu filho Isaac. Se o preço for Isaac, nada mais resta. "O riso" está indo embora.

Na verdade, esta história pode ser chocante, já que a distinção entre Israel e as outras nações era a proibição de Deus para o sacrifício humano. Na antiga Canaã, havia o sacrifício do amonitas para o Moleque, que era adorado nas ofertas de crianças no fogo- 2Rs 23:10, Jr. 32:35-. Para este crime, a lei dava a pena capital – Lv. 18:21, 20-2-5-.

Há aqui uma suspensão da regra ética para um propósito divino superior. Deus tem todo o direito de condenar à morte os pecadores. Na verdade, quando Deus julgou a terra do Egito antes do Êxodo, exigia a vida dos primogênitos de Israel, bem como do Egito. O filho mais velho, como representante da família, foi condenado, mas o Senhor proveu o cordeiro da Páscoa como um substituto, marcada pelo sangue no batente. Mais tarde, Deus continua seu pedido pelo primeiro filho- Ex. 13:15, Nm 8:17.

O sacrifício de Isaac como teria sido o sacrifício depois do cordeiro pascal. Mas o sacrifício de Isaque não era para ser, para ele não era um sacrifício perfeito, um cordeiro sem mancha, ele não poderia pagar o preço dos pecados dos outros.Abraão não poderia dar o fruto do seu corpo para pagar os pecados de sua alma.

O teste: a obediência da fé.

Deus requisitou  o sacrifício do primogênito de Isaque, como depois ele colocou os primogênitos de Israel na última praga do Egito.

O custo é nada: total confiança da fé.

Quando Abraão responde ao seu filho, no verso 8, que Deus proveria o sacrifício, ele estava na agonia de seu teste, Abraão só podia se apegar a Deus. Ele estava sobre o monte que tinha visto, o monte de Deus, com o filho que Deus lhe havia dado. Deus viu ele lá. Deus vê a oferta que ele daria para si mesmo. O verbo "ver" em hebraico também significa "ver com" ou "oferecer".

A fé recebe o filho redimido.

Eles seguiram juntos subindo o monte, ajuntaram as pedras para construir o altar, a obediência de Abraão está junta com a fé de Isaque, ele se coloca para ser sacrificado.  Quando Deus vê esta fé, ele chama Abraão, Abraão…

Abraão está pronto a dar tudo que tem em devotada obediência, porque ele temia Deus, ele iria pagar o preço, o anjo segurou sua mão, na montanha, Abraão olho e viu um cordeiro preso em um arbrusto, ele tomou o cordeiro e o ofereceu no lugar de Îsaque, e Abrão chamou este lugar: O Senhor vai ver isto.

O custo para Abraão era tudo, mas como ele se apegou ao Senhor com fé, o custo não era nada. Ele declarou que o Senhor proveria, e o Senhor proveu. A obediência de Abraão era a obediência da fé. Isaque foi dado para Abraão mais uma vez. Ele foi dado por seu nascimento e agora por sua redenção. A oferta da ovelha simbolizava não apenas a consagração mas também reparação no sangue por um substituto.

Em total comprometimento de fé o custo foi tudo, mas é apenas na simples confiança da fé, que o custo é nada. Abradão adorou  a Deus por renovar sua aliança com ele.

A ordem que Deus fez a Abraão não é impensável. Ele faz a mesma ordem total para você. Jesus pede isto para qualquer um que quer seguir a Ele. De fato, apenas se estivermos prontos a receber nossa sentença de morte, e tomar sobre nós a nossa cruz é que poderemos receber a vida eterna- Mt. 10:37-39. Nós precisamos o mesmo tanto do poder da sua graça para negarmos a nós mesmos e segui-Lo, sua ordem não mudou, veja o custo, é tudo.

Na realidade da graça.

Não apenas na experiência da fé, mas na realidade da graça, o preço da redenção é revelado. Em sua bondade, Deus manda ocasiões que nos testam.

Nós temos duas coisas que aprendemos do teste de Abraão.  Primeiro, aprendemos que ele foi abençoado por sua obediência, já que ele demonstrou que temia a Deus. A segunda e que mostrada no nome que Abraão deu ao lugar que o Senhor mostrou para ele. Nós conhecemos ele como Jeová Jiré: “O Senhor vai ver (para ele)" Quando Deus proveu o carneiro, ele não só poupou Isaac  e Abraão, mas mostrou a Abraão que o preço de resgate foi maior do que ele poderia pagar. O Senhor por si mesmo deveria prover a oferta que traria salvação. Esta provisão deveria ser feita no lugar que Deus mostrou para Abraão. O Senhor mostrou para Abraão que este era o lugar onde seus descendentes depois de saírem do Egito, seriam trazidos de volta, e ali seria o lugar onde a nação da promessa se reuniria para adorar a Deus.

Isaque não poderia ser ofertado, nem poderia ser o cordeiro o sacrifício real. Alguém que descendesse de Abraão deveria vir, para que  todas as famílias da terra pudessem ser abençoadas. O Senhor proverá promete a vinda de Cristo. Abraão se alegrou em ver o dia de Cristo quando Isaque nasceu, e se alegrou quando Deus proveu um cordeiro como substituto para Isaque, mas Abraão olhou para além –Jo. 8:56-. Não Isaque, mas o cordeiro de Deus era o sacrifício que o Pai iria prover. Abraão, o profeta falou palavras que permanecem, palavras que explicam Jeová Jíré, na montanha do Senhor, ele será visto, esta é a tradução literal do vs. 14.

Bem podemos ainda confiar  na palavra de Abraão. No monte do Senhor, o Cordeiro de Deus será visto. Um coro popular canta, "Jeová Jiré, provisão do Senhor para mim", mas não acerta o coração da mensagem. Jeová Jiré: na montanha do Senhor, Jesus Cristo vai ser visto. O que vemos é Jesus Cristo levantado no Gólgota, naquele mesmo lugar, no monte de Moriá.

Deus paga o custo pela substituição.

A revelação de Deus sobre o custo de redenção na vida de Abraão nos aponta para o Cordeiro de Deus, o Cordeiro que Deus provê, que ele oferece para os pecadores. O preço infinito que foi pago só é preenchido por Deus  e seu infinito -Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna "(João 3:16).

quarta-feira, setembro 15, 2010

Edmund. P. Clowney: Preaching Christ in All of Scripture

 

 

Edmund P. Clowney busca entender a Bíblia como um livro cristão, e busca em todo o  texto a presença de Cristo. Percebi então que a Bíblia não nos dá uma história cheia de Israel, mas uma história da obra de Deus de salvar o seu povo escolhido. Então, os pregadores que ignoram a história da redenção em sua pregação estão ignorando o testemunho do Espírito Santo a Jesus em todas as Escrituras.

1. Cristo em todas as escrituras.

O  Deus vivo revelado no Antigo Testamento é o Deus Uno e Trino. Para ter certeza, a Encarnação trouxe à luz Antigo Testamento ensino que ainda estava na sombra.

Paulo afirma a divindade de Cristo, quando ele escreve: "Porque em Cristo toda a plenitude da Divindade a vida em forma corpórea" (Col. 2:09, NVI). O Filho de Deus possui todos os atributos de Deus. Ele é "um Espírito, infinito, eterno e imutável, sendo na sua sabedoria, poder, santidade, justiça.

O Dispensacionalismo ensina que Deus oferece diferentes meios de salvação em diferentes períodos. A salvação pelas obras foi o caminho da salvação, no período de Israel, e será novamente no milênio. A era da igreja "foi uma interrupção imprevista na história da salvação. Os quatro evangelhos são, portanto, para Israel, não a igreja. Nenhuma das profecias do Antigo Testamento previu. O relógio profético parou.

 

Cristo como servo da aliança.

Servir ao Senhor significa adoração e obediência. Jesus Cristo consuma a relação de aliança de ambos os lados. O que Jesus  como o Servo do Senhor não pode ser descrito como um mera "situação" paralela, um "fenômeno", um termo Hanson usa para explicar o referência típica. Ele está certo em insistir que a atividade do próprio Deus no Antigo Testamento não é apenas um tipo de sua atividade como Senhor no Novo Testamento. No entanto, as ações e papéis de Adão, Noé, Abraão, Isaac, Jacó, José, Moisés, Arão, Josué, Davi, e o resto não devem ser fixados ao lado da pessoa e obra de Jesus Cristo como performances menos eficaz do mesmo tipo de serviço.

Simbolismo e tipologia.

Contudo, ele também procura se afastar da alegorização do texto, buscando uma leitura mais tipológica. Para ele, a alegoria é atribuição de significados arbitrários para as palavras, o alegorista pode evitar ou subverter o significado do texto.  Citando Francis Foulkes, ele diz que alegorizar é um método distinto da tipologia, pois se faz a exegese de palavras ao invés do texto, se atribui significados para palavras evitando-se ou manipulando-se o texto.

Assim, o autor começa a analisar os texto de forma tipologica.

Simbolismo cerimonial.

No antigo testamento, este servia para separar o puro do impuro.

De forma que o poder dominante de Cristo inverte o princípio da impureza, quando Jesus toca o leproso, ele não está contaminado, contudo o leproso é limpo e pode reivindicar o seu novo estado, através do sacerdote e do sacrifício, esta inversão aparece também quando Paulo ensina que aqueles que se converteram ao cristianismo que não estão obrigado a separar seus cônjuges infiéis, como era necessário no Antigo Testamento.

Simbolismo histórico.

 

Sacrifício de Isaque por Abraão. (Gn. 22)

O verbo”jireh”  é a forma de um verbo comum para "ver". Que significa "dar" ou "ver-lhe", sendo derivado do contexto no versículo 8, onde Deus  está "vendo" o cordeiro, que pode ser  entendido como fornecendo. Está mais envolvido aqui o testar a fé de Abraão.

O primeiro uso do verbo "ver" em Gênesis 22 ocorre no versículo 4: "No terceiro dia, Abraão olhou e viu o lugar ao longe" (NIV). Abraão vê o carneiro preso no mato, no monte (v. 13). O lugar é novamente enfatizado na parte que  diz: "No monte do Senhor em que será visto", ou "ele vai ser visto."

Precisamos saber que Paulo fará uma alusão a esta passagem, quando ele diz: "Aquele que não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como é que ele também não, junto com ele graciosamente nos dá todas as coisas?" (Rom . 08:32 NVI).

Memoriais de significância.

Cristo está presente na pessoa e no símbolo. Nesse incidente, o Cristo, o Senhor está na rocha como o Anjo teofânico, mas sobre o símbolo da Rocha  é necessário para fornecer o símbolo de que quando estiver com a natureza humana, ele deve assumir ela para receber o golpe expiatório de julgamento.

De forma que a fidelidade da aliança de Deus se torna o fundamento das promessas dos profetas inspirados sobre a graça de Deus no futuro.

  • Atos e palavras do Senhor.

Não podemos ignorar os tipos presentes no Novo Testamento, mesmo que não podemos sistematizar eles, não identificá-los é confessar a falência da hermenêutica. Sabemos que os escritores do Novo Testamento  encontraram os tipos, mas confesso que não podemos saber como eles fizeram isso. Parece haver nenhum princípio visível para nós seguirmos. Não podemos ignorar os tipos presentes no Novo Testamento. Se houver um simbolismo presente,  podemos acertadamente inferir uma tipologia.

Todas as verdades vêm para a sua realização em relação a Cristo. Se, portanto, podemos construir uma linha de simbolismo do evento ou cerimônia para uma verdade revelada,  a verdade vai nos levar a Cristo

Se traçarmos uma linha de significância diretamente do Antigo Testamento, que revelou a verdade para nós sem qualquer referência a Cristo e a realização dessa verdade Nele, estamos traçando uma linha do moralismo.

Se tomarmos a história de Davi e Golias, e apreendermos a verdade da coragem sem qualquer inferência a Cristo, estaremos construindo um sermão apenas moralista.  O que Davi exibe é a fé, o autor de Hebreus constrói sua lista de homens e mulheres de fé no Antigo Testamento- Hb 11-. Nela, fé e graça andam juntos, Davi, o ungido do Senhor é um tipo de Jesus Cristo, o Messias, que se encontra e vence Satanás, o home forte para que possa livrar os que estão cativos dele- Lc 11:15-19-. Nesta passagem, um pregador que depender da alegoria para tentar explicar o texto escolhendo algo nele, vai acabar gerando uma interpretação que não está relacionada com o contexto e significado do texto.

Há algumas formas que nos ajudam a entender como se dá o processo: (1) a forma de progressão histórica redentora, (2) a forma de cumprimento de promessas; (3) o caminho da tipologia; (4) a analogia; (5) a forma de temas longitudinal; (6 ) o modo de contraste; (7) a forma de referências do Novo Testamento.

Aqui, Clowney faz uma crítica ao dispensionalismo, que  não consegue ver a continuidade da obra redentora de Deus, mas justamente de uma forma de teologia bíblica vê a importância das eras ou épocas apenas. A história da redenção é sempre acompanhada pela história da revelação, a interpretação de Deus, de seus próprios atos fornece os temas que a teologia bíblica e sistemática deve reunir e sintetizar.

A história da redenção e da revelação existe por causa da vinda de Cristo. Se Jesus Cristo não foi escolhido no plano eterno de Deus, não teria havido história humana de qualquer maneira. Adão e Eva teriam caído mortos ao pé da árvore do conhecimento do bem e do mal. A graça da promessa da aliança de Deus é a fonte e o coração da história redentora.

Os levitas, tribo separada para servir ao Senhor na sua tenda, foram considerados como substitutos para os primogênitos. Além de seu número, cada pai israelita paga cinco siclos de comprar de volta o seu filho primogênito (Ex. 13:15-16; Num. 03:14, 16, 42-51).

Ele revelou seu nome como o Senhor o Deus cheio de devoção ( pacto de chesed ) e da fidelidade de verdade. Ele prometeu ir no meio do seu povo, e não apenas à frente deles.

"Onde é que os escritores do Novo Testamento, em contraste com suas contrapartes não-cristãos judeus, a idéia de interpretar o Antigo Testamento a partir da realidade de Cristo?" Os discípulos tinham estado com Jesus e teve encontro com o Senhor ressuscitado."Mas uma resposta mais completa é que o próprio Jesus ensinou-os a ler o Antigo Testamento, desta forma

Então ele abriu suas mentes para que eles pudessem compreender as Escrituras "(Lucas 24:44-45, NVI). Lucas relata em seguida suas palavras. Jesus apresentou uma síntese do Evangelho e sua propagação através das nações (vv. 46-47)

Ele preenche os livros sapienciais do Antigo Testamento. As formas de ensinar que Jesus usou são as formas de sabedoria do Antigo Testamento, mas ele tira do seu tesouro coisas novas e velhas (Mt 13,52). Nele, o Antigo Testamento é feita nova em plenitude, e as notícias do evangelho justifica o velho, ao mesmo tempo que cumpre e supera.

 

2. Preparando um sermão que apresenta Cristo.

  • O Senhor fala por si mesmo na pregação.

O Novo Testamento usa vários termos para a pregação. Pregação inclui proclamar a Boa Nova, ensinando a riqueza da revelação de Deus, encorajando, exortando, advertência e repreensão.

O estudo bíblico nos leva a sua presença.

Sentido também é atraído para a dinâmica da comunicação: o emissor, a mensagem eo receptor. Além disso, o elemento relacional fornece o contexto de comunicação. A fixação da mensagem inclui aqueles a quem é dirigida, mas tem um significado além daqueles para os quais foi inicialmente prevista.

No entanto, o oposto é o caso. Lembro-me de ouvir Tim Keller do Redentor Igreja Presbiteriana em Nova York que descreve o caminho da devoção. Ele insistiu que a Escritura abre as portas do céu para aqueles que buscam o Senhor.

Ouvir a Palavra do Senhor é um exercício de fé em acreditar que o Senhor faz ouvir e responder às nossas fundamento. A comunhão com o Senhor nos é pessoal. Sua intensidade vai além de nossas expressões de devoção, mas nossas palavras e nossos gritos resposta para o seu pronunciamento de amor.

A devoção do Senhor, seu Chesed, é profundamente pessoal, mas é direcionado para o seu povo escolhido. Nós, que são escolhidos em compartilhar a Cristo o amor que nos é dado por Cristo, como membros do seu corpo Cuidado, a reflexão devota da Palavra do Senhor permanece a chave para entrar a sua presença no culto.

 

Estrutura do Sermão que apresenta a Cristo.

Nós não podemos aprovar o papel de Jesus, nem a sua expressão facial enquanto falava. A realidade de Jesus não pode usar um stand-in. O esforço para tornar realidade para além da palavra pregada não como ficção. O ator não é Jesus.

A Estrutura do sermão que apresenta Cristo na história da redenção.

Toda a apresentação de Jesus possui uma dimensão narrativa, ele vem como o climax para uma grande história bíblica, no velho testamento Jesus aparece como o anjo em Ex. 3:2,14, Isaías viu sua glória no templo (Jo.12:41).

Jacó perdido quando o Senhor tocou seu quadril, mas Jacó venceu porque ele não deixou eu ir. O Senhor perdido em um sentido, quando ele abençoou Jacó, mas ele ganhou, porque a bênção de Jacó era o seu objetivo final.

 

O discurso direto apresenta Jesus.

Jesus é apresentado quando ele revela a si mesmo para nós e também quando ele fala para instruir, guiar e cuidar da gente. Quando pregamos tendo em conta o Evangelho, não podemos colocar as palavras de Jesus como um discurso indireto. Devemos chamar os nossos corações para as palavras de Jesus diretamente, e então pensar – como eles poderiam acreditar nele senão ouviram?-. Jesus está falando na pregação, devemos ver isto claramente e de forma direta.

Oração preparatória para a apresentar a Cristo.

 

"Como posso saber se estou pregando na energia da carne ou do poder do Espírito?" Isso é muito fácil ", Lloyd-Jones respondeu, como repete o autor: "Se você está pregando na energia da carne, você vai se sentir exaltado e sublime. Se você está  pregando no poder do Espírito, você vai sentir temor e humildade”

Pregação na presença do Senhor é mais pessoal do que possuir o poder de expressão, um poder que pode ser pensado como unção para a tarefa.

O Senhor nos salva pela maravilha da sua presença pessoal conosco. Assim é com a pregação. Nós não procuramos uma onda de energia em ministrar a Palavra de Deus. Nós buscamos a sua presença no ato da pregação, como temos diante da pessoa de Jesus Cristo ..

Mantenha sua linguagem vivida, e não por ilustrações e figuras de linguagem que roubam a atenção dele, mas pelas referências vivas para que o Senhor diz e faz. Certifique-se que as ilustrações não distrair a partir do que eles ilustram. Pegue  a atenção das pessoas com uma história sobre um ídolo dos esportes ou música, e você pode nunca tê-la de volta.

 

 

3. Compartilhando as boas vindas do Pai – Lc 15.

Na primeira parte da história, Jesus está mostrando a graça do Pai. e na segunda parte da história, ele nos está dizendo o que é preciso para a boa vinda.

A graça das boas-vindas do Pai.

A história começa com o filho mais novo, ele odeia cada minuto que passa naquela casa, detesta tudo que existe lá. Só uma coisa que ele gosta: o dinheiro do seu pai. Diante da remota possibilidade de obter e o fim da paciência, ele pede ao pai, que lhe dê sua parte da herança.

Foi uma coisa muito cruel de se fazer, a sabedoria judaica aconselha a não dar nada enquanto vivo, Clowney cita Ecl. 33:22

porque é melhor que os teus filhos te peçam, do que estares tu olhando para as mãos de teus filhos.

Contudo, o pai atendeu o pedido. Após algum tempo em uma terra, o filho perde tudo, e Jesus não conta como ele perdeu o dinheiro, apenas diz que estava faminto, alimentando porcos,  este não era um trabalho marginal, contudo, os porcos na lei judaica são animais impuros, o que quer dizer que o filho agora era um estranho, longe de casa, perdido e impuro.

O arrependimento do filho não é glamurizado, ele apenas reconhece que sua situação atual é muito inferior a dos funcionários do pai, que ele agiu tolamente.

O que guarda a lei é filho sábio; mas o companheiro dos comilões envergonha a seu pai Pv. 28:7

Ele quer voltar para casa do pai para ser um empregado por lá, porque sabia que não tinha nenhum direito de ser aceito de novo no antigo relacionamento, a confissão de seu completo imerecimento nos prepara nos assombrarmos com a graça do pai.

O pai o recebe de volta, dando a ele completa e livre perdão que não demora em restaurar no filhos, os símbolos de seu estatus- a melhor roupa como símbolo de honra, o anel que carrega o selo da família, mesmo as sandálias tem um significado, já que os servos andavam de pés descalços.

Clowney faz um relato aqui de outros pais amorosos, como Abraão no Monte Moriá, Rei Davi quando chora a vida de Absalão, em 2Sm 18:33. E o próprio Deus, que chora por seu povo escravo no Egito, Ex. 4:23 c/c Os.11:1-4.

A demanda da boa vinda do Pai.

Com a festa acontecendo, chega o irmão mais velho, e pergunta que está acontecendo ali. Ele vê a festa e fica aborrecido, afinal, tudo que está sendo gasto ali está sob sua conta, já que a herança foi dividida. Ele despreza a alegria do pai, fica furioso por sua graça e se ressente do amor pelo pródigo.

Os fariseus desprezam os pobres e desdenhavam o chamado de Cristo para o banquete do reino. Eles foram avisados que outros se sentariam no banquete do reino, e eles iam achar a si mesmos excluídos para sempre.  Contudo, nesta parábola, Jesus deixa a porta aberta para os fariseus, eles permanecem de fora, furiosos porque Jesus está celebrando com publicanos e pecadores. Contudo, Jesus diz que o Pai ainda vai ao encontro do filho mais velho, para eles entenderem que isto significa que se eles rejeitam seu chamado, eles ficaram de fora do banquete da glória.

O filho amargo está mais longe de casa ali no campo do que o pródigo estava no chiqueiro.  Ele não tem amor por seu pai. Guardar as ordens de seu pai é uma escravidão. Seu real prazer não é estar com seu pai, como o pródigo no começo da história, ele preferiria celebrações com seus amigos. Ele não tem entendimento do amor do pai – por seu irmão, ou por ele mesmo. Ele não ama seu irmão também. Ele não consegue chamá-lo de meu irmão, apenas diz este seu filho.

A demanda, a obrigação aqui é clara. Ele deveria entrar na festa, ele não pode ficar lá fora na escuridão queimando de raiva e inveja. Suponha que o irmão mais velho conhecesse o amor do pai, seu coração.  O que ele teria feito? Ele teria ajudado o pai no encontro com o irmão perdido, teria ido atrás do irmão se ele compartilhasse os sentimentos do seu pai. Isto é o que ele teria feito e muito mais, contudo, isto não é apenas uma sugestão, é algo que entendemos da parábola, esta é uma das três que Jesus contou para os fariseus e doutores da lei que o estavam criticando. Jesus contou três parábolas, a da ovelha perdida, da moeda perdida e do filho perdido. Cada história termina com uma alegre festa para comemorar que se achou o que estava perdido. Jesus está ensinando que há alegria no céu quando um pecador se arrepende. Contudo, ele está também fazendo um contraste entre seu ministério e a atitude de seus críticos. A reclamação deles que ele se associava com pecadores. Ele responde que ele está buscando pecadores porque é o que seu Pai faz. Jesus está retratado no pastor, que busca a ovelha que se perde, ele está retratado também na mulher que varre sua casa buscando amoeda que está perdida. Jesus não aparece, contudo, na parábola do filho pródigo. Ao invés disto, ele se coloca fora da história e coloca no lugar a figura dos fariseus, o irmão mais velho está fazendo apenas o que eles faziam: se recusando a se juntar com pecadores. Jesus está fazendo o oposto, ele entende o coração de misericórdia do Pai, ele não apenas quer que os pecadores estejam no banquete dos céus, como também veio atrás deles onde eles estão. Ele veio para buscar e salvar aquele que estava perdido.

Não entendemos  esta parábola se nos esquecemos quem disse isto e por quê.  Jesus Cristo é nosso irmão mais velho, o primogênito do Pai. Ele é o Pastor que vem procurar para encontrar o perdido, ele é a Ressurreição e a Vida, que pode dar vida aos mortos, ele é o herdeiro da casa do Pai. Esta parábola é incompleta se esquecermos que o nosso irmão mais velho não é um fariseu, mas Jesus. Ele não se limita a acolher-nos em casa como o irmão não, ele vem para encontrar-nos no chiqueiro, coloca os braços em torno de nós, e diz: "Volte para casa!"

De fato, se nos esquecermos de Jesus, não entendemos completamente a medida do amor do Pai. O pai celeste não é permissivo com o pecado. Ele é um Deus santo,a penalidade do pecado deve ser paga. A glória da graça surpreendente é que Jesus pode dar boas vindas aos pecadores por que ele morreu por eles. Jesus não apenas veio para a festa, comeu com publicanos e pecadores redimidos, ele espalhou a festa, pois ele nos chama para a mesa do seu corpo partido e sangue derramado.

E é por isto que o autor de Hebreus diz que Jesus está cantando junto com seus irmãos, conforme Hb. 2: 12.

Se você está perdido, ele está te buscando onde você está e quer te levar de volta para casa. Se você é um crente, como foi que Jesus te achou, como te carregou de volta para casa, se você já experimentou a graça, você conhece o coração do pai, dê boas vindas aos pecadores.

domingo, agosto 22, 2010

O que estou lendo agora…

De volta ao Kindle, peguei o reembolso do envio, e comprei três livros, dois baseados na lista de melhores do ano da Christianity Today e um, baseado, na curiosidade da pregação cristocêntrica. Os dois primeiros e o último da lista a seguir.

Deep Church: A Third Way Beyond Emerging and Traditional de Jim Belcher

Este já colocou uma crítica que Kevin DeYoung fez dele na Gospel Coalition, como também um vídeo com entrevista com autor. Mas, o livro vai além da crítica de DeYoung, ele traça um belo panorama da igreja emergente e seus pontos fortes e falhos, estou tuitando a leitura via kindle @allenvaz.

Desiring the Kingdom: Worship, Worldview, and Cultural Formation de James K.A. Smith

Preaching Christ in All of Scripture de Edmund Clowney