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domingo, janeiro 11, 2009

REPINTANDO A IGREJA

rOB bELL
uMA vISÃO cONTEMPORÂNEA


7 MOVIMENTOS
Salto, Jugo,Verdadeiro, Borlas, Poeira, Novo e Bom.
  • 1. Salto

"As molas ajudam a entender o sentido das realidades mais profundas que orientam como vivemos nossa vida cotidiana. As molas não são Deus. Não são Jesus. Elas são afirmações e convicções acerca da fé que nos ajudam a expressar verbalmente a profundidade do nosso salto. Eu as chamaria de doutrinas da fé cristã"(p. 24)

Aqui começam os problemas com livro de Bell, ele quer flexibilizar tudo, doutrinas básicas e fundamentais também:

"A palavra trindade não se encontra em nenhum lugar da Bíblia, Jesus não usou essa palavra, tampouco os autores da Bíblia. Entretanto, ao longo do tempo, essa convicção, esse entendimento, essa doutrina, passou a ser essencial para que os seguidores de Jesus entedessem quem é Deus. TRata-se de uma mola, e as pessoas saltaram sem ela durante milhares de anos. Ela foi acrescentada posteriormente. Podemos destacá-la e examiná-la. Discuti-la, investigá-la, questioná-la. Ela é flexível e elástica" p. 25

Agora, fica mais complicado mesmo quando ele vai falar do nascimento virginal de Jesus Cristo:

"E se amanhã alguem encontrasse numa escavação a prova clara de que Jesus tinha um pai biologico verdadeiro, terreno, chamado Jaime, e os arqueologos encontrassem o tumulo de Jaime, recolhessem amostras de DNA e provassem sem sombra de duvida que o nascimento virginal foi, na verdade, só um pouco de mitologia que os autores do Evangelhos criaram como forma de apelar aos seguidores das religioes dionisiacas e as de Mithra, muito comuns e conhecidas no tempo de Jesus, seitas religiosas cujos deuses tinham um nascimento virginal? Mas e se, quando se estudasse a origem da palavra virgem, se descobrisse que essa palavra no evangelho de Mateus na verdade provém do livro de Isaías? E, em seguida, se se descobrisse que na lingua hebraica desse periodo a palavra virgem podia signficar varias coisas. E se se descobrisse que no primeiro seculo ser nascido de uma virgem tambem se referisse a uma criança mae engravidou na primeira vez que teve relação sexual? (p.29)

Respostas de Ben Witherington :

1. O culto de Mithra só surgiu apos o 1o seculo, e não foi importante para os autores do NT.

2. O culto não era baseado em uma pessoa real de carne o osso, que existiu, historicamente, ao contrário de Jesus.

  • 2. Jugo

  • 3. Verdadeiro

  • 4. Borlas

"O tzitzit aparece pela primeira vez em Numeros 15, quando Deus diz a Moises: Façam borlas nas extremidades das suas roupas e ponham um cordão azul em cada uma delas, faça isso por todas as gerações. Quando virem essas borlas vocês se lembraramde todos os mandamentos do Senhor, para que lhes obedeçam e não se prostituam nem sigam as inclinações do seu coração e dos seus olhos. Assim vocês se lembrarão de obedecer a todos os meus mandamentos, e para o seu Deus vocês serão um povo consagrado.

Deus mandou que seu povo amarasse borlas nas extremidades de suas roupas para que constantemente todos eles vissem e se lembrassem de viver de maneira que ele os criara para viver.

A palavra hebraica para extremidades é kanaf.

A palavra borla ou franja é tzitzit.

Ate hoje muitos judeus usam um xale de oração para obedecer a esse texto. O xale de oraçao tambem aparece em varias passagens interessantes em toda a Bíblia (1Sm 24.4, Mt 6.6).

Uma das mais importantes está na predição de Malaquias acerca do Messias futuro "...o sol da justiça se levantará trazendo cura em suas asas" (4.2).

A palavra que Malaquias emprega para asas é kanaf- a mesma palavra que em Numeros se refere às extremidades das vestes, às quais deviam ser atadas às borlas. Por isso, surgiu a lenda de que, quando Messias viesse, haveria poderes de cura especiais em sua kanaf, nas borlas de seu xale de oração.

Acelerando o filme para a epoca de Jesus, vemos uma mulher que sofria de uma doença havia doze anos e ninguem a curava. Ela abre caminho no meio da multidão para chegar até Jesus e quando está perto dele, segura-lhe o manto. Lembre-se que Jesus era um rabino judeu que observava os ensinos da Torá e cumpria os mandamentos da Escritura palavra por palavra, inclusive passagens como Numeros 15, o que significa que Jesus devia estar usando um xale de oracao. Assim, quando a mulher segurou a ponta de seu manto, ela estava demonstrando que cria que Jesus era o Messias e que as borlas de seu manto tinham poder de cura. Ela cria que Jesus é aquele de quem Malaquias fala. (p. 122-124)

  • 5. Poeira

"Em Cesaréia de Filipe ele lhes diz:"sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do Hades não poderão vence-la. na verdade, ele estava dizendo que aquelas pessoas- as pessoas que ficavam com os bodes- iam juntar-se ao movimento de Jesus, que não poderia ser detido. De que maneira voce, como discipulo, começaria a enteder esta declaração?" (p. 154)

  • 6. Novo

"A verdadeira espiritualidade, portanto, não diz respeito a escapar deste mundo para outro lugar, onde ficaremos para sempre. O cristão nao é alguém que espera passar todas a eternidade lá no céu. O cristão é alguém que antecipa a vida eterna aqui, num novo céu que vem à terra.

O objetivo não é escapar deste mundo, mas fazer deste mundo o lugar em que Deus possa habitar. E Deus está recriando, nos transformando no povo que pode fazer essa obra" (p. 173)

  • 7. Bom

"E Deus nao está apenas interessado em recuperar seu sonho original para criação. Ele quer ir mais adiante. Imagine tirar todo o pecado e a morte da Bíblia. Restaria um livro curto. Teria quatro capitulos para ser preciso: Genesis 1 e 2 e Apocalipse 21 e 22. Em Genesis 1 e 2, lemos sobre um jardim, em Apocalipse 21 e 22 sobre uma cidade. A cidade é mais avançada e mais complexa que o jardim., Se um jardim for cultivado, desenvolvido, administrado e cuidade, ele acabará se transformando numa cidade. Se não houvesse pecado nem morte, a criação progrediria porque Deus, não quer apenas recuperar essas coisas, Deus quer que elas progridam". (p. 185)

terça-feira, fevereiro 12, 2008

O Sagrado, o profeta e o jumento por Nilton Bonder


Capítulo 1- Você não é especial.

Para desmacarrar a doutrina egoísta da lei da atração & segredo, Bonder tece alguns comentários baseados em Nm 23, sobre o segredo ser mais importante que o sagrado, o autor diz que se deve a cultura egoísta atual, onde a vitória individual é mais importante que uma vitória compartilhada, onde caminhos descobertos para si mesmo são os únicos caminhos, não há mais uma jornada coletiva da humanidade- o sagrado.

Em entrevista ao Jornal do Brasil em 25.11.2007, ele diz:

O segredo é pernicioso ao dizer que as pessoas são especiais. O livro diz, basicamente, que as pessoas podem pedir o que quiserem ao universo porque são especiais e não apenas um código de barras nesta civilização. A ciência nos relembra constantemente de nossa pequenez em relação ao sistema solar. Sentimo-nos oprimidos, desvalorizados. Qual é o significado da vida? De repente, nenhum. O planeta vai acabar, vai aquecer. Olhar as espécies sendo extintas é uma mensagem aterradora. O racionalismo nos diz: "Não, você não é especial. Toque sua vida, pois pode cair um meteoro e acabar com tudo num instante". O segredo faz parte de uma perspectiva mágica, esotérica, que retruca: "Você é o centro do universo, existe uma lei da atração que permite que você peça e consiga as coisas". Nesse sentido, a obra tem grande importância no século 21, com todas as ameaças que estamos vivendo. Daí seu sucesso editorial e sucesso de tudo o que é oculto, a explosão de interesse por cabala e por outras coisas feitas para ajudar as pessoas a descobrirem que podem chegar aos segredos do mundo.


Sobre Números 23:

"Se eu quero a lei da atração que torna tudo possível, então não há interdição definitiva. Deve haver algum jeito, alguma mágica, algum segredo que possa contemplar o meu desejo, basta encontrar o caminho. É isso que Bilam conhece na segunda vez que fala com Deus" (p. 32)

"Grande é Deus que coloca as espadas não nas mãos dos homens, mas nas dos anjos. São eles que têm a última palavra sobre a quem se adequa a fatalidade. Para nós humanos a fatalidade não existe, o que, sim, existe é a intolerância aos caminhos bloqueados e a intransigência do desejo que cegamente chicoteia o destino querendo se impor" (p. 40)


"O verbo usado em hebraico com o sentido de bloquear é o mesmo da raiz de satã (liston). Satã é o bloqueio que nos faz perder dons. Bilam, o profeta, está surdo e cego. Bilam está distanciado de Deus exatamente porque o escuta com uma escuta conspurcada por seu desejo. Um Deus sem autonomia é a declaração de nossa solidão, de nossa perda do mais íntimo e sagrado diálogo". (p. 41)

2. O melhor e mais comum.

"A bênção não diminui quando repartida, mas surpreendemente se reforça e se propaga. A bênção contagia e não se fragmenta. Aliás, essa é sua característica maior. Para saber se algo é um desejo atendido ou uma bênção, basta fazer o seguinte teste: se ao ser compartilhado ele perder o valor ou intensidade, ele terá sido então fruto do desejo; se, ao contrário, ele se expandir e se desenvolver, terá sido uma bênção" (p. 69)

4. Lei da Tração

A lei da tração postula que tudo que puder ser carreado para o campo de nosso interesse, o será . Há uma tendência humana em preferir o design e a estética que nos favorecem" (p. 111)


5. Eu? Não, Tu!
"Ofereça a um peregrino um atalho e ele terá certeza de que você não é um companheiro de jornada" (p. 127)